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Menu Degustação: Pé Vermeio de volta, Podcast da Avós, sour com lactose da Oca…

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Pé Vermeio
A Cervejaria Nacional, brewpub de São Paulo, e a Blondine, cervejaria de Itupeva, relançaram uma cerveja que fez história há 4 anos: a Pé Vermeio, uma American Amber Ale bem maltada e aromática. A cor avermelhada da cerveja é o motivo do nome, que remete aos pés dos que percorrem descalços o chão das fazendas e estradas do interior paulista. O lançamento da Pé Vermeio será no dia 10 de fevereiro, a partir das 17h, na Cervejaria Nacional, onde foi produzida. Estará disponível para consumo em copos de 570 ml (R$ 30) e 330 ml (R$ 20). No dia do lançamento, o copo de 330 ml custará metade do preço até as 22h. A edição é limitada e foram produzidos apenas 500 litros.

Sour com lactose da Oca
Inovando mais uma vez, a Oca Cervejaria lançará neste mês a dupla Ajubá e Guapuru, duas Catharinas Sours bem inusitadas. Ambas vêm com a mesma base de receita, contudo a Ajubá tem adição de manga, maracujá e banana, enquanto a Guapuru traz jabuticaba e amora. Devido à adição de lactose, ela também possui um agradável dulçor e um corpo bem acentuado. Para apresentar ao mercado a Ajubá e a Guapuru – nomes que significam, respectivamente, amarelo e jabuticaba na língua de algumas tribos indígenas – e aproveitar o clima de carnaval, a marca promoverá em parceria com o Empório Alto dos Pinheiros um bailinho com marchinhas e brasilidades no dia 15 de fevereiro, a partir das 12h. O evento será aberto ao público.

Bolsas do Science
O portal do Science of Beer Institute foi reestruturado para se tornar um grande provedor de conhecimento cervejeiro. Amanda Reitenbach, CEO e fundadora do instituto, explica que a empresa é focada em democratizar o ensino e o estudo da cerveja. “Já levantamos a bandeira da mulher no mercado cervejeiro e agora estamos indo além, com a criação das ações afirmativas, ou seja, bolsas parciais e integrais de estudo que serão disponibilizadas em todas as nossas turmas e voltadas para as minorias que normalmente não têm nem oportunidades, nem condições de fazer um curso na área”, conta Amanda. Para se candidatar às bolsas, o interessado deve preencher o questionário socioeconômico e escrever uma carta explicando porque deseja fazer o curso. O edital para a inscrição estará disponível em breve no site do Science.

Carnaval da Alice
Inspirada pela magia do carnaval, a Wonderland Brewery prepara uma série de ações especiais. A cervejaria colocará no ar um guia dos principais blocos onde os foliões podem encontrar suas cervejas perto das festas. Além disso, no Instagram da cervejaria, haverá o concurso de fantasias “Quem é Você?”, que premiará semanalmente os figurinos mais criativos. E até o dia 8 de março acontece a promoção Sorte da Rainha, uma raspadinha que distribuirá cerca de 800 prêmios Wonderland Brewery para os boêmios sortudos. As comemorações incluem ainda um grande baile cervejeiro com bateria de bloco no dia 19/02, no Booze Bar da Lapa. “O carnaval é uma época de sonhos, encantamento e liberdade, valores que são a base da Wonderland Brewery e da história que nos inspira, de Alice no País das Maravilhas. Por isso, ficamos tão animados em fazer essas ações para a folia”, explica Chad Lewis, sócio da Wonderland Brewery.

Leia também – Entrevista: O calor, a novela e o país das maravilhas da siberiana da Wonderland

Podcast da Avós
A cervejaria paulistana Avós, especializada em Lagers, lança o primeiro episódio do seu novo podcast chamado “Papo com a Véia”. O sócio-fundador da marca, Junior Bottura, é o apresentador. “A ideia é fazer um programa abordando principalmente a história das pessoas e suas mudanças de vida em razão da cerveja”, destaca ele. O podcast terá a participação da Vó Maria, a musa inspiradora da Cerveja Avós. O primeiro convidado foi Paulo Almeida, sócio do Empório Alto dos Pinheiros, um dos bares de cerveja artesanal mais icônicos do Brasil, localizado na capital paulista. Paulo conta sua trajetória e como sua formação contribuiu para o início do EAP. Os episódios do podcast “De Papo com a Véia” estarão disponíveis toda segunda-feira, ao meio-dia, no Spotify.

