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Colorado lança Black IPA em embalagem 100% reciclada de cacos de vidro

A Cervejaria Colorado decidiu começar o ano com um lançamento que repete a sua tradição de utilizar ingredientes tipicamente nacionais em suas receitas, mas agora em um rótulo que reforça a importância da sustentabilidade. A marca da Ambev criou a Brasil com S nº18, uma Black IPA com pedaços de rapadura. Ela chega ao mercado em garrafas de vidro feitas de material 100% reciclado.

A garrafa da cerveja da Colorado foi desenvolvida ao longo dos anos pela AVR, a fábrica de vidro da Ambev no Rio de Janeiro. “Colorado sempre buscou trazer a criatividade para seus lançamentos, sempre com respeito e cuidado com a natureza e o meio ambiente. A Brasil com S nº 18 mistura tudo isso em um lugar só, não apenas na receita da cerveja, mas também no desenvolvimento da embalagem. Um lançamento mais sustentável, e, por que não, bem mais brasileiro”, afirma Daniel Carneiro, gerente de marketing da Colorado.

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Segundo a Ambev, a garrafa do lançamento da Colorado é a primeira a utilizar 100% de cacos de vidro para sua produção, sendo que as tradicionais têm em média 50% de material reciclado. Desse modo, se evita o uso de matérias-primas virgens no processo de fabricação, além de garantir a economia circular, trazendo impactos no processo, como a redução de consumo de energia. A estimativa é que a cada 5% de cacos incluídos na receita da produção do vidro, é reduzido 1% de consumo de energia comparando os dois processos produtivos. Ainda há uma redução de 50% nas emissões atmosféricas, de acordo com a companhia.

Além de malte, lúpulo e água, a Brasil com S nº 18 traz a rapadura como ingrediente. A nova cerveja é uma releitura da Colorado Indica, porém na versão Black IPA, com maltes torrados para trazer uma cor e um aroma diferenciados. Segundo a marca, a rapadura ajuda na formação de notas de caramelo ao sensorial, enquanto a adição de lúpulo remete ao aroma cítrico e frutado intenso, dando para a bebida um amargor médio/alto, mas balanceado com os outros ingredientes.

Entrevista: O que motivou a Noi a investir em destilaria e a incorporar a W*Kattz

Se os últimos meses do segundo semestre do ano passado marcaram um período de retomada das atividades sem maiores restrições para cervejarias, bares e restaurantes, a Noi buscou acelerar a sua recuperação já no fim de 2021 ao colocar em prática algumas estratégias que, espera, vão pavimentar o seu crescimento em 2022. Assim, ao mesmo tempo em que olhou para outra vertente da indústria de bebidas ao lançar a sua marca de gin, chamada Ion, também incorporou uma cervejaria ao seu portfólio, a W*Kattz.

A criação do gin confirmou a vocação da Noi de ser muito mais do que apenas uma cervejaria. Afinal, se surgiu como restaurante, reunindo hoje mais de uma dezena de estabelecimentos espalhados pelo estado do Rio de Janeiro, essa origem gastronômica se mistura com uma produção artesanal de bebidas ainda antes da chegada da família, de descendência italiana, às terras fluminenses.

A inspiração abriu caminhos para o surgimento da destilaria da companhia, onde, estima-se, serão fabricados 12 mil litros mensais de gin, atendendo a uma perspectiva, apresentada por Bianca Buzin, diretora de vendas e marketing da Noi, em entrevista para o Guia. Para ela, existe uma demanda crescente do mercado por produtos artesanais. “Há uma tendência para o que se produz artesanalmente, com cuidado, um produto do qual o cliente tem acesso a informações dos ingredientes”, diz.

Essa relação com o meio artesanal, definido por Bianca como “genuína”, também contribuiu para a Noi fechar a incorporação da W*Kattz, O acordo prevê que a produção, distribuição e comercialização das cervejas da artesanal de Niterói (RJ) seja feita pela Noi. Já as decisões estratégicas para o futuro da marca serão tomadas em conjunto.

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Essa incorporação, os próximos passos da destilaria e os planos da Noi para 2022 são alguns dos temas da entrevista de Bianca Buzin ao Guia. Confira abaixo:

Como surgiu a ideia de a Noi ter uma destilaria?
Essa decisão vem desde 2018. Foi quando a gente adquiriu os tanques, que chegaram em 2019. Mas a pandemia travou esse processo de lançamento do nosso gin, que ocorreria em 2020. A única coisa boa foi ganhar tempo para fazer o rótulo mais bonito possível, pesquisar bastante e realizar um trabalho de marketing bem legal, uma coisa diferenciada. Não tem o nome Noi, embora seja um produto nosso, da destilaria. A gente fez um jogo, uma brincadeira com isso. E a ideia de ter a destilaria é porque não vamos lançar só o gin.

