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Terroir “brasiliano”: O que motivou sócios da Cozalinda a criarem a Cosabella

A inventividade utilizada nas produções da Cozalinda e a experiência de atuar em uma fábrica de bebidas estão sendo colocadas à serviço de uma nova marca. Cervejeiro, blender e sócio-fundador da cervejaria de Florianópolis, Diego Simão Rzatki se juntou a mais três profissionais para criar a Cosabella, uma nova marca de fermentados à base de uva.

O objetivo principal da nova marca é desenvolver produtos fermentados com uva, priorizando a utilização de ingredientes locais, com o que os próprios sócios estão denominando como “terroir brasiliano”.

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A primeira leva de lançamentos conta com duas cervejas: a Brett Italian Grape Ale, fermentada com o mosto das uvas Trebiano e Chardonnay, além de utilizar a levedura Brettanomyces bruxellensis, e a Wild Italian Grape Ale, produzida com fermentação selvagem e uva Cabernet Sauvignon. Os vinhos espumantes Pét-Nat Bianco Natural Orgânico e Pét-Nat Bianco Natural Orgânico completam as novidades, na apresentação inicial da Cosabella ao mercado.

Nessa empreitada, Diego Rzatki tem a companhia de outros três sócios: Carlos Pavanelli, também sócio da Cozalinda; Ivan Tisatto, enólogo e fundador da vinícola Dom Dionysios e da cervejaria Donner; e Lázaro Araújo, sócio e cervejeiro na Donner.

Diego explica que as experiências técnicas com cervejas na Cozalinda, especificamente aquelas com uvas, ajudaram no novo empreendimento. A marca, afinal, tornou-se conhecida por suas cervejas ácidas, muitas delas fermentadas em barris de madeira, com leveduras nacionais. “Se não fosse toda a experiência adquirida anteriormente, não poderia haver esse projeto da Cosabella”, diz.

Ele destaca, porém, que a existência de objetivos diferentes, que não poderiam ser explorados na Cozalinda, motivou a criação da Cosabella. “Quando a gente faz cervejas da Cozalinda, a nossa maior intenção é sempre trabalhar com as coisas que são locais e ligadas à Florianópolis. De certa forma, trabalhar com uvas de Caxias do Sul e com a ideia de uma cultura italiana praticamente escapava aos objetivos da Cozalinda. Então, para a gente ficar mais livre até para fazer mais coisas, pareceu muito oportuno abrir essa nova marca”, afirma.

Além disso, a presença de profissionais da Donner, de Caxias do Sul (RS), na sociedade da Cozalinda não é à toa. Diego lembra que a Cosabella participou de um projeto ao lado da marca gaúcha nos anos de 2019 e 2020, com o lançamento de “cervejas selvagens”, que levavam a uva Merlot.

“A Cozalinda ensaiava há algum tempo a produção de uma linha de bebidas com uvas.  Em 2019, lançamos com a Donner a Sympotein Merlot: uma Wild Italian Grape Ale com uva Merlot. No ano seguinte fizemos uma segunda safra e então decidimos unir forças e lançar uma marca focada em produções com uva”, conta Diego.

O terroir da Cosabella
De acordo com um dos seus fundadores, a Cosabella busca trabalhar com a valorização de cepas, do terroir e de receitas ancestrais, resgatando as histórias por trás de cada ingrediente. As produções serão realizadas em Caxias do Sul e Florianópolis, cidades onde os sócios já possuem estrutura apta para acomodar os produtos durante as fases de fermentação.

As bebidas serão safradas e sempre com produções limitadas. E com o uso de ingredientes básicos da cerveja e do vinho nas criações dos fermentados.  “Assim como as cervejas receberão mosto de uva para sua fermentação, também faremos vinhos que recebem lúpulos brasileiros, por exemplo. A ideia é trabalhar ao máximo com ingredientes próximos e aproveitar do terroir que está ao nosso redor. É o que estamos chamando de terroir brasiliano”, ressalta Diego.

Outro aspecto fundamental para a Cosabella é o que seus sócios estão chamando de “terroir brasiliano”. Na visão de Diego, o conceito de terroir precisa levar em conta uma somatória de questões físico-químicas, como o clima, o solo e os microrganismos de determinada região, mas também as características culturais que fazem com que algumas técnicas de produção sejam predominantes em certa região.

No caso da Cosabella, então, o terroir é brasiliano pela mistura de características e culturas italianas com as brasileiras e o seu solo. E isso, claro, remete à colonização italiana da região Sul do país.

Tendo em vista que o terroir é muito mais do que apenas uma situação de qualidade físico-químicas, mas também todo o aspecto cultural e histórico que está intrínseco naquela área, no nosso caso, a gente colheu a questão do terroir brasileiro para estar em conjunto com a cultura italiana

Diego Simão Rzatki, sócio da Cosabella

Foi justamente essa ideia utilizada no desenvolvimento da nova marca, o que já pode ser visto na produção dos espumantes, que utilizam a variedade americana de uvas ao invés das mais tradicionais para vinhos, como a Pinot Noir.

“A Cosabella dialoga com toda a cultura italiana, que é um dos motivos a induzir a gente a decidir por certos caminhos. Quando a gente fala nos caminhos, olhamos, por exemplo, para como a população imigrante vinda da Itália fazia os seus primeiros vinhos. Vamos ver se eles usavam técnicas mais rústicas. E vamos usar técnicas mais rústicas. A gente está usando uvas de mesa, uvas americanas porque foram elas que se adaptaram ao local”, conclui.

