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Guinness retira sua recém-lançada 0.0 do mercado por contaminação

O lançamento da versão sem álcool da Guinness na Grã-Bretanha sofreu um drástico revés. Menos de um mês após a apresentação do rótulo, a Guinness 0.0, a marca irlandesa precisou retirar o produto do mercado devido à contaminação por microrganismos prejudiciais à saúde, afirmando se tratar de “uma medida de precaução” adotada para proteger os consumidores.

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De acordo com a Guinness, a contaminação “pode tornar algumas latas de Guinness 0.0 inseguras para o consumo”. E a marca assegura que o problema é isolado, “não afetando nenhuma outra variante ou marca da Guinness”. Além disso, o recall atinge apenas a Grã-Bretanha, pois o produto não está à venda ao público em geral na Irlanda ou em qualquer outro lugar do mundo.

A cervejaria de propriedade do grupo multinacional Diageo solicitou que as pessoas não abram a Guinness 0.0 adquirida, levando os produtos para as lojas em que foram compradas. E, assim, terão o valor gasto reembolsado.

A empresa anunciou o lançamento da Guinness 0.0 para 26 de outubro, inicialmente em latas de 4 embalagens de 440ml em lojas, supermercados e para a venda online. E isso seria seguido pela chegada em pubs em toda a Irlanda e no Reino Unido na primavera, que ocorrerá de março a junho de 2021 no Hemisfério Norte.

A Guinness 0.0 foi criada na famosa cervejaria St James’s Gate em Dublin. O processo de fabricação reflete o adotado no seu mais tradicional rótulo, com os mesmos ingredientes principais, a ponto de o álcool ser removido apenas em um estágio posterior da produção, no processo de filtração a frio.

Especialistas explicam que a cerveja sem álcool é sempre muito suscetível à contaminação, pois geralmente ainda contém açúcar residual que pode ser fermentado uma segunda vez com células de levedura remanescentes ou outros microrganismos. O processo de fermentação renovado cria mais dióxido de carbono, o que aumenta a pressão em latas ou garrafas.

E, assim, a Guinness agora trabalha para determinar e eliminar a causa da contaminação antes de reiniciar a produção da sua cerveja sem álcool, resultado de um processo de quatro anos para criação, mas que enfrenta este problema logo após o lançamento.

Menu Degustação: Parceria da Goose, 7 anos do Barley, jurídico da Abracerva…

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A última semana mostrou que nada combina mais como uma celebração do que uma cerveja. Será assim, afinal, que o Capitão Barley vai festejar os seus sete anos, assim como o Cabana Burguer se uniu em seu aniversário à Goose Island. Em outra parceria, a Virga e a Paulistânia criaram o primeiro gin-tônica no barril de chope. Além disso, a Abracerva anunciou André Lopes, o Advogado Cervejeiro, como seu novo diretor jurídico, além da criação de um canal para a retirada de dúvidas sobre o tema. E a Corona já prepara uma festa de réveillon caseira e especial. Confira essas e outras novidades.

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Goose e Cabana
O Cabana Burger completa os seus quatro anos e, para comemorar, se uniu à Goose Island para o lançamento de três camisetas e um cooler personalizado com motes que representam a ideologia de ambas as marcas. Com as frases “Meal with time on hold”, “Come as you are” e “Eat as you love”, os kits possuem, além do cooler, uma cerveja da Goose Island. O coletivo A Barca foi o responsável por criar as estampas para o cooler e as camisetas comemorativas. A novidade estará disponível a partir do próximo sábado em todas as lojas do Cabana Burger, a partir de R$ 95.

Sete anos do Capitão Barley
O Capitão Barley, localizado no bairro Água Branca, em São Paulo, completará sete anos no dia 30. Mas, por causa da pandemia, as comemorações em 2020 serão diferentes, com ações programadas para todo o mês. No dia 28, haverá música ao vivo e algumas opções de chope duplo. Além disso, a cada R$ 100 gastos, o consumidor ganhará 1 cupom para concorrer no sorteio de um voucher de R$ 500, a ser consumido em 6 meses. E, se for ao bar entre os dias 24 e 30, ainda ganha 1 copo caldereta com estampa exclusiva.

Diretor jurídico da Abracerva
A Abracerva anunciou a criação de um canal para os associados tirarem dúvidas jurídicas e sobre legislação pertinente à cerveja. Além disso, anunciou André Lopes, criador do site Advogado Cervejeiro e colunista do Guia, como o seu novo diretor jurídico. A associação explicou que, a partir das consultas feitas por e-mail, os responsáveis irão elaborar um material com as respostas para as perguntas mais frequentes, que ficará disponível no seu site.

