Início Site Página 252

Governo cria linha de crédito para salários de pequenas empresas e auxilia setor cervejeiro

0

O governo federal anunciou nesta sexta-feira a criação de uma linha de crédito para cobrir parte da folha de pagamento de pequenas e médias empresas. A iniciativa foi criada para tentar reduzir os impactos econômicos da crise provocada pela pandemia de coronavírus e beneficiará os setores cervejeiro e de bares e restaurantes.

A ação vai destinar R$ 40 bilhões para financiar o pagamento de salários por dois meses. O objetivo é atingir 1,4 milhão de empresas e 2,2 milhões de funcionários. Para ter acesso à linha de crédito, a companhia precisa ter faturamento entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões.

Leia também – Abracerva divulga checklist de gestão da crise e orientações para empresários

A empresa, então, indicará os trabalhadores a serem beneficiados, com os valores sendo depositados diretamente na conta dos funcionários, que não poderão ser demitidos nesses dois meses.

Há um limite de repasse de dois salários mínimos (R$ 2.090), mesmo que o profissional receba um valor maior. E a linha de crédito vai ter juro de 3,75% ao ano, com seis meses de carência para o início do pagamento. E as empresas terão três anos para quitar o empréstimo.

A iniciativa foi anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro, ao lado do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e de outras autoridades públicas. E sua adoção havia sido adiantada ao Guia pelo presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, apontando-a como fundamental para a sobrevivência do setor, que agrega 1 milhão de estabelecimentos e emprega 6 milhões de pessoas, sendo visto como o segmento mais afetado pela crise do coronavírus.

Leia também – Entrevista: Restaurantes e bares deixarão de faturar até R$ 50 bilhões com coronavírus

Antes do anúncio do programa pelo governo federal, várias entidades do setor de bares e restaurantes, como Abrasel, Mundo Mesa, Escola de Negócios da Gastronomia e o Movimento S.O.S Bares & Restaurantes, havia enviado uma carta aberta aos bancos com vários pedidos, entre eles crédito para capital de giro, 12 meses de carência para o primeiro pagamento, taxas de juros próximas à Selic, assim como prorrogação e renegociação das operações de crédito contratadas anteriormente com juros iguais ou menores aos já praticados.

A Abrasel também havia lançado campanha na qual estimava que iriam ocorrer mil demissões por hora em bares e restaurantes se o governo não contribuísse com o pagamento dos salários desses funcionários. Agora, mesmo com a previsão de queda brutal nas receitas, a expectativa é para que o segmento consiga manter a maior parte das vagas abertas a partir da utilização do crédito anunciado nesta sexta-feira.

De gestão à solidariedade: 7 dicas para o varejo cervejeiro enfrentar o Covid-19

0

Decretada em boa parte do Brasil para tentar conter a pandemia de Covid-19, a quarentena está atingindo em cheio o varejo nacional. A maior parte dos pontos de venda de diferentes segmentos foi obrigada a interromper o atendimento presencial ao público, podendo apenas operar por canais remotos.

Leia também – Abracerva divulga checklist de gestão da crise e orientações para empresários

No caso do varejo cervejeiro, está liberada a venda presencial em supermercados, lojas de conveniência e padarias. Mas os bares, restaurantes e lanchonetes só podem vender pelo telefone ou pela internet.

Nas maiores cidades do Brasil, a venda de artesanais já enfrenta mais de 10 dias de queda brusca, sem precedentes. Tanto as cervejarias quantos os pontos de venda precisaram migrar rapidamente o foco para as vendas remotas e o delivery, mas nem de longe conseguem manter o nível comercial de antes da pandemia de Covid-19.

Patrícia Cotti, professora de varejo da Fundação Instituto de Administração (FIA) e também diretora-geral do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (Ibevar), diz que o comportamento do varejo em mercados internacionais permite visualizar algumas tendências do que pode ocorrer com os pontos de venda no Brasil.

“Em um primeiro momento, por exemplo, a busca pela reposição com alimentos e bebidas básicas em crescente. Com o ajuste das operações, pouco a pouco, os produtos de higiene pessoal, alimentação e bebidas mais premium, começam a voltar a seu fluxo normal”, destaca a professora, salientando que a retomada só deve acontecer com o aumento das vendas remotas.

“É importante atentar para o redirecionamento do fluxo físico para o online para que este crescimento ocorra. Em supermercados internacionais este fluxo online chega a ser 50% maior”, acrescenta a professora da FIA.

Com base nos depoimentos de especialistas e orientações de entidades, o Guia reuniu 7 dicas valiosas para os empresários e trabalhadores do varejo se prepararem durante a pandemia de Covid-19. Confira.

1- Adaptar os canais de venda
“Neste momento é imprescindível ajustar as operações de maneira a continuar as vendas, mesmo sem o fluxo físico. Ir para o mundo digital também se torna primordial, para ter acesso aos consumidores e manter o fluxo de vendas”, orienta Patrícia Cotti. “Aqueles varejistas que não possuem este tipo de operação podem se valer das plataformas de vendas de produtos e serviços, bem como de entrega, para uma rápida inserção. Para aqueles que já possuem operações online, o momento é de pensar no abastecimento e reajuste logístico de last mile (momento em que o cliente recebe o produto), tendo em vista a demanda crescente.”