Confira quais são os primeiros lançamentos da Cosabella:

Cervejas
Wild Italian Grape Ale – Cabernet Sauvignon
Cerveja produzida com uvas orgânicas e fermentada espontaneamente com os microrganismos encontrados nas uvas, fermentando não apenas o mosto de uva, mas o mosto cervejeiro também. A fermentação aconteceu sem controle de temperatura por 15 meses em barris de carvalho francês em Caxias do Sul.
Ingredientes: malte de cevada, trigo, aveia e mandioca, uva, lúpulo e água
Graduação alcoólica: 7,8%
IBUs: 8

 – Brett Italian Grape Ale – Trebiano & Chardonnay
Cerveja produzida em parceria com a Levtek.  Toda fermentação é feita com Brettanomyces bruxelensis de Santa Catarina, em temperaturas de Caxias do Sul, e com uva com o terroir de lá.
Ingredientes: malte de cevada, trigo, aveia, uva, lúpulo e água
Graduação alcoólica: 8,6%
IBUs: 11

Espumantes
Pét Nat Natural Orgânico – Sabel
Vinho espumante Rose natural. O vinho base é fabricado com uvas de diferentes parcelas e, depois de pronto, passa por uma infusão de cubos de madeira brasileira. Após ganhar o perfil aromático desejado, vai então para a garrafa fechada em rolha de espumante.
Ingredientes: fermentado de uva
Graduação alcoólica: 10,7%

Pét-Nat Bianco Natural Orgânico – Trebiano & Chardonnay
Vinho espumante branco natural Chardonnay. O vinho base é fabricado com uvas brancas Chardonnay e, depois de pronto, passa por uma infusão de cubos de madeira amburana. Após ganhar o perfil aromático desejado, vai então para a garrafa fechada em rolha de espumante.
Ingredientes: fermentado de uva
Graduação alcoólica: 13,2%

Projeto na Chapada dos Veadeiros coleta 80 toneladas de vidro em 6 meses

Com o objetivo de combater a poluição e evitar o descarte inadequado de vidro na Chapada dos Veadeiros, o projeto sustentável Corona Protect Paradise neste patrimônio mundial tem alcançado sucesso muito além dos objetivos traçados. Criada pela marca da Ambev em parceria com a startup Green Mining, especialista em logística reversa inteligente, e a Reciclealto, empresa de coleta seletiva local, reuso e reciclagem de resíduos sólidos, a ação começou em outubro passado e já processou mais de 80 toneladas do material. Desta forma, vem superando com folga a expectativa inicial de reciclar até mil quilos de vidro por mês.

O projeto tem duração prevista de três anos e vem causando impacto positivo nos municípios goianos de São Jorge e Alto Paraíso. Nestas cidades, foram distribuídos 80 pontos de coleta, sendo 50 deles de estabelecimentos parceiros da Corona.

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A Chapada dos Veadeiros é uma unidade de conservação brasileira, tendo um parque de extensão de 240 mil hectares, que foi ampliado em 2017 para proteger diversas espécies da fauna e da flora ameaçadas de extinção. Ele está incluído na lista de Patrimônios Culturais da Unesco, sendo administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Nesse cenário, que também é turístico, ações sustentáveis se tornam ainda mais importantes.

“O projeto gera benefícios para toda a sociedade. Ao desviar o vidro da coleta de resíduos municipal e dos aterros, geramos uma economia direta aos cofres públicos, que geralmente pagam por tonelada as empresas contratadas. A embalagem de vidro era comumente criticada por não ter seu destino correto, e o projeto veio para viabilizar a recuperação e reciclagem de qualquer embalagem de vidro. Portanto, uma solução que fecha a cadeia da economia circular através da reciclagem”, afirma, ao Guia, Rodrigo Oliveira, fundador e CEO da Green Mining.

Na iniciativa, a Reciclealto trabalha com três pessoas diretamente no dia a dia, sendo um coletor intermitente, um triador e um responsável pelo programa. Além disso, seu coordenador operacional, presidente e secretários executivo e financeiro também estão envolvidos no projeto.

“A Reciclealto, em parceria com a Corona, está executando a coleta, o acondicionamento temporário, a triagem e a destinação do vidro dos 80 pontos instalados juntos ao Protect Paradise. A partir dessa parceria com Corona e Green Mining, conseguimos incorporar à nossa operação itens que melhoraram a apresentação e a eficiência da coleta”, explica a associação, através da assessoria de imprensa.

A Prefeitura de Alto Paraíso destaca os benefícios que o projeto está proporcionando à população e aos visitantes na região da Chapada dos Veadeiros. “Reconhecida pelas belezas naturais e pelo povo acolhedor, a nossa região ainda é deficiente na coleta seletiva, o que impacta diretamente a nossa comunidade e nosso turismo. Assim, a ação liderada pela Corona com o apoio da Prefeitura, para o descarte e coleta adequados do vidro, contribui com a limpeza da nossa região e com a conscientização dos parceiros e da população, mantendo nosso paraíso”, completa.

Engajamento chama a atenção
A administração municipal local destaca como a iniciativa tem conseguido unir forças de diferentes frentes. “A Prefeitura segue alinhada com as melhores práticas para preservação do nosso ecossistema e a iniciativa da Corona corrobora com nossas ações ambientais. O projeto da Corona despertou um grande movimento e os empresários locais se mobilizaram junto à Reciclealto para que a coleta seletiva seja cada vez mais incorporada à nossa comunidade, orientando e realizando as parcerias preservando as nossas belezas naturais”, afirma, através da assessoria de imprensa.

A Prefeitura de Alto Paraíso também tem participado ativamente do projeto de reciclagem de embalagens de vidro, como ressalta Aline Gusmão, gerente regional de marketing da Ambev no Centro-Oeste, lembrando que a instalação de coletores de vidro está permitindo “não apenas estabelecimentos, mas também que toda a população faça parte do projeto”.

“Ela autorizou a colocação dos tambores de coleta de vidro nos 20 pontos de entrega voluntária do município, que antes recebiam apenas papel, metais e plásticos. Isso permitiu que qualquer cidadão ou turista tivesse um local perto para o descarte correto do vidro”, acrescenta o CEO da Green Mining.

Oliveira lembra que outros braços de atuação deste projeto da Corona já haviam promovido ações ambientais em localidades como Trancoso (BA) e Fernando de Noronha (PE). E celebra o engajamento das populações locais nas iniciativas.

“Duas coisas surpreenderam nossa equipe em relação aos diversos projetos que realizamos pelo Brasil. Primeiro: o enorme engajamento da cidade em receber os tambores e utilizá-los para o descarte adequado. Segundo: a utilização exclusiva para vidro, ou seja, o nível mais baixo que já vimos de descarte incorreto”, revela o CEO da Green Mining.

