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César Maluco e Marcos esquentam cena cervejeira ao redor do estádio do Palmeiras

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Se a venda de cerveja com álcool não é permitida dentro dos estádios paulistanos, o torcedor do Palmeiras tem ótimos motivos para brindar a grande fase da equipe e seus ídolos nas proximidades da “casa” do clube. Afinal, se o time buscará dar um passo importante nesta quarta-feira para faturar o tricampeonato consecutivo da Libertadores ao tentar eliminar o Atlético-MG, pelas quartas de final, no Allianz Parque, também será possível consumir cervejas alusivas a grandes nomes da história palmeirense nos arredores da arena.

Há décadas, as ruas no entorno do antigo Palestra Itália são ambientadas como redutos palmeirenses, seja pela pintura das residências, pelos bares alusivos ao clube ou pela presença maciça das torcidas organizadas. E o espaço urbano ganhou mais recentemente as companhias dos ídolos César Maluco e Marcos, que compartilham outra paixão, além do Palmeiras, enquanto ex-jogadores e agora empresários: a cerveja.

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Os dois jogadores estão com novos espaços que vendem cerveja artesanal próximos ao Allianz Parque. O de César Maluco, onde ele próprio aparece com frequência para dar autógrafos e tirar fotos, fica na rua Caraíbas, 75. E o de Marcos, ampliando a sua parceria com a cervejaria Walfänger, está na rua Diana, 94.

Segundo maior artilheiro da história do Palmeiras, com 182 gols em 327 jogos disputados entre 1967 e 1974, César Maluco abriu um espaço que fica a menos de 100 metros da arena palmeirense, onde vende o próprio chope, um Pilsen. E o ex-atacante de 76 anos diz preparar para os próximos meses, em conjunto com os sócios Fabio Caldeira e Mario Colombo, o lançamento de sua marca de cerveja, que terá seu nome e o slogan “O sabor do gol”.

“Por enquanto, demos um pontapé inicial só com o chope e estamos abrindo uma ‘portinha’ (o bar) para ver como estará andando. E está gostoso. O pessoal vem do interior ver o jogo do Palmeiras e passa lá para tomar um chopinho. O lançamento da minha cerveja deverá ser entre o final de setembro e o início de outubro”, revela o ex-jogador, que pelo Palmeiras foi cinco vezes campeão nacional e duas estadual, em entrevista ao Guia.

No bar, César recebe palmeirenses, confraterniza e é valorizado como o ídolo histórico do clube que é. “Hoje eu sou torcedor. Não sou mais jogador. Então, eu fico no meio da galera, torcendo com a turma. Às vezes há um tumulto e o pessoal quer tirar foto comigo, perguntar alguma coisa… Na minha infância eu era torcedor e até chorava pelo meu ídolo, que era o Dida. Já estou acostumado com esse negócio de torcida”, lembra o ídolo, para depois acrescentar.

A torcida é o meu presidente, é o meu patrão, quem me deu tudo. Eu valorizo muito um abraço de um torcedor, um beijo de uma torcedora

César Maluco, ídolo do Palmeiras

César também está confiante de que poderá replicar o sucesso obtido nos gramados com a sua nova cerveja, desvinculando-a, inclusive, da continuidade do êxito esportivo do Palmeiras dentro de campo ao longo do segundo semestre.

“Será uma Pilsen, assim como é o meu chope. Nós ainda vamos fazer uma análise sobre o preço, mas eu procuro colocar o melhor possível, e o meu chope já tem um preço especial. Nunca faço coisa errada, só faço coisa para vencer. Então (o sucesso), não depende do Palmeiras. É evidente que os torcedores vão ficar ali, na porta da do meu espaço, tomando o meu chope e a minha cerveja”, completa o ex-atacante.

Parceria entre São Marcos e Walfänger
Quando a cerveja prometida por César Maluco for lançada, ele se unirá ao ex-goleiro Marcos, que já tem um rótulo próprio desde outubro de 2017. Naquele ano, o produto foi apresentado ao público por meio de um clube de assinatura, tendo vendido mais de mil kits apenas nas primeiras 24 horas e faturado mais de R$ 3 milhões na semana inicial de comercialização, segundo os seus responsáveis.

A Cerveja 12, uma referência ao número que ele vestia quando defendia a camisa alviverde, é produzida pela Walfänger, de Ribeirão Preto (SP), que também possui um espaço vizinho ao Allianz Parque, onde exibe referências ao ídolo e vem ajudando a agitar a cena palmeirense próxima ao estádio.

Lá, a bebida é vendida em duas versões: uma Premium Pilsen e outra Session IPA, respectivamente chamadas de Penta Malte e Penta Lúpulo, nomes inspirados na conquista do quinto título mundial do Brasil, em 2002, quando Marcos se sagrou campeão como titular do gol da seleção.

Hoje a aceitação está muito grande. Abrimos um ponto de distribuição da Walfänger ao lado do Allianz, onde tem o espaço da Cerveja 12. Está a 70 metros do Allianz, na rua Diana, 94, e isso nos ajudou muito a alavancá-lo e que as pessoas conhecessem a cerveja no pós-jogo e no ‘esquenta’ para o jogo”, aponta Caio Balieiro, sócio-diretor da Walfänger. “Tem um movimento muito grande e estamos começando a entrar agora forte nas redes de supermercado de São Paulo.”

Assim, a expansão da marca vinculada a Marcos coincide com o bom momento do Palmeiras, líder do Brasileirão, com seis pontos de vantagem para o Corinthians.

O Marcos está sempre presente e sempre que a gente solicita ele aparece. É um cara muito bacana, muito próximo da gente, e que ama cerveja. Não só a marca 12, como o produto, o tipo de bebida

Caio Balieiro, sócio-diretor da Walfänger

Novos ídolos?
E se Marcos, em parceria com a Walfänger, chegou antes ao empreendedorismo cervejeiro, César Maluco espera que o exemplo deles e a grande fase do Palmeiras inspirem outros grandes ídolos da história alviverde a acompanhá-los.

“A gente quer que no futuro mais jogadores também lancem suas cervejas, como (poderia ser) a ‘Da Guia’, do Ademir da Guia, a ‘Chevrolet’, que era o apelido do Luís Pereira, a cerveja ‘Do Leão’, com nomes de jogadores da primeira e da segunda Academia do Palmeiras”, conclui César Maluco.

Em mês de deflação do IPCA, preço da cerveja tem alta de 0,65% em julho

A deflação registrada no índice oficial de preços do Brasil em julho não foi acompanhada pela cerveja. Se, após uma sequência de altas, o IPCA ficou em -0,68% no sétimo mês de 2022, a menor taxa registrada desde o início da série histórica em janeiro de 1980, a cerveja no domicílio apresentou alta de 0,65% em julho.

Além disso, o item ficou 0,83% mais caro para quem o adquiriu fora do domicílio, para consumo, em geral, fora de casa. As informações são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta terça-feira (9) pelo IBGE.

No ano, o preço da cerveja no domicílio registra alta de 3,10%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a inflação é de 8,93%. Apesar da exceção vista em julho, os valores da cerveja fora do domicílio têm sofrido menos reajustes. Em 2022, o índice tem alta de 2,75%. E o salto é de 4,26% no acumulado de agosto de 2021 a julho deste ano.

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Já as outras bebidas alcoólicas tiveram deflação de 1,54% no domicílio em julho, enquanto fora de casa registraram alta de 1,15% no mês. Porém, mesmo com a queda no mês, o item acumula alta de 17,56% até julho. Nos últimos 12 meses, os valores no domicílio saltaram 11,44%. Já fora do domicílio, o item ficou 2,77% mais caro de janeiro a julho e tem alta de 6,08% no acumulado em 12 meses.

O setor de alimentação e bebidas, aliás, foi um dos que mais acelerou no mês de julho, com a maior variação (1,30%) e impacto positivo (0,28%) no índice geral do mês, resultado puxado principalmente pelo leite longa vida, com subida de mais de 25%.

Deflação histórica
A deflação histórica do IPCA, em julho, refletiu a queda nos preços dos combustíveis, em particular da gasolina e do etanol, assim como da energia elétrica. No ano, porém, a inflação está em 4,77%. Já nos últimos 12 meses, o índice fica em 10,07%.