2- Exercitar a criatividade e a fidelização
Se a concorrência já era grande antes, agora ficou maior ainda. “Todos os clientes possíveis, que estão procurando pelo mesmo produto que o seu, encontram agora a cidade toda online com ofertas”, argumenta Rodrigo Sena, sommelier de cervejas e responsável pelo canal Beersenses. “Por isso criar promoções e ofertas criativas faz toda a diferença para se destacar. A proximidade com o público que já era seu cliente antes da pandemia de Covid-19 também é muito importante”, reforça Rodrigo, que ainda orienta os pontos de venda a trabalharem a fidelização dos clientes como forma de manter as vendas.

3- Identificar custos desnecessários
Atenção aos custos e, principalmente, ao caixa é fundamental”, aponta Patrícia Cotti. Já a Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva) orienta os empresários a aproveitarem o momento para avaliar mais de perto sua operação. “No afogamento das decisões de rotina, muitas vezes uma análise mais precisa de cada PDV e a sua rentabilidade, de fornecedores que podem ser negociados e de outras questões administrativas ficam de lado”, salienta nota da associação.

4- Se informar através de fontes confiáveis
A quantidade de fake news compartilhada pela internet é muito alta – e as falsas informações podem influenciar a tomada de decisão dos empresários. “Saber a origem das informações é fundamental para levá-las a sério”, reforça o sommelier Rodrigo Sena. “Veículos de comunicação estabelecidos, sites de associações, entidades e órgãos oficiais, são ótimas fontes de fatos verídicos”, completa.  

5- Ter cuidados especiais com os clientes  
Os clientes que estão comprando nesse momento também estão sofrendo com a Covid-19. Por isso é fundamental se preocupar com um atendimento cordial e entregar o que eles precisam com qualidade. “É preciso se preocupar com a forma como seu produto está chegando na casa das pessoas, fazer pesquisas de satisfação se necessário para identificar pontos de melhoria”, salienta Rodrigo Sena.

6- Trabalhar com inteligência emocional
Saber qual a melhor maneira de agir sob pressão, qual a decisão tomar em meio a uma crise sem precedentes, passa pelo equilíbrio emocional do empresário. Saber usar essa inteligência emocional fará toda a diferença na hora de definir os caminhos a seguir. Em entrevista ao Guia na última quinta-feira (26), o presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, pede que os empresários não se precipitem nas suas decisões.

Leia também- Restaurantes e bares deixarão de faturar até R$ 50 bilhões com coronavírus

7- Praticar a solidariedade
Todas as pessoas estão vivendo essa crise, seja empresário, funcionário, fornecedor ou cliente. Então, tratar as interações com empatia e de forma solidária é uma boa medida para não piorar a situação. “É preciso cuidado para não frustrar o consumidor e também para não gerar uma maior crise no mercado. A revisão do quadro de funcionários, por exemplo, é tida como a última opção, para que não se estenda uma crise ainda maior”, reforça a professora Patrícia Cotti.

Abracerva divulga checklist de gestão da crise e orientações para empresários

0

O mercado cervejeiro, assim como toda a economia, está sendo fortemente impactado pela pandemia de Covid-19. O isolamento decretado na maior parte do país está forçando o setor a procurar alternativas e fazer uma gestão da crise para que não haja uma quebradeira generalizada.

Leia também – De gestão à solidariedade: 7 dicas para o varejo cervejeiro enfrentar o Covid-19

Para ajudar as cervejarias a reverem seus processos, a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) divulgou em seu site um checklist com todos os pontos que devem ser revistos pelos empresários para fazer uma correta gestão da crise.

São medidas de corte de despesas, otimização de recursos e ações de fortalecimento de caixa que irão ajudar as cervejarias a enfrentar essa crise sem precedentes. A orientação passa por toda a gestão da empresa, como revisão de pagamento de tributos, renegociação com bancos e fornecedores, interrupção de investimentos e redução de despesas fixas, entre outras.

Além do checklist, a entidade orienta as cervejarias a buscarem possíveis linhas de crédito no Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). “Antes de mais nada, é bom lembrar: se você não tem relacionamento com o BNDES, isso não é um impeditivo. Desde março de 2019, várias instituições financeiras credenciadas estão autorizadas a conceder os créditos pelo banco”, ressalta a Abracerva, que também orienta os empresários a entrarem no site do BNDES para pesquisar a disponibilidade do crédito.

Essa semana foi divulgado que as cervejarias estão, sim, incluídas no Decreto 10.282 do governo federal, que definiu quais são as atividades essenciais que podem continuar a operar no Brasil.

O decreto qualifica como essencial a “produção, distribuição, comercialização e entrega, realizadas presencialmente ou por meio do comércio eletrônico, de produtos de saúde, higiene, alimentos e bebidas“, sendo que as cervejarias se enquadram no segmento de bebidas. Assim, tanto a indústria quanto os pontos de venda podem praticar o delivery de bebidas no Brasil durante o isolamento.

Mesmo com a permissão para operação das cervejarias, a Abracerva orienta que “é extremamente importante que as empresas tomem extrema precaução para a prevenção de contaminação de seus colaboradores e clientes, com o respeito de distância entre as pessoas, ventilação adequada, uso de EPIs quando necessário e atitudes de higienização e desinfecção constante dos pessoas envolvidas e instrumentos de trabalho”.

Entrevista: Restaurantes e bares deixarão de faturar até R$ 50 bilhões com coronavírus

0

A pandemia do coronavírus tem causado mortes no Brasil, deixado milhares de pessoas doentes e também provocado consequências e efeitos colaterais para a economia. Vista como medida mais efetiva para conter a propagação do vírus, a necessária quarentena adotada por vários estados, como o de São Paulo, permite apenas o funcionamento de serviços essenciais. Com isso, bares e restaurantes têm como única alternativa a realização de entregas para não ficarem completamente paralisados.