A participação dos bares, restaurantes, pousadas, assim como dos consumidores e turistas, vem sendo fundamental. Se estes não se engajassem com a causa e não separassem corretamente, não haveria o que coletar. Todo o material estaria indo para o atual lixão

Rodrigo Oliveira, fundador e CEO da Green Mining

Diante do êxito do projeto, a Reciclealto já trabalha com a perspectiva de traçar novas metas para a iniciativa, além de levá-la para outras localidades. “A partir da primeira destinação que será feita com o apoio do programa Protect Paradise, a Reciclealto terá o dado de aumento do recolhimento do material e então planejamos estabelecer nova meta. Estamos em diálogo com municípios vizinhos para expandir a coleta para essas regiões. Em dois municípios, já contamos com comunicação instrucional avançada. E, certamente, o programa Protect Paradise de Corona está incluído no avanço”, comenta.

A gerente regional de marketing da Ambev no Centro-Oeste destaca que esta nova iniciativa nesta região reforça a “conexão genuína da Corona com a natureza” – no ano passado, tornou-se a primeira marca global de bebidas considerada neutra em resíduos plásticos.

“Ao levar o Corona Protect Paradise para a Chapada dos Veadeiros entendemos com a comunidade local que o descarte e reciclagem do vidro é dos maiores desafios enfrentados no local – tanto porque é um processo mais caro e demorado quanto porque necessita de uma infraestrutura maior. Com isso, temos o impacto da diminuição desse problema na região, além de conseguirmos promover a sustentabilidade e o descarte correto do lixo”, conclui.

Em meio à guerra, Budweiser vai lançar cerveja ucraniana no Reino Unido

Em mais uma ação de apoio de uma multinacional ocidental para o povo ucraniano em virtude da invasão do país pela Rússia, a Budweiser anunciou que vai lançar no Reino Unido uma cerveja com o intuito de reverter os lucros para a caridade. Se trata da Chernigivske, da Ucrânia, que faz parte do extenso portfólio de marcas de cerveja da AB InBev.

A Chernigivske é uma das cervejas mais populares no seu país e chegará aos pubs, restaurantes e varejistas britânicos a partir do final de abril com a ajuda da Budweiser. A marca de origem norte-americana prometeu doar os lucros com as vendas das cervejas para ONGs que realizam ações humanitárias ligadas à Caritas Internacional.

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A Budweiser, inclusive, trabalha com a expectativa de arrecadar US$ 5 milhões (aproximadamente R$ 23 milhões, na cotação atual). “Estou orgulhosa de podermos lançar Chernigivske no Reino Unido para apoiar a ajuda humanitária”, afirma Anna Rudenko, diretora de marketing da Chernigivske.

Ela destacou, ainda, como um rótulo de cerveja pode contribuir para quem sofre com os efeitos do conflito na Ucrânia. “Chernigivske foi apreciada por gerações de ucranianos. Como cervejaria, podemos usar nossas interações diárias com os consumidores para levar essa cerveja ao mercado e permitir que os consumidores apoiem os esforços de ajuda humanitária”, acrescenta.

A marca tem o nome da cidade de Chernihiv, no norte da Ucrânia, onde a cerveja foi produzida pela primeira vez, em 1988, tendo sido criada para celebrar os 300 anos da localidade. Agora, também é feita nas cidades de Mykolaiv e Kharkiv. E todas elas foram duramente atingidas pelas tropas russas.

Considerada uma das principais cervejas do seu país, a Chernigivske tem presença importante no mercado ucraniano e ainda como patrocinadora, já tendo apoiado a equipe olímpica, a seleção e o campeonato nacional de futebol, além do Festival Eurovision da Canção, conhecido concurso musical na Europa.

Anteriormente, em outra frente da sua atuação no Leste Europeu, a AB InBev, solicitou à sua parceira na operação na Rússia que deixe de vender e fabricar a Budweiser. A companhia tem uma operação em conjunto com a cervejaria turca Efes na Rússia e na Ucrânia, não sendo a controlada da joint venture.

A AB InBev, que possui 1.800 funcionários na Ucrânia, está instalada em três fábricas no país. Já na Rússia, onde solicitou a paralisação da fabricação da Budweiser, são 11 fábricas e 3 maltarias.

Sem carnaval, Brasil tem queda brusca na fabricação de bebidas alcoólicas

Em meio ao cancelamento das festividades de carnaval em sua época habitual, devido ao alastramento da variante Ômicron do coronavírus, o Brasil amargou uma queda expressiva, de 16,7%, na fabricação de bebidas alcoólicas em fevereiro na comparação com o mesmo mês do ano passado. O índice foi confirmado pelo IBGE em sua Pesquisa Industrial Mensal.

Com isso, essa categoria da economia manteve a tendência de baixa, pois em janeiro havia amargado retração de 13,9% na confrontação com os números contabilizados nos primeiros 31 dias de 2021 no país.

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O IBGE também confirmou que há retração de 15,3% no primeiro bimestre deste ano e de 3,2% nos últimos 12 meses na produção de alcoólicas. Mas, paralelamente a esta redução expressiva, a fabricação de bebidas sem álcool registrou aumento de 14,1% em fevereiro, de 4,4% nos 2 primeiros meses de 2022 e de 3% nos 12 meses imediatamente anteriores a fevereiro passado.

Já a fabricação de bebidas de forma geral, levando em conta a soma das alcoólicas e não alcoólicas, teve confirmada pelo instituto de pesquisa queda de 3,5% em fevereiro na comparação com o mesmo período de 2021. Além disso, caiu 6,7% no acumulado no ano e diminuiu 0,4% nos últimos 12 meses.

Indústria tem crescimento de 0,7%
O balanço divulgado pelo IBGE também revelou que em fevereiro a indústria nacional como um todo cresceu 0,7% em relação a janeiro, na série com ajuste sazonal, eliminado parte da queda de 2,2% que havia sido registrada no mês anterior. Porém, no comparativo com o desempenho atingido em fevereiro de 2021, houve recuo de 4,3% na produção brasileira.

Já no acumulado deste ano, a indústria contabiliza redução de 5,8%, com elevação de 2,8% nos últimos 12 meses. Com estes números, o país também tem um desempenho que é 18,9% pior do que o seu nível recorde de produtividade, alcançado em maio de 2011.

O IBGE ainda enfatiza que o setor industrial fechou o mês de fevereiro com um índice geral que “permanece 2,6% abaixo do patamar que possuía antes do início da pandemia” do coronavírus, cujo começo foi declarado pela Organização Mundial de Saúde em março de 2020.

