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Juan Caloto aumenta alcance e atuação com marketing criativo e novo lote de uísque

Criada em 2015 sem grandes ambições, a Juan Caloto começou a crescer de forma mais expressiva a partir de 2017, impulsionada por uma criativa estratégia de marketing. As ações chamaram tanto a atenção que impulsionaram novas iniciativas, sempre com a utilização de linguagem que se associa imediatamente à marca. A cervejaria inaugurou o seu bar, o Esconderijo, em São Paulo, em novembro, com temática inspirada nos filmes norte-americanos do subgênero “spaghetti western” das décadas de 1960 e 1970. E agora vai promover o lançamento do segundo lote do seu moonshine, um tipo de uísque não envelhecido, que é o primeiro destilado da empresa.  

Produzido em parceria com a destilaria artesanal Geest, o rótulo é promovido como uma bebida que “funciona” como o “Miraculoso Calibrador de Mira de Widowmaker Joe”, personagem do Velho Oeste que faz parte do bando de Juan Caloto, o protagonista principal do enredo das histórias criadas pelos sócios-proprietários da cervejaria e cujo nome serviu para batizar a marca. 

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O sucesso de vendas do lote inicial da bebida, cujas garrafas de 700ml são numeradas e produzidas em quantidade limitada, motivou a fabricação de uma nova remessa do destilado, que começará a ser comercializada na próxima terça-feira, de acordo com informações obtidas pela reportagem do Guia.

O moonshine é promovido comercialmente como o “uísque proibido” em alusão ao fato de que esta palavra da língua inglesa é um dos termos utilizados para descrever destilados produzidos de forma clandestina, “sob a luz da lua” na época da Revolução Americana.

É mais um passo em uma fase ascendente da Juan Caloto, que vem tendo sucesso com o seu bar, localizado no bairro Vila Clementino, na capital paulista. “O bar está superando as expectativas em questão de volume de vendas e de faturamento. Ele surge inicialmente como uma ideia de ser mais uma casa de referência da marca do que exatamente um bar que teria um retorno financeiro muito grande”, diz Felipe Gumiero, um dos sócios-proprietários e fundadores da Juan Caloto. “O principal é que está trazendo muito mais visibilidade para a marca, que era o que a gente queria”, acrescenta.

Gumiero tem Marcelo Bellintani, com quem antes começou a produzir a bebida de modo caseiro, apenas como um hobby, em 2010, como um dos seus sócios. Conhecido como Calote entre as pessoas mais próximas, Bellintani também é um dos idealizadores de Juan Caloto, o fictício personagem do Velho Oeste cujo nome é fruto de uma adaptação em espanhol dos apelidos dos dois sócios: Gumiero é chamado de John pelos seus amigos. A sociedade ainda conta com Ricardo Rovella e Marcelo Maaz, este também proprietário da destilaria Geest.

Redator publicitário e ilustrador, Calote usa as suas habilidades profissionais para desenhar os rótulos da marca e produzir pequenas histórias de faroeste envolvendo o cômico fugitivo atrapalhado retratado nas garrafas e latas da cervejaria cigana, cuja produção de seus lotes é realizada em Itupeva (SP), na Startup Brewing.

A inventividade também teve papel fundamental no surgimento da Juan Caloto. Foi em 2014, quando os sócios promoveram uma campanha pela internet, uma “vaquinha virtual” para arrecadar dinheiro e fazer o negócio sair do papel. A iniciativa foi um sucesso e permitiu que a bebida começasse a ser produzida em fevereiro de 2015 para ser comercializada.

Depois, Gumiero e Bellintani uniram forças com Rovella e Maaz, que já haviam trabalhado no setor cervejeiro e sido proprietários de um outro bar, para impulsionar de vez a Juan Caloto. Além disso, os sócios deixaram outros trabalhos para se dedicarem apenas à marca.

Em um processo de expansão, o Esconderijo foi criado com o objetivo de transmitir aos seus clientes a sensação de que eles estão em uma casa abandonada no meio do Velho Oeste. Para isso, os sócios do estabelecimento foram atrás de móveis antigos, que não foram comprados em lojas tradicionais.

“Dentro do bar, não temos nenhuma mesa especificamente. Temos poltronas, sofás, mesinhas de centro e o balcão. Tudo isso foi garimpado em ferros-velhos. Também descobrimos bastante coisas em (casas de) ‘família vende tudo’. O primeiro item que compramos para o bar foi um piano americano de aproximadamente 107 anos. E que funciona, inclusive”, destaca Gumiero.

Do sonho de ver o produto nas prateleiras de cerveja artesanal, a Juan Caloto agora celebra as conquistas, impulsionadas por uma estratégia de marketing descontraída no meio cervejeiro. Vem dando tão certo que agora a marca tem se arriscado até na produção do próprio uísque.

“Quando fizemos o projeto do bar no meio da pandemia, a adesão foi muito grande. A gente tem um público fiel à marca, justamente porque as pessoas compraram não só a ideia da comunicação, como o conceito da Juan Caloto, que é fazer uma cerveja de extrema qualidade, mas que ao mesmo tempo é descompromissada, divertida, e que não é despretensiosa. Como imaginamos que tem de ser a cerveja, uma coisa relaxada para você tomar e se divertir, mas que entregue toda aquela potência aromática de sabor e qualidade que o cliente espera”, conclui Gumiero.

Balcão Xirê Cervejeiro: Apresentações

Balcão Xirê Cervejeiro: Apresentações

Olá, seguidores/as e leitores/as do Guia da Cerveja,

Decidi começar nosso primeiro papo de bar, no Balcão Xirê Cervejeiro, assim, bem informal, olho no olho, de forma bem sincera, como costumo ser na vida.

É com muita alegria que comunico a vocês que estarei por aqui por um tempo. Não sei até quando, mas virei conversar sobre cervejas, harmonização, livros e, sobretudo, falar como tudo isso se entrecruza, sobre encruzilhadas.

É de um valor imenso pisar nesse território logo após março, mês marcado pela luta das mulheres. E é neste lugar que irei derramar minha escrevivência no meio cervejeiro.

Primeiramente, é preciso demarcar ser graças às mulheres que podemos tomar nosso sagrado copinho de cerveja. Afinal, foram elas que começaram esse processo (falarei sobre isso em breve).

Outro ponto que quero destacar aqui, não para criar polêmica, mas para trazer fatos históricos: uma das sociedades a difundir a cerveja foram os Keméticos, os quais conhecemos na atualidade como egípcios, nome dado após a colonização de Kemet, que se localiza no norte do continente africano (também, falarei mais em outro momento).

Dito isso, deixa eu me apresentar, seguindo a Orí-entação da minha grande Orí-presença Lélia Gonzalez, que diz às pessoas pretas: “é preciso dizer nosso nome e sobrenome, do contrário, nos dão o nome que querem”. Então, vamos lá.

Como surgi no meio cervejeiro:

Meu nome é Sara de Jesus Araújo, sou graduada em ciências jurídicas/direito, acadêmica de ciências sociais, colarei grau em julho de 2022, me especializando em história da África e da Diáspora Atlântica. Me formei como sommelière de cervejas em 2018. Desde minha formação, dei cursos e consultorias. Trabalho sobretudo com conexões e educação cervejeira, no campo das relações étnico-raciais e da diversidade. Sou uma militante dos direitos humanos.

