O dia 6 de agosto será lembrado como um marco negativo na relação entre Brasil e Estados Unidos daqui para frente. Foi nessa data que entrou em vigor o tarifaço de Trump contra nosso país, impondo uma taxa de 50% sobre produtos brasileiros importados para a terra do Tio Sam. Escaparam somente cerca de 694 itens, litados explicitamente na Ordem Executiva assinada pelo presidente americano Donald Trump no dia 30 de julho, como suco de laranja e aeronaves. A cerveja está submetida à sobretaxa norte-americana. No entanto, o impacto deve ser mínimo no mercado, já que o volume exportado para lá é pequeno e o valor relativamente baixo. Além disso, cervejarias nacionais já exploravam alternativas à exportação, que podem ser aprofundadas agora.
Os Estados Unidos recebem pouco volume de cervejas brasileiras. O país é apenas o oitavo colocado entre os maiores importadores, tendo comprado somente 460 mil litros da bebida em 2024, de acordo com números do Anuário da Cerveja 2025 — publicado pelo Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) e divulgado pelo Sidnicerv (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja) no início de agosto. Apesar das exportações do Brasil terem crescido 43,4% em volume em geral, alcançando um total de mais de 330 milhões de litros, a fatia norte-americana é equivalente a 0,14% do total. Ou seja, o impacto deve ser mínimo.
O maior volume vai para países latino-americanos, com o Paraguai em primeiro (cerca de 220 milhões de litros ou 66,71%), seguido pela Bolívia (55 milhões ou 16.70%) e Uruguai (30 milhões ou 9.33%). As importações do Paraguai, em especial, cresceram 59,4% em volume em 2024, mostrando uma maior concentração das exportações para lá.
Outro fato curioso é que nove dos dez principais destinos da cerveja nacional são do continente americano, segundo o balanço do Mapa — e 97,7% do volume fica na América do Sul. A décima colocação fica com Países Baixos, que importou cerca de 100 mil litros no ano passado. Ao todo, a cerveja brasileira é exportada para 79 países no mundo.
Valores e balança comercial
Voltando ao caso americano, outro fator pelo qual o impacto do tarifaço de Trump deve ser reduzido na cerveja é o valor da mercadoria que vai para os Estados Unidos. Foram cerca de 370 mil dólares no total em 2024 (0,17% do total em dólares), o que resulta numa média de aproximadamente US$ 0,80 ou cerca de R$ 4,30.
Valores da balança comercial de importações e exportações da cerveja brasileira do Anuário da Cerveja 2025 sobre o ano de 2024 (Reprodução / Anuário da Cerveja)
Essa relação também aparece nas demais exportações para outros países. Apesar da balança comercial cervejeira do nosso país no ano passado ter apresentado o maior superávit desde 2011, com um montante de 195 milhões de dólares e crescimento de 32,5% em relação a 2023, o preço médio da cerveja brasileira foi de US$ 0,61 por litro (R$ 3,30).
Em geral, os valores de cargas importadas e exportadas já consideram também os custos de transporte. Portanto, pode-se deduzir que o produto exportado é de baixo valor agregado, possivelmente cervejas de estilos mais simples, como American Lager, de grandes cervejarias.
Após cinco anos de queda, as importações de cerveja, que já foram muito fortes no Brasil, cresceram timidamente em 2024. O aumento foi de apenas 5,1% em volume e 7,7% em valor, chegando a aproximadamente 7,5 milhões de litros e 9,3 milhões de dólares. A média foi de US$ 1,24 por litro (R$ 6,70), bem superior a das exportações.
Produção local como alternativa ao tarifaço de Trump
Mesmo assim, há espaço para produtos de outras origens por lá, principalmente os que tem diferenciais fortes. Só que eles nem sempre precisam ser importados.
Uma alternativa está na produção local de marcas brasileiras. Modelo já adotado pela Japas Cervejaria, de São Paulo (SP), desde 2019. “Optamos por produzir localmente porque facilita muito a logística, reduz custos de transporte e impostos, além de garantir que a cerveja chegue mais fresca e em melhores condições ao consumidor”, conta a sócio-proprietária e cervejeira Maíra Kimura.
Japas Cervejaria já produz nos Estados Unidos desde 2019 por meio de um parceiro local. Modelo pode ser alternativa à exportação (Divulgação / Japas Cervejaria)
Segundo Maíra, o modelo tem rodado muito bem por meio de um parceiro local. “Já estamos presentes em 18 estados e em Washington DC. A operação tem se mostrado consistente, com qualidade dentro do que esperamos, e nos permitiu alcançar consumidores e mercados que seriam mais difíceis de atingir exportando diretamente do Brasil”, diz.
Para quem está pensando em explorar o mesmo caminho, a cervejeira da Japas Cervejaria diz que o ponto-chave é despertar o interesse do parceiro local e contar com o apoio dele. “Isso torna o processo muito mais eficiente e sustentável, especialmente para marcas que têm uma proposta diferenciada e conseguem se destacar em um mercado competitivo”, completa.
Ao que parece, a Netflix está de olho no público cervejeiro. Em setembro de 2020, lançou a ficção “Oktoberfest — Sangue e Cerveja”, que chegou a ser comparada “Peaky Blinders”, sucesso no canal de streaming desde 2013. Agora, a plataforma anunciou que outra produção que envolve a bebida está para estrear: a série “House of Guinness” terá seu lançamento no dia 25 de setembro. E as lições aprendidas com a primeira produção serão aparentemente aplicadas na segunda. A criação é de ninguém menos que Steven Knight, justamente a pessoa por trás de “Peaky Blinders”.
E as semelhanças não param por aí. Ambas são baseadas em fatos reais. Enquanto a história dos gangsters londrinos se baseia na trajetória da gangue que existiu de fato em na capital inglesa no pós-Primeira Guerra Mundial, a narrativa cervejeira será inspirada na dinastia Guinness, que deu origem a uma das cervejas mais conhecidas do mundo.
Série “House of Guinness”
Série “House Of Guinness” contar a história da sucessão de Benjamin Guinness, que morre em 1868, e como seu testamento impacta na vida dos quatro herdeiros: Arthur (Anthony Boyle), Edward (Louis Partridge), Anne (Emily Fair), e Ben (Fionn O’Shea) (Crédito: Netflix)
O anúncio da data de estreia da série foi feito na semana passada. O programa terá oito episódios, dirigidos por Tom Shankland e Mounia Akl, e será ambientado na capital Irlandesa, Dublin, e Nova York, nos Estados Unidos.
A trama vai contar a história da sucessão de Benjamin Guinness, que morre em 1868. Ele era neto do famoso fundador da empresa Arthur Guinness e foi o homem responsável pelo sucesso da cervejaria. O testamento traz impactos para a vida dos quatro herdeiros Arthur (Anthony Boyle), Edward (Louis Partridge), Anne (Emily Fair), e Ben (Fionn O’Shea), enquanto navegam pelo poder, lealdade e o futuro do império cervejeiro. Os dois primeiros, por exemplo, ficam obrigados a compartilhar a administração da empresa, que é o ponto central da trama.
O programa terá oito episódios, dirigidos por Tom Shankland e Mounia Akl, e será ambientado na capital Irlandesa, Dublin, e Nova York, nos Estados Unidos (Crédito: Netflix)
Esses desdobramentos também vão afetar a vida de muita gente, especialmente um grupo de pessoas que trabalham na Guinness e serão retratadas na história. Também participam do elenco nomes como Niamh McCormack, Seamus O’Hara, Dervla Kirwan e Michael McElhatton. A produção será compartilhada por Karen Wilson, Elinor Day e Martin Haines.
Um dos destaques do elenco, e também o único não irlandês, é James Norton, que viverá Sean Rafferty, personagem cujo relacionamento com a família Guinness, da elite protestante, promete expor tensões de classe e religiosas.
Guinness real
E a série vem em um momento de sucesso de mercado da Guinness. A Stout tornou-se a cerveja mais vendida no Reino Unido em chope (serviço sob pressão), correspondendo a 11% do total de 2023, além de continuar sendo a marca líder na Irlanda (Crédito: Netflix)
Uma das críticas feitas para “Oktoberfest — Sangue e Cerveja” foi a sua distância dos fatos. É claro que no caso da série sobre a Guinness também haverá uma inspiração em na realidade, mas ainda não se sabe o quão fiel ou não ela será aos acontecimentos. Fundada em 1759 na em St. James’s Gate, na capital irlandesa, a Guinness se tornou a maior cervejaria do mundo no final do século 19. Na década retratada, de 1880, a cervejaria produzia mais de 1,17 milhão de litros por ano.