20 festivais de cerveja confirmados para 2020

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Conforme cresce o interesse do brasileiro pelas artesanais, aumenta também a importância dos festivais de cerveja para fomentar e divulgar rótulos e marcas para o público. Alguns desses eventos ganharam importância nos próximos anos, seja pela quantidade de cervejarias participantes, seja pela qualidade das bebidas ou pelo pacote completo de entretenimento que oferecem.

Nem todos os eventos de 2020 já estão programados, com data e local confirmados. Mas o Guia compilou as informações básicas de 20 festivais já agendados, em diversos lugares do Brasil. Confira.

Brewing Friends Festival
A segunda edição do festival, com mais de 70 rótulos diferentes, acontece no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro. Além das cervejas, a festa oferece música ao vivo e comidinhas sensacionais.
Quando: 15 de fevereiro de 2020
Onde: Botafogo – Rio de Janeiro/RJ
Ingressos: Venda e mais informações aqui

Beba do Quadrado – Festival de Cerveja Artesanal
Em pleno carnaval em Brasília, um festival com mais de 10 cervejarias de diversos estados brasileiros, música ao vivo e foodtrucks.
Quando: 23 e 24 de fevereiro de 2020
Onde: Pátio Brasil Shopping – Brasília/DF
Ingressos: Entrada Gratuita. Mais informações no site

Fevereiroberfest – Arriando a Peruca Ano V
Com a proposta de antecipar a Oktoberfest para o meio do carnaval em Olinda, o evento irá oferecer muitas cervejas e a animação tipicamente pernambucana.
Quando: 24 de fevereiro de 2020
Onde: Manny Deck Bar – Olinda/PE
Ingressos: À venda no site

Festival de Cerveja Artesanal de Analândia
Com diversos rótulos de cervejas artesanais e muita comida boa, o 1º Festival de Cerveja Artesanal de Analândia, no interior de São Paulo, promete movimentar a região.
Quando: 7 de março de 2020
Onde: Choperia João Bebeu – Analândia/SP
Ingressos: Disponíveis aqui

12º Festival Brasileiro da Cerveja
O maior evento cervejeiro da América Latina acontece tradicionalmente na cidade de Blumenau, em Santa Catarina. Esse ano o festival terá 114 cervejarias e uma rodada de negócios promovida pelo Sebrae. O concurso brasileiro de cervejas, que acontece dentro do festival, já registra recorde de rótulos inscritos, com 624 marcas de 22 estados brasileiros, um crescimento de 25% em relação ao ano passado. Pela primeira vez a Escola Superior de Cerveja e Malte assume oficialmente toda a organização do concurso.
Quando: 11 a 14 de março de 2020
Onde: Parque Vila Germânica – Blumenau/SC
Ingressos: Mais informações aqui

Festival da Cultura da Cerveja Artesanal
Evento organizado pela Associação das Microcervejarias do Paraná (Procerva), com mais de 200 rótulos de cervejarias associadas. O grande objetivo do evento é divulgar as marcas e o consumo consciente de cerveja.
Quando: 14 e 15 de março de 2020
Onde: Praça Burle Marx – Curitiba/PR
Ingressos: Entrada gratuita. Mais informações no site

Overload Beer Fest
Para a galera do rock esse é o evento que une bandas de peso e muita cerveja artesanal. O evento ainda terá burgers e uma loja com artigos de rock. O local é bastante conhecido do público roqueiro paulistano.
Quando: 15 de março de 2020
Onde: Carioca Club – São Paulo/SP
Ingressos: Mais informações sobre o evento e ingressos aqui

IPA Day – São Paulo
A segunda edição paulistana do IPA Day acontece seguindo o mesmo conceito de promover a cultura local, com atrações culturais urbanas e comida de rua, além das 25 melhores IPAs do estado de São Paulo.
Quando: 28 de março de 2020
Onde: Cervejaria Tarantino – São Paulo/SP
Ingressos: 2º lote à venda aqui

RDT Craf Beer Fest 2
Muita cerveja artesanal com churrasco na Vila da Penha, no Rio de Janeiro. Além disso, o som ao vivo irá animar a galera.
Quando: 28 de março de 2020
Onde: Kasarão da Vila – Rio de Janeiro/RJ
Ingressos: À venda no site