A medida impõe um duro desafio à sobrevivência desse setor, que já vinha registrando queda no movimento nas últimas semanas em função do resguardo voluntário adotado por uma parcela da população antes da determinação de isolamento forçado. Em entrevista exclusiva ao Guia, o presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci, aponta que o segmento precisará do apoio governamental para seguir ativo ao fim da crise.

Leia também – Entrevista: Covid-19 derruba faturamento do setor e Abracerva mira apoio federal

Em sua estimativa, o coronavírus deve provocar uma redução nas receitas dos bares e restaurantes brasileiros em mais de R$ 40 bilhões. Além disso, ele prevê ao menos três meses de atividades em um cenário de normalidade para que o faturamento atinja o nível que antecedeu a chegada da virose ao Brasil.

Solmucci aponta, ainda, ser o setor de bares e restaurantes o mais fragilizado da economia nacional pelos efeitos da pandemia. E a atividade não conseguiria sobreviver por mais do que duas semanas de paralisação sem apoio estatal. Mas também exibe otimismo ao comentar a articulação com o governo federal, que estaria disposto a custear parte dos salários dos funcionários do setor durante o período de crise, além de ofertar outros incentivos para ajudar na retomada do segmento.

O presidente da Abrasel também revela a expectativa de relaxamento nas proibições impostas pela quarentena ao fim da próxima semana para minimizar os efeitos econômicos, uma medida que tem forte oposição de especialistas da área sanitária e de autoridades públicas pelo risco de ampliar a propagação do vírus entre a população brasileira.

Confira, a seguir, a entrevista completa com Paulo Solmucci, presidente da Abrasel.

Diante da pandemia do coronavírus, qual é a situação de bares e restaurantes no Brasil? E quais são as principais demandas do setor nesse cenário?
O setor compreende 1 milhão de estabelecimentos e gera 6 milhões de empregos, sendo 65% deles informais. O grande desafio nosso é manter a capacidade do setor assim que a quarentena estiver suspensa. Então, a nossa estratégia foi a de primeiro ir ao governo federal pedir apoio para o pagamento de salários. E a promessa é de que isso será atendido. Estamos buscando ajuda para o vale-transporte, garantias que a água e a energia não serão cortadas mesmo sem o pagamento das contas, a possibilidade de linhas de crédito sem restrição, com o acesso aos recursos do BNDES e outros. Quando você fecha uma loja de telefone celular, por exemplo, você tem um estoque. Mas, para o restaurante e o bar, esse estoque é perecível. É um desafio adicional ao nosso setor. O governo está atento a isso.

Como a Abrasel tem se posicionado para buscar apoios que minimizem os efeitos da crise para bares e restaurantes?
Na segunda-feira passada conversei com o presidente (Jair) Bolsonaro e o ministro (da Economia) Paulo Guedes. Conversei também com o secretário (especial de Previdência e Trabalho) Bruno Bianco. Hoje (quarta-feira, data da entrevista ao Guia) foi com o Carlos da Costa (secretário-especial de Produtividade, Emprego e Competitividade). Todos eles estão muito bem informados e conscientes que este é o setor mais afetado e com mais impacto social, pelo volume de emprego. As medidas que comentei são o apoio ao pagamento dos salários, parte como fundo perdido, parte como financiamento, linha de capital de giro, com o aval do governo federal.  A questão do vale-transporte é mais no âmbito do município, mas é possível que o governo federal intervenha. Tem a suspensão do corte de água e energia. Vamos buscar o apoio das grandes empresas para que os suprimentos sejam mantidos, até para que novos pedidos sejam atendidos, mesmo em um cenário de falta de pagamento. Há um diálogo forte dentro da cadeia produtiva para buscar soluções.

Com a alta probabilidade de prolongamento do surto do coronavírus por algum tempo, como imagina que serão as próximas semanas para os bares e restaurantes?
Nós acreditamos que devemos encerrar o lockdown (o isolamento) horizontal, passando para o vertical, ou seja, com o isolamento de idosos e pessoas doentes, etc. Estamos apoiando e defendendo que a data determinada pelo (governador de São Paulo) João Doria de 7 de abril como limite dessa primeira decisão (da quarentena) se torne uma data nacional de encerramento do lockdown. Claro que tem alguma polêmica, o presidente não foi feliz (no pronunciamento de terça-feira), criou um certo desentendimento, um embate com os governadores da região Sudeste e isso dificulta muito. Mas já vimos o decreto do governador do Rio reabrindo um conjunto importante de atividades, como padarias e lanchonetes.

É possível estimar em números o tamanho da crise do setor provocada pelo surto do coronavírus?
Considerando que o lockdown não vai se prolongar muito além do dia 7, até porque seria impossível manter a atividade no mínimo operacional por mais tempo do que isso, nós imaginamos que ainda vai demorar de três a quatro meses para conseguir retomar o volume de vendas de antes da crise. E isso implicará na perda de um faturamento de R$ 40 bilhões a 50 bilhões nesse período.

