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StartUp Brewing perde equipamento e pausa parte da operação após incêndio

A StartUp Brewing precisou interromper parte da operação da sua cervejaria em Itupeva (SP) após uma área da estrutura do local ser atingida por um incêndio iniciado em uma indústria química vizinha, na última quarta-feira (6). As atividades só devem ser totalmente normalizadas na próxima semana.

O incidente afetou uma parte pequena da fábrica, mas a plataforma de tecnologia teve consumida pelo fogo uma torre de resfriamento, que é um dos equipamentos utilizados no processo de brassagem das cervejas, de acordo com as informações repassadas ao Guia por André Franken, um dos fundadores e sócios-proprietários da StartUp Brewing.

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“Apesar de o incêndio ter começado no vizinho, o local fica bem encostado na fábrica. Ocorreu em uma área de trânsito de materiais e não tinha nada ali naquele momento, quando já era noite. Na parte do lado de fora que foi atingida, porém, a gente tem algumas tubulações, onde passam vapor de água de refrigeração e de água das cervejas. As tubulações são de inox e por isso não queimam, mas a gente agora precisa tirar essas tubulações atingidas pela fumaça para limpá-las”, relata Franken.

O sócio da StartUP Brewing explica que a destruição de uma torre de resfriamento durante o incêndio forçará adaptações na cervejaria até a sua substituição. E aponta que o maior inconveniente será o aumento do consumo de água pela unidade industrial.

“Embaixo desta parte das tubulações tem uma torre de resfriamento que serve para resfriar o mosto que vai para os tanques de fermentação. E vai demorar um pouco, cerca de um a dois meses, até que o seguro aprove a compra de um novo equipamento”, diz o sócio-proprietário, que é diretor de tecnologia da informação e cofundador da marca junto com André Kunrath, diretor de operações da empresa e mestre-cervejeiro.

“Enquanto isso, estamos fazendo uma manobra para usar água da Sabesp no processo de brassagem. Já temos essa água disponível, mas, com a torre de resfriamento, reaproveitávamos a água usada, que agora vai ser jogada no ralo. Em termos de impacto financeiro, vai ter um custo alto de água para a gente”, completa.

Franken destaca que essa torre de resfriamento destruída pelo incêndio custa em torno de R$ 150 mil. Ainda assim, o empresário prevê que a fábrica estará adaptada até o fim da próxima semana para retomar a sua capacidade de produção de maneira normal mesmo enquanto não puder contar com o equipamento a ser substituído.

“No momento, a fábrica está parada, mas conseguimos fazer cerveja e temos os nossos tanques de fermentação funcionando perfeitamente. O que parou foi a brassagem”, esclarece Franken.

Ele revela, porém, que a fabricação de parte da cerveja de um dos seus clientes foi perdida e a produção prevista de uma outra marca teve de ser adiada pelo incêndio.

“A gente tinha uma cerveja que estava sendo feita no momento no qual o incidente aconteceu. Então, ela foi jogada fora. E a gente teve impacto no que iríamos produzir. A Juan Caloto, por exemplo, também iria produzir agora, mas não pôde por causa deste incêndio”, revela o sócio-proprietário.

O incêndio
O incêndio da última quarta-feira começou quando um tanque da indústria química vizinha, que continha material inflamável e capacidade de cerca de 15 mil litros, entrou em combustão, depois atingindo a StartUP Brewing. Por meio de uma nota oficial, a cervejaria afirmou que dois funcionários da empresa vizinha foram atingidos, tendo “ferimentos leves”.

O Hospital Municipal de Itupeva confirmou que um dos feridos, de 19 anos, teve queimaduras de primeiro grau nas pernas e nos braços, chegando a ficar internado. A Polícia Civil da cidade está conduzindo as investigações deste caso.

Fábrica vinha usando menos da metade da capacidade
Inaugurada em 2018 em Itupeva, a fábrica da StartUp Brewing ganhou destaque no setor ao surgir como alternativa para cervejarias ciganas, que têm seu produto fabricado por meio do uso da sua estrutura.  

Com 6 mil metros quadrados distribuídos em dois galpões, nos quais há áreas para produção, envase e armazenagem, a empresa começou as suas atividades com expectativa de produzir 500 mil litros de cerveja por mês. Porém, com a crise financeira, provocada principalmente pela pandemia, fabrica, atualmente, menos da metade desta quantidade.

“A fábrica foi construída para uma capacidade de produção de meio milhão de litros por mês, mas, para atingir essa capacidade, a gente precisaria de mais turnos de trabalho e mais tanques na adega. Hoje temos 44 tanques, de 2 mil, 4 mil e 8 mil litros”, justifica Franken, que atende cerca de 20 clientes.

Ele reconhece os prejuízos sofridos durante a atual crise sanitária. “O impacto foi bem pesado. Como éramos novos no mercado, quase não vendíamos para supermercado nos primeiros meses da pandemia. E quando tivemos de fechar tudo, parar toda a operação da fábrica, o nosso faturamento foi a zero”, completa o empresário, agora tendo de lidar com os efeitos do incêndio em Itupeva.

Na celebração dos 20 anos, Eisenbahn lança Pilsen não filtrada em latas invertidas

A Eisenbahn lançou mais um rótulo no mercado. A marca anunciou a chegada da Eisenbahn Unfiltered, uma Pilsen não filtrada, o que a levaria a reter os sabores e aromas característicos de uma cerveja artesanal. A novidade será incorporada ao seu portfólio permanente, fazendo parte das celebrações de 20 anos da Eisenbahn.

Nascida em Blumenau (SC) em 2002, ela foi vista, em seu início, como um importante marco do segmento de cervejas artesanais no Brasil. Agora, a Eisenbahn diz que esta novidade poderá ser um dos grandes lançamentos desde a sua fundação, por causa das características do rótulo recém-criado.

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“São 20 anos construindo o mercado artesanal. E agora chegou a hora de novamente a Eisenbahn continuar seus esforços de democratizar o segmento. Com a chegada da Eisenbahn Pilsen Unfiltered, vamos literalmente virar a concepção do mercado cervejeiro de cabeça para baixo no quesito sabor único, frescor especial e qualidade artesanal”, afirma Karina Pugliesi, gerente de marketing da Eisenbahn.

Considerada pela Eisenbahn uma versão mais “artesanal” para o estilo Pilsen, o novo rótulo chega às gôndolas dos supermercados de todo o Brasil em maio, nos formatos lata de 350ml e long neck.

Latas invertidas
De acordo com a marca do Grupo Heineken, para ter a experiência de sabor, as partículas precisam ser misturadas com o líquido da cerveja antes de beber. “Podemos comparar a apreciação de uma Eisenbahn Pilsen Unfiltered com a de um suco de polpa, onde o líquido precisa ser misturado para que o gosto fique ainda melhor”, diz Karina.

O lançamento também traz a proposta de arte invertida nas latas. A profissional de marketing afirma que a inspiração para isso é a ideia de que ao girar a lata, os detalhes do sabor sejam ressaltados antes de o consumidor beber a cerveja.

“Para este lançamento, criamos as embalagens com as artes invertidas para ressaltarmos, de uma forma intuitiva e divertida, a importância do ritual de girar e misturar o líquido da cerveja para ter uma verdadeira experiência final de degustação”, completa Karina.