E a série vem em um momento de sucesso de mercado da Guinness. A Stout tornou-se a cerveja mais vendida no Reino Unido em chope (serviço sob pressão), correspondendo a 11% do total de 2023, além de continuar sendo a marca líder na Irlanda. A Guinness Storehouse, atração turística na cervejaria St. James’s Gate que conta a história da marca, já recebeu mais de 20 milhões de visitantes desde a abertura no ano de 2000.
O que esperar da série “House of Guinness”?
Também participam do elenco de House of Guinness nomes como Niamh McCormack, Seamus O’Hara, Dervla Kirwan e Michael McElhatton (Crédito: Netflix)
Por conta desse enredo, outra comparação que está sendo feita com frequência pela crítica é com a série “Succession”, que teve a quarta e última temporada liberada pela Netflix em março de 2023. Ela também trata dos dramas familiares da sucessão na família dos Roys, dona de um grande grupo fictício de mídia norte-americano.
Mas é de se esperar também que com Steven Knight dê um toque especial de mistério, suspense ou mesmo policial para a produção, como na série “Peaky Blinders”. Porém, a proporção dessa mistura ainda é tão incerta quando sua fidelidade à história real. Resta esperar o dia 25 de setembro para saber como tudo vai se desenrolar.
Agosto bem que poderia ser chamado de Mês da Cerveja, já que ele tem duas das datas mundialmente importantes para a bebida: o Dia Internacional da Cerveja, comemorado na primeira sexta-feira do mês; e o Dia Internacional da IPA, na primeira quinta-feira. Foram muitos eventos e festas, além de alguns lançamentos de cerveja. Um dos que mais chamou atenção foi o chope morango do amor, novidade que vem do Rio Grande do Sul.
Saiba mais sobre a bebida abaixo e confira também as IPAs da Dogma e Dádiva lançadas no IPA Day São Paulo, Pilsen com boldo da Balbúrdia, a Krug Zero e a Sol, que teve sua versão regular transformada em sem glúten. Entre outras novidades.
Confira a seleção de agosto do Guia da Cerveja.
Chope morango do amor
A Topa Beer Cervejaria, do Rio Grande do Sul, vai lançar no fim de agosto o chope morango do amor, inspirado no doce que viralizou nas redes sociais. A ideia foi de Cleverton Ferigollo, proprietário da fábrica e da Vinícola Ferigollo, de Frederico Westphalen, no noroeste gaúcho. A estreia será na Expointer, em Esteio (RS), entre 30 de agosto e 7 de setembro, com um lote inicial de 5 mil litros em chope e latas de 473 ml.
A bebida, no estilo Fruit Beer, tem 4,2% de teor alcoólico e leva morangos adquiridos de agroindústrias da agricultura familiar durante a maturação, garantindo dulçor sem excesso, segundo o criador. “Quis aproveitar para surfar nessa onda. Essa é a hora”, contou o empresário ao site F5. Ele diz já ter entrado já entrou com pedido de registro da marca no INPI e avalia expandir a produção para além da feira. No Instagram, a cervejaria classifica o chope morango do amor como bebida alcoólica mista.
Balbúrdia Pilsen com boldo
Cerveja Balgúdia Pilsen com boldo promete, de forma bem-humorada, “curar a ressaca” (Crédito: Divulgação)
A cervejaria Balbúrdia, de Santa Catarina, vai lançar no dia 30 de agosto uma Pilsen com infusão de boldo, apresentada de forma bem-humorada como a “cura” da ressaca. A receita surgiu da ideia de um dos sócios, André Grutzmacher, e terá como embaixador o humorista Sargento Junkes, conhecido pelas piadas sobre chá de boldo. O lançamento acontece durante o Buteco da Comitiva, festa promovida por Junkes em Blumenau (SC), e a cerveja também será vendida nos bares da marca e na Oktoberfest deste ano. Segundo Grutzmacher, a continuidade da receita dependerá da recepção do público.
Sol sem glúten
O Grupo HEINEKEN anunciou que a versão regular da cerveja premium Sol será sem glúten a partir de agora em todo o país. E também que ela passará a contar também com opção em lata — que deve ser disponibilizada inicialmente Santa Catarina e no Paraná. Para completar, a marca também vai ganhar uma nova identidade visual e embalagens redesenhadas, completando o pacote de novidades da marca.
Dádiva Solitude
A Cervejaria Dádiva, de Várzea Paulista (SP), lançou durante o IPA Day São Paulo a Solitude, uma New England IPA sazonal com 6,3% de teor alcoólico e 40 IBU, feita com os lúpulos Citra e Strata. O resultado são notas de frutas tropicais e cítricas, como maracujá e toranja, amargor equilibrado e final dank e seco. Uma boa pedida para os lupolomaníacos.
Dogma The Hops In The Head XII
A Cervejaria Dogma, de São Paulo (SP), lançou também durante o IPA Day São Paulo a The Hops In The Head XII, uma Hazy Double IPA com 8,4% e os lúpulos Cashemere, Riwaka, Motueka, Citra e os concentrados OMNI Citra e Azaca. A cerveja marca a volta da série de mesmo nome após dois anos de intervalo e traz notas de maracujá, abacaxi, limão, laranja, toranja, manga e até banana.
Krug Zero
Krug Bier lança sua cerveja sem álcool e sem glúten (Crédito: Divulgação)
A Cervejaria Krug, localizada em Nova Lima (MG), lançou sua própria cerveja sem álcool, a Krug Zero. Trata-se de uma Lager dourada, sem glúten, de baixa caloria, com amargor moderado e suaves notas maltadas. O processo utilizado para produção é por meio de uma levedura especial que fermenta, mas que produz baixíssimo teor alcoólico. A vantagem é que o sabor não fica comprometido, como pode acontecer em outros métodos. A Krug é uma das cervejarias artesanais mais antigas do país, fundada em 1997.
SPOF Bier
A WGroup, responsável pela organização da São Paulo Oktoberfest, acaba de lançar a SPOF Bier, a primeira cerveja oficial criada exclusivamente para a festa. O nome é a abreviação título do evento. A receita da cerveja é assinada pela Kathia Zanatta, mestre cervejeira e sommelière formada pela Doemens Akademie, na Alemanha, e uma das sócias do Instituto da Cerveja Brasil. Para definir a cervejaria que fará a produção, uma seleção foi realizada entre dez concorrentes paulistas. A vencedora foi a Klaro, de Goiânia (GO), que tem sede em Ribeirão Preto. O evento também vai contar com o Festival de Cervejarias Artesanais do Estado de São Paulo, organizado em parceria com a Abracerva.
Joy Jelly Breeze
A Joy Project Brewing, de Curitiba (PR) lançou no sábado (23), durante o “Injoy Medieval”, edição especial temática da festa mensal da cervejaria, a cerveja Jelly Breeze. Trata-se de uma Sour de frutas amarelas, com manga, maracujá, pêssego e abacaxi, resultando em uma textura cremosa com acidez equilibrada e sabor frutado. O teor alcoólico é de 5,5% e tem 3 IBU.
Festa do Soquete ganha Cerveja Fraterna
A beneficente e tradicional Festa do Soquete, em Guarapuava (PR), teve uma cerveja especialmente produzida para a ocasião: a Cerveja Fraterna. Produzida pela Cervejaria Heimdall, também da cidade, é do estilo Red Lager e conta com três tipos de maltes de Guarapuava e lúpulo inglês, passando por 33 dias de maturação. Criada especialmente para a 26ª edição do evento, a cerveja terá toda a renda será revertida para ações sociais apoiadas pela festa.