Réveillon da Corona
A Corona já está programando a virada do ano e, diante da inviabilidade das festas tradicionais, a marca inspirou-se nos Corona Sunsets para oferecer um serviço exclusivo: o Corona Sunsets in a Box – Edição Casa de Praia. A ideia é levar equipes de eventos para montar uma estrutura de festa com equipamento de som, DJ, serviço de bar, entrega de cerveja e decoração Corona. “Tivemos a ideia de levar os Corona Sunsets para a casa dos nossos consumidores, assim eles podem comemorar em segurança com as pessoas que amam”, conta João Pedro Zattar, gerente de marketing da Corona. O serviço será realizado em cidades do litoral como Trancoso (BA), São Miguel dos Milagres (AL), São Sebastião (SP), Ilhabela (SP) e Búzios (RJ). E os pacotes devem ser fechados até 30 de novembro no link.

Gin-tônica no barril
O gim Virga e a cervejaria Paulistânia criaram o Virga G&T no Tap: primeiro gin-tônica no barril de chope feito no país. O produto é dosado no barril e servido diretamente na torneira de chope. Com uma água tônica desenvolvida pela Paulistânia, exclusivamente para o coquetel, o drinque chega ao copo com alta carbonatação e teor alcoólico de 7,9%. “Não tenho dúvidas do sucesso dessa parceria. Além da qualidade do Virga G&T no Tap, existe a praticidade: são dois mundos habitando o mesmo equipamento, agilizando a dinâmica de serviço. Quem está em um bar bebendo chope e sabe que tem gin numa das torneiras vai ficar curioso, essa é a beleza do nosso produto”, destaca Marcelo Stein, diretor da Bier &Wein, a criadora da Paulistânia.

Almoços da Maniacs
Após realizar almoços especiais no último mês para celebrar a Oktoberfest, a Maniacs decidiu continuar com as refeições em seu bar durante o mês de novembro. Com opção de picanha de porco ou burrata ao molho pesto, os almoços do final de semana terão um novo cardápio especial, com os pratos saindo a partir de R$ 49. Também há opção vegetariana.

Leitura da Ball
A Ball, empresa líder mundial em embalagens sustentáveis de alumínio, patrocina o projeto Mundo da Leitura, que chegou a Extrema (MG) e doará 500 livros e capacitará 35 educadores da rede municipal de ensino da cidade, com o objetivo de aumentar o acesso aos livros e incentivar o hábito de leitura em crianças e adultos através do lúdico. “Por fabricar a lata, a embalagem mais sustentável da cadeia de bebidas, a Ball acredita que podemos contribuir na formação de consumidores mais conscientes. E nada melhor do que o investimento na educação e leitura para criarmos cidadãos mais críticos, preocupados em construir um mundo melhor”, comemora Thaís Moraes, diretora de Comunicação da Ball América do Sul.

Balcão do Profano Graal: História da cerveja no Brasil – questões

Balcão do Profano Graal: História da cerveja no Brasil – questões

Lembro que naquele dia acordei cedo e peguei um táxi para não me atrasar. Era um sábado de sol no Rio e o primeiro dia do curso de sommelier. Ao chegar, recebemos nossas apostilas. O capítulo 1 era, logo de cara, A História da Cerveja. Folheando a apostila, fiquei sabendo, pela primeira vez, da descoberta da fermentação, do trabalho dos monges cervejeiros, da Lei de Pureza e de muitos outros fatos dessa história com a qual eu nunca tinha tido contato. Mas qual não foi minha decepção quando percebi que não havia uma linha sequer sobre a história da cerveja no Brasil. Para um professor de História do Brasil, não poderia haver decepção maior.

Se, por um lado, o Brasil não é um país de tradição cervejeira tal como a Alemanha ou a Bélgica, por outro, há muito tempo que a cerveja já se tornou a bebida nacional. É hoje a bebida alcóolica mais consumida no país. Geralmente, é a primeira bebida alcóolica com a qual temos contato ainda na adolescência ou, muitas vezes, até mesmo na infância! Já no começo do século XX ela havia superado, em muito, suas concorrentes como a cachaça e o vinho na preferência popular.

Porém, como afirma Edgar Köb no seu artigo Como a cerveja se tornou bebida brasileira: a história da indústria de cerveja no Brasil desde o início até 1930, apesar da grande importância econômica e sociocultural que a cerveja possui no nosso país, até aquele momento (o artigo de Köb foi publicado em 2000) ainda não havia uma pesquisa séria sobre a história da cerveja no Brasil.

Enquanto que já existe nos países europeus uma farta e ampla literatura relacionada a este tema, os trabalhos existentes sobre o Brasil e o resto da América Latina se limitam a ensaios gerais, onde a cerveja é tratada em aspecto secundário, ou históricos sobre algumas empresas de destaque. (KÖB, 2000, p. 29/30)

E foi isso o que encontrei quando, frustrado por não haver nada sobre o tema na apostila do curso de sommelier, fui procurar informações sobre a história da cerveja no Brasil em outras fontes. Sites e livros repetiam sempre as mesmas informações superficiais (e, por vezes, erradas), se copiando uns aos outros. Traçavam em linhas muito gerais uma cronologia da história da cerveja por essas plagas. Muito preocupados em responder à pergunta que não quer calar: qual foi a primeira cervejaria do Brasil? Ou dedicados a narrar a história das grandes cervejarias nacionais, porém sem colocar questões que permitissem análises históricas mais profundas.