Preço da cerveja fica estagnado no Brasil em meio à inflação recorde em março

Em meio a uma inflação recorde de 1,62%, a maior registrada no Brasil para março desde 1994, o preço da cerveja praticamente ficou estagnado no país no terceiro mês de 2022, de acordo com os números divulgados pelo IBGE.

De acordo com o instituto de pesquisa, a cerveja no domicílio teve insignificante aumento de 0,01% em seu custo médio no período. E este mesmo panorama de variação mínima de preço se deu com o item fora do domicílio, vendido em estabelecimentos como bares e restaurantes, com subida de apenas 0,07%.

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Desta forma, a variação do preço da cerveja em março se distanciou de forma mais expressiva do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ao contrário do que havia acontecido em fevereiro, quando a inflação oficial no Brasil foi de 1,01%. O item no domicílio havia registrado alta de 0,93%, com elevação de 0,72% fora do domicílio.

Já o tópico Alimentos e Bebidas teve expressivo aumento de 2,42% em março, sendo o segundo com maior crescimento de preços entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE. Só ficou atrás do setor dos transportes, que contabilizou escalada de 3,02% e foi o principal destaque negativo no mês passado, em um reflexo da disparada de 6,70% nos valores dos combustíveis.

Os preços médios das outras bebidas alcoólicas no domicílio, por sua vez, tiveram expressiva alta de 3,66%, mais do que o dobro do aumento de 1,46% em fevereiro. Já este item consumido em bares e restaurantes subiu 1,33% em março após deflação de 0,31% no mês anterior.

Alimentos e bebidas sobem quase 5% no 1º trimestre
No primeiro trimestre de 2022, o grupo “Alimentos e Bebidas” contabiliza aumento de 4,89%. Isso representa pouco mais do que o triplo do IPCA de 1,62%, sendo uma evidência de como os gastos com esses produtos, especialmente em supermercados, estão pesando no bolso dos brasileiros em 2022.

Inserida no universo de consumo deste grupo, a cerveja no domicílio soma elevação de 1,36%, sendo de 1,54% fora dele. Já o preço médio de outras bebidas alcoólicas no domicílio registra o galopante índice de 10,66% no primeiro trimestre e de 1,52% em locais como bares e restaurantes.

Assim, o custo da cerveja no acumulado dos três meses iniciais do ano ficou bem abaixo do índice geral do IPCA deste período, que foi de 3,20%. Já no somatório dos últimos 12 meses, a inflação no Brasil é de 11,30%, muito próxima da elevação do grupo “Alimentos e Bebidas” no período, que é ainda maior do que a geral, com 11,62%. Neste mesmo intervalo de tempo, a cerveja e outras bebidas alcoólicas registram altas de 8,69% e 9,12% no domicílio, respectivamente, enquanto fora dele há elevação média de 4,28% dos rótulos cervejeiros e deflação de 0,49% dos outros itens consumíveis com álcool. Já o IPCA acumulado nos últimos 12 meses no país é de 11,30%.

O IBGE também ressaltou que os grupos Transportes e Alimentos e Bebidas, juntos, contribuíram com 72% do índice geral de inflação do mês.

“Foi uma alta disseminada nos preços. Vários alimentos sofreram uma pressão inflacionária. Isso aconteceu por questões específicas de cada alimento, principalmente fatores climáticos, mas também está relacionado ao custo do frete. O aumento nos preços dos combustíveis acaba refletindo em outros produtos da economia, entre eles, os alimentos”, afirma o gerente do IPCA, Pedro Kislanov.

Bevfy acelera negócios no setor com plataforma única e armazenagem

Em um setor diverso como o de cervejas artesanais, no qual é preciso otimizar e agilizar os processos para se manter relevante, a startup Bevfy surgiu e tem se consolidado como alternativa para facilitar os negócios entre empresas deste ramo.

Atuando para conectar de forma eficiente quem produz a quem revende, a plataforma busca descomplicar os processos de compra e venda de bebidas a partir da desburocratização das operações financeiras, permitindo aos donos de um estabelecimento a aquisição de rótulos direto dos fabricantes e distribuidores.

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Criada há pouco mais de um ano, a Bevfy conta com cerca de 30 fornecedores de bebidas alcoólicas e não alcoólicas. E, além dessa variedade de opções, traz ao dono de um negócio a opção de poder utilizar uma estrutura de distribuição e armazenagem que a startup possui na cidade de São Paulo.

A Bevfy tem como sócios os empresários Carlos Lima e Roberto Lazaro, proprietários de bares com larga experiência no mercado de bebidas artesanais, assim como Bruna Garcia, que cuida do marketing e da comunicação do marketplace. Juntos, eles utilizaram a expertise de quem já atuou no segmento para a criação de uma alternativa que acelera a compra e a venda, unificando as operações em uma plataforma.

“A Bevfy surgiu com o objetivo de melhorar o processo de compras de bebidas artesanais que, hoje, é dependente do WhatsApp, de forma pouco produtiva para quem compra e para quem vende. Então, os sócios viram a oportunidade de digitalizar o processo de compras. Para o dono do estabelecimento, há economia de tempo, facilidade para pagamento, acesso a produtos diferentes além da praticidade de fazer a gestão de seus fornecedores de maneira organizada”, explica Bruna.

Por meio da plataforma é possível realizar a compra de diferentes marcas de cervejas, vinhos e switchel (bebida composta por vinagre de maçã, gengibre, mel e água) com um único pedido e sistema de cobrança, em um processo feito digitalmente. É uma vantagem para o vendedor, que simplifica a comercialização de produtos distintos sem precisar dividir as encomendas em diversas operações financeiras.

“Para quem vende, traz capilaridade, disponibilidade dos produtos 24 horas por dia, agilidade, além de otimizar as atividades da força de vendas. Ou seja, a equipe de venda faz a venda enquanto o sistema realiza a parte burocrática”, ressalta Bruna.

Processo simplificado e concentrado em um canal
Se o comprador deseja encontrar praticidade e agilidade para adquirir o seu produto, o vendedor também sabe a importância de contar com os serviços de uma plataforma que apresente e disponibilize da melhor forma a sua mercadoria. E a Bevfy acredita que pode impulsionar negócios ao concentrar a operação comercial dos seus parceiros.

A principal atração (para as cervejarias) é a oportunidade de reunir todo o seu processo comercial em um canal, permitindo que mais pontos de vendas vejam o seu produto, deixando que o seu time comercial tenha mais tempo para trabalhar a marca, formar relações, enquanto o processo mecânico de vendas é feito por uma plataforma

Bruna Garcia, sócia da Bevfy

A sócia da Bevfy também ressalta as vantagens de oferecer aos parceiros uma estrutura física, na capital paulista, para a armazenagem e a distribuição de suas bebidas, o que representa uma facilidade logística para fornecedores, compradores e vendedores operarem seus negócios de maneira eficiente.