“A Petrobras no dia 20 de julho anunciou uma redução de 20 centavos no preço médio do combustível vendido para as distribuidoras. Além disso, nós tivemos também a Lei Complementar 194/22, sancionada no final de junho, que reduziu o ICMS sobre combustíveis, energia elétrica e comunicações. Essa redução afetou não só o grupo de transportes (-4,51%), mas também o de habitação (-1,05%), por conta da energia elétrica (-5,78%). Foram esses dois grupos, os únicos com variação negativa do índice, que puxaram o resultado para baixo”, explica o gerente da pesquisa do IBGE, Pedro Kislanov.

Disponível para celulares, BierHeld integra pedidos a equipamentos de cervejarias

Ter na palma da mão a possibilidade de fazer pedidos e rastrear os equipamentos. Foi a partir dessa demanda que unifica a agilidade da tomada de decisões com o controle da operação para cervejarias que o BierHeld expandiu as possibilidades de uso do seu software, um sistema de gerenciamento que agora também está disponível em versão para telefones celulares.

Anteriormente restrito ao modelo para desktops, o BierHeld chegou aos celulares com uma nova funcionalidade: a possibilidade de rastreio dos equipamentos através das câmeras dos aparelhos, o que deve reforçar o controle dos estoques, como ressalta Ewerton Miglioranza, sócio-fundador da BierHeld.

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“Pelo aplicativo, é possível fazer o rastreio de equipamentos utilizando a câmera do celular para ler o seu código de barras ou QR Code, agilizando todo o processo de entrega e devolução. Todas essas operações também são atualizadas em tempo real no nosso sistema online. Assim, quem estiver na fábrica ou na loja, já recebe essas informações”, detalha Miglioranza.

A novidade deve ajudar a otimizar os processos, não apenas pela maior agilidade oferecida pela presença do software no telefone celular, mas também pela possibilidade de redução dos equívocos a partir do registro dos equipamentos. Rastreados, eles contribuem para o controle de entregas e devoluções.

“Com o aplicativo do BierHeld, possibilitamos que as cervejarias tenham uma força de venda externa e que os entregadores também possam registrar as entregas e devoluções de cada equipamento de forma rápida no local do cliente, diminuindo, assim, a chance de erros e extravio”, destaca o sócio-fundador da BierHeld.

Auxílio na retomada
A chegada ao mercado da versão para celulares do software coincide com um momento em que, espera-se, seja de virada para o setor de artesanais, com a retomada das atividades sem restrições. E, dentro desse contexto de expectativa para expansão de operações, é preciso ter ainda mais atenção ao controle de gastos e dos demais passos da operação da cervejaria, como ressalta Miglioranza.

“Na parte de controle de gastos, o BierHeld possui todas as funcionalidades necessárias para que a cervejaria saiba exatamente quanto está custando cada lote produzido, bem como o histórico de compras com seus fornecedores, possibilitando, assim, uma maior flexibilidade na hora de negociar a compra de insumos”, aponta.

O executivo da empresa também ressalta a necessidade de se ter atenção especial aos clientes, garantindo que o BierHeld pode ajudar na tomada de decisões estratégicas no momento de atendimento dos parceiros, como ocorre com as ofertas direcionadas, por exemplo.

“Além de ter o histórico de todos os pedidos e interações com cada cliente, o BierHeld também já classifica automaticamente quais são os clientes mais fiéis e rentáveis para a cervejaria, além de possuir uma pesquisa de satisfação integrada. Com essas informações, é possível criar campanhas diferenciadas para o perfil de cada cliente da cervejaria e aumentar as suas vendas”, explica Miglioranza.

O BierHeld pode, ainda, segundo ele, ser útil na operação de diferentes elos da cadeia, como cervejarias, distribuidoras e indústrias de bebidas em geral que trabalhem com vendedores externos e com entregas de equipamentos, como barris e chopeiras. Afinal, como destaca Miglioranza, o software contribui para diversos passos da operação.

“No BierHeld, você vai encontrar tudo o que precisa para operar uma cervejaria, desde a compra de insumos, passando pelo controle estoque, produção, envase, até a venda, emissão de notas fiscais e boletos, em um sistema online, que não necessita de instalações, sendo muito fácil de usar. Agora, com o nosso aplicativo, também somos a única solução do mercado que permite integrar a parte de pedidos e também o controle de equipamentos diretamente pela câmera do celular”, conclui Miglioranza.

28 cursos cervejeiros para se especializar a partir do 2º semestre

O setor segue acelerando para retornar ao nível pré-pandemia da Covid-19. E, ainda que a crise sanitária não tenha oficialmente chegado ao fim, a metade inicial deste ano trouxe consigo sinais de esperança. Para confirmar essa expectativa ao longo do segundo semestre, o conhecimento e o preparo profissional estão se tornando cada vez mais fundamentais, podendo ser adquiridos através de cursos cervejeiros.

Por isso, a reportagem do Guia selecionou algumas das principais opções oferecidas pelas principais escolas e instituições cervejeiras para a segunda metade do ano, além de indicações para quem desejar estudar no tradicional período das férias.

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Confira a lista com cursos cervejeiros que podem ser realizados a partir do segundo semestre:

Academia da Cerveja

Introdução ao Mundo das Cervejas

Descrição: Esta edição do curso de Introdução ao Mundo da Cerveja é voltado para entusiastas que querem começar a levar o papo cervejeiro para além da mesa de bar. Cervejeiras e cervejeiros da Academia da Cerveja e convidados do mercado se unem para falar sobre matérias-primas, processo produtivo, mitos e verdades sobre a cerveja e os cuidados que devemos ter com ela. Para uma experiência cervejeira ainda mais completa, o curso conta com um kit surpresa que será entregue em casa e utilizado durante a aula. A participação é gratuita.

Datas, carga horária e local:

  • 15/09, 2h, EAD, São Paulo
  • 15/09, 2h, EAD, Rio de Janeiro

Beer Business

Como montar sua loja virtual de cervejas 

Descrição: No curso, será possível aprender como criar um e-commerce de forma rápida e gratuita, sem custos de manutenção e sem pagamento de comissão para plataformas. Tudo isso integrado com meios de pagamento via cartão ou boleto.

Datas, carga horária e local:

  • Fixo na grade, 1 hora, EAD

Brewpub – Planejamento e Operação

Descrição: O curso busca esclarecer pontos fundamentais de uma estrutura capacitada para a gastronomia e a produção de cervejas de forma conjunta, aproveitando os benefícios fiscais e operacionais desse modelo de negócio. Também aborda outros modelos, como taproom (bar de cerveja artesanal sem fabricação própria), tap house (bar com cerveja terceirizada), cozinhas terceirizadas e food trucks.

Datas, carga horária e local:

  • Fixo na grade, 20 horas, EAD

Plano de Negócios para Cervejaria Cigana

Descrição: Curso voltado para o modelo de cervejaria cigana. Nele, busca-se esclarecer os pontos básicos a serem considerados na implementação de uma cervejaria cigana, capacitando tanto o cervejeiro cigano, como a cervejaria na tomada de decisões relativas aos aspectos operacionais, comerciais e financeiros da terceirização da produção de cervejas artesanais, assim como para avaliação da viabilidade do negócio.

Datas, carga horária e local:

  • Fixo na grade, 10h, EAD

Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM) 

Pós-graduação híbrida em Tecnologia Cervejeira

Descrição: O aluno terá acesso a conteúdos de vanguarda ligados à produção cervejeira; dominará todo o processo produtivo de cervejas; aprenderá sobre as matérias-primas usadas na produção de cerveja e terá uma visão dos fatores que afetam a qualidade desses insumos, também tendo acesso a uma série de outros conhecimento e desenvolvimento de habilidades. O curso tem seu certificado reconhecido pelo Ministério da Educação.

Datas, carga horária e local:

  •  Início 12/09,  360h, formato híbrido 

Cervejeiro Caseiro

Descrição: No curso de Cervejeiro Caseiro o aluno irá aprender a produzir sua cerveja artesanal – fresca e saborosa – em casa; entender o passo a passo da fabricação de cervejas artesanais; dominar a brassagem; identificar as etapas de elaboração de receita e ainda melhorar as técnicas que já conhece e atingir padrões de qualidade ainda melhores em suas cervejas artesanais.

Datas, carga horária e local:

  •  Início 26/09,  42h, EAD

Curso de Tecnologia Cervejeira 

Descrição: A ESCM promete que, nesse curso, o participante irá conhecer o mercado, a história, os estilos e as características das cervejas; dominar os procedimentos qualitativos e quantitativos para seleção das matérias-primas empregadas na fabricação e na fermentação do mosto cervejeiro.