Por que produzir o gin e quais são os próximos passos da Noi nesse mundo das bebidas destiladas?
Na Noi, a gente é amante de bebidas em geral. Meu pai produzia cachaça no Rio Grande do Sul com o meu avô. Eles consumiam e vendiam para os vizinhos. E o vinho, eles produziam só para consumo próprio. Então, isso está muito na nossa história. Tem muita gente lançando gin no Brasil, algo que se fala como se fosse uma tendência. Eu vou mais para o discurso de que há uma tendência para o que se produz artesanalmente, com cuidado, um produto do qual o cliente tem acesso a informações dos ingredientes. É um movimento de mercado voltado para conhecer o que se está bebendo. Isso vai de acordo com o gin e com a nossa história. Nossa história é muito forte com a bebida unindo pessoas e famílias em torno de uma mesa, com um vinho, uma cerveja ou uma cachaça. O alambique proporciona a possibilidade de se produzir cachaça, uísque e acho que até vodca. Essas três estariam com certeza dentro da destilaria, mas não sei qual será a primeira.

Além de lançar o gin, a Noi terminou 2021 como a incorporação da W*Kattz, de Niterói. Como se deu esse processo?
O nosso relacionamento com o meio artesanal sempre foi muito saudável, muito genuíno.  A gente participa muito de eventos desde o nosso início, já se criando uma comunidade. A concorrência não é prejudicial, a gente olha o outro para fazer o melhor. O meu concorrente não é um vilão. Essa marca é da minha cidade, a gente sempre foi muito próximo a eles. E aí surgiu a oportunidade, que foi boa para eles e para a gente, de ter essa incorporação. Não é só um simples aumento de portfólio. É uma incorporação, com a gente tendo a força dessa marca artesanal na cidade (Niterói).

Como funciona essa incorporação da W*Kattz?
A gente vai incluir as cervejas principais deles no portfólio, já estão sendo produzidas, inclusive. Vamos incluir em todas as nossas frentes de venda, inclusive nos nossos restaurantes teremos torneiras deles. Os fundadores estão ativos na continuidade do trabalho com a gente. A W*Kattz é a vida deles, como é a Noi para nós. Pode haver lançamentos, porque é da nossa cultura e é da cultura deles.

Você considera que incorporações vão se tornar uma tendência no segmento de cervejas artesanais?
Eu não sei se é uma tendência que vai continuar, mas são um resultado do que aconteceu na pandemia, que trouxe desafios, pois deixou em estado crítico muitos empresários e comércios. Eu não vejo como uma tendência contínua daqui para a frente de aumento desse tipo de fusão ou que seja algo que irá ficar estrutural.

Além da cervejaria e, agora, da destilaria, a Noi tem uma rede de restaurantes. Como é administrar um negócio que envolve bebidas alcoólicas e gastronomia?
Existem vários modelos de negócio na cerveja. Existe quem produz como “barriga de aluguel” para terceiros, tem quem possui a marca própria… Contar com a marca própria e o restaurante é outro modelo de negócio. E da mesma forma como eu tenho um modelo de negócio diferente, eu trato com uma gestão totalmente diferente de quem tem só fábrica. Então, não é trivial, não é um negócio que eu posso dizer que é fácil de administrar se você não tiver uma herança de serviço ou adquirir a competência de alguém que tenha, porque o setor de restaurante é muito específico, a gestão é muito diferente de você vender um produto para gôndola de mercado. Eu vejo potencial se você tiver as competências agregadas corretamente. Você está fazendo um serviço com o cliente, que não diferencia o restaurante do produto. E se acontecer alguma coisa errada é a mesma marca para o cliente. Então, ao mesmo tempo que pode ser muito positivo, é muito vulnerável.

Que avaliação a Noi faz da pandemia e, mais especificamente, do ano de 2021?
2020 foi um ano para esquecer. Graças a Deus, a nossa empresa permaneceu saudável. A gente tinha uma gestão de capital de giro, se movimentou, fez drive-thru, entregou muito PET, foram mais de 150 mil, no total. Agora, 2021, também teve uma queda (em relação a 2019). O resultado vai vir em 2022. A gente está se movimentando, comprou chopeira recentemente e barril. Estamos investindo, mas o resultado melhora, a gente imagina, a partir do meio do meio do ano.

E quais são os planos da Noi para 2022?
O plano é sempre crescer, crescer, crescer, crescer. As estratégias começaram em dezembro, com o gin e essa fusão já apontando que que a gente está com o movimento acelerado para crescer em 2022, não só em litragem mensal, que já vai aumentar, com os destilados, mas também em faturamento. Sobre as casas, a gente vai analisando pontualmente o crescimento delas, temos recebido muitos pedidos de abertura de franquias, algo que é outra frente do nosso grupo. Em 2021, mesmo com toda a crise, inauguramos duas lojas, então, das 11, estamos com três franquias. Podemos também abrir mais alguma casa e trabalhar bastante em eventos, no que a retomada permitir.