“Armazenamento e logística são questões à parte, principalmente no Brasil e com o aumento de cervejarias ciganas e cervejarias que querem ter produtos em São Paulo, que é um hub logístico e de consumo nacional”, aponta Bruna. “Não existe mais isso de fazer pedido de cerveja para aí a cervejaria fazer a cotação do frete e só depois ver se fecha ou não o pedido. Estamos em 2022 e precisamos oferecer uma solução simples e fácil: entrou na Bevfy, escolheu, pagou, recebeu.”

Por meio da plataforma da startup, os estabelecimentos se beneficiam de funcionalidades que evitam a burocracia de procurar fornecedores separadamente ao permitir a compra de bebidas de várias fontes de abastecimento diferentes por meio de uma única operação financeira.

“Nós já estamos acostumados a ir a um supermercado e comprar produtos diferentes de uma única vez. Na Bevfy, você paga um boleto ou passa o cartão uma vez, ainda podendo parcelar o valor. Em outros locais, o processo chega a ser bem custoso: fornecedores diferentes têm formas diferentes de enviar suas tabelas. É preciso abrir uma por uma, ampliar, ler, procurar o preço, ver se tem o produto, trocar caso ainda não tenha, negociar preço, perguntar quando chega… Tudo isso faz com que todos percam muito tempo. É um desperdício”, conclui Bruna, assegurando que a Bevfy ajuda a simplificar esse tipo de operação, tornando-a mais ágil.

Bevfy

Telefone: (11) 99509-1516
E-mail: contato@bevfy.com
Instagram: @bevfy.br


Beer Business amplia atuação online com novo site e consultorias para cervejarias

Com o intuito de ampliar o seu alcance e a atuação online, a Beer Business lançou um novo site, remodelado em relação à versão anterior. A empresa especializada em cursos e consultorias para negócios cervejeiros, com essa atualização, busca levar mais informações ao mercado de cervejas artesanais, seja através das publicações no seu recém-criado blog ou pelo reforço das opções de consultorias.

A nova fase do site da Beer Business veio, assim, acompanhada pela oferta de consultorias que atendam às novas demandas do segmento de cervejas artesanais brasileiro. “Quando lançamos nosso novo site, trouxemos novidades, disponibilizando uma série de novas consultorias: Abertura de Negócios Cervejeiros, Estratégia de Marca, Contratação de Pessoal, Gestão Comercial, Gestão Financeira, Precificação, e, também, a consultoria e o curso de Tributação para o Mercado Cervejeiro”, relata Filipe Bortolini, sócio da Beer Business.

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Além da ampliação das opções de consultorias e cursos, o site da Beer Business também promete oferecer informações atualizadas para quem atua no segmento. “Teremos publicações semanais de conteúdos relevantes ao empreendedor cervejeiro, refletindo tendências de negócio, análises de mercado, cases de clientes, modelos de negócios e aspectos técnicos, comerciais e tributários”, diz Bortolini.

“Além disso, continuamos com as consultorias e cursos que já oferecíamos, ou seja, são muitas oportunidades para quem quer saber mais ou para quem quer ter apoio especializado para abrir ou melhorar seu negócio. Para quem quiser saber mais sobre as consultorias e cursos, basta acessar o nosso site, no qual detalhamos passo a passo nossos serviços”, acrescenta.

O site atualizado e a oferta de novas consultorias pela Beer Business se inserem em um contexto desafiador para o setor cervejeiro, que ainda não se recuperou completamente dos impactos da pandemia e agora sofre com os reflexos da guerra entre Rússia e Ucrânia, que respondem, juntas, por 28% das exportações de cevada no mundo.

A alta dos combustíveis também pressiona o valor dos fretes e, consequentemente, o custo dos insumos para as cervejarias e o valor dos produtos para as pessoas após um ano em que a inflação ficou em 8,7% para a cerveja consumida em casa e 4,8% para a consumida fora de casa. Além disso, perduram as dificuldades com o fornecimento de garrafas e latas, com o valor dos equipamentos tendo sofrido aumentos significativos.

Bortolini, assim, crê que o modelo mais benéfico para quem atua no segmento é o brewpub, que, com a venda direta para o consumidor, reduz a carga tributária, aumenta a margem do negócio e diminui a complexidade de logística, o risco de inadimplência e o tempo de retorno do investimento. Porém, ele destaca que o desafio de definir o modelo de negócio é apenas um entre as variáveis que o empreendedor precisa encarar.

“Fazer uma boa análise do investimento necessário e do retorno possível é fundamental para que se possa iniciar o negócio com menos incertezas. Para quem já tem um negócio, é importante aprimorar a gestão, reduzindo os custos onde possível, mas, principalmente, trabalhando de forma consistente e organizada na área comercial, que costuma ser o gargalo para o crescimento dos negócios. E, claro, não se pode esquecer a parte tributária, para não haver erros que comprometam a saúde financeira do negócio”, afirma.

As consultorias
Dentro desse cenário, as novidades apresentadas pela Beer Business atendem profissionais em diferentes estágios de atuação no segmento. Para iniciantes no setor cervejeiro, a consultoria Abertura de Negócios Cervejeiros passa orientações para a escolha das melhores opções relativas ao modelo societário, regime tributário, alíquotas e códigos de operações a serem utilizados para compras, vendas e remessas.

Conheça o novo site da Beer Business

Já aos empreendedores que precisam definir a identidade da marca e o posicionamento de mercado através de uma linha de produtos e uma comunicação coerente, a empresa oferece a consultoria Estratégia de Marca. Outra opção é a consultoria Contratação de Pessoal. “Sabemos que, em qualquer mercado, um dos maiores desafios para o empreendedor é encontrar colaboradores com o conhecimento e o perfil adequado para compor uma equipe comprometida e alinhada aos ideais da cervejaria”, afirma o sócio da Beer Business.

A dificuldade na comercialização, que pode acontecer tanto na abertura de pontos de venda quanto na realização de novas vendas naqueles já em funcionamento, é vista como um dos gargalos do setor por Bortolini. Para ajudar a superá-lo, a Beer Business oferece a consultoria em Gestão Comercial. “Nela, apoiamos a estruturação das carteiras de clientes, abertura de canais de venda, estabelecimento de políticas comerciais e de crédito e a elaboração do planejamento de vendas”, comenta.

A consultoria Precificação para o Mercado Cervejeiro promete ajudar o cliente a construir um modelo de precificação com base na estrutura de custos da empresa e de fabricação, sem esquecer os valores praticados pelo mercado. E, para ajudar o empreendedor a organizar as receitas e despesas de seu negócio, também está disponível a consultoria em Gestão Financeira. “Nela, apoiamos a classificação das receitas e despesas, a organização das contas a pagar e a receber, o controle do fluxo de caixa, os limites de crédito e a montagem de demonstrativos de resultado”, informa o sócio.

Já para quem tem dificuldades nos cálculos de tributos para vendas, seja dentro ou fora do seu estado, foi desenvolvida a consultoria Tributação para o Mercado Cervejeiro.

O tema é o mesmo de curso ofertado em seu site pela Beer Business, tendo sido desenvolvido com base nas demandas dos membros da Associação Gaúcha de Microcervejarias (AGM). Após a realização de três turmas piloto com a AGM, a empresa realizou o lançamento nacional, com participantes de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, São Paulo, Pará e Paraná.  