Para além de saber quem veio primeiro, várias outras questões sobre a história da cerveja no Brasil continuam por ser feitas e, portanto, continuam sem resposta. Alguns exemplos: como os pioneiros da cerveja no Brasil conseguiam suas matérias-primas? Quais os insumos que eles usavam? Que tipos de cerveja produziam? Quanto custava uma garrafa de cerveja? Quem consumia cerveja no Brasil nos seus primórdios, antes de ela se popularizar? Quais eram os estilos preferidos desse público? A mão-de-obra utilizada nas fábricas de cerveja até 1888 era escravizada ou livre? Onde as cervejarias conseguiam seu maquinário? Como a cerveja se tornou a bebida nacional, superando suas concorrentes (pergunta essa que Köb tenta responder no seu artigo)? Como apenas duas grandes cervejarias vieram a dominar o mercado nacional e com um único estilo de cerveja? Entre outras.

As fontes do século XIX nos dão boas pistas para tentar responder ao menos algumas dessas perguntas. Nos textos sobre a história da cerveja no Brasil que publicarei nessa coluna, vou trazer as respostas que venho encontrando na minha pesquisa em jornais oitocentistas do Rio de Janeiro. Mesmo que elas ainda sejam incompletas e inconclusivas. Na verdade, creio que sempre serão porque, ao contrário do que se pensa, a escrita da história se assemelha a um quebra-cabeças ao contrário. A cada peça que se encaixa, novas lacunas aparecem. E, assim, se formos esperar esse quebra-cabeça estar completo para mostrá-lo ao público, temo que ele ficará inédito para sempre.

E, por isso, também, por mais que sejam poucas ou superficiais as informações e análises que temos até o momento sobre a história da cerveja no Brasil (e, para dizer a verdade, já não são tão poucas nem tão superficiais), acho que elas mereciam um espacinho, ainda que pequeno, na apostila dos cursos de sommelier…

Sérgio Barra é carioca, historiador, sommelier e administra o perfil Profano Graal no Instagram e no Facebook, onde debate a cerveja e a História

10 espaços cervejeiros para frequentar com segurança em São Paulo

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O setor de bares e restaurantes foi um dos mais afetados pelas medidas de isolamento social adotadas em função da pandemia do coronavírus. Agora, com a reabertura, os espaços precisam se organizar prezando, principalmente, pela saúde de funcionários e consumidores, que estão com saudades de frequentar seus bares favoritos, mas querem fazê-lo em segurança no estado de São Paulo.

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Com a volta gradual do público aos estabelecimentos, o Guia preparou uma lista de 10 espaços que podem ser frequentados com o cuidado necessário, mas sem deixar de se divertir e sem se expor a riscos para reviver a experiência de visitar bares em São Paulo, retomando os contatos e encontros presenciais sem abrir mão da segurança.

Confira, abaixo, quais medidas os bares estão adotando para cumprir os protocolos sanitários, escolha o que lhe mais agradar e aproveite em segurança.

3 BRASSEURS

Com uma casa no Itaim Bibi e outra em Pinheiros, a 3 Brasseurs segue padrões e procedimentos de higiene e distanciamento social elaborados por sua matriz francesa, com base na experiência adquirida em seus restaurantes já reabertos ao redor do mundo. Para garantir os cuidados com a saúde, há distanciamento social de 1 metro entre as mesas, com marcações no piso. É obrigatório o uso de máscaras descartáveis novas para cada serviço, higienização das mãos, desinfecção das superfícies, objetos e embalagens.

Endereços:
Rua Jesuíno Arruda, 470, Itaim Bibi, São Paulo.
Rua dos Pinheiros, 227, Pinheiros, São Paulo.
Instagram: @3brasseursbrasil
Telefone: (11) 3167-4145


BEER4U

A rede Beer4U reabriu para consumo no local a sua casa próximo ao Metrô Vila Madalena. Por lá, há a obrigatoriedade do uso de álcool em gel para todo o público. E, para garantir um distanciamento seguro entre os frequentadores, foi reduzido o número de mesas no local.

Endereço: Rua Cristóvão de Burgos, 74, loja 4, Vila Madalena, São Paulo.
Instagram: @beer4uvilamadalena
Telefone: (11) 3031-6599


BERLIN BIER HAUS

Na Berlin Bier Haus, na Vila Nova Conceição, os cuidados começam assim que os mantimentos chegam ao local, com as embalagens passando por higienização. Os funcionários estão uniformizados e utilizam máscaras e face shield. As medidas de segurança também se aplicam aos utensílios utilizados, assim como às mesas e cadeiras. Quem visitar a casa vai encontrar um tapete sanitizante na entrada, álcool em gel e termômetro para aferição de temperatura. Por lá, são usadas toalhas papel vegetal descartáveis.