Produtos alimentícios ajudam a impulsionar evolução modesta
O tímido crescimento de 0,7% que a indústria nacional registrou no segundo mês do ano teve a fabricação de produtos alimentícios como um dos dois principais responsáveis por esta evolução entre os itens pesquisados pelo IBGE, que coletou dados de quatro grandes categorias econômicas de 26 ramos diferentes.

Este setor contabilizou uma produção 2,4% maior no comparativo entre fevereiro e janeiro deste ano, subiu 3,4% em relação ao mesmo mês de 2021 e aumentou 1,7% no acumulado do ano. Foi o quarto mês seguido de avanço da fabricação de alimentícios. O fato representa uma importante reação de um item essencial da economia brasileira, que, ainda assim, no acumulado dos últimos 12 meses agora acumula retração de 7,3%.

O único setor que apresentou maior evolução do que o da fabricação de alimentícios no comparativo entre fevereiro e janeiro deste ano foi o das indústrias extrativas, que cresceu a sua produção em 5,3%.

“O setor extrativo teve uma queda importante em janeiro (-5,1%), por conta do maior volume de chuvas em Minas Gerais, naquele mês, o que prejudicou a extração do minério de ferro. Com a normalização das chuvas, houve uma regularização da produção. Já o setor alimentos teve seu quarto mês positivo de crescimento, acumulando no período ganho de 14,0%. Em fevereiro, os destaques foram a produção de açúcar e carnes e aves, dois grupamentos importantes dentro do setor de alimentos”, ressalta o gerente da pesquisa do IBGE, André Macedo.

Heineken estende projeto de acesso à energia renovável às residências no Brasil

O projeto da Heineken para facilitar o acesso à energia renovável no Brasil foi estendido. Após direcioná-lo para bares e restaurantes em 2021, a cervejaria agora oferece a possibilidade de adesão de residências à iniciativa. Assim, as pessoas também podem participar do projeto, de forma gratuita.

Para ingressar na iniciativa da Heineken, é preciso se cadastrar no site do projeto, o Green Your City. Além disso, para ter acesso ao benefício, o usuário precisa comprovar que tem o valor médio mensal de no mínimo R$ 200 na conta de energia. Após a adesão, o prazo estipulado para a conversão e fornecimento de energia verde é de até 120 dias.

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O projeto da Heineken é realizado em parceria com geradores regionais de energia renovável. Neste momento, está disponível para moradores dos estados de Minas Gerais, Goiás, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, do Distrito Federal e das localidades de São Paulo que estejam vinculadas à CPFL Paulista.

Nos demais estados, segundo a Heineken, a previsão é de que o serviço esteja disponível entre o segundo semestre de 2022 e a primeira metade de 2023. Até lá, a marca sugere que os moradores dessas regiões realizem um pré-cadastro no site com a intenção de acompanhar a chegada da iniciativa a suas cidades.

O projeto, além do intuito de conscientizar a população, também beneficia os participantes com descontos em suas contas de energia, que podem chegar a até 20%. E no site da iniciativa, é possível realizar simulações de quanto se pode economizar.

Em 2021, o projeto iniciou-se com o atendimento a bares e restaurantes parceiros da marca, sendo incluído na plataforma de sustentabilidade da marca. Nesse caso, a meta da Heineken é alcançar 50% dos pontos de vendas em 19 capitais até 2030.

“A geração distribuída já é uma realidade na Europa e Estados Unidos, onde os consumidores têm a opção de escolher formas sustentáveis de abastecimento de energia. Aqui no Brasil, o formato está se consolidando e por isso estamos felizes por conseguir, junto a parceiros, atuar ativamente como facilitadora desse movimento pioneiro”, afirma Gabriel D’Angelo Braz, diretor de marketing da marca Heineken no Brasil.

O projeto também faz parte de um grupo maior de ações de sustentabilidade da Heineken. Em dezembro de 2020, a marca havia anunciado a produção e envase das suas cervejas com energia 100% verde nas unidades de Alagoinhas (BA), Araraquara (SP) e Ponta Grossa (PR). Além disso, assegurou que o mesmo ocorrerá até 2023 na planta de Jacareí (SP).

“A marca Heineken terá papel fundamental dentro do Grupo Heineken no Brasil para alavancar metas da companhia, como a neutralização das emissões de carbono em toda a sua cadeia de valor até 2040. Acreditamos que este projeto pode estimular atitudes individuais que colaborem para a transformação das cidades em cidades mais sustentáveis, por meio de apresentação de soluções, novas possibilidades e novas perspectivas”, afirma Ornella Vilardo, gerente de sustentabilidade do Grupo Heineken no Brasil.

Ação da Ambev valoriza pelo 2º mês seguido, mas fecha trimestre com leve baixa

Em um mês marcado pela oscilação na cotação da ação da Ambev na B3, a bolsa de valores brasileira, o papel fechou março cotado a R$ 15,40, o que representou valorização de 1,32% em relação ao fim de fevereiro. A alta, porém, não foi suficiente para a recuperação plena do ativo, que ainda registra queda, mesmo que diminuta, de 0,13%, em 2022.

O cenário chegou a ser pior ao longo de março, com a ação da Ambev tendo terminado a sessão do dia 11 valendo R$ 13,18. Desde então, iniciou uma recuperação, voltando para a casa dos R$ 15 no fim do mês, na última quarta-feira (29).

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A valorização, mesmo que em ritmo mais lento da ação da Ambev em março, se inseriu no contexto do primeiro mês completo do conflito na Ucrânia, com os seus desdobramentos iniciais já sendo sentidos tanto nas bolsas de valores ao longo do mundo quanto na economia real.

O conflito tem se refletido em alta nos preços das commodities, como petróleo, gás natural, milho e trigo, além da expectativa de inflação global. Por outro lado, com a saída de investidores do mercado russo, houve, em março, forte fluxo de entrada de estrangeiros na B3.

Isso explica a valorização do Ibovespa, o principal índice da bolsa brasileira, em março. Ele terminou o mês em 119.999,23 pontos, uma alta de 6,06% em um mês. Além disso, acumulou elevação de 14,48% no primeiro trimestre de 2022. E isso após um ano em que havia recuado 12%.

Nesse cenário, a ação da Ambev foi uma das 72 do Ibovespa a valorizar em março. O principal destaque foi a CVC, com alta de 32,99%. A flexibilização das medidas protetivas contra o coronavírus e a desvalorização do dólar parecem, assim, ter pesado bem mais para o investidor do que possíveis efeitos da alta dos combustíveis para a companhia. O Top 5 de valorizações também conta com Cogna Educação (25,2%), Qualicorp (24,7%), 3R Petroleum (23,5%) e JHSF Participações (22,4%).

