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Com soluções criativas, Madalena reduz queda no faturamento de 70% para 30%

A Cervejaria Premium Paulista, detentora da marca Cerveja Madalena, de Santo André, investiu em uma iniciativa criativa para minimizar os impactos da crise provocada pelo coronavírus: estabeleceu uma parceria com postos de gasolina da Grande ABC e de São Paulo para vender seus produtos e se recuperar da queda do faturamento que chegou a 70% nos últimos meses.

A parceria já está em 20 estabelecimentos. Agora, com os sistemas take away e drive-thru, o público é convidado a embarcar em uma atmosfera atrativa que remete ao ambiente da cervejaria, possível de ser encontrado nos postos de combustível.

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Cada estabelecimento parceiro da Cerveja Madalena recebe um criativo carro modificado, como o beer truck, beer bike, caminhão bigfoot, ônibus norte-americano escolar bar, um Ford 1929, um triciclo Piaggio 1962, além dos infláveis, criando um ponto de venda de cerveja exclusivo, temático e divertido.

Antes desse novo sistema, a marca já havia intensificado o delivery, que exigiu a criação de novas embalagens para transporte, como o growler pet de 1 litro. Destaque também para um drive-thru dentro da fábrica com rótulos variados e novos sabores, além de opções gastronômicas.

Com as apostas, a marca baixou a queda do faturamento de 70% para 30%. “Diminuímos o lucro, mas mantivemos os empregos e a produção. A maior lição que estamos aprendendo com a crise é de que a união é muito importante. O pós-pandemia ainda é incerto, temos que transformar esse período difícil em diálogo e aprendizado”, revela o gerente de marketing da Cerveja Madalena, Renan Leonessa, para depois acrescentar.

“Estamos há 10 anos no mercado, temos um público fiel e, se ele está isolado em casa, temos que facilitar o seu acesso aos nossos produtos. Os postos de combustível ficam em locais estratégicos, sempre de muito fluxo. Essa parceria com certeza é de sucesso e tem uma grande chance de se manter mesmo depois do isolamento”, complementa o gerente da cervejaria.

Além da aposta nos novos modelos de negócio, a Cerveja Madalena reabriu o bar de sua fábrica no dia 18 de julho. A ocupação máxima é de 40%, seguindo as recomendações Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), e todos os funcionários utilizam máscaras e luvas, uniformes exclusivos para o posto de trabalho e têm medição de temperatura sempre antes de começar a jornada.

10 práticas para a indústria cervejeira conter a propagação da Covid-19

A segurança alimentar e as medidas sanitárias sempre foram foco na produção cervejeira, mas a crise do coronavírus tem contribuído para reforçar cuidados e iniciativas. Para evitar a propagação da doença e tornar possível a continuidade da realização da atividade industrial, foi preciso rever ações e comportamentos, adotando novas práticas.

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Por estar inserida nas atividades consideradas essenciais pelo governo federal, a indústria alimentar e de bebidas prosseguiu operando desde o início da pandemia. Ainda assim, parte relevante do segmento optou por paralisar a produção, o que deixou a implementação das medidas necessárias para conter a doença ocorrendo em ritmo e modo diferentes, de acordo com a decisão dos seus gestores sobre o funcionamento.

Na avaliação de José Luiz Barros, gerente institucional de Saúde e Segurança do Trabalho da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), quem seguiu operando durante a pandemia precisou se adaptar rapidamente, mas também implementou medidas de modo menos abrupto. E deve servir como exemplo para outras companhias do setor, que precisam agora realizar mudanças mais radicais.  

“Entendo que as empresas que não pararam suas atividades tiveram maior facilidade, ajustaram seus processos de forma mais prática, fazendo os ajustes conforme as dificuldades se apresentavam. Muitas das ações, hoje entendidas como acertadas e que constam em vários documentos de boas práticas, são frutos destas experiências adotadas pelas empresas que não pararam”, relata o especialista da Firjan.

Além de colocar em prática as medidas protetivas, outro passo importante para minimizar a propagação do coronavírus envolve a conscientização dos funcionários. Afinal, as orientações sanitárias também devem ser seguidas fora do ambiente de trabalho, como destaca José Luiz.