Endereço: Rua Comendador Miguel Calfat, 382, Vila Nova Conceição, São Paulo.
Instagram: @berlinbierhaus
Telefone: (11) 2501-6229


BRAGANTINA

Na Cervejaria Bragantina, no centro de Bragança Paulista, as medidas sanitárias deixam o público seguro. No espaço, é obrigatório o uso de máscaras, tanto para clientes quanto para funcionários, sendo permitido permanecer sem o acessório somente quando a pessoa estiver consumindo e sentada à mesa. A casa disponibiliza álcool gel em todas as mesas e áreas comuns, como no banheiro e na entrada do bar. Além disso, não há atendimento no balcão. Os horários de funcionamento respeitam o decreto municipal. Já a capacidade utilizada é de 60%.

Endereço: Rua Boa Vontade, 169, Centro, Bragança Paulista.
Instagram: @bragantinataphouse.sp
Telefone: (11) 4032-0990 / (11) 97748-0312


EQUINOX

Localizada no Alto da Lapa, a Equinox Beer House adotou o distanciamento entre as mesas de pelo menos 2 metros, além de ter instalado dispensers de álcool em gel em diversos pontos. O local também intensificou os procedimentos de limpeza das mesas e cadeiras, que são feitos com álcool 70%. No local, está sendo usada 40% da capacidade.

Endereço: Rua Pio XI, 2241, Alto da Lapa, São Paulo.
Instagram: @equinox_beer
Telefone: (11) 2537-3247


HOPS CRAFT BEER

Localizada em Barueri, a Hops Craft Beer aposta na segurança de um ambiente bem ventilado e com área externa ampla para atrair os consumidores. No local, o uso de máscara é obrigatório, só podendo permanecer sem enquanto a pessoa estiver sentada à mesa. Além de oferecer álcool gel em pontos estratégicos, a casa adotou guardanapos e sachês embalados para uso individual. O cardápio é virtual (QR Code) e o atendimento acontece em horário reduzido. E a taxa de ocupação está em 60%.

Endereço: Rua Marabá, 96, Vila Barros, Barueri.
Instagram: @hopscraftbeersp
Telefone: (11) 4199-0553


KINKE

Na Kinke, localizada no bairro Pompéia, a lotação máxima está em 15 pessoas. Na tap house não é permitida a presença de pessoas em pé e ainda é obrigatório o uso de máscara quando o cliente não estiver consumindo. Todas as mesas e cadeiras são higienizadas com frequência e obrigatoriamente a cada utilização. Os copos e talheres, além da lavagem habitual, são esterilizados com álcool 70. E, na entrada, todos os clientes precisam aplicar álcool gel nas mãos.


Endereço: Rua Venâncio Aires, 1091, Pompeia, São Paulo.
Instagram: @cervejariakinke
Telefone: (11) 3729-9555


LET’S BEER

O Let’s Beer, na Vila Mariana, adotou o cardápio digital, fornece máscaras para todos os funcionários e realiza medição da temperatura dos clientes. No estabelecimento, há distância de 1,5 metro entre as mesas que, junto com as cadeiras, são esterilizadas a cada novo cliente. Com a redução da capacidade de atendimento, quem optar por “pegar e levar” vai ganhar desconto.

Endereço: Rua Joaquim Távora, 961, Vila Mariana, São Paulo.
Instagram: @letsbeer
Telefone: (11) 98272- 6163


QUINTA DO MALTE


Localizada em uma área verde de 27 mil metros quadrados em Socorro, a Quinta do Malte conta com um grande espaço ao ar livre para receber visitantes. Na casa, os clientes encontram álcool em gel para a higienização das mãos. Já os horários de funcionamento e a capacidade de atendimento seguem os decretos municipais.

Endereço: Marginal da Rodovia Capitão Barduino, SP-08, número 4.320, KM 131, Bairro Nogueiras, Socorro.
Instagram: @quintadomate
Telefone: (11) 98186-9191


SPTH

A São Paulo Tap House também adotou diversas medidas de segurança para atrair os clientes de volta à casa nesse período de retomada dos bares. Já na entrada, o álcool em gel é oferecido. Para os pratos e talheres, há atenção redobrada na higienização. Entre as mesas, o distanciamento é de 1,5 metro, sendo no máximo 6 pessoas em cada. No espaço, foram instalados ventiladores para facilitar a circulação do ar. E o rooftop possui uma tenda completamente aberta nas laterais, um mezanino descoberto e uma varanda de frente para a calçada que permite um fluxo do ar.