Leia também – Acordo com iFood promete injetar R$ 600 mi de capital de giro no setor de bares

Como o setor pode chegar a um equilíbrio para que os empresários possam manter seus negócios e, ao mesmo tempo, o elevado número de empregados do setor não seja prejudicado?
O governo vai pagar por três meses o salário da pequena empresa (a medida ainda não foi anunciada). Isso é o mais importante. Sobre parcelar imposto, negociar aluguel, o pequeno empresário é muito hábil, desde que não tenhamos um queda não tão brutal quanto a que está acontecendo. A gente vai encontrar soluções, mesmo que com muito sofrimento. Muitos, lamentavelmente, não conseguirão ser exitosos, mas, infelizmente essa é a realidade do país e do mundo. Isso está acontecendo com vários restaurantes nos Estados Unidos, na Europa. Tem um estudo sobre a economia norte-americana sobre quanto cada setor aguentaria completamente fechado. E mostra que o nosso só suportaria 16 dias lá. No Brasil, não é diferente. Sem ajuda para pagar salário, o colapso e o caos social se dariam muito provavelmente já na próxima folha de salário.

De maneira geral, qual é a orientação da Abrasel para um bar ou restaurante? O que eles devem fazer – ou não fazer – em um momento tão difícil como esse?
Desde o início e até se antecipando, a Abrasel, há três semanas, tem um comitê para tratar dessa crise. O próprio governo nos reconhece como o setor mais organizado para propor medidas. Temos orientado o empresariado a não se precipitar, não demitir, não dar férias coletivas. Primeiro é tomar conhecimento das medidas de apoio e avaliar dentro desse contexto o que se pode fazer. Cada um tem a sua realidade, mas a orientação é para que ao menos até esta sexta-feira não se precipitem para tomar decisões. Ela certamente será tomada sem o conjunto de informações importantes sobre ações negociadas de apoio que vão ser promovidas tanto pelo governo federal como também por municípios e estados.

Como você imagina a retomada do setor de bares e restaurantes após o fim do surto do coronavírus?
Todo mundo deve estar muito atento, se alinhando e se preparando para uma possível suspensão do lockdown. O setor de bares e restaurantes não vai ter uma abertura total, a gente vai ter de garantir o cumprimento das recomendações, com um distanciamento entre as mesas de dois metros e de um metro entre as cadeiras. A grande medida a ser tomada pelo bar, pelo restaurante, é garantir que o estabelecimento esteja em condições seguras de receber o consumidor. Vamos ter a nossa capacidade de oferta limitada por mais um tempo, ainda que se encerrem os decretos que proíbem o exercício da atividade. E a auto-regulação e o cuidado com a população serão fundamentais para conquistarmos a confiança do consumidor de que ele está seguro para voltar a frequentar os bares e restaurantes.

Covid-19: 100 leitos de UTI serão criados por Ambev, Gerdau e Einstein

0

Grandes empresas brasileiras estão se mobilizando no intuito de conter o avanço e a ajudar no tratamento dos pacientes que ainda devem ser infectados pela pandemia de coronavírus. O Hospital Municipal M’Boi Mirim, na periferia da Zona Sul de São Paulo, por exemplo, deve receber até o dia 30 de abril mais 100 leitos de UTI “doados” pela Ambev, pela Gerdau e pelo Hospital Israelita Albert Einstein.

Leia também –  A segurança de alimentos em tempos de coronavírus

Anexa ao hospital, que atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas tem sua gestão feita pelo Albert Einstein, a nova área terá seus primeiros 40 leitos de UTI entregues em 20 dias. A unidade de saúde, após o surto, será entregue à Prefeitura de São Paulo e passará a integrar a rede pública do município.

Os leitos serão estruturados a partir da construção modular, técnica criada pela Brasil ao Cubo, uma startup de engenharia civil, que permite a criação de estruturas definitivas em até quatro vezes mais rápido do que o tempo normal.

Além de contribuir com com custos de construção, a Ambev fará a gestão do projeto com a implementação de processos ágeis. Já a Gerdau fornecerá o aço, principal matéria-prima para a construção, e o conhecimento na montagem de estruturas.

O Hospital Albert Einstein, por sua vez, vai colaborar com a gestão do atendimento nas UTIs. Aproximadamente 200 profissionais entre médicos e equipe multidisciplinar que integram sua equipe serão deslocados para a nova unidade.

“Esse momento pede colaboração e união de esforços. Cada um deve fazer o que está ao seu alcance para, juntos, superarmos essa situação o quanto antes”, afirma Jean Jereissati, CEO da Ambev. “Decidimos usar nosso conhecimento e expertise em gestão de projetos, que sabemos fazer bem, e nos unirmos à Gerdau e ao Einstein para entregarmos esse hospital com a agilidade e qualidade necessárias para o momento.”

Já o presidente do Einstein, Sidney Klajner, ressalta a necessidade da colaboração do setor privado. “E estamos certos de que a colaboração entre diferentes agentes da sociedade, como acontece nesta parceria que une as forças das três organizações, é o caminho para suplantarmos esta situação crítica, que requer consciência e engajamento coletivos.”

Deputado propõe fim de incentivos a cervejarias autuadas para ajudar 2 milhões de famílias

0

Usar os incentivos fiscais destinados a empresas do setor de bebidas que foram autuadas no Plano Anual de Fiscalização da Receita Federal de 2019 com o objetivo de aumentar os recursos disponibilizados através do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Essa proposta de realocação de receitas foi apresentada pelo deputado federal Fausto Pinato (PP-SP) em carta aberta direcionada ao presidente Jair Bolsonaro, estimulada pelo contexto dos graves efeitos econômicos e sociais provocados pela pandemia do novo coronavírus.

Até por presidir a Frente Parlamentar em Defesa da Indústria Brasileira de Bebida, Pinato citou especificamente em seu documento os incentivos fiscais fornecidos para empresas do setor. E ele avalia que o fim dessas renúncias fiscais liberariam R$ 5,8 bilhões para utilização no BPC, relativos a empresas sonegadoras e que incluiriam a Ambev, de acordo com Carlo Lapolli, presidente da Câmara Brasileira da Cerveja e da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva).