“Reforçar o processo de conscientização da importância da participação de todos que fazem parte dos enfrentamentos da pandemia e que todas as recomendações de distanciamento, uso de máscaras e boa prática de higiene e conduta valem tanto dentro quanto fora da empresa”, analisa ele.

Após ganhar atenção com o surgimento da pandemia, a segurança alimentar e sanitária certamente seguirá como foco das indústrias, não apenas pela implementação de medidas que garantam a sua execução, mas também por ser vista como uma vantagem competitiva para o período pós-crise. Especialistas avaliam, afinal, que as escolhas do consumidor serão influenciadas pelas demandas advindas do surto do coronavírus.

“Realmente a segurança alimentar é um fator diferenciador de mercado e acreditamos, devido à pandemia, que as pessoas estarão mais criteriosas e exigentes. Assim, empresas que adotarem procedimentos mais rígidos de segurança alimentar, bem como segurança dos seus empregados, terão um forte diferencial de mercado”, acrescenta o especialista.

A pedido do Guia, José Luiz Barros, que elaborou o Guia de Orientações para a Retomada das Atividades Industriais da Firjan, preparou uma lista de medidas e práticas a serem implementadas dentro das fábricas cervejeiras a partir do contexto da crise do coronavírus. Confira.

1 – Medidas de caráter geral ao setor de alimentos e bebidas
Elaboração e divulgação de protocolos de orientações genéricas referentes à triagem e acesso, protocolos de distanciamento e uso adequado de máscaras e orientações referentes a casos identificados.

2 – Práticas referentes ao vestiário
Cuidados de não aglomeração, uso do espaço respeitando o distanciamento e utilização de sanitizantes na entrada e saída dos espaços.   

3 – Práticas de boa higiene e conduta
Boas práticas dos trabalhadores, respeitando as orientações de boa higiene e conduta. Entre outras, são elas: higiene frequente das mãos, comunicação de sintomas, não tocar nariz, boca e olhos, não compartilhamento de objetos pessoais.

4 – Práticas quanto às refeições
Reorganização do layout para o respeito do distanciamento entre mesas, orientações sobre as restrições de self-service, proibição de compartilhamento de utensílios e escalonamento de horário do almoço para evitar aglomeração.

5 – Práticas referentes ao SESMT e à CIPA
Manutenção das comissões e suspensão de processos eleitorais, reuniões presencias e treinamentos durante o período de estado de calamidade e divulgação de plano de ação do SESMT (Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho).

6 – Trabalhadores pertencentes a grupo de risco
Cuidados que as empresas precisarão ter para este grupo de risco. Dentre outros, manutenção em teletrabalho ou em posto isolado, caso não consiga a opção do teletrabalho.

7 – Práticas referentes às máscaras
Obrigatoriedade e procedimento de uso adequado de máscara.

8 – Práticas referentes ao transporte de trabalhadores
Cuidados de segurança no uso de transporte fornecido pela empresa, para evitar contaminação dos trabalhadores.

9 – Procedimentos de contingência
Procedimentos de atuação, em caso de identificação ou confirmação da contaminação de um trabalhador que tenha transitado ou não nas dependências da empresa.

10 – Retomada das atividades de setores ou do estabelecimento
Procedimentos de desinfecção, orientações e medidas preventivas a serem tomadas antes da retomada das atividades.

Com Elza Soares, Eisenbahn homenageia Adoniran em projeto de faixas inéditas

A Eisenbahn anunciou uma ótima novidade no início desta semana: um projeto que homenageia o sambista Adoniran Barbosa e que conta com a participação de renomados artistas e bandas nacionais, como Elza Soares e Zeca Baleiro. Serão 11 versões inéditas de músicas do artista lançadas no Spotify pela marca de cerveja do Grupo Heineken.

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Adoniran Barbosa era o nome artístico de João Rubinato. Conhecido nacionalmente como o pai do samba paulista, além de músico, ele foi compositor, humorista, radialista, ator e até artesão. Nascido em Valinhos, no interior de São Paulo, ele faleceu em novembro de 1982.

