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Menu degustação: Summer Ale da Doktor Bräu, kit da Wonderland, Brewhood em SP…

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Summer Ale da Doktor
A Doktor Bräu, após ser uma das vencedoras do 4º Festival de Microcervejarias do Pão de Açúcar, passou a integrar o portfólio de cervejas especiais da rede de supermercados. E criou, em parceria com Noêmia Boêmia e O Cara da Breja, uma Summer Ale leve, dourada, com 4,2% de teor alcoólico e sabor cítrico, produzida no Instituto da Cerveja Brasil. O rótulo foi concebido pela ilustradora Tami Hopf em seu estúdio de tatuagem, na Suíça.

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Double IPA da Dogfight
A Dogfight acaba de lançar a Battlefront, o seu segundo rótulo, com 91 IBUs e 7,8% de graduação alcoólica. É uma West Coast Double IPA clara e frutada. A cerveja, não pasteurizada, já está disponível na loja da cervejaria em latas de 473ml e barris descartáveis de 20 litros.

Kit da Wonderland
A cervejaria Wonderland Brewery criou um kit degustação, que vem com as seis garrafas da marca: Curiouser and Curiouser, Timeless Porter, Gone Mad, Mango Grin, Summer Glory e Tweedles. Além disso, conta com brindes, como bolachas e adesivos. A Wonderland ainda repaginou o seu kit presente, que passa a chegar em uma caixa sofisticada, composta por uma garrafa da Wonderland (à escolha) e uma taça do modelo Teku. A cervejaria também está disponível em dois novos e-commerces: Clube do Malte, localizado no Paraná, e Cerveja Salvador, na Bahia. Eles se juntam a outros 4 e-commerces que vendem os produtos da Wonderland: Bro’sBeers, Brewed in Rio, World of Beers e Beer Mind. “Dessa forma, estaremos mais facilmente disponíveis a clientes de outras regiões do Brasil”, celebra Chad Lewis, sócio da Wonderland.

Brewhood em São Paulo
A cervejaria carioca Brewhood chegou na última semana em São Paulo, com a presença em dois eventos, realizados no Empório Alto de Pinheiros e no Soul Botequim. O seu portfólio na capital paulista conta com sete rótulos: Julie Tropical (Sour com frutas amarelas), Julie Wild (Sour com frutas vermelhas), Texas Oil (Black IPA), Pine Haze (Double NE IPA), Alpine Haze (Double NE IPA), Black Brunch (Imperial Porter com café) e Coconut Candy (Imperial Porter com coco queimado). “É de extrema importância e gratidão chegarmos em São Paulo, um mercado cervejeiro muito importante e exigente, que sabe admirar um produto de qualidade”, afirma Renato Antunes, proprietário da cervejaria.

Heineken anuncia recall de long necks que podem causar ferimentos

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O Grupo Heineken do Brasil anunciou neste sábado uma campanha de recall de alguns lotes de garrafas long neck que podem causar ferimentos ao serem abertas com as mãos. A cervejaria informou que o problema está restrito às garrafas da marca Heineken e que não há erro algum com a bebida.

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Segundo o comunicado, o problema nas garrafas de 330ml foi identificado pelo departamento de qualidade da companhia, que detectou uma alteração de formato na região próxima de onde fica a tampa, o que poderia causar ferimentos no momento da abertura da long neck com as mãos.

A Heineken orientou sobre como descobrir se a garrafa pode apresentar o problema: “Veja se a sua long neck 330ml possui as letras CH em alto-relevo na parte inferior da garrafa. Se você encontrar essas letras, abra a garrafa com cuidado, girando a tampa, como recomenda a embalagem. Caso alguma alteração no bocal seja identificada, o produto não deve ser consumido, para evitar que você se machuque”, aconselhou a empresa.

A nota oficial esclareceu ainda que não há nenhum problema detectado com outros produtos da Heineken do Brasil. “A empresa pede desculpas pelo inconveniente e informa que esta ação não representa qualquer custo ao consumidor. Outros produtos da companhia, que não fazem parte dos lotes específicos, podem ser consumidos normalmente.”

Orientação sobre como identificar as long necks que podem apresentar problemas

No site da Heineken é possível consultar os lotes que fazem parte do recall, ler um infográfico detalhando o caso e ainda assistir a um vídeo que explica o problema. A cervejaria disponibilizou também o número 0800 885 2462 para esclarecer dúvidas de segunda a sábado, das 9h às 21h.