Leia também – Entrevista: Covid-19 derruba faturamento do setor e Abracerva mira apoio federal

“Isso diminuiria o impacto do que vai ser causado pelo imenso número de desempregos que já estamos vendo acontecer por conta do coronavírus”, relata o deputado ao Guia, informando que o benefício seria repassado para pessoas que vivem em condição de miséria. “Mais de 2 milhões de pessoas, que vivem em condições de miséria, poderiam ser beneficiadas com o aumento do Benefício de Prestação Continuada”, acrescenta Pinato.

Benefício assistencial de um salário mínimo por mês pago a idosos a partir dos 65 anos ou deficientes de qualquer idade que comprovem baixa renda, o BPC pode ser um importante recurso nacional durante a pandemia do Covid-19, uma vez que atende pessoas diretamente ligadas aos principais grupos de risco.

Necessidade de novas receitas
A sugestão de aumento de gastos do BPC a partir de recursos oriundos de incentivos fiscais se deu na sequência de uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU). Em 18 de março, a corte suspendeu medida cautelar do ministro Bruno Dantas que impedia a elevação de repasses. O TCU determinou, porém, que o Ministério da Economia defina um plano com medidas para a implementação da ampliação do BPC através de ações compensatórias que envolvam ou o acréscimo da receita ou o corte de despesas.

A realidade tem se sobreposto a qualquer plano e orçamento. Com a crise provocada pelo coronavírus, que tem paralisado a economia nacional, a expectativa é de que o Estado seja forçado a realizar investimentos emergenciais, deixando de lado o controle de gastos da União, estipulado na legislação, para evitar um colapso social.

Além disso, na última terça-feira, o Diário Oficial da União publicou a lei 13.981, que aumenta o limite da renda familiar mensal per capita para idosos e pessoas com deficiência terem acesso ao BPC. De acordo com o que foi aprovado em votação no Senado, o valor máximo passa de um quarto de salário mínimo (R$ 261,25) por membro da família para meio salário mínimo (R$ 522,50). Com isso, mais famílias em condição de vulnerabilidade poderão ser contempladas com o benefício.

Agora, portanto, o governo federal precisará alocar novas receitas para a parcela mais vulnerável da sociedade. E a ideia de Pinato, que estima os recursos necessários para fortalecer o BPC em R$ 11 bilhões, é de que uma relevante parcela venha dos incentivos fiscais que vêm sendo dados para empresas do setor de bebidas que fraudaram a Receita.

“O momento que estamos vivendo exige medidas emergenciais e o que estamos fazendo é mostrar ao governo que ele tem como fazer isso. Basta retirar incentivos de empresas que fraudam a Receita para dar a quem realmente necessita desses recursos”, avalia o deputado federal.

Chance de igualdade
A medida também pode trazer um importante impacto na indústria cervejeira. Na avaliação de Carlo Lapolli, presidente da Abracerva, a iniciativa de repassar recursos antes destinados a empresas supostamente fraudadoras ao BPC teria outro benefício, além do social: trazer mais equilíbrio para o setor de bebidas.

Para Lapolli, são injustas algumas tributações que atingem mais os microempreendedores, o que dificulta ainda mais a sobrevivência deles. A igualdade provocada pelo fim de incentivos poderia, portanto, ajudá-los a concorrer em um setor que se tornaria mais equânime.

Leia também – Líder da Frente Parlamentar de Bebidas analisa “concorrência desleal” do setor

O presidente da Abracerva, inclusive, cita um dos temas mais polêmicos do segmento: a inexistência da cobrança do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) na Zona Franca de Manaus, o que permite a redução dos preços das cervejas de grandes marcas e desequilibraria o mercado.

“As pequenas empresas estão por um fio. Se não tivermos uma medida de apoio eficaz e rápida do governo federal e estadual, muitas sucumbirão. Não é justo que as pequenas paguem mais tributos do que as grandes, mesmo gerando hoje a maioria dos novos empregos. Parte dos recursos poderia vir das grandes empresas que tem incentivos como os da Zona Franca de Manaus de mais de R$ 5,5 bi por ano”, argumenta.

Balcão do Tributarista: A segurança de alimentos em tempos de coronavírus

Balcão do Tributarista: A segurança de alimentos em tempos de coronavírus

Todos sabemos da importância do setor cervejeiro para a economia brasileira, o qual é responsável por 1,6% do PIB nacional através da produção de mais de 14 bilhões de litros por ano e da geração de mais de 2,7 milhões de empregos, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja.

Mas a medida em que a pandemia do novo coronavírus (Covid-19) se espalha pelo mundo e o número de casos no Brasil aumenta, gerando insegurança quanto a questões de saúde e higiene, torna-se igualmente importante destacarmos questões atinentes a segurança de alimentos aplicáveis às cervejas artesanais. Aliás, a importância destas questões já estava em pauta desde o incidente com dietileglicol envolvendo uma cervejaria mineira no início deste ano.

Assim, e pedindo licença para fugir do tema central de nossa coluna, não podíamos deixar de fazer algumas considerações sobre a segurança de alimentos na cerveja artesanal.

Pois bem, a expressão segurança de alimentos é utilizada em referência a uma série de protocolos, medidas e providências que devem ser adotados para garantir a qualidade dos alimentos comercializados. Estas medidas envolvem tanto as etapas iniciais da produção, desde a seleção e armazenagem de matérias-primas, até a manipulação e preparo dos produtos em si; quanto as etapas mais finais, como acondicionamento, transporte e comercialização.