Muito conhecido e associado ao clássico “Trem das Onze”, Adoniran também cantou outros grandes sucessos na sua carreira, como “Saudosa Maloca”, “Iracema” e “Samba do Arnesto”. 

O projeto é uma homenagem ao aniversário de 110 anos de nascimento de Adoniran Barbosa, celebrados em agosto de 2020. As faixas disponibilizadas no Spotify são interpretadas por uma diversidade de artistas, com nomes consagrados como Elza Soares, Zeca Baleiro e Di Melo.

Além deles, a banda Francisco El Hombre, Avuá, Zé Ibarra, Rubel, Barro, Luê, Amanda Pacífico e Illy também fazem parte da homenagem, que possui produção musical da DaHouse Audio com o produtor Lucas Mayer e curadoria do Coala.Lab. 

A gerente de marketing da marca, Karina Pugliesi, explicou como a cervejaria está ligada ao cantor. Em sua opinião, além da óbvia associação entre o trem do rótulo da Eisenbahn e um dos clássicos de Adoniran, os cuidados com os processos a unem e identificam ao sambista.

“Estamos muito felizes em poder trazer para o público 11 músicas inéditas deste artista tão icônico para a cultura do nosso país. O link entre Eisenbahn e Adoniran vai muito além do trem, presente no nosso logo e em uma das músicas mais famosas do cantor”, garante Karina.

“Este projeto, além de um tributo ao compositor, é uma forma de destacar a importância da beleza dos processos. Queremos reforçar este posicionamento, pois é assim que produzimos nossas cervejas, pensando em cada detalhe para garantir a qualidade artesanal dos nossos produtos”, conclui a gerente de marketing da Eisenbahn.

Oktoberfest de Blumenau é cancelada e não será realizada pela 1ª vez desde 1984

A evolução do surto de Covid-19 no país levou a Prefeitura de Blumenau (SC) a anunciar o cancelamento da edição 2020 da Oktoberfest. A maior festa alemã das Américas é realizada desde 1984 no município. Essa será a primeira vez que o evento não acontecerá.

A Oktoberfest Blumenau deste ano estava marcada inicialmente para o período entre os dias 7 e 25 de outubro. Em maio, a prefeitura havia decidido adiar para o mês de novembro, entre os dias 11 e 29. No entanto, agora foi anunciado o cancelamento da edição 2020 diante da continuidade do surto do coronavírus no Brasil.

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Neste contexto, também foi cancelada a festa de réveillon deste ano em Blumenau. O tom foi de lamento e considerou a importância dos eventos para a cidade e os efeitos na economia local, mas de reconhecimento dos sacrifícios que precisam ser feitos para evitar a propagação da doença.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registrou 23.284 novos casos de coronavírus nesta segunda-feira, com um total de 2.442.375 infecções. O país contabilizou mais 614 mortes em decorrência da Covid-19, atingindo um total de 87.618 falecimentos. Já Blumenau, de acordo com balanço da prefeitura, tem 7.857 casos confirmados e 46 mortes.

“Não é só uma festa”
A Oktoberfest de Blumenau é um festival inspirado na famosa Oktoberfest de Munique, na Alemanha, que também não ocorrerá presencialmente em 2020. Todos os anos, o evento na cidade gera cerca de seis mil empregos diretos e indiretos.

Estima-se, ainda, em torno de 60 setores beneficiados, impactando desde vendedores ambulantes, taxistas e motoristas de aplicativo, até hotéis, bares, restaurantes e comércio em geral. O resultado é a injeção de R$ 240 milhões na economia local. E, no âmbito musical, são mais de 800 artistas que se apresentam e obtêm renda através da festa.

O secretário de Turismo e presidente do Parque Vila Germânica, Marcelo Greuel, destacou a importância do evento, mas reconheceu que o cancelamento da Oktoberfest de Blumenau era necessário.