Endereço: Rua Girassol, 340, Vila Madalena, São Paulo.
Instagram: @sptaphouse
Telefone: (11) 94365-0032 (WhatsApp)


Em expansão, Dogma passa a ter fábrica na Mooca e vai inaugurar dois bares

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O fim de 2020 ficará marcado na Dogma pela expansão das suas atividades e operações. A cervejaria paulistana anunciou nesta quinta-feira que iniciará a produção em uma fábrica própria, na Mooca, possivelmente em dezembro. Além disso, vai inaugurar dois bares, localizados nos bairros Itaim Bibi e Jardins.

A fábrica da Dogma na Mooca tem 1.200m² e demandou investimento de R$ 2 milhões. De acordo com a cervejaria, ela já está pronta para iniciar as atividades e só aguarda o aval das autoridades, o que, acredita, acontecerá nas próximas semanas.

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A Dogma explica que o espaço tem capacidade de produção de 50 mil litros, tendo uma adega com volume de 24 mil l, expansíveis até 50 mil l, além de uma sala de maturação em barris com temperatura e umidade controladas. Assim, será possível dar sequência aos programas de cervejas em barril e de drinks prontos, caso do Negroni.

Já os novos bares da Dogma, no Jardins e Itaim Bibi, vão ser abertos com 15 torneiras de chopes, incluindo o catálogo de sazonais e as colaborativas da marca. Eles, inclusive, estão com vagas abertas, recebendo currículos para funções de rotinas gerais nos bates, que serão inaugurados até janeiro.

Tais mudanças são o passo inicial de um processo de expansão da Dogma, que pretende abrir casas em cidades consideradas polos no estado de São Paulo, além de outras capitais do país.

As novidades da cervejaria também provocaram mudanças em seu bar, no bairro de Santa Cecília. Agora, ele deixa de ser um brewpub, funcionando como tasting room. Foi, inclusive, reaberto após cerca de sete meses fechado, em função da pandemia do coronavírus.

No espaço, a Dogma tem adotado as regras de distanciamento social e as normas de segurança para evitar a proliferação da doença, como uso obrigatório de máscara e capacidade reduzida (aproximadamente 16 pessoas) com consumo proibido em pé, dentro ou fora do estabelecimento.

Apoio a microempresas, diálogo e inclusão: Os efeitos da eleição de Biden ao setor

A eleição do democrata Joe Biden para a presidência dos Estados Unidos impôs a primeira derrota a um candidato que buscava a reeleição desde 1992 e deve provocar mudanças na rota da gestão pública do país. A adoção de novas estratégias tende a provocar mudanças que podem influenciar no negócio cervejeiro, sobretudo em função do incentivo para microempresas, segundo especialistas consultados pelo Guia.

Biden superou nas urnas o republicano Donald Trump, aparentemente punido pelo eleitor por sua postura – muitas vezes negacionista – na gestão da crise do coronavírus, que provocou mais de 241 mil mortes no país. Além disso, o país soma 12,6 milhões de desempregados, de acordo com dados divulgados em outubro.

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Para mudar esse cenário, os Estados Unidos precisarão combater a pandemia com uma gestão eficiente e seguir as orientações da ciência, como vem sendo prometido por Biden, o que inclui o estabelecimento de um sistema nacional para testagem de casos. Isso deve ser um passo inicial da recuperação econômica, como destaca Cilene Saorin, diretora da Doemens Akademie no Brasil.

“Com uma gestão eficiente, o país retoma as atividades econômicas o mais rapidamente possível com o menor impacto social possível. Vale lembrar que pessoas saudáveis, rodeadas de sua família e amigos igualmente saudáveis, são mais felizes e assim produzem e consomem mais – inclusive cerveja. E a economia gira”, afirma Cilene.

Além de lidarem com a pandemia e seus efeitos sanitários, será urgente, portanto, para Biden e sua vice, Kamala Harris, a apresentação e a implementação de um programa de recuperação econômica, algo que eles têm indicado como prioridade, inclusive com a promessa de adoção de um auxílio emergencial.

É possível, também, imaginar a criação e concessão de incentivos para pequenos empreendedores, algo que poderá ser aproveitado pelas cervejarias artesanais do país.

“Penso que pode valorizar ainda mais as microcervejarias por propor ações de financiamento para micro e pequenas empresas”

– Amanda Reitenbach, CEO do Science of Beer Institute

Já Cilene lembra que a recuperação econômica traz efeitos em cadeia e pode atingir positivamente o segmento cervejeiro, pois faria mais dinheiro circular.

“Dinheiro alocado de maneira correta também ajuda o país a sair da crise girando a economia. Pessoas felizes, e com dinheiro, produzem e consomem mais – inclusive cerveja”

– Cilene Saorin, diretora da Doemens Akademie no Brasil

Outro ponto de mudança relevante indicada por Biden, como destaca Cilene, é a retomada da participação dos Estados Unidos no Acordo de Paris, que busca enfrentar o aquecimento global e o incentivo aos investimentos em energia limpa para redução de emissão de carbono no longo prazo. Uma ação que tende a afetar toda a cadeia econômica mundial.