As novas consultorias foram aprimoradas pela Beer Business através de pilotos realizados junto ao Sebrae da Bahia. E tem despertado o interesse dos clientes, assim como o blog, que vem recebendo uma quantidade crescente de acessos. “Isso nos motiva a trabalhar cada vez mais para trazer conteúdos de qualidade e estar sempre atentos às necessidades que nos são trazidas por nossos clientes”, afirma Bortolini.

E olhando para diversos flancos de atuação, a Beer Business já está trabalhando com clientes em novos serviços de avaliação de ativos, para quem quer estabelecer quotas para um novo negócio ou vender a cervejaria e suas marcas, além de intermediação de vendas e treinamento de equipes de atendimento. 

Juan Caloto aumenta alcance e atuação com marketing criativo e novo lote de uísque

Criada em 2015 sem grandes ambições, a Juan Caloto começou a crescer de forma mais expressiva a partir de 2017, impulsionada por uma criativa estratégia de marketing. As ações chamaram tanto a atenção que impulsionaram novas iniciativas, sempre com a utilização de linguagem que se associa imediatamente à marca. A cervejaria inaugurou o seu bar, o Esconderijo, em São Paulo, em novembro, com temática inspirada nos filmes norte-americanos do subgênero “spaghetti western” das décadas de 1960 e 1970. E agora vai promover o lançamento do segundo lote do seu moonshine, um tipo de uísque não envelhecido, que é o primeiro destilado da empresa.  

Produzido em parceria com a destilaria artesanal Geest, o rótulo é promovido como uma bebida que “funciona” como o “Miraculoso Calibrador de Mira de Widowmaker Joe”, personagem do Velho Oeste que faz parte do bando de Juan Caloto, o protagonista principal do enredo das histórias criadas pelos sócios-proprietários da cervejaria e cujo nome serviu para batizar a marca. 

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O sucesso de vendas do lote inicial da bebida, cujas garrafas de 700ml são numeradas e produzidas em quantidade limitada, motivou a fabricação de uma nova remessa do destilado, que começará a ser comercializada na próxima terça-feira, de acordo com informações obtidas pela reportagem do Guia.

O moonshine é promovido comercialmente como o “uísque proibido” em alusão ao fato de que esta palavra da língua inglesa é um dos termos utilizados para descrever destilados produzidos de forma clandestina, “sob a luz da lua” na época da Revolução Americana.

É mais um passo em uma fase ascendente da Juan Caloto, que vem tendo sucesso com o seu bar, localizado no bairro Vila Clementino, na capital paulista. “O bar está superando as expectativas em questão de volume de vendas e de faturamento. Ele surge inicialmente como uma ideia de ser mais uma casa de referência da marca do que exatamente um bar que teria um retorno financeiro muito grande”, diz Felipe Gumiero, um dos sócios-proprietários e fundadores da Juan Caloto. “O principal é que está trazendo muito mais visibilidade para a marca, que era o que a gente queria”, acrescenta.

Gumiero tem Marcelo Bellintani, com quem antes começou a produzir a bebida de modo caseiro, apenas como um hobby, em 2010, como um dos seus sócios. Conhecido como Calote entre as pessoas mais próximas, Bellintani também é um dos idealizadores de Juan Caloto, o fictício personagem do Velho Oeste cujo nome é fruto de uma adaptação em espanhol dos apelidos dos dois sócios: Gumiero é chamado de John pelos seus amigos. A sociedade ainda conta com Ricardo Rovella e Marcelo Maaz, este também proprietário da destilaria Geest.

Redator publicitário e ilustrador, Calote usa as suas habilidades profissionais para desenhar os rótulos da marca e produzir pequenas histórias de faroeste envolvendo o cômico fugitivo atrapalhado retratado nas garrafas e latas da cervejaria cigana, cuja produção de seus lotes é realizada em Itupeva (SP), na Startup Brewing.

A inventividade também teve papel fundamental no surgimento da Juan Caloto. Foi em 2014, quando os sócios promoveram uma campanha pela internet, uma “vaquinha virtual” para arrecadar dinheiro e fazer o negócio sair do papel. A iniciativa foi um sucesso e permitiu que a bebida começasse a ser produzida em fevereiro de 2015 para ser comercializada.

Depois, Gumiero e Bellintani uniram forças com Rovella e Maaz, que já haviam trabalhado no setor cervejeiro e sido proprietários de um outro bar, para impulsionar de vez a Juan Caloto. Além disso, os sócios deixaram outros trabalhos para se dedicarem apenas à marca.

Em um processo de expansão, o Esconderijo foi criado com o objetivo de transmitir aos seus clientes a sensação de que eles estão em uma casa abandonada no meio do Velho Oeste. Para isso, os sócios do estabelecimento foram atrás de móveis antigos, que não foram comprados em lojas tradicionais.

“Dentro do bar, não temos nenhuma mesa especificamente. Temos poltronas, sofás, mesinhas de centro e o balcão. Tudo isso foi garimpado em ferros-velhos. Também descobrimos bastante coisas em (casas de) ‘família vende tudo’. O primeiro item que compramos para o bar foi um piano americano de aproximadamente 107 anos. E que funciona, inclusive”, destaca Gumiero.

Do sonho de ver o produto nas prateleiras de cerveja artesanal, a Juan Caloto agora celebra as conquistas, impulsionadas por uma estratégia de marketing descontraída no meio cervejeiro. Vem dando tão certo que agora a marca tem se arriscado até na produção do próprio uísque.

“Quando fizemos o projeto do bar no meio da pandemia, a adesão foi muito grande. A gente tem um público fiel à marca, justamente porque as pessoas compraram não só a ideia da comunicação, como o conceito da Juan Caloto, que é fazer uma cerveja de extrema qualidade, mas que ao mesmo tempo é descompromissada, divertida, e que não é despretensiosa. Como imaginamos que tem de ser a cerveja, uma coisa relaxada para você tomar e se divertir, mas que entregue toda aquela potência aromática de sabor e qualidade que o cliente espera”, conclui Gumiero.

Balcão Xirê Cervejeiro: Apresentações

Balcão Xirê Cervejeiro: Apresentações

Olá, seguidores/as e leitores/as do Guia da Cerveja,

Decidi começar nosso primeiro papo de bar, no Balcão Xirê Cervejeiro, assim, bem informal, olho no olho, de forma bem sincera, como costumo ser na vida.

É com muita alegria que comunico a vocês que estarei por aqui por um tempo. Não sei até quando, mas virei conversar sobre cervejas, harmonização, livros e, sobretudo, falar como tudo isso se entrecruza, sobre encruzilhadas.

É de um valor imenso pisar nesse território logo após março, mês marcado pela luta das mulheres. E é neste lugar que irei derramar minha escrevivência no meio cervejeiro.

Primeiramente, é preciso demarcar ser graças às mulheres que podemos tomar nosso sagrado copinho de cerveja. Afinal, foram elas que começaram esse processo (falarei sobre isso em breve).

Outro ponto que quero destacar aqui, não para criar polêmica, mas para trazer fatos históricos: uma das sociedades a difundir a cerveja foram os Keméticos, os quais conhecemos na atualidade como egípcios, nome dado após a colonização de Kemet, que se localiza no norte do continente africano (também, falarei mais em outro momento).