Datas, carga horária e local:

  • Início 14/09, 75h, EAD

Sommelier de Cervejas

No curso de Sommelier de Cervejas, o aluno irá analisar sensorial e qualitativamente os diversos estilos de cerveja; aplicar as técnicas de serviço de cervejas; relacionar as matérias-primas e processos de produção; identificar on e off flavors presentes nas cervejas; organizar harmonizações com cervejas; discutir as questões éticas no mercado; desenvolver coquetéis com cervejas e analisar rótulos e estilos.

Datas, carga horária e local:

  • Início 16/01/2023 (15 dias de curso), 100h, presencial

Mestre Destilador

Descrição: Segundo a ESCM, o aluno irá conhecer a história e as características das principais bebidas destiladas; aprofundar os estudos sobre as matérias-primas empregadas, a fabricação e fermentação dos mostos das bebidas destiladas; aprender o passo a passo para produzir destilados; aprender a identificar os equipamentos e controles durante os processos de filtração e blendagem.

Datas, carga horária e local:

  • Início 16/01/2023 (15 dias de curso), 96h, presencial

Cervejeiro Artesanal

Descrição: No curso de Cervejeiro Artesanal, o aluno irá aprender a produzir cerveja em casa, segundo padrões técnicos de qualidade. Para os que já produzem, será possível melhorar a técnica e atingir padrões ainda melhores; identificar as etapas de elaboração de receitas; compreender o processo de controle da brassagem e entender o processo de fabricação de cerveja

Datas, carga horária e local:

  • Início 16/01/2023 (15 dias de curso), 80h, presencial

Microbiologia da Cerveja

Descrição: No curso de Microbiologia da Cerveja, o aluno irá dominar o uso dos controles microbiológicos nas diversas etapas da produção e os respectivos pontos de controle no processo de fermentação; compreender o comportamento e manipulação das leveduras cervejeiras para seu melhor aproveitamento nos aspectos de produtividade, qualidade e custo; entender os processos microbiológicos da fermentação do mosto e entender a morfologia bacteriana e aprender como identificar estes microrganismos em amostras.

Datas, carga horária e local:

  • Início 16/01/2023 (7 dias de curso), 44h, presencial

Aprofundamento em Lúpulo 

Descrição: No curso Aprofundamento em Lúpulo, o  aluno irá dominar as técnicas de lupulagem e as formas de utilização do lúpulo na produção de cerveja; conhecer o plantio, as variedades e o processamento do lúpulo; determinar a composição química do lúpulo e compreender como as suas propriedades interferem na cerveja; aprender a otimizar o processo de produção de cervejas lupuladas; conhecer as técnicas de reaproveitamento do lúpulo no dry hopping; descobrir como reduzir o tempo de tanque ao fazer dry hopping e aprender o passo a passo de como calcular o amargor do lúpulo.

Datas, carga horária e local:

  • Início 23/01/2023 (7 dias de curso), 44h, presencial

Produção de Bebidas Não Alcoólicas

Descrição: No curso Produção de Bebidas Não Alcoólicas, o aluno irá aprender os processos de produção de bebidas nos segmentos de refrigerantes, sucos, néctares, refrescos, isotônicos, energéticos, chás e kombuchas; conhecer o cenário de inovações e tendências em bebidas; identificar as matérias-primas, os fundamentos químicos e microbiológicos dos produtos; além de conhecer as principais tecnologias de produção em escala artesanal e industrial das bebidas não alcoólicas.

Datas, carga horária e local:

  • Início 23/01/2023 (7 dias de curso), 40h, presencial

Técnico de Mestre Cervejeiro

Descrição: No curso Técnico de Mestre Cervejeiro, o aluno pode adquirir capacidade técnica qualificada para executar e gerenciar as atividades desenvolvidas em uma cervejaria, dentre as quais a elaboração de receitas, seleção e recebimento das matérias-primas, fabricação e controles de qualidade e mais. Além disso, o aluno também vai aprender como atuar na supervisão das atividades de uma unidade industrial de fabricação de cervejas.

Datas, carga horária e local:

  • Início 27/01/2023, 1.400h, presencial

Instituto Ceres

Segurança do trabalho em microcervejarias

Descrição: O curso irá abordar os riscos, aspectos legais, impactos, interface com o e-social, além da gestão da segurança nas cervejarias, com disponibilização de planilhas e conteúdos que irão auxiliar na rotina da cervejaria.

Datas, carga horária e local:

  • Durante todo o mês de setembro, EAD

Gestão de bar, atendimento e vendas

Descrição: Esse curso contará com diversos especialistas que abordarão a administração de um bar, envolvendo controle de estoque e gestão de fornecedores, treinamento, contratação e gestão de equipes, atendimento, vendas on trade e off trade. O curso visa trazer mais conteúdo para donos e funcionários de bares, bem como para profissionais que desejam aprofundar seus conhecimentos.

Datas, carga horária e local:

  • Durante todo o mês de novembro, EAD

Boas Práticas de Fabricação para Cervejarias

Descrição: Curso com 30 horas de conteúdo em videoaulas, materiais didáticos, planilhas, legislação, modelo de manual de boas práticas e de POP, entre outros documentos. O curso é voltado para quem trabalha ou deseja ingressar em cervejarias e aborda os princípios de segurança e de higiene.

Datas, carga horária e local:

  • Fixo na grade, 30h, EAD

Faça sua própria cerveja

Descrição: O curso Faça sua própria cerveja traz a experiência para a casa através da produção de uma cerveja, com os alunos podendo acompanhar o passo a passo, teoria e prática, através de videoaulas. O curso disponibiliza diversas planilhas de controle, entre outros materiais.

Datas, carga horária e local:

  • Fixo na grade (acesso de 1 ano), 15h, EAD

Instituto da Cerveja

 Workshop de Degustação de Cerveja de A a Z 

Descrição: O Workshop de Degustação de Cerveja de A a Z tem como objetivo introduzir o aluno no universo das cervejas artesanais de forma leve, descontraída e com muita degustação. O aluno passará pelos tópicos história, matérias-primas e estilos de cervejas, tudo isso com degustação de exemplares nacionais e importados.

Datas, carga horária e local:

  • 18/09, 5h, presencial, em São Paulo

 Especialização em Harmonização

Descrição: O curso Especialização em Harmonização tem como objetivo aprofundar o conhecimento do sommelier de cervejas nos princípios de harmonização, com base em um maior conhecimento das técnicas culinárias e produções da gastronomia internacional, estilos de cerveja e serviço adequado. O treinamento teórico e prático que será realizado durante as aulas proporcionará um desenvolvimento intenso dos profissionais para atuarem como consultores em bares e restaurantes, assim como na realização de eventos harmonizados.

Datas, carga horária e local:

  • De 12/9 a 31/10, 56h, presencial, em São Paulo

Especialização em Estilos – Mestre em Estilos

Descrição: Especialização em Estilos – Mestre em Estilos é o primeiro curso de especialização para o sommelier de cervejas já formado. O curso é baseado no Brewers Association Styles Guideline e tem como objetivo treinaro conhecimento do sommelier nos vários estilos de cervejas existentes. O curso oferece uma imersão no universo das escolas cervejeiras, passando detalhadamente pelos países que as compõem, destrinchando história, dezenas de estilos e subestilos.

Datas, carga horária e local:

  • De 17/9 a 27/11, 52h, presencial, em São Paulo

Introdução ao Universo das Cervejas Especiais

Descrição: O curso de Introdução ao Universo das Cervejas Especiais tem como objetivo levar informações e curiosidades sobre este universo tão vasto, porém de forma leve e com muita degustação. Visa, assim, um consumo com qualidade e conhecimento. Ao final, o aluno estará apto a selecionar de forma adequada e consciente a sua cerveja.

Datas, carga horária e local:

  • 17/9 e 18/9, 12h, presencial, em Goiânia

Science of Beer

Sommelier de Cerveja 

Descrição: O curso foi desenvolvido para todos aqueles que desejam se aprofundar no universo das cervejas, para que se tenha capacidade de sugerir, orientar, executar o serviço, harmonizar, avaliar, identificar defeitos e descrever sensorialmente as cervejas das mais diversas origens e estilos. Além disso, o curso orienta o aluno a correlacionar a cerveja com outras bebidas como cafés, vinhos, destilados e coquetéis, expandindo sua memória e vocabulário sensorial

Datas, carga horária e local:

  • De 3/9 a 4/12, 80h, presencial, em Alagoinhas (BA)
  • De 26/ 1 a 5/2/23, 80h, presencial, em Florianópolis 
  • De 8/10 a 15/1/23, 80h, presencial, no Rio de Janeiro

 Sinnatrah Cervejaria-Escola

Profissional Cervejeiro

Descrição: O curso é voltado para quem quer adquirir mais conhecimento sobre a produção comercial de cervejas e busca experiência nos processos dentro de uma cervejaria.