“Não é só uma festa. Ela significa oportunidade de renda para milhares de famílias. Conversamos com empresários que compõem boa parte das suas receitas a partir da Oktoberfest. Então por causa dessas empresas e dessas pessoas, é triste precisar cancelar. No entanto, nós entendemos que é uma decisão necessária para garantir a saúde e segurança das pessoas”, diz Greuel.

Com o cenário provocado pela pandemia, o governo local promete continuar trabalhando em ações para amparar o setor turístico nas medidas preventivas e projetando iniciativas para a retomada do segmento, um dos mais afetados pela crise do coronavírus.

Escassez de latas pode fazer marcas “sumirem” do mercado dos EUA

Uma das consequências da crise do coronavírus no consumo de cerveja foi a mudança repentina do perfil de embalagem demandado: os grandes volumes vendidos em barris para restaurantes, bares e taphouses foram substituídos pelo crescimento do consumo em casa, aumentando expressivamente a demanda pela bebida em lata. Nos Estados Unidos, essa substituição foi tão drástica que, segundo relatos de analistas do setor, há uma escassez de latas de alumínio no mercado. Por isso, existem marcas correndo risco de desabastecimento.

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Diversos fabricantes do país já sentem sinais da falta do produto. Segundo reportagem da KITV 4, em resposta à situação, a gigante Molson Coors, a Brooklyn Brewery e a Karl Strauss estão priorizando o envasamento dos estoques de suas cervejas mais tradicionais, deixando as menores de lado. Marcas como Coors Light, Corona, Dos Equis e White Clawn começam a sumir do mercado e, dizem analistas, algumas delas podem ter seus estoques completamente esgotados em breve.

“O suprimento de latas é um grande problema”, afirma Paul Gatza, vice-presidente da Brewers Association (BA), a entidade que representa as cervejarias independentes dos EUA. “Estamos observando tempo de espera mais longos para encomendas de latas, bem como cervejarias menores ficarem sem seus pedidos entregues”.

Entre as grandes empresas, por sua vez, algumas estão chegando a um cenário em que precisam priorizar um número limitado de rótulos da casa. “Qualquer um que envase algum produto em latas de 12 onças (355ml) tem algum grau de dificuldade nessa questão”, aponta Adam Collins, chefe de comunicação da Molson Coors em entrevista à CNN.

Além do aumento de consumo de cerveja em casa ao longo do período de isolamento social, no começo da pandemia houve uma corrida aos supermercados. Em meados de março, era comum ver notícias sobre como parcela relevante da população temia o desabastecimento e estocava todo tipo de bebida. O período também coincidiu com o aumento de popularidade da Hard Seltzer, em geral vendida em latas.

Busca por alternativas
O aumento incomum de demanda nos EUA está fazendo com que empresas passem a importar produto de outros países, como México e Canadá. No entanto, essa não é uma alternativa que possa ser adotada por muito tempo, e fabricantes norte-americanos estão buscando saídas com o aumento da produção, em iniciativas para interromper o cenário de escassez de latas.

A Ball Corporation, maior fabricante de latas dos EUA, por exemplo, planeja a abertura de duas novas fábricas. A Crown Holdings, da Pensilvânia, já havia anunciado em fevereiro a construção de uma nova planta no estado de Kentucky, que deve começar a funcionar no segundo trimestre de 2021.

(Com CNN e Fox News)

Dádiva lança linha de cervejas com aposta em estilos clássicos

Inventividade, ousadia e combinações inusitadas são sempre associadas ao segmento de cervejas artesanais, conhecido e admirado pelas inovações nas suas receitas. A Dádiva, porém, decidiu apostar no ditado de que o “clássico nunca sai de moda” para lançar a sua nova linha de rótulos. Assim, trouxe o Classic Styles, com os estilos Irish Red Ale e Berliner Weisse sendo os primeiros a serem lançados pela marca do interior paulista.

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“Brincar com receitas e testar processos de produção é algo que todo cervejeiro quer (e deve) fazer. Mas produzir uma cerveja clássica de qualidade, destacando o melhor de cada estilo, também é desafiador”, destaca Victor Marinho, sócio e mestre-cervejeiro da Dádiva.