Dito isso, deixa eu me apresentar, seguindo a Orí-entação da minha grande Orí-presença Lélia Gonzalez, que diz às pessoas pretas: “é preciso dizer nosso nome e sobrenome, do contrário, nos dão o nome que querem”. Então, vamos lá.

Como surgi no meio cervejeiro:

Meu nome é Sara de Jesus Araújo, sou graduada em ciências jurídicas/direito, acadêmica de ciências sociais, colarei grau em julho de 2022, me especializando em história da África e da Diáspora Atlântica. Me formei como sommelière de cervejas em 2018. Desde minha formação, dei cursos e consultorias. Trabalho sobretudo com conexões e educação cervejeira, no campo das relações étnico-raciais e da diversidade. Sou uma militante dos direitos humanos.

Escolhi fazer esse curso técnico por não ver pessoas negras no espaço da cerveja em posições que não fossem em cargos de subalternização.

Em que pese a sommelieria ser a arte de servir, ou seja, está diretamente ligada ao serviço, observei que a alocação dos corpos pretos no espaço da cerveja estava diretamente ligada aos serviços domésticos, “herança maldita” da escravização de corpos negros, que colocou no corpo preto o ofício da mão de obra sub-remunerada e mal valorizada. Observe quem faz o seu pedido no bar, no restaurante em que você consome, quem vem com paninho na mão para limpar a sujeira, quem faz a limpeza do lugar e recebe olhares de desprezo, quem são os/as donos/as, os/as gerentes, o/a sommelier/sommelière…

Nenhum demérito em quem faz o serviço da limpeza, mas porque corpos pretes estão alocados em maioria nessas condições de trabalho?

Em contrapartida, glamuralizou-se o serviço ligado à alta gastronomia. A partir disso, corpos lidos racialmente como brancos ingressaram nesse espaço sem peso de serem ligados às pessoas pretas, por isso, observamos poucos corpos negros no espaço do serviço da gastronomia quando o assunto é sommelieria.

É comum vermos profissionais do serviço partindo para trabalhar servindo em bares e restaurantes no continente europeu ou na América do Norte, pois se recusam a trabalhar nessa área aqui no Brasil. Dizem: aqui pagam mal. Mas se o problema fosse a baixa remuneração, o correto não seria lutar pela valorização da categoria?

Outro fato que fez me tornar sommelière foi um episódio racista velado que sofri em março de 2018, me motivando ainda mais a romper com essa narrativa de exclusão e a incentivar mais pessoas, sobretudo mulheres negras, a estarem nesse espaço.

Por isso, ergui a minha voz e abri caminho, falei em espaço brancocêntrico quando ninguém ousou falar, fui silenciada e ainda houve a tentativa de tokenismo.

Fui preterida por não me calar. Se isso me abala? Não, como já repeti várias vezes. Não, pelo contrário. Embora seja doloroso, uso como combustível para continuar.

Visibilizar histórias pretas, de homens negros e mulheres negras, autores e autoras que foram “esquecidas” pois o esquecimento é intencional, é meu lema. E, sobretudo, apresentar a cerveja às pessoas de uma forma afetiva e amorosa.

Trago para a discussão Lélia Gonzalez, que me ensinou que o lixo vai falar, e numa boa, Beatriz Nascimento, Milton Santos, Abdias Nascimento, Carolina Maria de Jesus, Lima Barreto, Conceição Evaristo e tantos e tantas que vocês já puderam acompanhar no meu trabalho, no @negracervejassommelier, já tendo mostras disso. Sim, é preciso disputar narrativas para combater o epistemicídio, como diz Conceição Evaristo, visibilizar as vozes para combater a política de apagamento.

Há quem se submeta à estrutura de cooptação por minutos de fama, mas, esse nunca foi o meu lugar no mundo e, penso que foi em razão disso, por criticar esses espaços racistas, que sofri um ataque explícito em agosto de 2020.

Podem tentar me calar, mas seguirei aqui, de forma orgânica, dialogando com quem deseja dialogar e propor mecanismo de mudanças a partir do discurso alinhado. É por isso que aproveito esse espaço para apresentar a vocês, uma futura profissional do ecossistema cervejeiro. A conheci no dia 8 de março de 2022, o “Dia Internacional da Mulher”, em um evento na Ambev no qual dei uma palestra. Bem, como citei Lélia, deixo que a futura gestora de pessoas se apresente.

“O poder transformador da mulher na cerveja”

“Jhenifer Conceição, 31 anos, mulher, preta, gorda, periférica e mãe solo

Todos os adjetivos citados tentaram me parar. E sabe que quase conseguiram? Dores, solidão e batalhas internas. Quer saber onde a cerveja entra? Vou te contar.

Junho de 2018, Rio de Janeiro, CIT (Centro de Inovação e Tecnologia) da Ambev, a maior cervejaria do mundo. E quem eu era? “Jheni”, a manicure que só tinha a 8ª série e um montão de sonhos escondidos. Sonhos estes prometidos e garantidos pela espiritualidade. Um dia, “uma mulher” muito importante perguntou: qual é o seu sonho? E eu agarrei essa pergunta com todas as minhas forças e a transformei em realidade.

Voltei a estudar na escola do Sesi RJ, terminei o 2° grau. E, sem perder tempo, ingressei no curso de Administração de Empresas, sendo, assim, a primeira mulher formada da minha família. Pensando bem, também não temos homens formados, mas por ser uma família majoritariamente feminina, é impossível não usá-las como referência.

Me dividia entre diarista, manicure, mãe solo, ativista racial e social, representante de inclusão e diversidade e recém-descoberta como palestrante. Respirava fundo, acordava e avançava mostrando para todos a importância de resistir ao sistema, do qual o corpo diariamente é alvo. E que a elite feminista insiste em romantizar as minhas dores e as dores das minhas. Ufa!

Venci os desafios do período pandêmico, os desafios de continuar sendo a provedora da minha casa e de chegar ao 7° período de Administração. Concluo que de todas as serendipidades apresentadas a mim, de todos os caminhos que mulheres na cerveja me proporcionaram, um dos mais lindos foi passar no processo seletivo da maior cervejaria do mundo.

Sendo assim, me tornei estagiária de Gente e Gestão na cervejaria da Ambev em Cachoeiras de Macacu (RJ). Por meio disso, recebi o convite para estar na roda de mulheres transformadoras do mundo cervejeiro.

A minha luta não para. A nossa luta não para. E usaremos a cerveja, o mercado cervejeiro e todas as ferramentas possíveis e impossíveis para ser uma agente de transformação. Por mim. Pelas minhas. E pelos meus. 

Jhenifer Conceição.”

Em tempo, agradeço à Laura Aguiar, a qual me fez o convite para estar no evento, palestrar e, sobretudo poder fazer essa conexão com a Jhenifer.

Sou uma sommelière de cervejas apaixonada pela harmonização, e sobretudo, por contar histórias das pessoas através das cervejas, pois penso que a cerveja é mais do que um líquido, é conexão, é história.

Até o nosso próximo encontro, beba com moderação e leia sem moderação.


