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Ambev vislumbra ter 25% das vendas com segmento da Duplo Malte no longo prazo

Não será imediato, mas a Ambev acredita que, no longo prazo, as cervejas do segmento core plus, que tem Brahma Duplo Malte e Spaten como destaques no seu portfólio, poderão responder por 25% das vendas da companhia no Brasil. Essa perspectiva foi apresentada por Jean Jereissati, CEO da Ambev, durante a realização de comentários sobre o balanço financeiro do primeiro trimestre de 2022.

Além disso, ele acredita que a Brahma Duplo Malte pode se consolidar como líder do seu segmento. “O espaço potencial para o core plus é de 25% do setor, no longo prazo, com o premium alcançando 20%. E estamos criando algo, com Duplo Malte e Spaten, para alcançar esse 25%. E aí com a Duplo Malte tendo a possibilidade de liderar esse mercado. Acreditamos que esse possa ser um segmento importante”, afirma.

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O objetivo, hoje, pode estar distante, mas a companhia destaca que cervejas do segmento core plus representam mais de 10% das suas vendas. E ações importantes foram adotadas com as marcas ao longo do primeiro trimestre, de acordo com a Ambev, com a Spaten continuando a expandir sua distribuição e volume, e a Brahma Duplo Malte lançando novas embalagens retornáveis e one-way, que devem ajudar a atender mais ocasiões de consumo.

Em termos gerais, a Ambev também teve crescimento na produção no primeiro trimestre do ano. O volume de cerveja chegou aos 45,082 milhões de hectolitros, uma alta de 3,6%, em relação ao mesmo período de 2021. No Brasil, a expansão foi de 2,1% de janeiro a março, para 22,011 milhões de hectolitros.

“Estamos satisfeitos com os volumes. A produção está acima do nível de 2019, ao contrário dos principais competidores. E o destaque são os produtos high-end, com o crescimento de 2 dígitos em um valor alto. O core plus, com Brahma Duplo Malte, Bohemia e Spaten, já representa mais de 10% dos nossos volumes”, avalia o CEO da Ambev.

Macroeconomia e preços
Em uma visão de curto prazo, a Ambev reconhece que há ainda alguma incerteza quanto à aceleração do aumento do consumo de cerveja no Brasil ao longo de 2022, um problema provocado por fatores macroeconômicos, como a perda do poder de compra e a continuidade da inflação. Mas o seu CEO ressalta que os resultados obtidos em fevereiro e março, após a desaceleração dos casos de coronavírus, foram positivos.

“Há dúvidas envolvendo a renda disponível para as pessoas no ano e quanto ao impacto inflacionário. Por outro lado, tivemos dois carnavais. A grande questão é o volume. E vemos uma evolução contínua do volume após um janeiro complicado, em função da Ômicron”, afirma.

Embora pondere que o nível de consumo de cerveja fora de casa ainda não tenha alcançado o nível pré-pandemia, de 2019, a Ambev já se planeja sem as estratégias adotadas nos piores momentos da crise sanitária. Assim, o fim quase total de medidas protetivas contra o coronavírus também podem repercutir em uma nova política de preços por parte da empresa.

No período restritivo, a companhia optou por evitar ao máximo o repasse da inflação para aqueles produtos consumidos no local, caso especialmente das garrafas de 600ml. Agora, como destacado nos comentários após a divulgação do balanço, não deverá haver tanta diferenciação entre produtos.

“Revisitamos toda a estrutura de preços e não queríamos colocar pressão no consumo local. Se o estressasse com preço, seria exagerado. Agora, temos uma estratégia mais geral, avaliando segmento e canal, com inflação e renda”, explica Lucas Machado Lira, CFO da companhia.

Balcão da Matisse: Speakeasy – História e tendências

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Balcão da Matisse: Speakeasy – História e tendências

Ninguém sabe quem inventou o termo “Speakeasy”, denominação genérica para bares clandestinos. Ele surgiu nos anos 1920 durante a vigência da lei seca nos Estados Unidos, provavelmente derivado de outros amplamente utilizados na época, tais como: “whisper! Speak easy! The police are watching!” Ou pode ter se inspirado na Inglaterra do século XIX, quando costumava-se rotular de “Speak Softly Shop” as lojas de fachada que vendiam produtos contrabandeados.

Mas os bares clandestinos ou escondidos sempre existiram, independentemente do fato de estar ocorrendo algo ilícito ou não. Muitas pessoas procuram esses estabelecimentos “speakeasy inspired” pela aventura ou prazer de estar em um lugar não convencional ou simplesmente para fugir do óbvio. Algo como visitar o Parque das Ruínas em vez do Pão de Açúcar ou comer uma salada de saião em vez de alface.

