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Embalagens PET reforçam tendência de delivery apostando em comodidade e reciclagem

A pandemia do coronavírus trouxe mudanças que podem ser definitivas no mercado cervejeiro. Entre elas está, principalmente, o costume de consumir chope artesanal em casa, tendência que se alastrou com o fechamento de bares e restaurantes provocado pela quarentena. E o desenvolvimento em larga escala desse novo nicho da cerveja só foi possível por conta de um componente especial da indústria de fornecimento: as embalagens PET.

Tradicionalmente associado ao mercado de refrigerantes e águas, entre outras bebidas, o PET surgiu como opção importante no momento em que o delivery de cerveja vem se consolidando no mercado de artesanais. Afinal, ele traz mais comodidade ao consumidor, que ganhou diversificação em relação aos growlers de vidro ou de cerâmica. E preços mais ajustáveis ao varejista, que pode embutir o custo da embalagem na própria entrega e, assim, ampliar seus canais de venda.

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É o que explica Victor Garcia, engenheiro de produção responsável pelos novos projetos da Packpet, empresa que atua desde 1999 com embalagens PET. “Como vantagens do PET citamos a possibilidade de abertura de um novo canal de vendas aos bares e restaurantes, permitindo que o seu chope seja consumido em diferentes locais conforme o gosto de cada cliente”, detalha ele.

“E, para os consumidores, a principal vantagem do PET é também relacionada ao local de consumo do chope, que deixará de ser exclusivo dos bares e passará a integrar encontros de amigos, familiares ou até mesmo a degustação de uma boa cerveja com uma bela culinária ao alcance de um toque”, acrescenta Garcia, reforçando a comodidade trazida pela garrafa PET.

Outro importante benefício da embalagem está relacionado ao seu potencial de reciclagem e à questão da sustentabilidade, tema fundamental em um momento de crise sem precedentes que está levando todo o mercado a repensar alguns de seus pilares.

“Diferente do que é amplamente divulgado pela imprensa o PET é um dos materiais mais reciclados do Brasil”, aponta o engenheiro da Packpet. “É sempre importante diferenciar os vários tipos de plásticos que compõem o nosso dia a dia para não criar uma falsa sensação de poluição pelo consumo deste tipo de embalagem.”

O PET, de fato, pode ser visto como exceção entre os materiais plásticos. Publicado no final de 2019 e organizado pela Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis (Ancat), o Anuário da Reciclagem 2017-2018 aponta que foram coletadas 3.208 toneladas de PET em 2018 a um preço médio de R$ 1,41, resultando em pouco mais de R$ 4,5 milhões. Tal montante equivale a mais de 40% do valor comercializado e de 28% do volume coletado de todo o material plástico do país.

Experiência em PET
Atuando há mais de 20 anos no mercado de embalagens, a Packpet chegou ao setor cervejeiro definitivamente em 2019, quando lançou o keg de 20 litros e o growler de 1 litro. E, para Garcia, a tendência do consumo de chope artesanal via delivery veio para ficar. Tanto que a empresa já fez algumas adaptações para atender a nova demanda.

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“O que antes era um hábito exclusivo de pequenas e microcervejarias se expandiu e começou a fazer parte de muitos bares e restaurantes. A procura pelo chope via delivery aumentou, isso porque durante a quarentena o seu consumo tradicional se tornou inviável”, afirma ele, para depois acrescentar.

“Percebendo as mudanças de consumo e aumento da procura destas embalagens, passamos a trabalhar com produtos à pronta entrega, facilitando a compra conforme a necessidade de nossos clientes”, destaca Garcia.

Pioneira na produção de embalagens PET de 5 e 20 litros, que atenderam empresas dos mais variados setores como alimentício e de água mineral, a Packpet sempre investiu em inovações tecnológicas e foi aumentando a sua linha de produtos até chegar com experiência ao mercado cervejeiro, conforme complementa Garcia.

“Entramos em novos setores como óleo automotivo, produtos de limpeza e, o mais recente, o cervejeiro, buscando qualidade e segurança aos bares e cervejarias”, detalha o engenheiro da Packpet. “A empresa se uniu a pessoas experientes do mercado para entender quais seriam as necessidades da embalagem e desenvolver um produto que atendesse a todas as expectativas dos nossos clientes.”