Sara Araujo é graduada em Ciências Jurídicas, pela Instituição Toledo de Ensino (Bauru-SP), atuando na área de execução penal. É graduanda em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Maringá (PR), pós-graduanda em História da África e da Diáspora Atlântica pelo Instituto Pretos Novos do Rio de Janeiro, sommelière de Cervejas pela ESCM/Doemens Akademie e criadora e gestora do @negracervejassommelier.

Dois anos após mortes, Backer é liberada para produzir cerveja em BH

Pouco mais de dois anos após a eclosão dos casos de contaminação que provocaram dez mortes em Minas Gerais, a Cervejaria Três Lobos, responsável pela marca Backer, voltará a produzir a bebida na sua fábrica em Belo Horizonte. A empresa, porém, não informou uma data para a retomada das atividades no local.

A proibição da produção de bebidas foi adotada em função da contaminação de cervejas da Backer por dietilenoglicol, com os primeiros casos vindo à tona logo no começo de 2020.  O espaço, então, foi interditado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que, à época, determinou o recolhimento de todos os produtos, após as ocorrências. Análises, então, identificaram a presença de contaminante dietilenoglicol em diversos lotes de cervejas da Backer.

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Agora, porém, a Três Lobos garante ter obtido autorização para retomar a produção no local. “A Cervejaria Três Lobos informa que obteve a aprovação para a retomada da produção de cervejas em seu parque industrial. O processo de reabertura contou com o acompanhamento das autoridades e órgãos competentes e observou todos os critérios legais e técnicos”, afirma a companhia em trecho da nota oficial em que confirma a retomada das atividades.

A informação foi confirmada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), pontuando que a liberação é parcial. Além disso, aponta que a decisão foi adotada em função do cumprimento das exigências do órgão. Assim, as cervejas produzidas na fábrica, localizada no bairro Olhos D’Água, agora podem ser comercializadas.

“O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirma que a Cervejaria Backer foi autorizada, na manhã desta sexta-feira (08), a retomar a produção e comercialização de cerveja na fábrica. Essa liberação foi concedida de forma parcial para duas adegas no parque industrial da empresa”, diz, em nota oficial, o ministério.

“O Mapa esclarece que a empresa atendeu às exigências feitas para garantir a segurança dos produtos, referentes às condições dos tanques de fermentação e equipamentos que serão utilizados neste retorno. A cervejaria ainda substituiu em seu processo o fluido refrigerante por solução hidroalcoólica – solução que contém água e álcool”, acrescenta.

A volta das atividades da cervejaria já era ensaiada há algum tempo, tanto que, no ano passado, começou a produzir a Capitão Senra, um dos rótulos mais famosos da Backer, embora de modo cigano, em uma fábrica do interior paulista.

Além disso, o Mapa vinha monitorando as produções da fábrica em Belo Horizonte. E, agora, liberou a sua comercialização. “O processo de produção de cerveja no parque fabril vem ocorrendo desde novembro de 2021, após vistoria executada por auditores fiscais federais agropecuários do Mapa. Os produtos produzidos foram informados semanalmente ao Ministério que realizou a coleta de cada lote e dos fluidos refrigerantes. Com a aprovação das análises, fica a Cervejaria Backer autorizada a comercializar seus produtos”, acrescenta o ministério.

Em seu site, a Cervejaria Três Lobos indica que parece mesmo pronta para voltar a comercializar rótulos que levam o nome da Backer. Afinal, descreve, além de rótulos que já estão sendo vendidos, como os da Capitão Senra, três com o nome Backer que estarão disponíveis “em breve”: Pilsen, Pale Ale e Trigo.

Além das dez mortes, a contaminação das cervejas da Backer por monoetilenoglicol e dietilenoglicol provocou lesões graves e sequelas em ao menos 16 pessoas.  Em outubro de 2020, 11 pessoas se tornaram réus no processo contra a Backer, incluindo seus sócios-proprietários, por homicídio e lesão culposos, além de contaminação de produtos alimentícios. Um dos indiciados, porém, já faleceu. As primeiras audiências para o julgamento do processo foram agendadas para o fim de maio.

Menu Degustação: Festival das Cervejarias Paulistanas, 10 anos do Trembier…

O mês de abril no setor cervejeiro começou cheio de novidades e definições de programações de eventos. Entre as maiores apostas, os festivais se destacam. O Festival das Cervejarias Paulistanas, por exemplo, depois de ser adiado em função da alta dos casos de coronavírus nas primeiras semanas de 2022, será realizado neste sábado e domingo na Cervejaria Tarantino, no bairro do Limão, em São Paulo.

Também neste fim de semana, mas já a partir desta sexta-feira, acontece o 1° Festival de Cerveja do Jardim Pamplona Shopping, também na capital paulista. Enquanto isso, o Trembier, o Festival de Cervejas Especiais de Tiradentes (MG), marcou a celebração dos seus dez anos com o agendamento da sua próxima edição para maio.

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Confira essas e outras novidades do setor no Menu Degustação do Guia:

Festival das Cervejarias Paulistanas
A terceira edição do Festival das Cervejarias Paulistanas será neste sábado e domingo, reunindo 26 cervejarias. O evento estava previsto para acontecer em 25 de janeiro, dia do aniversário de São Paulo, porém, por conta da pandemia, foi transferido para abril. Durante os dois dias de festival na Tarantino, os consumidores poderão conhecer um pouco mais sobre a cultura cervejeira paulistana, apreciar rótulos conhecidos das cervejarias participantes com receitas inéditas, além de música e gastronomia.

Festival em shopping
O 1° Festival de Cerveja do Jardim Pamplona Shopping será realizado desta sexta-feira até domingo, com entrada gratuita. O evento acontece no rooftop do empreendimento, que possui uma das vistas mais bonitas da cidade de São Paulo, e ainda conta com apresentação de bandas para animar os clientes, além da presença de dez cervejarias, como Madalena, Insana, Mea Culpa e Baden Baden, com mais de 50 rótulos para venda, além de opções gastronômicas nos restaurantes do rooftop. A entrada é gratuita.

Dinner in The Sky
Iniciado em 1º de abril, o Dinner in the Sky São Paulo vai até 7 de agosto na capital paulista. Os convidados poderão degustar diferentes estilos da cerveja, harmonizados com o menu de chefs renomados, a 50 metros de altura, com vista para o Parque do Ibirapuera, um dos mais privilegiados cartões postais da cidade. Em terra, para receber os visitantes com conforto e sofisticação, há um lounge assinado por Joia Bergamo, expert em design de interiores. Já a Black Princess é a cerveja oficial do evento.

Trembier celebrará 10 anos
O Festival de Cerveja e Cultura de Tiradentes, o Trembier, tem um reencontro marcado com seu público. Entre os dias 12 e 15 de maio, a cidade histórica mineira receberá o festival, cheio de atrações, mais de 300 rótulos de cervejas para serem degustados, corrida “alcoológica”, shows, boa gastronomia e muito mais. O festival tem entrada gratuita, com exceção das palestras, cursos e do circuito gastronômico, que têm custo à parte.