A atmosfera “underground” dos bares clandestinos também não deixou de ser atrativa e inspiradora. Um exemplo curioso é o Bathtub Gin & Co (Seattle, Washington, EUA). A começar pelo nome, que faz referência ao período da lei seca, em que muitos fabricantes clandestinos usavam a banheira de casa para produzir gin e vender aos bares igualmente clandestinos. Podemos imaginar a qualidade da bebida resultante. Sim, era horrível, por isso se misturava com frutas, especiarias, extratos e açúcar, dando origem aos drinques, como os conhecemos hoje.

O bar com salas baixas em vários níveis foi construído silenciosamente em 2009, em uma antiga sala de caldeira nos fundos de um edifício de tijolo. Embora a chegada seja por um beco escuro e pouco convidativo entre a primeira e a segunda avenida em Belltown, o bar dispõe de uma incrível variedade de bebidas de todas as partes do mundo, mesas e sofás confortáveis no nível inferior e até uma biblioteca.

Não precisamos ir tão longe para encontrar essas preciosidades. Elas estão por aí, embora nem sempre as enxerguemos. Em uma rua despretensiosa do centro de Niterói (RJ), por exemplo, passamos por um centro de saúde, uma borracharia, uma oficina e um grande portão marrom com galpões no interior, onde várias atividades ocorrem durante o dia. Mas em determinado momento as atividades cessam, as portas das cervejarias se abrem, as luzes se acendem e o local se transforma em uma vila cervejeira, com chopes fabricados pelas pequenas cervejarias artesanais ali instaladas, comida de boteco, drinques, música e muito espaço.

Com o avanço da vacinação e a consequente redução das restrições, as pessoas voltam a frequentar os bares, mas ainda com certa cautela, preferindo ambientes abertos e ao ar livre, o que deve se tornar uma tendência. Então, fica a pergunta: como serão os speakeasy do futuro? Mais no estilo do Bathtub Gin & Co ou da Vila Cervejeira? A minha aposta é que esses bares permanecerão meio que escondidos, mantendo o clima e o charme speakeasy inspired, mas com espaços abertos e ao ar livre.


Mario Jorge Lima é engenheiro químico e sócio-fundador da Cervejaria Matisse

Cervejarias da Rota RJ se movimentam no Dia das Mães com kits e cardápios especiais

As marcas que fazem parte da Rota Cervejeira RJ prepararam uma programação especial para o fim de semana do Dia das Mães. Para que os seus clientes comemorem a data, cervejarias de Petrópolis anunciaram promoções com kits e cardápios especiais em razão da festividade deste domingo.

A Odin e a Bohemia, que possuem restaurantes no centro da cidade fluminense, disponibilizarão menus com diversos atrativos para homenagear as mães. No Casarão da Odin, haverá um cardápio batizado como Coração de Mãe. A primeira opção é o Plate de Churrasco, que serve até três pessoas por R$ 169 e conta com picanha, galeto, coração de galinha e costela bovina, além de farofa na manteiga, vinagrete, vegetais defumados, salada especial e arroz de costela como acompanhamentos.

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Uma segunda opção, chamada Peixe Pargo, garante almoço para até dois clientes e sai por R$ 129, sendo que na compra da refeição as mães ganharão um eco copo Odin recheado, com trufas Stout, e um outro presente escolhido pelo restaurante. Para completar, o estabelecimento terá promoção de chope no fim de semana.

A Bohemia, por sua vez, disponibilizará aos clientes um cardápio especial que será servido no sábado e no domingo, com valor de R$ 78 por pessoa e que dá direito a uma opção de entrada, ao prato principal e a uma sobremesa que poderá ser escolhida pelo consumidor.

A entrada do almoço trará caldinho de feijão ou croquete de carne e oferece três opções de prato principal: escalopinho de filé mignon, bobó de camarão ou meia costela ao molho barbecue. Já para a sobremesa, as pessoas poderão escolher entre uma torta de cheesecake ou de chocolate.

Este restaurante fica dentro do complexo da Bohemia, que em razão do Dia das Mães está dando acesso ao tour da cervejaria a todos os seus visitantes com o pagamento de meia-entrada. Para poder usufruir deste benefício, bastará ao frequentador mostrar um print da promoção ou da publicação da mesma, que ficará disponível na recepção do local.