Live do Guia debate aspectos jurídicos do caso Backer e da retomada do setor

Acontecimentos dos primeiros meses do ano trouxeram obstáculos para a economia global e levaram à tona importantes aspectos jurídicos. Especificamente no mercado de cerveja artesanal brasileiro, 2020 começou com uma trágica contaminação de rótulos da Backer em Minas Gerais, que foi seguida pela necessidade de fechamento de pontos de venda, em função da crise provocada pela pandemia da Covid-19.

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Agora, existe uma série de desafios jurídicos impostos por esses acontecimentos. E as cervejarias e pontos de venda precisam estar prontos para operar dentro das novas normas, advindas da crise.

Em meio ao cenário criado pela pandemia, o mercado ainda busca entender as consequências das investigações da polícia sobre a contaminação dos rótulos da Backer, até então uma das principais marcas do segmento de artesanais.

Para detalhar e debater esses assuntos, o jornalista e sommelier de cervejas Rodrigo Sena, do canal Beersenses, será o apresentador de um bate-papo com o advogado André Lopes, colunista do Guia, especializado no setor cervejeiro e criador do site Advogado Cervejeiro.

A live sobre os aspectos jurídicos do caso Backer e a retomada do mercado cervejeiro vai ser realizada nesta quinta-feira, dia 18 de junho, a partir das 19 horas no Instagram @guiadacervejabrasil. “Entender os detalhes do caso Backer e o cenário jurídico cervejeiro atual é fundamental para o segmento”, salienta Rodrigo.

Todas as semanas, em seu perfil no Instagram, o Guia leva ao ar lives com o objetivo de discutir temas relevantes e divulgar a cultura que cerca a cerveja, através de análises profundas sobre o que acontece nesse universo, sempre com convidados de diferentes áreas.

Na semana passada, a live do Guia discutiu o marketing digital cervejeiro com a participação de Renato Alves, do canal Na Onda do Malte.

Confira na íntegra a live da semana passada

Inquérito da polícia reforça imperícia e falha de gestão da Backer, dizem especialistas

A conclusão da investigação da Polícia Civil de Minas Gerais sobre a contaminação de rótulos da Backer representou um passo importante para a resolução de um dos casos mais emblemáticos – e graves – da história da cerveja artesanal no Brasil. Uma falha na solda do chiller de um dos tanques foi apontada como a causa da contaminação. E 11 pessoas ligadas à cervejaria foram indiciadas por crimes como homicídio culposo, lesão corporal culposa e contaminação culposa de produto alimentício.

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A ingestão da bebida contaminada provocou 29 vítimas, sendo que 7 morreram e 22 sobreviveram. E, segundo especialistas consultados pelo Guia para entender como o mercado encarou a conclusão do inquérito, a investigação sobre a Backer indicou ser este um caso isolado no mercado cervejeiro brasileiro. Além disso, ele destacaram que houve imperícia e falha na gestão da empresa.

Para o presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), Carlo Lapolli, o inquérito da polícia, bastante completo, apontou uma “falha muito pontual”. “Foram mais de 4 mil páginas (no relatório final), é bastante completo, foi feito sem açodamento, e representa uma certeza que a gente já tinha, que é um caso bastante isolado, que se a empresa tivesse usado um produto com grau alimentício isso não teria acontecido. Foi um incidente muito infeliz, uma falha muito pontual.”

A jornalista e sommelière Fabiana Arreguy, que mora em Belo Horizonte, epicentro do caso, reforçou que a apuração respondeu às dúvidas sobre a contaminação. “O trabalho investigativo da polícia foi muito bem feito, principalmente se analisarmos que a produção cervejeira não é algo de fácil entendimento. Eles conseguiram remontar um problema até 2018, algo muito elucidativo e que dá respostas ao consumidor e, acima de tudo, às vítimas.”

Fabiana aponta também que o erro da Backer deixa ensinamentos sobre a importância da segurança alimentar para quem lida com a produção cervejeira.

