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Lava Jato pede prisão do presidente da Petrópolis; Grupo diz estar colaborando

A Lava Jato chegou ao setor cervejeiro. A 62ª fase da operação, deflagrada nesta quarta-feira, apura o suposto envolvimento de executivos do Grupo Petrópolis na lavagem de dinheiro desviado pela Odebrecht em contratos públicos da Petrobras.

O Ministério Público Federal do Paraná solicitou a prisão preventiva contra o presidente do Grupo Petrópolis, Walter Faria, e a prisão temporária de outros cinco executivos da empresa, suspeitos de envolvimento nas operações ilícitas.

Além das prisões, determinadas com base em delações de executivos da Odebrecht, serão cumpridos 33 mandatos de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais ligados às empresas do grupo nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Responsável por marcas como Itaipava, Petra e Ampolis, entre outras, o Grupo Petrópolis é suspeito de ter agido como intermediador em operações de lavagem de dinheiro da ordem de R$ 329 milhões entre 2006 e 2014 junto da Odebrecht, por meio de transferências entre contas de offshore.

O MP considera não terem “motivos econômicos aparentes” e que algumas operações são subfaturadas, como a ampliação de fábricas, a compra e venda de ações da empresa Electra Power Geração de Energia S/A, e contratos de compra, venda e aluguel de equipamentos.

Segundo os procuradores da Lava Jato, cerca de R$ 121 milhões foram destinados ao pagamento de propinas travestidas de doações eleitorais, e outros R$ 208 milhões teriam sido repassados em espécie para a Odebrescht.

O MP acrescenta, ainda, que a Petrópolis teria utilizado uma conta na Suíça para intermediar o repasse de mais de US$ 3 milhões em propina da Odebrecht a agentes públicos e políticos, relacionada a contratos dos navios-sonda da Petrobras.

Em 2017, Faria aderiu ao programa de regularização cambial, informando possuir mais de R$ 1,3 bilhão depositado em contas de empresas offshore. De acordo com o procurador da República Alexandre Jabur, “chama a atenção a expressiva quantidade de recursos lavados por Walter Faria e por executivos do grupo Petrópolis”.

Além disso, o fato de ainda manter recursos no exterior sem origem lícita comprovada e de realizar a regularização desse montante denotaria “a permanência na prática do crime de lavagem de dinheiro”.

Outro lado
Procurado pelo Guia, o Grupo Petrópolis afirmou em comunicado que seus executivos “já prestaram anteriormente todos os esclarecimentos sobre o assunto aos órgãos competentes”, e acrescentou que “sempre esteve e continua à disposição das autoridades para o esclarecimento dos fatos”.

Já a Odebrecht afirmou, também em nota, que os fatos narrados por ex-executivos da empresa “são fatos do passado”, e que hoje a empresa “usa as mais recomendadas normas de conformidade em seus processos internos e segue comprometida com uma atuação ética, íntegra e transparente”.

Educação cervejeira: O calendário de cursos das principais escolas no 2º semestre

Recente e em expansão, o mercado de cervejas artesanais tem alta demanda para ampliar o seu crescimento nos próximos anos, embora ainda esbarre na falta de uma cultura mais desenvolvida. Por isso, a educação cervejeira se tornou preponderante para potencializar a expansão do setor.

Leia também: O trabalho da UFSC para desenvolver o setor cervejeiro

A partir da educação cervejeira, o conhecimento sobre o setor – tanto em aspectos técnicos da produção como nas questões culturais – tende a se expandir e a ampliar os investimentos, algo que se transformará em crescimento. Pensando nisso e buscando ampliar esse debate, o Guia selecionou alguns cursos das principais escolas brasileiras para o segundo semestre . Confira e boas aulas!

Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM)

Cervejeiro Caseiro
Descrição: Neste curso você vai conhecer o processo de produção de cerveja e compreenderá desde as escolhas de insumos e equipamentos a elaboração da sua própria receita de cerveja.

  • Local: Ensino à distância
  • Início: 7 de agosto (4ª turma), 1º de outubro (5ª turma) e 20 de novembro (6ª turma)
  • Carga horária: 42 horas

Tecnologia cervejeira
Descrição: Este curso foi desenvolvido para atender de maneira completa e estruturada a cervejeiros caseiros que já possuem experiência avançada no processo produtivo ou profissionais do ramo cervejeiro que buscam formação de qualidade sobre insumos e processos, passando por qualidade sensorial e elaboração de receitas.