A cervejaria de Várzea Paulista (SP), assim, aposta em um público consumidor interessado em receitas clássicas e sem adjuntos, fervuras ou a necessidade de grande experimentação entre os ingredientes – desde que elas sejam bem executadas.

A Irish Red Ale lançada pela Dávida tem 4,2% de teor alcoólico e coloração cobre/avermelhada. A marca assegura que o rótulo possui aromas e sabores da base de maltes que remetem a caramelo e sutil tosta. E os lúpulos ingleses conferem um leve toque terroso. Também recomenda que seja servida entre 5ºC e 7°C.

Já a Berliner Weisse vem em receita sem fervura ou adjuntos. Tem baixo teor alcóolico, de 3,4%. Possui coloração amarelo palha, sendo levemente turva. Traz leve acidez e, ao final, de acordo com a Dádiva, percebe-se um toque cítrico e suavemente lático. A cervejaria recomenda que seja servida entre 4ºC a 8°C.

Os rótulos da Irish Red Ale e da Berliner Weisse são vendidos em latas de 330ml e têm preço sugerido de R$ 14. A Dádiva recentemente celebrou os seus seis anos de história. E já antecipou que a próxima cerveja da linha Classic Styles a ser lançada vai ser uma English Pale Ale.

Escola Mineira de Sommelieria adapta conteúdo e terá curso com aulas online

Diante das restrições impostas pela pandemia do coronavírus, a Escola Mineira de Sommelieria (EMS) buscou adaptar as suas atividades e passou a contar com aulas online. Será de modo remoto, assim, que se dará o curso Sommelier de Cerveja, com início da sua próxima turma em agosto.

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Os responsáveis pela especialização explicam que o conteúdo programático teórico está mantido, assim como as práticas de degustação e harmonização, o que inclui a análise sensorial das cervejas, acompanhada pelos professores Fabiana Arreguy e Carlos Henrique Vasconcelos.

Nessa fase de adaptação ao atual contexto social, a EMS traçou um cronograma que concentrará as aulas da 18ª turma do curso no formato online. Já na fase final, haverá uma semana de encontros presenciais para as aulas que não se adaptam a esse modelo. Nelas, serão ministrados conteúdos extras, como cachaça, café, queijos e vinhos, além da gestão sensorial de aromas desejáveis e indesejáveis na cerveja.

Adaptações já haviam sido forçadamente realizadas pela EMS no primeiro semestre. Por causa das medidas de isolamento social, que tiveram início em meados de março, a turma em andamento do curso recebeu em casa uma caixa com dezenas de rótulos de cerveja para as degustações de cada aula. Isso permitiu que a análise sensorial fosse mantida, conforme aconteceria na especialização presencial, sendo sempre acompanhada pelos professores. 

Além disso, as harmonizações continuam sendo realizadas. Os alunos foram instigados a cozinhar as receitas repassadas com antecedência pelos professores e pensadas de acordo com as cervejas que constavam no kit recebido. Um cenário que vai se repetir no segundo semestre.

De acordo com o coordenador da escola, Carlos Henrique Vasconcelos, o modelo teve aprovação dos alunos e poderá ser mantido mesmo quando não existirem mais restrições de convívio. “Vale destacar que essa experiência forçada nos ensinou muito e nos deu subsídios para manter o formato virtual, mesmo quando pudermos ter as turmas presenciais novamente.” 

Mais informações sobre o curso Sommelier de Cerveja podem ser obtidas pelo e-mail emscerveja@gmail.com ou pelo telefone (31) 98402-6452.

Justiça valida interdição da fábrica da Mahy em Manaus; cervejaria alega perseguição

A Justiça do Amazonas, através de uma decisão da desembargadora Joana dos Santos Meirelles, derrubou a liminar que havia suspendido a interdição da fábrica da Mahy Cervejaria em Manaus. A determinação inicial que proibia o funcionamento do local tinha atendido solicitação da Vigilância Sanitária de Manaus (Visa Manaus), mas depois fora revertida. Procurada pelo Guia, a cervejaria afirma ser alvo de perseguição.