Brasileiras de 40 a 49 anos impulsionam aumento dos consumidores de cerveja

As mulheres das classes A e B que têm entre 40 e 49 anos foram as principais responsáveis pela alta de 27% no número de consumidores de cerveja no terceiro trimestre de 2021 no Brasil em comparação com o mesmo período de 2019. Os dados estão presentes na última edição do Consumer Insights, pesquisa feita pela Kantar.

Estes números evidenciam como a cerveja vem ganhando protagonismo entre as mulheres em meio à pandemia da Covid-19. E a avaliação dos responsáveis pelo estudo é de que essa alta no número de consumidores tem relação direta com a flexibilização das regras de distanciamento adotadas durante a pandemia e a reabertura gradual do comércio. O trabalho também demonstra que os momentos de consumo ocorrem, principalmente, em locais públicos e nas casas de amigos e familiares, ocorrendo cada vez mais com a presença feminina.

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Em locais públicos, por exemplo, o consumo de cerveja pelas mulheres saltou de 14,5% para 21,2% na comparação dos 12 meses encerrados em setembro de 2021 com o mesmo período do ano anterior. Já nas casas de amigos e familiares, por sua vez, o consumo cresceu 4%, atingindo 18,3%. A preferência pela cerveja também cresceu em momentos de happy hour e aos finais de semana. Neste contexto, o aumento foi de 10%, chegando a 45%.

Porém, mesmo que tenha ocorrido aumento do público que consome cerveja no Brasil, a frequência com que se bebe caiu 42% no terceiro trimestre de 2021 em comparação ao mesmo período de 2019. E o trabalho indica que homens das classes A e B entre 40 a 49 anos são os principais responsáveis por essa redução.

O levantamento da Kantar também relata que houve redução de 18% nas unidades consumidas e de 26% no valor gasto com cerveja no terceiro trimestre de 2021 em relação aos mesmos meses do período pré-pandemia.

Volta do consumo
A pesquisa também demonstra recuperação no valor consumido fora de casa em algumas regiões e estados do Brasil, como o Nordeste, o Sul, o Rio de Janeiro e em São Paulo na comparação entre os terceiros trimestre de 2021 e de 2020. Em todos esses, porém, o crescimento do valor auferido com as bebidas alcoólicas é em ritmo mais lento do que o obtido pelas demais categorias de bens de consumo embalados. Fica em 1,6% no Sul, em 1,3% no Nordeste e em apenas 0,8% em São Paulo. E há queda de 3,2% no Rio de Janeiro.

Por outro lado, em um aspecto que pode ser amplificado no verão, o consumo de bebidas alcoólicas cresceu 26,2% fora de casa no 3º trimestre de 2021 em relação ao mesmo período do ano anterior, indica a empresa especializada em dados, insights e consultoria.

Já o consumo de unidades de bebidas alcoólicas em casa expandiu 1,9% em fevereiro e março de 2020 em comparação ao mesmo bimestre do ano anterior, em uma tendência que pode ser reforçada no verão atual.

“O mercado cervejeiro perdeu a chance de dar exemplo de diversidade em 2021”

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O mercado de cervejas artesanais desperdiçou, em 2021, a chance de se tornar mais inclusivo e ser um exemplo de diversidade, na opinião de especialistas ouvidos pela reportagem do Guia. Para eles, o impulso de 2020, que veio como reação aos casos de preconceito no segmento cervejeiro no Brasil, não rendeu muito além de reflexões e ações pontuais, o que provocou poucas consequências efetivas perceptíveis no ano recém-encerrado.

Assim, passado o período em que a diversidade e a necessidade de inclusão pareciam pautas prioritárias, o mercado cervejeiro não transformou a discussão de outrora em ações concretas para mudanças efetivas e necessárias.

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“Não é fácil fazer uma mudança como essa, mas não é possível fazer uma omelete sem quebrar ovos. 2021 entra para a história como o ano em que o mercado cervejeiro perdeu a oportunidade de ser maior do que ele mesmo e de dar o exemplo”, afirma o publicitário, escritor e especialista em criação de conteúdo Eduardo Sena.

Para ele, o segmento de cervejas artesanais segue sem entender a importância de se movimentar em questões estruturais, levando a inclusão para além do discurso. Assim, desperdiça até mesmo a oportunidade de, ao se tornar um segmento mais diverso, aumentar o seu alcance e público.