“Ficou bem claro de quem é a responsabilidade, embora a culpa tenha recaído sobre o lado mais fraco, o dos funcionários. Houve imperícia, mais do que negligência, por parte da cervejaria. Acho que o acidente nos tanques da Backer servirá de lição para o mundo cervejeiro mundial, mostrando que não dá para passar por cima da segurança alimentar”, acrescenta ela.

Já o mestre-cervejeiro Luiz Signoretti, que estudou na Alemanha e possui 25 anos de experiência em fabricação de bebidas, aponta que o resultado da investigação mostrou uma sucessão de erros na operação e na gestão da Backer. Para ele, um vazamento que ocorria há meses deveria ter sido detectado pela gestão de consumo do anticongelante.

“As finanças e a gerência de produção não notaram o aumento dos gastos com o sistema de resfriamento. É triste uma cervejaria que atingiu um elevado patamar no mercado das artesanais, de uma hora para outra, por não ter um eficiente sistema de gestão de suas utilidades, ver todo seu trabalho desmoronar”, diz Signoretti.

Entenda o caso
O relatório final da polícia, que já foi encaminhado à Justiça, diz que o manual do fabricante do equipamento alerta para o uso apenas de substâncias não tóxicas no sistema de resfriamento – e que essa orientação não foi seguida pelos profissionais da Backer que utilizavam o mono e o dietilenoglicol, que são tóxicos, como anticongelantes. Por isso, o relatório aponta imperícia e omissão por parte dos funcionários envolvidos.

Os advogados da Backer, porém, questionam as conclusões da polícia dizendo que não houve culpa da cervejaria pela contaminação. Em entrevista coletiva realizada na semana passada, o advogado da cervejaria, Marcos Aurélio Souza Santos, disse que a empresa não pode ser culpada por uma falha em um equipamento fabricado por um fornecedor.

Ele alegou também que a cervejaria jamais utilizou dietilenoglicol como anticongelante, mas somente monoetilenoglicol. “A causa foi dietilenoglicol. Mas a Backer não usa”, argumentou o advogado, apontando que a responsabilidade deveria ser imputada ao fornecedor da substância.

“O dietilenoglicol, como adentrou à empresa? Foi através de um fornecedor de São Paulo, que misturava dietilenoglicol ao monoetilenoglicol”, salienta Souza Santos, criticando as conclusões da polícia. “A conclusão do inquérito não condiz com as provas da própria Polícia Civil.”

Carrefour lança marca própria de cerveja artesanal com promessa de preços acessíveis

O Carrefour acaba de entrar no mercado brasileiro de cerveja artesanal. Em parceria com a Way Beer e a Startup Brewing, a rede de supermercados lançou a Nauta, sua marca própria, com a promessa de comercializar rótulos especiais com preços mais acessíveis.

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A Way Beer ficou responsável por desenvolver seis opções de cervejas em garrafas de 600ml, que custam R$ 11,99 e prometem uma viagem para os quatros cantos do mundo, segundo descreve o Carrefour. São eles: Bohemian Pilsner (receita da República Checa), India Pale Ale (receita dos Estados Unidos), Irish Red Ale (receita da Irlanda), Weissbier (receita da Alemanha), Blond Ale (receita da Bélgica) e Amburana Ale (receita do Brasil).

Já a Startup Brewing desenvolveu cinco opções em lata que custam R$ 7,99 com a intenção de de agradar estilos que vão do clássico ao inovador, atingindo um universo infinito de sabores, de acordo com o Carrefour.

“Na Witbier, o consumidor poderá provar uma cerveja muito aromática, com forte presença da laranja. Já a Saison é uma ótima opção para os apreciadores de vinho, pois a receita leva suco de uva. Com duas receitas da famosa IPA, a Nauta tem uma opção mais leve na sua versão Session IPA, com menos álcool, e uma mais encorpada e saborosa, a IPA. Por fim, a Porter deve ser uma grande descoberta para quem quer conhecer cervejas escuras com corpo leve e um toque de coco”, descreve o Carrefour.