Abracerva promove bate-papo com Tiago Falcone
O brasileiro Tiago Falcone, um dos cervejeiros responsáveis pela Dansaert, a mais nova produtora de Lambic em Bruxelas, será o palestrante do “Roda Fermentativa” da próxima terça-feira (12), na série de encontros com especialistas do setor promovida pela Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva). O evento poderá ser acompanhado pelo canal da entidade no YouTube a partir das 15 horas.

Growler Day de Páscoa
No próximo sábado, quem comparecer ao Growler Day de Páscoa da Landel, em Campinas (SP), poderá desfrutar de dez opções de chope nas torneiras da tap house, além de experimentar os petiscos do Bentos Burguer. A atração musical fica por conta do One Man Band Geraldo Barba Blue, que apresentará clássicos do Blues, Rock e Folk. Para a data, a Landel também anunciou o lançamento Choco Late, uma Mild Ale adocicada com adição de flocos de cacau produzidos pela parceira Atlântico Chocolates. O evento será realizado a partir das 11h no tap house da cervejaria.

Mestre-Cervejeiro ampliando cadeia de franquias
A rede Mestre-Cervejeiro.com continua ampliando sua cadeia de franquias por todo o Brasil. Nos últimos meses, foram sete franquias abertas: Buritis (MG), Garden Piedade (PE), Tangará da Serra (MT), Mossoró (RN), Primavera do Leste (MT), Itapeva (SP) e João Pessoa (PB).

Nova programação agita o mês no Mr. Hoppy Prado
O Mr. Hoppy Prado promete um mês bem agitado e divertido para os clientes com apostas em brincadeiras para entreter o público durante a semana, principalmente às quartas e quintas-feiras, com a Noite da Sorte e o toque do sino, respectivamente. Entre as promoções da casa, quem levar pelo menos 10 pessoas para confraternizações ou aniversários, ganha 2 litros de chope Pilsen para os convidados.  E com o início do Campeonato Brasileiro e da Copa Libertadores, a casa, que conta com ambientes fechados e abertos, também vai apostar nos clientes que gostam de assistir jogos em bares.

Blumenau conquista medalhas em Barcelona
A Cerveja Blumenau conquistou duas medalhas no Barcelona Beer Challenge, na Espanha. Esta foi a sétima edição do concurso, que teve 1.315 rótulos inscritos, de 215 marcas diferentes e 15 países. A Blumenau CraftLab Grodziskie, que conquistou o ouro e o Best of Show como melhor cerveja do Concurso Brasileiro de Cervejas de 2022, levou uma prata, assim como a Mestres do Tempo Lambic #2. O rótulo também já tinha uma premiação: a prata no Brasil Beer Cup de 2021. Agora, foi premiada no estilo European Sour Ale.

Artigo: InnBrew aproxima profissionais cervejeiros de toda a Espanha

*Por Andreia Gonçalves Ribeiro

Desde sua arrancada, na quinta-feira (31 de março), até seu encerramento com a celebração da entrega dos prêmios do Barcelona Beer Challenge, no sábado (2), o InnBrew, The Brewers Convention, aparentou ser um ponto de união do setor profissional de cervejas artesanais da Espanha. Com espaço físico reduzido em relação à primeira edição, o evento, realizado no espaço La Farga d’Hopitalet, parecia mais aconchegante.

As palestras e os workshops estavam com público em quantidades apreciáveis. E a estrutura permitiu que quem estivesse apenas de passagem pudesse parar e ouvir quem se apresentava. Somado à usabilidade do aplicativo próprio, com informações sobre palestras, palestrantes, expositores e participantes, as notificações ajudavam a não perder o que de fato levava o profissional à feira.

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Temas transversais, de sustentabilidade às questões mais técnicas, estavam na programação. Boas cervejas foram engatadas, a preços que variavam de 2€ a 4€. “Se eu pudesse e meu dinheiro desse”, não sairia do biergarten. Uma Cascade Vlad the Imp Aler não durou o primeiro dia. Tive o privilégio de beber todas, mas destaco a ganhadora do BBChallenge, a Grape Ale da Letra de Portugal, uma English Pale Ale fresca do queridíssimo Carlos Rodríguez, da Ales Agullons. O final dos dias merecia a potente Baltic Porter que levou o bronze na categoria, da Cerveja Musa.

Com as restrições da Covid-19 suspensas, o palco das palestras se situava em meio aos estandes. Logo, mais próximo de um público que pôde se sentar lado a lado. Máscaras mantidas, porém, com o contato restabelecido.

Antes de seguir, entenda um pouco sobre o mercado espanhol de artesanais
O mercado local é composto majoritariamente por nanocervejarias (produção até 24.000hl/ano) e microcervejarias (100.000hl/ano), sendo 50% e 41%, respectivamente, de acordo com o estudo da Associação Espanhola de Cervejeiros Artesanais e Independentes (Aecai) publicado em dezembro de 2021. Esta representação corresponde a somente 0,5% de produção e 1,1% de valor de mercado de cervejas da Espanha. Enquanto isso, a Catalunha, que sedia o congresso, o volume de mercado sobe para 5%, de acordo com a associação local, o Grêmio de Elaboradores de Cerveja Artesanal e Natural, o Gecan.

Ainda segundo a Aecai, se comparados com outros países europeus, o mercado artesanal da Espanha é relativamente pequeno. Alemanha (11%), Bélgica e Reino Unido (5%), França (4%) e Itália (3%) aparecem à frente. No entanto, a fonte sobre estes dados ou a metodologia utilizada não foram apresentados, o que dificulta constatar a fiabilidade dos dados comparados.

Estas cervejarias espanholas estão 87% localizadas em zonas rurais. O restante, em capitais de províncias, as cidades administrativas regionais. Foi possível encontrar profissionais de Madri, Girona, Coruña e até da Galícia, do outro lado do norte da Espanha, que se deslocaram especialmente para o InnBrew.

Foi o caso de Manu, diretor do festival Portomarin Beerfest que acontece em maio, em uma cidade de 400 habitantes que leva o nome do evento, na Galícia. Os sócios vieram para trocar experiências, conhecer potenciais participantes da feira, conhecer e serem conhecidos. Um ponto de colaboração que se pôde presenciar foi uma brassagem conjunta especial da GroBrewers, de Girona, exclusiva para o encontro.

Nas palestras, destaco 4 temas abordados:

1 – Turismo cervejeiro
Diferentemente do ano passado, quando uma mesa-redonda reunia membros dos setores público e privado nacionais, este ano o tema foi abordado por Àngeles Alonso-Misol, responsável pela comunicação do escritório VisitFlandes, representação turística da região belga. Ela explicou sobre os eixos que trabalham para Bruxelas e outras cidades como Bruges e Leuven, que tem sua cerveja local reconhecida como patrimônio imaterial da Humanidade pela Unesco, desde 2016. Esses eixos envolvem desenvolvimento de novos produtos turísticos e marketing na internet.

Alonso-Misol apresentou que o governo promove subsídios aos pequenos cervejeiros e treinamento quanto à abordagem ao turista. Junto ao elemento histórico, ela afirma que a intenção é construir experiências de maior interação e utilizar o storytelling como ferramenta. Mas esta realidade está muito distante da vivida na Espanha, apesar de 84% das cervejarias indicarem ter condições de receber visitas.