“Enquanto não houver um pacto do mercado como um todo, no sentido de trazer os grupos minoritários e minorizados para pensar no futuro, o segmento vai continuar fazendo discurso de um lado, mas seguindo a mentalidade ‘quinta série’ e camaradista de gente racista, misógina, elitista e machista que vimos no grupo de WhatsApp em 2020. E seguir assim é burrice, e não sou eu quem está falando. Qualquer pesquisa superficial vai mostrar que diversidade faz bem para os negócios de muitas formas. Dizer que é sobre lacração ou mimimi é atestado de burrice”, argumenta.

Membro do coletivo AfroCerva e criador do Brassaria Brasília, Paulão Silva também destacou que se em 2020 houve posicionamento de muitos personagens do setor condenando os casos de racismo e misoginia, 2021 não contou com ações efetivas para mudanças no mercado cervejeiro no caminho da inclusão e da diversidade.

“Percebe-se que não passou de um ativismo de oportunidade por parte de muitos. E pouco efetivamente se fez no setor em 2021. A não ser pelos que já levantam as bandeiras e militam e, desta forma, já fazem a luta diária”, critica.

Um dos alvos dos abomináveis casos de racismo em 2020, Diego Dias, sócio-proprietário da Cervejaria Implicantes, avalia que as cobranças por diversidade no segmento têm se tornado maiores, mas também cita a ausência de resultados concretos. E aponta que o caminho para uma maior inclusão passa pelo nível organizacional das companhias, com acesso aos cargos com poder de decisão. “É importante os quadros de funções de relevância terem efetivamente uma diversidade”, frisa.

Os profissionais ainda lembraram que o ano de 2021 terminou, para eles, com a sensação da tentativa de esquecimento dos casos de preconceito ocorridos em 2020, diante da acusação de que um dos envolvidos em comentários de tom misógino e racista do ano anterior estaria envolvido diretamente na organização do Concurso Brasileiro da Cerveja, o principal campeonato cervejeiro do país.

“Não mexeram realmente nas estruturas, não mostraram vontade de mudar efetivamente de dentro para fora. Fosse assim, não veríamos casos como o do CBC”, reflete Eduardo. “Isso me traz as seguintes perguntas: O setor quer realmente mudar? Até onde o setor quer mudar?”, acrescenta Paulão.

Iniciativas relevantes
Entretanto, eles também destacam que o ano teve iniciativas relevantes, citando o lançamento da colaborativa do coletivo AfroCerva com a Soviet, uma cerveja que usa insumos adquiridos junto à uma comunidade quilombola. Outro exemplo lembrado e exaltado é o Torneia Bar, em São Paulo, que trabalha com uma equipe 100% LGBTQIA+.

“A Danielle Lira Edmundo (sommelier preta, aliada ao coletivo Afrocerva), em parceria com Christian Montezuma (sommelier e mestre em estilos), abriu o Torneira Bar, onde conta com uma equipe 100% LGBTQIA+ sendo 90% transexuais. Isso sim é diversidade no setor”, destaca Paulão.

Em ano com maior IPCA desde 2015, preço da cerveja aumenta 8,70%

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Em um ano marcado pela volta da inflação elevada, a ponto de o índice oficial ter ficado acima dos 10%, o preço da cerveja no domicílio também apresentou alta expressiva e fechou 2021 em 8,70%, de acordo com os dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira.

A expressiva inflação da cerveja contrasta com os dados modestos de anos recentes. O item no domicílio teve deflação de 0,64% em 2018 e alta de 1,94% em 2019 e 2020, mesmo que há dois anos os itens de alimentação tenham sido o vilão do crescimento dos preços.

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No mês passado, a alta da cerveja foi de apenas 0,14%. Porém, ao terminar 2021 em 8,7%, teve inflação superior até mesmo do que a do grupo de alimentação e bebidas, que ficou em 7,94% após acelerar 0,84% em dezembro.

Os destaques negativos do grupo foram o café moído, que subiu 50,24%, e o açúcar refinado, que teve alta de 47,87% em 2021. “A alta do café ocorreu principalmente no segundo semestre, pois a produção foi prejudicada pelas geadas no inverno. Já o preço do açúcar foi influenciado por uma oferta menor e pela competição pela matéria prima para a produção do etanol”, afirma o gerente do IPCA, Pedro Kislanov.

Essa alta do preço da cerveja em 2021 se deu, em parte, pela inflação dos insumos, algo que pressionou a indústria. Mas também se inseriu em um contexto de inflação generalizada, a ponto de o índice oficial, o IPCA, ter fechado o ano em 10,06%, após alta de 0,73% em dezembro. No ano passado, havia sido de 4,52%.

Com isso, ficou muito acima da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional, que era de 3,75%, com um teto de 5,25%. Foi a maior taxa desde 2015, última vez em que a meta havia estourado. E o grupo de transportes, com alta de 21,03%, acabou sendo o que apresentou maior variação e impacto, de 4,19%, no IPCA de 2021.