Diretor comercial de marca própria do Grupo Carrefour Brasil, Allan Gate destaca que a cerveja é uma das bebidas preferidas e uma das mais consumidas no país e “a procura pelas linhas artesanais tem sido cada vez maior. O consumidor está cada vez mais preocupado em comprar cervejas de boa qualidade, a um preço justo. Assim, vimos a necessidade de uma marca própria de cervejas artesanais”.

“Com a Nauta, queremos proporcionar uma nova experiência aos nossos consumidores, apresentando estilos clássicos e, também, inovadores do mundo das cervejas artesanais. Tudo isso por um preço acessível”, complementa Allan.

Outros países já contavam com rótulos próprios do Carrefour, como Espanha, França e Bélgica. A novidade deve atingir uma participação de 10% da categoria das cervejas artesanais da rede e pode ser encontrada em todas as lojas da companhia no Brasil.

Preço da cerveja cai 1,56% em maio, mês com maior deflação do IPCA desde 1998

O preço da cerveja em domicílio sofreu forte queda em maio, o segundo mês completo em que se pôde perceber os efeitos da crise do coronavírus. De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a deflação do produto ficou em 1,56%, revertendo o cenário de alta dos dois meses anteriores.

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Trata-se de um ritmo semelhante, embora mais acelerado, em relação ao do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que registrou queda de 0,38% em maio. Foi, inclusive, a menor variação mensal desde agosto de 1998 (-0,51%).

Essa queda do preço da cerveja no domicílio se inseriu em uma redução do aumento dos preços no setor de alimentação e bebidas, que teve inflação de 0,24% em maio, sendo que no mês anterior a alta tinha sido expressiva, de 1,79%.

“É normal que os alimentos tenham uma alta no início do ano, especialmente nos primeiros três meses, por conta das questões climáticas que prejudicam as lavouras.C om isso a gente tem uma alta específica em alguns alimentos. E outros, já agora em maio, se comportam de forma diferente. Com a melhora das condições climáticas, eles começam a ter uma reposição nos mercados e, com isso, uma queda no preço”, explica Pedro Kislanov, gerente da pesquisa.

A redução em maio dos valores da cerveja em domicílio também provocou deflação do preço em 2020 do produto, agora em 0,86% no somatório deste último mês com janeiro, fevereiro, março e abril.

Já a cerveja fora do domicílio – um segmento praticamente paralisado em função das medidas de isolamento social – teve deflação irrisória, de 0,03%, em maio. Ainda há aceleração no ano, sendo que agora ela está em 0,89%.

O item outras bebidas alcoólicas no domicílio, por sua vez, teve aumento de 0,49% em maio. Desse modo, ampliou o cenário de elevação dos preços em 2020, tanto que passou a registrar alta acumulada de 3,59% nesse período.

Por fim, o preço de outras bebidas alcoólicas fora do domicílio apresentou deflação de 1,27% em maio. Com isso, passou a registrar queda de 0,96% nos preços em 2020.

Menu degustação: Não-apresentação da Balbúrdia, colab entre Landel e Mafiosa…

A crise do coronavírus segue movimentando o mercado cervejeiro. Em Blumenau, por exemplo, a Balbúrdia criou uma interessante campanha para auxiliar os músicos que costumam se apresentar na casa. Já a Ashby lançou sua loja virtual, enquanto o BCB foi adiado para 2021 por conta da pandemia. Confira essas e outras novidades no menu degustação.

Não-apresentação da Balbúrdia
A Balbúrdia Cervejaria, em Blumenau, lançou uma campanha para arrecadar couvert artístico para os músicos que mais se apresentaram na casa em quase um ano de funcionamento. Todas as sextas-feiras e sábados, o público que estiver no bar da cervejaria pode pagar um couvert pela não-apresentação das bandas. O valor é de R$ 3 e a casa dobra a doação do cliente. “Todas as semanas recebíamos bandas locais para se apresentarem. Quando tivemos que fechar, entendemos que o impacto para eles seria grande e começamos a pensar em como apoiá-los. Foi aí que percebemos que o público também tinha esse desejo e criamos a ação”, comenta Rafael Marghotti, sócio da cervejaria. O objetivo é arrecadar R$ 8 mil até 10 de julho.