Já a Colonus preparou um kit especial para as mães, que conta uma APA de 600ml da marca e dois sabonetes artesanais, sendo um feito de malte com ação antioxidante e outro de lúpulo com propriedades relaxantes e calmantes. Este kit é oferecido com duas opções de preços: R$ 62 na caixa de madeira ou R$ 45 na embalagem craft. O produto estará disponível na própria cervejaria, que fica no bairro Castelânea em Petrópolis, também podendo ser adquirido por meio do seguinte número de WhatsApp: (24) 99904-0664.

E a Brewpoint, localizada no bairro de Corrêas, é outra das cervejarias da Rota RJ que promove uma ação promocional inspirada pelo Dia das Mães. No seu bar Express, a marca presenteará as mães com um vaso de flores para quem fizer compras que superarem o valor de R$ 50. Já o brewgarden, que fica no centro da cidade, promete várias opções de pratos para celebrar a data e tocará em seu sistema de som uma seleção especial de clássicos da MPB a partir das 12 horas de domingo.

Dois anos após mortes, Backer é multada em R$ 5,1 mi por infrações pelo Mapa

Mais de dois anos após as primeiras das dez mortes pelo consumo de cerveja contaminada, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou a aplicação de multa de R$ 5.099.193 na Backer em função das infrações administrativas relacionadas ao caso.

O Mapa explicou ter finalizado os procedimentos de apuração através da sua equipe de auditores fiscais. E além da punição financeira, também decidiu pela inutilização dos produtos apreendidos e a interdição parcial da fábrica da Backer. De acordo com o ministério, a empresa “não pode mais recorrer da multa no âmbito administrativo, pois todos os recursos já se exauriram”.

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“As penalidades foram impostas devido ao estabelecimento ter ampliado e remodelado a área de instalação industrial registrada, sem devida comunicação ao Mapa; deixar de atender intimações, dentre elas a de recolhimento dos produtos; alterar a composição de cervejas sem a prévia comunicação; comercializar cerveja sem devido registro do produto e por produzir, engarrafar e comercializar 39 lotes de cerveja com presença de monoetilenoglicol ou dietilenoglicol”, afirma o Mapa, detalhando as infrações cometidas pela Backer.

O Mapa lembra que a apreensão dos produtos realizada nas dependências do estabelecimento e no comércio em Minas Gerais contabilizaram um total de 79.481,34 litros de cerveja com presença dos contaminantes, de várias marcas e vários lotes, sendo deste total 56.659 garrafas, que ofereciam riscos aos consumidores.

Logo após a eclosão dos primeiros casos de contaminação de cervejas da Backer, o Mapa interditou a fábrica da cervejaria diante da confirmação, por análises realizadas no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, da presença de dietilenoglicol em rótulos da marca.

O caso
O anúncio da multa vem algumas semanas depois da autorização, também pelo Mapa, de produção e comercialização de cervejas fabricadas na planta industrial da Backer. Por lá, a atividade produtiva pode acontecer em duas adegas. Para dar esse aval, o ministério diz que estão sendo atendidas as exigências para garantir a segurança dos produtos, referentes às condições dos tanques de fermentação e equipamentos.

“Para o retorno, a cervejaria substituiu em seu processo o fluido refrigerante por solução hidroalcoólica – solução que contém água e álcool. Desde novembro de 2021, a empresa vem produzindo cerveja no parque fabril em formato teste para que os produtos fossem submetidos a novas análises”, explica o Mapa.

Diante da liberação, a Cervejaria Três Lobos, proprietária da marca Backer, anunciou que voltaria a produzir rótulos no local. A cervejaria também conta com um site em que inclui cervejas Backer dos estilos Pale Ale, Trigo e Pilsen no seu portfólio. Mas tem centrado a divulgação nos rótulos que levam o nome Capitão Senra, que remete a uma famosa cerveja da marca.

Na Justiça, dez pessoas, incluindo os três sócios da Backer, se tornaram réus, em outubro de 2020 pelo envolvimento na adulteração de bebidas alcoólicas e uma por falso testemunho. Uma dessas pessoas faleceu no mês seguinte. O processo criminal está com audiências marcadas para o fim deste mês.

Ambev tem alta de 29% no lucro e produz mais cerveja, mas mercado derruba ação

Alta expressiva nos dados apresentados nas primeiras horas do dia e queda relevante na bolsa de valores. Foi assim a quinta-feira (4) da Ambev no mercado financeiro, com a divulgação do balanço do primeiro trimestre de 2022 apresentando crescimento no lucro e no volume de cerveja produzido, em contraponto ao tombo da sua ação, na sequência do dia, na B3, um efeito mais da alta dos juros e da aversão ao risco do que do seu resultado financeiro, considerado positivo pela maioria dos analistas.