“O grupo dos transportes foi afetado principalmente pelos combustíveis”, explica Kislanov. “Com os sucessivos reajustes nas bombas, a gasolina acumulou alta de 47,49% em 2021. Já o etanol subiu 62,23% e foi influenciado também pela produção de açúcar”, complementa.

Já o preço da energia elétrica também apresentou impacto relevante sobre o IPCA ao subir 21,21% no ano passado. “Ao longo do ano, além dos reajustes tarifários, as bandeiras foram aumentando, culminando na criação de uma nova bandeira de Escassez Hídrica. Isso impactou muito o resultado de energia elétrica, que tem bastante peso no índice”, afirma Kislanov.

A inflação da cerveja fora do domicílio foi mais modesta em 2021, de 4,82%, após apresentar leve alta, de 0,09%, em dezembro. Por sua vez, as outras bebidas alcoólicas tiveram o seu preço influenciado diretamente pelo local de venda.

As demais bebidas alcoólicas apresentaram inflação de 2,71% em dezembro, terminando o ano em 1,93%. Fora do domicílio, o item teve deflação de 2,76% no mês passado, concluindo 2021 com baixa de 1,49%.

BeerSales aposta na ascensão dos brewpubs em 2022 e investe em soluções

Mesmo com o avanço da vacinação contra a Covid-19 no Brasil e no mundo, o surgimento de novas variantes, como a Ômicron, traz incertezas para o ano de 2022 no setor cervejeiro. Ainda assim, a aposta é de que o segmento deve retomar um ritmo de crescimento que se sustentará em modelos com o brewpub, na visão de Alam Correa, CEO e cofundador do BeerSales.

Para ele, estabelecimentos que produzem e comercializam cerveja em um mesmo local devem ganhar força em 2022. Assim, a sua empresa se programou para atender uma demanda que imagina ser crescente ao longo do ano. “Pretendemos lançar um novo módulo do BeerSales voltado para atender brewpubs de uma forma completa e efetiva”, destaca.

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O BeerSales é um software para gestão de empresas do mercado cervejeiro da e-Get. Para este novo ano, a companhia também investe no módulo de força de vendas da sua solução tecnológica, com o intuito de ajudar na emissão de pedidos pelo time de vendas das cervejarias, com a promessa de fácil implementação e usabilidade para distribuidoras e pequenos fabricantes.

Essas perspectivas surgem após um 2021 cheio de desafios, o que forçou o cancelamento e o adiamento de alguns investimentos para 2022. Mas agora as expectativas positivas se baseiam em uma recuperação iniciada no segundo semestre, com a retomada das contratações pela companhia.

 “Sentimos confiança para retomar os investimentos principalmente em mão de obra e na nossa nova sede. O novo espaço para a e-Get é um sonho antigo e que acabou sendo adiado em março de 2020 devido à pandemia” relata o CEO do Beer Sales.

A ideia de construir uma sede é vista como necessária para suportar o crescimento previsto para os próximos anos e disponibilizar uma estrutura de trabalho ideal para os colaboradores da e-Get, algo que se tornou uma preocupação maior no ano passado, com os desafios surgidos para a captação de talentos para seu time. “Encontrar pessoas que possuem as qualificações desejadas continua sendo uma tarefa bastante árdua, sendo que este desafio já existia mesmo antes da pandemia”, explica Alam.

A dificuldade se dá, em boa parte, pelo aumento da disputa de mercado, provocado, em sua opinião, pela possibilidade de atuação de modo remoto pelos profissionais. Assim, um especialista em tecnologia da informação pode residir em um estado ou país diferente ao da sua empresa.

“Se antes tínhamos apenas como problema outras empresas locais em busca dos talentos, agora temos a nível mundial”, observa. “Esta situação fez com que a média salarial dos profissionais sofresse um grande aumento durante a pandemia”, acrescenta.

Por isso, o BeerSales precisou analisar e ajustar organograma, cargos e salários, se adequando a este novo cenário para conseguir captar e reter colaboradores na sua equipe. “Atualmente, temos quatro desenvolvedores trabalhando 100% home-office, sendo que alguns destes residem em outros estados do Brasil. Antes da pandemia, este cenário 100% remoto não era nem cogitado na empresa”, finaliza Alam.

Festival do Lúpulo amplia programação em sua 2ª edição e terá concursos

O Festival Nacional da Colheita do Lúpulo ficou maior. Após realizar a sua primeira edição em 2021, o evento voltará a ocorrer em 2022, agora no período de 25 de fevereiro a 1º de março, quando se celebra o carnaval. E ampliou o número de dias e as atrações, o que inclui a realização de concursos de lúpulo e de cervejas lupuladas na cidade de Curitibanos (SC).