  • Local: Ensino à distância
  • Início: 21 de agosto (4ª turma), 9 de outubro (5ª turma) e 28 de novembro (6ª turma)
  • Carga horária: 75 horas

Sommelier de cervejas
Descrição: Aprenda a harmonizar cerveja e preparações por meio da exploração das características dos alimentos, conhecendo profundamente os estilos, ingredientes, processos de produção, história, degustação e análise sensorial de cerveja.

  • Local: Vitória
  • Início: 13 de setembro
  • Carga horária: 100 horas

Lúpulo
Descrição: Abordando desde as suas variedades, composição química, utilização na produção cervejeira até cálculos de amargor, o curso trará o embasamento que você busca para usufruir ao máximo deste ingrediente.

  • Local: Ensino à distância
  • Início: 17 de setembro
  • Carga horária: 18 horas, às terças-feiras, das 19h às 22h, até 22 de outubro

Sommelier de cervejas
Descrição: Aprenda a harmonizar cerveja e preparações por meio da exploração das características dos alimentos, conhecendo profundamente os estilos, ingredientes, processos de produção, história, degustação e análise sensorial de cerveja.

  • Local: Piracicaba
  • Início: 20 de setembro
  • Carga horária: 100 horas

Pós-graduação em tecnologia cervejeira
Descrição: Este curso visa fornecer o domínio de todo o processo produtivo de forma a otimizar e inovar na fabricação cervejeira.

  • Local: Blumenau
  • Início: 21 de setembro
  • Carga horária: 420 horas, aos sábados, das 8h até as 18h, até 24 de abril de 2021

Cervejeiro artesanal – Home Brewer
Descrição: Neste curso você vai conhecer profundamente o processo de produção de cerveja e compreenderá desde as escolhas de insumos e equipamentos a elaboração da sua própria receita de cerveja.

  • Local: Blumenau
  • Início: 21 de setembro
  • Carga horária: 80 horas, aos sábados, das 8h às 17h, até 21 de março de 2020

Pós-graduação em tecnologia cervejeira
Descrição: Este curso visa fornecer o domínio de todo o processo produtivo de forma a otimizar e inovar na fabricação cervejeira.

  • Local: Belo Horizonte
  • Início: 27 de setembro
  • Carga horária: 420 horas, às sextas, das 19h às 22h,  e aos sábados quinzenais, das 8h até as 18h, até 1º de maio de 2021

Instituto da Cerveja Brasil (ICB)

Sommelier de Cervejas
Descrição: Tem como objetivo capacitar o participante em temas variados relacionados ao universo cervejeiro para atuar como sommelier profissional nas mais diversas áreas.

Data de início, local e carga horária:

  • 3 de agosto, São Paulo, 100 horas
  • 10 de agosto, Chapecó, 84 horas
  • 17 de agosto, Bauru, 84 horas
  • 24 de agosto, Rio de Janeiro, 84 horas
  • 2 de setembro, São Paulo, 100 horas
  • 23 de setembro, São Paulo, 100 horas
  • 5 de outubro, Igrejinha, 84 horas

Serviço da Cerveja
Descrição: Executar corretamente o serviço de cervejas de diversos estilos e assegurar a qualidade do atendimento dos mais diversos estabelecimentos cervejeiros.

  • Data, local e carga horária: 3 e 4 de agosto, em Porto Alegre, 16 horas

Introdução ao Universo das Cervejas Especiais
Descrição: Tem como objetivo levar informações e curiosidades sobre este universo tão vasto de forma muito leve e descontraída e com muita degustação.

  • Data, local e carga horária: 5, 12 e 19 de agosto, São Paulo, 12 horas

Tecnologia cervejeira
Descrição: O curso Avançado de Tecnologia Cervejeira do ICB em parceria com a Universidade de Weihenstephan visa capacitar o participante em temas variados relacionados ao universo cervejeiro.

