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Corona cria bar temporário à base de areia e elementos da natureza

Em mais uma ação para reforçar a sua relação com a natureza, a Corona decidiu montar um bar tendo a areia como base. O espaço, chamado Bar 100% Natural, vai funcionar nos dois últimos finais de semana de outubro, de sexta-feira até domingo (dias 22 a 24 e 29 a 31), na Praia Brava, em Florianópolis.

No bar montado pela marca, as mesas, a cadeira e o balcão são feitos de areia, com argila, bambu e madeira complementando a sua construção. Assim, a estrutura não possui concreto, metal ou plástico. Ao final do período de funcionamento do espaço, os elementos serão retirados e devolvidos à natureza, reutilizados ou reciclados, de acordo com a Corona.

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Para frequentar o Bar 100% Natural, basta ao interessado fazer sua reserva. O espaço começa a funcionar na sexta (22) indo até o domingo (24), das 10h às 17h30, em horários e dias que voltarão a se repetir na semana seguinte.

O bar possui oito mesas com capacidade para acomodar até seis pessoas. Cada grupo pode permanecer por 45 minutos no local, recebendo como cortesia um balde com 6 long necks da Corona com uma fatia de limão no gargalo. E a água será servida à vontade.

Uma experiência semelhante foi realizada pela Corona no Reino Unido, em junho. E, de acordo com a marca da Ambev, a ideia foi oferecer momentos de conexão entre as pessoas e a natureza em um formato sustentável e integrado ao ambiente da praia.

Com mais de 90 anos, a Corona tem buscado em sua trajetória se associar à natureza, como destaca o seu chefe de marketing, João Pedro Zattar. Agora, então, decidiu oferecer ao público o Bar 100% Natural no momento de retomada gradual das atividades de lazer.

A Corona sempre convidou o público a se conectar com o mundo natural, mas, além de chamar as pessoas a apreciarem e cuidarem desse mundo, a Corona também é feita dele. Sabemos o quanto os momentos vividos junto à natureza podem ser ainda mais importantes enquanto tentamos de forma gradual e segura retomar algumas atividades de lazer, então pensamos em criar um bar 100% natural, assim como a nossa cerveja, levando uma experiência diferente ao público

João Pedro Zattar, chefe de marketing da Corona

Uber conclui compra do app Drizly, a “Amazon das bebidas alcoólicas” nos EUA

A Uber Technologies concluiu a aquisição do Drizly, um aplicativo de comércio eletrônico de bebidas alcoólicas nos Estados Unidos. A compra teve o valor aproximado de US$ 1,1 bilhão (cerca de R$ 6,1 bilhões), sendo em boa parte paga com a emissão de 18,7 milhões de ações ordinárias da companhia prestadora de serviços de transporte privado.

O Drizly tem o apelido de “Amazon das bebidas alcoólicas”, sendo a líder nos Estados Unidos da venda sob demanda desse tipo de produto. No Brasil, o aplicativo mais semelhante ao recém-adquirido pela Uber é o Zé Delivery, da Ambev.

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Nos EUA, o Drizly está presente em mais de 1.600 cidades e em 33 estados. A companhia trabalha com milhares de varejistas para oferecer uma extensa seleção de cervejas, vinhos e destilados, concedendo a possibilidade de compra através do aplicativo.

Agora, então, o Drizly se tornou uma subsidiária integral da Uber. Nos próximos meses, o mercado do aplicativo será apresentado no aplicativo Uber Eats. Ao mesmo tempo, porém, vai ser mantido o aplicativo da startup de bebidas alcoólicas.

Os varejistas terão acesso à tecnologia de roteamento da Uber e à base de consumidores, e os motoristas terão mais pedidos para entregar. Além disso, o Uber pode integrar seus programas de recompensas e assinaturas com benefícios e vantagens do Drizly.

O acordo confirma a avaliação da Uber de que a demanda por produtos adquiridos via aplicativos seguirá em alta mesmo ao fim da pandemia do coronavírus, uma demanda que cresceu com as medidas de isolamento social, levando as pessoas a comprarem alimentos e bebidas para consumo residencial.

“O Uber Eats e o Drizly são realmente a combinação perfeita. À medida que investimos em ofertas expandidas em nosso negócio de entrega – de supermercados e lojas de conveniência a uma ampla variedade de varejistas -, o álcool continua a ser o principal impulsionador da demanda dos consumidores nos Estados Unidos. No aplicativo Uber Eats, as pesquisas por itens de álcool aumentaram 200% somente no ano passado”, contextualiza o CEO da Uber, Dara Khosrowshahi.

O acordo também foi comemorado por Cory Rellas, CEO do Drizly. “Hoje é o início de outro capítulo e não poderíamos estar mais animados em nos tornarmos parte da família Uber. Com sua plataforma, tecnologia, escala e experiência, vamos acelerar nossa missão de nos tornarmos o lugar certo para o álcool – a qualquer hora, em qualquer lugar, para qualquer ocasião. Estamos ansiosos para a jornada para continuar a criar a experiência do consumidor que todos nós merecemos em bebidas alcoólicas.”

Grupo Heineken encerrará linha de garrafas PET acima de 1L para não alcoólicas

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O Grupo Heineken deixará de utilizar garrafas PET de 1 litro ou mais para envasar os seus produtos no Brasil. A companhia anunciou a retirada do seu portfólio de embalagens de garrafas PET 1 e 2 litros das suas bebidas não alcoólicas, como refrigerantes, sucos e águas das marcas Itubaína, FYs, Skinka e Viva Schin, além das PETs de 1,5 litro das marcas Skinka e Água Schin.