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Em junho, a Visa Manaus apresentou um ato administrativo de interdição da fábrica após encontrar 1,8 tonelada de malte em embalagens perfuradas e com fezes de rato, afirmando existir risco iminente à saúde dos consumidores. Além disso, alegara que o malte apreendido não tinha identificação de lote, data de fabricação, validade ou procedência.

No estabelecimento, teriam sido verificadas outras irregularidades sanitárias, como a falta de controle efetivo de pragas; a conservação em depósito de produtos sanitizantes e saneantes vencidos e com identificação ilegível; insumos depositados diretamente no chão; e cervejas em embalagens finais sem informação de validade ou lote.  

Também no dia da fiscalização, segundo o relato da Visa Manaus, foram encontrados Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) no chão, resíduos de bagaço de malte exalando mau cheiro e material descartável na área de lavagem de barris, sinalizando a reutilização irregular de embalagens de uso único. Além disso, os funcionários da Visa Manaus observaram que a área comum da fábrica era usada para secagem de uniformes.

Porém, logo na sequência, os proprietários apresentaram um mandado de segurança na Justiça local que suspendeu, na época, o ato administração de interdição, em decisão então proferida pelo juiz Gildo de Carvalho.

Nova interdição
Agora, então, a vigilância sanitária vai dar sequência ao processo administrativo para interdição da fábrica da Mahy. “Com o reconhecimento da interdição pela Justiça, retomaremos o processo administrativo desse caso, já que ele estava parado, em virtude da liminar que suspendia a interdição. Os responsáveis pela cervejaria terão prazo para apresentar a sua defesa, além de pagar multa que será aplicada. Vamos tomar todas as providências cabíveis de acordo com o que é previsto na lei”, informa a diretora da Visa Manaus, Maria do Carmo Leão.

Ao questionar a decisão liminar de junho, a Procuradoria Geral do Município recorreu através de um agravo de instrumento. E questionava, entre outras temáticas, a competência da vigilância sanitária municipal na fiscalização da fabricação de bebidas; a validade da licença do controle de pragas e insetos do estabelecimento; e a possibilidade de utilização de essências no processo de fabricação de bebidas alcoólicas.

A Mahy argumentava que apenas o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), teria o poder de órgão fiscalizador. Mas a desembargadora defendeu, em sua decisão, a legalidade da autoridade da Visa Manaus para isso, conforme o Código Sanitário de Manaus, que lhe daria o direito de fiscalizar o fabrico, produção, beneficiamento, manipulação, acondicionamento, de alimentos, no estado sólido, líquido, pastoso ou qualquer outra forma adequada.

Sobre o controle de pragas, a Mahy afirmava, na época da interdição, que a licença do estabelecimento vencerá apenas em outubro, e que o fiscal ignorou a documentação em sua visita. A desembargadora alegou, no entanto, que o relatório de fiscalização afirma ter encontrado nas dependências da cervejaria embalagens de malte perfuradas, fezes de roedores, sujeira e cascas que demonstravam o consumo do conteúdo das embalagens.

Ela afirma não haver “comprovação da regularidade de controle de praga. Bem como, não há prova cabal de que os fatos apurados quando da fiscalização não são verídicos”, além de salientar que compete à cervejaria “comprovar que o seu estoque não possuía indícios de estar sendo atingido por roedores, cujos bens foram apreendidos e passarão, oportunamente, por perícia”.

Sobre o uso de essências na fabricação de bebidas alcoólicas – no local foi encontrada essência de framboesa, que não seria permitida no preparo de determinadas bebidas –, em sua decisão, Joana observa que apesar da liberação pelo decreto federal nº. 9.902/19, o relatório da Visa Manaus diz que os produtos encontrados na fábrica de cervejas artesanais “não possuíam a devida rotulação necessária, a fim de permitir o conhecimento sobre a procedência do produto, sua finalidade, sua validade e todos os demais aspectos necessários para utilização como insumo no processo de fabricação de bebidas”.