Divulgado antes da abertura do mercado, o balanço da Ambev apresentou números que confirmaram um começo de ano melhor do que o de 2021. Afinal, a empresa teve lucro líquido ajustado de R$ 3,551 bilhões no primeiro trimestre de 2022, uma alta de 28,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

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Além disso, o lucro líquido foi de R$ 3,528 bilhões, 29,1% acima dos meses equivalentes de 2021. A receita líquida consolidada da Ambev atingiu os R$ 18,44 bilhões no primeiro trimestre de 2022, o que representou crescimento orgânico de 18,5% e reportado de 10,8%.  E a receita líquida por hectolitro da companhia foi de R$ 409. Com isso, a alta ficou em 14,5% no resultado orgânico, sendo de 7% no reportado.  Já o crescimento do Ebitda ajustado foi mais modesto, de 3,7%, para R$ 5,522 bilhões.

“Apresentamos um sólido desempenho comercial no primeiro trimestre, impulsionado pela execução consistente de nossa estratégia baseada em premiumização, inovação e plataformas tecnológicas. Apesar de um janeiro bastante desafiador, impactado por uma nova onda de variante de Covid-19 em alguns de  nossos mercados e pelo cancelamento das festividades de carnaval no Brasil, nosso volume cresceu 3,6%”, afirma a Ambev.

O resultado positivo no 1º trimestre de 2022 teve suas razões. De acordo com a empresa, o volume de bebidas não alcoólicas no Brasil cresceu 16,9% no período.  Já o volume de cerveja chegou aos 45,082 milhões de hectolitros, uma alta de 3,6%. No Brasil, a expansão foi de 2,1% no período, para 22,011 milhões de hectolitros. Mas a receita líquida ampliou 13,7%, para R$ 8,1 bilhões.

A alta de 2,1% na produção de cervejas da Ambev ganha maior expressão quando se observa que a fabricação de bebidas alcoólicas recuou 8,8% no primeiro trimestre de 2022 no Brasil, de acordo com o IBGE. “A Ambev surpreendeu positivamente ao entregar um crescimento de volume na cerveja brasileira apesar da forte base comparável e de tendências mais fracas da indústria “, dizem analistas do Credit Suisse.

A companhia também citou o bom desempenho de rótulos premium, o uso de embalagens retornáveis e o consumo fora de casa como alguns dos fatores responsáveis pelo resultado positivo em seu balanço do primeiro trimestre.

“Nosso portfólio premium cresceu high-teens e o portfólio core cresceu um dígito único médio. No segmento core plus, Spaten continua expandindo sua distribuição e volume, e a Brahma Duplo Malte lançou novas embalagens retornáveis e one-way, que devem ajudar a atender mais ocasiões de consumo. Nossa estratégia de garrafas de vidro retornáveis continuou a ganhar tração com o fortalecimento do canal on-trade, liderado pela 600ml no portfólio premium e pela 300ml no portfólio core”, afirma.

O lucro operacional ajustado da Ambev foi de R$ 4,192 bilhões no primeiro trimestre de 2022, tendo crescido 3,2% no período.  Mas o caixa líquido da Ambev fechou março em R$ 11,155 bilhões, uma diminuição de 27,6% na comparação ao mesmo mês do ano passado. Esse recuo tem relação direta com a alta das despesas, de 8,5% no primeiro trimestre de 2022, para R$ 5,219 bilhões.

“As pressões de custo permaneceram, levando a um aumento de CPV/hl excluindo depreciação e amortização de 23,4% no trimestre, devido aos aumentos do preço das commodities já previstos. SG&A cresceu 14,8%, impulsionado pela inflação do diesel e compensado por uma redução das provisões de remuneração variável”, comenta a Ambev.

Apesar da alta no lucro, registrada no balanço do primeiro trimestre, a ação da Ambev despencou durante a sessão de quinta-feira da B3. O papel fechou o dia cotado a R$ 13,73, o que representou um recuo de 4,25%.

A queda, relevante, da ação da Ambev, ainda mais em um dia de divulgação de balanço com lucro relevante, se inseriu em um contexto de tombo do Ibovespa, que teve baixa de 2,8% no dia. O recuo foi estimulado pela alta da taxa básica de juros no Brasil, para 12,75%, e pela preocupação global, tanto que a desvalorização das bolsas nos Estados Unidos foi ainda maior – 4,99% na Nasdaq e 3,5% na S&P.  

Os analistas de bancos de investimentos, porém, guardaram elogios para o balanço da Ambev. “Continuamos otimistas e impressionados com a rapidez com que uma empresa de mais de 100 anos conseguiu mudar durante a pior crise de todos os tempos. Esperamos que a Ambev continue ampliando suas vantagens competitivas, principalmente na frente comercial e, portanto, continue superando seus concorrentes”, afirmam os analistas da XP Investimentos.