O processo de encerramento dessas linhas se iniciou nas unidades produtivas da empresa, com a previsão de término no começo de 2022 com o fim dos estoques de mercados, bares e restaurantes, quando essas garrafas deixarão de ser vendidas. A iniciativa faz parte do compromisso de sustentabilidade do Grupo Heineken de reduzir em 80% o volume da embalagem PET até 2025.

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O Grupo Heineken, assim, vai focar nas embalagens de consumo individual, também tendo observado a mudança no comportamento dos consumidores na busca por mais saudabilidade e equilíbrio no dia a dia.

“Estamos comprometidos com uma agenda de sustentabilidade bastante robusta e, para atingir nossas metas, precisamos revisitar estratégias, ajustar rotas de negócio e tomar grandes decisões como essa. Estamos confiantes nos resultados positivos que teremos em relação à redução do uso de plástico e dos impactos de nossas embalagens no meio ambiente”, comenta Ornella Vilardo, gerente de sustentabilidade do Grupo Heineken.

A ação envolvendo o portfólio do segmento de não alcoólicos está inserida na busca por soluções sustentáveis pelo Grupo Heineken, que tem a meta de neutralizar as emissões de carbono em toda a sua cadeia de valor até 2040. E fará a companhia ter maior concentração nas embalagens de alumínio, que vem ampliando a sua presença no mercado.

“Precisamos considerar que, quando não descartadas corretamente, as garrafas PET acabam chegando ao meio ambiente e levam cerca de 400 anos para se decompor. Por isso, com essa mudança, nosso objetivo é reduzir a presença deste material no mercado e dar mais foco ao alumínio, matéria-prima altamente reciclável e, atualmente, é o material com a maior porcentagem de reciclabilidade no Brasil”, explica Ornella.

O Grupo Heineken já vem adotando outras ações nessa linha. A companhia, por exemplo, tem o objetivo de zerar as emissões de carbono na produção até 2030 globalmente, meta que pretende atingir em 2023 no Brasil.

Para isso, a estratégia é usar energias renováveis e eficiência energética em todas as 15 unidades produtivas e 31 centros de distribuição, além de facilitar o acesso à energia verde para bares e restaurantes nos quais o portfólio da companhia está presente. Além disso, até 2025, o objetivo é ter 100% de circularidade das embalagens utilizadas em bares e restaurantes.

Não é só no Brasil…
A decisão de retirada das garrafas de embalagens PET do portfólio não se resume à operação do Grupo Heineken no Brasil. Na Europa, a Heineken UK, líder do setor cervejeiro no Reino Unido, também optou por tirar esse tipo de embalagem no seu portfólio. A medida representará uma economia de 6 bilhões de recipientes plásticos e 170 toneladas do material do mercado anualmente.

Além disso, por lá, a Heineken também retirou todos os produtos de terceiros em embalagens de plástico PET do seu comércio eletrônico.

A empresa argumenta que os jovens estão conscientes de seu impacto ambiental e a imagem negativa dos produtos plásticos não corresponde a uma marca moderna como a Heineken. De acordo com o grupo, uma pesquisa mostrou que 79% da Geração Z (que se refere às pessoas nascidas entre 1997 e 2012) declararam mudar seus hábitos de compra com base na sustentabilidade.

“Agora é mais importante do que nunca que as empresas efetuem mudanças positivas para o planeta e forneçam aos clientes oportunidades de ‘fazer a coisa certa’”, destaca a Heineken UK.

Livre da seca, lúpulo da região serrana do RJ se aproxima da colheita antes de salto

Após o longo período de estiagem em quase todo o Brasil, o momento da colheita da safra do lúpulo na região serrana do Rio de Janeiro se aproxima. A planta, contudo, não foi afetada pela seca, pois estava em dormência. E a expectativa é de que sejam obtidas de 12 a 15 toneladas de lúpulo, a partir da primeira quinzena de janeiro. Quantidade que vai ser aproveitada pelo Grupo Petrópolis em suas cervejas especiais e pelas marcas da Rota Cervejeira RJ.

Mas, principalmente, a safra é vista como uma etapa de transição para a plantação atingir a sua maturidade, conseguindo se aproximar da capacidade plena, com a futura obtenção de uma média de 4 quilos por planta. De qualquer forma, para a colheita da próxima safra, há a expectativa de que o lúpulo seja melhor e em volume superior em comparação com a anterior.

“Com as experiências adquiridas na safra passada, esse ano esperamos aumentar tanto a quantidade como a qualidade”, aponta Teresa Yoshiko, proprietária do Viveiro Ninkasi, em Teresópolis (RJ).

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Ana Pampillón, coordenadora da Rota Cervejeira RJ e atuante no mercado do lúpulo brasileiro, explica o estágio atual da planta na região serrana, destacando que a dormência foi até mais longa do que a usual. E também aponta que o lúpulo deverá estar em boas condições de ser colhido já no início de 2022.

“Nós tivemos o período de frio, em que elas dormiram mais do que eram para dormir. Agora, elas estão começando a subir. Acredito que daqui a um mês, mais ou menos, já comecem a dar braços, e em dezembro já floresçam. E vão chegar ao ponto de colheita na primeira quinzena de janeiro”, projeta.