Data, local e carga horária:

  • 12 de outubro até 19 de janeiro, Goiânia, 124 horas
  • 19 de outubro até 19 de janeiro, São Paulo, 124 horas
  • 22 de outubro até 21 de janeiro, São Paulo, 124 horas
  • 1º de novembro até 16 de fevereiro, Rio de Janeiro, 124 horas

Sinnatrah Cervejaria Escola

Iniciante de produção de cerveja artesanal
Descrição: Aborda a história e os estilos de cerveja, ingredientes da cerveja (malte, lúpulo, levedura, água), equipamentos cervejeiros e modo de preparo completo de uma leva de 20 litros da bebida. São acompanhados em detalhes procedimentos fundamentais para a fabricação de uma cerveja de qualidade como sanitização de equipamentos, mostura, clarificação, filtração do mosto, fervura, dosagem de lúpulo, resfriamento do mosto, dosagem de levedura, fermentação, maturação, carbonatação e envase.

  • Local: São Paulo
  • Datas: Cursos de um dia em 3, 10 e 25 de agosto

Off-flavors – Análise Sensorial da Cerveja
Descrição: O Curso Off-flavors ensina a análise sensorial e identificação de off-flavors na cerveja, apontando suas causas e como evitá-los no produto final.

  • Local: São Paulo
  • Data: 4 de agosto

Curso de Produção de Kombucha
Descrição: O curso aborda o preparo, fermentação, equipamentos, controles de acidez e açúcar, sanitização, técnicas e cuidados com a carbonatação e a mistura com frutas para saborização.

  • Local: São Paulo
  • Data: 6 de agosto

Carbonatação de Cerveja Artesanal – Workshop
Descrição: Aborda detalhes sobre diferentes fontes de açúcar para carbonatação natural e demonstração prática de carbonatação forçada para serviços como chope e envase em garrafas, uso de beer gun e comparação com sistemas de envase por contrapressão.

  • Local: São Paulo
  • Data: 13 de agosto

Lúpulo: técnicas de utilização e cultivo
Descrição: Um dia inteiro de conhecimento voltado para os amantes de lúpulo, com noções do cultivo até as técnicas de lupulagem na produção de cervejas.

  • Local: São Paulo
  • Data: 17 de agosto

Workshop sobre Água Cervejeira: Modificação e Tratamento
Descrição: Este curso ensina quais são as características a serem observadas na água cervejeira, recomendações e cálculos para sua modificação de acordo com objetivos específicos, adição de sais e ajuste de PH em diversas etapas da fabricação do mosto cervejeiro.

  • Local: São Paulo
  • Data: 20 de agosto

Curso Intensivo de Manipulação de Leveduras e Boas Práticas de Fermentação
Descrição: Conheça sobre os diferentes tipos de cepas, técnicas como manuseio correto, propagação, coleta e reaproveitamento

  • Local: São Paulo
  • Data: 24 de agosto

Maltes: tipos e uso em receitas de cerveja
Descrição:Vai abordar os tipos de malte e a influência e contribuição de cada um no paladar e resultado final da cerveja, as diferenças na produção e fabricação e como utilizá-los de forma eficaz na montagem de receitas, tanto em proporções quanto em técnicas de infusões, além de rampas de mostura.

  • Local: São Paulo
  • Data: 28 de agosto

Caminhos para abrir sua cervejaria cigana
Descrição:Voltado para o empreendedorismo no mercado cervejeiro, o workshop é voltados aos cervejeiros que sonham em lançar os próprios rótulos. O conteúdo apresenta as diversas áreas do setor cervejeiro, com foco no modelo de produção cigano

  • Local: São Paulo
  • Data: 2 de novembro

Leia também: Fabricação, degustação, graduação em cerveja – Qual o curso ideal para você?

Onda de calor na Europa derruba resultados da Heineken

Segundo maior conglomerado cervejeiro do mundo, a Heineken culpou o verão extremamente quente na Europa e o aumento dos custos de embalagens por não ter alcançado os resultados esperados no primeiro semestre de 2019.

A companhia anunciou lucro de 1,78 bilhão de euros, o que significa um modesto crescimento de 0,3% no período. Por conta do resultado morno, as ações da companhia caíram 6%, sua maior queda nos últimos 8 anos na bolsa de Amsterdam.