Infográfico: Os 13 principais concursos cervejeiros do Brasil e do mundo

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Infográfico: Os 13 principais concursos cervejeiros do Brasil e do mundo

Os concursos cervejeiros estão ganhando cada vez mais importância no cenário cervejeiro global. Ao passo que novas competições surgem em diversos países, cervejarias de todo o mundo enviam amostras para serem analisadas por jurados renomados em busca de avaliação criteriosa e, quem sabe, de levar para casa uma medalha.

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Uma premiação em um concurso de prestígio pode reescrever a história de uma cervejaria, seja ela grande ou uma pequena independente regional. Os principais concursos do Brasil e do mundo prometem aos contemplados um retorno garantido em divulgação e benefícios “colaterais” como novos contratos, ganho de relevância e, eventualmente, aumento nas vendas e nova proporção para o negócio.

No entanto, entrar em um concurso é uma decisão estratégica delicada. Além dos custos de inscrição e operacionalização, é essencial que o cervejeiro saiba “onde está pisando”. Ele deve conhecer muito bem as regras da competição e saber quais são as referências adotadas pelos juízes para, assim, inscrever sua cerveja nas categorias corretas.

A logística dos concursos é outro ponto sensível para os candidatos, considerando que o envio de amostras exige cautela no manuseio e transporte, sob o risco de comprometer a qualidade da cerveja e arruinar as esperanças de êxito.

Mesmo que a medalha não venha, a experiência em participar de competições de alto nível, a troca de experiências e a crítica criteriosa e construtiva dos jurados já são motivos de sobra para fazer com que a empreitada valha a pena para a cervejaria individualmente – e para a comunidade cervejeira como um todo.

Por isso, o Guia ouviu a opinião de profissionais cervejeiros a respeito dos principais concursos cervejeiros do Brasil e do mundo. Confira.

Brahma Duplo Malte liga “brahmeiros” à tendência de busca por novos sabores

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Uma semana antes do carnaval, a Brahma apresentou ao mercado uma nova receita, a Duplo Malte. A nova versão da tradicional marca da Ambev será feita com dois maltes distintos e deve se posicionar como uma opção “de entrada” para novas experiências cervejeiras, levemente mais sofisticada do que a receita consagrada da família.

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A nova cerveja fará parte do portfólio fixo da Ambev e terá distribuição nacional, além de fazer “aparições especiais” em alguns camarotes do carnaval carioca.

Não revelado oficialmente, o preço para o consumidor final dependerá de fatores de mercado. No entanto, quando chegar de fato ao varejo, deve estar entre os preços da Brahma Chopp e da puro malte Brahma Extra – provavelmente mais próximo da versão mais barata.

Com a nova opção, a marca busca fazer uma ponte para que o seu consumidor tradicional – o já folclórico “brahmeiro”, bastante ligado à ideia de consumo em grande volume de cervejas menos sofisticadas – passe a acessar novas tendências de valorização da diversidade de ingredientes e sabores. Movimento semelhante foi feito pela Ambev ao ampliar a família Skol, que ganhou recentemente suja versão lupulada (Skol Hops) e a Puro Malte.

Em sua composição, a Brahma Duplo Malte leva o malte Pilsner, responsável pela leveza e refrescância, deixando a cerveja com uma cor mais clara; e o malte Munich, que contribui para dar mais corpo à bebida, trazendo um sabor mais maltado e tostado do que a sua versão mais consagrada, a Brahma Chopp.

Segundo detalha a Ambev, a concepção da cerveja contou com a participação dos consumidores em diversas etapas, por meio de pesquisas e conversas com clientes.

“Nosso desejo com a Brahma Duplo Malte foi criar uma cerveja que despertasse o interesse do consumidor e, ao mesmo tempo, continuasse a conversa cervejeira que iniciamos com o nosso público há anos reforçando o conhecimento cervejeiro que temos desde 1888”, explica José Octávio Freitas, gerente de marketing da Brahma.

Preço da cerveja inicia 2020 em queda e amplia tendência de redução nos preços

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Após registrar deflação no último mês de 2019, o preço da cerveja em domicílio ampliou o cenário de queda no início de 2020, com uma redução de 0,49% em janeiro, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já a inflação geral, de 0,21%, foi a menor para o mês desde o início do Plano Real, em julho de 1994.

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Apesar da queda no preço da cerveja em domicílio em janeiro, ainda há inflação do produto nos últimos 12 meses, que agora apresenta um aumento de 1,18% no somatório de fevereiro de 2019 até janeiro de 2020.

Já a cerveja fora do domicílio, que tem inflação de 2,24% nos últimos 12 meses, seguiu no caminho oposto, registrando inflação de 1,05% no começo do ano.