Serra do Caraça Bier Fest 2020
A aconchegante cidade de Catas Altas, há 90 km de Belo Horizonte, com pouco mais de 5.000 habitantes, sedia um dos festivais de cerveja mais charmosos de Minas Gerais. Em sua 9ª edição, o Serra do Caraça Bier Fest é o evento que promove na cidade histórica a união entre cerveja artesanal, música ao vivo e gastronomia de qualidade. Tudo isso aos pés da Serra do Caraça, um cenário natural encantador.
Quando: 18 de abril de 2020
Onde: Rua Maquiné – Área de Eventos – Catas Altas/MG
Ingressos: À venda no site

IPA Day – Porto Alegre
O mesmo conceito usado em São Paulo, valorizando a cultura local, será levado pela primeira vez a Porto Alegre, dando uma cara gaúcha ao festival, com muito churrasco e atrações culturais da região. E, claro, 25 rótulos das melhores IPAs gaúchas.
Quando: 16 de maio de 2020
Onde: Cervejaria Seasons – Porto Alegre/RS
Ingressos: 2º Lote à venda no site

Festival ISO – Cervejas Extremas
Com mais de 20 cervejarias de Minas, São Paulo e Rio, o festival se propõe a oferecer cervejas novas, inusitadas, que atendam à demanda por novidades dos beergeeks. É um evento open bar e os visitantes recebem uma taça para a degustação dos rótulos.
Quando: 23 de maio de 2020
Onde: Casa Pampulha – Belo Horizonte/MG
Ingressos: Estão à venda aqui

Mondial de La Bière SP
A edição paulistana do festival acontece pela terceira vez e se consolida a cada ano no calendário cervejeiro da cidade. Ainda não há lista de cervejarias divulgadas, mas o evento deverá seguir a mesma linha dos últimos anos, com dezenas de marcas presentes.
Quando: 04 a 07 de junho de 2020
Onde: Arca Vila Leopoldina – São Paulo/SP
Ingressos: Informações disponíveis no site do evento

Startup Lauch Festival
A festa acontece para comemorar o segundo ano da cervejaria Startup Brewing Co., na cidade de Itupeva, no interior de São Paulo. Haverá opção de transporte saindo da capital para quem quiser ir e beber sem se preocupar com a estrada. Serão mais de 20 rótulos feitos pela cervejaria e colaborativos.
Quando: 20 de junho de 2020
Onde: Cervejaria Startup Brewing – Itupeva/SP
Ingressos: Mais informações e vendas no site

31° Bauernfest
A tradicional festa do colono alemão, que acontece desde 1989 na cidade de Petrópolis, resgata as raízes germânicas da cidade. É marcada por dança e música folclórica, culinária típica, atrações culturais e, claro, muita cerveja boa.
Quando: 28 de junho de 2020
Onde: Palácio de Cristal – Petrópolis/RJ
Ingressos: Confira no site

Slow Brew Nordeste
Será a primeira edição do Slow Brew fora do estado de São Paulo, com 120 rótulos de 35 cervejarias e destaque para as marcas do Nordeste. O mesmo conceito adotado nas edições paulistas será aplicado ao evento, que acontecerá em Fortaleza, capital do Ceará.    
Quando: 11 de julho de 2020
Onde: Terminal Marítimo de Passageiros – Fortaleza/CE
Ingressos: Veja aqui como colocar seu nome no mailing para receber o aviso do início da venda

Leia também – Slow Brew Nordeste chega a Fortaleza destacando a cerveja regional

9º Encontro Cerveja Artesanal Brasil
Um dos eventos cervejeiros pioneiros no país repetirá o formato em 2020. Além de 25 cervejarias presentes, ele abre espaço para produtores de outras bebidas artesanais, como cachaça e vinho. A parte gastronômica do festival também é diferenciada, com cardápio preparado por famosos chefs especializados em churrasco.
Quando: 15 de agosto de 2020
Onde: Cervejaria Tarantino – São Paulo/SP
Ingressos: Lote promocional à venda no site

Mondial de La Bière RJ
O festival internacional de cervejas artesanais, criado há 25 anos no Canadá, chega à 8ª edição carioca. Em 2019, 48 mil visitantes passaram pelo evento, com 130 cervejarias expositoras. Para esse ano o sucesso deve se repetir na capital carioca, onde o festival já faz parte do calendário obrigatório para os cervejeiros. Junto com o festival ocorre também o Mbeer Contest, um concurso que premia as melhores cervejas em dezenas de categorias.
Quando: 03 a 07 de setembro de 2020
Onde: Pier Mauá – Rio de Janeiro/RJ
Ingressos: Informações disponíveis no site do evento