Escolhi fazer esse curso técnico por não ver pessoas negras no espaço da cerveja em posições que não fossem em cargos de subalternização.

Em que pese a sommelieria ser a arte de servir, ou seja, está diretamente ligada ao serviço, observei que a alocação dos corpos pretos no espaço da cerveja estava diretamente ligada aos serviços domésticos, “herança maldita” da escravização de corpos negros, que colocou no corpo preto o ofício da mão de obra sub-remunerada e mal valorizada. Observe quem faz o seu pedido no bar, no restaurante em que você consome, quem vem com paninho na mão para limpar a sujeira, quem faz a limpeza do lugar e recebe olhares de desprezo, quem são os/as donos/as, os/as gerentes, o/a sommelier/sommelière…

Nenhum demérito em quem faz o serviço da limpeza, mas porque corpos pretes estão alocados em maioria nessas condições de trabalho?

Em contrapartida, glamuralizou-se o serviço ligado à alta gastronomia. A partir disso, corpos lidos racialmente como brancos ingressaram nesse espaço sem peso de serem ligados às pessoas pretas, por isso, observamos poucos corpos negros no espaço do serviço da gastronomia quando o assunto é sommelieria.

É comum vermos profissionais do serviço partindo para trabalhar servindo em bares e restaurantes no continente europeu ou na América do Norte, pois se recusam a trabalhar nessa área aqui no Brasil. Dizem: aqui pagam mal. Mas se o problema fosse a baixa remuneração, o correto não seria lutar pela valorização da categoria?

Outro fato que fez me tornar sommelière foi um episódio racista velado que sofri em março de 2018, me motivando ainda mais a romper com essa narrativa de exclusão e a incentivar mais pessoas, sobretudo mulheres negras, a estarem nesse espaço.

Por isso, ergui a minha voz e abri caminho, falei em espaço brancocêntrico quando ninguém ousou falar, fui silenciada e ainda houve a tentativa de tokenismo.

Fui preterida por não me calar. Se isso me abala? Não, como já repeti várias vezes. Não, pelo contrário. Embora seja doloroso, uso como combustível para continuar.

Visibilizar histórias pretas, de homens negros e mulheres negras, autores e autoras que foram “esquecidas” pois o esquecimento é intencional, é meu lema. E, sobretudo, apresentar a cerveja às pessoas de uma forma afetiva e amorosa.

Trago para a discussão Lélia Gonzalez, que me ensinou que o lixo vai falar, e numa boa, Beatriz Nascimento, Milton Santos, Abdias Nascimento, Carolina Maria de Jesus, Lima Barreto, Conceição Evaristo e tantos e tantas que vocês já puderam acompanhar no meu trabalho, no @negracervejassommelier, já tendo mostras disso. Sim, é preciso disputar narrativas para combater o epistemicídio, como diz Conceição Evaristo, visibilizar as vozes para combater a política de apagamento.

Há quem se submeta à estrutura de cooptação por minutos de fama, mas, esse nunca foi o meu lugar no mundo e, penso que foi em razão disso, por criticar esses espaços racistas, que sofri um ataque explícito em agosto de 2020.

Podem tentar me calar, mas seguirei aqui, de forma orgânica, dialogando com quem deseja dialogar e propor mecanismo de mudanças a partir do discurso alinhado. É por isso que aproveito esse espaço para apresentar a vocês, uma futura profissional do ecossistema cervejeiro. A conheci no dia 8 de março de 2022, o “Dia Internacional da Mulher”, em um evento na Ambev no qual dei uma palestra. Bem, como citei Lélia, deixo que a futura gestora de pessoas se apresente.

“O poder transformador da mulher na cerveja”

“Jhenifer Conceição, 31 anos, mulher, preta, gorda, periférica e mãe solo

Todos os adjetivos citados tentaram me parar. E sabe que quase conseguiram? Dores, solidão e batalhas internas. Quer saber onde a cerveja entra? Vou te contar.

Junho de 2018, Rio de Janeiro, CIT (Centro de Inovação e Tecnologia) da Ambev, a maior cervejaria do mundo. E quem eu era? “Jheni”, a manicure que só tinha a 8ª série e um montão de sonhos escondidos. Sonhos estes prometidos e garantidos pela espiritualidade. Um dia, “uma mulher” muito importante perguntou: qual é o seu sonho? E eu agarrei essa pergunta com todas as minhas forças e a transformei em realidade.

Voltei a estudar na escola do Sesi RJ, terminei o 2° grau. E, sem perder tempo, ingressei no curso de Administração de Empresas, sendo, assim, a primeira mulher formada da minha família. Pensando bem, também não temos homens formados, mas por ser uma família majoritariamente feminina, é impossível não usá-las como referência.

Me dividia entre diarista, manicure, mãe solo, ativista racial e social, representante de inclusão e diversidade e recém-descoberta como palestrante. Respirava fundo, acordava e avançava mostrando para todos a importância de resistir ao sistema, do qual o corpo diariamente é alvo. E que a elite feminista insiste em romantizar as minhas dores e as dores das minhas. Ufa!

Venci os desafios do período pandêmico, os desafios de continuar sendo a provedora da minha casa e de chegar ao 7° período de Administração. Concluo que de todas as serendipidades apresentadas a mim, de todos os caminhos que mulheres na cerveja me proporcionaram, um dos mais lindos foi passar no processo seletivo da maior cervejaria do mundo.

Sendo assim, me tornei estagiária de Gente e Gestão na cervejaria da Ambev em Cachoeiras de Macacu (RJ). Por meio disso, recebi o convite para estar na roda de mulheres transformadoras do mundo cervejeiro.

A minha luta não para. A nossa luta não para. E usaremos a cerveja, o mercado cervejeiro e todas as ferramentas possíveis e impossíveis para ser uma agente de transformação. Por mim. Pelas minhas. E pelos meus. 

Jhenifer Conceição.”

Em tempo, agradeço à Laura Aguiar, a qual me fez o convite para estar no evento, palestrar e, sobretudo poder fazer essa conexão com a Jhenifer.

Sou uma sommelière de cervejas apaixonada pela harmonização, e sobretudo, por contar histórias das pessoas através das cervejas, pois penso que a cerveja é mais do que um líquido, é conexão, é história.

Até o nosso próximo encontro, beba com moderação e leia sem moderação.


Sara Araujo é graduada em Ciências Jurídicas, pela Instituição Toledo de Ensino (Bauru-SP), atuando na área de execução penal. É graduanda em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Maringá (PR), pós-graduanda em História da África e da Diáspora Atlântica pelo Instituto Pretos Novos do Rio de Janeiro, sommelière de Cervejas pela ESCM/Doemens Akademie e criadora e gestora do @negracervejassommelier.

Dois anos após mortes, Backer é liberada para produzir cerveja em BH

Pouco mais de dois anos após a eclosão dos casos de contaminação que provocaram dez mortes em Minas Gerais, a Cervejaria Três Lobos, responsável pela marca Backer, voltará a produzir a bebida na sua fábrica em Belo Horizonte. A empresa, porém, não informou uma data para a retomada das atividades no local.

A proibição da produção de bebidas foi adotada em função da contaminação de cervejas da Backer por dietilenoglicol, com os primeiros casos vindo à tona logo no começo de 2020.  O espaço, então, foi interditado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que, à época, determinou o recolhimento de todos os produtos, após as ocorrências. Análises, então, identificaram a presença de contaminante dietilenoglicol em diversos lotes de cervejas da Backer.