Mahy diz sofrer perseguição
A cervejaria, por sua vez, afirma ser vítima de perseguição comercial, alegando que a nova decisão judicial foi tomada no momento em que a empresa estaria pronta para retomar a produção, também apontando que o recurso foi apresentado durante o período de plantão judicial.  Além disso, em nota enviada ao Guia, diz que um dos fiscais presentes na inspeção, Fábio Markendorf, seria “intimamente ligado ao mundo cervejeiro artesanal”.

“Causou estranheza entrar com um agravo da liminar quase um mês depois, quando estávamos prontos para voltar a produzir”, declarou Herberth de Souza, sócio-administrador da cervejaria ao Guia, explicando que acabara de receber o novo carregamento de malte.

Assim como ocorreu no pedido inicial de interdição pela Visa Manaus, a Mahy alega que a inspeção se deu quando a fábrica estava fechada há 90 dias e ocorreu sem a presença de qualquer técnico da empresa. Além disso, afirma que não houve coleta de material que apontaria a contaminação.  

“Não fizeram qualquer coleta do material ou apresentaram qualquer laudo pericial sobre a suposta constatação, até porque nada foi recolhido, o que só comprova que isso não é verdade”, explicou a cervejaria em comunicado enviado à reportagem.

A Mahy declarou ainda não ter recebido a notificação judicial sobre a decisão da desembargadora de interditar a fábrica. Mas antecipou que pediria uma reconsideração do caso através de seus advogados.

Balcão do Rodrigo: A sustentabilidade no mercado cervejeiro é um caminho sem volta

Balcão do Rodrigo: A sustentabilidade no mercado cervejeiro é um caminho sem volta

O mundo passa por constantes transformações e cada vez mais percebe-se a necessidade de melhorar o equilíbrio entre o ser humano e a natureza. Inicio a jornada desta coluna em um momento de incerteza sobre como será o “novo normal”, mas com a certeza de que todas as questões que envolvem a sustentabilidade em nosso planeta se tornaram prioritárias para empresas, governos e, principalmente, consumidores. Para o mundo cervejeiro os holofotes são ainda mais intensos e as oportunidades de “fazer melhor” vão se multiplicando em iniciativas que chamo de For real & Forever, ou seja, mudanças estruturais com resultados positivos para a sociedade que incorporam as atitudes sustentáveis ao dia a dia.

A cerveja tem um “ímã” que faz pessoas se juntarem e conversarem, se torna motivo de reunião para experimentar um novo lançamento, ou mesmo a desculpa para estender o papo na hora da saideira. O universo da cerveja existe para colocar as pessoas perto umas das outras, para jogar conversa fora, celebrar, falar de negócios, fazer planos e criar novas soluções. Por aproximar as pessoas, permitindo que elas se vejam, se toquem e deem risadas juntas, a cerveja se torna querida e respeitada pelos consumidores. E em momentos de transformações ela protagoniza e inspira quem está ao seu redor.

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Sou administrador de empresas e comecei minha carreira trabalhando em marketing de multinacionais, onde pude conhecer, entender e exercer a lógica empresarial. Nos últimos dez anos trabalho na área de meio ambiente, mais especificamente com a destinação de resíduos sólidos. Ao visitar aterros e lixões, iniciaram-se minhas reflexões sobre desequilíbrios ambientais e sociais que precisavam (e ainda precisam) ser reescritos. Mas focar as discussões das soluções ao invés dos problemas permite um pensamento criativo constante de “como fazer melhor do que ontem”.

Foi lá em 2016, na primeira turma da FGV do Mestrado Profissional em Competitividade para Sustentabilidade, que pude abrir um pouco mais os horizontes de uma nova jornada de rearranjos estruturais que são e serão importantes para melhorar o equilíbrio entre nós e a natureza, assim como melhorar os equilíbrios entre as pessoas nos mais diversos aspectos.

Em 2018, junto com meus sócios Adriano e Leandro, criamos a startup Green Mining no segmento de Cleantech dentro do programa de Aceleração Global em Sustentabilidade da Ambev, 100+ Accelerator, em uma união de esforços para realizar Logística Reversa, um importante elo da Economia Circular. E, executando uma iniciativa For real & Forever, os aprendizados e melhorias constantes mostraram como é possível trazer sustentabilidade para o core business e contribuir com as mudanças que queremos para o mundo.