“A desaceleração do processo de aquecimento global certamente reduzirá chance de eventos climáticos adversos como longos períodos de calor e seca. A mudança climática deve afetar todos os aspectos da gestão de recursos na produção, distribuição e comercialização de cervejas em futuro próximo. Isto não é uma suposição. Isto é uma afirmação. A começar pela disponibilidade de água. E sem água, nada há”, destaca Cilene.

Ampliação do diálogo
Em seus atos à frente da presidência dos Estados Unidos, Trump também ficou marcado pela busca de polarização e de disseminação de informações falsas, algo visto durante o próprio processo eleitoral com acusações de fraude, mas sem apresentação de qualquer evidência.

Nesse caso, a guinada em atos e comportamentos tende a ser até mais marcante do que a das pautas econômicas. Afinal, Biden já indicou a possibilidade de ampliar o diálogo com rivais políticos dos Estados Unidos. A avaliação, ainda, é de que uma nova postura do governo pode ampliar a exportação e a importação.

“Vale ressaltar que, em seu discurso de vitória, Biden prometeu acabar com a rivalidade com a América Latina e construir pontes, o que de fato por si só já é positivo, pois retira o discurso de ódio e abre portas ao diálogo que pode favorecer importações e exportações”, analisa Amanda, apostando que a gestão de Biden será mais inclusiva para as minorias, além de ter foco especial para a ciência, a cultura e o conhecimento.

O combate ao racismo foi uma das bandeiras de Biden na campanha, sendo que Kamala Harris é a primeira vice-presidente mulher e negra dos Estados Unidos. “As palavras de união com imigrantes e sua preocupação com educação, ciência, acordos internacionais, além de falar abertamente sobre o racismo estrutural, nos enchem os olhos de esperança”, acrescenta a CEO do Science of Beer Institute.

Cilene, por sua vez, reforça que uma sociedade mais inclusiva e plural traz, consigo, resultados positivos para a economia. “A coexistência saudável e pacífica na pluralidade eleva o nível de felicidade e o senso de pertencimento. Isso, por sua vez, pode gerar congregação e reflexos em consumo – inclusive cerveja.”

Concorrência leal
Na visão de Amanda, os discursos pós-vitória de Biden – em tom claramente conciliador – e seus planos indicam, também, uma inspiração: a de que concorrentes não devem ser encarados como adversários. Ela exemplifica como isso funcionou como estratégia para a Brewers Association (BA, na sigla em inglês) aumentar a participação das cervejas artesanais no mercado norte-americano.  

“A BA, quando começou sua campanha para aumentar o volume de vendas das cervejas artesanais nos EUA, fez um compromisso: ‘até atingirmos 15% do mercado, ninguém é inimigo de ninguém, vamos lutar todos juntos pelo setor.’ Funcionou! E a regra se aplica até hoje, mesmo já atingida a meta”, aponta Amanda, destacando que esse esse rumo pode ser seguido pelas artesanais brasileiras, ainda com presença diminuta no mercado nacional.

“Esse exemplo nos aponta uma direção. Que paremos de enxergar o vizinho como adversário, que paremos de tentar barrar o crescimento do outro. O setor precisa de força, união, pluralidade e olhar atento a todas as mudanças que precisamos fazer”, conclui a CEO do Science of Beer.

Matisse adere ao comércio digital com aposta no conceito de ‘loja da fábrica’

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A Cervejaria Matisse decidiu investir em uma nova modalidade de comércio ao criar a sua loja virtual. A adesão pela marca artesanal de Niterói segue a tendência mundial de crescimento do comércio digital, acelerada em 2020 por causa da pandemia da Covid-19. E, embora Mario Jorge Lima, seu sócio-fundador, avalie que o comércio possa estar se tonando “mais massificado e impessoal”, a empresa aposta no conceito de “loja da fábrica” para manter a essência de “relação de proximidade”.

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No primeiro semestre, o e-commerce teve o melhor desempenho dos últimos 20 anos no Brasil, de acordo com uma pesquisa da Ebit/Nielsen, em parceria com a Elo. O faturamento com as vendas virtuais saltou 47% no período, totalizando R$ 38,8 bilhões. “O varejo virtual tem sido percebido por um número cada vez maior de pessoas como uma prática econômica, eficiente, segura e ambientalmente correta”, destaca Mario Jorge.

Mas, de um lado, se a venda pela loja virtual tem suas vantagens, especialmente a comodidade, por outro, se não bem observada pelos comércios menores, pode extinguir a relação de proximidade entre vendedor e cliente, algo que a Matisse tenta evitar. “A ideia é trazer o consumidor para perto, disponibilizar o contato e permitir que ele pergunte sobre as cervejas”, explica ele.