Por outro lado, 19 ações do Ibovespa desvalorizaram em março, com o destaque negativo sendo a Embraer, com perda de 15%, com a divulgação do balanço do quarto trimestre de 2021 tendo impacto na avaliação de especialistas, assim como o preço dos combustíveis. PetroRio (-7,78%), Braskem (-7,19%), Fleury (-6,95%) e Azul (-5,42%) completam a relação das maiores baixas no mês.

Fora do Brasil
No mercado externo, chamou a atenção a expressiva valorização do papel da Ambev na Bolsa de Nova York, tendo fechado março valendo US$ 3,23. Isso representou uma alta de 10,24% no mês. Além disso, há salto de 15,36% no primeiro trimestre de 2022.

Na Europa, por sua vez, os dois principais grupos cervejeiros do mundo viram suas ações desvalorizarem em março. O papel da AB InBev terminou o pregão da última quinta-feira cotado a 54,26 euros, com queda de 1,6% em março. Já o ativo da Heineken fechou o mês com preço de 86,58 euros, caindo 3,89%. Na última terça-feira, quando a multinacional holandesa anunciou a saída da Rússia, a ação valorizou 1,97%. Mas o ritmo não se manteve nos dias seguintes.

Balcão Beersenses: A triste sina da cerveja nas guerras

Rodrigo Sena Beersenses

Balcão Beersenses: A triste sina da cerveja nas guerras

Esse é um artigo que escrevo com tristeza. Cerveja é antônimo de violência. Cerveja significa confraternização, alimento, felicidade, paz e amor. Nada a ver com guerra e mortes. Mas, infelizmente, ao longo da história, a cerveja esteve presente em momentos tristes, de guerras, ódio e violência. Um dos motivos é que o grande continente cervejeiro do mundo, a Europa, sempre viveu conflitos por poder e dinheiro. E sempre que tem uma guerra em algum canto da Europa, tem cerveja ali.

Conta a história que, no início do século XVII, a região central da Europa era uma bagunça, para variar. Diversos reinos e ducados separados brigavam entre si com interesses diferentes, o que fez eclodir um conflito que ficou conhecido como a Guerra dos Trinta Anos, onde diversas nações lutaram por três motivos básicos: religião, território e comércio.

Uma das regiões que estava metida nessa briga era o Ducado da Baviera, que em 1632 estava praticamente dominado pela Suécia quando Munique foi invadida. Desnecessário falar sobre a importância da cerveja para a Baviera, né? Exatamente por essa importância toda, os moradores de Munique conseguiram um acordo com os invasores suecos: trocaram mil baldes de cerveja Hofbräu – que era a cerveja oficial do ducado – pela garantia de que a cidade não seria destruída. A cerveja salvou Munique da destruição. Dois anos depois, a Suécia fez um acordo e desocupou a Baviera. Nesta intersecção entre cerveja e guerra na Baviera, o final foi feliz.

As duas grandes guerras do início do século XX também produziram histórias envolvendo cerveja. Algumas ficaram muito famosas, como a história de criatividade dos ingleses que enchiam tanques de cerveja e penduravam no lugar de bombas nos aviões Spitfire para levar a bebida até as tropas na França.

Outra história ficou famosa e transformou seu protagonista em lenda. Teria acontecido em 1944, bem perto do final da Segunda Guerra Mundial, durante uma luta sangrenta que ficou conhecida como a Batalha do Bulge na cidade de Bastogne, na Bélgica.

Durante a batalha, um jovem paraquedista do exército norte-americano, chamado Vincent Speranza, encontrou um barril de cerveja intacto nas ruínas de um pub e encheu seu capacete da bebida para levar a soldados feridos que estavam em um posto médico improvisado em uma igreja ao lado do pub.

Recentemente, fiquei extremamente chocado quando vi notícias de que uma cervejaria na Ucrânia havia abandonado a fabricação de cervejas para produzir coquetéis molotov. Na minha ignorância, confesso que achava que não iríamos mais viver uma guerra dessas na Europa, que mexe com o mundo todo. Eu era daqueles que acreditava mesmo que a humanidade havia evoluído e que a briga por poder e dinheiro tinha atingido outros patamares, usando outras armas, como ataques cibernéticos, por exemplo. Mas eu estava errado.

O fato de uma cervejaria produzir bombas me abalou tanto que fui pesquisar mais informações e descobri que se tratava da cervejaria Pravda, que fica em Lviv, cidade no oeste da Ucrânia, distante cerca de 80 quilômetros da fronteira com a Polônia.

Descobri ainda que a Pravda havia lançado em 2017 uma cerveja chamada “Putin Huilo” – nome que significa um xingamento bem feio contra o líder russo e é melhor não traduzir do ucraniano. A cerveja ficou famosa, pois além do escancarado xingamento a Putin, era uma Strong Golden Ale muito bem feita e que, inclusive, ganhou medalhas em concursos internacionais.

Claro, após encontrar todas essas informações via Google, entrei no Instagram para achar a cervejaria. E, bingo: eles possuíam dois perfis. Um deles tem mais assuntos relacionados à produção das cervejas. E o outro é o perfil principal, o que divulga as cervejas e a marca em si.

A minha comoção com o assunto foi tanta que fiz um post no meu perfil do Instagram, usando um vídeo da Agência Reuters, e marquei a cervejaria. Qual não foi minha surpresa quando vi que o pessoal da Pravda curtiu minha publicação e ainda trocou uma ideia comigo via direct message, que foi o suficiente para perceber o forte sentimento de resistência deles contra a invasão russa. E serviu também para que eu mandasse diretamente uma mensagem de apoio e solidariedade a eles.

No dia seguinte, fui surpreendido com mais uma notícia da guerra envolvendo uma cervejaria. Dessa vez, uma nota muito triste noticiando a morte de uma pessoa causada pelo bombardeio da cervejaria Lisichansk, na cidade de Luhansk.

Triste em ver acontecer essas histórias de novo, em perceber que nunca iremos evoluir como seres humanos. Essas grandes guerras um dia serão nosso fim. E nem mesmo a cerveja irá nos salvar.