Slow Brew Brasil
A fórmula de dar uma experiência abundante de degustação ganhou o gosto dos cervejeiros e o Slow Brew é hoje um dos grandes sucessos cervejeiros do país. Tanto que o evento, que acontece no final de outubro, já está com três lotes de ingressos totalmente vendidos. Serão 400 rótulos de 80 cervejarias diferentes. O ingresso dá direito à livre degustação de qualquer rótulo.
Quando: 31 de outubro de 2020
Onde: Centro de Eventos Pro-Magno – São Paulo/SP
Ingressos: 4º lote a venda no site

IPA Day Brasil
O maior evento cervejeiro dedicado à IPA do mundo repetirá o modelo de sucesso de outros anos: 40 rótulos de IPA e muita animação. O festival acontece tradicionalmente na cidade de Ribeirão Preto e atrai loucos por lúpulos de todos os cantos do país.  
Quando: 01 de novembro de 2020
Onde: Quintalinda Espaço de Eventos – Ribeirão Preto/SP
Ingressos: 1º lote à venda no site

Slow Brew Nordeste chega a Fortaleza destacando a cerveja regional

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O Slow Brew, evento de cerveja artesanal que reverencia a criatividade e a qualidade das pequenas cervejarias brasileiras chega, agora, ao Nordeste. No dia 11 de julho, Fortaleza vai receber a primeira edição do evento fora do estado de São Paulo, que deve ter as cervejarias da região como principais destaques.

A nova sede do Slow Brew segue o propósito do evento de proporcionar um bom ambiente para a conexão dos participantes (“slowers”, como os organizadores costumam dizer) com bebida de qualidade reconhecida.

Na edição de julho, serão 120 rótulos de 35 cervejarias. Algumas delas, como as cearenses Bold Brewing e 5 Elementos, as paulistas Avós e Dogma e as mineiras Zalaz e Spartacus já estão confirmadas, por terem se destacado na última edição. “Vamos dar destaque para cervejarias do Nordeste”, afirma o Dr. Maurício Leandro, um dos idealizadores do evento.

As cervejarias participantes serão escolhidas por meio de um processo que prevê que o público dê suas sugestões e participe de uma votação no site do evento. O mesmo modelo democrático é usado para a escolha das atrações musicais do evento.

O evento acontecerá no Terminal Marítimo de Passageiros de Fortaleza, administrado pela Companhia de Docas do Ceará e que hoje recebe diversos eventos. “É um lugar lindo, tem pôr do sol e praia”, relata o Dr. Maurício Leandro.

Fortaleza, no entanto, não deve ser uma sede fixa do festival. Os organizadores preveem que a edição nordestina do Slow seja “itinerante”, realizada em diferentes cidades a cada ano. “Depois de Fortaleza, devemos andar pelo Nordeste, em cidades que tenham boa estrutura para realização”, afirma o Dr. Maurício.

Apesar de ter ganhado notoriedade nacional, o evento não pretende ser grandioso (“festival”, aliás, não é um termo que os organizadores do evento usam para defini-lo). Assim como nas edições paulistas, o número de ingressos será bastante limitado, tentando garantir a “boa experiência” de quem for ao evento. Os ingressos ainda não estão à venda, mas é possível fazer a inscrição na lista de interessados e receber avisos sobre as datas de pré-venda.

Em São Paulo
A versão paulistana do Slow Brew em 2020 também já tem data e local definidos. Ela deve acontecer no dia 31 de outubro, no Espaço Pro-Magno, seguindo os mesmos moldes das edições anteriores.

O quarto lote de ingressos já está à venda (também no site do evento), mas restam, segundo os organizadores, menos de um terço das vagas.

Slow Brew Nordeste 
Data: 11/07/2020
Horário: 15h às 22h 
LocalTerminal Marítimo de Passageiros de Fortaleza
Endereço: Av. Vicente de Castro, 2558-2658 – Cais do Porto, Fortaleza – CE

Testes em 100 rótulos mostram que caso Backer é isolado; Lapolli vê ‘lição’ ao setor

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O caso de contaminação de rótulos da cervejaria Backer por monoetilenoglicol e dietilenoglicol é grave, mas isolado. Mais do que uma avaliação, essa é a constatação de testes realizados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em mais cem rótulos de cerveja.

Formada por representantes da indústria cervejeira, de associações do setor e do Mapa, a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva Cervejeira se reuniu nesta quarta-feira, em Belo Horizonte, para debater a atuação do setor frente à crise de confiança causada pelo caso de contaminações encontradas em cervejas da Baker.