O preço de outras bebidas alcoólicas, por sua vez, teve deflação em qualquer dos cenários avaliados em janeiro. A queda foi de 0,18% no domicílio, mas com inflação acumulada de 1,17% nos últimos 12 meses, e de 0,12% fora do domicílio, com alta de 2,85% no período de fevereiro de 2019 a janeiro de 2020.

Embora a elevação dos preços tenha desacelerado, o setor de alimentação e bebidas – principal vilão da inflação no ano passado – começou 2020 com alta de 0,39% em janeiro e de 5,86% nos últimos 12 meses. Está acima, portanto, do índice geral (de 0,21% no mês que abre o ano e de 4,20% no somatório dos últimos 12).

Ainda assim, apesar da alta, houve desaceleração no grupo alimentação e bebidas – de 3,38% em dezembro para 0,39% em janeiro. “(…) Ela deveu-se, principalmente, ao comportamento dos preços das carnes. Após a alta de 18,06% no mês anterior, as carnes apresentaram queda de 4,03% no IPCA de janeiro, contribuindo com o maior impacto negativo no índice do mês (-0,11 p.p.)”, diz Pedro Kislanov, gerente de Índice de Preços do IBGE.

Reforma tributária e apoio político podem impulsionar mercado cervejeiro em 2020

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Depois de ser surpreendido pela contaminação de cervejas da Backer em Belo Horizonte, o mercado cervejeiro volta suas atenções para os desafios que se apresentam em 2020. E, apesar dos problemas iniciais, as perspectivas são boas, segundo fontes consultadas pelo Guia. Especialmente pelas normas regulatórias e pela reforma tributária que podem impactar favoravelmente o mercado cervejeiro nacional.

Leia também – Reforma Tributária, o que esperar?

A Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), por exemplo, encara a reforma tributária – anunciada para este ano – como primordial para o setor. “Hoje temos 27 legislações estaduais de ICMS que impactam diretamente na cerveja artesanal. Com a reforma tributária a gente consegue ganhar um pouco mais de racionalidade”, argumenta Carlo Lapolli, presidente da Abracerva.

“Temos que acompanhar muito de perto, pois os projetos no Congresso criam um imposto seletivo sobre a bebida alcoólica, e claro que temos a preocupação de que isso não impacte nas pequenas empresas, que tenha uma divisão do que realmente é artesanal do que é grande cervejaria”, acrescenta Lapolli.

A própria Abracerva está atuando em diferentes frentes para preparar as cervejarias para o novo cenário. Algumas iniciativas para a melhoria de processos, eficiência e aumento da qualidade das cervejas foram lançadas recentemente pela associação. Manuais e cursos foram estruturados para conscientizar e até ensinar as cervejarias sobre as melhores práticas.

E quatro desses cursos tratam da própria tributação brasileira, especialmente no que tange bebidas alcoólicas e especificidades regionais. Eles ocorrerão em Florianópolis, no dia 30 de março, em Fortaleza, em 13 de abril, no Rio de Janeiro, em 25 de maio, e em Vitória, no dia 8 de junho. O treinamento terá duração de oito horas e será ministrado pela advogada tributarista Elizabeth Bronzeri.

Política local
A preocupação com o cenário tributário também está relacionada a outra tendência importante do mercado para 2020: a de consumir cervejas localmente. Pequenas cervejarias e brewpubs estão nascendo por todo o país, aumentando a capilaridade da cerveja artesanal.

“Em 2020 haverá um filtro em relação ao custo-benefício. Será o ano do ‘beba local’, pois a carga tributária e a pulverização das microcervejarias pelo país privilegiam o consumo local”, analisa Sady Homrich, sommelier de cerveja que também é jurado do concurso Eisenbahn Mestre Cervejeiro, além de baterista do Nenhum de Nós.

Outro fator que pode impulsionar favoravelmente o mercado cervejeiro em 2020 é o aumento da participação política do setor. No momento em que o número de cervejarias no Brasil passou de mil, o setor de artesanais viu sua importância crescer com o surgimento da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cerveja no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 “Criamos a Câmara Setorial da Cerveja no Ministério da Agricultura e conseguimos uma representação forte através da Frente Parlamentar Mista da Indústria Brasileira da Bebida”, cita Carlo Lapolli, presidente da Abracerva e também da Câmara Setorial, para depois concluir.

“A política é o único instrumento legítimo que temos para melhorar a situação para o pequeno empreendedor. E nós consolidamos essa posição e iremos colher frutos em 2020”, conclui Lapolli.

