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Produção de alcóolicas reage em março, mas tem saldo negativo de 8,8% no trimestre

Depois de amargar quedas expressivas em janeiro e fevereiro, a fabricação de bebidas alcoólicas no Brasil reagiu em março e teve crescimento de 5% em relação ao mesmo mês do ano passado. O índice foi revelado pelo IBGE em sua Pesquisa Industrial Mensal.

Porém, o saldo da produção de bebidas alcóolicas no Brasil no primeiro trimestre de 2022 ficou negativo, com baixa de 8,8% em comparação ao desempenho alcançado nos três primeiros meses de 2021. E a redução nos últimos 12 meses é de 3,5%.

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O resultado está relacionado com a desaceleração registrada no primeiro bimestre de 2022. Na esteira do cancelamento das festividades de carnaval em sua época habitual, essa categoria da economia havia retraído 16,7% em fevereiro, sendo que em janeiro já havia caído 13,9% na confrontação com os números dos primeiros 31 dias de 2021.

Já a fabricação de bebidas não alcoólicas seguiu em franco crescimento em março. A pesquisa divulgada pelo IBGE confirma um aumento de 20% no terceiro mês de 2022 no comparativo com o mesmo período de 2021. No acumulado do ano, a subida na produção é de 9,6%. Nos últimos 12 meses, fica em 3,3%.

Na indústria de bebidas em geral, que leva em conta a soma das produções de alcoólicas e não alcóolicas, a elevação foi de 12% em março na confrontação com o mesmo mês de 2021 e de 6,4% em relação a fevereiro de 2022. Esses índices ajudaram a deixar próximo da estagnação o desempenho obtido no trimestre e no somatório dos 12 meses imediatamente anteriores, que são respectivamente de -0,6% e de -0,4%.

Entre as atividades econômicas pesquisadas, a fabricação de bebidas em geral foi a terceira influência mais positiva da indústria brasileira em março. Só ficou atrás dos itens outros produtos químicos, com alta de 7,8%, e veículos automotores, reboques e carrocerias (6,9%).

Produção industrial cresce apenas 0,3%
Se a fabricação de bebidas apresentou índices positivos em março, a produção industrial nacional teve crescimento de apenas 0,3% em relação a fevereiro, na série com ajuste sazonal. O índice mostra um cenário de estagnação, após a também modesta elevação de 0,7% do segundo mês de 2022. Porém, houve altas registradas em três das quatro grandes categorias econômicas e em 14 dos 26 ramos pesquisados pelo IBGE.

No comparativo com março de 2021, ocorreu queda de 2,1% na indústria brasileira no terceiro mês de 2022, além de retração de 4,5% no acumulado do ano. Em compensação, o IBGE confirma uma elevação de 1,8% no período de 12 meses imediatamente anteriores a março passado.

O índice também ficou próximo do aferido na fabricação de produtos alimentícios, que foi negativo em 1,7% em relação a fevereiro. Já no comparativo entre os terceiros meses de 2022 e de 2021, houve alta de 1,5%, enquanto no acumulado deste ano a elevação está em 2,4%, o que reduziu, em parte, o saldo ruim dos últimos 12 meses, que agora está negativo em 7%.

Os produtos alimentícios figuraram entre os 12 setores da economia que registraram queda em março, interrompendo quatro meses consecutivos de alta, período em que acumularam expansão de 14,9%. “Além de ter partido de um índice mais alto, alguns itens específicos, de produção mais volátil, como o açúcar, acabaram contribuindo para a queda no setor”, explica André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE.

O aumento do custo de produção e a escassez de algumas matérias-primas são fatores que colaboraram para o freio na indústria nacional. “Além disso, a inflação vem diminuindo a renda disponível e os juros sobem e encarecem o crédito. Também o mercado do trabalho, que apresenta alguma melhora, ainda mostra índices com uma massa de rendimentos que não avança”, reforça Macedo.

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