Vemaguet 67 relança Kibou
Na 54ª edição da Festa da Cerejeira, realizada na primeira quinzena de agosto em Campos do Jordão (SP), a Cervejaria Vemaguet 67 apresentou a nova produção da Kibou, rótulo sazonal criado especialmente para o evento. Do estilo Saison, a cerveja tem 5,1% de teor alcoólico, é produzida com o lúpulo japonês Sorachi Ace e leva arroz na receita, ingrediente que remete à culinária oriental e agrega notas sensoriais ao sabor. De edição limitada, a Kibou — cujo nome significa “esperança e desejo” em japonês — foi pensada para combinar com o perfil leve e refrescante da festa, que reuniu cultura, gastronomia e atrações em meio às tradicionais cerejeiras floridas do Parque da Cerejeira.
Enquanto o Congresso Nacional ainda resiste na discussão do projeto de lei que busca proibir o trabalho em escala 6×1 (seis dias de trabalho e somente um de folga) e garantir pelo menos o modelo 5×2, uma fábrica de cervejas de Curitiba (PR) decidiu se antecipar e ir além. A Ignorus Cervejaria implantou a escala de trabalho 4×3, com 32 horas semanais, para todos os funcionários da fábrica há um ano e três meses.
A ideia partiu do José Marcelo Popi, sócio-administrador da Ignorus, que é analista de sistema, graduado e mestre em psicologia e atualmente cursa Direito na Universidade Federal do Paraná, onde chegou a apresentar um artigo com um estudo de caso do período de testes da iniciativa. O movimento inovador nasceu do desejo de tentar oferecer mais qualidade de vida, sem abrir mão da produtividade.
Marcelo Popi, sócio-administrador da Ignorus, implementou a escala de trabalho 4×3 na fábrica com objetivo de melhorar a qualidade de vida (Crédito: Divulgação / Ignorus Cervejaria)
Ele convenceu os demais sócios e colocar o projeto em prática e os resultados vieram. Uma equipe mais descansada e engajada, redução significativa de faltas e atrasos, clima organizacional mais leve — basta uma olhada no Instagram deles para entender isso — e, de quebra, conquistas de medalhas em importantes concursos recentes.
A Ignorus Cervejaria foi eleita a 3ª melhor cervejaria na 3ª edição da Copa Sul-Americana de Cerveja, realizada no início de junho em Bento Gonçalves (RS), na Serra Gaúcha. O prêmio foi concedido pelo somatório da pontuação das nove medalhas conquistadas: três de ouro, quatro de prata e duas de bronze.
Um exemplo de que bem-estar e desempenho podem, sim, caminhar juntos. E que a mudança, além de possível, pode ser vantajosa para todos. Em entrevista ao Guia da Cerveja, Marcelo conta mais detalhes sobre o processo de implantação desta escala ousada, os desafios e os resultados surpreendentes.
Vocês se inspiraram em alguma experiência internacional ou de outra empresa para implantar essa redução na jornada com a escala de trabalho 4×3?
Não. É provável que sejamos a primeira cervejaria no mundo a adotar a escala de trabalho 4×3 para todos os trabalhadores da fábrica. E não seguimos um modelo pronto e nem copiamos experiências de outras empresas. A decisão nasceu do desejo de alinhar a Ignorus Cervejaria a um movimento global, e cada vez mais presente no Brasil, que repensa a jornada de trabalho, buscando mais equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Implementar uma semana de 32 horas com escala de trabalho 4×3 foi a forma que encontramos de investir no bem-estar da equipe, acreditando que funcionários mais descansados e felizes produzem com mais criatividade, engajamento e qualidade.
Quais foram os maiores desafios nos primeiros meses da mudança?
O maior desafio foi reorganizar a rotina produtiva para que tudo continuasse fluindo com a nova escala. Algumas atividades precisaram ser realocadas para outros dias, exigindo atenção e planejamento para que a engrenagem não perdesse ritmo. Além disso, sendo um período inicial de testes, havia a incerteza de como os funcionários se adaptariam a longo prazo e a ausência de feedback estruturado da equipe, o que nos motivou a observar cada detalhe com mais proximidade. No fim, esses ajustes fortaleceram nossa capacidade de adaptação e mostraram que é possível mudar sem perder eficiência e até ganhar em qualidade de vida.
Como vocês organizaram a produção para manter a produtividade com menos horas de trabalho?
A chave foi planejamento e organização. Estruturamos um cronograma de produção que redistribuiu as atividades de forma estratégica ao longo da semana, aproveitando ao máximo cada hora disponível. Algumas tarefas foram realocadas para dias específicos e ajustamos a sequência de processos para reduzir ociosidade e otimizar o uso dos equipamentos. Também definimos escalas de folga equilibradas entre os funcionários, garantindo que todos os setores da Ignorus Cervejaria, da produção ao envase, mantivessem ritmo constante. O resultado foi que, mesmo com menos horas, conseguimos preservar o nível de produtividade e, em alguns pontos, até ganhar eficiência. Por exemplo, geralmente deixamos as segundas para planejamento semanal, é o dia da semana que não temos produção e a expedição é somente para fora de Curitiba e região metropolitana.
Ignorus Cervejaria tem fábrica m Colombo, na Região Metopolitana de Curitiba, e produz cerveja famosa na região: a Mutum Cavalo (Crédito: Karine Kuromiya/BarDoCelso.com)
O que mudou no dia a dia dos funcionários da Ignorus Cervejaria desde a adoção da escala de trabalho 4×3?
O impacto foi sentido já nas primeiras semanas. Com mais tempo livre, os funcionários passaram a ter maior equilíbrio entre vida pessoal e profissional, chegando ao trabalho mais descansados, focados e pontuais. A redução da jornada praticamente eliminou faltas e saídas antecipadas, além de reduzir drasticamente os atrasos. O clima no dia a dia ficou mais leve, com mais disposição e atenção aos detalhes, o que também se refletiu na qualidade dos produtos. Essa energia renovada ajudou a transformar a rotina em algo mais produtivo e prazeroso para todos. Pense numa cantoria nessa fábrica!
Vocês perceberam impacto em produtividade, qualidade e engajamento?
Sim, e de forma bastante clara. Desde a adoção da jornada reduzida, mantivemos a produtividade praticamente estável, mesmo com menos horas de trabalho, e em alguns pontos chegamos a melhorar a eficiência, como no envase de latas e growlers. A qualidade também evoluiu, com redução de produtos não conformes e, mais recentemente, com a conquista de nove medalhas, eleita a 3ª melhor cervejaria na 3ª edição da Copa Sul-Americana, um reflexo direto de processos mais bem cuidados e de uma equipe mais focada. O engajamento cresceu junto, o que demonstra que funcionários mais descansados e satisfeitos entregam mais atenção, energia e comprometimento ao que fazem.
Tucandeira, Double IPA da Ignorus, levou ouro na Copa Sul-Americana de Cerveja. É uma das cervejas premiadas que garantiu a terceira colocação geral para a cervejaria no concurso (Crédito: Karine Kuromiya/BarDoCelso.com)
Que conselho você daria para outras empresas do setor que pensam em adotar uma escala mais humanizada?
Nosso conselho é: planeje bem e comece de forma gradual. Uma escala mais humanizada exige organização, clareza de objetivos e ajustes finos nos processos para que a redução de horas não signifique queda de desempenho. É fundamental ouvir a equipe, entender as demandas específicas do negócio e criar um cronograma de adaptação que permita medir resultados em cada etapa. No nosso caso, não houve necessidade de contratações extras, apenas reorganizamos tarefas e fluxos de trabalho. O retorno vem não só na produtividade, mas também no clima da empresa, na qualidade dos produtos e na retenção de bons profissionais.
Como você enxerga o debate nacional sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho?
Enxergamos esse debate com bastante expectativa, pois acreditamos que representa um ganho para toda a sociedade. A redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 têm potencial para melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, estimular o engajamento e até impulsionar a economia. Afinal, pessoas com mais tempo livre tendem a ter mais momentos de lazer, consumindo mais e investindo em cultura e formação. A experiência da Ignorus Cervejaria mostra que é possível alinhar bem-estar e produtividade, e esperamos que mais empresas e setores encontrem caminhos viáveis para adotar modelos mais equilibrados e humanos de organização do trabalho.
Recentemente, tem se tornado cada vez mais comum encontrar bares e cervejarias anunciando cervejas que prometem aromas e experiências olfativas que remetem à maconha. Não é raro ouvir consumidores comentando: “Vi um bar vendendo cerveja com maconha!” — mas será que isso pode mesmo?