Datas, carga horária e local:

  • 4/10 a 5/11, 70h, presencial

Iniciante de Produção de Cerveja Artesanal

Descrição: O curso mistura teoria e prática para fabricação da bebida durante um dia de aula. O módulo básico aborda a história e os estilos de cerveja, ingredientes (malte, lúpulo, levedura, água), equipamentos e modo de preparo completo de uma leva de 20 litros da bebida. São apresentados detalhes de procedimentos fundamentais para a fabricação de uma cerveja de qualidade, como sanitização de equipamentos, mostura, clarificação e filtração do mosto.

Datas, carga horária e local:

  • 13/8, 7h, presencial
  • 17/9, 7h, presencial

Degustação e Harmonização de Cervejas

Descrição: O curso é uma introdução ao mundo das cervejas artesanais. O aluno poderá conhecer mais sobre a história da cerveja, tipos, parâmetros de estilos, ingredientes e o processo de fabricação.

Datas, carga horária e local:

  • 20/8, 3h, presencial

Off-flavors – Análise Sensorial da Cerveja

Descrição: O curso ensina a análise sensorial e identificação de off-flavors na cerveja, apontando suas causas e como evitá-los no produto final, com análise de 12 amostras de cerveja e outros exercícios práticos de análise sensorial, além de descrição científica das causas e apresentação das formas de evitar e/ou remediar a ocorrência de cada um deles.

Datas, carga horária e local:

  • 26/8, 3,5h, presencial

Avançado de Produção de Cerveja

Descrição: No curso, o cervejeiro adquire autonomia para desenvolver suas próprias receitas de cerveja, acompanhar a brassagem e a fermentação com riqueza de detalhes e técnicas de um profissional. Também aborda conhecimentos e práticas cervejeiras, além da produção de duas cervejas.

Datas, carga horária e local:

  • 24/9 e 25/9, 16h, presencial
  • 16/7, 7h, Cotia (SP)

Balcão da Chiara: Desenho higiênico de equipamentos para cervejarias

Balcão da Chiara: Desenho higiênico de equipamentos para cervejarias

Já se deparou com uma contaminação no produto que você não consegue resolver? Não é raro que os profissionais de cervejarias se deparem com equipamentos Kinder Ovo. Já ouviu falar? Lindos por fora e uma surpresa por dentro!

Brincadeiras à parte, o desenho higiênico dos equipamentos é fundamental para a segurança do produto. Soldas mal executadas, instrumentos mal instalados, válvulas mal posicionadas, pontos mortos, dentre tantos outros erros na fabricação e na manutenção de equipamentos, impactam diretamente na qualidade da cerveja. Segundo LELIEVELD (2003), o design de um equipamento é considerado higiênico quando incorpora, com caráter preventivo, características que reduzam ou eliminem o risco de constituir uma fonte de contaminação para os alimentos processados, de forma direta ou indireta.

Desde a concepção da cervejaria, todos os detalhes de layout devem ser planejados com muita atenção. Além do design, o posicionamento dos equipamentos e tubulações podem influenciar diretamente na qualidade dos processos de assepsia, assim como o excesso de curvas, ocasionando perda de carga e reduções nas tubulações. É preciso atenção nos equipamentos posicionados em cima de ralos, pelo risco de haver retorno e contaminação do produto, bem como manter uma distância da parede, teto e piso que permita a higienização.

Um bom projeto higiênico deve levar em consideração o material a ser utilizado, assim como o desenho, de maneira que possa permitir facilmente a higienização. Não deve transferir características para o produto ou liberar produtos ou substâncias que sejam prejudiciais aos consumidores. Também não deve ocasionar descamação, rachaduras e fissuras. Outra característica importante é a resistência à corrosão e aos produtos de assepsia, bem como a acessibilidade para a inspeção, manutenção e higienização. É importante que o projeto evite a contaminação por químicos, lubrificantes ou fluidos de resfriamento. Fiquem atentos a um sistema que permita a drenagem (seja por tubulações inclinadas ou por abertura de válvulas) e ao posicionamento de motores e vedações (ABNT, 2010).

Equipamentos mal projetados também podem ter impacto no custo, por exemplo, pela necessidade de um processo de higienização mais prolongado, manual ou mesmo com a utilização de outros produtos para garantir a eficiência desse procedimento. Quando escrevo sobre custo, não é apenas sobre os químicos, é sobre o tempo improdutivo, energia elétrica, maior consumo de água e a mão de obra disponibilizada para outro fim que não seja a produção. Sem contar todo produto não conforme que você terá de descartar proveniente de uma contaminação, seja ela química, física ou microbiológica. Ou até arcar com prejuízo milionário caso o produto vá para o mercado e afete a saúde de algum consumidor.

Ao avaliar o equipamento, além das condições de segurança do produto, é básico e fundamental que sejam avaliadas as condições de segurança na operação. Isso envolve posicionamento de válvulas, portas de visita que facilitem a operação e limpeza levando em consideração também a ergonomia.

Seria ideal que ao adquirir um equipamento, houvesse uma visita para validação desse fornecedor. Visite outras cervejarias que possuam o equipamento que você deseja e questione sobre as problemáticas, acompanhe sua operacionalidade. Teste o seu equipamento!

E a preocupação não pode terminar com a compra do equipamento. A rotina é muito importante para assegurar suas condições sanitárias. O planejamento da manutenção preventiva com inspeções que foquem principalmente nos pontos de lubrificação, testes de estanqueidade, vazamentos. E sem esquecer do programa de higienização, com todos os procedimentos padronizados. O manual dos equipamentos auxilia na construção dos procedimentos para que a operação mantenha sua condição original de produção segura.  

Além do design higiênico dos equipamentos, o conceito deve ser extrapolado para as instalações. A localização da fábrica, condições estruturais, fluxograma do processo, fluxo de pessoas, materiais e produtos. As condições higiênico sanitárias na cervejaria não são uma opção, são parte da garantia de um produto seguro.  


Referências bibliográficas:  .

LELIEVELD, H. L. M. (Org.) et al. Hygiene in food processing. Cambridge, Inglaterra: Woodhead Publishing Limited, 2003.

ABNT NBR 14159. Segurança das máquinas — Requisitos de higiene para o projeto das máquinas. Rio de Janeiro, 2010.


Chiara Barros é proprietária do Instituto Ceres de Educação e Consultoria Cervejeira. Engenheira Química, especialista em Biotecnologia e Bioprocessos, em Gestão da Qualidade e Produtividade e em Segurança de Alimentos, além de cervejeira e sommelière de cervejas.

Ambev fecha parceria para testar produção de lúpulo em fazenda vertical em SP

A Ambev vai produzir lúpulo em uma fazenda vertical na cidade de São Paulo. A iniciativa, inovadora, foi anunciada pela companhia, que a viabilizou a partir de uma parceria com a 100% Livre, uma startup com expertise em agricultura nesse tipo de ambiente.

A novidade será testada a partir de um acordo entre o Projeto Fazenda Santa Catarina, da Ambev, de fomento ao cultivo do lúpulo, e a 100% Livre, com a realização de experimentos e em ambiente fechado e controlado em São Paulo através da técnica de hidroponia.

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Especializada na agricultura em fazenda vertical, onde busca produzir frutas, verduras e flores mais saudáveis, saborosas, livres de agrotóxicos e de maneira mais sustentável, a 100% Livre já testa quatro cultivares diferentes do lúpulo. As informações, inclusive, são inicialmente positivas: das variedades testadas, uma que não havia se adaptado ao cultivo a céu aberto, apresentou resultados positivos em ambiente fechado.

Agora, então, com o uso das tecnologias do seu laboratório Sprout Labs, a 100% Livre passa a ter o apoio da Ambev para fazer esses testes. “Com a nossa tecnologia e expertise, vamos agora aprofundar e estudar a viabilidade técnica e econômica, junto com a área de pesquisa e desenvolvimento da Ambev, para desenvolver o lúpulo nacional em ambiente controlado”, afirma Diego Gomes, CEO e sócio fundador da 100% Livre. “Se o propósito da parceria for alcançado, poderemos produzir toneladas de lúpulo indoor.”