Programação técnica do Festival da Cerveja debate tendências do setor

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Festival Brasileiro da Cerveja anunciou nesta quarta-feira sua programação técnica, que vai contar com palestras, mesas redondas e debates sobre variados temas ligados ao mercado e à produção de cervejas. E a ideia da programação é fomentar e propagar o conhecimento técnico cervejeiro, com um olhar atento para as tendências e os problemas do setor.

A agenda técnica, que acontece em paralelo ao festival, entre 11 e 14 de março, em Blumenau, discute desde a tradição e a atualidade do mercado tcheco, com o professor da Universidade de Economia de Praga Tomáš Kinčl, até os riscos jurídicos para as cervejarias, com André Lopes, advogado e colunista do Guia.

“O Festival Brasileiro da Cerveja é o maior evento cervejeiro do país e não é à toa: além de ser uma grande vitrine para as marcas, é uma oportunidade de aprimoramento para os profissionais, troca de experiências e uma imersão neste universo”, comenta Carlo Bressiani, diretor da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM), que coordena os eventos da agenda e participa de debates.

O acesso a cada palestra custa R$ 40 (exceto a de abertura, que será gratuita). Elas acontecerão na Vila Germânica e seus ingressos (à venda no site) não dão acesso ao Festival Brasileiro da Cerveja – que tem seus ingressos à venda no site do evento.

Confira a programação técnica do Festival Brasileiro da Cerveja:

Dia 11/03 – quarta-feira
– 15h30min – Cerveja Tcheca: História e indústria atual, com Tomáš Kinčl (palestra em inglês com tradução pausada);
– 17h – Riscos Jurídicos para Cervejarias, com André Graziani de Souza Mello Lopes (advogado cervejeiro);
– 19h30min – Custos para Cervejarias, com Carlo Bressiani;

Dia 12/03 – quinta-feira
– 16h – Debate: Tendências do Mercado Cervejeiro, com Carlo Enrico Bressiani, Carlo Lapolli, Rubens Mattos, Rafael Mattes e Paulo Bettiol;
– 19h30min – Tendência da Califórnia aplicadas ao mercado brasileiro, com Victor Zim;

Dia 13/03 – sexta-feira
– 15h30min – Um equipamento, quatro destilados diferentes, com Bruno Vegini;
– 17h – A importância da arquitetura de interiores e design na venda de cervejas, com Fernanda Bressiani;
– 19h30min – Otimizando o custo, a qualidade e a produtividade na produção de cerveja através do uso de ingredientes tecnológicos, com Rubens Mattos.

MP pede indisponibilidade dos bens da Backer para custear danos das vítimas

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O caso Backer ganhou nesta terça-feira mais um contorno – agora jurídico. Por meio da 14ª Promotoria de Defesa do Consumidor de Belo Horizonte, o Ministério Público de Minas Gerais ajuizou uma ação que pede cautelarmente a indisponibilidade dos bens da cervejaria.

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“O Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) ajuizou na tarde desta terça-feira, dia 11 de fevereiro de 2020, Tutela Provisória de Urgência, Cautelar e Antecipada, em caráter antecedente, em face da Cervejaria Três Lobos Ltda (Cervejaria Backer), para defesa dos direitos dos consumidores que ingeriram cervejas contaminadas com etilenoglicol e dietilenoglicol”, explica a promotoria em comunicado.

A medida requerida cautelarmente visa resguardar os bens da Backer para usar “exclusivamente na reparação dos danos causados aos consumidores que adquiriram e ingeriram as cervejas contaminadas”, segundo detalha o Ministério Público de Minas Gerais.

Assim, se a medida cautelar pedindo a indisponibilidade dos bens for aceita pelo Judiciário, haverá tutela de urgência antecipada para que a cervejaria seja obrigada a custear tratamento médico e demais gastos das vítimas e seus familiares, além de suporte psicológico e pagamento de salário para aqueles que estão impossibilitados de trabalhar.

“A ação também pede disponibilização de canal de informação, por parte da cervejaria, para informar todos os consumidores sobre o que fazer diante do risco iminente de danos”, acrescenta o MP.

Altaf Cedrola, promotora responsável pelo caso, garante que a “intenção foi a de resguardar a indenização e o suporte imediato às vítimas, uma vez que a Cervejaria Backer não cumpriu o acordado extrajudicialmente com o MP-MG, negando apoio aos consumidores que ingeriram as cervejas colocadas no mercado de consumo”.

A promotora informa, ainda, que os procedimentos instaurados no MP-MG para apuração do caso continuarão com andamento normal.