Após o encontro, líderes da Câmara reportaram que o Mapa fez testes em mais de cem rótulos de cervejas de diferentes marcas presentes no mercado mineiro, incluindo nomes mainstream, artesanais e importados. E o ministério não detectou a presença das substâncias tóxicas.

“O Ministério da Agricultura fez uma análise em mais de cem rótulos de cervejas disponíveis no mercado de Minas Gerais, com cervejarias de todos os tamanhos, desde as grandes, passando pelas artesanais e até pelas importadas. E, desses cem rótulos, nenhum teve qualquer contaminação por etilenoglicol. Isso mostra que é um caso bastante isolado, trazendo tranquilidade para o consumidor brasileiro”, explicou Carlo Lapolli, presidente da Câmara e também da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), após o encontro.

Leia também: Após um mês, Caso Backer permanece indefinido

Para ele, portanto, esses testes demonstram que o caso de contaminação dos lotes em Minas Gerais é algo isolado. “Ficou esclarecido que é uma crise restrita à Backer. Não temos problemas de qualidade com a cerveja brasileira, seja ela industrial, com as marcas grandes, ou mesmo a artesanal”, acrescentou.

Lição
Nem por isso, porém, o setor deve afrouxar a atenção em relação aos acontecimentos e o desfecho da contaminação de rótulos da Backer, que pode ter provocado a morte de seis pessoas. Para Lapolli, trata-se de uma oportunidade e alerta para uma reflexão das cervejarias, reforçando os cuidados em todos os processos de produção das bebidas.

“Claro que a gente tem que tirar lições, sempre estar atento, porque temos um produto alimentício e a gente precisa ter a responsabilidade de colocar esse produto no mercado, garantir uma segurança alimentar para o produto que a gente está produzindo. É uma oportunidade para o setor olhar um pouco para dentro, revisar os processos de controle de qualidade, os equipamentos, fazer a avaliação de fornecedores”, disse Lapolli.

De acordo com ele, a Abracerva também será ativa no contexto da crise envolvendo a Backer e pretende trabalhar mais diretamente com as cervejarias. A ideia é que a produção das bebidas seja sempre pautada pela segurança e pela qualidade.

“A Abracerva vai começar a trabalhar para fomentar a criação de um plano de gestão de qualidade para pequenas cervejarias, de uma forma racional, que não impacte em custos”, concluiu Lapolli.

Concurso de Blumenau quebra recorde e recebe inscrição de 634 cervejarias

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O Concurso Brasileiro de Cervejas superou seus próprios parâmetros em 2020 e reunirá impressionantes 634 marcas e 3.284 amostras de 22 estados brasileiros. O número de cervejarias é 25% maior do que em 2019, quando 505 marcas se inscreveram com 3.155 rótulos.

O julgamento das 634 marcas ocorrerá entre 7 e 9 de março, em Blumenau, e a premiação será no dia 10. Na sequência haverá a realização do Festival Brasileiro da Cerveja, entre 11 e 14 de março, no Parque Vila Germânica, também em Blumenau.

Ao todo foram inscritas amostras em 146 estilos. Destaque para a IPA, com 235 rótulos. Já o primeiro estilo brasileiro, a Catharina Sour, está em segundo com 157 concorrentes, seguido por APA (132), Lager (108) e Wood and Barrel Aged (102).

“As cervejarias entendem, cada vez mais, que as premiações são ferramentas importantes de validação e uma forma de ter feedbacks com alto nível de especialização para ajuste de produtos”, afirma Fernanda Bressiani, coordenadora técnica do Concurso Brasileiro de Cervejas.

Entre as marcas que disputarão o prêmio, por sua vez, 435 são cervejarias, 160 se definem como ciganas e 39 são brewpubs. E, geograficamente, o maior número de cervejarias inscritas está em São Paulo, seguido por Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Na edição de 2019, a Suricato Ales ganhou como melhor cervejaria na categoria de pequeno porte, a Cathedral foi a premiada na de médio porte e, curiosamente, hoje envolta pelos problemas de contaminação por monoetilenoglicol e dietilenoglicol, a Backer foi considerada a principal marca de grande porte do país.

Caso Backer: Número de mortes por suspeita de síndrome nefroneural chega a 6

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A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (Ses-MG) confirmou no início desta semana que o número de mortes com sintomas da síndrome nefroneural chegou a 6. A doença tem sido provocada pela contaminação por monoetilenoglicol e dietilenoglicol de cervejas da Backer.