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Agora, porém, a Três Lobos garante ter obtido autorização para retomar a produção no local. “A Cervejaria Três Lobos informa que obteve a aprovação para a retomada da produção de cervejas em seu parque industrial. O processo de reabertura contou com o acompanhamento das autoridades e órgãos competentes e observou todos os critérios legais e técnicos”, afirma a companhia em trecho da nota oficial em que confirma a retomada das atividades.

A informação foi confirmada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), pontuando que a liberação é parcial. Além disso, aponta que a decisão foi adotada em função do cumprimento das exigências do órgão. Assim, as cervejas produzidas na fábrica, localizada no bairro Olhos D’Água, agora podem ser comercializadas.

“O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirma que a Cervejaria Backer foi autorizada, na manhã desta sexta-feira (08), a retomar a produção e comercialização de cerveja na fábrica. Essa liberação foi concedida de forma parcial para duas adegas no parque industrial da empresa”, diz, em nota oficial, o ministério.

“O Mapa esclarece que a empresa atendeu às exigências feitas para garantir a segurança dos produtos, referentes às condições dos tanques de fermentação e equipamentos que serão utilizados neste retorno. A cervejaria ainda substituiu em seu processo o fluido refrigerante por solução hidroalcoólica – solução que contém água e álcool”, acrescenta.

A volta das atividades da cervejaria já era ensaiada há algum tempo, tanto que, no ano passado, começou a produzir a Capitão Senra, um dos rótulos mais famosos da Backer, embora de modo cigano, em uma fábrica do interior paulista.

Além disso, o Mapa vinha monitorando as produções da fábrica em Belo Horizonte. E, agora, liberou a sua comercialização. “O processo de produção de cerveja no parque fabril vem ocorrendo desde novembro de 2021, após vistoria executada por auditores fiscais federais agropecuários do Mapa. Os produtos produzidos foram informados semanalmente ao Ministério que realizou a coleta de cada lote e dos fluidos refrigerantes. Com a aprovação das análises, fica a Cervejaria Backer autorizada a comercializar seus produtos”, acrescenta o ministério.

Em seu site, a Cervejaria Três Lobos indica que parece mesmo pronta para voltar a comercializar rótulos que levam o nome da Backer. Afinal, descreve, além de rótulos que já estão sendo vendidos, como os da Capitão Senra, três com o nome Backer que estarão disponíveis “em breve”: Pilsen, Pale Ale e Trigo.

Além das dez mortes, a contaminação das cervejas da Backer por monoetilenoglicol e dietilenoglicol provocou lesões graves e sequelas em ao menos 16 pessoas.  Em outubro de 2020, 11 pessoas se tornaram réus no processo contra a Backer, incluindo seus sócios-proprietários, por homicídio e lesão culposos, além de contaminação de produtos alimentícios. Um dos indiciados, porém, já faleceu. As primeiras audiências para o julgamento do processo foram agendadas para o fim de maio.

Menu Degustação: Festival das Cervejarias Paulistanas, 10 anos do Trembier…

O mês de abril no setor cervejeiro começou cheio de novidades e definições de programações de eventos. Entre as maiores apostas, os festivais se destacam. O Festival das Cervejarias Paulistanas, por exemplo, depois de ser adiado em função da alta dos casos de coronavírus nas primeiras semanas de 2022, será realizado neste sábado e domingo na Cervejaria Tarantino, no bairro do Limão, em São Paulo.

Também neste fim de semana, mas já a partir desta sexta-feira, acontece o 1° Festival de Cerveja do Jardim Pamplona Shopping, também na capital paulista. Enquanto isso, o Trembier, o Festival de Cervejas Especiais de Tiradentes (MG), marcou a celebração dos seus dez anos com o agendamento da sua próxima edição para maio.

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Confira essas e outras novidades do setor no Menu Degustação do Guia:

Festival das Cervejarias Paulistanas
A terceira edição do Festival das Cervejarias Paulistanas será neste sábado e domingo, reunindo 26 cervejarias. O evento estava previsto para acontecer em 25 de janeiro, dia do aniversário de São Paulo, porém, por conta da pandemia, foi transferido para abril. Durante os dois dias de festival na Tarantino, os consumidores poderão conhecer um pouco mais sobre a cultura cervejeira paulistana, apreciar rótulos conhecidos das cervejarias participantes com receitas inéditas, além de música e gastronomia.

Festival em shopping
O 1° Festival de Cerveja do Jardim Pamplona Shopping será realizado desta sexta-feira até domingo, com entrada gratuita. O evento acontece no rooftop do empreendimento, que possui uma das vistas mais bonitas da cidade de São Paulo, e ainda conta com apresentação de bandas para animar os clientes, além da presença de dez cervejarias, como Madalena, Insana, Mea Culpa e Baden Baden, com mais de 50 rótulos para venda, além de opções gastronômicas nos restaurantes do rooftop. A entrada é gratuita.

Dinner in The Sky
Iniciado em 1º de abril, o Dinner in the Sky São Paulo vai até 7 de agosto na capital paulista. Os convidados poderão degustar diferentes estilos da cerveja, harmonizados com o menu de chefs renomados, a 50 metros de altura, com vista para o Parque do Ibirapuera, um dos mais privilegiados cartões postais da cidade. Em terra, para receber os visitantes com conforto e sofisticação, há um lounge assinado por Joia Bergamo, expert em design de interiores. Já a Black Princess é a cerveja oficial do evento.

Trembier celebrará 10 anos
O Festival de Cerveja e Cultura de Tiradentes, o Trembier, tem um reencontro marcado com seu público. Entre os dias 12 e 15 de maio, a cidade histórica mineira receberá o festival, cheio de atrações, mais de 300 rótulos de cervejas para serem degustados, corrida “alcoológica”, shows, boa gastronomia e muito mais. O festival tem entrada gratuita, com exceção das palestras, cursos e do circuito gastronômico, que têm custo à parte.

Abracerva promove bate-papo com Tiago Falcone
O brasileiro Tiago Falcone, um dos cervejeiros responsáveis pela Dansaert, a mais nova produtora de Lambic em Bruxelas, será o palestrante do “Roda Fermentativa” da próxima terça-feira (12), na série de encontros com especialistas do setor promovida pela Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva). O evento poderá ser acompanhado pelo canal da entidade no YouTube a partir das 15 horas.

Growler Day de Páscoa
No próximo sábado, quem comparecer ao Growler Day de Páscoa da Landel, em Campinas (SP), poderá desfrutar de dez opções de chope nas torneiras da tap house, além de experimentar os petiscos do Bentos Burguer. A atração musical fica por conta do One Man Band Geraldo Barba Blue, que apresentará clássicos do Blues, Rock e Folk. Para a data, a Landel também anunciou o lançamento Choco Late, uma Mild Ale adocicada com adição de flocos de cacau produzidos pela parceira Atlântico Chocolates. O evento será realizado a partir das 11h no tap house da cervejaria.

Mestre-Cervejeiro ampliando cadeia de franquias
A rede Mestre-Cervejeiro.com continua ampliando sua cadeia de franquias por todo o Brasil. Nos últimos meses, foram sete franquias abertas: Buritis (MG), Garden Piedade (PE), Tangará da Serra (MT), Mossoró (RN), Primavera do Leste (MT), Itapeva (SP) e João Pessoa (PB).