Os resultados estão muito aquém dos 6,6% de crescimento previsto pelo mercado. E o segundo semestre promete ainda dar bastante dor de cabeça, com previsão de crescimento de “um dígito médio” (ou seja, por volta de 5%).

Leia também: Ambev aumenta volume de vendas e eleva lucro em 16% no 2º trimestre

“O clima em partes da Europa foi um pouco nojento, principalmente na Espanha, um grande mercado para nós”, avalia Jean-François van Boxmeer, presidente da companhia. De fato, a onda de calor é uma das mais fortes já registrada, com temperaturas acima de 41ºC em regiões da Espanha, França e Bélgica.

Além das cervejas, o problema com o clima mais quente do que o esperado foi sentido por outros mercados, como o de refrigerantes e sorvetes. “Quando se está a mais de 30 graus, as pessoas recorrem à água mineral, ao ar condicionado e ficam deitadas no sofá de casa”, opina Van Boxmeer.

O presidente da Heineken acrescenta à lista de circunstâncias para os resultados fracos a alta do preço do alumínio nesse ano em relação a 2018, o que encarece a cerveja em lata. “Acredito que o pico dos preços já ficou para trás”, aposta ele.

Emergentes
Para o segundo semestre do ano, a cervejaria deve, assim como a AB Inbev, focar seus esforços no aumento de preços e nas marcas premium, além de buscar otimizar sua atuação em mercados emergentes, onde seu crescimento é maior.

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No primeiro semestre, se as vendas da Heineken na Europa Ocidental caíram 1,5% em volume, na Ásia e Pacífico tiveram alta de 10,4% no volume e 16,3% no lucro, enquanto na África, Oriente Médio e Europa Oriental elas cresceram 7,1% e o lucro subiu 1,9%. No Brasil, por sua vez, o crescimento em volume e lucro foi na casa de dois dígitos.

No recorte por marca, as artesanais do portfólio da companhia cresceram um dígito baixo, enquanto as internacionais, como Heineken, Desperados, Sol e Tiger, cresceram um dígito alto, com destaque para o aumento das vendas da Amstel no Brasil, África do Sul, Rússia, Reino Unido e México.

Nenê define samba que homenageia presença da cerveja no cotidiano nacional

Buscando retornar ao Grupo Especial do Carnaval de São Paulo, a Nenê de Vila Matilde levará a cerveja para a avenida em 2020. E, no último sábado, uma das mais tradicionais escolas do carnaval paulista definiu o samba que homenageará a bebida mais querida entre os brasileiros.

Leia também: Nenê de Vila Matilde contará história da cerveja para ‘voltar ao seu devido lugar’

Assinada pelos compositores Adauto Alves, Dadô Poeta, China, Akash, Samuel Bussunda e Marcio Pessi, a música escolhida tem como enredo O Presente da Deusa e o Brinde da Águia, que homenageia a presença da cerveja no cotidiano do brasileiro.

Assim, depois de falar sobre a chegada da família real no século XIX e a consequente abertura dos portos que resultaria no “nascimento” da cerveja brasileira, o samba descreve as inúmeras ocasiões onde a bebida tem presença marcante, passando da boemia ao futebol.

A noite um violão
No barzinho uma canção
Na boemia a embalar
Embriagando corações
No grito de gol transborda alegria
Na praia é meu sol, verão e fantasias

A música também faz uma rápida referência à amplitude de perspectivas e sabores da bebida (“Misturas e sabores ganha novas cores”) e revela sua aposta para que a cerveja coloque a Nenê de Vila Matilde em seu devido lugar (“Seo Nenê hoje o brinde é pra você / Vamos renascer”).

A escolha do samba ocorreu no sábado, em evento que teve a quadra completamente lotada, além da presença da co-irmã Vai-Vai, da Batucada do Nego Véio e da posse do primeiro casal da escola, Everson Sena e Monalisa Bueno.

“Em uma noite mágica, singular, com a energia de um solo sagrado e consagrado por nossos ancestrais, tivemos a felicidade de ter um evento histórico. Obrigado a todos que contribuíram direta ou indiretamente para a realização desta final memorável. Parabéns à parceria campeã”, celebra Rinaldo Andrade, o Mantega, presidente da agremiação.

Escute aqui a música da Nenê. E confira, a seguir, a letra do samba campeão.