O cultivo do lúpulo terá diferenças com o que se faz nas hortaliças da fazenda vertical da 100% Livre. Isso não se dará em prateleiras, mas em andares de 5 metros de altura com o intuito de conseguir trabalhar verticalmente, em um formato semelhante ao utilizado no campo. Para isso, estão sendo feitos estudos de produtividade nesse formato, inédito para produzir ingredientes utilizados em cervejas.

Caso tenha resultados positivos, o cultivo de lúpulo em ambiente protegido pode oferecer diversas vantagens, destacou a Ambev ao anunciar a iniciativa, citando a possibilidade de produção durante todo o ano, sem depender de fatores externos, como iluminação, água e temperatura, incluindo os nutrientes e produtos químicos que são controlados. Além disso, seria possível economizar água, já que o sistema hidropônico utilizado no ambiente requer apenas 5% da quantidade necessária na produção convencional, assim permitiria a redução da emissão de carbono lançado na atmosfera.

O lúpulo no Brasil ainda está no estágio inicial de desenvolvimento, de forma que toda a tecnologia aplicada e conhecimento obtido de outras culturas são muito bem-vindos. Poder participar dessa frente de hidroponia indoor em larga escala, sem dúvida, é algo disruptivo e vai nos trazer grandes aprendizados. É mais uma forma de fomentar a cadeia de lúpulo

Felipe Soommer, coordenador do Projeto Fazenda Santa Catarina

O acordo com a 100% Livre é, assim, mais um passo na iniciativa da Ambev para fomentar e incentivar a cultura e produção de lúpulo, iniciado em 2020. Em Lages (SC), o projeto oferece um novo formato de geração de renda aos pequenos produtores da região, com fornecimento da estrutura de maquinário, instrumentos, conhecimento técnico e acompanhamento de especialistas.

Desde o seu início, o Projeto Fazenda Santa Catarina doou mais de 15 mil mudas de lúpulo, tendo colhido 1,4 tonelada do insumo na safra de 2022, a sua primeira. São mais de 30 famílias apoiadas na região de Lages pela Ambev, que já produziu cinco cervejas com lúpulo nacional.

Menu Degustação: Promoções do Dia da Cerveja, IPA Day da Lagunitas…

Esta é uma sexta-feira de festa para os amantes da cerveja, a bebida que mais gostamos de apreciar! E como não poderia ser diferente, neste 5 de agosto, no qual celebramos o Dia Internacional da Cerveja, o Guia comemora a data destacando diversos encontros e novidades que movimentam o setor no Brasil.

Em alusão a este dia, muitos bares anunciaram promoções para esta sexta (5), como são os casos do Seu Justino, do High Line, do Oh Freguês e do Pracinha do Seu Justino, que farão ações com preços especiais para atrair mais clientes e alavancar as vendas em São Paulo.

Nesta semana também foi celebrado o IPA Day, fato comemorado em grande estilo pela Lagunitas, que promove um festival neste final de semana na Arena Radical, também na capital paulista, onde diversas bandas e artistas irão se apresentar.

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Confira essas e outras novidades da semana no Menu Degustação do Guia:

Bares com promoções especiais
Motivados pelo Dia Internacional da Cerveja, Pracinha do Seu Justino, High Line Bar, Oh Freguês e Seu Justino estão entre os bares que anunciaram promoções especiais, disponibilizadas das 18h às 20h desta sexta-feira. Neste intervalo de horário, estes estabelecimentos irão abrir o happy hour vendendo a unidade da Budweiser por R$ 4,90. O Seu Justino também fixou este mesmo valor para a Eisenbahn comercializada em sua unidade do Tatuapé, onde também terá cervejas da Blue Moon e da Baden Baden. E todos estes locais oferecerão rótulos diferenciados em seus cardápios. O Pracinha prometeu Hoegaarden, Colorado Ribeirão Lager e Goose Island Midway IPA entre suas opções, o Seu Justino disponibilizará Stella Artois, Corona e Beck’s, o High Line oferecerá quatro rótulos da Colorado e o Oh Freguês terá como alternativas Original, Stella Artois, Spaten e Corona, com preços que vão de R$ 11,90 a R$ 16,90.

Lagunitas celebra com shows o seu IPA Day
A Lagunitas promove a primeira edição presencial do seu IPA Day. Para celebrar a data comemorativa deste estilo cervejeiro, a marca organiza o evento com entrada gratuita ao público neste sábado e domingo, na Arena Radical, sendo que o encontro terá shows de artistas da música independente, como Dead Fish, Francisco El Hombre, Alex Albino e Chuck & os Crushes, além de uma área gastronômica, feirinha com marcas parceiras e ainda uma pista de skate. Os interessados em participar do evento, que ocorrerá das 15h às 20h nos dois dias, em São Paulo, devem retirar o seu ingresso gratuito pelo link.

Mestre Cervejeiro da Eisenbahn
Fabiano Ferreira da Cruz foi o vencedor da 12ª edição do concurso Eisenbahn Mestre Cervejeiro. A sua receita da cerveja German Pils, estilo escolhido para a competição deste ano da marca, foi eleita a melhor durante evento realizado em Blumenau (SC). Representando a região Sul, Fabiano, de 32 anos, nasceu em Xaxim (SC), terá o seu rótulo lançado pela cervejaria catarinense e fará um tour cervejeiro pela Alemanha. “É uma alegria imensa ter participado do Mestre Cervejeiro 2022 e ser o grande vencedor desta edição. Vejo o concurso como uma grande oportunidade de aprender ainda mais sobre o universo da cerveja, além da possibilidade de abrir novas portas e ganhar visibilidade no mercado”, comemora Fabiano.

Ostras e cerveja no Baby Beef Jardim
O restaurante Baby Beef Jardim, em Santo André (SP), promove neste sábado, das 16h às 19h, o “Oyster and Stouts”, uma harmonização exótica entre ostras e cervejas. Os moluscos são servidos frescos ao preço de R$ 59,50 ou gratinados com manteiga e emulsão de limão (R$ 78,50), sendo que as opções de bebidas oferecidas para combinar com o prato são Double Juicy IPA, New England Pilsen, New England IPA e Russian Imperial Stout, todas da cervejaria Under Tap Brewing Co. Para animar os clientes, o evento também conta com a apresentação da banda de rock Irmãos Fratelli Brothers.

Everbrew lança novos lotes de cervejas
A Everbrew anunciou o lançamento de novos lotes de cervejas frescas com aromas cítricos e grandes cargas de lúpulo. A marca traz os rótulos Everterps 24k (com notas de tangerina), Double Maine (cheia de Citra) e Check the Meaning, feita com os lúpulos Sabro, Citra e Ekuanot, em uma receita desenvolvida no Everpub, o bar da cervejaria. Todas essas cervejas estão sendo vendidas em latas de 473ml e em barris de 30 litros de chope.

Promoção da Goose
“Goose Island te leva para viagem mais amarga da sua vida”. Esse é o nome da promoção da icônica marca, que vai levar o seu vencedor para Chicago. Os interessados devem preencher um formulário no site oficial. No cadastro, há um espaço reservado para o upload de uma foto, com o tema “bons momentos amargos”. A foto deve ilustrar – com a ajuda de um descritivo criativo de até 140 caracteres – o que foi este momento. A promoção se encerra às 23h59 de 25 de agosto, com o resultado sendo divulgado em 5 de setembro.

Take amplia sua operação
A startup Take, que anteriormente atuava apenas com a comercialização de cervejas, anunciou a ampliação de suas operações ao passar a disponibilizar produtos não alcoólicos em seu smart vending cooler em universidades, coworkings, hotéis, estacionamentos e academias. O negócio, que atua por meio de um cooler disponível 24 horas por dia e que não conta com a necessidade de um intermediário, amplia a participação da Take no mercado e, para completar, diversifica o seu portfólio de bebidas, contemplando também as sem álcool.

Seminário da Copa Cervezas de América
A organização da etapa brasileira da Copa Cervezas de América preparou um seminário gratuito para cervejarias inscritas na competição e que também será aberto, como limite de vagas, ao público cervejeiro em geral. O evento ocorrerá neste domingo, das 9h30 às 16h, no 4Beer, em Porto Alegre, e contará com quatro palestras de convidados internacionais, que vão expor seus conteúdos com as suas línguas nativas (inglês e espanhol), sem tradução simultânea.