Ana conta, ainda, que essa próxima produção do lúpulo se dividirá entre a demanda de atender a uma grande cervejaria e o desafio de deixar o restante da safra em boas condições de aproveitamento pelas cervejarias da Rota RJ. No caso do Grupo Petrópolis, toda a produção da sua fazenda é escoada para o uso em cervejarias especiais da sua linha.

“A maior parte dessa colheita vem da fazenda do Grupo Petrópolis. Então, o Grupo Petrópolis vai absorver todo esse lúpulo para produção de cervejas de testes e de cervejas especiais, porque esse volume é pouco para eles. Então, até eles atingirem a autossuficiência, é preciso ainda plantar muito lúpulo”, explica Ana.

O restante da produção será oferecido para as cervejarias da Rota RJ, devendo atender, assim, a uma demanda mais restrita, daquelas marcas que utilizam o lúpulo em flor, como ressalta Ana. “O que vai acontecer ainda esse ano é eles venderem o lúpulo em flor. Isso implica em você ter mais cuidado da produção cerveja e, aí, só as pequenininhas [pequenas cervejarias] que vão querer trabalhar e testar esse lúpulo em flor.”

É, porém, uma etapa de transição. Ana reconhece que a maior parte dos produtores de lúpulo da região serrana ainda não estão preparados para a realização do beneficiamento do lúpulo, com a sua secagem e peletização. Algo que, ela aposta, estará presente na colheita do ano seguinte.

“Nessas fazendas e nesses produtores que ainda estão se preparando para que, ano que vem, já tenham o equipamento para peletizar as flores de lúpulo. Aí, sim, o escoamento vai ser muito mais fácil. Ainda é o ano de testes para a maioria dos produtores do Estado”, detalha a coordenadora da Rota RJ.

A partir disso, a produção do lúpulo na região serrana poderá dobrar, contribuindo para o crescimento e melhoria de toda a cadeia cervejeira. “A previsão é de pelo menos duplicar essa quantidade de lúpulo, tanto pelo número de plantações quanto pela própria planta, que atinge a sua maturidade no terceiro ano de vida”, complementa Ana.

Variações climáticas
A produção do lúpulo passou incólume por um período de seca que preocupou aqueles que dependem da terra para a colheita para outros produtos. Mas o cenário pode ser diferente quando há chuva em abundância no verão brasileiro. Por isso, é preciso estar atento às mudanças climáticas nas próximas semanas.

“O trabalho é feito em cima da nutrição, com plantas equilibradas, sadias, evitando, assim, a entrada de fungos e bactérias. E é justamente na época das chuvas que elas formam as flores, ocasionando perdas”, explica Teresa Yoshiko.

Inspirada no cappuccino, cerveja da Matisse será lançada em evento sobre café

A Cervejaria Matisse se inspirou no cappuccino para criar o seu próximo rótulo. É a D’Aviano, que será lançada durante a edição 2021 do Rio Coffee Nation, que acontecerá no próximo fim de semana, nos dias 23 e 24, na capital fluminense. A Matisse é a cervejaria oficial do evento, propício para a marca que tem a Lydia, uma IPA com café verde, como um dos seus maiores sucessos.

“Estarmos voltando aos eventos é uma grande alegria. O Rio Coffee Nation ser o marco desse retorno é bastante significativo, porque a Lydia nos aproximou muito de produtores, baristas e especialistas em café”, destaca Mario Jorge Lima, sócio-fundador da Matisse.

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A D’Aviano é uma Sweet Milk Stout inspirada no cappuccino que, conforme detalha Mario Jorge, fez a Matisse trabalhar no seu aperfeiçoamento nos últimos anos, até ficar pronta para ser lançada. E a cerveja recebeu esse nome em homenagem ao monge capuchinho italiano Fra’ Marco D’Aviano que, por volta do século XVII, era um dos muitos que resistiram à invasão Islâmica na Europa.

Segundo a lenda, em uma destas batalhas, após serem derrotados pelo exército italiano e iniciarem a fuga, os invasores deixaram para trás diversas sacas de café. O grão não era o preferido dos italianos por seu amargor excessivo. Então, eles decidiram misturar com leite e mel, surgindo assim o cappuccino.

“Com essa nova criação, a Cervejaria Matisse também faz uma homenagem aos baristas, mestres da latte art, que se esmeram em produzir obras de arte em uma xícara”, afirma Mario Jorge.

Evento que conta com a Matisse como cervejaria oficial, o Rio Coffee Nation tem a intenção de ser o maior evento de cafés especiais do Brasil. Ele será realizado na Casa França-Brasil com o objetivo de estimular a cultura e a profissionalização desse mercado. O encontro é ligado ao Paris Coffee Show, um dos maiores eventos de café do mundo.

Oktoberfest: Cervejarias se movimentam com eventos e cidades adaptam festividades

O mês mais cervejeiro do mês está sendo muito bem aproveitado pelas marcas artesanais brasileiras. Uma série de ações foram programadas para celebrar o período da Oktoberfest, seja com o lançamento de novos rótulos pelas cervejarias, seja com a realização de eventos ou festividades com cardápios especiais e promoções.

Festival cervejeiro que tem a sua origem no século XIX em Munique, na Alemanha, para celebrar o casamento do rei bávaro Luís I, a Oktoberfest tradicionalmente começa por lá no primeiro sábado após o dia 15 de setembro, quando se inicia uma série de eventos. Mas é em outubro onde cervejarias e estabelecimentos concentram suas atividades alusivas a essa data.