Rodrigo Sena é jornalista, sommelier certificado em tecnologia cervejeira com especialização em harmonizações e responsável pelo canal Beersenses.

Menu Degustação: Catharina Sour da Black Princess, vacinação na Bodebrown…

A semana veio cheia de opções para os cervejeiros de todo o país, incluindo novidades das mais variadas marcas, como a Bodebrown, que vai aproveitar mais uma edição do seu Growler Day para a vacinação de pessoas contra o coronavírus e a influenza. Por sua vez, a Black Princess, do Grupo Petrópolis, investiu no lançamento da sua primeira Catharina Sour.

Em outra iniciativa, a Hooegarden preparou, no Parque do Ibirapuera, um jardim composto por ingredientes de cerveja, enquanto a Goose Island prepara o lançamento de uma Barley Wine em um evento com hambúrguer da carne Wagyu. Já a Rota Cervejeira RJ elegeu a sua nova diretoria.

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Confira essas e outras novidades do setor no Menu Degustação do Guia:

Catharina Sour da Black Princess
A Black Princess lançou a Aryna Sour, a primeira cerveja no estilo Catharina Sour da marca. O rótulo é feito com junção entre açaí e cereja, traz a cor rosé, possui 4,5% de graduação alcoólica e 12 IBUs de amargor. A marca diz que a ideia do nome foi fazer uma releitura de “Catarina” na língua Tupi. A Catharina Sour da Black Princess tem venda exclusiva no e-commerce Bom de Beer, em long neck de 355ml, sendo sazonal.

Hamburgada da Goose
A brewhouse da Goose Island realiza na próxima quarta-feira uma hamburgada especial com o chef Thiago Gil, do Koburger de Pinheiros, e lançamento de uma Barley Wine, além de apresentação da banda Caramelo Dogs. No cardápio, dois lanches feitos com a considerada melhor carne do mundo, o Wagyu. A novidade será a Goose Gang, criada pela mestre-cervejeira Marina Pascholati.

Jardim de ingredientes de cerveja
A Hoegaarden resolveu dar vida a um jardim com os ingredientes da cerveja. Neste sábado e domingo, o público poderá conhecer o Gaarden Code, fazendo uma imersão nos sabores naturais da cerveja no meio do Parque do Ibirapuera. Trata-se de um jardim escaneável, o Gaarden Code, desenvolvido pela Media.Monks.

Spaten no automobilismo
A Porsche Cup C6 Bank Mastercard abre sua 18ª temporada neste fim de semana no Autódromo de Goiânia, tendo a Spaten como cerveja oficial em 2022. O calendário terá nove etapas, com seis reuniões de sprint e três de endurance. “Essa parceria une duas experts no que fazem: Porsche no mundo dos carros e Spaten no da cerveja. Por isso, estamos muito felizes em ser a marca que estará ao lado dos fãs a cada etapa”, diz Joice Carvalho, chefe de marketing de Spaten no Brasil.

Nova campanha da Bohemia
A Bohemia lançou uma nova campanha, chamada “A temperada com uma pitada extra de lúpulos”. E a ação de marketing afirma que o lúpulo é o grande responsável por despertar sabores únicos e memórias especiais em quem consome a sua cerveja. A primeira fase da campanha teve início em março, com Juliette, porta-voz de cultura e tradição de Bohemia, perguntando aos consumidores nas redes sociais sobre o que eles sentem ao tomarem uma Bohemia gelada. Agora, o filme publicitário mostra as diferentes manifestações e o paralelo dos ingredientes.

Ambev arrecada alimentos não perecíveis…
A Ambev realizará a 2ª edição do Sempre Juntos Day, agora em Jaguariúna (SP). A expectativa é de arrecadar mais de sete toneladas de alimentos não perecíveis neste sábado, das 9h às 14h, na Estação Maria Fumaça. As doações serão enviadas à Cufa Campinas, que destinará os alimentos a instituições de Jaguariúna. O Sempre Juntos Day será realizado para os moradores da cidade maiores de 18 anos, com a troca de de cerveja pelos alimentos. Para participar da campanha, os consumidores devem levar um quilo de alimento não perecível para cada cerveja que desejam trocar, sendo limitado ao máximo de quatro garrafas por pessoa.

…convida para zerar carbono…
Para zerar as emissões líquidas de carbono próprias e de terceiros até 2040, a Ambev resolveu incentivar e ajudar os fornecedores a cumprirem essa ambição, formando uma aliança: o Compromisso pela Ação Climática. Atualmente, 160 parceiros assinaram o acordo, incluindo 16 dos maiores fornecedores da Ambev, que representam juntos 50% dos fornecedores, como Cooperativa Agraria, Valgroup, Vivo, Tereos, WestRock, Concordia Logística, Ingredion e Ecolab. Para aderir ao movimento, as empresas parceiras podem encontrar mais informações no site da companhia.

…e faz processo seletivo no metaverso
A Ambev está com inscrições abertas até segunda-feira para os programas de Estágio e Representa – voltado exclusivamente para pessoas pretas. E parte do processo vai acontecer no ambiente metaverso. O processo seletivo é dividido em quatro etapas: inscrição, teste, vídeo e challenge. Nesta última, os candidatos são direcionados para o Ambev Expo, plataforma onde eles participam de dinâmicas e interagem entre si e com os membros da companhia. No metaverso Ambev, os candidatos podem criar o seu próprio avatar com mais de 20 milhões de possibilidades de customização com diferentes tipos de cabelo, roupa, acessórios e tons de pele.

Nova diretoria da Rota Cervejeira RJ
Depois de dois anos com reuniões online, os integrantes da Rota Cervejeira RJ promoveram o primeiro encontro presencial do ano. Na pauta da reunião, a eleição da nova diretoria da associação cervejeira para o biênio e o planejamento de ações para 2022.  Foram eleitos: Gabriel Thuler (da Cervejaria Alpendorf), para a presidência; Gilmar Carvalho (Cervejaria Bohemia), vice-presidência executiva; Luciano Machado (Grupo Petrópolis), vice-presidência corporativa; Maurício Almeida (Cervejaria Rota Imperial), gerência de marketing/comercial; e Pedro Paiva (Cervejaria Mad Brew), gerência de operações e eventos.