Treino de corrida Beercrew
O bar Esconderijo, da cervejaria Juan Caloto, em São Paulo, vai ser o ponto de partida e também o local de chegada para os corredores da próxima edição do treino de corrida BeerCrew, neste sábado. O projeto, idealizado para mostrar que é possível estabelecer um equilíbrio entre vida saudável e o consumo de cerveja, oferecerá de brinde a cada participante o chope Pilsner “Rápido el Cavallo Tiene Siede”, da Juan Caloto. O treino promete reunir corredores iniciantes e experientes em percursos de 3, 6 ou 8 quilômetros. Interessados podem se inscrever por meio do link, até sábado, por R$ 60. A concentração dos participantes vai começar às 8h e a largada para os treinos de corrida às 8h30, com previsão de chegada às 10h.

Läut patrocina Campeonato de Acrobacia Aérea
Em uma iniciativa para dar visibilidade para a marca e ampliar o seu relacionamento com o mercado de grandes festas e eventos, a cervejaria mineira Läut está patrocinando o IX Campeonato Nacional de Acrobacia Aérea, que começou nesta quinta-feira e vai até sábado no Aeródromo Serra do Cipó, local que fica no km 79,5 da Rodovia MG-010, a cerca de 25km do centro da cidade de Jaboticatubas e a 18km da Serra do Cipó. Essa competição é organizada pelo Comitê Brasileiro de Acrobacia e Competições Aéreas e conta com a participação de aviões especialmente projetados para esse esporte.

Juquitiba abriga dois festivais gastronômicos
Dois festivais gastronômicos, um de torresmo e outro de churros, serão realizados simultaneamente entre esta sexta-feira e domingo, em Juquitiba (SP). Os eventos são organizados pela Sabor do Brasil. Os participantes poderão apreciar também diversas opções de cervejas, de hambúrgueres e a famosa Bubble Waffle, uma massa servida em formato de cone e recheada com sorvete e toppings. Os três dias dos festivais ocorrem das 12h às 23h, na Praça Manoel Jesuíno Godinho.

Após 3 anos, IPA Day volta a SP com 20 cervejarias e realização garantida em 2023

Realizado pela última vez em 2019, o IPA Day São Paulo está de volta. O evento marcado para este sábado, na Tarantino, ocorrerá com uma série de atrações, incluindo a presença de 20 marcas de cerveja paulistas, sendo muitas delas estreantes, e 26 rótulos, na retomada do festival, que assegurou a continuidade em 2023, graças a uma campanha para a arrecadação de fundos.

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“Desta vez conseguimos uma participação muito grande de cervejarias estreantes. Mais da metade nunca participou do evento. Tirando a Tarantino, que é anfitriã, e a Colorado e Goose Island, marcas da Ambev, que se tornou uma apoiadora, cada cervejaria levará apenas um rótulo. E isso contribui bastante para a variedade, para ter cervejas bem diferentes, ajudando os participantes a descobrirem novas cervejarias, pois isso é um dos objetivos do IPA Day”, ressalta Rafa Moschetta, coordenador e criador do festival.

Em razão dos problemas financeiros advindos da impossibilidade de realização do evento em 2020 e 2021, o festival abriu um crowdfunding, sistema de financiamento coletivo, com a meta de arrecadar R$ 40 mil. E, independentemente da quantia a ser alcançada, a Ambev prometeu pagar o dobro deste valor – R$ 80 mil – como apoiadora, em iniciativa fruto de parceria com a Colorado e a Goose Island, marcas do seu portfólio.

A meta inicial, de R$ 40 mil, foi definida para arcar com os prejuízos da não realização do IPA Day entre 2020 e 2022. Já o dobro do valor, assegurado com o aporte da Ambev, era necessário para viabilizar a realização do IPA Day Brasil e do IPA Day São Paulo em 2023.

Esses R$ 80 mil, assim, se somam ao crowdfunding, que arrecadou, até a última quinta-feira, pouco mais de R$ 3,7 mil. “Conseguimos sensibilizar os fãs do IPA Day, que nos ajudaram tanto por meio do financiamento coletivo quanto com a divulgação da iniciativa. As cervejarias apoiaram e divulgaram também. E toda essa mobilização chegou até a Ambev que, entendendo a importância do evento, entrou com uma campanha para dobrar o valor arrecadado, e depois decidiu dobrar a meta de arrecadação”, revela o organizador. “Ou seja, a ideia foi um sucesso, pois conseguimos bater a meta”, completa.

26 rótulos e degustação para 150 geeks
O encontro em São Paulo é um braço do IPA Day Brasil, primeiro evento do gênero no País e um dos primeiros do mundo. Teve a sua edição inicial em 2012, em Ribeirão Preto, e aconteceu ininterruptamente até 2019, quando a capital paulista abrigou a sua primeira versão da festividade criada para celebrar o estilo. Agora, em sua retomada, atraiu 20 cervejarias do estado de São Paulo.

O festival contará com 26 rótulos de IPAs e suas variações, sendo que serão apresentados oito lançamentos. Quem comparecer ao evento terá acesso às características das cervejas detalhadas em um livreto que acompanha um copinho de “vidro de geleia”, com tamanho considerado ideal para as degustações. O teor alcoólico das cervejas, divididas em 12 estilos e subestilos de IPA, varia de 2% a 11%. Já o índice de amargor começa em 30 e vai até 85 IBUs.

Em sistema de open bar, o IPA Day São Paulo terá empanadas, hambúrguer, cachorro-quente e churrasco defumado, de carnes e legumes, entre as opções gastronômicas.

Com boa procura pelos ingressos, o evento também conta com a opção da entrada batizada como “beer geek”, cujo terceiro lote está sendo comercializado ao preço de R$ 380. Ele dá ao comprador a vantagem de poder entrar no evento uma hora antes da abertura para o público em geral, que será às 14h. Os bilhetes estão à venda na plataforma Sympla.

“Embora fosse um pedido dos fãs, eu não imaginava que a novidade dos ingressos de beer geek fosse ter uma participação tão grande. Serão 150 geeks que vão entrar mais cedo para degustar com calma, compartilhar e viver a experiência de degustação”, destaca o organizador.

Gilberto Tarantino, presidente da Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva) e cuja cervejaria que leva o seu sobrenome receberá o evento deste sábado, destaca a importância da retomada do festival para o setor e a relação da sua marca com as IPAs.

“É uma alegria incrível para a Tarantino sediar esse evento, que é emblemático e o primeiro que só foca nas IPAs, que se tornou o estilo da resistência e das artesanais. A Tarantino é uma cervejaria voltada para o segmento da escola americana, a gente usa muito lúpulo americano. E é o único local, fora Ribeirão Preto, que recebe esse evento”, comemora.

Anfitrião da festa, Giba lembra como as cervejas mais lupuladas conseguiram conquistar espaço no mercado brasileiro de artesanais e destaca que nesse momento há um movimento crescente para a produção do insumo no País.

“A gente gosta muito do estilo, que é bem contemporâneo. É o que o consumidor mais antenado curte. E a gente espera que esse mercado continue crescendo, como vem ocorrendo não só no Brasil como no mundo todo. As áreas de plantio de lúpulo também vêm crescendo bastante, uma coisa que até pouco tempo era uma utopia. A gente fica muito contente de estar acompanhando todo esse crescimento”, ressalta.

IPA Day Brasil será em novembro
O IPA Day Brasil, que chegou a receber 3,2 mil em uma de suas edições, está marcado para 12 de novembro, quando Ribeirão Preto sediará o evento pela nona vez. “São 45 rótulos com foco em cervejas exclusivas. Nossa meta é que entre 30% e 50% das cervejas sejam criadas para o evento”, diz Moschetta, também apontando a expectativa de que a cidade do interior paulista receba muitos turistas para o festival.

“As vendas já estão muito expressivas e a tendência é de termos mais um sucesso. O que também é muito legal no IPA Day Brasil é a pluralidade de pessoas, de sotaques. O evento é em Ribeirão, mas só 15% dos participantes são de lá. Ou seja, é um evento realmente nacional, que atrai apaixonados por IPA do Brasil inteiro”, enaltece.