Leia também – O que se sabe sobre a síndrome nefroneural e um estudo sobre a contaminação

Segundo a Ses-MG, contudo, apenas em um desses 6 casos foi identificada a presença da substância dietilenoglicol no sangue. Trata-se de um homem que esteve internado em um hospital de Juiz de Fora e faleceu no dia 7 de janeiro.

“Já os outros cinco óbitos estão entre os 26 casos em investigação. Trata-se de quatro homens que faleceram em Belo Horizonte nas datas 15/01/2020, 16/01/2020, 01/02/2020 e 03/02/2020; e de uma mulher que faleceu em 28/12/2019, em Pompéu. Essas pessoas estão entre os casos suspeitos e a confirmação sobre a causa da morte depende do resultado de análises laboratoriais”, aponta o órgão em nota.

A secretaria informa ainda que são 30 casos suspeitos notificados, com a seguinte distribuição geográfica: 22 em Belo Horizonte e os demais em Capelinha, Nova Lima, Pompéu, Ribeirão das Neves, São João Del Rei, São Lourenço, Ubá e Viçosa.

Leia também – Crise da Backer é pontual e não afetará setor, mas fake news preocupam, dizem analistas

A Polícia Civil de Minas Gerais, por outro lado, afirma que trabalha com três suspeitas a mais. “Atualmente, há 33 casos em investigação por parte da 4ª Delegacia de Polícia Barreiro, sob responsabilidade do delegado Flávio Grossi. Não há, até o momento, nenhum caso anterior ao mês de outubro de 2019 em investigação”, afirma a polícia em nota.

Até o momento 24 pessoas já foram ouvidas, entre vítimas e familiares, mas ainda não há previsão para a conclusão das investigações. Tanto que “o titular do inquérito avalia a necessidade de pedir dilação de prazo, devido à complexidade do caso”, conforme complementa a Polícia Civil.

Mudança de paradigmas deve remodelar indústria cervejeira em 2020, diz Abrabe

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O cenário de expansão da indústria cervejeira no ano passado, ratificado pelo crescimento da fabricação de bebidas alcoólicas, pode se repetir em 2020 a partir de um cenário de alteração no modo como o consumidor passou a enxergar o segmento em tempos recentes. Essa avaliação que aponta a mudança de paradigmas como uma oportunidade de crescimento para o setor é feita por Cristiane Foja, presidente-executiva da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe).

Leia também – 10 especialistas projetam o 2020 cervejeiro

“O consumidor brasileiro passou a observar mais atentamente as características de todas as bebidas, seus modos de preparo, a harmonização com a gastronomia e os aspectos relacionados ao consumo moderado, e demanda por novas experiências sensoriais e mais qualidade”, afirma Cristiane, em entrevista ao Guia.

A tendência, assim, segundo ela, é que a indústria cervejeira sofra uma remodelação que irá reorganizar as marcas mais consumidas nos próximos anos. Mesmo entre os consumidores das grandes cervejarias, na análise de Cristiane, já houve uma readequação com a proliferação dos rótulos puro malte. 

“O crescimento da variedade de cervejas faz parte desse movimento, assim como a ‘revolução do puro malte'”, diz ela, reforçando que o setor deve passar por uma reorganização entre as marcas mais consumidas nos próximos anos.

“Estudo da Euromonitor (2018) revela que a penetração da cerveja no mercado nacional é de 90%. Com um número crescente de rótulos e um consumidor de cerveja mais entendido e exigente, a expectativa é de que essa base de 90% se reorganize nos próximos anos”, acrescenta.

Assim, a tendência é que cervejas que invistam em qualidade, com algum enfoque na gastronomia, ampliem sua participação no mercado cervejeiro em 2020, aposta Cristiane.

2019 de crescimento
Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira apontaram que, ao contrário da indústria nacional, que desacelerou em 2019, a produção de bebidas alcoólicas apresentou alta de 4,8% no ano passado. Além disso, teve crescimento nos últimos quatro meses.

Leia também – Em ritmo oposto ao da indústria, produção de bebidas alcoólicas cresce 4,8% em 2019

Na avaliação da Abrabe, a expansão veio acompanhada da consolidação da mudança no modo como o cervejeiro tem consumido a bebida, algo que representa uma oportunidade para a expansão do setor.