A resposta é simples e direta: não. A comercialização de produtos que contenham efetivamente maconha, ou qualquer derivado com THC (tetrahidrocanabinol), pode constituir crime de tráfico de drogas. Portanto, uma cerveja que contivesse essa substância estaria fora da legalidade e sujeitaria a cervejaria a sérias consequências.
O que tem acontecido, na realidade, é o uso de terpenos. Esses compostos químicos ocorrem naturalmente em diversas plantas, são os principais componentes de óleos essenciais e são os responsáveis por aromas marcantes, incluindo o característico cheiro da cannabis. Porém, ao contrário do que muitos consumidores acreditam, terpenos não têm efeitos psicoativos e não “dão barato”.
O problema surge na comunicação e na rotulagem. Quando o rótulo ou a divulgação de uma cerveja induz o consumidor a acreditar que está consumindo algo com maconha, há risco de autuação pelo MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) por induzir o consumidor ao erro, além de potenciais repercussões penais caso a comunicação sugira associação com drogas ilícitas.
Para evitar problemas e garantir que a inovação sensorial não se transforme em dor de cabeça, algumas boas práticas são recomendadas:
Transparência na composição
Informar claramente que o produto não contém maconha nem THC, destacando o uso de terpenos
Inserir essa informação tanto no rótulo quanto na comunicação
Evitar elementos gráficos ou expressões ambíguas
Folhas estilizadas de cannabis, gírias relacionadas ou expressões que remetam ao consumo de drogas ilícitas podem induzir ao erro
Seguir as normas do MAPA para rotulagem
O rótulo de bebidas alcoólicas deve conter todas as informações obrigatórias
Termos que possam gerar interpretação equivocada sobre segurança, composição ou efeito do produto devem ser evitados.
Treinar equipes e pontos de venda
Bares e lojistas precisam saber explicar ao consumidor que a cerveja não contém maconha, evitando reforçar percepções incorretas no momento da venda
Cervejas terpenadas representam uma oportunidade de inovação e diferenciação, mas a comunicação precisa caminhar lado a lado com a responsabilidade jurídica. O equilíbrio é simples: use o apelo sensorial, mas explique com clareza o que o produto é — e o que ele não é; evite o sensacionalismo que possa sugerir ilegalidade.
A tendência das cervejas terpenadas pode ser uma alternativa estratégica para se destacar em meio à concorrência, mas flertar com o limiar da ilegalidade, mesmo que por confusão do consumidor, não é uma estratégia inteligente. No mercado cervejeiro, onde a confiança do público e a conformidade regulatória são ingredientes tão importantes quanto malte e lúpulo, a clareza na comunicação é a melhor receita para evitar problemas jurídicos e preservar a reputação da marca.
André Lopes é advogado, sócio do escritório Lopes Verdi Advogados e criador do Advogado Cervejeiro.
A etapa Norte da 5ª Copa Cerveja Brasil premiou na sexta-feira passada (15), em Belém (PA), as melhores cervejas artesanais da região, com destaque para Tocantins e Pará. No total, foram distribuídas 24 medalhas para a competição por estilos e mais três para as melhores cervejas de todo o concurso.
A competição reforçou a evolução técnica das cervejarias tocantinenses, que tiveram crescimento de 50% no número de fábricas entre 2023 e 2024, segundo o Anuário da Cerveja do Ministério da Agricultura. Além da premiação, a programação incluiu o Congresso Cerveja Brasil, que discutiu temas como gestão de pequenas cervejarias e inovações no setor, e o Festival Cerveja Brasil, com cervejarias locais, gastronomia e música.
Veja também neste Menu Degustação: Ambev abre inscrições para o programa de Trainee e Estágio 2026; Krug Bier é a cervejaria oficial da CASACOR Minas 2025; Heineken lança campanha global #SocialOffSocials com Joe Jonas e Camila Coutinho; Läut marca presença na Stock Car; Amstel reforça ativações na Libertadores; além de festivais e festas pelo país.
Tocantins e Pará brilham na etapa Norte da Copa Cerveja Brasil
O julgamento da etapa Norte da 5ª Copa Cerveja Brasil ocorreu nos dias 13 e 14 de agosto na Cervejaria Cabôca, em Belém (PA). No total, 24 medalhas foram destruídas após as avaliações às cegas de especialistas para as cervejas em cada estilo da competição. As três melhores ainda faturaram medalhas de Best Of Show. O ouro ficou com a Puro Malte, uma Cream Ale da Curiango Brew, de Palmas (TO). A prata foi para a Igarapé, Vienna Lager da Uriboca (PA) com infusão de café arábica da cafeteria Verô. E o bronze para a Catharina Sour de morango e frutas vermelhas da Krahö (TO).
Cada cervejaria que participou da competição receberá relatórios técnicos para aprimorar suas receitas. As medalhistas se classificam automaticamente para a final nacional, em outubro, em São Paulo. A lista completa dos ganhadores pode ser encontrada no Instagram e no site da Abracerva. A próxima etapa será em Porto Alegre (RS), em setembro, antes da grande final que reunirá os vencedores regionais.
“Muitas destas cervejas tem frutas e adjuntos regionais e não chegam às outras regiões, mostrando a riqueza gastronômica e cultural da cerveja e incentivando inclusive o turismo local,” completa Behr. A lista de ingredientes regionais inclui taperebá (cajá), manga, cupuaçu, bacuri, coco, pitaya, cagaita, polpa de cacau, jambu, café robusta amazônico e cacau de várzea.
Ambev abre inscrições para Trainee e Estágio 2026
A Ambev abriu as inscrições para seu Programa de Trainee e Estágio 2026, disponíveis até 8 de setembro no site da companhia. O Global Trainee, com duração de 10 meses e salário de até R$ 9 mil, oferece treinamento 360º, rotações em unidades pelo Brasil, projetos estratégicos e vivência internacional, voltado a graduados entre dezembro de 2023 e dezembro de 2025, com até dois anos de experiência e disponibilidade para mobilidade. Já o Programa de Estágio tem duas trilhas — Business, para perfis comerciais, e Supply, para atuação em cervejarias, maltarias e fábricas —, aberto a estudantes com previsão de formatura entre dezembro de 2026 e dezembro de 2027. Ambos os programas são reconhecidos por formar lideranças da empresa, que hoje conta com mais de 25 mil colaboradores e impacto de quase 1 milhão de empregos diretos, indiretos e induzidos no país.
Heineken lança campanha com Joe Jonas e Camila Coutinho
A Heineken acaba de trazer ao Brasil a campanha global #SocialOffSocials, estrelada por Joe Jonas e pela influenciadora Camila Coutinho, que convida o público a refletir sobre o uso excessivo das redes sociais e a valorizar encontros presenciais. O filme publicitário, que também reúne nomes como Seth Phillips (Dude with Sign), Paul Olima, Sherlina Nyame, Lil Cherry e Jay Beech, dramatiza como criadores digitais reagiriam em um mundo menos conectado. A ação foi inspirada em pesquisa encomendada pela marca, segundo a qual 52% dos adultos se sentem sobrecarregados pela pressão de estar sempre atualizados online. A parceria reforça a afinidade de Jonas com a cervejaria, iniciada no Rock in Rio 2024, e amplia a presença de Camila em iniciativas da Heineken, após visitas às cervejarias da marca no Brasil e na Holanda.
Veja o víedo abaixo:
Growler Day na Bodebrown terá tributos a Raimundos e Metallica
O Growler Day da Bodebrown deste sábado (23), em Curitiba (PR), promete unir rock pesado, gastronomia e cerveja artesanal em uma programação gratuita das 9h às 18h. No palco, o Tributrue abre às 13h com clássicos do Metallica, seguido às 15h pela Raimundera, cover fiel dos Raimundos. A área gastronômica destaca pratos belgas como Carbonade Flamande e Boulets à Liégeoise, além de opções mais práticas como o Mini Boulet, burrata, sanduíche de costela e salsicha alemã. O evento também mantém atrações fixas, como o Café da Manhã Solidário, com entrada mediante doação de 3 kg de alimentos, e a Visita à Fábrica, tour com degustação de 10 rótulos (R$ 50). Entre as cervejas no tap list estão Mama Milk, Black Rye IPA, Blanche de Curitiba Cacau IPA e Perigosa Imperial IPA, além de mais de 40 rótulos disponíveis na loja. A festa acontece na fábrica da Bodebrown, que fica na Rua Carlos de Laet, 1015, no bairro Hauer.