A primeira edição do festival, realizada em fevereiro de 2021, um período de agravamento da pandemia do coronavírus, contou, para cumprir com as medidas sanitárias, com a participação de apenas 60 pessoas. Um público que poderá ser bem maior para a segunda versão do festival do lúpulo, que espera atrair 150 pessoas, além dos moradores de Curitibanos.

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“O evento de 2021 foi sensacional, com os participantes ficando satisfeitos, algo confirmado pela inscrição da maioria das pessoas novamente, garantindo vaga para 2022”, relata o engenheiro agrônomo Rodrigo Baierle, proprietário da Lúpulos 1090 e organizador do festival.

Os responsáveis pela organização do festival decidiram incluir mais eventos na programação, como a Feira Brasileira do Lúpulo, além de manterem os workshops, a visitação a uma plantação, a colheita e brasagem coletiva, assim como as palestras, com a abordagem de conteúdos técnicos, e as atrações gastronômicas.  

“Esperamos trazer também a população de Curitibanos para conhecer o lúpulo. Temos uma região muito propícia e que pode se tornar um polo produtivo”, diz Baierle. “Vamos disseminar o que acontecerá de bom no festival para mais pessoas e regiões. Ter mais gente interessada em produzir lúpulo e mais cervejarias interessadas em utilizar o lúpulo em suas cervejas”, acrescenta.

E a principal novidade do festival em 2022 serão as competições. O evento, assim, contará com a realização do Concurso Latino de Cervejas Lupuladas. Organizada em parceria com a produtora Matinê Cervejeira, a disputa abrangerá 62 estilos de cerveja e tem 20 categorias, sendo uma exclusiva para cervejas feitas com lúpulos cultivados em solo nacional.

A expectativa é de que os concursos ajudem a estimular a pesquisa e o desenvolvimento de rótulos que levem o lúpulo brasileiro em suas receitas. “Surgiu com a ideia de fomentar a cultura do lúpulo na América do Sul, o seu uso nas cervejas e o consumo das lupuladas, que serão julgadas por jurados”, comenta Baierle.  

Outra atração inédita do festival em Curitibanos será a Copa Brasileira de Lúpulos. Esse concurso vai premiar o melhor cultivador e a melhor fazenda de lúpulo por meio da análise do ácido alfa e dos óleos essenciais, como explica Baierle.

“Poderemos avaliar os lúpulos brasileiros, premiar os melhores cultivadores, seus agrônomos. A fazenda com maior pontuação será eleita a melhor fazenda produtora de lúpulo, algo inédito. Vai fomentar a cadeia e melhorar as cadeias do cultivo”, afirma.

Ele também acredita que os concursos podem servir como estímulo para o aperfeiçoamento dos profissionais envolvidos no cultivo do lúpulo, além de mostrar as diferenças da produção nacional, provocadas pelo uso de técnicas distintas e pela localidade onde ela ocorre.

“Esperamos promover a disseminação de boas técnicas de cultivo, com informações, e a avaliação química. Isso vai permitir a avaliação do lúpulo de diversas regiões, os diversos terroirs. As pessoas poderão perceber como o terroir floral é diferente de acordo com a região, mesmo sendo o mesmo lúpulo. Então poderemos avaliar os cultivares e os seus cultivos”, argumenta.

Criado para fomentar a cultura do lúpulo, com a divulgação de informações, o festival teve, no ano passado, busca intensa por informações, de acordo com Baierle. Assim, os organizadores decidiram reforçar a programação técnica para 2022.

Haverá, então, palestras de Scott Janish, autor do livro “A Nova IPA”, do próprio Baierle, de Stefano Gomes Kretzer, proprietário da Lúpulos do Vale, de Renan Furlan, proprietário da Lúpulo Tropical, assim como do químico Duan Ceola, pesquisador na área do lúpulo. Ao mesmo tempo, haverá palestras voltadas ao setor cervejeiro, como a de Marcos Odebrecht, proprietário da Maltes Catarinense.

A programação completa do 2º Festival Nacional da Colheita do Lúpulo pode ser conferida no link.

IPAs da Cia de Brassagem dão visibilidade à preservação da onça-preta e da suçuarana

Preocupada com a conservação da biodiversidade, a Cia de Brassagem Brasil costuma trazer em seu portfólio rótulos que auxiliam projetos de preservação, dando voz e espaço a essas causas. Seguindo com essa tradição, a cervejaria lançou recentemente duas IPAs que possuem esse foco: a Suçuarana, uma Double IPA e a Onça-Preta, uma Black IPA.

Ao dar visibilidade à luta contra a extinção de alguns animais, os rótulos contribuem para evidenciar as ações de grupos associados. Nesse caso, as cervejas foram lançadas em parceria com o Instituto para a Conservação dos Carnívoros Neotropicais, o Pró-Carnívoros.