Nova programação agita o mês no Mr. Hoppy Prado
O Mr. Hoppy Prado promete um mês bem agitado e divertido para os clientes com apostas em brincadeiras para entreter o público durante a semana, principalmente às quartas e quintas-feiras, com a Noite da Sorte e o toque do sino, respectivamente. Entre as promoções da casa, quem levar pelo menos 10 pessoas para confraternizações ou aniversários, ganha 2 litros de chope Pilsen para os convidados.  E com o início do Campeonato Brasileiro e da Copa Libertadores, a casa, que conta com ambientes fechados e abertos, também vai apostar nos clientes que gostam de assistir jogos em bares.

Blumenau conquista medalhas em Barcelona
A Cerveja Blumenau conquistou duas medalhas no Barcelona Beer Challenge, na Espanha. Esta foi a sétima edição do concurso, que teve 1.315 rótulos inscritos, de 215 marcas diferentes e 15 países. A Blumenau CraftLab Grodziskie, que conquistou o ouro e o Best of Show como melhor cerveja do Concurso Brasileiro de Cervejas de 2022, levou uma prata, assim como a Mestres do Tempo Lambic #2. O rótulo também já tinha uma premiação: a prata no Brasil Beer Cup de 2021. Agora, foi premiada no estilo European Sour Ale.

Artigo: InnBrew aproxima profissionais cervejeiros de toda a Espanha

*Por Andreia Gonçalves Ribeiro

Desde sua arrancada, na quinta-feira (31 de março), até seu encerramento com a celebração da entrega dos prêmios do Barcelona Beer Challenge, no sábado (2), o InnBrew, The Brewers Convention, aparentou ser um ponto de união do setor profissional de cervejas artesanais da Espanha. Com espaço físico reduzido em relação à primeira edição, o evento, realizado no espaço La Farga d’Hopitalet, parecia mais aconchegante.

As palestras e os workshops estavam com público em quantidades apreciáveis. E a estrutura permitiu que quem estivesse apenas de passagem pudesse parar e ouvir quem se apresentava. Somado à usabilidade do aplicativo próprio, com informações sobre palestras, palestrantes, expositores e participantes, as notificações ajudavam a não perder o que de fato levava o profissional à feira.

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Temas transversais, de sustentabilidade às questões mais técnicas, estavam na programação. Boas cervejas foram engatadas, a preços que variavam de 2€ a 4€. “Se eu pudesse e meu dinheiro desse”, não sairia do biergarten. Uma Cascade Vlad the Imp Aler não durou o primeiro dia. Tive o privilégio de beber todas, mas destaco a ganhadora do BBChallenge, a Grape Ale da Letra de Portugal, uma English Pale Ale fresca do queridíssimo Carlos Rodríguez, da Ales Agullons. O final dos dias merecia a potente Baltic Porter que levou o bronze na categoria, da Cerveja Musa.

Com as restrições da Covid-19 suspensas, o palco das palestras se situava em meio aos estandes. Logo, mais próximo de um público que pôde se sentar lado a lado. Máscaras mantidas, porém, com o contato restabelecido.

Antes de seguir, entenda um pouco sobre o mercado espanhol de artesanais
O mercado local é composto majoritariamente por nanocervejarias (produção até 24.000hl/ano) e microcervejarias (100.000hl/ano), sendo 50% e 41%, respectivamente, de acordo com o estudo da Associação Espanhola de Cervejeiros Artesanais e Independentes (Aecai) publicado em dezembro de 2021. Esta representação corresponde a somente 0,5% de produção e 1,1% de valor de mercado de cervejas da Espanha. Enquanto isso, a Catalunha, que sedia o congresso, o volume de mercado sobe para 5%, de acordo com a associação local, o Grêmio de Elaboradores de Cerveja Artesanal e Natural, o Gecan.

Ainda segundo a Aecai, se comparados com outros países europeus, o mercado artesanal da Espanha é relativamente pequeno. Alemanha (11%), Bélgica e Reino Unido (5%), França (4%) e Itália (3%) aparecem à frente. No entanto, a fonte sobre estes dados ou a metodologia utilizada não foram apresentados, o que dificulta constatar a fiabilidade dos dados comparados.

Estas cervejarias espanholas estão 87% localizadas em zonas rurais. O restante, em capitais de províncias, as cidades administrativas regionais. Foi possível encontrar profissionais de Madri, Girona, Coruña e até da Galícia, do outro lado do norte da Espanha, que se deslocaram especialmente para o InnBrew.

Foi o caso de Manu, diretor do festival Portomarin Beerfest que acontece em maio, em uma cidade de 400 habitantes que leva o nome do evento, na Galícia. Os sócios vieram para trocar experiências, conhecer potenciais participantes da feira, conhecer e serem conhecidos. Um ponto de colaboração que se pôde presenciar foi uma brassagem conjunta especial da GroBrewers, de Girona, exclusiva para o encontro.

Nas palestras, destaco 4 temas abordados:

1 – Turismo cervejeiro
Diferentemente do ano passado, quando uma mesa-redonda reunia membros dos setores público e privado nacionais, este ano o tema foi abordado por Àngeles Alonso-Misol, responsável pela comunicação do escritório VisitFlandes, representação turística da região belga. Ela explicou sobre os eixos que trabalham para Bruxelas e outras cidades como Bruges e Leuven, que tem sua cerveja local reconhecida como patrimônio imaterial da Humanidade pela Unesco, desde 2016. Esses eixos envolvem desenvolvimento de novos produtos turísticos e marketing na internet.

Alonso-Misol apresentou que o governo promove subsídios aos pequenos cervejeiros e treinamento quanto à abordagem ao turista. Junto ao elemento histórico, ela afirma que a intenção é construir experiências de maior interação e utilizar o storytelling como ferramenta. Mas esta realidade está muito distante da vivida na Espanha, apesar de 84% das cervejarias indicarem ter condições de receber visitas.

Em sua palestra, ela afirma que todas as cervejarias “estão abertas para receber o turista 24 horas”. No entanto, isto não se aplica nesta região, onde os cervejeiros acumulam funções de produção, vendas, administrativo… E os apoios financeiros dos governos são nulos. Existem apoios pontuais, como “digitalização para pequenas empresas” ou plataformas de comercialização do produto local. Porém, nenhuma diretamente ligada ao turismo.

2 – Lo Vilot Farm Brewery
Quiònia e Oscar estão além do produto cerveja. São representantes do primeiro setor e, em sua fazenda, recebem visitantes, realizam festivais e cultivam malte e lúpulo, comercializados para a produção local e, em maior fatia, importado à vizinha França. Cerveja ecológica “full circle” é a proposta da Lo Vilot Farm Brewery. Cervejas de fermentação mista e espontânea, com utilização de coolship e frutas do entorno estão no DNA da Lo Vilot.

O projeto é quase um “bean to bar” cervejeiro, em terras de Lleida, levando o compromisso de buscar um terroir catalão completo às cervejas. Prova disso, durante as tentativas de fermentação espontânea, um estudo conduzido por Sergi Forcadell Mulet para o mestrado em Bebidas Fermentadas da Universitat Rovira i Virgilli, de Tarragona, isolou e inoculou as leveduras encontradas no trabalho de campo. Para a decepção dos mais fanáticos, nenhuma brettanomyces foi encontrada. Somente uma saccaromyces cerevisae entre os microrganismos isolados.