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No Brasil, a Krug Bier vai realizar a sua Oktoberfest no próximo sábado (23), em Belo Horizonte, no Estacionamento do Porcão. Serão 10 rótulos de chopes diferentes, que juntos somarão 10 mil litros disponíveis nas biqueiras do evento. Entre eles, estarão os estilos Pilsen, Oktoberfest, German Pils, Amber Lager, Golden Ale, Weiss, Dunkel, American Pale Ale, IPA e Double IPA.

Além disso, a marca aproveitará a data para lançar a Krug Oktoberfest. É uma Festbier com 5,5% de teor alcoólico e 25 IBUs. A lista de quitutes trará itens como eisbein (joelho de porco), wurst (salsicha), pretzel (pão), frikadelle (bolinho de carne) e schinitzel burger (burger alemão), além das tradicionais linguiças e carnes especiais. Os pratos terão o preço máximo de R$ 50.

Ainda haverá apresentações musicais da Charanga Pop, conhecida pelos trajes tradicionais e pelo repertório típico alemão, da banda Velotrol, da Baile do Maguá (Brasilidades) e do DJ Bruno Diaz. “A ideia é oferecer às pessoas uma experiência gastronômica completa e bastante saborosa”, conta Alexandre Bruzzi, sócio proprietário da marca.

Também no próximo sábado, a Berggren vai organizar a sua primeira Oktoberfest. A cervejaria de Nova Odessa (SP) realizará a Oktoberggren na sua tap house, inaugurada em julho. O evento contará com 10 opções de chopes artesanais, entre eles a Sour Amora, que leva em sua receita uma carga generosa da polpa natural da fruta, e a Red Ale, produzida com um blend de cinco maltes especiais e os lúpulos ingleses Admiral e East Kent Golding.

O público ainda poderá curtir música ao vivo, chope de metro, flash tattoo e carnes feitas na parrilla. No evento, também serão realizados sorteios. E, durante todo o mês de outubro, às terças e quartas-feiras na tap House da Berggren, todas as torneiras terão 30% de desconto.

Ações ao longo do mês
Em Nova Friburgo, a Alpendorf realiza a sua Oktoberfest até o dia 31. Nesse período de retomada das atividades, a marca integrante da Rota RJ espera atrair turistas saudosos de eventos com cervejas artesanais. Para isso, realiza brincadeiras cervejeiras, oferece gastronomia especializada e shows na biergarten. A celebração ocorre na sede da cervejaria, no bairro de Conquista, onde também está um dos pontos turísticos da cidade serrana, a Casa Suíça, com sua queijaria, uma chocolataria e um museu.

Já em Belo Horizonte, a unidade do bairro Prado do Mr. Hoppy está com várias promoções motivadas pela Oktoberfest. Vários estilos de chope presentes na tap estão com preços especiais, dando ao cliente a possibilidade de pagar o valor de 330ml e levar 440ml. Além disso, a cada R$ 50 em compras, o cliente preenche um cadastro e concorre a diversos brindes. Em 24 de outubro, último dia da Oktoberfest do Mr. Hoppy Prado, será realizado o sorteio de vale tatuagem, chope, brindes de cervejarias participantes e muito mais.

A Soma Cervejaria encerra neste sábado um período de dez dias de celebração da Oktoberfest. Desde a semana passada, a marca tem festejado o período em sua casa e não será diferente neste último dia, o que inclui apresentação musical ao vivo. A marca paulistana também produziu um rótulo especial, a Festbier, e ainda oferece uma porção com um trio de salsichas, dos tipos Schubling (suína defumada), Weisswurst (suína e bovina com salsa) e Cervelá (bovina defumada).

Em Campinas (SP), a Landel realizou um Growler Day temático da Oktoberfest e aproveitou para lançar a Aostera, uma Session Helles Bock produzida especialmente para a ocasião. Essa sazonal se juntou às cervejas da linha Psique da marca, tendo 5,1% de teor alcoólico e 17 IBUs de amargor. O evento também contou com típicos pratos da festa alemã, como o joelho de porco.

De Pomerode (SC), a Schornstein lançou uma cerveja especial para a data, a Oktoberfest Edição 2021, além de apoiar eventos em parceiros. É uma puro malte com, de acordo com a descrição divulgada, sabores e aromas do malte enaltecidos, remetendo a notas de pão e de sua casca, leve tostado, amargor pronunciado e final seco.

Marketplace de pequenos produtores, por sua vez, a Baskets também entrou no clima da Oktoberfest e oferece ao consumidor uma cesta especial com rótulos de cervejarias artesanais e produtos de charcutaria para quem preferir ficar fora dos eventos presenciais. O kit conta com as cervejas Lúmen, da Zalaz, Sicieira, da Zapata, e Melgueira, da 3 Orelhas, além do salame Arles, da Salumeria Mayer, e linguiça Curada Padrão, curada macia, com toques leves de alho e erva-doce, da Santo Cutelo.

E nas cidades?
Ainda que cervejarias artesanais estejam tentando trazer o clima da Oktoberfest para seus estabelecimentos, a tradição do festival se dá nas ruas, onde costumam ocorrer eventos por dias seguidos. Mas, pelo segundo ano consecutivo, a maior festa cervejeira do mundo não aconteceu: a Oktoberfest de Munique foi cancelada em função da pandemia do coronavírus na Alemanha. A razão é a mesma que impediu a realização do evento no ano passado.

No Brasil, o cenário é um pouco diferente. Em Blumenau, a festa, a maior do país, não ocorrerá, assim como em 2020. Porém, a Vila Germânica tem um palco com atrações aos finais de semana. E bares e restaurantes ganharam decoração especial. Já as principais ruas têm bandeiras com a campanha da Oktoberfest, que está prevista para ser realizada na cidade de 5 a 23 de outubro de 2022.