Joy Project Brewing realiza festa medieval
A Joy Project Brewing, de Curitiba (PR), promove neste sábado (23), a partir das 14h, a edição Injoy Medieval, edição temática do evento mensal que combina lançamentos de cervejas, gastronomia, música ao vivo e atividades para toda a família, com entrada gratuita. A programação inclui exposição de armas e itens medievais do Templários Lâminas Forjadas, apresentações do Mandala Folk, grupo que mescla jazz, rock e ritmos tradicionais irlandeses, e DJ Rauth comandando set de rock e folk rock. O público poderá degustar o hidromel da Kheiron em variados sabores, além do lançamento da cerveja Jelly Breeze, uma Fruited Sour Ale de frutas amarelas com 5,5% de teor alcoólico. Na gastronomia, o destaque vai para o Rib King Burger, com hambúrguer de costela, aligot e redução de cerveja com barbecue. A Joy fica na Av. Linha Verde, 15847, no Xaxim.
Heineken apoia projetos de sustentabilidade em Porto Alegre
A Heineken anunciou a implementação de quatro projetos de sustentabilidade em Porto Alegre (RS), como legado da ativação Floating Bar, realizada em março no Guaíba. Em parceria com a aceleradora Quintessa, foram selecionadas iniciativas que incluem a transformação do Parque Pontal em referência nacional em educação ambiental pela Trashin, a requalificação de áreas verdes no bairro Sarandi pelo Instituto Retomada, ações de capacitação promovidas pelo Pé de Feijão e a instalação de uma caravela para biorremediação da água pela Infinito Maré. Com 100% do lucro do bar revertido para os projetos, a marca reforça sua plataforma Green Your City, que busca ressignificar espaços urbanos por meio da cultura e da sustentabilidade, e já deixou legados semelhantes em São Paulo (SP) e Curitiba (PR).
Ambev leva mensagem de moderação ao palco do Barretão 70 anos
A Ambev celebra os 70 anos da Festa do Peão de Barretos (SP) com uma ação inédita no palco principal: na noite da próxima sexta-feira (29), a cantora sertaneja Lorena Cristine se apresenta ao lado da dupla virtual HH&O (Humberto Henrique e Osmar), criada com apoio de inteligência artificial, para tocar a música “Chama no Equilíbrio”, que incentiva o consumo responsável com versos como “chama na água pra revezar com a cerveja”. A canção foi lançada na sexta-feira (22). A iniciativa faz parte do Smart Drinking Lab, laboratório da Ambev voltado à inovação em moderação, responsável por projetos como o app Flow Voice e a barrinha On by Beats. Além da ativação, a Brahma, parceira do evento há quatro décadas, lançou sete latas comemorativas que celebram cada década do Barretão e uma coleção de moda sertaneja em parceria com a TXC, reforçando a conexão entre tradição, estilo e consumo consciente em uma das maiores festas do país.
Cerveja e Rock agitam Mogi das Cruzes (SP) em dois sábados
O ComVem Patteo Mogilar recebe em dois sábados, 23 e 30 de agosto, das 12h às 21h, o evento Cerveja e Rock, que promete reunir música, gastronomia e diversão gratuita para toda a família em Mogi das Cruzes (SP). A programação traz shows de tributo a grandes nomes do rock — incluindo Red Hot Chili Peppers, Charlie Brown Jr., Coldplay, U2 e Beatles — além da Banda Combo, destaque local. O público ainda poderá aproveitar barracas de cerveja artesanal, churrasco, hambúrguer, torresmo, pastel, batata frita e doces, além de espaço kids para as crianças. A iniciativa reforça o papel do centro de conveniência como ponto de encontro cultural e de lazer na região.
Krug Bier é a cervejaria oficial da CASACOR Minas 2025
A Krug Bier será novamente a cervejaria oficial da CASACOR Minas Gerais 2025, que começou em 15 de agosto e vai até 5 de outubro, em Belo Horizonte (MG), no edifício-sede da PUC Minas Lourdes, prédio histórico inaugurado em 1941 e tombado como patrimônio. Celebrando 28 anos de história, a marca mineira leva suas cervejas premiadas à 30ª edição da mostra e apresenta como destaque o lançamento da Krug Zero Álcool, além de ações especiais durante o evento. Considerada a maior e mais influente exposição de arquitetura, design de interiores, paisagismo e arte das Américas, a CASACOR chega com o tema “Semear Sonhos”, discutindo o futuro das cidades e da moradia, e reforça a parceria com a Krug, referência em cerveja artesanal no estado desde 1997.
Läut marca presença na Stock Car em Curvelo (MG)
A Cervejaria Läut comemorou sua participação como cervejaria oficial da quinta etapa da BRB Stock Car Pro Series 2025, realizada no último fim de semana no Circuito dos Cristais, em Curvelo (MG). Além de abastecer os camarotes com seu portfólio completo — incluindo chopes, cervejas premiadas, drinks prontos e destilados —, a marca mineira promoveu ativações especiais como o Esquenta Stock, reforçando sua proposta de associar a experiência da cerveja artesanal a momentos de emoção e celebração. A cervejaria foi fundada em 2016, tem sede em Nova Lima (MG) e hoje presente em seis estados.
Heineken e WTNB unem moda e sustentabilidade
A Heineken promoveu em Pindamonhangaba (SP) uma experiência imersiva com a estilista Ana Clara Watanabe, da marca WTNB, conectando convidados ao processo criativo e sustentável que inspira suas coleções. Realizado no Sítio Motoko-Teruaki, da família da designer, o encontro apresentou a agrofloresta que abastece a marca com matérias-primas como algodão e urucum, cultivados em parceria com a comunidade local e com apoio da FarFarm. Além de conhecer a plantação que dará origem às peças do desfile de 2026, os participantes acompanharam um bate-papo entre Ana Clara e a stylist Rafaela Pinah, idealizadora do Coolhunter Favela, sobre ancestralidade, cultura e moda responsável. A ação integra a plataforma da Heineken de apoio a talentos criativos, que já potencializou nomes como Airon Martin (Misci) e Pedro Andrade (PIET), reforçando o compromisso da marca em unir cultura, inovação e sustentabilidade.
Amstel reforça ativações durante a Libertadores
De agosto a novembro, a Amstel, patrocinadora oficial da Conmebol Libertadores há quase uma década, intensifica suas ações em bares, restaurantes e supermercados de 12 estados brasileiros com promoções e experiências imersivas para fortalecer vendas e gerar conexão com o consumidor. No foodservice, destaque para a Tacelaria Personalizada, que permite ao torcedor levar para casa copos estilizados com nome e número, e a promoção “Compre e Ganhe”, que oferece uma cerveja extra na compra de duas durante os jogos de mata-mata. Nos supermercados, a marca aposta no Giftpack de Caldereta, em que a compra de 24 unidades dá direito a copos colecionáveis, e na ação Chute a Gol Virtual, realizada no Carrefour Guarulhos (SP) e Barra da Tijuca (RJ), com experiência de realidade virtual.
Heineken lança Pop-Up Store sustentável em São Paulo
O Grupo HEINEKEN inaugurou uma Pop-Up Store Sustentável de Heineken® na unidade do Pão de Açúcar da Rua Teodoro Sampaio, na capital paulista, unindo sustentabilidade, inovação e experiência do consumidor em um ponto de venda diferenciado. A loja, desenvolvida pela agência Tiwa, utiliza eco blocos de plástico reciclado, iluminação em LED e design moderno, ressignificando 375 quilos de plástico e reforçando o compromisso da marca com a circularidade e a eficiência energética. Com o objetivo de transformar a jornada de compra em uma vivência imersiva, a iniciativa promove engajamento direto com o público, estimula experimentação e fortalece o posicionamento premium da Heineken®.
Blue Moon lança campanha “Perfeita com Laranja” no Brasil
A Blue Moon, Witbier produzida com cascas de laranja Valência, lança no Brasil a campanha “Perfeita com Laranja”, que destaca seu ritual de consumo, combinando trigo, aveia, sementes de coentro e a laranja como elemento central. A comunicação enfatiza o aroma cítrico, a textura aveludada e a experiência sensorial aprimorada ao servir a cerveja com a tradicional rodela de laranja, reforçando a harmonia entre receita e ritual. Em 2025, a marca modernizou sua identidade visual no país, com embalagens clean e contemporâneas, destacando a laranja Valência e a lua. Produzida nacionalmente pelo Grupo HEINEKEN desde 2022, a cerveja está disponível em long neck, lata e chopp.