3 – Sustentabilidade: vidro x lata
Uma discussão poderosa para estar em dia com a questão ambiental: qual dos envases responde melhor ao tema? O debate tinha dois representantes das indústrias de envases: Francisco Javier de Santiago, diretor de vendas da Cervezas Verallia, como o do vidro, e Juan Ramon Meléndez, diretor da LatasDeBebidas.org, das latas. A conclusão a qual chegaram foi a de que depende da soma de diversos fatores para ter uma resposta que seja válida. Isto porque o resultado depende de fatores como a coleta seletiva, processamento do material coletado, logística tanto do retorno do montante selecionado à do produto final em si.

“O alumínio vem da Rússia, transformamos em folhas para as latas. Se esse fica em Coruña, é coletado aqui e retorna, é uma situação. Agora se a lata é envasada aqui (referindo-se à Estrella Galícia), vai para Madri (centro do país), é coletada e segue para separação lá na Andaluzia (extremo sul da Espanha), volta à nossa fábrica (extremo noroeste) para ser processada, a molécula de carbono emitida nessa logística já excede o aceitável para ser validado como sustentável”, resumiu Meléndez, durante sua apresentação no InnBrew.

4 – O papel dos festivais
O que é um festival de cerveja para você? E uma feira? Bom, aqui se chega à conclusão de que um festival é aquele em que o cervejeiro vai com a intenção de mostrar o seu produto para o consumidor e seus pares, de modo que ele investe nesse processo. Algo mais próximo a uma estratégia de branding do que de vendas. Por outro lado, feiras são eventos nos quais o cervejeiro vai para fazer caixa mesmo. A comunicação da marca está presente nos dois, no entanto, um seria investimento, enquanto o outro, o retorno.

A autoria destas duas definições, “no papel”, acabo de denominar eu mesma. Pode colocar aí (GONÇALVES, A. R.). Porém se trata de um apanhado das conclusões da mesa-redonda sobre o tema que reuniu Eduardo Lara Alba, do Granada Beer Festival (desde 2016), Mikel Rius, do Barcelona Beer Festival (BBF, desde 2011) e a respeitada e querida Montse Virgili, da Mostra de Cervesa Artesana de Mediona (nascido com cervejeiros em 2008). Cada um ao seu estilo, com proporções e didáticas diferentes.

Caso queira se programar para participar de algum desses festivais, a tabela reúne informações das mais importantes sobre eles. No entanto, uma informação que é mais importante que todas estas é que acontecem “feiras” de cerveja artesanal quase todos os finais de semana, espalhados por todo o território. Vinculadas a outros produtos ou datas comemorativas, são em torno de 480 eventos anuais, de acordo com Geni, responsável pelo Instagram Festivales de Cerveza. Em meu último estudo, somente aqui na comunidade autônoma da Catalunha, catalogou mais de cem, reflexo dos cerca de 70% do total de produção de cerveja artesanal de toda Espanha se concentrar aqui, nas terras vizinhas à França.

FestivalGranadaBarcelonaMediona
Desde201620112006
Data30/4 a 1/5Outubro11 de junho
Em 2022 está na edição10ª17ª
Dura quantos diasDoisTrêsUm
Público5.000 (dados 12/2021)32.000 (dados 2018)8.000 (dados 2018)
Cervejarias (1ª vez/hoje)25 / 40não consta / +2508 / 73
Cervejas servidas150+- 600Via produtor
Preço da degustaçãoDe 2€ a 4€De 2€a 4€Via produtor
Preço da entrada10€/dia7€/diaGratuito
EspaçoFechadoFechadoAberto


Brasileiros na InnBrew, por curiosidade…
Rodrigo Goldani, gaúcho que trabalha na distribuidora de cervejas e vinhos ViHop, a fotógrafa e sócia da Reptilian Brewery Renata Giorgio e Felipe Palazzi, consultor de cervejas e ex-proprietário do Mr. Mills de São Paulo.

Conclusão

Concluo dizendo que o último dia do InnBrew foi dedicado à premiação do Barcelona Beer Challenge, em todas as suas categorias. E, com o intuito de oferecer um conteúdo mais parrudo, esse fica para o texto seguinte. Além dessas palestras, grande parte da programação, incluídos os workshops, tratavam de assuntos mais técnicos. Qualidade de água, leveduras, conselhos de aprimoramento de produção, porém uma seara que elegi não adentrar para não correr o risco de falar bobagem. Os anos me ensinaram que não dá para, nem se pode ser especialista em tudo. Sou do movimento “pelo fim dos ‘Átilas’ da vida”.

Jornalista com diploma, porém com a experiência e a agilidade menos significativas que (insira aqui o que não fere o sentimento de alguém), espero ter trazido informações que possam ser interessantes e/ou relevantes para construir a imagem do mercado de cervejas artesanais da Espanha. Melhor dizer, com minhas vindas aqui no Guia, minha intenção é a de descontruir. E, pouco a pouco, dar a oportunidade de que cada um que se dispôs a ler, possa rever seus conceitos e pré-conceitos como com carinho um dia fiz. E, se possível, desfrutar de tudo que sai daqui, como se fosse um clássico Barça-Madrid, cheio de apaixonados.


*Andreia Gonçalves Ribeiro é mestra em Turismo Cultural Gastronômico e em Patrimônio, pela Universitat de Girona. Sommelière de cervejas pelo ICB e sommelière bartender pela ABS-SP. Mineira e atleticana – caipira hooligan – pesquisa sobre a cerveja e seus fenômenos na Catalunha, onde também estuda Antropologia. Se deixar, “só toma azeda” e tem queda assumida pelas cervejas belgas.

Terroir “brasiliano”: O que motivou sócios da Cozalinda a criarem a Cosabella

A inventividade utilizada nas produções da Cozalinda e a experiência de atuar em uma fábrica de bebidas estão sendo colocadas à serviço de uma nova marca. Cervejeiro, blender e sócio-fundador da cervejaria de Florianópolis, Diego Simão Rzatki se juntou a mais três profissionais para criar a Cosabella, uma nova marca de fermentados à base de uva.

O objetivo principal da nova marca é desenvolver produtos fermentados com uva, priorizando a utilização de ingredientes locais, com o que os próprios sócios estão denominando como “terroir brasiliano”.

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A primeira leva de lançamentos conta com duas cervejas: a Brett Italian Grape Ale, fermentada com o mosto das uvas Trebiano e Chardonnay, além de utilizar a levedura Brettanomyces bruxellensis, e a Wild Italian Grape Ale, produzida com fermentação selvagem e uva Cabernet Sauvignon. Os vinhos espumantes Pét-Nat Bianco Natural Orgânico e Pét-Nat Bianco Natural Orgânico completam as novidades, na apresentação inicial da Cosabella ao mercado.

Nessa empreitada, Diego Rzatki tem a companhia de outros três sócios: Carlos Pavanelli, também sócio da Cozalinda; Ivan Tisatto, enólogo e fundador da vinícola Dom Dionysios e da cervejaria Donner; e Lázaro Araújo, sócio e cervejeiro na Donner.