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Landel + Mafiosa
Em parceria com a Mafiosa, a Landel acaba de lançar a I Love you Honey Bunny, uma Belgian Blond Ale. A cerveja tem 7,7% de teor alcoólico, 33 IBUs e está disponível para venda em lata de 473 ml e em chope. “A gente sente fácil no paladar as notas de malte, mel, seguido de um leve condimentado picante. O amargor é leve, pouco persistente, equilibrado com o sabor do malte. Apesar dos mais de 7% de álcool, ela é bem fácil de beber e traz uma suave sensação de aquecimento no retrogosto”, conta Bruno Cardoso, sócio e mestre-cervejeiro da Landel. Essa é a terceira colaborativa da marca nos últimos meses com cervejarias da região de Campinas.

Alimentos Seguros
Com o intuito de debater o cenário atual da produção de alimentos no Brasil e no mundo, a Associação de Engenheiros Agrônomos do Estado de São Paulo (Aeasp) realizará o seminário online Alimentos Seguros em 22 de junho (segunda-feira), das 9h às 17h. O evento contará com painéis e mesas-redondas com participação de lideranças do setor, representantes de instituições públicas, privadas, cooperativas e profissionais que atuam na área de alimentos. As inscrições devem ser feitas em https://forms.gle/bk4Tpmtby4UBgBBh7.

E-commerce da Ashby
Pensando nas mudanças provocadas pela crise de coronavírus, a cervejaria Ashby lançou sua loja virtual, onde será possível comprar diversos estilos, além de acessórios, kits de presentes e combos. “Nosso objetivo é nos aproximarmos ainda mais de nossos clientes, atender regiões onde não temos distribuição e conhecer melhor nossos consumidores para continuarmos oferecendo cervejas elaboradas e com ingredientes selecionados”, explica Scott Ashby, fundador da marca. Entre as opções disponíveis na loja estão a Ashby IPA Nirvana, feita com quatro tipos de lúpulo. Para conferir todos os produtos, basta acessar o site www.loja.ashby.com.br.

BCB adiado
Responsável pela organização do BCB São Paulo, a Reed Exhibitions informou que, diante da pandemia do coronavírus e dos seus impactos, resolveu adiar o evento de agosto de 2020 para junho de 2021. “Esta é uma decisão que responde diretamente a um cenário atípico e ainda imprevisível, onde a Reed Exhibitions tem como prioridade o resguardo da saúde e da integridade de visitantes, expositores e parceiros. Apesar da impossibilidade de realizar a feira de forma física agora, a empresa continuará trabalhando arduamente para proporcionar conteúdo de qualidade em formato digital, envolvendo todo o setor e preparando um BCB ainda melhor para o ano que vem”, pontua a organizadora da feira de coquetelaria.

Balcão Beersenses: Sobre vinhos, flores e fatos

Rodrigo Sena Beersenses

Balcão Beersenses: Sobre vinhos, flores e fatos

O tempo ocioso em casa aumentou, então eu viajo pelos feeds da vida, vendo os posts dos meus amigos virtuais. Comecei a perceber, nas últimas semanas, que aumentou a quantidade de pessoas postando taças de vinhos.

Claro, como eu sigo muitos colegas cervejeiros, vejo muita cerveja. Mas os posts de cervejas são basicamente restritos aos cervejeiros em si. Difícil ver uma pessoa que não entende nadinha de cerveja, que não é bebedora de cerveja artesanal, postando um copo lindo de uma boa cerveja artesanal. Mas ver pessoas que não entendem nada de vinho postando vinho é muito comum.

E sabe o que eu não ando vendo também nas redes sociais? Flores, não estão postando fotos de flores.

Esse meu devaneio, sem base científica nenhuma, me fez viajar buscando os motivos de tudo isso. Conclui que era preciso buscar fatos e achei alguns que reforçam meu devaneio.