Em suma, a segurança de alimentos é um sistema de gestão da produção, que compreende todas as etapas do processo produtivo e visa garantir alimentos de qualidade e saudáveis para a alimentação, elidindo ou minimizando riscos (químicos, físicos e biológicos) de danos à saúde ou à integridade dos consumidores.

Normas
No Brasil há uma vasta legislação sobre a segurança de alimentos aplicável às cervejarias, desde o próprio Código de Defesa do Consumidor (CDC), que assegura a integridade do consumidor; o Decreto nº 6.871/2009 (com as alterações realizadas no ano passado pelo Decreto nº 9.902/2019) e a recente Instrução Normativa nº 65/2019 do Mapa, que instituem o Padrão de Identidade e Qualidade (PIQ) das cervejas; até normas mais específicas, como Portarias e Resoluções do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Como exemplo destas normas mais específicas, destacamos a Portaria nº 326/1997 do Ministério da Saúde, que regulamenta as condições higiênico-sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação (BPF) para estabelecimentos produtores de alimentos; e a Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 275/2002 da Anvisa, que dispõe sobre o regulamento técnico de procedimentos operacionais padronizados aplicados aos estabelecimentos produtores de alimentos.

Além disso, o próprio registro de estabelecimentos produtores de bebidas junto ao Mapa, como as cervejarias, já exige como requisito indispensável a apresentação de uma série de documentos que apontam para a necessidade de adoção de uma boa gestão de segurança de alimentos: além dos alvarás de funcionamento expedidos pelas prefeituras municipais, é preciso também apresentar, entre outros documentos, a anotação de responsabilidade técnica (ART), o laudo de análise físico-químico e microbiológica da água a ser utilizada e o manual de boas práticas.

É de se destacar, ainda, a abrangência e complexidade do manual de boas práticas, que deve retratar o funcionamento de todas as operações realizadas pela cervejaria, desde a manutenção e higienização das instalações, equipamentos e utensílios, até a forma de controle da qualidade da água, os planos de capacitação profissional, as medidas de controle da higiene e saúde dos colaboradores, a forma de manejo de resíduos e o controle de qualidade do produto final.

A legislação de regência deste importante tema também prevê uma série de sanções aplicáveis caso as normas não sejam cumpridas. Além das implicações de responsabilidade cível e penal que eventualmente possam ser apuradas e impostas pelas autoridades judiciais competentes, os estabelecimentos estão sujeitos a medidas cautelares de fechamento ou de suspensão das atividades; apreensão de matéria-prima, equipamentos ou produtos; multas; cassação do registro para funcionamento e proibição de venda de produtos.

Bem se vê, portanto, que o tema da segurança de alimentos na cerveja artesanal no Brasil é tratado com seriedade e rigorismo na legislação, estando as cervejarias sujeitas a uma série de regramentos, bem como a uma pesada lista de sanções aplicáveis. O que pode parecer de certa forma excessivamente rigoroso, na verdade é fundamental para que se garanta a qualidade da cerveja artesanal e a integridade do consumidor, permitindo que este continue a consumir os produtos mesmo em tempos de inseguranças e incertezas.


Clairton Kubaszwski Gama é advogado, sócio do escritório Kubaszwski Gama Advogados Associados, especialista em Direito Tributário pelo IBET e mestrando em Direito pela UFRGS. Também é cervejeiro caseiro

Ações de cervejarias caem mais de 15% com pandemia do coronavírus

0

A pandemia de coronavírus provocou mais de 14 mil mortes nas últimas semanas em diferentes lugares do mundo, infectou ao menos 335 mil pessoas e causou graves problemas econômicos, que devem se agravar nos próximos meses. Diferentes setores já vêm sentido seus efeitos, o que pode ser constatado pela baixa generalizada das principais bolsas de valores. Não tem sido diferente para o Brasil e o segmento cervejeiro, que registrou nas últimas três semanas quedas nos preços superiores a 15% em suas ações.

Esse cenário é perceptível com o papel da Ambev (ABEV3) na Bolsa de Valores de São Paulo. Após fechar fevereiro cotada a R$ 14,54, na sequência da divulgação do seu balanço anual, a ação da cervejaria encerrou a terceira semana de março (dia 20) com o preço de R$ 12,05. A redução foi, portanto, de pouco mais de 17% nesse período.

Leia também – Entrevista: Covid-19 derruba faturamento do setor e Abracerva mira apoio federal

A queda no preço das ações da Ambev se deu em um contexto de declínio brusco da principal bolsa brasileira. O índice Bovespa, formado pelas ações com maior volume negociado, terminou fevereiro em 104.171,57 pontos. E fechou a última sexta-feira em apenas 67.069,36 pontos. Ou seja, a redução superou os 35%.

Não à toa, o circuit breaker, o “botão do pânico” da bolsa, utilizado quando a redução do índice Bovespa é superior a 10%, foi acionado seis vezes em março, nos dias 9, 11, 12 (duas vezes), 16 e 18, interrompendo o pregão.

Baixa também no exterior
A queda das ações do mercado cervejeiro se repete no cenário internacional. Na Europa, por exemplo, a ação da Anheuser-Busch InBev – empresa fruto da fusão da belga Interbrew com a Ambev – terminou fevereiro cotada a 50,73 euros. E fechou o pregão de 20 de março custando 40 euros, uma redução de 21%.