“2019 confirma um movimento no consumo da cerveja que já vem acontecendo nos últimos cinco anos: uma revolução no olhar do brasileiro diante das possibilidades de consumo das cervejas. Tudo se ampliou. Hoje há inúmeros estilos, produtos, combinações e até mesmo uma proximidade da cerveja com a gastronomia. O consumidor também descobriu as cervejas especiais”, comenta Cristiane.

A presidente da Abrabe lembra, ainda, um estudo encomendado pela associação para comprovar como esse novo perfil do consumidor veio, de fato, para reestruturar a indústria cervejeira.

“O ‘Estudo ABRABE: uma visão inédita do setor de bebidas’, encomendado pela associação à consultoria KPMG e apresentado em outubro de 2019, revelou que em 2017, por exemplo, foram lançadas 74 novas cervejas (de todos os tipos) no mercado”, aponta a presidente da Abrabe, para depois concluir.

“No mesmo período, outras 148 sofreram algum tipo de mudança, desde sabor até embalagem. Quanto às cervejas especiais, no total foram comercializados mais de 188 milhões de litros no país em 2018, quase quatro vezes mais do que em 2014. É uma tendência que veio para ficar”, finaliza Cristiane.

Em ritmo oposto ao da indústria, produção de bebidas alcoólicas cresce 4,8% em 2019

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A produção industrial de bebidas alcoólicas registrou expansão no país em 2019. Cresceu 4,8% na comparação com 2018, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e foi na contramão do registrado pela indústria nacional.

O resultado ratifica a série de elevações registradas nos últimos quatro meses do ano, incluindo dezembro, que apresentou aumento de 1,1% na comparação com o mesmo período de 2018. Números que asseguraram o bom desempenho do setor em 2019.

Leia também – Com queda em dezembro, cerveja fecha 2019 com inflação de quase 2%

O cenário é parecido com o observado na indústria de bebidas, que terminou 2019 com crescimento de 4% na sua produção, número que foi reforçado pela expansão de 5,2% em dezembro, na comparação com o mesmo mês de 2018.

Já a fabricação de bebidas não-alcoólicas teve crescimento de 3,2% em 2019, dado apoiado pela elevação de 10,6% no último mês do ano, segundo os dados do IBGE.

“Entre as dez atividades que apontaram ampliação na produção [em 2019], as principais influências no total da indústria foram registradas por produtos alimentícios (1,6%), veículos automotores, reboques e carrocerias (2,1%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,7%), produtos de metal (5,1%) e bebidas (4,0%)”, aponta o IBGE.

Indústria em baixa
Assim, sob qualquer perspectiva, o setor de bebidas teve cenário oposto ao da indústria brasileira. A produção nacional reduziu 1,1% em 2019 e também caiu 1,2% em dezembro, levando em consideração o mesmo período de 2018.

“Tiveram grande peso nesses resultados negativos os efeitos na indústria extrativa, em decorrência do rompimento da barragem de Brumadinho no início de 2019”, explica André Macedo, gerente da pesquisa.

“Das 24 atividades pesquisadas, 16 tiveram queda no ano. A produção industrial pode estar sendo impactada pelas incertezas no ambiente externo e também pela situação do mercado de trabalho no país que, embora tenha tido melhora, ainda afeta a demanda doméstica”, acrescenta o especialista do IBGE.

Taxas sobre cerveja disparam na Austrália e incomodam pequenos

O australiano que quiser tomar uma cerveja ao final do dia de trabalho vai sentir o sabor desagradável dos impostos no fundo do copo. Um mecanismo automático de aumento de taxas a cada seis meses elevou nesta segunda-feira os impostos sobre a cerveja para AUS$ 2,26 (equivalente a R$ 6,40) por litro de produto. O mecanismo está em vigência há 35 anos e impôs a 71ª alta de taxação inapelável.

Leia também – Reforma Tributária, o que esperar?

O consumidor australiano paga, segundo estudo divulgado pela Brewers Association of Australia, entidade que representa as cervejarias independentes do país, a quarta maior taxa dentre as principais economias mundiais. Cerca de 42% do valor gasto pela cerveja são destinados ao pagamento de taxas, o que a colocaria atrás apenas de Noruega, Japão e Finlândia.

Encomendado pela entidade, o estudo foi encabeçado pelo professor Kym Anderson, da Universidade de Adelaide, e compara a taxação da cerveja australiana com a de outros países da OCDE e da União Europeia.