Em Santa Cruz do Sul (RS), a Oktoberfest voltou a ser organizada após ficar fora do calendário de 2020. Mas foram realizadas algumas adaptações para esta edição da festa, que se encerrará neste domingo. Para entrar no local da celebração, é preciso apresentar a carteira de vacinação contra o coronavírus. Além disso, o consumo de chope e de alimentos, como a cuca, só pode ocorrer de forma sentada, em um dos pontos de alimentação do Parque da Oktoberfest. Fora isso, é necessário o uso de máscara em todos os momentos de circulação.

Na cidade de Igrejinha (RS), a decisão foi de deixar a Oktoberfest para 2022. Ainda assim, haverá algumas atrações no próximo fim de semana, nos dias 22 a 24. Na sexta-feira, as atividades serão abertas com uma carreata que percorrerá as principais ruas da cidade gaúcha. No dia seguinte, acontecerá um drive-thru no Parque da Oktoberfest, além de uma apresentação musical em uma live. O domingo será destinado a relembrar atividades esportivas e culturais que são realizadas na Oktoberfest de Igrejinha.

São Paulo terá a sua quarta edição da Oktoberfest, que já faz parte do calendário oficial de eventos da cidade. Mas ela só vai ocorrer daqui a 40 dias: o festival cultural foi adiado para o período de 25 de novembro a 12 de dezembro (das quintas-feiras aos domingos). E foi marcada para o Brooklin, onde será montada a Vila Alemã, em frente à Ponte Estaiada.

10 cervejarias relatam o impacto da inflação dos combustíveis

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A inflação voltou a assustar o consumidor e a indústria brasileira em 2021. Tendo superado os 10% no acumulado dos últimos 12 meses, a alta dos preços tem um principal vilão: os combustíveis, que vêm encarecendo custos, incluindo aqueles envolvidos na operação das cervejarias. Algo que acaba sendo repassado aos preços dos produtos.

Afinal, se o IPCA, a inflação oficial, fechou setembro em 1,16%, o maior índice para o mês desde 1994, e está em 10,25% na avaliação anualizada, o cenário é mais dramático nos combustíveis: nos últimos 12 meses, a alta é de 39,6% na gasolina, de 64,77% no etanol e de 33,05% no diesel.

Para entender os efeitos da inflação, especialmente a dos combustíveis, sobre as cervejarias, a reportagem do Guia ouviu marcas de diferentes estados e regiões do Brasil. E a avaliação foi de que é impossível não sofrer algum impacto dessa alta dos preços em um país que opera, basicamente, através do modal rodoviário.

Os efeitos, assim, se dão em cadeia. Como a logística se torna mais cara em função da inflação dos combustíveis, as cervejarias sofrem em diversos aspectos da sua atividade, seja na distribuição dos seus produtos ou no frete pago pelas matérias-primas, o que leva os fornecedores a reajustarem os preços dos insumos.

Não à toa, demonstrando como a alta dos combustíveis impacta diretamente as cervejarias, a bebida está ficando mais cara. A alta acumulada da cerveja no período de 12 meses está em 7,75%, segundo o IBGE. E o preço acelerou 1,32% apenas em setembro para o consumo fora de casa.

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Confira, abaixo, como a inflação dos combustíveis tem afetado 10 cervejarias ouvidas pelo Guia:

Cervejaria 040 (Sidney Dias, sócio)
Nos últimos meses pós-retomada das atividades temos percebido relevantes aumentos de preços por parte de nossos fornecedores. Existem diversas justificativas para os referidos aumentos. Desde escassez de insumos, alta do dólar (considerando que a maioria dos insumos são importados), até a simples correção monetária, tendo em vista que estamos tendo de conviver com quase 10% de inflação nos últimos 12 meses, sem falar na correção do aluguel que atingiu 36% devido ao IGP-M, e, menos impactante, mas também relevante, a alta dos combustíveis.

Nosso custo direto com combustíveis está diretamente ligado à área de logística. Quanto mais as vendas aumentam, e felizmente têm crescido de forma substancial, mais a frota precisa se deslocar para efetuar as entregas. E, consequentemente, o montante nominal da despesa com combustíveis cresce na mesma proporção. Em 2021, temos até agora quase 55% de aumento neste item. Obviamente é relevante. No entanto, analisando nossa estrutura de custos, o item combustível representa pouco menos de 1,5% de nossas despesas, o que é pouco representativo e acaba sendo diluído sem impactos consideráveis.

Ainda não recebemos de nenhum fornecedor a justificativa de aumento de preços derivada do repasse da alta de combustíveis. Por mais que componha o “pacote de motivos” para se majorar os preços, este item específico ainda não foi explicitamente citado como causador do aumento.

Brewpoint (Pedro Henrique Neves, sócio)
A alta dos preços do combustível certamente é um dos fatores que impactaram na alta dos preços de diversos insumos que utilizamos em nosso processo produtivo, com o aumento dos combustíveis impactando diretamente na matriz de custo das transportadoras. Itens como garrafas, malte, papelão, entre outros, tiveram um aumento significativo. Percebemos que todos os insumos tiveram um aumento entre 30% e 80%. A maior parte da produção é distribuída por um parceiro, o qual já reajustou o custo logístico em 20%, desde o início da pandemia.