Ambev lidera ranking ESG no setor de alimentos e bebidas
A Ambev foi apontada como líder no setor de alimentos e bebidas no Anuário Integridade ESG 2025, levantamento da Insight Comunicação que avalia a atuação das empresas na agenda ambiental, social e de governança (ESG) ao longo de 2024. O estudo destaca que gestão ambiental, descarbonização e economia circular foram os temas mais visíveis entre as companhias do segmento, impactadas pelas demandas por saudabilidade, rastreabilidade e produção de baixo impacto. A liderança da Ambev se apoia, entre outras iniciativas, na construção de uma nova fábrica de vidros sustentáveis em Carambeí (PR), com investimento de R$ 870 milhões, utilizando cacos reciclados. Na vice-liderança, a Pepsico chamou atenção pela adoção de placas solares em carrocerias e pelo primeiro caminhão elétrico semipesado no Brasil, voltado à redução de emissões. A Nestlé ficou em terceiro, destacando-se no pilar social com R$ 26 milhões destinados à qualificação de jovens, 2.600 vagas em estágio e cursos, incluindo 500 voltadas ao empreendedorismo. Fecham o top 5 a Coca-Cola, com R$ 4 bilhões em investimentos, incluindo ações socioambientais, e a Danone, que concentrou esforços em economia circular, bem-estar dos colaboradores e fortalecimento da cadeia de reciclagem.
O último sábado (16) foi um dia especial para a cerveja artesanal e o Rio de Janeiro. O prefeito Eduardo Paes e o secretário de Obras, Osmar Lima, estiveram na Rua da Carioca, no Centro da cidade, para anunciar que em setembro começam as obras de reurbanização, que prometem transformar a região na Rua da Cerveja, um grande polo cervejeiro.
Esta será uma etapa fundamental do projeto Rua da Cerveja, que desde setembro de 2024 vem incentivando donos de cervejarias a se instalarem nos casarões históricos desta via tão importante para o centro carioca. A ideia é criar um ponto de encontro para amantes da cerveja artesanal, atrair turistas e moradores para uma área que há anos sofre com o esvaziamento e degradação, além de resgatar a tradição boêmia da região.
Arte do Projeto da Rua da Cerveja: alargamento das calçadas em três metros e boulevard na área onde estão as cervejarias devem transformar o cenário (Crédito: Prefeitura do Rio de Janeiro / Divulgação)
Para viabilizar a iniciativa, a prefeitura oferece incentivos financeiros robustos: R$ 1 mil por metro quadrado para ajudar nas reformas dos prédios tombados (até 200 m² por empreendimento), além de R$ 75 mensais por metro quadrado para despesas de aluguel e água por até 30 meses. Os subsídios já mostram resultados. Nove cervejarias já assinaram contrato com a prefeitura, e quatro já se instalaram na região: Vírus Bier, Martelo Pagão, Piedade Cervejaria e Cotovelo. Até o final de setembro, outras duas devem abrir as portas, Arkan e Krans.
Rua da Cerveja já transforma Rua Carioca
Os proprietários estão animados com a repaginação da rua, que prevê melhorias na iluminação, drenagem, novos mobiliários e, principalmente, o alargamento das calçadas em três metros, criando um espaço mais amigável para pedestres e um boulevard na área onde estão as cervejarias.
Luiz Oliveira, dono da Vírus Bier, a primeira a abrir as portas, em setembro de 2024, acredita que a reurbanização será essencial para aumentar o fluxo de visitantes, um dos principais desafios do projeto. A Rua da Carioca, embora histórica, há anos sofre com degradação, comércio fechado e sensação de abandono. “No imaginário do carioca, a rua ainda é um lugar onde só tem lojas de instrumentos musicais e com 50% dos imóveis fechados. O movimento está crescendo, mas ainda é lento”, afirma Luiz.
René Saleme, sócio da Choperia Piedade, também destaca a importância da obra de reurbanização para atrair público: “Estamos sentindo o movimento crescer durante a semana, mas no sábado e domingo a rua ainda fica muito vazia. Acho que essa intervenção da prefeitura é bem importante para mudar esse panorama. Vai ser o diferencial para transformar a região num centro atrativo de lazer num período de 2 a 5 anos”, diz.
Cervejaria Vírus Bier, do cervejeiro Luiz Oliveira, foi a primeira a abrir as portas em setembro de 2024 na Rua da Carioca, dando início à concretização do projeto da Rua da Cerveja (Crédito: Vírus Bier/Divulgação)
Outro desafio é adaptar os prédios antigos, muitos tombados, para abrigar, ao mesmo tempo, fábricas de cerveja e salões de atendimento. No caso da Vírus Bier, instalada em 170 m², a obra foi menos complexa. Luiz recebeu R$ 170 mil de incentivo e investiu outros R$ 100 mil. Hoje, a cervejaria produz 30 mil litros e oferece seis torneiras com rótulos como Pilsen, IPA, Sour, Red Ale e Double IPA. “O incentivo da prefeitura foi fundamental. Sem ele não teríamos condições de começar”, conta.
Já a Choperia Piedade, com 600 m² e três andares, enfrentou um processo bem mais desafiador. Diferentemente dos demais, que contam com equipamentos pequenos, René está transferindo sua fábrica inteira, que ficava no bairro de Piedade, para o prédio da Rua da Carioca. “Estou trazendo a produção para o segundo andar, então, tive que fazer muita obra num espaço bastante deteriorado. Tanto que demoramos um ano para conseguir abrir. O benefício da prefeitura ajuda muito, mas não cobre tudo. A legalização e o projeto têm um custo alto. Então, o investimento foi bem maior”, relata.
Apesar dos obstáculos, os cervejeiros estão muito motivados e enxergam na Rua da Cerveja uma oportunidade única. “É a paixão de todo cervejeiro ajudar a construir um polo cervejeiro no Rio. Temos locais assim em Niterói, na região Serrana, mas aqui não tínhamos. Por isso, quando o projeto foi anunciado, eu não pensei duas vezes”, diz Luiz.
René também aposta no sucesso da iniciativa: “O que me motivou a investir é que a ideia é muito boa. A região tem um DNA boêmio e fazer um polo cervejeiro ali vai ser algo muito importante para o Rio. É uma cidade muito visitada por turistas brasileiros e estrangeiros e nunca teve um polo cervejeiro até agora”, reforça.
O World Beer Awards (WBA), um dos maiores concursos de cervejas do mundo, anunciou os grandes vencedores da edição 2025 na quarta-feira (13). E o Brasil de destacou com 13 premiações, um número bastante expressivo. Foram ao todo 12 cervejas condecoradas de nove marcas, produzidas por oito cervejarias diferentes. Elas receberam os prêmios de “World’s Best” em seus estilos e por grupo de estilos. Nesta etapa foram avaliadas mais de 8,3 mil amostras de todo o mundo por 265 juízes de 37 países.
O WBA funciona fazendo seletivas nacionais ou regionais em vários países do mundo. As melhores cervejas ganham medalhas de ouro, prata e bronze, além do título de Country Winner para a melhor do país em determinado estilo. A lista completa das premiações regionais pode ser acessada aqui.
Muitas dessas cervejarias brasileiras premiadas na rodada mundial já obtiveram sucesso em outros concursos recentemente. Isso mostra que não só estão fazendo cerveja de qualidade, como também estão mantendo essa qualidade ao longo do tempo — um ótimo sinal no mercado cervejeiro. É o caso da cervejaria caterinense Stannis e da Sim! Cerveja, de Campinas (SP), marca especializada em cerveja sem álcool.
Que tal conhecer mais sobre algumas dessas cervejas e cervejarias?
Categoria Lager
Um dos grandes destaques da participação brasileira no World Beer Awards foi na categoria Lager, que agrupa os estilos de baixa fermentação. Duas cervejarias do país trouxeram para casa quatro prêmios para três cervejas diferentes.