Em comparação com a Alemanha, por exemplo, o imposto pago na Austrália é dezessete vezes maior, enquanto fica sete vezes acima das taxas dos Estados Unidos e quase o dobro do tributo incidente na Nova Zelândia (veja tabela abaixo).

Já no Brasil, o sistema tributário é complexo. O cálculo leva em conta impostos como IPI, PIS, Cofins, ICMS, ICMS-ST e o peso total das taxas ainda depende do estado de destino da venda, já que alíquotas e ICMS são estaduais e variam em cada unidade da federação. O porte da indústria também ajuda a determinar o montante dos tributos e, segundo estimativas, cada copo de cerveja pode chegar a ter 60% de seu valor correspondente a impostos.

A situação, assim como no Brasil, desagrada principalmente os produtores independentes e de pequeno porte. “Está chegando o ponto em que tomar uma cerveja com os amigos está saindo do alcance do australiano comum”, constata Brett Heffernan, CEO da Brewers Association of Australia.”

“De longe, o maior custo da nossas cervejas comuns não está nos ingredientes, no custo de produção, no marketing, nem no transporte ou no lucro… Está nas taxas impostas pelo governo”, acrescenta o executivo. “O imposto está fora de controle. Simplesmente congelar o sistema automático de aumentos vai nos travar em um patamar pouco razoável.”

Caso Backer: Investigações completam 1 mês e ainda não apresentam conclusões

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As investigações da Polícia Civil de Minas Gerais sobre a contaminação de cervejas da Backer completam 30 dias nessa semana e, até o momento, não apresentaram respostas conclusivas às principais questões do caso: como, por que e quando o mono e o dietilenoglicol foram parar dentro de dezenas de lotes produzidos pela cervejaria?

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A Polícia Civil entrou no caso após ser acionada pela Secretaria de Saúde do Estado de MG, quando se constatou que quatro pessoas haviam sido internadas com sintomas da síndrome nefroneural nos últimos dias de 2019. Logo na primeira semana de janeiro de 2020, os policiais começaram as investigações.

Dias depois, com as evidências de que a contaminação da cerveja Belorizontina seria o motivo da intoxicação, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) também foi acionado e passou a trabalhar nas investigações.

A polícia já ouviu 24 pessoas oficialmente e trabalha focada em apurar as questões criminais do caso, enquanto o Mapa investiga aspectos ligados à produção e aos processos da Backer.

Algumas questões foram esclarecidas, mas até agora nenhuma conclusão foi revelada. Segundo os laudos das perícias, a contaminação ocorreu dentro da fábrica da Backer, sendo descartada a possibilidade de que uma sabotagem pudesse ter ocorrido após a cerveja ter sido envasada – uma perícia nas garrafas não identificou nenhum sinal de violação.

Outra descoberta importante foi que a água usada no processo de produção (chamada água cervejeira) que estava nos tanques da Backer estava contaminada com mono e dietilenoglicol. Os peritos identificaram ainda contaminação em diferentes tanques e pontos de distribuição de água na cervejaria.

Tais informações mostram que a contaminação ocorreu em grande escala dentro da cervejaria, mas não explicam como aconteceu. Até o momento, pelo menos publicamente, tanto o Mapa quanto a polícia não descartam as hipóteses de sabotagem ou de erro de procedimento na manipulação das substâncias, seja da Backer ou de seu fornecedor de monoetilenoglicol.

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Há duas semanas, a Backer entregou à polícia um vídeo feito nas instalações da Imperquímica Comercial Ltda, em Contagem, fornecedora da cervejaria, que mostra uma suposta adulteração do monoetilenoglicol. Policiais e peritos foram até a empresa, que acabou sendo interditada por estar manipulando substâncias químicas sem ter alvará para isso.

Até o momento, a Secretaria de Saúde de Minas Gerais recebeu 30 notificações de vítimas da sindrome nefroneural. Somente quatro destes casos foram tecnicamente confirmados com intoxicação por dietilenoglicol. Das quatro vítimas que faleceram, por sua vez, três ainda não tiveram a intoxicação confirmada como causa da morte.

Na próxima quarta-feira, a Câmara Setorial da Cerveja se reunirá na cidade de Belo Horizonte para discutir o caso Backer e avaliar a proibição do uso de etilenoglicol nas cervejarias do país.

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Todas as cervejas produzidas pela Backer que estavam no varejo foram recolhidas. A empresa está interditada pela Anvisa e proibida de vender qualquer bebida de qualquer uma de suas marcas.