Caatinga Rocks (Rafael Leal, fundador)
A inflação dos combustíveis impacta em toda cadeia de insumos da cervejaria. Na logística, principalmente, e na nossa operação interna.

Colonus (Leandro Leal, sócio)
O impacto vem acontecendo nos custos logísticos, na distribuição, então o impacto na produção é financeiro. Nos insumos, pelo peso, os maltes sofrem impactos maiores.

Cruls (Pedro Capozzi, gerente de operações e sócio-fundador)
Obviamente, nós vimos um aumento de custo dos fretes de matérias-primas, de um modo geral. No entanto, como esse é um gasto diluído por volume de cerveja comercializada, isso se torna um custo variável muito pequeno dentro da nossa formação de preço. Desse modo, pudemos absorver o impacto sem repassar esse aumento ao consumidor final ou a estabelecimentos.

O impacto sentido de forma mais contundente foi no auxílio-transporte pago à nossa equipe. Como nossa fábrica é distante do centro da cidade, os gastos com o deslocamento de funcionários tiveram um crescimento considerável.

Matisse (Mario Jorge Lima, sócio)
Não só a alta dos combustíveis, mas a inflação de uma forma geral está impactando de maneira considerável no custo de produção. Em relação há um ano, registramos um aumento de 50% nos preços dos insumos e um aumento de 25% no frete. Os nossos custos de logística subiram na mesma proporção do aumento dos combustíveis.

New Age (Edison Nunes, diretor comercial)
Os constantes aumentos dos combustíveis afetam a cadeia produtiva no frete de recebimento pela indústria dos insumos para fabricação das cervejas e, principalmente, na logística de distribuição para os pontos de venda.

Proa Cervejaria (Débora Lehnen, sócia-proprietária)
Todos os nossos insumos são provenientes de outros estados, logo o impacto no preço do frete já é perceptível. Além disso, nossos gastos com logística própria para a distribuição da cerveja também aumentaram consideravelmente.

StartUp Brewing (Otávio Shiroma, coordenador de logística)
Como no Brasil o modal rodoviário é de longe o mais usado e difundido, as altas nos preços dos combustíveis têm um impacto direto na cadeia de suprimentos. Rola um efeito cascata que atinge praticamente todos os envolvidos no processo. Para as latas chegarem aqui, elas vêm via modal rodoviário, assim como para os lúpulos, leveduras e maltes. Tudo o que usamos de matéria-prima chega por esta via. E para esses mesmos insumos chegarem aos nossos fornecedores de matérias-primas, eles também passeiam de carro. Então é um custo que atinge todos do processo. Acredito que os custos dos insumos que usamos sofrem reajustes frequentes por diversos motivos, como dólar, oferta/demanda. E tenho certeza de que os preços dos combustíveis também são “culpados” em parte por esses reajustes, mas é difícil mensurar ao certo a precificação de nossos fornecedores.

WO Beer (Gerson Luiz Dunca, diretor)
Em um país continental, que possui sua matriz viária em rodovias, não tem como não impactar diretamente nos custos de um modo geral. A logística (frete) já é um item super caro na planilha de custos de qualquer empresa brasileira. Com os sucessivos aumentos dos combustíveis, não tem como as empresas escaparem dos altos custos do frete, desde o fornecedor até o consumidor final. Tudo vem pelas rodovias, portanto a cadeia logística está cara demais. Fretes mais caros evidentemente são repassados aos custos, e o preço de tudo, sobe. O frete está em toda a cadeia de produção. Começa no fornecimento da matéria-prima de um modo geral pelo fornecedor, e vai até a entrega ao cliente e ao consumidor final.

ZEV completa 3 anos e oferece 25% de desconto na sua loja online

Autodeclarada cerveja com espírito livre e inovador, a ZEV celebra em outubro o seu aniversário de três anos de operação. E, como forma de presentear o público, a marca de Suzano (SP) oferece 25% de desconto nos produtos da sua loja online até o dia 30.

Essa vontade de inovar pode ser vista nos lançamentos mensais da marca. Assim, além de manter um portfólio fixo, a Linha ZEV, a cervejaria destina ao seu time de produção uma nova tarefa a cada mês. A ideia é criar com frequência rótulos sazonais, produzidos em lotes únicos, reunindo um compilado de inovação e tradição.

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“A gente sempre teve a ideia de fazer cervejas boas, com custo acessível, trazendo novidades, coisas diferentes, mas também as clássicas. Por isso, vamos de uma Vienna clássica até uma cerveja envelhecida em barris. Temos uma infinidade de sabores. E queremos ter ainda mais. Aos poucos vamos nos consolidando com a nossa linha fixa e os nossos lançamentos mensais”, destaca Mikhail Ganizev, sócio-proprietário da ZEV.

Com um extenso portfólio, a marca possui cervejas que oferecem receitas criativas, na Série Z. Recentemente, apresentou mais duas novidades: a Vienna Lager Pão de Mel, uma cerveja envelhecida em barricas de carvalho e com especiarias, e a Elixir de Flora, uma Belgian IPA colaborativa com a Soma Cervejaria.

Todas essas cervejas agora estão com desconto em sua loja online, assim como outros produtos da marca, como camisetas, copos, taças, bonés e chapéus, além do gorro, uma novidade entre os seus acessórios. A ZEV também oferece a possibilidade de montagem de kits com a cerveja e o copo escolhidos pelo consumidor.