Leopoldina lança premiada Barley Wine e reforça seu elo com o mundo do vinho

Cervejaria que faz parte do Grupo Famiglia Valduga, a Leopoldina acaba de lançar uma English Barley Wine. A novidade é produzida através de um processo de envelhecimento nas adegas da vinícola da empresa detentora da marca, que aproveitou a expertise de uma das principais produtoras de vinhos e espumantes do Brasil para trazer esse rótulo ao mercado.

 “Entendemos que as técnicas que possuímos, tanto enológicas, quanto de processos, em função de termos uma vinícola (Casa Valduga) conosco, possibilitam conectar esse estilo de cerveja, no qual ocorre envelhecimento e se consegue ter o produto guardado por bastante tempo”, explica Rodrigo Veronese, mestre-cervejeiro da Leopoldina.

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A ideia, com a novidade, é enfatizar a ligação da marca gaúcha, que possui outros 14 rótulos de diferentes estilos em seu portfólio, com o mundo do vinho, mostrando que a Leopoldina não é uma mera cervejaria. Não à toa, está instalada em Bento Gonçalves, conhecida como a capital brasileira do vinho.

“Somos uma marca de um grupo (Famiglia Valduga) no qual a expertise é o vinho. Aliando às cervejas, entendemos que os produtos podem envelhecer assim como o vinho, ao contrário das cervejas mais de linha, com as quais se busca um giro maior de consumo. No caso da Brewine Leopoldina, o envelhecimento faz todo sentido com o propósito da marca. Buscamos a união perfeita entre o mundo da cerveja e do vinho”, enfatiza o mestre-cervejeiro.

Lançar uma Barley Wine é um passo importante para a marca aumentar a identificação com a qualidade dos vinhos produzidos na Famiglia Valduga. E outro foi dado recentemente. Para estabelecer de vez essa ligação com o grupo do qual faz parte, mudou o seu nome para Brewine Leopoldina.

“O objetivo de uma cervejaria aliada a uma vinícola é buscar o melhor dos dois mundos. Para reforçar o que buscamos, nada melhor do que uni-los no próprio nome da marca. Então, a partir de agora, deixamos de ser a Cervejaria Leopoldina para nos tornarmos a Brewine Leopoldina”, ressalta Eduardo Valduga, diretor do Grupo Famiglia Valduga.

Um rótulo premiado
A Leopoldina Barley Wine está sendo oficialmente lançada pela empresa no Festival e na Feira Brasileira da Cerveja, iniciados em Blumenau (SC) nesta quarta-feira (4). E o novo rótulo da Leopoldina chega ao mercado com o status de já ter conquistado três medalhas de ouro em competições cervejeiras, sendo uma delas no exterior.

A Barley Wine obteve estes feitos no Brussels Beer Challenge, na Bélgica, no Brasil Beer Cup, em Florianópolis, e no Concurso Brasileiro de Cervejas, em Blumenau. Para Veronese, essas chancelas auxiliam a Leopoldina no lançamento comercial do rótulo.

A Barley Wine é uma cerveja que já vínhamos degustando e proporcionando a oportunidade ao consumidor em alguns eventos e na nossa tap house. Lançá-la ao mercado com todas essas premiações, por júris nacionais e internacionais em concursos renomados, para nós é ótimo, pois temos uma validação da qualidade que buscamos em cada produto da marca

Rodrigo Veronese, mestre-cervejeiro da Leopolodina

Com estilo English Barley Wine, essa cerveja tem 14% de teor alcóolico e 10 IBUs de amargor. Pelo conjunto de características que definem o rótulo, a marca indica que a bebida seja servida em temperatura ambiente para trazer o melhor do seu alto corpo, dulçor e licorosidade. E ainda sugere harmonização com sobremesas que contenham chocolate ou cacau em sua preparação.

A Leopoldina destaca que a cerveja foi elaborada “com lúpulo e malte criteriosamente selecionados”, com o segundo destes ingredientes estando presente na fórmula em quantidade quatro vezes maior do que a usada, por exemplo, em uma Pilsner. Além disso, enfatiza que o seu processo de maturação ocorreu durante três anos nas adegas do Grupo Valduga “utilizando técnicas de envelhecimento reconhecidas por originarem nuances elegantes que remetem a vinhos fortificados”.