Essa jornada de aprendizado contínuo é o que pretendo refletir aqui no mundo cervejeiro, com exemplos concretos, soluções possíveis, desafios relevantes que o setor tem enfrentado de forma excepcional e, graças ao universo ao redor da cerveja, consegue envolver e inspirar diversos outros setores.

Diversidade, mudanças climáticas, água, produção, energia, cooperação e vários outros temas sem filtros e com muita positividade farão parte dessa coluna. Também pretendo explorar todos os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) que permeiam os mais diversos âmbitos – fornecedores, indústria, investidores, clientes e consumidores.

Convido a todos a “colocarem os óculos da sustentabilidade” para embarcar nesta jornada e interagir com sugestões para pensarmos no papel da cerveja em prol de um mundo melhor!


Rodrigo Oliveira é CEO da Green Mining, startup de logística reversa que atua no processo de coleta e reciclagem de embalagens

Com recorde de mortes pela Covid-19, BH volta a fechar bares após impasse jurídico

Na semana em que registrou um recorde diário de mortes por coronavírus – 35, entre segunda e terça-feira –, Belo Horizonte vivenciou um impasse jurídico sobre a reabertura de bares e restaurantes. Uma decisão liminar chegou a liberar o funcionamento desses estabelecimentos, algo que posteriormente foi cassado, retomando o cenário de fechamento que foi estabelecido há cerca de quatro meses.

A decisão final foi do presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), o desembargador Gilson Soares Lemes, atendendo a recurso da Prefeitura de Belo Horizonte, que alegou a necessidade de conter o avanço do coronavírus para proibir o funcionamento de bares e restaurantes. Ele lembrou que apenas os serviços essenciais estão funcionando na capital mineira como medida de evitar a propagação da doença.

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Lemes destacou, ainda, que a abertura colocaria em risco as medidas adotadas e poderia ter efeito multiplicador para outras atividades comerciais.

“Não se afigura razoável consentir com a execução de uma decisão que, ao alterar drasticamente e de modo abrupto as políticas públicas que vêm sendo adotadas, em substituição ao administrador público e à míngua de comprovação de flagrante ilegitimidade na sua atuação, possa vir a colocar em risco a ordem e a saúde públicas estatais”, afirmou o presidente do TJ-MG.

A solicitação de reabertura, feita pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e inicialmente acolhida pelo poder judiciário, previa medidas a serem adotadas como distanciamento mínimo de dois metros entre as pessoas, uso de máscara, controle de fluxo de clientes, priorização de vendas para consumo do lado de fora, espaçamento mínimo de 1 metro entre as mesas e normas para permanência de crianças.

Na quarta-feira, mesma data em que a liminar foi cassada, ocorreu um ato liderado pela Abrasel e pela Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), denominado “Que dia BH volta?”. Durante a manifestação, foi entregue uma proposta do plano para retomada segura das atividades em Belo Horizonte a representantes da prefeitura.

De acordo com a Abrasel, a proposta – que contempla os setores do comércio, dos serviços, das repartições, das escolas, entre outras atividades – se daria em fases, conforme alguns estágios sejam atingidos. O plano possui sugestões para mitigar o risco no transporte público, o incentivo para que as empresas estabeleçam turnos de trabalho para permitir uma melhor organização e distanciamento social, além de critérios para a definição de etapas de reabertura.

“A sociedade precisa de transparência. É necessário sabermos ao menos quando. BH está completando hoje 125 dias fechados e até agora não foi apresentado nenhum plano de retomada para a população”, afirmou o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci.

Coronavírus em MG
Na quinta-feira, Minas Gerais ultrapassou a marca de 100 mil casos de coronavírus, com 3.827 infectados em apenas um dia, estabelecendo 102.568 diagnósticos positivos para a doença.

Belo Horizonte é o epicentro da Covid-19 no estado, com 943 notificações nas últimas 24 horas. São 14.634 confirmações, com 417 mortes pelo coronavírus na capital – em Minas Gerais são 2.238 óbitos.