Coisa de Mulher
O primeiro curso sobre cerveja feito por mulheres e exclusivo para mulheres da Serra do Rio de Janeiro, o Coisa de Mulher, antes previsto para fevereiro e adiado por conta da tragédia provocada pelas chuvas em Petrópolis, aconteceu esta semana na Cidade Imperial. O curso foi uma iniciativa da Agência Maip e da cervejaria Sampler, acontecendo em espaço cedido pela Bohemia. Foram cinco dias de palestras, network e muita cerveja, com conteúdo sobre história da cerveja e escolas cervejeiras, atendimento, elementos e estilos, marketing cervejeiro, produção cervejeira, e empreendedorismo e turismo cervejeiro.

Jogo da Hocus Pocus
A Hocus Pocus realiza, a partir da próxima quarta-feira, a 2ª edição da Easter Egg Hunt. A ideia da marca é que o público procure e encontre, no seu site, nas mídias sociais e em bares, mensagens e símbolos escondidos. Quem achar, será premiado pela cervejaria.

Vacinação em evento da Bodebrown
O Growler Day da Bodebrown neste sábado terá a edição especial “Para sua proteção”, que contará com um posto de vacinação para imunizar pessoas com mais de 80 anos contra a Covid-19 e a influenza. A vacinação, realizada pela Bodebrown em parceria com a Secretaria de Saúde de Curitiba, faz parte do programa Imuniza Já Curitiba. Além da vacinação, o evento terá apresentação da Elvis Presley Jam Session Band, com o cantor Nick Araújo, tocando das 13h às 15h no evento da Bodebrown. Já o grupo Queen Immortal faz um show cover da banda de Freddie Mercury, das 15h30 às 17h30. A venda de growlers PET de dois litros terá cinco opções ao preço de R$ 55 cada e inclui uma caneca plástica com tirante. Serão oito alternativas de chopes em caneca. Cada opção custa R$ 20 e inclui a caneca grátis.

Kiss cover na Madalena
A banda cover Destroyer Kiss, reconhecida oficialmente como a única banda tributo atuante na América do Sul, se apresenta neste domingo na Madalena. O evento tem início às 13h, com show a partir das 16h, em ambiente coberto, pet friendly e com espaço kids para acomodar melhor as famílias com crianças, com valet para facilitar o acesso. Além disso, para deixar a festa ainda mais animada, um profissional de maquiagem artística estará na Madalena caracterizando os clientes como os integrantes da banda original.

Credenciamento para o BCB São Paulo
Os profissionais da indústria de bebidas que têm interesse em participar do BCB São Paulo já podem realizar o credenciamento de acesso para o evento, que acontecerá em 21 e 22 de junho, no Expo Barra Funda. O evento promete reunir os principais profissionais de coquetelaria e marcas de destilados premium para tratar de tendências, lançamentos, inovação, promoção de fornecedores e produtos ligados ao universo dos drinques.

Brasil Beer Cup e Beer Summit ganham reforço de festival e serão em outubro

A organização do Brasil Beer Cup e do Beer Summit anunciaram as datas de realização dos eventos em 2022 com uma ampliação das atividades e atrações. Além da competição e do congresso cervejeiros, também será realizado um festival aberto ao público no fim de outubro, em Florianópolis.

O regulamento e a abertura das inscrições para os eventos estão previstos para maio. Em outubro, o julgamento do Brasil Beer Cup se dará entre os dias 23 e 26, com a cerimônia de premiação prevista para o dia 27. Depois, nos dias 28 e 29, vão ocorrer o Beer Summit, assim como um festival de cerveja aberto ao público.

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A realização dos eventos de modo presencial e com a presença do público serão, aliás, diferenciais em relação às edições anteriores, quando foram adotadas restrições, com algumas atividades acontecendo de modo online, em função da pandemia do coronavírus.

Assim como aconteceu em 2021, o Brasil Beer Cup contará com competições para cervejarias comerciais em 2022, mas também para cervejeiros caseiros, que poderão inscrever criações do estilo Catharina Sour.

Toda a avaliação e julgamento do concurso será realizado de forma online via aplicativo Beer Sensor, ferramenta que visa trazer mais credibilidade e agilidade na condução do concurso, como destaca Amanda Reitenbach, fundadora do Science of Beer.

“Incorporar esse diferencial tecnológico para o julgamento, foi inspirado nas melhores práticas dos concursos mundo afora, em prol da execução um concurso confiável, sério e comprometido com o mercado cervejeiro”, diz Amanda, também idealizadora do Beer Sensory ao lado de outros pesquisadores e liderança à frente do concurso, que se autoproclama como o único do mundo a ter um comando feminino.

O Beer Summit, por sua vez, abordará cinco trilhas: diversidade, equidade e inclusão; negócios, marketing e empreendedorismo; sommelieria, estilos, serviço e harmonização; matérias primas, processos e inovação; tecnologia e ciência cervejeira.

Estilo polonês Grodziskie “renasce”, mas características desafiam popularização

O estilo polonês Grodziskie, criado há mais de 700 anos e cuja produção foi retomada há cerca de uma década, após a sua fabricação ser inviabilizada em decorrência da Segunda Guerra Mundial, tem, aos poucos, chamado a atenção de cervejeiros brasileiros, com algumas marcas o fabricando e uma delas até tendo a excelência de sua produção reconhecida.  

Foi o caso da Cerveja Blumenau, que teve a Craftlab Grodziskie eleita a melhor bebida entre os 3.636 rótulos inscritos no último Concurso Brasileiro de Cervejas. Um resultado que mostra que a cerveja caiu no gosto dos críticos, embora especialistas ouvidos pelo Guia apontem ser improvável a sua popularização.

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Afinal, a forma como a Grodziskie é produzida, com malte de trigo defumado, uma matéria-prima escassa no país, e mesmo o seu sabor peculiar, proporcionado pela malteação, são vistos como obstáculos importantes para que conquiste mais espaço no mercado de artesanais.

Esses fatores foram lembrados por Luís Celso Jr., sommelier de cervejas e fundador do Bar do Celso, que deu consultoria para o projeto de fabricação de uma das primeiras Grodziskies produzidas no Brasil, com receita de Evandro Zanini – esse rótulo foi lançado pela cervejaria Suméria, em parceria com a Lund, e faturou a medalha de ouro no CBC em 2016 e a de prata em 2017.