Em sua palestra, ela afirma que todas as cervejarias “estão abertas para receber o turista 24 horas”. No entanto, isto não se aplica nesta região, onde os cervejeiros acumulam funções de produção, vendas, administrativo… E os apoios financeiros dos governos são nulos. Existem apoios pontuais, como “digitalização para pequenas empresas” ou plataformas de comercialização do produto local. Porém, nenhuma diretamente ligada ao turismo.

2 – Lo Vilot Farm Brewery
Quiònia e Oscar estão além do produto cerveja. São representantes do primeiro setor e, em sua fazenda, recebem visitantes, realizam festivais e cultivam malte e lúpulo, comercializados para a produção local e, em maior fatia, importado à vizinha França. Cerveja ecológica “full circle” é a proposta da Lo Vilot Farm Brewery. Cervejas de fermentação mista e espontânea, com utilização de coolship e frutas do entorno estão no DNA da Lo Vilot.

O projeto é quase um “bean to bar” cervejeiro, em terras de Lleida, levando o compromisso de buscar um terroir catalão completo às cervejas. Prova disso, durante as tentativas de fermentação espontânea, um estudo conduzido por Sergi Forcadell Mulet para o mestrado em Bebidas Fermentadas da Universitat Rovira i Virgilli, de Tarragona, isolou e inoculou as leveduras encontradas no trabalho de campo. Para a decepção dos mais fanáticos, nenhuma brettanomyces foi encontrada. Somente uma saccaromyces cerevisae entre os microrganismos isolados.

3 – Sustentabilidade: vidro x lata
Uma discussão poderosa para estar em dia com a questão ambiental: qual dos envases responde melhor ao tema? O debate tinha dois representantes das indústrias de envases: Francisco Javier de Santiago, diretor de vendas da Cervezas Verallia, como o do vidro, e Juan Ramon Meléndez, diretor da LatasDeBebidas.org, das latas. A conclusão a qual chegaram foi a de que depende da soma de diversos fatores para ter uma resposta que seja válida. Isto porque o resultado depende de fatores como a coleta seletiva, processamento do material coletado, logística tanto do retorno do montante selecionado à do produto final em si.

“O alumínio vem da Rússia, transformamos em folhas para as latas. Se esse fica em Coruña, é coletado aqui e retorna, é uma situação. Agora se a lata é envasada aqui (referindo-se à Estrella Galícia), vai para Madri (centro do país), é coletada e segue para separação lá na Andaluzia (extremo sul da Espanha), volta à nossa fábrica (extremo noroeste) para ser processada, a molécula de carbono emitida nessa logística já excede o aceitável para ser validado como sustentável”, resumiu Meléndez, durante sua apresentação no InnBrew.

4 – O papel dos festivais
O que é um festival de cerveja para você? E uma feira? Bom, aqui se chega à conclusão de que um festival é aquele em que o cervejeiro vai com a intenção de mostrar o seu produto para o consumidor e seus pares, de modo que ele investe nesse processo. Algo mais próximo a uma estratégia de branding do que de vendas. Por outro lado, feiras são eventos nos quais o cervejeiro vai para fazer caixa mesmo. A comunicação da marca está presente nos dois, no entanto, um seria investimento, enquanto o outro, o retorno.

A autoria destas duas definições, “no papel”, acabo de denominar eu mesma. Pode colocar aí (GONÇALVES, A. R.). Porém se trata de um apanhado das conclusões da mesa-redonda sobre o tema que reuniu Eduardo Lara Alba, do Granada Beer Festival (desde 2016), Mikel Rius, do Barcelona Beer Festival (BBF, desde 2011) e a respeitada e querida Montse Virgili, da Mostra de Cervesa Artesana de Mediona (nascido com cervejeiros em 2008). Cada um ao seu estilo, com proporções e didáticas diferentes.

Caso queira se programar para participar de algum desses festivais, a tabela reúne informações das mais importantes sobre eles. No entanto, uma informação que é mais importante que todas estas é que acontecem “feiras” de cerveja artesanal quase todos os finais de semana, espalhados por todo o território. Vinculadas a outros produtos ou datas comemorativas, são em torno de 480 eventos anuais, de acordo com Geni, responsável pelo Instagram Festivales de Cerveza. Em meu último estudo, somente aqui na comunidade autônoma da Catalunha, catalogou mais de cem, reflexo dos cerca de 70% do total de produção de cerveja artesanal de toda Espanha se concentrar aqui, nas terras vizinhas à França.

FestivalGranadaBarcelonaMediona
Desde201620112006
Data30/4 a 1/5Outubro11 de junho
Em 2022 está na edição10ª17ª
Dura quantos diasDoisTrêsUm
Público5.000 (dados 12/2021)32.000 (dados 2018)8.000 (dados 2018)
Cervejarias (1ª vez/hoje)25 / 40não consta / +2508 / 73
Cervejas servidas150+- 600Via produtor
Preço da degustaçãoDe 2€ a 4€De 2€a 4€Via produtor
Preço da entrada10€/dia7€/diaGratuito
EspaçoFechadoFechadoAberto


Brasileiros na InnBrew, por curiosidade…
Rodrigo Goldani, gaúcho que trabalha na distribuidora de cervejas e vinhos ViHop, a fotógrafa e sócia da Reptilian Brewery Renata Giorgio e Felipe Palazzi, consultor de cervejas e ex-proprietário do Mr. Mills de São Paulo.

Conclusão

Concluo dizendo que o último dia do InnBrew foi dedicado à premiação do Barcelona Beer Challenge, em todas as suas categorias. E, com o intuito de oferecer um conteúdo mais parrudo, esse fica para o texto seguinte. Além dessas palestras, grande parte da programação, incluídos os workshops, tratavam de assuntos mais técnicos. Qualidade de água, leveduras, conselhos de aprimoramento de produção, porém uma seara que elegi não adentrar para não correr o risco de falar bobagem. Os anos me ensinaram que não dá para, nem se pode ser especialista em tudo. Sou do movimento “pelo fim dos ‘Átilas’ da vida”.

Jornalista com diploma, porém com a experiência e a agilidade menos significativas que (insira aqui o que não fere o sentimento de alguém), espero ter trazido informações que possam ser interessantes e/ou relevantes para construir a imagem do mercado de cervejas artesanais da Espanha. Melhor dizer, com minhas vindas aqui no Guia, minha intenção é a de descontruir. E, pouco a pouco, dar a oportunidade de que cada um que se dispôs a ler, possa rever seus conceitos e pré-conceitos como com carinho um dia fiz. E, se possível, desfrutar de tudo que sai daqui, como se fosse um clássico Barça-Madrid, cheio de apaixonados.


*Andreia Gonçalves Ribeiro é mestra em Turismo Cultural Gastronômico e em Patrimônio, pela Universitat de Girona. Sommelière de cervejas pelo ICB e sommelière bartender pela ABS-SP. Mineira e atleticana – caipira hooligan – pesquisa sobre a cerveja e seus fenômenos na Catalunha, onde também estuda Antropologia. Se deixar, “só toma azeda” e tem queda assumida pelas cervejas belgas.