A OPA Bier, de Joinville (SC), foi a grande vencedora na categoria Lager, conquistando uma das maiores premiação do concurso: World’s Best de toda a categoria Lager. O título foi para a OPA Bier Hop Lager. Essa condecoração é disputada somente pelas 15 eleitas como melhores em seus estilos individuais na rodada mundial. Para chegar lá, essa cerveja também foi a vencedora do estilo Hoppy Pilsener. A cervejaria também trouxe para casa o prêmio de melhor Czech Style Pale do Mundo para a Merecida.
A OPA Bier é uma das maiores cervejarias da região com capacidade produtiva de até 3,6 milhões de litros anuais (300 mil por mês). Fundada em 2006, fica no Vale do Itajaí, região que colonização alemã que concentra grande número de cervejarias em Santa Catarina, além da capital da cerveja do Brasil, Blumenau (SC). Foi lá que conquistou este ano o prêmio de terceira Melhor Cervejaria no Concurso Brasileiro da Cerveja. Ela também já havia ganhado o título de Melhor Cervejaria no Brasil Beer Cup de 2024. Esses prêmios por cervejaria são concedidos para as fabricantes que tiveram maiores números de medalhas, sendo que ouro, prata e bronze tem pesos diferentes na somatória final.
“É um orgulho imenso para toda a equipe OPA Bier e para Joinville. Esses prêmios são o reconhecimento do nosso compromisso com a qualidade, a tradição e a inovação na produção de cervejas”, disse o fundador e CEO da OPA Bier, Werner Weege, por ocasião da premiação no WBA. “As vitórias da OPA Bier reforçam a posição da cervejaria como referência de qualidade no cenário cervejeiro mundial e fortalecem ainda mais a tradição cervejeira da cidade de Joinville”, completa.
A premiação brasileira na categoria Lager é fechada pela Vienna Lager da Big John. Fundada em 2017 em Descanso, no Oeste Catarinense, a cervejaria também faturou medalha de ouro para sua American Lager no Concurso Brasileiro da Cerveja 2025 realizado em Balneário Camboriú (SC).
Criada em Jaraguá do Sul a partir da ideia de dois amigos cervejeiros, a Stannis começou pequena, feita de maneira caseira em uma garagem, e hoje figura entre as cervejarias mais premiadas do país nos anos recentes. Além da produção própria, mantém o bar da fábrica e dois pubs (Jaraguá do Sul e Blumenau), além de ser presença constante em eventos culturais.
No Instagram do Guia da Cerveja, ao serem perguntados sobre o que consideram um diferencial para tantas conquistas, o perfil da Stannis respondeu: “Não há uma única resposta para essa pergunta, são vários fatores que, somados, contribuíram para este resultado. Podemos citar investimento em processos, não abrir mão de matéria-primas de qualidade, investir em treinamento constante e qualificado, mas, acima de tudo, ter um objetivo traçado e um propósito claro que motive o trabalho diariamente”.
Campinas em destaque
Duas cervejarias de Campinas, no interior de São Paulo, também figuraram na lista, mostrando a relevância de um dos polos produtores mais fortes do estado paulista.
A Sim! Cerveja Sem Álcool é uma marca especializada em cervejas em álcool que venceu o prêmio de Melhor IPA sem álcool no WBA. Este ano, a Sim! já havia ganhado medalha de ouro no World Beer Cup com a Melancia Sour’n Salt — uma releitura do estilo Gose, de perfil ácido e salgado, com aroma e sabor da fruta. A mesma cerveja ganhou medalha de ouro na Copa Cervecera Mitad del Mundo 2025, realizada em julho em Quito, no Equador. A cervejaria também recebeu prata na Maracujá Sour’n Salt na capital equatoriana.
Criada em junho de 2024, a Sim! Cerveja é uma spin-off da Cervejaria Cogumelo que chega ao 14º prêmio com apenas um ano de existência. “Tudo isso é fruto de muita pesquisa e envolvimento de toda a nossa equipe de diretores e colaboradores”, diz o co-fundador da marca, David Figueira.
Já a Daoravida venceu com a Terminus 2025 o prêmio de Melhor Wood Aged Beer — cerveja maturada em madeira. O projeto já acumula 16 medalhas em concurso nacionais e internacionais e consiste em cervejas do estilo Barley Wine envelhecidas em diferentes madeiras, com o intuito de explorar os efeitos do tempo.
Lançada em 2015 como cervejaria cigana, a Daoravida teve um taproom próprio inaugurado em 2018, um brewpub em 2021 e expandiu a unidade de Campinas em 2023. “Para a gente [essa premiação] tem muito mais importância porque é a nossa cerveja de comemoração de dez anos, que vai ser lançada em novembro”, conta Wagner Falci no vídeo em que comemora a premiação no Instagram da cervejaria.
Pale Beer: categoria com mais prêmios
O Brasil também se destacou na categoria Pale Beer com três prêmios.
A melhor cerveja da categoria Bitter Over 5.5% também foi para o interior de São Paulo. A vencedora foi a British Strong Ale da Ashby(Amparo – SP), uma das mais antigas cervejarias artesanais do país, fundada em 1993 pelo americano Scott Alan Ashby e a brasileira Anelise Marques. Hoje tem capacidade de aproximadamente 400 mil litros por mês e cerca de 50 funcionários.
Desde que foi criado, em 2014, o rótulo acumula aproximadamente duas dezenas de prêmios em concursos cervejeiros, sendo um dos mais recentes no concurso alemão European Beer Star em 2024.
Já a American Pale Ale da Salva Craf Beer (Bom Retiro do Sul – RS) foi premiada como Melhor Brazilian Pale Ale, estilo voltado para cervejas que utilizam insumos nacionais. A cervejaria é a maior do Rio Grande do Sul e foi eleita a Melhor Cervejaria de Grande Porte no Brasil Beer Cup 2025. Fundada em 2014, hoje a Salva tem capacidade de produção de cerca de 200 mil litros por mês.
Tradição marca prêmios da Ambev
A Ambev também marcou presença com dois prêmios na competição: um deles para uma das mais antigas cervejarias do país, outro para uma das marcas mais tradicionais. Ambas criadas ainda no século 19.
Finalizando a categoria Pale Ale, a cerveja Bohemia 838 levou o prêmio de melhor English Style Pale Ale do mundo. A cervejaria, localizada em Petrópolis, na Serra Carioca, é considerada uma das mais antigas do país. Ela deriva da antiga sede da Imperial Fábrica de Cerveja Nacional na cidade, que mudou de sócios e se transformou em Companhia Cervejaria Bohemia em 1898.
A segunda medalha foi para a cerveja Caracu como melhor do estilo Sweet Stout. O rótulo é também muito antigo, tendo sido lançado pela Cervejaria Rio Claro, no interior do São Paulo, em 1899. Ela foi adquirida pela Skol em 1967 e passou para a Brahma em 1980, já tendo sido conhecida pela alcunha de Guinness brasileira.
Confira a lista das brasileiras premiadas como melhores do mundo:
Maior evento de cinema do Brasil, o Festival de Cinema de Gramado chega à 53ª edição atraindo centenas de fãs da sétima arte para a charmosa cidade da Serra Gaúcha, além da atenção da mídia nacional. E não é para menos: ele acaba sendo o paralelo brasileiro do Oscar norte-americano, trazendo o mesmo glamour. Realizado de 13 a 23 de agosto, este ano o evento ganhou o patrocínio da também elegante cerveja Stella Pure Gold, produto sem glúten, com menos calorias que a Stella Artoir regular e embalagem dourada premium. E o evento já mostrou a que veio nos primeiros dias e promete muito mais para a segunda semana.
Com curadoria de Caio Blat, Camila Morgado e Marcos Santuario, o 53º Festival de Cinema de Gramado reúne este ano 74 produções entre curtas e longas, mostras competitivas, estreias, homenagens e atividades de mercado.
O que foi destaque no Festival de Cinema de Gramado
Ao longo de mais de uma semana, o Palácio dos Festivais e outros espaços da cidade foram palco para homenagens, estreias nacionais e debates que marcaram esta edição. Agora, o festival entra em sua reta final, com a expectativa da entrega dos Kikitos no próximo sábado (23).