Diego explica que as experiências técnicas com cervejas na Cozalinda, especificamente aquelas com uvas, ajudaram no novo empreendimento. A marca, afinal, tornou-se conhecida por suas cervejas ácidas, muitas delas fermentadas em barris de madeira, com leveduras nacionais. “Se não fosse toda a experiência adquirida anteriormente, não poderia haver esse projeto da Cosabella”, diz.

Ele destaca, porém, que a existência de objetivos diferentes, que não poderiam ser explorados na Cozalinda, motivou a criação da Cosabella. “Quando a gente faz cervejas da Cozalinda, a nossa maior intenção é sempre trabalhar com as coisas que são locais e ligadas à Florianópolis. De certa forma, trabalhar com uvas de Caxias do Sul e com a ideia de uma cultura italiana praticamente escapava aos objetivos da Cozalinda. Então, para a gente ficar mais livre até para fazer mais coisas, pareceu muito oportuno abrir essa nova marca”, afirma.

Além disso, a presença de profissionais da Donner, de Caxias do Sul (RS), na sociedade da Cozalinda não é à toa. Diego lembra que a Cosabella participou de um projeto ao lado da marca gaúcha nos anos de 2019 e 2020, com o lançamento de “cervejas selvagens”, que levavam a uva Merlot.

“A Cozalinda ensaiava há algum tempo a produção de uma linha de bebidas com uvas.  Em 2019, lançamos com a Donner a Sympotein Merlot: uma Wild Italian Grape Ale com uva Merlot. No ano seguinte fizemos uma segunda safra e então decidimos unir forças e lançar uma marca focada em produções com uva”, conta Diego.

O terroir da Cosabella
De acordo com um dos seus fundadores, a Cosabella busca trabalhar com a valorização de cepas, do terroir e de receitas ancestrais, resgatando as histórias por trás de cada ingrediente. As produções serão realizadas em Caxias do Sul e Florianópolis, cidades onde os sócios já possuem estrutura apta para acomodar os produtos durante as fases de fermentação.

As bebidas serão safradas e sempre com produções limitadas. E com o uso de ingredientes básicos da cerveja e do vinho nas criações dos fermentados.  “Assim como as cervejas receberão mosto de uva para sua fermentação, também faremos vinhos que recebem lúpulos brasileiros, por exemplo. A ideia é trabalhar ao máximo com ingredientes próximos e aproveitar do terroir que está ao nosso redor. É o que estamos chamando de terroir brasiliano”, ressalta Diego.

Outro aspecto fundamental para a Cosabella é o que seus sócios estão chamando de “terroir brasiliano”. Na visão de Diego, o conceito de terroir precisa levar em conta uma somatória de questões físico-químicas, como o clima, o solo e os microrganismos de determinada região, mas também as características culturais que fazem com que algumas técnicas de produção sejam predominantes em certa região.

No caso da Cosabella, então, o terroir é brasiliano pela mistura de características e culturas italianas com as brasileiras e o seu solo. E isso, claro, remete à colonização italiana da região Sul do país.

Tendo em vista que o terroir é muito mais do que apenas uma situação de qualidade físico-químicas, mas também todo o aspecto cultural e histórico que está intrínseco naquela área, no nosso caso, a gente colheu a questão do terroir brasileiro para estar em conjunto com a cultura italiana

Diego Simão Rzatki, sócio da Cosabella

Foi justamente essa ideia utilizada no desenvolvimento da nova marca, o que já pode ser visto na produção dos espumantes, que utilizam a variedade americana de uvas ao invés das mais tradicionais para vinhos, como a Pinot Noir.

“A Cosabella dialoga com toda a cultura italiana, que é um dos motivos a induzir a gente a decidir por certos caminhos. Quando a gente fala nos caminhos, olhamos, por exemplo, para como a população imigrante vinda da Itália fazia os seus primeiros vinhos. Vamos ver se eles usavam técnicas mais rústicas. E vamos usar técnicas mais rústicas. A gente está usando uvas de mesa, uvas americanas porque foram elas que se adaptaram ao local”, conclui.

Confira quais são os primeiros lançamentos da Cosabella:

Cervejas
Wild Italian Grape Ale – Cabernet Sauvignon
Cerveja produzida com uvas orgânicas e fermentada espontaneamente com os microrganismos encontrados nas uvas, fermentando não apenas o mosto de uva, mas o mosto cervejeiro também. A fermentação aconteceu sem controle de temperatura por 15 meses em barris de carvalho francês em Caxias do Sul.
Ingredientes: malte de cevada, trigo, aveia e mandioca, uva, lúpulo e água
Graduação alcoólica: 7,8%
IBUs: 8

 – Brett Italian Grape Ale – Trebiano & Chardonnay
Cerveja produzida em parceria com a Levtek.  Toda fermentação é feita com Brettanomyces bruxelensis de Santa Catarina, em temperaturas de Caxias do Sul, e com uva com o terroir de lá.
Ingredientes: malte de cevada, trigo, aveia, uva, lúpulo e água
Graduação alcoólica: 8,6%
IBUs: 11

Espumantes
Pét Nat Natural Orgânico – Sabel
Vinho espumante Rose natural. O vinho base é fabricado com uvas de diferentes parcelas e, depois de pronto, passa por uma infusão de cubos de madeira brasileira. Após ganhar o perfil aromático desejado, vai então para a garrafa fechada em rolha de espumante.
Ingredientes: fermentado de uva
Graduação alcoólica: 10,7%

Pét-Nat Bianco Natural Orgânico – Trebiano & Chardonnay
Vinho espumante branco natural Chardonnay. O vinho base é fabricado com uvas brancas Chardonnay e, depois de pronto, passa por uma infusão de cubos de madeira amburana. Após ganhar o perfil aromático desejado, vai então para a garrafa fechada em rolha de espumante.
Ingredientes: fermentado de uva
Graduação alcoólica: 13,2%

Projeto na Chapada dos Veadeiros coleta 80 toneladas de vidro em 6 meses

Com o objetivo de combater a poluição e evitar o descarte inadequado de vidro na Chapada dos Veadeiros, o projeto sustentável Corona Protect Paradise neste patrimônio mundial tem alcançado sucesso muito além dos objetivos traçados. Criada pela marca da Ambev em parceria com a startup Green Mining, especialista em logística reversa inteligente, e a Reciclealto, empresa de coleta seletiva local, reuso e reciclagem de resíduos sólidos, a ação começou em outubro passado e já processou mais de 80 toneladas do material. Desta forma, vem superando com folga a expectativa inicial de reciclar até mil quilos de vidro por mês.

O projeto tem duração prevista de três anos e vem causando impacto positivo nos municípios goianos de São Jorge e Alto Paraíso. Nestas cidades, foram distribuídos 80 pontos de coleta, sendo 50 deles de estabelecimentos parceiros da Corona.

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A Chapada dos Veadeiros é uma unidade de conservação brasileira, tendo um parque de extensão de 240 mil hectares, que foi ampliado em 2017 para proteger diversas espécies da fauna e da flora ameaçadas de extinção. Ele está incluído na lista de Patrimônios Culturais da Unesco, sendo administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Nesse cenário, que também é turístico, ações sustentáveis se tornam ainda mais importantes.