Confira as marcas e as cervejas desta edição do IPA Day São Paulo:

  • 77 (São Paulo), Mid-Chlorian
  • BR Brew (Sertãozinho), Sangue no Zóio
  • Campinas (Campinas), Imperial Tank
  • Colorado (Ribeirão Preto), Fiapo
  • Colorado (Ribeirão Preto), Pé do Galo
  • Dádiva (Várzea Paulista) + 5 Elementos (Fortaleza), Double IPA Nelson Sauvin +Hallertau Blanc
  • Daoravida Brewpub (Campinas), Maria Bonita Quer Sua Alma
  • EverBrew (Santos), Evermont
  • Goose Island Beer Co. (São Paulo), Midway
  • Goose Island Beer Co. (São Paulo), Bail Me Out
  • Locals Only (São Sebastião), Hop Trippin
  • Mad Lizard (São Paulo), Free Smile
  • Minnesota (Santo André), Free Spirit
  • Molinarius (São Paulo), Overwest Simcoe
  • Satélite (São Paulo), MelonSat P.04
  • SBC Cervejaria (São Bernardo do Campo), IPA Lelê
  • SP-330 (Ribeirão Preto), Californication
  • Tank Brewpub (São Paulo), Dank The Tank
  • Tarantino (São Paulo), Miracle IPA
  • Tarantino (São Paulo), Australian IPA
  • Tarantino (São Paulo), Castanheira Britsh IPA
  • Tarantino (São Paulo), Session IPA
  • Tarantino (São Paulo), Rye American IPA
  • Tesla Cervejaria (Campinas), O Mistério de Nikola
  • Trilha (São Paulo), Muvuca
  • Weird Barrel (Ribeirão Preto), Naughty Grog

Do War para o Jogo Infinito: como a Ambev ajustou seu foco para a tecnologia

Depois de 20 anos disputando um jogo, a Ambev decidiu trocar de tabuleiro em busca da longevidade. Usando essa figura de linguagem, o CEO da companhia, Jean Jereissati, explicou a estratégia que motivou a companhia a deixar de ser uma mera indústria de bens de consumo para se transformar em uma tech de bebidas, com as razões sendo detalhadas durante o Ambev Tech & Cheers, evento de tecnologia da Ambev.

O encontro, que aconteceu em São Paulo, na última quarta-feira (3), representou um marco da apresentação dessa nova roupagem da Ambev ao mercado, sendo o primeiro grande evento de tecnologia realizado pela empresa. Nele, a companhia reuniu seus executivos especializados em tecnologia, além de profissionais de outras companhias brasileiras e internacionais para debates e apresentações sobre inovação.

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Surgida em julho de 1999, no Brasil, como fruto da fusão entre Brahma e Antarctica, a Ambev galgou, desde então, passos para se tornar a maior cervejaria do mundo. E eles envolveram fusões, como com a belga Interbrew, e a norte-americana Anheuser-Busch, para formar a AB InBev, assim como de compras, a mais emblemática sendo a da SABMiller.

Comparando esses processos de aquisições e fusões com as disputas do famoso jogo de tabuleiro War, no qual o objetivo é conquistar territórios, Jereissati apontou que a Ambev percebeu, ao completar 20 anos, que essa disputa estava encerrada.

Percebemos que não tinha mais espaço para o jogo de War, já estávamos no mundo inteiro. Era preciso pensar em um modelo para os 20 anos seguintes

Jean Jereissati, CEO da Ambev

Assim, a mudança histórica de foco de gestão iniciada pela Ambev em 2017, nas palavras de Jereissati, foi para evoluir o seu modelo de crescimento. O objetivo deixou de ser a busca apenas pela eficiência operacional, que gerou receita para para alcançar outras metas, como sua expansão geográfica, marcada por compras e fusões, em função do entendimento de que este ciclo se encerrou, pois tinha crescimento limitado.

Agora, então, a ideia da Ambev seria fomentar o ecossistema a partir de uma mentalidade de inovação e transformação por meio da tecnologia. “A ideia foi fazer uma reconexão com o ecossistema, pensando além da empresa e olhando para as pontas do campo ao copo. Como protagonista, tínhamos que saber como o ecossistema podia ganhar, dando um salto de inovação no modelo de negócios, muito além do líquido”, diz Jereissati.

O objetivo da Ambev, assim, nas palavras do seu CEO, é de ser uma “plataforma de marcas inspiradoras que conecta as pessoas e o ecossistema”. A inspiração para isso veio, de acordo com Jereisatti, no que Simon Sinek, famoso escritor, palestrante motivacional e especialista em liderança, definiu como “jogo infinito”, termo que também é título de um dos seus livros. A ideia seria prosperar por tempo indeterminado em um mundo em constante mutação.

“Estamos numa posição tão boa de cerveja que o papel da Ambev no mundo é fomentar o mercado para que ele se perpetue. Meu market share já é bom, com marcas boas. A cerveja tem que ser relevante para o consumidor. Meu papel não é mais ver se vendi uma caixa de cerveja a mais. No jogo infinito, o objetivo é se perpetuar, fazer a Ambev se tornar uma empresa de 100 anos”, diz.

O CEO aponta que agora a Ambev quer ser uma plataforma de tecnologia com marcas relevantes dentro do segmento de bebidas. Para que isso se torne realidade, a empresa tem apostado em duas grandes interfaces tecnológicas: o Zé Delivery, no qual se conecta ao consumidor final, com a venda direta de produtos, e o Bees, utilizado por clientes como bares e restaurantes para aquisição de produtos, surgido em 2021. Além disso, a companhia conta, hoje, com os hubs Ambev Tech, Ambev Global Tech e Ztech.

Apenas no 2º trimestre, foram atendidos quase 15 milhões de pedidos pelo Zé Delivery, que tem cerca de 4 milhões de usuários ativos mensais, estando presente em todas as cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes, relatou a empresa durante o Ambev Tech & Cheers.

Já o Bees pode ser apontado como o principal responsável por esse salto de inovação e tecnologia da Ambev ao disponibilizar produtos que vão muito além do ecossistema das bebidas, vindo de parceiros como a BRF e o GPA, em um total de, aproximadamente, 2 mil itens à venda. E, revelou Jereissati durante a sua apresentação no Ambev Tech & Cheers, o portfólio será ampliado em função de acordo fechado recentemente com a Pepsico Foods. Além disso, o Bees já ganhou uma ramificação, o Bees Bank, no qual os parceiros comerciais podem ter acesso a serviços de conta digital e crédito.

Com os diversos braços de inovação, a Ambev também precisa investir nessas plataformas, hubs e soluções. E embora não revele o montante que gasta com essas operações, um dado confirma o peso desse novo foco: a equipe de tecnologia da companhia saltou de mil, em 2017, para, aproximadamente, 5 mil profissionais em 2022.

Com esse ajuste nas prioridades, a Ambev afirma não se ver mais como concorrente de outras grandes cervejarias e indústrias de bebidas, mas de grandes empresas de tecnologia, como Amazon e Alibaba, ainda que com o diferencial de que precisa continuar fabricando produtos de alta qualidade.

O nosso core tem a tecnologia e as marcas. A gente não é a Alibaba que só tem a plataforma, nem a Nestlé, que só tem os produtos. Somos algo novo, com as duas coisas. E as duas precisam ir bem: a nossa capacidade de inovar e de fazer produtos amados, que se conectem com a população. É assim que se ganha o Jogo Infinito. Não sabemos onde vamos chegar

Jean Jereissati, CEO da Ambev

Uma cerveja antes do almoço: 30 anos do manifesto que deu voz ao multiculturalismo

“Como devolver o ânimo, deslobotomizar e recarregar as baterias da cidade? Simples! Basta injetar um pouco de energia na lama e estimular o que ainda resta de fertilidade nas veias do Recife”. Foi com essa ideia, escrita em um manifesto e colocada em prática por vários artistas, que o manguebeat, um dos mais importantes movimentos culturais recentes, começou a marcar história no Brasil reverberando a mistura do regionalismo com o que se fazia no mundo ao mesmo tempo em que realizava críticas sociais à situação do Recife, com a pobreza escancarada pelas periferias da cidade e de sua região metropolitana.

O trecho acima compõe o Manifesto Caranguejo com Cérebro, escrito por Fred Zero Quatro, jornalista e vocalista do Mundo Livre S/A, uma das bandas centrais do manguebeat. O texto, que completou 30 anos em julho de 2022, representou a apresentação de um movimento que começou a eclodir na capital pernambucana no começo dos anos 1990 e trouxe reflexos culturais e sociais, indo muito além do Recife – e tornando-se alvo de homenagens de cervejarias.

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A cidade deslobotomizada e sem bateria citada por Zero Quatro refletia as mudanças do centro cultural brasileiro, que se voltou, desde a segunda metade do século XIX, para o Sudeste. Perderam sua força especialmente política e econômica, assim, Recife e outras localidades históricas para a construção da noção de país.