Os destaques
A Série Z, marcada pela oferta de receitas criativas, conta com estilos bastante distintos entre si, como são os casos da Czarina RIS e da Yogo ZEV. A Czarina RIS é uma Russian Imperial Stout intensa, de cor preta e encorpada. No aroma, tem notas de chocolate e café, provenientes dos maltes tostados. E, no sabor, destaque para notas frutadas remetendo a frutas secas escuras, como ameixa e tâmaras. Possui 11% de graduação alcoólica e 70 IBUs de amargor, tendo sugestão de harmonização com queijo Gouda e mousse de chocolate.

Já a Yogo ZEV é uma American Sour de coloração rosa pink, sendo um blend de duas cervejas: a base envelhecida por um ano em barricas de carvalho norte-americano foi juntada a uma Sour com adição de morangos orgânicos e lactose. Aroma, sabor e retrogosto remetem a iogurte de morango. Tem 3,5% de graduação alcoólica e 30 IBUs de amargor, podendo harmonizar com torta de morango, queijo Brie, peixe empanado e burrata.

Outra opção de destaque do portfólio da ZEV é a New England IPA com adição de manga. É uma cerveja amarelada, com elevada turbidez e espuma branca abundante e cremosa. No aroma, notas frutadas de manga são evidentes e se misturam a outras frutas tropicais e flores brancas. No sabor, além das notas aromáticas, há malte e leve baunilha. Ela tem baixa percepção de amargor, embora possua 50 IBUs, além de 6,5% de graduação alcoólica. E pode harmonizar com bolinho de bacalhau, culinária indiana e cupim casqueirado.

Mais novidade
E a celebração de três anos da ZEV também ajudará a reforçar o portfólio da cervejaria de Suzano. Ainda em outubro, a marca revelará o rótulo da cerveja produzida, exclusivamente, para esta comemoração de aniversário. “Imagino que o fim desse ano e o início do próximo será o início de uma era nova na cerveja. E com a ZEV fazendo parte disso”, conclui Ganizev.

Entrevista: Automação e experiências de consumo vão conviver no setor cervejeiro

A automação vai dividir espaço com a busca por novas experiências no momento de consumo de uma cerveja. É sob essa perspectiva que a Zero Grau tem atuado com o fornecimento e desenvolvimento de produtos de refrigeração para o setor, unificando duas demandas: o autoatendimento, que expandiu durante a pandemia, e o desejo de imersão em novas vivências.

A avaliação é de Leandro Spaniol, gerente de marketing da Zero Grau, em entrevista ao Guia. Passados 21 meses do início da pandemia do coronavírus, ele destacou que essa visão amplificada, que vai do autosserviço em um condomínio até a passagem por uma câmara fria, será uma das marcas do futuro setor cervejeiro, podendo ser explorada pelos estabelecimentos.

O aumento das opções também fez parte da estratégia recente da Zero Grau, empresa especializada em soluções e equipamentos de refrigeração que tem olhado com mais atenção para outros segmentos, como o alimentício, buscando superar os momentos mais drásticos da crise sanitária, quando o setor de eventos ficou completamente paralisado e, consequentemente, afetou as receitas e a operação da indústria cervejeira.

Agora, porém, o momento é outro, com a retomada gradual dos eventos e a expectativa de um aumento da demanda com a chegada das festas de fim de ano e do verão. Spaniol garante que a Zero Grau estará preparada para lidar com o crescimento do volume de pedidos de soluções em refrigeração, pois até mudou a sua estratégia de estocagem após a falta de matéria-prima tornar-se um problema em alguns momentos da pandemia.

Na entrevista, Spaniol também dá dicas de como a indústria cervejeira deve lidar com o desafio mais recente, a crise energética, apontando como entender o uso dos equipamentos de refrigeração pode tornar a operação mais eficiente.

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Confira, abaixo, a entrevista do Guia com Leandro Spaniol, gerente de marketing da Zero Grau:

Como a Zero Grau passou pelos momentos mais tensos da pandemia e qual é o cenário atual da empresa?
A gente está se adaptando aos processos. A empresa sofreu um pouco com a pandemia, assim como toda a indústria. Passamos por diversas fases, desde uma incerteza no começo, sem saber o que estava acontecendo. A gente percebeu um impacto muito grande na questão do mercado de eventos, que parou no Brasil. E a gente sabe que esse mercado de eventos é abastecido pela indústria cervejeira. Então, focamos em outros mercados, conseguindo estabilizar a indústria para também passar por essa fase de pandemia. Com relação a números, a gente foi feliz, teve crescimento na ordem de 20% no nosso faturamento em 2020. Vamos manter isso, chegando a até os 25% em 2021. E estamos com uma expectativa grande, principalmente pela questão dos eventos. Estão entrando pedidos na casa, com o pessoal se reaquecendo, entendendo que o mercado vai voltar. E ainda tem a expectativa do verão, que vai chegar daqui a pouco.

Quais foram os principais desafios para a Zero Grau na pandemia?
A nossa maior dificuldade foi o aprendizado sobre a matéria-prima, foi onde a gente mais sentiu, tendo uma necessidade de gerenciamento de estoques, de entregas, pedidos e vendas. E o mercado de eventos, que parou, com a demanda por caixas térmicas diminuindo bastante. A gente estabeleceu um posicionamento um pouquinho diferente, começou a atender alguns mercados, empresas de alimentos congelados, que fazem essa entrega já com produto congelado. Eles acabaram usando nossos equipamentos de refrigeração para manutenção desses produtos na fábrica ou no ponto de venda, inclusive com o uso de caixas térmicas para transporte. E estamos nos posicionando mais forte nesse mercado de cerveja, com equipamentos que são passíveis de automação, de autoatendimento, inclusive para lojas de conveniência.