Leopoldina Barley Wine

Estilo: English Barley Wine
Copo: Snifter
Teor alcoólico: 14%
Amargor: 10 IBUs
Cor: 40 EBC
Temperatura sugerida: 12ºC a 14ºC
Harmonização sugerida: Sobremesas como petit gateau com choctolate meio amargo e chocolates com alto teor de cacau

Após 2 anos sem acontecer, Oktoberfest é confirmada em Munique para 2022

A mais famosa festa cervejeira do mundo está de volta. Após dois anos de pausa, em função da pandemia do coronavírus, a Oktoberfest vai acontecer em 2022, na cidade de Munique, a capital da Baviera, na Alemanha. O festival está agendado para o período entre 17 de setembro e 3 de outubro.

O anúncio da retomada do festival foi realizado pelo prefeito de Munique, Dieter Reiter. E ele chegou a revelar que mais do que a pandemia, a guerra na Ucrânia dificultou a tomada de decisão sobre a realização da Oktoberfest, pois o conflito poderia fazer com que tais celebrações parecessem inadequadas.

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Mas os defensores da retomada do evento rebateram os questionamentos sobre a adequação do festival acontecer durante o conflito na Ucrânia, afirmando que a Oktoberfest é uma contribuição para o entendimento internacional em virtude de receber visitantes de diversos países. “Em última análise, cabe a cada um decidir por si mesmo se e quanto eles querem comemorar”, disse Reiter.

De acordo com o prefeito de Munique, nenhuma restrição, como medidas de distanciamento social, será imposta aos participantes da Oktoberfest. “Tanto o governo federal quanto o Estado da Baviera não criaram nenhuma regra que me permitiria, como prefeito, emitir quaisquer restrições de acesso”, afirmou.

Houve pedidos de muitos setores para permitir que o maior festival cervejeiro do mundo ocorresse novamente neste ano, inclusive do primeiro-ministro da Baviera, Markus Söder, dos organizadores do festival e dos políticos locais de Munique.

E Reiter afirmou esperar que nada aconteça para tornar necessário um cancelamento em curto prazo, como o aumento dos casos de Covid-19 na Alemanha ou a adoção de novas medidas restritivas. “Espero que essa situação não venha à tona no outono (europeu)”, declarou.

Em 2019, última vez em que o festival aconteceu, os 6,3 milhões de participantes beberam 7,3 milhões de litros de cerveja, segundo balanços das cervejarias participantes da Oktoberfest. 

O festival foi cancelado apenas 26 vezes em seus mais de dois séculos de existência. A maioria deles foi devido à guerra, mas os surtos de cólera também provocaram dois cancelamentos, assim como a pandemia do coronavírus.

Inflação é o maior desafio em 2022 para 8 de cada 10 bares, aponta pesquisa

A diminuição dos casos de coronavírus no país e o relaxamento das medidas restritivas para conter a pandemia são boas notícias para quem enfrentou tantas dificuldades para operar durante os últimos dois anos, mas o setor de bares e restaurantes tem outros problemas para encarar, como a inflação. De acordo com uma recente pesquisa, a alta dos preços é o maior desafio a ser enfrentado neste ano para 83% dos responsáveis por esse tipo de estabelecimento.

O resultado está na nova pesquisa da série Covid-19, realizada pela Associação Nacional de Restaurantes (ANR), pela consultoria Galunion, especializada no mercado food service, e pelo Instituto Foodservice Brasil (IFB).

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A preocupação dos bares com a inflação não é à toa. Afinal, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 1,62% em março, a maior taxa para o mês desde 1994. Também foi a maior inflação mensal desde janeiro de 2003. Anualizada, a inflação já completou sete meses em dois dígitos. E o impacto para bares e restaurantes pode ser ainda maior, pois a inflação dos itens de alimentação e bebidas fechou abril em 2,42%, de acordo com o IBGE.

“A inflação certamente é o maior desafio do setor para 2022, pois seu impacto é duplo, seja nos custos diretos como aluguel, CVM (Custo de Mercadorias Vendidas) e outros, mas também no passivo das empresas, pois os recentes financiamentos feitos pelo setor na pandemia, como o Pronampe, certamente serão corrigidos com a pressão também sobre os juros”, afirma Fernando Blower, diretor executivo da ANR.

Além disso, apesar do relaxamento das medidas de distanciamento, os bares e restaurantes que participaram da pesquisa ainda não recuperaram os níveis pré-pandemia. O trabalho aponta que o faturamento em fevereiro de 2022 ficou igual ou abaixo do de fevereiro de 2019 para 60% dos participantes.

Porém, o trabalho destaca que tem aumentado os consumidores que retomaram os hábitos pré-pandemia. O índice ficou em 51% nessa pesquisa, 17% a mais do que no levantamento anterior.