Em muitos momentos presas a regionalismos e estereótipos, as manifestações culturais deram um salto de representatividade com o movimento manguebeat. Com a presença de músicos e artistas de outras áreas, uniu as características locais com as novidades que se produziam pelo mundo, ao “erguer suas antenas” e propor a mistura de elementos como maracatu e hip hop. Era um marco do multiculturalismo, mesmo que, àquela época, o termo ainda nem estivesse popularizado.

É o que destaca Larissa Fostinone Locoselli, hoje docente da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu (PR), e autora da tese de doutorado “De rocks, murgas e maracatus: o fazer musical e a construção do ‘local’ sob o neoliberalismo latino-americano da virada de século. Um estudo comparativo das bandas Bersuit Vergarabat (Argentina) e Chico Science & Nação Zumbi (Brasil)”.

“O interessante com relação ao manguebeat é que, ao menos em suas manifestações mais conhecidas nacionalmente, esta conexão com o ‘regional’ continuou sendo um elemento central. A diferença esteve, muito mais, em como ela era reivindicada. A imagem-símbolo da antena parabólica enfiada na lama é muito representativa desta mudança de chave. O caráter tradicionalista da ‘preservação’ da cultura ‘regional’ dá lugar à expressão da necessidade da ‘região’ se conectar ao ‘mundo’”, analisa a professora.

O movimento manguebeat, assim, reforçou a conexão da cultura local com o que se fazia pelo mundo em busca de uma sociedade mais diversa em suas manifestações culturais. E, surgido em um cenário de uma cidade então decadente financeiramente, ele se voltou, também, para a denúncia social das desigualdades.

Ao mesmo tempo, não deixou de olhar para o cenário econômico e político global, pois os anos 1990 são um dos marcos históricos de adoções de políticas neoliberais por diversos governos centrais, com a defesa do estado mínimo. O que, em muitos casos, se transformava em redução do investimento nas necessárias políticas sociais, ampliando desigualdades.

Na produção do início dos anos 1990 as diversas manifestações do manguebeat se voltaram muito fortemente à representação e discussão em torno da desigualdade social. É interessante notar como este é um fator que, apesar de seguir presente ao longo das décadas, tem uma configuração muito específica naquela primeira cena, dos anos 1990, o que talvez se justifique pelo próprio contexto de maior choque neoliberal naquele momento

Larissa Locoselli, professora da Universidade Federal da Integração Latino-Americana

Essa expressão social fica clara em meio à fusão de sonoridades do mais icônico disco das bandas representativas do movimento, o “Da Lama ao Caos”, de Chico Science & Nação Zumbi, que foi eleito recentemente o melhor álbum brasileiro dos últimos 40 anos, em enquete promovida pelo jornal O Globo.

“Este álbum realiza uma crônica apuradíssima da desigualdade social que assolava Recife no início dos anos 1990, o que apelava a uma percepção crescente dos efeitos do neoliberalismo na vida social e que era comum ao país inteiro”, lembra a professora da Unila.

A continuidade, 30 anos depois
Com manifestações em diversos campos da cultura, o manguebeat ficou mais conhecido fora do território pernambucano, nos anos 1990, pelas músicas de Chico Science & Nação Zumbi e do Mundo Livre S/A. E pontificou dois tipos de legados: um externo, ao recolocar Pernambuco na diversa rota cultural brasileira, e um interno, ao resgatar tradições locais, como o maracatu.

Não à toa, o movimento tem herdeiros com espaço consolidado na música brasileira até hoje, como Cordel do Fogo Encantado e Mombojó, além da continuidade de nomes surgidos quando o movimento eclodiu, como Otto, Eddie e mesmo a Nação Zumbi.

“As agrupações do início dos anos 1990 tiveram realmente um papel muito importante na recolocação do estado de Pernambuco na cena cultural brasileira. Há estudos que indicam também o seu papel, principalmente de Chico Science & Nação Zumbi, na reconfiguração da cultura do maracatu nação, na própria região e para além dela”, destaca Larissa.

Ao escrever o manifesto “fundador” do movimento manguebeat, Zero Quatro referendou uma visão que o “estrangeiro” tinha do Recife, como elo representativo do Nordeste, de miséria e estagnação. Uma opinião que não mudou tanto assim, na sociedade, 30 anos depois.

Região que mais se desenvolveu socioeconomicamente no Brasil na primeira década deste século, o Nordeste, afinal, continua sendo visto por uma parcela da população sem a percepção dos efeitos dos avanços engendrados por governos progressistas, apagando as suas diversidades. Não se enxerga, assim, a autoestima surgida do acesso a bens básicos. A mesma autoestima, aliás, que o movimento manguebeat deu aos artistas locais quando suas vozes passaram a ser ouvidas além de Pernambuco.

Muitos dos avanços e das disputas políticas que os governos mais progressistas que o país teve nas primeiras décadas do século XX terminou incidindo diretamente sobre a pugna, simbólica e material, ‘Nordeste’ versus ‘Sudeste’. A reação conservadora a estes avanços vem, justamente, corroborando esta percepção, sendo cada vez mais mobilizados os pré-construídos sobre ‘o nordestino’ e cada vez mais acentuada a existência de uma polarização política entre ‘Nordeste’ e ‘Sudeste

Larissa Locoselli, professora da Universidade Federal da Integração Latino-Americana

E a cerveja…
O refluxo provocado pelo manguebeat vai se encontrar com a cerveja, e não apenas com aquela consumida por Chico Science “antes do almoço para ficar pensando melhor”, como descreve o já clássico verso de A Praieira, de Chico Science & Nação Zumbi. Trata-se da construção de um diálogo ambíguo, como aponta Larissa.

“Para mim este diálogo está exatamente neste caráter popular, no verso que fala aos hábitos mais arraigados da classe trabalhadora. A conexão do manguebeat com o popular em termos sociais é muito complexa, pois há movimentos de aproximação e distanciamento, como é próprio de qualquer criação da classe média e sua ambígua identificação com a classe trabalhadora. O verso de ‘A Praieira’ me parece muito representativo disso: apela ao mais trivial do cotidiano, dos hábitos populares, ao mesmo tempo em que parece querer estranhá-los”, analisa a professora.

Para além de um dos hábitos mais arraigados entre os trabalhadores brasileiros, o manguebeat também está inserido no entorno das bebidas, seja em homenagens ou no processo produtivo, que une o externo às características locais, como defendido por Zero Quatro no Manifesto Caranguejo com Cérebro.

Esse diálogo entre cerveja e manguebeat está expresso, por exemplo, em um célebre rótulo do mercado brasileiro, o Antes do Almoço, criado pela carioca 2cabeças. “A frase ‘antes do almoço’ é muito forte no imaginário coletivo e se encaixa perfeitamente com a ideia da cerveja, que era daquelas para beber o dia inteiro, despreocupado. Tem uma mistura de um estilo norte-americano, mas com uma leveza e refrescância que combina demais com o Brasil”, aponta Bernardo Graça Couto, sócio-fundador da 2cabeças, que usa a expressão eternizada em “A Praieira” em uma American Blonde Ale.

“A inspiração da Antes do Almoço surgiu de uma hora para outra. Eu estava há meses buscando o nome para uma cerveja nova, que seria uma American Blonde Ale. Um belo dia, voltando da praia após uma manhã de surfe, eu estava dirigindo e tocou ‘A Praieira’ no som do carro. E foi como se os números da Matrix começassem a cair na minha frente para batizar a nova cerveja”, conta o sócio da cervejaria.

Sediada no próprio Recife, por sua vez, a Ekäut homenageou o manguebeat na receita e, sobretudo, no rótulo da Hopbeat, uma New England IPA que lembra o movimento em seu nome, como afirma Raphael Vasconcelos, sommelier de cervejas e responsável pelo marketing e canais especiais da marca.

“Somos uma cervejaria regional e damos muito valor à cultura regional do Nordeste. Principalmente de Pernambuco, nossa praça-mãe e onde fica a Ekäut Cervejaria. O manguebeat faz parte da nossa cultura e temos um tremendo orgulho dessa repercussão e reconhecimento. Faz parte do nosso DNA utilizar estilos clássicos cervejeiros com uma ‘pegada’ de frutas e ingredientes regionais. Ouvimos e curtimos as músicas de Chico Science, Nação Zumbi e Mundo Livre S/A desde crianças. Chico Science & Nação Zumbi não podem faltar na nossa playlist do Spotify. Duda Beat tem entrado nessa lista recentemente também”, detalha Raphael. “[A receita da cerveja] É uma parceria perfeita para escutar um Maracatu Elétrico nas ruas do Recife Antigo.”