O mesmo se deu com a Heineken. Começou o mês com sua ação custando 90,22 euros e encerrou a última sexta-feira com valor de 75,02 euros. A queda nos preços, portanto, foi de quase 17% no mercado europeu.

Leia também – Crescimento moderado da Ambev em 2019 confirma acirramento do setor

Refletido no Ibovespa abaixo dos 70 mil pontos e na cotação do dólar acima de R$ 5, o pânico do mercado financeiro só vai se encerrar quando as ações adotadas pelos governos para conter o coronavírus e as iniciativas dos bancos centrais para minimizar seus efeitos na economia surtirem efeito, permitindo a recuperação do preço desses ativos. Será preciso, ainda, apresentar os estímulos que vão impedir uma recessão mundial severa.

O problema é que o contágio pelo coronavírus está em crescimento em várias partes do planeta, incluindo o Brasil, com a pandemia bastante distante de um ponto de inflexão – o mundo todo vive o que China passou há alguns meses. Não é possível, portanto, dizer que o mercado financeiro já está em seu fundo do poço, assim como ainda não se sabe se e quando haverá êxito nas ações para conter a disseminação da virose.

Menu degustação: Grape Ale da Bodebrown, Bierland em lata, colab da Invicta…

A pandemia de coronavírus isolará o brasileiro em casa e freará por uns meses o mercado cervejeiro. Ainda assim, bons lançamentos foram apresentados nas últimas semanas – como a Grape Ale da Bodebrown e a colaborativa da Invicta e da Satélite –, que podem ser encontrados por delivery. Fique atento ao serviço de entrega de suas marcas preferidas. E boa quarentena a todos.

Leia também – 22 deliveries de cerveja para se manter abastecido em tempos de coronavírus

Grape Ale da Bodebrown
A Bodebrown apresentou uma nova cerveja inspirada no mundo dos vinhos. Trata-se da Brut Sour Blanc, uma Grape Ale de 6,5% de teor alcoólico que recebe 40% de base de mosto de uva Moscatel e 60% de base de cerveja belga. Parte da renda obtida com sua venda será utilizada na construção de um novo laboratório da marca. “É leve e refrescante como um vinho Moscatel, porém com paladar mais seco e sem perder as características de uma cerveja”, conta Samuel Cavalcanti, CEO da Bodebrown. “A receita leva dry hopping de lúpulo japonês Sorachi Ace, tem coloração clara e espuma pouco persistente, devido à presença da uva. Ela traz uma experiência cervejeira muito marcante e diferente”. A arte psicodélica da garrafa, por sua vez, remete à história dos mineiros italianos que trabalham na Bélgica e misturavam vinho branco à cerveja.

Invicta + Satélite
As cervejarias Invicta e Satélite lançaram uma cerveja colaborativa que leva centeio em sua receita. É a StarLord, uma Rye IPA que possui 6,5% de teor alcoólico e 50 IBUs. “Miramos na IPA, que é um estilo que tanto a Satélite quanto a Invicta mandam muito bem, mas a gente queria algo mais. Então pensamos na Rye IPA, que combina perfeitamente com comidas condimentadas, queijos fortes como gorgonzola e embutidos”, afirma Marcelo André Lopes, cervejeiro e sócio da Cervejaria Satélite. “Caprichamos no lúpulo para um amargor bastante perceptível, e no centeio que confere um caráter mais encorpado à cerveja”, acrescenta Rodrigo Silveira, mestre cervejeiro e diretor da Invicta.

Bierland em lata
Com o objetivo de atrair consumidores locais e aumentar sua presença nacional, a Bierland lançou em latas todo o seu portfólio de produtos. A novidade foi realizada em colaboração com a Crown Embalagens Metálicas da Amazônia SA, subsidiária da Crown Holdings, Inc. A Bierland escolheu as latas devido aos seus muitos benefícios, como a selagem hermética, que fornece regulação de temperatura e evita a deterioração prematura causada por calor, luz ou oxigênio, e a portabilidade, que facilita o consumo conveniente e em movimento, segundo descreve a marca. Outro ponto importante foi o apelo pela sustentabilidade – elas são recicláveis e podem ser transformadas em latas novas em menos de 60 dias. “Essa foi uma etapa crítica para a Bierland, pois somos uma das marcas pioneiras na produção de cerveja artesanal no Brasil e uma das cervejarias mais premiadas da cidade de Blumenau, localizada no sul de Santa Catarina e reconhecida nacionalmente como a capital brasileira da cerveja”, conta Eduardo Krueger, co-fundador e diretor da Bierland. O lançamento da embalagem de metal inclui oito variedades: Bierland Pilsen, Bierland Weizen, Bierland IPA, Bierland Vienna, Bierland Stout, Bierland Strong e as recentemente lançadas America Puro Malte Pilsen e Cocktail Classic Red Wine. “A Crown estava entusiasmada para ajudar a Bierland a criar sua marca através da utilização de embalagens metálicas”, aponta Fabio Braido, da Crown. “Com essa transição, a Bierland demonstrou sua natureza de visão de futuro e deseja projetar a melhor experiência possível da marca para seus clientes.”

22 deliveries de cerveja para se manter abastecido em tempos de coronavírus

Com bares, restaurantes e outras modalidades de varejo seguindo as recomendações do Ministério da Saúde para evitar a disseminação do coronavírus, o mercado cervejeiro – assim como diversos outros – está sentindo a necessidade de se reinventar. Composto essencialmente por pequenas empresas com capacidade financeira restrita para enfrentar crises severas, marcas e varejistas apostam nos serviços de delivery de cerveja para manter a demanda aquecida.