“O Grodziskie é um estilo com 100% de malte de trigo. Não utiliza malte de cevada e esse malte de trigo é defumado em carvalho. Como o processo é só com trigo, a gente acaba tendo uma cerveja bastante leve e pouco alcoólica. Ela tem em torno de 3% de álcool e uma turbidez aparente por conta da proteína do trigo. É uma cerveja de leve toque frutado, normalmente com frutas brancas, como pera e uvas verdes, e que não tem a ver com a cerveja de trigo alemã, que é com muita banana e cravo”, explica Luís Celso Jr. em entrevista ao Guia.

“É normalmente bastante carbonatada, com bastante gás, que torna ela uma opção bastante refrescante. Na boca é, normalmente, levemente ácida, de baixo amargor e seca. Ela não tem dulçor, é uma cerveja mais delicada”, completa o especialista.

Por algumas das características de sua receita, a Grodziskie também é popularmente chamada de “champanhe polonês” em seu país.  “É assim por conta dessa alta carbonatação, apesar de ser uma cerveja leve e não tão alcoólica como um espumante, mas que é refrescante”, explica.

Desafio para produção em larga escala
Mas existe a avaliação de que os custos envolvidos na produção da Grodziskie inviabilizam a sua popularização no Brasil, pela necessidade de importação do malte de trigo defumado. “É uma cerveja que não está no hype. É uma alternativa, quem faz, faz mais por gosto do que realmente para ter lucro. Não é um estilo que será popular no Brasil em pouco tempo. É um estilo mais de laboratório, de pesquisa, assim como todos os estilos históricos”, opina Celso.

Recentemente, durante o próprio CBC, a Das Bier realizou uma brassagem da Grodziskie, aproveitando a passagem de especialistas poloneses por Santa Catarina. Mas o seu mestre-cervejeiro, Eduardo Rausch, também apontou os desafios da produção comercial de uma cerveja desse estilo.

“Dificulta pelo fator técnico da produção, que exige equipamentos e métodos específicos, e pela obtenção dos insumos, principalmente o malte de trigo defumado, cuja disponibilidade no Brasil não é muito constante. Percebemos, por isso, uma prática de releitura do estilo, com as adaptações necessárias ao que está ao alcance de quem está produzindo sem, claro, perder a essência da Grodziskie”, diz Rausch.

Gosto popular x concursos
Embora uma Grodziskie tenha triunfado em meio à concorrência em um renomado concurso, Celso aponta outro desafio para o estilo se popularizar: o sabor defumado não é aprovado pela maior parte dos consumidores.

“Acho que esse estilo não se tornará popular. Pode chamar a atenção pela curiosidade, mas o defumado ainda é um sabor difícil para a maioria das pessoas, e gera uma certa rejeição. Foi o que a gente sentiu muito com a Grodziskie que a gente fez com a Suméria. Eles tiveram bastante dificuldade em vender essa cerveja”, recorda.

Mas em um concurso pode ser diferente. Um estilo de cerveja “inusitado” pode até colaborar para o êxito perante jurados, como se deu com a Grodziskie da Blumenau. “É diferente você beber uma cerveja defumada que é leve, com aromas delicados, refrescante, e quase espumante, tendo a sua efervescência de carbonatação e com esse tom defumado, que é bastante mais neutro. Essa coisa inusitada provavelmente ajudou essa cerveja a ser notada. E tem vários meandros dentro de um julgamento que vão ser levados em consideração”, analisa Celso.

A Best of Show do CBC e o ouro no seu estilo não foram as primeiras medalhas conquistadas pela Blumenau com a sua Grodziskie. Em 2021, o rótulo havia levado a prata no próprio Concurso Brasileiro e no Brasil Beer Cup. A consagração, assim, foi vista como especial por vir após a avaliação de jurados do país de origem do estilo, presentes ao concurso, como lembra o mestre-cervejeiro Marcos Guerra.

“Foi muito legal, pois além de ser uma cerveja histórica, quase não produzida no Brasil, havia 3 jurados poloneses no corpo de avaliação. E, devido a experiência deles, o nível de julgamento foi muito alto”, comenta.

Celso, porém, reconhece que o triunfo no CBC serve como uma motivação para outras cervejarias produzirem rótulos desse estilo. “Pode estimular algumas pessoas a descobrirem o estilo e a fazerem pela curiosidade, pela experiência com um estilo histórico. Acho que vai popularizar um pouco mais esse estilo no Brasil, mas não será uma grande aposta de mercado por conta das dificuldades mesmo de aroma, de sabor, e pelas dificuldades de matéria-prima (no processo de produção)”, prevê.

Essa maior busca das cervejarias pela Grodziskie também tem sido percebida pela Blumenau. “Após quase 2 anos que a Cerveja Blumenau produz esse estilo, notamos uma movimentação do mercado na produção da Grodziskie”, afirma Guerra.

Resgate do estilo
Em função da Segunda Guerra Mundial, a produção das Grodziskies precisou ser interrompida na Polônia, cujo governo desencorajou a fabricação de comidas e bebidas especiais para contenção de gastos durante o conflito, fato que também provocou o fechamento de cervejarias naquele país.

E isso ocorreu também em outros países, o que acabou abrindo espaço para o crescimento de estilos de cervejas que se tornaram populares e para o desaparecimento de outros mais sofisticados, como é o caso do Grodziskie. Mas ele renasceu recentemente.

“É um estilo que, como vários outros estilos históricos, se perdeu no tempo, foi esquecido. Tem vários motivos para isso e um é o avanço das Lagers alemã e checa. O início da Bohemian Pilsner foi em 1842 com a cerveja dourada, brilhante, um novo padrão que fez sucesso no mundo inteiro. E todos queriam cervejas mais ou menos daquele jeito”, diz.

Celso também tem enxergado o ressurgimento de estilos cervejeiros históricos no mercado global. “A gente está vendo, a partir dos anos 1970, principalmente nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Europa, esse renascimento da cerveja artesanal. É um resgate de processos históricos, receitas e estilos, o que chamamos de renascimento da cerveja artesanal. E a Grodziskie também passou por isso. Ela é esquecida, principalmente a partir da Segunda Guerra Mundial. Deixa de ser feita, inclusive, regionalmente, a partir da queda do Muro de Berlim, e é resgatada por volta de 2010. E justamente quando a Polônia entra de uma forma mais forte, assim como o Brasil, no renascimento da cerveja artesanal”, encerra o sommelier.