“O projeto gera benefícios para toda a sociedade. Ao desviar o vidro da coleta de resíduos municipal e dos aterros, geramos uma economia direta aos cofres públicos, que geralmente pagam por tonelada as empresas contratadas. A embalagem de vidro era comumente criticada por não ter seu destino correto, e o projeto veio para viabilizar a recuperação e reciclagem de qualquer embalagem de vidro. Portanto, uma solução que fecha a cadeia da economia circular através da reciclagem”, afirma, ao Guia, Rodrigo Oliveira, fundador e CEO da Green Mining.

Na iniciativa, a Reciclealto trabalha com três pessoas diretamente no dia a dia, sendo um coletor intermitente, um triador e um responsável pelo programa. Além disso, seu coordenador operacional, presidente e secretários executivo e financeiro também estão envolvidos no projeto.

“A Reciclealto, em parceria com a Corona, está executando a coleta, o acondicionamento temporário, a triagem e a destinação do vidro dos 80 pontos instalados juntos ao Protect Paradise. A partir dessa parceria com Corona e Green Mining, conseguimos incorporar à nossa operação itens que melhoraram a apresentação e a eficiência da coleta”, explica a associação, através da assessoria de imprensa.

A Prefeitura de Alto Paraíso destaca os benefícios que o projeto está proporcionando à população e aos visitantes na região da Chapada dos Veadeiros. “Reconhecida pelas belezas naturais e pelo povo acolhedor, a nossa região ainda é deficiente na coleta seletiva, o que impacta diretamente a nossa comunidade e nosso turismo. Assim, a ação liderada pela Corona com o apoio da Prefeitura, para o descarte e coleta adequados do vidro, contribui com a limpeza da nossa região e com a conscientização dos parceiros e da população, mantendo nosso paraíso”, completa.

Engajamento chama a atenção
A administração municipal local destaca como a iniciativa tem conseguido unir forças de diferentes frentes. “A Prefeitura segue alinhada com as melhores práticas para preservação do nosso ecossistema e a iniciativa da Corona corrobora com nossas ações ambientais. O projeto da Corona despertou um grande movimento e os empresários locais se mobilizaram junto à Reciclealto para que a coleta seletiva seja cada vez mais incorporada à nossa comunidade, orientando e realizando as parcerias preservando as nossas belezas naturais”, afirma, através da assessoria de imprensa.

A Prefeitura de Alto Paraíso também tem participado ativamente do projeto de reciclagem de embalagens de vidro, como ressalta Aline Gusmão, gerente regional de marketing da Ambev no Centro-Oeste, lembrando que a instalação de coletores de vidro está permitindo “não apenas estabelecimentos, mas também que toda a população faça parte do projeto”.

“Ela autorizou a colocação dos tambores de coleta de vidro nos 20 pontos de entrega voluntária do município, que antes recebiam apenas papel, metais e plásticos. Isso permitiu que qualquer cidadão ou turista tivesse um local perto para o descarte correto do vidro”, acrescenta o CEO da Green Mining.

Oliveira lembra que outros braços de atuação deste projeto da Corona já haviam promovido ações ambientais em localidades como Trancoso (BA) e Fernando de Noronha (PE). E celebra o engajamento das populações locais nas iniciativas.

“Duas coisas surpreenderam nossa equipe em relação aos diversos projetos que realizamos pelo Brasil. Primeiro: o enorme engajamento da cidade em receber os tambores e utilizá-los para o descarte adequado. Segundo: a utilização exclusiva para vidro, ou seja, o nível mais baixo que já vimos de descarte incorreto”, revela o CEO da Green Mining.

A participação dos bares, restaurantes, pousadas, assim como dos consumidores e turistas, vem sendo fundamental. Se estes não se engajassem com a causa e não separassem corretamente, não haveria o que coletar. Todo o material estaria indo para o atual lixão

Rodrigo Oliveira, fundador e CEO da Green Mining

Diante do êxito do projeto, a Reciclealto já trabalha com a perspectiva de traçar novas metas para a iniciativa, além de levá-la para outras localidades. “A partir da primeira destinação que será feita com o apoio do programa Protect Paradise, a Reciclealto terá o dado de aumento do recolhimento do material e então planejamos estabelecer nova meta. Estamos em diálogo com municípios vizinhos para expandir a coleta para essas regiões. Em dois municípios, já contamos com comunicação instrucional avançada. E, certamente, o programa Protect Paradise de Corona está incluído no avanço”, comenta.

A gerente regional de marketing da Ambev no Centro-Oeste destaca que esta nova iniciativa nesta região reforça a “conexão genuína da Corona com a natureza” – no ano passado, tornou-se a primeira marca global de bebidas considerada neutra em resíduos plásticos.

“Ao levar o Corona Protect Paradise para a Chapada dos Veadeiros entendemos com a comunidade local que o descarte e reciclagem do vidro é dos maiores desafios enfrentados no local – tanto porque é um processo mais caro e demorado quanto porque necessita de uma infraestrutura maior. Com isso, temos o impacto da diminuição desse problema na região, além de conseguirmos promover a sustentabilidade e o descarte correto do lixo”, conclui.

Em meio à guerra, Budweiser vai lançar cerveja ucraniana no Reino Unido

Em mais uma ação de apoio de uma multinacional ocidental para o povo ucraniano em virtude da invasão do país pela Rússia, a Budweiser anunciou que vai lançar no Reino Unido uma cerveja com o intuito de reverter os lucros para a caridade. Se trata da Chernigivske, da Ucrânia, que faz parte do extenso portfólio de marcas de cerveja da AB InBev.

A Chernigivske é uma das cervejas mais populares no seu país e chegará aos pubs, restaurantes e varejistas britânicos a partir do final de abril com a ajuda da Budweiser. A marca de origem norte-americana prometeu doar os lucros com as vendas das cervejas para ONGs que realizam ações humanitárias ligadas à Caritas Internacional.

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A Budweiser, inclusive, trabalha com a expectativa de arrecadar US$ 5 milhões (aproximadamente R$ 23 milhões, na cotação atual). “Estou orgulhosa de podermos lançar Chernigivske no Reino Unido para apoiar a ajuda humanitária”, afirma Anna Rudenko, diretora de marketing da Chernigivske.

Ela destacou, ainda, como um rótulo de cerveja pode contribuir para quem sofre com os efeitos do conflito na Ucrânia. “Chernigivske foi apreciada por gerações de ucranianos. Como cervejaria, podemos usar nossas interações diárias com os consumidores para levar essa cerveja ao mercado e permitir que os consumidores apoiem os esforços de ajuda humanitária”, acrescenta.

A marca tem o nome da cidade de Chernihiv, no norte da Ucrânia, onde a cerveja foi produzida pela primeira vez, em 1988, tendo sido criada para celebrar os 300 anos da localidade. Agora, também é feita nas cidades de Mykolaiv e Kharkiv. E todas elas foram duramente atingidas pelas tropas russas.

Considerada uma das principais cervejas do seu país, a Chernigivske tem presença importante no mercado ucraniano e ainda como patrocinadora, já tendo apoiado a equipe olímpica, a seleção e o campeonato nacional de futebol, além do Festival Eurovision da Canção, conhecido concurso musical na Europa.

Anteriormente, em outra frente da sua atuação no Leste Europeu, a AB InBev, solicitou à sua parceira na operação na Rússia que deixe de vender e fabricar a Budweiser. A companhia tem uma operação em conjunto com a cervejaria turca Efes na Rússia e na Ucrânia, não sendo a controlada da joint venture.