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A associação civil é de direito privado, não governamental e sem fins lucrativos. Com 25 anos de atuação, está sediada na cidade paulista de Atibaia e desenvolve projetos em diversas regiões do país. “Parte da venda das cervejas é destinada ao instituto parceiro. No caso, fazemos o repasse para o Instituto Pró-Carnívoros”, explica Danielle Mingatos, sócio e co-fundadora da Cia de Brassagem.

A cerveja Onça-Preta foi lançada no Dia Mundial da Onça-Pintada, sendo uma Black India Pale Ale, com 6,5% de graduação alcoólica e 72 IBUs de amargor. De acordo com o seu descritivo, tem aromas e sabores predominantes dos lúpulos americanos Citra e Amarillo em equilíbrio com maltes escuros que trazem uma leve nota tostada.

A bebida traz visibilidade para a onça-preta, animal que pode ser encontrado do México até a Argentina. Estima-se que 70% desses felinos vivam no Brasil, principalmente na Amazônia.

“Estamos falando do maior felino das Américas que está em extinção. A situação da onça-preta é mais crítica, pois trata-se de um indivíduo raro e que pode ser observado na Amazônia, na Caatinga, no Cerrado e na Mata Atlântica. Curiosamente a onça-preta não é encontrada no Pantanal, hipóteses ainda precisam ser testadas, mas a explicação pode envolver condições climáticas, incluindo a radiação solar, e a dieta das onças nesse bioma”, completa Danielle.

Já a cerveja Suçuarana é uma Double IPA com 9,0% de graduação alcoólica e 90 IBUs de amargor. Segundo a Cia de Brassagem, traz aromas e sabores que remetem a frutas cítricas e tropicais, além da combinação entre os lúpulos americanos Citra, Mosaic e Cascade, tendo muito amargor.

A bebida foi criada para homenagem a suçuarana ou onça-parda, considerado um dos felinos mais adaptáveis, sendo o carnívoro mais amplamente distribuído nas Américas, incluindo o Brasil.

Ela tem sido notícia por conta de seu aparecimento em regiões urbanas, como ocorreu recentemente na cidade do Rio de Janeiro. Esse foi o primeiro registro da espécie em 80 anos, na capital fluminense. Episódios como esse têm sido constantes e alertam para o fato de que seu habitat natural vem sendo tomado de maneira indevida. Além da significativa alteração do habitat, a diminuição na disponibilidade das presas e a caça ilegal constituem as principais ameaças à espécie.

As duas cervejas estão disponíveis em chope, lata não pasteurizada de 473ml e garrafas pasteurizadas de 500ml. “Ao apreciar nossas cervejas, o consumidor tem a experiência cervejeira e contribui, através do instituto ou projeto parceiro, a preservar aquela espécie do rótulo. Nosso projeto já foi premiado por duas vezes consecutivas no Prêmio Brasil Brau de Gestão de Negócios em Cerveja na categoria de Responsabilidade Social”, conclui Danielle.

Corona cria cerveja com vitamina D e reforça ligação com vida ao ar livre

A Corona decidiu levar a associação das suas cervejas com a praia e o sol a um patamar mais elevado. A marca da AB InBev desenvolveu e lançou, inicialmente no mercado do Canadá, uma cerveja sem álcool e que possui a vitamina D, costumeiramente absorvida através da exposição à luz solar, como um dos seus ingredientes.

A novidade é a Corona Sunbrew, tendo sido criada pela equipe de inovação da AB InBev. Ela possui menos de 70 calorias e, em sua garrafa de 330ml, leva, segundo a marca, 30% da dose diária recomendada de consumo de vitamina D pela agência governamental Health Canada.

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“Estamos entusiasmados por oferecer aos consumidores Corona Sunbrew 0,0%, a primeira cerveja sem álcool com vitamina D, reforçando o nosso desejo de ajudar as pessoas a se reconectarem com a natureza, a qualquer hora”, afirmou Felipe Aimbra, vice-presidente global da Corona.

A novidade é produzida a partir da retirada do álcool da Corona Extra. Depois, então, são inseridos a vitamina D e sabores naturais. Mas foi preciso superar desafios para conseguir utilizar a vitamina D no processo de fermentação da cerveja, como destacou Brad Weaver, vice-presidente global de pesquisa e desenvolvimento de inovação da AB InBev.

“A viagem não foi fácil, porque a vitamina D é sensível ao oxigênio e à luz, e não é facilmente solúvel em água. Mas graças ao nosso investimento contínuo em inovação e pesquisa e desenvolvimento, nossa equipe foi capaz de criar a única cerveja sem álcool com vitamina D, proporcionando uma oportunidade única no mercado”, disse.

De acordo com a Corona, “a novidade foi pensada especialmente para as pessoas de países com pouca exposição à luz solar durante parte do ano, muitas vezes por causa das estações frias mais rigorosas”. Não à toa, assim, foi lançada no período do inverno no país da América do Norte.