A abertura oficial, na sexta-feira (15), ficará marcada como uma das mais simbólicas da história do evento. Pela primeira vez, o tradicional tapete vermelho deu lugar a um tapete azul, em referência ao longa de abertura “O Último Azul”, de Gabriel Mascaro, vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim.
Na mesma noite, Rodrigo Santoro foi ovacionado ao receber o Kikito de Cristal, prêmio entregue a artistas que deixam marcas profundas na sétima arte. Emocionado, o ator agradeceu relembrando sua trajetória: “Esse Kikito celebra não apenas o meu trabalho, mas também o de todos que caminharam ao meu lado nessa jornada. São muitas emoções, um filme passa na minha cabeça, e eu não tenho vergonha de me emocionar”, disse em seu discurso.
No Palácio dos Festivais, uma retrospectiva exibida no telão relembrou seus papéis no Brasil e no exterior. Santoro fez questão de ressaltar que nunca separou ambas as fases de sua carreira, no Brasil e no exterior. “Sempre foi uma jornada só, mas meu coração é absolutamente brasileiro”, completou.
A homenagem seguiu no sábado (16), quando o ator participou de um dos rituais mais tradicionais do evento: a produção artesanal do próximo Kikito de Cristal na Cristais de Gramado. Sob orientação do mestre vidreiro Marcelino Dias, Santoro ajudou a moldar em cristal murano com folha de ouro 24k o troféu que será entregue ao homenageado de 2026.
Outras homenagens também aconteceram. Mariza Leão, uma das produtoras mais influentes do país, foi condecorada com o Troféu Eduardo Abelin, enquanto a atriz paraibana Marcélia Cartaxo recebeu o Troféu Oscarito por sua trajetória de mais de 40 anos no cinema brasileiro.
A programação dos primeiros dias também trouxe estreias aguardadas, como “O Último Azul”, de Gabriel Mascaro, e “Querido Mundo”, de Miguel Falabella.
O que vem por aí
A partir desta quarta-feira (20), a programação segue intensa. Às 14h, o Palácio dos Festivais exibe “Bicho Monstro”, de Germano de Oliveira, dentro da Mostra Competitiva de Longas Gaúchos. Às 18h, será a vez da estreia brasileira de “Sonhar com Leões”, de Paolo Marinou-Blanco, seguido do documentário “Para Vigo Me Voy!”, de Lírio Ferreira e Karen Harley, que aborda a trajetória de Cacá Diegues.
Na quinta-feira (21), Bárbara Paz apresenta “Rua do Pescador nº 6”, às 14h. Mais tarde, às 18h, estreia “Cinco Tipos de Medo”, de Bruno Bini, seguido dos documentários “Lendo o Mundo”, de Catherine Murphy e Iris de Oliveira, e “Os Avós”, de Ana Ligia Pimentel. O Conexões Gramado Film Market — voltado para profissionais do setor — terá ainda uma programação especial dedicada às mulheres no audiovisual.
Sexta-feira (22) será marcada pela premiação dos longas gaúchos, com o anúncio do Prêmio SEDAC/Iecine e do Prêmio Leonardo Machado. Também serão conhecidos os vencedores da Mostra de Curtas Brasileiros. Entre as exibições do dia está o documentário “Até Onde a Vista Alcança”, de Alice Villela e Hidalgo Romero.
No sábado (23), o festival chega ao fim com a aguardada cerimônia de premiação dos Kikitos, transmitida ao vivo pelo Canal Brasil a partir das 21h. Mais cedo, às 15h, o Theatro Elisabeth Rosenfeld recebe a exibição especial de Luz, Magia e Emoção: uma jornada de 40 anos de Natal, de Bianca Fioreze.
A Ambev destaca que o retorno de Stella Artois ao festival acontece em um cenário de crescimento consistente da marca. No segundo trimestre de 2025, a Stella Pure Gold mais que duplicou suas vendas em comparação com o mesmo período de 2024, passando a responder por cerca de 30% do volume da marca no Brasil. Integrante do portfólio premium da companhia, o rótulo tem impulsionado também o desempenho do segmento, que avançou 15% no período.
“A Ambev é parceira do Festival de Cinema de Gramado há 18 anos e, pela primeira vez, traz Stella Pure Gold para assinar o patrocínio. É um momento especial para nós, pois unimos a tradição de apoiar este evento icônico à oportunidade de aproximar o público de uma cerveja que combina sabor marcante e uma proposta inovadora, perfeita para celebrar o talento e a criatividade do nosso cinema”, comenta Mariana Dedivitis, diretora de marketing de Stella Artois.
A Stella Artois Pure Gold também recebeu ativações no evento, como um bar exclusivo e luminosos para colocar o público no clima de comemoração do evento. O bar fica dentro do espaço reservado para o evento, na Rua Coberta (R. Madre Verônica, que liga a Av. Borges de Medeiros a Rua Garibaldi).
O Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil 2025 está chegando à fase decisiva. Promovida pela Associação Brasileira da Lata de Alumínio (Abralatas), a iniciativa busca reconhecer os designs de rótulos de latas mais criativos, inovadores e bem-executados no país. As inscrições seguem abertas até 25 de agosto e podem ser feitas pelo site oficial.
Nesta 4ª edição, o concurso ganhou uma novidade importante: além das cervejarias, agora também participam marcas de outros segmentos, como água, vinho, energéticos, sucos, refrigerantes, RTDs e diversas bebidas que utilizam a lata como embalagem. “A nova categoria foi criada para acompanhar o crescimento do consumo de diferentes bebidas em lata no Brasil. Queremos valorizar a inovação, a estética e também o papel sustentável da lata”, explica Cátilo Cândido, presidente executivo da Abralatas.
Além de valorizar o design dos rótulos, o prêmio também destaca a lata como embalagem símbolo de circularidade, praticidade e sustentabilidade — em um ano em que o tema ganha ainda mais relevância no cenário global com a realização da COP30 no Brasil.
A edição de 2025 do Lata Mais Bonita do Brasil reúne uma ampla rede de entidades parceiras. Entre os apoiadores institucionais estão a ABIR, ABRABAR, ABRABE, ABRACERVA, ABRAS, ABRASEL, APROLÚPULO, CervBrasil, IBRAC e SINDICERV, reforçando a representatividade do concurso em todo o setor de bebidas.
Procedimentos para inscrição
Para participar do Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil, as empresas precisam preencher o formulário disponível no site oficial e enviar corretamente o material solicitado: quatro fotos em alta resolução da lata (frente, verso e laterais) e um vídeo no qual o participante aparece segurando a embalagem. Os arquivos devem seguir os formatos e tamanhos especificados pelo regulamento, e só serão aceitas imagens reais da lata já produzida — mockups ou artes digitais não são permitidos.
Os rótulos também devem seguir as exigências das normas regulatórias (MAPA, ANVISA, ANM, etc.). O não cumprimeiro dessas normas ou o envio incorreto da inscrição pode levar à desclassificação.
Como funciona o Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil
O regulamento é claro: cada empresa pode inscrever até cinco rótulos por categoria (cervejarias e outros produtos). Só podem participar designs que tenham sido criados ou produzidos no Brasil a partir de 2021 e já comercializados no mercado nacional.
O concurso acontece em duas fases:
1ª fase (1º a 10 de setembro): um júri técnico formado por especialistas em design, artes e marketing seleciona os cinco melhores rótulos de cada categoria. Os critérios são: criatividade, estética, adequação ao produto, clareza da comunicação.
2ª fase (16 a 30 de setembro): votação popular aberta no site oficial, limitada a um voto por CPF.
No total, seis rótulos serão premiados: três de cervejarias e três de outros segmentos, cada um com troféus de Ouro, Prata e Bronze. Os vencedores serão revelados em 23 de outubro, durante evento em São Paulo.
Premiações e selos de reconhecimento
Mais do que troféus, os vencedores do Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil ganham selo oficial de reconhecimento (ouro, prata ou bronze), com direito ao uso ilimitado na lata premiada. Além disso, há prêmios extras:
Ouro: pallet de latas já rotuladas com a arte vencedora e visita à fábrica de latas da Abralatas.
Prata: anúncio em veículo parceiro, como a Revista da Lata.
Bronze: ativação especial no Encontro da Lata 2025.
Todos os premiados terão ainda ampla divulgação nos canais da Abralatas e entidades parceiras, ampliando a visibilidade de suas marcas.