Primeiro fato: o consumo de vinho cresceu durante a pandemia. Mesmo com bares, hotéis e restaurantes fechados, houve aumento de 11% no consumo de vinhos este ano no Brasil, em comparação com 2019, segundo pesquisa da Ideal Consulting. Isso significa que as pessoas estão comprando vinhos em supermercados e e-commerce.

Falando em internet, uma pesquisa divulgada pelo Banco BTG Pactual mostrou que houve 15% de aumento de visitas aos sites de venda de vinhos nos últimos dois meses. A Forbes divulgou que um dos principais portais, o Evino, registrou aumento de 19% na quantidade de garrafas vendidas na comparação com o ano passado.

Outro fato: a maioria das pessoas associa o vinho a uma experiência gourmet, mesmo que não entendam nada de vinho. A galera gosta de postar um prato de comida ao lado de uma bela taça de vinho. Muitos nem mostram qual é o vinho, pois nem é tão importante. O que vale é sentir que foi criada uma experiência gourmet dentro de casa e, nesse aspecto, o vinho é imbatível no Brasil.

Nossa cultura sempre colocou a cerveja como bebida ligada apenas a churrasco, futebol e praia. Aqui não vemos a cerveja como um ingrediente gastronômico, não há essa associação da cerveja com a experiência gourmet.

Mais um fato: o vinho possui muito menos dependência dos pontos de venda do que a cerveja artesanal. Apenas 10% da venda de vinhos no Brasil derivava de bares e restaurantes. Logo, quando estes estabelecimentos fecharam, o impacto não foi tão assustador para o vinho como vem sendo para a cerveja artesanal.

E tem mais um fato ainda: a indústria nacional de vinhos se fortaleceu na pandemia. A alta do dólar elevou os preços dos vinhos importados e foi nessa hora que os vinhos nacionais entraram em cena mais fortes do que antes. A Miolo, por exemplo, registrou aumento de 60% nas vendas em abril de 2020 em relação ao mesmo mês do ano passado.

Encontrei outro fato triste: desde o início da pandemia no Brasil, mais de 40 milhões de flores viraram adubo ou foram para o lixo. O prejuízo ultrapassa R$ 300 milhões na cadeia produtiva de flores. A grande perda se deve basicamente ao cancelamento de festas e eventos que são o grande canal de vendas das flores. E, pelos números que vimos, as pessoas estão preferindo comprar vinhos ao invés de flores.

E a cerveja? Não estou falando das cervejas mainstream pois essas sempre venderam grandes volumes, mas sim da cerveja artesanal brasileira. Todas as pesquisas feitas sobre o segmento (inclusive uma pesquisa extraordinária aqui do Guia) mostram que os produtores nacionais de cerveja artesanal registraram queda nas vendas que vai desde 20%, nos melhores casos, chegando a 80% nos casos mais difíceis.

A cerveja artesanal, assim como as flores, sempre foi muito dependente de eventos e dos bares. E quando tudo isso parou, o mercado precisou correr para estruturar processos de delivery às pressas.

É fato que as cervejarias, de modo geral, sempre focaram muito no público já cervejeiro, colocando nomes difíceis nos rótulos, destacando lúpulos, em uma comunicação que só beer geek entende. A grande maioria se esqueceu, esse tempo todo, do público potencial que não entende nada de cervejas. Boa parte desse público hoje está consumindo vinhos, mas poderia estar bebendo cerveja artesanal.

Minha opinião pessoal é que haverá uma redução no número de cervejarias no Brasil e o mercado ainda perderá muito. Mas, por outro lado, a boa notícia é que há um grande aprendizado em curso.

Lições importantes sobre comunicação, posicionamento e canais de venda estão sendo assimiladas. Não há demérito nenhum em olhar o que vem sendo feito pela indústria do vinho e copiar algumas estratégias de sucesso. E também sempre se lembrar do exemplo das flores para balancear os canais de venda.

A cerveja artesanal brasileira é uma das melhores do mundo e irá superar esse momento difícil e sair mais forte depois disso, tenho certeza.

Agora, me dá licença, pois vou ali postar minha foto de cerveja artesanal com uma flor do lado.