Para isso, a cervejaria confia no conceito de “loja da fábrica”, o que impulsionou a Matisse na criação de seu e-commerce. “A loja da fábrica é sempre um atrativo. Primeiro, porque provavelmente tem todos os produtos da marca, até o último lançamento, e itens exclusivos. Depois, porque devem estar mais fresquinhos. E, principalmente, quando se trata de alimentos, isso é importante. E, ainda, porque os preços devem ser melhores do que em outros lugares”, destaca Mario Jorge.

Contato direto
A nova loja deverá oferecer cervejas às pessoas da forma mais direta possível – assim como acontecia nos eventos e festivais. O objetivo é incentivar que o consumidor entre em contato, pergunte e conheça os estilos, os ingredientes, a história e a arte por trás de cada rótulo. “Só vai faltar mesmo a provinha, mas, para compensar, tem sempre uma descrição detalhada das características de cada cerveja, elaborada por sommeliers.”

Na loja, o consumidor pode encontrar todos os rótulos da Matisse, embora os chopes só sejam comercializados em growlers. Nestes casos, a área de entrega é restrita, para garantir a preservação do produto. “A maioria dos rótulos está disponível em garrafas que podem ser despachadas para qualquer local do Brasil. E ainda tem souvenires, copos, camisetas, kit degustação e kit para colecionadores, tudo com muita arte e bom gosto”, conta Mario Jorge.

Para o cliente, o benefício é ter acesso às cervejas diretamente da fábrica, como afirma o sócio-fundador da Matisse. “Com pleno conhecimento do que está comprando, com toda segurança e conforto”.

No caso de dúvidas, canais de comunicação estão disponíveis para um atendimento direto pelos “artesãos” que produzem as cervejas. “Para a Matisse é importante trazer o consumidor para perto, saber se ele gostou da cerveja, se ficou feliz com a compra, estabelecer um canal de comunicação, uma relação de confiança e aproveitar esse feedback para melhorar sempre”, conclu Mario Jorge.

Idealizador da Black is Beautiful passa a compor direção da BA

Após ganhar notoriedade no primeiro semestre ao idealizar o projeto de cerveja colaborativa Black is Beautiful, Marcus Baskerville vai passar a compor a diretoria da Brewers Association (BA, entidade que representa as cervejarias artesanais dos Estados Unidos). Ele foi um dos cinco diretores eleitos para compor o comando da entidade em um sinal de aumento da diversidade na associação, que também incluiu a presença de duas mulheres.

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Baskerville, proprietário da Weathered Souls Brewing Co., de San Antonio, foi o único candidato negro da eleição na Brewers Association. E acabou escolhido para ocupar a cadeira destinada a um representante dos “pub brewers”, cervejarias que vendem mais de 25% de sua produção em suas próprias instalações e têm no restaurante e no oferecimento de refeições uma parte significativa de seu negócio.

Na primeira metade do ano, Baskerville criou sua iniciativa com o objetivo de dar visibilidade à luta por igualdade racial. A Black is Beautiful é hoje produzida por mais de 1,1 mil marcas de 21 países, incluindo o Brasil.

Além de Baskerville, a eleição da BA elegeu outros quatro representantes para a sua diretoria. Três dos escolhidos foram para a classe “package brewer”, que representa as cervejarias que vendem mais de 75% de sua produção fora da própria fábrica.

Os vencedores foram Dan Kleban, cofundador e cervejeiro da Maine Beer Company, de Freeport; Chris Herron, CEO da Creature Comforts Brewing Company, de Athens; e Virginia Morrison, CEO da Second Chance Beer Company, de San Diego.

Já a vaga para um diretor oriundo dos “taproom brewers”, que vendem mais de 25% em seu estabelecimento, mas sem atividade gastronômica relevante, ficou com Betty Bollas, presidente e co-proprietária da Fibonacci Brewing Company, em Cincinnati.

Inclusão lá e aqui
A escolha de Baskerville e de duas mulheres para a diretoria da BA indica a ampliação da diversidade na associação, ainda mais em uma eleição na qual havia apenas quatro representantes femininas e um negro entre os 26 candidatos.

É um cenário parecido ao que passou recentemente a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) na eleição de sua nova diretoria. A chapa eleita escolheu Nadhine França para ocupar a presidência executiva da Abracerva. Nadhine se tornou, assim, a primeira mulher a presidir associação.

Antes dela, a diretoria da entidade havia tido apenas uma presença feminina em sua gestão, de Taiga Cazarine. Já a chapa eleita conta com 6 mulheres entre as 14 componentes. As outras são: Carolina Starret (Brewstone Pub), Debora Lehnen (Proa), Elisabeth Bronzeri (advogada tributarista), Érica Barbosa (Marketing Cervejeiro) e Gabriela Flemming (Fermi).