Leia também – Acordo com iFood promete injetar R$ 600 mi de capital de giro no setor de bares

Trata-se de uma modalidade tradicional, mas relativamente pouco explorada pelas cervejarias artesanais e que passa a ser essencial no período de quarentena.

O Guia reuniu aqui cervejarias, bares e varejistas que, com a entrega, estão ao mesmo tempo buscando se manter vivos e proporcionar um confinamento mais amistoso a seus clientes. Confira 22 opções de delivery de cerveja.

Araraquara
AVENIDA 42
O brewpub da marca atende a região de Araraquara pelo WhatsApp: (16) 99741-7149. De quarta a sábado, das 18h às 23h.

Campinas
CERVEJARIA CAMPINAS
Entrega pelo aplicativo Rappi.

LANDEL
Encomendas pelo iFood e Rappi, para Campinas.

Fortaleza
5ELEMENTOS
Recebe pedidos de entrega até uma hora antes do horário de encerramento, com o delivery funcionando de 14h às 20h de quarta a sexta-feira e de 10h às 16h no sábado. Enche growlers e vende latas para retirada no taproom. Pedidos pelo WhatsApp (85) 3085-5070.

Jundiaí
GIFFA
Entrega em casa pelo WhatsApp (11) 95689-4899 e também pelo iFood. Além disso, enche growler na fábrica.

Lençóis Paulista
HIPNOSE
O delivery funciona de terça a sábado das 17h às 21h. Promoções para quem encher growlers, em barris e latas. Pedidos pelo WhatsApp, pelo telefone (14) 3263-2305 ou pelos aplicativos Aiqfome e iFood.

Niterói (ver também cervejarias que entregam no Rio de Janeiro)
MÁFIA
Entrega pedidos feitos de segunda a sexta. Trabalha também com entregas no local e tem promoção para a compra de 12 garrafas de quaisquer rótulos da marca. Encomendas pelo telefone (21) 2609-6524 ou WhatsApp (21) 99054-5845.

Paraguaçu Paulista
MARIA BRAVURA
Enche growler, higienizando com álcool 70%, e entrega. Rua Armando Sales de Oliveira, 197 – Centro | Telefones: (18) 3362 1500 | 99736 7121| 99638 1783.

Santos
EVERBREW
O delivery para a Baixada Santista está ativo e com promoções. Pedidos pelo WhatsApp (13) 99670.2767.

São Paulo
LA CAMINERA
O taproom da marca na zona norte enche growler e vende latas. Entregas pelo WhatsApp: (11) 97483-3434. Fica na Praça Dr. Antônio Mercado, 34 – Alto de Santana.

CERVEJARIA NACIONAL
Todas as cervejas, inclusive os dois lançamentos de St Patrick’s, estão disponíveis no iFood e no Rappi. No IFood o frete é grátis até o fim de março.

AVÓS
Delivery em um raio de 2km nos dias da semana e 15km no sábado, além da possibilidade de retirada no brewpub da marca, sem descer do carro. Encomendas pelo (11) 95058-7879.

TARANTINO
Vende pelo site com condições especiais: frete grátis para São Paulo em pedidos acima de R$ 130 até o final de abril. Para o interior de SP, o frete é gratuito nas compras acima de R$ 250.

DOGMA
Vendas pelo app próprio da marca (Android e iOS). Entregas entre 13h e 20h para São Paulo e ABC Paulista.

BLONDINE
Vendas por WhatsApp (11) 97156-5403, telefone (11) 2611-0546 ou e-mail faturamento@blondine.com.br. Promoções para caixas de 24 latas.

Rio de Janeiro
3 CARIOCAS
Delivery em todo Grande Rio e Niterói pelo WhatsApp (21) 97484-1331 ou pelo email r.elian@3cariocas.rio. Promoções de combos e frete grátis.

NOI
A cervejaria de Niterói atende nas duas cidades com frete grátis para pedidos mínimos de 6 unidades. O número de WhatsApp para o Rio de Janeiro é (21) 96763-5148 e Niterói (21) 97165-0774.

Ribeirão Preto
INVICTA
Continua atendendo no disque chope, em barris, pet, growler e garrafas. O horário de atendimento é de segunda a sexta das 9h às 18h e aos sábados das 9h às 14h, pelo telefone (16) 3878.1020.

São Carlos
TAP HOUSE AVENIDA 42
Gastropub com gastronomia de qualidade, chopes e cervejas produzidas pela fábrica em Araraquara. De quarta a sábado, das 18h às 0h, pelo WhatsApp: (16) 99741-7149.

Serra Negra
DORTMUND
Entrega chopes em casa em diversas cidades. Contato por WhatsApp: Serra Negra (19) 3938-4647, Campinas (19) 99339-4710, São Paulo (11) 98998-7693, Jundiaí (11) 99179-0110, Litoral Norte (12) 98828-7979.

Sertãozinho
BR BREW
Entregas de cervejas (tem promoções) e pratos do cardápio do brewpub para toda a cidade. Pedidos pelo Whatsapp (16) 98225-6999.

Sorocaba
SYNERGY
Oferece a retirada na porta da fábrica em horários fixos: de segunda a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, das 11h às 15h. Descontos para growlers e a partir de seis latas. Fica na Rua Aparecida José Nunes de Campos 53, Jardim do Paço.

Se você tem ou conhece alguma marca ou bar da sua região que faz delivery de cerveja, conta aqui para o editor do Guia: paulo@guiadacervejabr.com