“Sabemos que ainda existe a questão do consumidor não ter voltado totalmente para os estabelecimentos de forma presencial, mas nos negócios onde as vendas já estão superando índices anteriores, 75% dos top performers que responderam à pesquisa esperam fechar o primeiro trimestre do ano com lucro, com relação ao resultado financeiro da operação”, diz Simone Galante, CEO da Galunion e responsável pela pesquisa.

A pesquisa também aponta melhora nos níveis de endividamento de bares e restaurantes. O percentual de estabelecimentos que se declaram endividados ficou em 41%, 14% a menos do que na pesquisa anterior, realizada em novembro de 2021. Entre os que afirmam estar endividados, 15% devem demorar mais de 3 anos para quitar as contas atrasadas, 11% disseram que devem levar de 2 a 3 anos para pagar e 23% de 1 a 2 anos.

Além disso, a pesquisa indica que bares e restaurantes seguem com o sistema de delivery ativo nesse período de retomada, assim como vêm criando produtos. “Os dados revelam que 89% dos ouvidos operam com delivery, e que 71% consideram este canal lucrativo. Outras ações também englobam as estratégias dos estabelecimentos, visando o aumento das vendas, como lançar produtos com novos sabores e texturas, com 57% das intenções, focar em promoções, ofertas do dia e ações de valor, com 52%, lançar produtos sazonais, frescos ou artesanais, representando 27%, e lançar produtos gostosos e indulgentes, para 26%”, diz a CEO da Galunion.

Produção de alcóolicas reage em março, mas tem saldo negativo de 8,8% no trimestre

Depois de amargar quedas expressivas em janeiro e fevereiro, a fabricação de bebidas alcoólicas no Brasil reagiu em março e teve crescimento de 5% em relação ao mesmo mês do ano passado. O índice foi revelado pelo IBGE em sua Pesquisa Industrial Mensal.

Porém, o saldo da produção de bebidas alcóolicas no Brasil no primeiro trimestre de 2022 ficou negativo, com baixa de 8,8% em comparação ao desempenho alcançado nos três primeiros meses de 2021. E a redução nos últimos 12 meses é de 3,5%.

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O resultado está relacionado com a desaceleração registrada no primeiro bimestre de 2022. Na esteira do cancelamento das festividades de carnaval em sua época habitual, essa categoria da economia havia retraído 16,7% em fevereiro, sendo que em janeiro já havia caído 13,9% na confrontação com os números dos primeiros 31 dias de 2021.

Já a fabricação de bebidas não alcoólicas seguiu em franco crescimento em março. A pesquisa divulgada pelo IBGE confirma um aumento de 20% no terceiro mês de 2022 no comparativo com o mesmo período de 2021. No acumulado do ano, a subida na produção é de 9,6%. Nos últimos 12 meses, fica em 3,3%.

Na indústria de bebidas em geral, que leva em conta a soma das produções de alcoólicas e não alcóolicas, a elevação foi de 12% em março na confrontação com o mesmo mês de 2021 e de 6,4% em relação a fevereiro de 2022. Esses índices ajudaram a deixar próximo da estagnação o desempenho obtido no trimestre e no somatório dos 12 meses imediatamente anteriores, que são respectivamente de -0,6% e de -0,4%.

Entre as atividades econômicas pesquisadas, a fabricação de bebidas em geral foi a terceira influência mais positiva da indústria brasileira em março. Só ficou atrás dos itens outros produtos químicos, com alta de 7,8%, e veículos automotores, reboques e carrocerias (6,9%).

Produção industrial cresce apenas 0,3%
Se a fabricação de bebidas apresentou índices positivos em março, a produção industrial nacional teve crescimento de apenas 0,3% em relação a fevereiro, na série com ajuste sazonal. O índice mostra um cenário de estagnação, após a também modesta elevação de 0,7% do segundo mês de 2022. Porém, houve altas registradas em três das quatro grandes categorias econômicas e em 14 dos 26 ramos pesquisados pelo IBGE.

No comparativo com março de 2021, ocorreu queda de 2,1% na indústria brasileira no terceiro mês de 2022, além de retração de 4,5% no acumulado do ano. Em compensação, o IBGE confirma uma elevação de 1,8% no período de 12 meses imediatamente anteriores a março passado.

O índice também ficou próximo do aferido na fabricação de produtos alimentícios, que foi negativo em 1,7% em relação a fevereiro. Já no comparativo entre os terceiros meses de 2022 e de 2021, houve alta de 1,5%, enquanto no acumulado deste ano a elevação está em 2,4%, o que reduziu, em parte, o saldo ruim dos últimos 12 meses, que agora está negativo em 7%.