Espaço aberto: Por que meu time precisa de treinamento?

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* Por Danilo Sughihara Ribeiro

Em 2019 alcançou-se o número de 1209 cervejarias no Brasil. A disputa por uma fatia de mercado é intensa e uma boa cerveja, além da qualidade, deve estar acompanhada de rótulos bem elaborados e possuir um conceito por trás da marca. Todos esses valores se convertem em vendas, quando as equipes estão capacitadas e com bom treinamento.

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A venda de cerveja é como o gol no futebol, que só acontece quando o time está treinado e quando todos sabem o que fazer e como fazer. Os treinamentos servem para compilar todos esses pontos, elaborar um planejamento, traçar metas e aplicá-los no dia-a-dia.

Algo bem positivo que acontece durante esses encontros é sanar dúvidas ou compartilhar informações corretas aos treinandos. No meu caso, o que mais ouço é: “A água de tal lugar é melhor, por isso a cerveja é melhor”. Hoje, isso não existe mais, afinal, com as tecnologias disponíveis, é possível tratar qualquer tipo de água e chegar ao perfil desejado.

Mas, afinal, como os treinamentos podem auxiliar as empresas? Separei alguns pontos importantes:

• Alinhamento entre gestores e colaboradores quanto ao planejamento, estratégia e execução do trabalho;

• Desenvolver habilidades muitas vezes desconhecidas pelo próprio colaborador e seu gestor;

• Compreensão por parte dos colaboradores sobre os valores, a filosofia e as políticas da empresa, bem como o conceito da marca;

• Motivação dos colaboradores é o combustível para o sucesso da empresa, e os treinamentos geram um sentimento de gratidão por parte do funcionário em relação à empresa;

• Transmitir as informações corretas sobre o produto ou serviço, convertendo o conhecimento em vendas;

• Definir estratégias de atendimento para a fidelização do cliente, trabalhando postura, vocabulário, limpeza e organização do seu espaço de trabalho.

Pare e reflita: seu time está preparado? O treinamento aproxima líderes de liderados e, bem executado, será fundamental para o sucesso de uma empresa.

E não se esqueça: o treinamento é importantíssimo, mas nunca deixe de estudar! Conhecimento é tudo! Saúde!


*Danilo Sughihara Ribeiro tem experiência em treinamentos voltados para serviço e atendimento, degustação, análise sensorial de cervejas, organização de eventos, entre outros. É beer sommelier e técnico cervejeiro pelo Instituto Cerveja Brasil, além de possuir experiência de 8 anos em logística empresarial


Para promover o debate entre os mais distintos segmentos do setor cervejeiro, o Guia deixa o espaço totalmente aberto para seus leitores. Se quiser mandar uma sugestão de artigo, é só escrever para nosso editor: itamar@guiadacervejabr.com

Em recuperação, produção de bebidas alcoólicas registra novo mês de alta

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A produção de bebidas alcoólicas registrou novamente alta em setembro, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo IBGE. A fabricação do segmento saltou 15,3% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Foi, assim, o quarto mês seguido de expansão do setor em mais de 15%.

Porém, a indústria de bebidas alcoólicas continua sofrendo com os efeitos acumulados da fase inicial da pandemia do coronavírus, quando suas atividades praticamente ficaram paralisadas. Por conta disso, ainda há retração da produção do segmento no acumulado do ano, com queda de 1,5%. E, nos últimos 12 meses, o saldo está negativo em 0,1%.

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A produção de bebidas não-alcoólicas também registrou dados positivos em setembro. A fabricação do segmento cresceu 12,2% em comparação ao mesmo mês de 2019. Já no acumulado dos nove meses do ano, há queda de 5,8%. E, nos últimos 12 meses, o indicador está negativo em 2%.

Indústria se recupera
A recuperação da produção de bebidas é um cenário que se reflete na indústria nacional, que expandiu 2,6% em setembro na comparação com agosto, segundo o IBGE. O resultado é a quinta alta mensal seguida, eliminando as perdas de 27,1% acumuladas entre março e abril, quando o setor registrou o seu patamar mais baixo por conta da pandemia do coronavírus.

Em relação a setembro de 2019, a indústria cresceu 3,4%, interrompendo dez meses de resultados negativos nessa comparação. Mas o setor industrial ainda acumula recuo de 7,2% no acumulado do ano. Já nos últimos 12 meses, a produção caiu 5,5%, embora o resultado seja visto como uma recuperação das perdas de março.

“Com o resultado de setembro, em conjunto com os avanços dos quatro meses anteriores, a produção industrial superou em 0,2% o patamar pré-pandemia, em fevereiro. Passados os meses de março e abril e com a flexibilização das medidas de distanciamento social, o setor industrial foi recuperando, mês a mês, aquele patamar”, avalia o gerente da pesquisa do IBGE, André Macedo.