Rodrigo Sena é jornalista, sommelier certificado em tecnologia cervejeira com especialização em harmonizações e responsável pelo canal Beersenses

Curso de marketing de cerveja indica estratégias de olho no pós-pandemia

A crise provocada pela pandemia do coronavírus travou o mercado cervejeiro e sinalizou que o setor sofrerá profundas mudanças nos próximos anos. Pensando justamente em como alinhar estratégias para esse “novo normal”, o Marketing Cervejeiro® lançou o 14º curso Marketing de Cerveja.

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As aulas serão online, vão ao ar em 29 de junho e ficarão disponíveis por seis meses. Já as inscrições se encerram no dia 27, mas quem adquirir o curso até domingo (14 de junho) terá um desconto de 10% – ele sai por R$ 2.250 em até 12x sem juros ou R$ 2.025 no boleto à vista (sem o desconto).

O curso é indicado para empreendedores e gestores de negócios cervejeiros, como cervejarias, bares, brewpubs e brewshops, além de profissionais das áreas de comunicação e estratégia que desejam atender ao mercado de artesanais.

Mesclando aulas gravadas com palestras ao vivo, que permitirão criar debates temáticos e sanar eventuais dúvidas, o curso terá duração total de 50 horas e poderá ser acessado de qualquer dispositivo, segundo relata o Marketing Cervejeiro®, escola com sede no Rio de Janeiro, fundada em outubro de 2016.

“Pelas complicações logísticas, muitas vezes não conseguíamos chegar a outras cidades que demandavam pelos nossos cursos. Hoje o curso à distância nos permite essa expansão. No nosso primeiro curso online tivemos alunos das cinco regiões do país e alguns brasileiros morando em outros países”, conta Érica Barbosa, fundadora do Marketing Cervejeiro®.

Os assuntos abordados no curso serão conceitos de marketing, comportamento do consumidor, análise de mercado, inovação e design thinking, planejamento estratégico e pesquisa, branding, criação de rótulo, marketing digital, merchandising e trade marketing, organização de eventos, marketing de experiência, imprensa e marketing de influência, publicidade, gestão, vendas e lançamento no mercado.

Destaque, também, para os professores com ampla experiência no mercado cervejeiro, como Érica Barbosa (especialista em marketing de cerveja e mestranda em Mídias Criativas na UFRJ), Luana Cloper (especialista em eventos cervejeiros e ex-diretora do Mondial de La Bière e da Brasil Brau) e Taiga Cazarine (jornalista e diretora de comunicação da Abracerva), entre outros.

Curso Online Marketing de Cerveja
Encerramento das inscrições: 27 de junho
Período das aulas: 29 de junho a 31 de dezembro
Carga Horária: 50 horas, sendo mais de 40 em aulas gravadas
Pré-requisitos: +18 anos e ensino médio
Custo: R$ 2.250 em até 12x sem juros ou R$ 2.025 no boleto à vista
Site e inscrições: www.marketingcervejeiro.com.br

Ataque hacker paralisa produção de multinacional cervejeira na Oceania

A Lion, empresa de bebidas e alimentos que opera na Austrália e na Nova Zelândia, sofreu um ataque hacker no início desta semana que forçou a paralisação temporária da fabricação de cerveja. O responsável pela ação ainda não foi identificado.

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Apesar da paralisação, não houve grande desabastecimento em função dos rótulos estocados no período do surto de coronavírus na Oceania. “Durante a paralisação da Covid-19, fomos capazes de continuar fabricando cerveja com segurança, o que significa que, por enquanto, temos um bom suprimento de produtos”, afirmou a multinacional cervejeira.

Em função do ataque cibernético, os funcionários da Lion perderam o acesso remoto à operação das fábricas. E a ação também afetou o processamento e o atendimento dos pedidos de clientes na Oceania. Isso aconteceu porque os hackers bloquearam o acesso a sistemas e a dados criptografados da cervejaria. Assim, por segurança, ela paralisou algumas atividades.

“A Lion sofreu um incidente cibernético afetando nossos negócios na Nova Zelândia e na Austrália. Tomamos a precaução de desligar nossos sistemas de TI, o que causou interrupções a nossos fornecedores e clientes”, explicou a cervejaria.