A AB InBev, que possui 1.800 funcionários na Ucrânia, está instalada em três fábricas no país. Já na Rússia, onde solicitou a paralisação da fabricação da Budweiser, são 11 fábricas e 3 maltarias.

Sem carnaval, Brasil tem queda brusca na fabricação de bebidas alcoólicas

Em meio ao cancelamento das festividades de carnaval em sua época habitual, devido ao alastramento da variante Ômicron do coronavírus, o Brasil amargou uma queda expressiva, de 16,7%, na fabricação de bebidas alcoólicas em fevereiro na comparação com o mesmo mês do ano passado. O índice foi confirmado pelo IBGE em sua Pesquisa Industrial Mensal.

Com isso, essa categoria da economia manteve a tendência de baixa, pois em janeiro havia amargado retração de 13,9% na confrontação com os números contabilizados nos primeiros 31 dias de 2021 no país.

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O IBGE também confirmou que há retração de 15,3% no primeiro bimestre deste ano e de 3,2% nos últimos 12 meses na produção de alcoólicas. Mas, paralelamente a esta redução expressiva, a fabricação de bebidas sem álcool registrou aumento de 14,1% em fevereiro, de 4,4% nos 2 primeiros meses de 2022 e de 3% nos 12 meses imediatamente anteriores a fevereiro passado.

Já a fabricação de bebidas de forma geral, levando em conta a soma das alcoólicas e não alcoólicas, teve confirmada pelo instituto de pesquisa queda de 3,5% em fevereiro na comparação com o mesmo período de 2021. Além disso, caiu 6,7% no acumulado no ano e diminuiu 0,4% nos últimos 12 meses.

Indústria tem crescimento de 0,7%
O balanço divulgado pelo IBGE também revelou que em fevereiro a indústria nacional como um todo cresceu 0,7% em relação a janeiro, na série com ajuste sazonal, eliminado parte da queda de 2,2% que havia sido registrada no mês anterior. Porém, no comparativo com o desempenho atingido em fevereiro de 2021, houve recuo de 4,3% na produção brasileira.

Já no acumulado deste ano, a indústria contabiliza redução de 5,8%, com elevação de 2,8% nos últimos 12 meses. Com estes números, o país também tem um desempenho que é 18,9% pior do que o seu nível recorde de produtividade, alcançado em maio de 2011.

O IBGE ainda enfatiza que o setor industrial fechou o mês de fevereiro com um índice geral que “permanece 2,6% abaixo do patamar que possuía antes do início da pandemia” do coronavírus, cujo começo foi declarado pela Organização Mundial de Saúde em março de 2020.

Produtos alimentícios ajudam a impulsionar evolução modesta
O tímido crescimento de 0,7% que a indústria nacional registrou no segundo mês do ano teve a fabricação de produtos alimentícios como um dos dois principais responsáveis por esta evolução entre os itens pesquisados pelo IBGE, que coletou dados de quatro grandes categorias econômicas de 26 ramos diferentes.

Este setor contabilizou uma produção 2,4% maior no comparativo entre fevereiro e janeiro deste ano, subiu 3,4% em relação ao mesmo mês de 2021 e aumentou 1,7% no acumulado do ano. Foi o quarto mês seguido de avanço da fabricação de alimentícios. O fato representa uma importante reação de um item essencial da economia brasileira, que, ainda assim, no acumulado dos últimos 12 meses agora acumula retração de 7,3%.

O único setor que apresentou maior evolução do que o da fabricação de alimentícios no comparativo entre fevereiro e janeiro deste ano foi o das indústrias extrativas, que cresceu a sua produção em 5,3%.

“O setor extrativo teve uma queda importante em janeiro (-5,1%), por conta do maior volume de chuvas em Minas Gerais, naquele mês, o que prejudicou a extração do minério de ferro. Com a normalização das chuvas, houve uma regularização da produção. Já o setor alimentos teve seu quarto mês positivo de crescimento, acumulando no período ganho de 14,0%. Em fevereiro, os destaques foram a produção de açúcar e carnes e aves, dois grupamentos importantes dentro do setor de alimentos”, ressalta o gerente da pesquisa do IBGE, André Macedo.

Heineken estende projeto de acesso à energia renovável às residências no Brasil

O projeto da Heineken para facilitar o acesso à energia renovável no Brasil foi estendido. Após direcioná-lo para bares e restaurantes em 2021, a cervejaria agora oferece a possibilidade de adesão de residências à iniciativa. Assim, as pessoas também podem participar do projeto, de forma gratuita.

Para ingressar na iniciativa da Heineken, é preciso se cadastrar no site do projeto, o Green Your City. Além disso, para ter acesso ao benefício, o usuário precisa comprovar que tem o valor médio mensal de no mínimo R$ 200 na conta de energia. Após a adesão, o prazo estipulado para a conversão e fornecimento de energia verde é de até 120 dias.

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O projeto da Heineken é realizado em parceria com geradores regionais de energia renovável. Neste momento, está disponível para moradores dos estados de Minas Gerais, Goiás, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, do Distrito Federal e das localidades de São Paulo que estejam vinculadas à CPFL Paulista.

Nos demais estados, segundo a Heineken, a previsão é de que o serviço esteja disponível entre o segundo semestre de 2022 e a primeira metade de 2023. Até lá, a marca sugere que os moradores dessas regiões realizem um pré-cadastro no site com a intenção de acompanhar a chegada da iniciativa a suas cidades.

O projeto, além do intuito de conscientizar a população, também beneficia os participantes com descontos em suas contas de energia, que podem chegar a até 20%. E no site da iniciativa, é possível realizar simulações de quanto se pode economizar.

Em 2021, o projeto iniciou-se com o atendimento a bares e restaurantes parceiros da marca, sendo incluído na plataforma de sustentabilidade da marca. Nesse caso, a meta da Heineken é alcançar 50% dos pontos de vendas em 19 capitais até 2030.

“A geração distribuída já é uma realidade na Europa e Estados Unidos, onde os consumidores têm a opção de escolher formas sustentáveis de abastecimento de energia. Aqui no Brasil, o formato está se consolidando e por isso estamos felizes por conseguir, junto a parceiros, atuar ativamente como facilitadora desse movimento pioneiro”, afirma Gabriel D’Angelo Braz, diretor de marketing da marca Heineken no Brasil.

O projeto também faz parte de um grupo maior de ações de sustentabilidade da Heineken. Em dezembro de 2020, a marca havia anunciado a produção e envase das suas cervejas com energia 100% verde nas unidades de Alagoinhas (BA), Araraquara (SP) e Ponta Grossa (PR). Além disso, assegurou que o mesmo ocorrerá até 2023 na planta de Jacareí (SP).

“A marca Heineken terá papel fundamental dentro do Grupo Heineken no Brasil para alavancar metas da companhia, como a neutralização das emissões de carbono em toda a sua cadeia de valor até 2040. Acreditamos que este projeto pode estimular atitudes individuais que colaborem para a transformação das cidades em cidades mais sustentáveis, por meio de apresentação de soluções, novas possibilidades e novas perspectivas”, afirma Ornella Vilardo, gerente de sustentabilidade do Grupo Heineken no Brasil.