Como você disse, a automação é uma tendência que ganhou espaço durante a pandemia. Ela vai se consolidar ou tende a perder espaço daqui para a frente?
É uma diversificação. Não acho que uma tecnologia vai substituir a outra. É uma novidade de mercado que está em alta, principalmente em áreas de condomínios, que estão absorvendo muito bem essa tecnologia. Mas na outra ponta a gente também fabrica equipamentos como as beer caves, com a oferta de uma experiência de consumo. A pessoa vai consumir uma cerveja, vai comprar algum produto, ela entra dentro de uma câmara fria refrigerada, ela sente uma temperatura muito próxima a 0ºC. E acho que também vai continuar com uma demanda mais alta nos próximos anos, isso é uma tendência que veio para ficar. A tecnologia de autoatendimento, de automação e as experiências de consumo são duas pontas que vão acabar se diversificando, o próprio cliente vai acabar identificando o seu nicho para se posicionar de uma ou de outra forma. Acho que a gente tem público para todo mundo.

A atual crise energética impõe novos desafios para as cervejarias. Em termos de refrigeração, como tornar a operação mais eficiente, especialmente para evitar um indesejado aumento de custos?
O cliente pode usar algumas alternativas, incluindo a instalação de placas solares para reduzir a própria conta de energia. Na questão dos equipamentos em si, o nosso é calculado para que ele tenha uma eficiência energética melhor, já fizemos comparativos e é até 50% mais eficiente do que a concorrência. No momento da venda, a gente sempre tenta orientar bem o cliente com relação ao ambiente, ao tipo de instalação, à forma como ele vai usar o produto. Produtos customizados, por exemplo, câmaras frias, a gente pode montar no tamanho específico. A gente quer saber de que forma ele vai usar aquilo, qual é a rotatividade diária de carga que ele vai ter, se ele abre muito a porta… É entender bem o projeto dele, dando orientações sobre a melhor forma de uso desse equipamento. É importante que o cliente tenha ciência de todo o processo com relação à eficiência energética e o consumo de energia.

Em 2020, nos meses em que a pandemia desacelerou, a falta de matéria-prima foi um problema em algumas pontas da cadeia produtiva do setor cervejeiro. Isso é uma preocupação para a Zero Grau para esse período de retomada de eventos, festas de fim de ano e verão?
Até agora, não. A gente trabalhava com estoque mínimo reduzido nesse período. Então, a gente sentiu esse impacto. A gente percebe que alguns setores estão sofrendo um pouco de desabastecimento de matéria-prima, como vi com o setor de motos. Nós estamos tentando não ter tanto essa influência. Como é que a gente fez? A gente teve que mudar a nossa gestão de estoque de componentes. A gente trabalhava antes com estoque reduzido, tinha um estoque só para aquilo que iria consumir naquele período. E tivemos que aumentar muito o nosso estoque. A gente quadruplicou para não sofrer com essa questão de desabastecimento. E acabou abrindo alguns canais de importação. É uma cadeia, se o nosso fornecedor não conseguir cumprir com metas estabelecidas, com prazos de entrega, com certeza pode chegar na gente. Mas, por enquanto, a expectativa é que esteja tudo certo.

A Zero Grau já prepara alguma novidade para o setor cervejeiro em 2022?
A gente tem alguns desenvolvimentos de produtos específicos para a nossa linha de cerveja, como minicâmeras para chope. Algo para quem quer um autoatendimento, para quem está montando um bar. A gente tem uma equipe forte de desenvolvimento de produto, que está fazendo ensaios e testes. E iremos divulgar futuramente as novidades.

Patagonia reforça portfólio no Brasil com lançamento da sua primeira IPA

A Cerveza Patagonia foi mais uma marca a entrar no concorrido mercado das cervejas Indian Pale Ale, conhecidas pelo amargor e concentração de lúpulos. A marca de origem argentina anunciou o lançamento no Brasil da Patagonia IPA, o seu primeiro rótulo desse consagrado estilo.

Segundo o descritivo divulgado pela Patagonia, a sua IPA tem coloração acobreada, límpida e brilhante, com intenso aroma frutado e cítrico, com notas resinosas e herbais. Seu sabor é lupulado, com amargor marcante e duradouro, mas mantendo um corpo leve e refrescante.

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A marca explicou, ainda, que a receita da sua IPA conta com os maltes Pilsen, Pale Ale, Munich e Caraaroma, além dos lúpulos Cascade, Centennial, Citra e Amarillo. A cerveja também possui 40 IBUs de amargor e 5,8% de graduação alcoólica.

“Essa nova IPA traz o equilíbrio perfeito entre aroma e amargor, para os apaixonados por esse estilo, uma puro malte lupulada e refrescante”, destaca Daniel Silber, gerente de marketing da Cerveza Patagonia no Brasil, apontando o que o consumidor pode esperar do novo rótulo da marca.

A Patagonia IPA está sendo lançada nos formatos garrafa (740ml), long neck (355ml), lata (473ml) e sleek (350ml), estando disponível no e-commerce do Empório da Cerveja.

No mercado brasileiro, a Patagonia também possui cervejas de outros quatro estilos: Bohemian Pilsener, Amber Lager, Weisse e a Patagonia 24.7, uma Session IPA puro malte com sauco e mel. A marca argentina faz parte do Fundo de Bebidas da ZX Ventures, hub de aceleração e inovação da Ambev.