AB InBev volta a vender em Nova Deli, mas não se livra de processo na Índia

A justiça de Nova Deli, a capital da Índia, suspendeu temporariamente a proibição da venda de produtos da AB InBev imposta em julho do ano passado em um processo por sonegação de impostos. Assim, a segunda maior cervejaria atuando no país ganha tempo e volta a vender no importante mercado indiano.

Os problemas da AB Inbev com as autoridades de Nova Deli começaram em 2016. A legislação da capital da Índia exige que as garrafas de cerveja tenham códigos de barras únicos, para que as autoridades sejam capazes de rastrear o pagamento de impostos locais.

Naquele ano, em uma inspeção no varejo, foram encontradas garrafas que, em tese, deveriam ainda estar em armazéns da SABMiller. Meses depois, outra inspeção encontrou garrafas com códigos de barra idênticos – o que levou as autoridades a suspeitarem de duplicação de códigos de barras.

Como a SABMiller foi comprada pela AB InBev em 2016, o problema foi transferido para a líder mundial, que foi punida, inicialmente, com a suspensão da venda na cidade por três anos – posteriormente reduzida para um ano e meio.

Em uma etapa do julgamento em dezembro, a corte da Índia rejeitou o apelo da empresa pela extinção da punição. No entanto, reconheceu que o direito de “justiça natural” não havia sido respeitado no caso, aceitando a alegação dos advogados de que a empresa não fora avisada com antecedência sobre o início da validade da pena.

No dia 4 de fevereiro, por sua vez, a corte emitiu uma decisão sem grandes argumentos dizendo que a punição estava suspensa, enquanto a justiça continuaria a ouvir o apelo da empresa. Uma próxima audiência no tribunal deve acontecer no dia 25 de fevereiro.

“Somos comprometidos em operar com integridade e ética, e continuamos entusiasmados com nossos negócios na Índia”, diz um comunicado da AB Inbev.

Novos consumidores
O mercado indiano é estimado em US$ 7 bilhões anuais e pode ser considerado um pote de ouro para as cervejarias globais. Historicamente, o consumo per capita de cerveja no país é baixo – relatório da BMI Research registrou média de 5,8 litros per capita em 2018, um dos mais baixos da Ásia, cuja média é de 20 litros per capita por ano.

O baixo consumo é atribuído a diversos fatores, como o burocrático sistema de regulações e licenças (alguns estados têm proibições muito severas), além da tradição de preferência por bebidas locais.

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No entanto, os últimos anos vêm assistindo a taxas de crescimento da ordem de 7% ao ano, devido principalmente à emergência financeira de uma juventude de classe média mais ligada a valores globais.

Com 17,5% de market share estimados do mercado indiano, atrás apenas da local Kingfish, a volta da companhia à capital indiana significa que marcas populares como Budweiser e Hoegaarden estarão novamente acessíveis em uma cidade de 21 milhões de habitantes.

Caso Backer: 95% das cervejas contaminadas ainda não foram recolhidas

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Mais de um mês após a descoberta de contaminação de cervejas da Backer, somente 5,4% de todas as garrafas dos lotes já confirmados como contaminados foram recolhidas pela Vigilância Sanitária e pela cervejaria.

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A campanha de recall da Backer terminou semana passada e 52 mil garrafas armazenadas na cervejaria foram recolhidas. Já a Vigilância Sanitária apreendeu 6.600 recipientes, que estão guardados em um prédio da Secretaria de Saúde de Minas Gerais à disposição da Polícia Civil e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que investigam a contaminação.

Faltam ainda mais de 900 mil garrafas dos 41 lotes já confirmados como contaminados. Em nota, a Backer informou que está se esforçando para recolher as cervejas. “Trata-se de tarefa complexa, dada a capilaridade de distribuição dos produtos no mercado. Apesar disso, a empresa garante que está concentrando todos os esforços possíveis nessa tarefa”, diz a nota.

Os consumidores que ainda não entregaram suas garrafas podem procurar a Backer, o estabelecimento onde a cerveja foi comprada, a Vigilância Sanitária ou o Procon de suas cidades.

O recolhimento dos rótulos foi definido pela Vigilância Sanitária. A cervejaria Backer continua interditada, com a produção totalmente suspensa e a venda de cervejas proibida – nenhum dos rótulos pode ser comercializado, mesmo aqueles que não possuem lotes confirmados como contaminados.

A Polícia Civil de Minas Gerais e o Mapa continuam investigando a contaminação dos 41 lotes de cerveja por mono e dietilenoglicol. Seis pessoas morreram, uma com confirmação de intoxicação pela substância – os outros cinco casos fatais estão sendo analisados.

Ainda estão internadas 25 pessoas com sintomas da intoxicação, das quais 3 já foram confirmadas com dietilenoglicol.