Os produtos alimentícios figuraram entre os 12 setores da economia que registraram queda em março, interrompendo quatro meses consecutivos de alta, período em que acumularam expansão de 14,9%. “Além de ter partido de um índice mais alto, alguns itens específicos, de produção mais volátil, como o açúcar, acabaram contribuindo para a queda no setor”, explica André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE.

O aumento do custo de produção e a escassez de algumas matérias-primas são fatores que colaboraram para o freio na indústria nacional. “Além disso, a inflação vem diminuindo a renda disponível e os juros sobem e encarecem o crédito. Também o mercado do trabalho, que apresenta alguma melhora, ainda mostra índices com uma massa de rendimentos que não avança”, reforça Macedo.

myTapp leva soluções em pagamentos à Feira da Cerveja e revê parceiros

Empresa que desenvolveu o primeiro sistema de autosserviço de chope no país, a myTapp estará presente na Feira Brasileira da Cerveja, que começa nesta quarta-feira, em Blumenau (SC), e apresentará uma série de atrativos aos visitantes que forem até o estande montado pela empresa, uma das expositoras do evento no Parque Vila Germânica.

As principais novidades que serão exibidas pela myTapp na Feira Brasileira da Cerveja são soluções digitais que servem para agilizar o atendimento e os pagamentos nos bares e cervejarias que utilizam os serviços oferecidos pela empresa. São elas: o Chatbot para cadastro e recarga com PIX via Whatsapp; Recargas com PIX via web app myTapp PIX; e o pagamento com PIX no app myTapp.

A empresa, assim, espera aproveitar a feira para demonstrar as vantagens proporcionadas por essas novidades, assim como pelo conhecido sistema de autosserviço de chope. “Esse ano temos um estande maior do que tivemos em 2020, preparado para receber mais clientes. Além disso, teremos o sistema funcionando para que todos possam testar e tirar dúvidas”, revela Raquel Cruz Xavier, consultora de marketing da myTapp.

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Esta será a 15ª edição da Feira Brasileira da Cerveja, que não aconteceu em 2021 por causa do agravamento da pandemia do coronavírus. Por isso, Raquel Cruz Xavier, consultora de marketing da myTapp, destaca a importância do evento para ampliar a proximidade dos clientes com a empresa.

“Temos a expectativa de retomar o circuito de eventos pós-pandemia (ainda existente, mas com consequências menos preocupantes depois do avanço da vacinação), aproveitando para estar mais próximo do nosso público, parceiros e clientes”, diz.

Com sete anos de atuação no mercado cervejeiro e mais de 350 clientes no Brasil e no mundo, a myTapp espera aproveitar esse contato estreito com os visitantes da Feira da Cerveja para apresentar as suas soluções, assim como para entrar em contato com outras inovações.

“Aproveitamos a oportunidade para levar nosso time para conhecer a feira e as inovações do mercado cervejeiro, estar mais perto do público, estreitar relacionamento com os clientes e para que todos possam aproveitar o evento”, ressalta Raquel.

As novidades da myTapp
As principais novidades a serem apresentadas pela myTapp na Feira Brasileira da Cerveja são o Chatbot para cadastro e recarga com PIX via Whatsapp; Recargas com PIX via web app myTapp PIX; e o pagamento com PIX no app myTapp.

Com a primeira destas facilidades, o cliente tem a vantagem de poder fazer o seu cadastro em um bar antes mesmo de chegar ao estabelecimento. Após preencher o passo a passo do chatbot, o registro pode ser facilmente concluído pelo WhatsApp e serve para a retirada do cartão de consumo, que será utilizado para a liberação das torneiras de chope, com a retirada dependendo apenas da apresentação de um documento com CPF.

Os clientes podem fazer a primeira carga de créditos antes mesmo de pegarem o cartão de consumo no caixa, sendo que eles terão a opção de consultar o saldo e adicionar créditos no cartão via PIX. Para realizar o pagamento com o uso desta tecnologia de operação bancária, os consumidores precisarão apenas escolher o valor que desejam carregar, com o sistema gerando o código PIX. E ele poderá ser copiado e colado para a quitação por meio do internet banking.

Já através das recargas com PIX via web app myTapp, o consumidor poderá realizar a recarga dos créditos em seu cartão de consumo em quatro passos antes de completar o pagamento do PIX em seu banco preferido pela internet. E após finalizar essa operação, o valor recarregado entrará automaticamente como crédito no CPF do cliente, que estará pronto para usá-los nas torneiras de chope do bar.

Por fim, o pagamento com PIX no aplicativo da myTapp permite aos estabelecimentos proporcionar aos clientes a opção de fazer o recarregamento de créditos no app utilizando esse sistema de transação bancária como meio de pagamento.