Além da óbvia ligação com a praia e celebrações ao ar livre, alvo de constantes ações de marketing da Corona, a novidade reforça os investimentos da AB InBev em cervejas sem álcool e associadas à saudabilidade, algo perceptível, por exemplo, em opções como as da marca Stella Artois, que possui versões zero álcool e sem a presença de glúten no Brasil.

Após o Canadá, a cerveja sem álcool e com vitamina D da Corona vai ser lançada no Reino Unido e em outros mercados da Europa, América do Sul e Ásia. Mas ainda não existe previsão de lançamento e distribuição no Brasil.

Giba Tarantino assume presidência da Abracerva com foco no acesso à educação

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A Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) inicia 2022 sob nova presidência. Em decisão tomada pela gestão em dezembro, Gilberto Tarantino assumiu o comando da entidade. E atuará com foco em levar informação e educação aos associados e ao mercado cervejeiro.

Proprietário da Cervejaria Tarantino, Giba já fazia parte da gestão da Abracerva e substitui Ugo Todde, que permanece na diretoria da associação, embora não mais como presidente. Uma troca que faz a entidade representante das cervejarias artesanais no Brasil ter o seu quarto presidente em menos de um ano e meio.

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As mudanças começaram em setembro de 2020, com a renúncia de Carlo Lapolli, o que provocou a realização de eleições, vencidas pela chapa que administra atualmente a Abracerva e definiu, na época, Nadhine França como sua presidente. Em julho de 2021, ela renunciou ao cargo com a intenção de se mudar ao exterior para estudar e trabalhar, sendo sucedida por Todde, então secretário da associação.

Recentemente, o proprietário da Cervejaria Dümf deixou a presidência da Abracerva, com o cargo sendo assumido por Tarantino de modo consensual. Ele ficará à frente da gestão da associação até outubro, quando se encerra o mandato da diretoria. Até lá, pretende unir o segmento, além de promover acesso à educação aos envolvidos no setor, que passa por um período difícil, em função dos efeitos da crise provocada pela pandemia do coronavírus.

“Espero chamar a atenção dos associados e não associados de que temos um mercado importante, que precisa se unir e se educar. É a base para conseguir pleitos relevantes, como redução da carga tributária e a desburocratização. Isso é fundamental para o crescimento do segmento”, afirma Tarantino, à reportagem do Guia.

Para isso, a Abracerva prepara um calendário de atividades, com a realização de palestras online, o que incluirá a participação de figuras de peso internacional. A programação, inclusive, deverá ser anunciada nos próximos dias, com as apresentações se iniciando ainda em janeiro. A associação também buscará fechar acordos com grandes marcas do setor e sonha, caso seja viável, com a realização de eventos presenciais ainda em 2022.

Com experiência internacional em sua carreira, Tarantino revela que vai se inspirar em exemplos de fora do Brasil à frente da Abracerva. E o principal deverá ser a Brewers Association (BA, na sigla em inglês), entidade que representa as cervejarias artesanais e independentes dos Estados Unidos, contando com, aproximadamente, 5.400 filiados.

“Vi como eles cresceram, como são unidos, incluindo a atuação no congresso americano, com lobby para a redução de impostos. Temos que correr atrás de alguns exemplos. E esse é o mais relevante. Existe um canal aberto, eles têm interesse em colaborar. A gente tem que aprender com eles e adequar a nossa realidade”, diz.

Além disso, na carta em que anunciou aos associados a mudança na presidência da Abracerva, Tarantino destaca a necessidade de união dentro do segmento de cervejas artesanais. “Os dois últimos anos foram muito difíceis para nosso segmento e a união de todos é muito importante para os próximos desafios. Sempre tentei me unir e aprender com pessoas apaixonadas e profissionais para formar um bom time e agora peço sua atenção e uma chance para juntos agitarmos a Abracerva pelo bem do mercado e pelo bem de cada empresa ligada a cultura e negócios cervejeiros”, escreve.

Quem é?
Agora também presidente da Abracerva, Gilberto Tarantino é paulistano e estudou Comunicação Social na FIAM. Atuou com comércio exterior como representante e importador de peças e partes de turbinas da GE por 16 anos, também tendo trabalhado como importador e lojista da marca de relógios Swatch.

Desde 2009 atua no mercado de cervejas artesanais no Brasil como importador de marcas americanas e europeias como Flying Dog, Rogue, Anderson Valley, Founders, Brewdog, Mikkeller e Faxe. Foram mais de 300 contêineres trazidos ao país até 2017, quando iniciou a construção da Cervejaria Tarantino, fundada em 2018 e localizada no bairro do Limão, na zona norte da cidade de São Paulo.