A Lion conta em sua linha com as cervejas Lion Red, Speights, Steinlager, Lindauer e Wither Hills na Austrália, além de XXXX Gold e Toohey na Nova Zelândia, sendo parte do grupo multinacional Kirin.

O ataque ocorreu logo no primeiro dia de relaxamento das medidas de isolamento social adotadas na Nova Zelândia para evitar a propagação do coronavírus. Como o invasor não teria roubado dados ou informações, segundo a Lion, o principal efeito da ação do hacker foi frear a produção da cerveja.

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“Neste momento, não temos evidências de nenhum tipo de violação de dados, mas nossas investigações estão em andamento e temos uma equipe de especialistas que continua trabalhando com a situação”, acrescentou a companhia.

A ação dos hackers contra a Lion foi apenas um dentro de uma série de ataques ocorridos na Oceania nos últimos dias, também tendo atingido, entre outras, a montadora Honda e a fabricante de eletrodomésticos Fisher and Paykel.

Com Imperial Stout colaborativa, cervejarias dos EUA se unem contra racismo

A comunidade cervejeira dos Estados Unidos deu um ótimo exemplo de como se posicionar frente a temas de interesse coletivo: mais de 200 cervejarias de todo o país se uniram contra o racismo e produziram um rótulo colaborativo em apoio à luta por igualdade racial.

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Nas últimas semanas, o ambiente político e social dos Estados Unidos se inflamou depois de um policial branco matar sufocado o jovem negro George Floyd, em uma abordagem agressiva bastante comum naquele país – e também no Brasil, que, entre tantas outras, recentemente viu a morte brutal de João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, assassinado em uma incursão policial que deixou 72 marcas de tiro em sua casa; e, em 2019, a de Pedro Gonzaga, enforcado por um segurança de supermercado em situação análoga à de Floyd.

Desde então, protestos contra a violência policial e a favor de medidas e ações governamentais que garantam a igualdade racial se espelharam pelos Estados Unidos, alcançaram as redes sociais com a hashtag #blacklivesmatter e influenciaram manifestações em todo o mundo.

A cervejaria texana Weathered Souls, de San Antonio e que tem negros como sócios, é quem encabeça o movimento. Ela foi responsável por desenvolver a receita base da Black is Beautiful, uma Imperial Stout com 10% de teor alcoólico com notas de chocolate escuro e fudge.

Até o momento, 215 cervejarias de todo o país se voluntariaram para produzir o rótulo que luta contra o racismo – cada uma delas poderá dar seu toque especial sobre a receita base. Parte do lucro com as vendas será revertida em doações para entidades que trabalham em prol da diversidade.

O modelo é parecido com o de outras iniciativas, como a Resilience Beer, idealizada pela Sierra Nevada à época dos incêndios que devastaram parte de florestas na Califórnia. E como a All Together IPA, capitaneada pela Other Half Brewing, que no começo da pandemia de coronavírus destinou lucros para trabalhadores do setor de bares e restaurantes.

Questão antiga
Diversidade é uma questão bastante sensível na cena da cerveja artesanal norte-americana. De acordo com levantamentos da Brewers Association, a porcentagem de negros empregados em cervejarias varia entre 11% e 76%. A desigualdade de gênero também é gritante: apenas entre 7,5% e 28% das equipes é formada por mulheres, dependendo do nível hierárquico.

“Como negro dono de um negócio, eu quis usar nossa estrutura para passar mensagens de igualdade e chamar atenção à falta de respeito a que negros são submetidos”, afirma o sócio da Weathered Souls, Marcus Baskerville.

“Vidas negras importam, e chagamos a um ponto que, como nação, estamos cansados da situação atual. Mostrar união nessa questão, especialmente para uma indústria que já usou de apropriação cultural diversas vezes, significa que ela de fato apoia a causa”, acrescenta Baskerville.

A colaborativa, para ele, é também uma oportunidade de marketing para as cervejarias. O discurso antirracista, diz Baskerville, deve ajudar as marcas a conversarem também com os consumidores da geração millennial, mais propensos a se engajarem em causas e iniciantes na cerveja artesanal.