O Presente da Deusa e o Brinde da Águia

Dádiva do céu
Um brinde da deusa… um ritual
Ao sopro do vento, na areia do tempo
Grandes impérios conquistou
Misturas e sabores ganha novas cores
Encanta a realeza, sublime a pureza
Cruzou o mar com destino a nova Holanda
Expedição ou mera invasão
Um paraíso, pura ilusão

No meu Brasil veio a família real
Abriu os portos, alegria geral
Gostosa com sabor de quero mais
A cerveja virou paixão nacional

A noite um violão
No barzinho uma canção
Na boemia a embalar
Embriagando corações
No grito de gol transborda alegria
Na praia é meu sol, verão e fantasias

Inspiração nossa cerveja é edição especial
Seo Nenê hoje o brinde é pra você
Vamos renascer
A sua vila nunca vai morrer

Sou águia guerreira, sou samba
Verdadeiro reduto de bambas
O largo do peixe é minha raiz
Um brinde aos meus, aqui sou feliz

Planejamento e parcerias são alternativas para evitar desabastecimento de malte

Planejamento e realização de parcerias com fornecedores são ações necessárias para minimizar os efeitos do risco de escassez de cevada e, consequentemente, de malte, evitando o desabastecimento de uma cervejaria. Essa é a avaliação da Cooperativa Agrária Agroindustrial, especializada em grãos, para um problema que preocupa especialistas.

Recente estudo publicado no jornal Nature Plants mostrou que o aquecimento global pode afetar as principais regiões produtoras de cevada. De acordo com o trabalho, fenômenos como secas e ondas de calor poderiam diminuir colheitas e provocar aumento de preços.

Leia também: Estudo mostra que mudanças climáticas ameaçam produção de cevada

“O grande vetor que rege atualmente o mercado é a capacidade mundial de produção de malte, que não evoluiu nos últimos tempos com o crescimento da demanda. Desta forma, o planejamento de consumo e a consolidação de parceria com os fornecedores da cadeia é imprescindível. Contratos de longo prazo junto a fornecedores confiáveis podem ser uma ferramenta para minimizar algum risco de desabastecimento”, analisa Jeferson Caus, gerente comercial da Agrária.

O especialista, contudo, minimiza os efeitos do aquecimento global previstos pelo estudo divulgado pelo Nature Plants. Para ele, é possível até que a produção de cevada no hemisfério sul seja impulsionada pela elevação das temperaturas.

“Existem inúmeras teorias e modelos climáticos que apontam inclusive um benefício ao sistema de produção de cevada no hemisfério sul caso este eventual aquecimento ocorra ou esteja ocorrendo. Ou seja, neste momento, o aquecimento ou resfriamento do nosso planeta não é o principal driver da oferta e demanda de cevada e malte mundial”, diz Jeferson.

Nesse momento, portanto, a preocupação do especialista da Agrária está voltada mais para o risco de a demanda crescer mais do que a produção de cevada. Ainda assim, ele não vê isso como um cenário preocupante para o restante do ano e mesmo aos primeiros meses de 2020.

“Temos uma alta demanda, o que força a alta dos preços, porém ainda longe de um desabastecimento ou ruptura de estoques. Em um futuro próximo, 6 meses a 1 ano, penso que o cenário não se alterará muito”, comenta o gerente da Agrária.

Na sua avaliação, o cenário econômico brasileiro poderá ser determinante para que a produção de cevada aumente, evitando o risco de escassez no mercado. “Para os próximos anos, muito dependerá de como a economia brasileira se comportará. Temos um espaço enorme para desenvolver no Brasil, o potencial nacional é magnífico e atrativo, porém diretamente dependente das condições econômicas as quais estamos expostos”, conclui.

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Colaborativa da 3Cariocas, festival em Vitória: As novidades da semana

A semana contou com novidades interessantes, como o lançamento de um rótulo colaborativo entre a 3Cariocas e a Goose Island, que também prepara novidades para o IPA Day. E Vitória (ES) já vive a expectativa de receber mais um evento cervejeiro. Confira essas e outras novidades selecionadas pelo Guia.

3Cariocas e Goose
A Goose Island e a 3Cariocas lançaram uma cerveja colaborativa: a Cagarras Island. O rótulo homenageia o arquipélago de Cagarras, um dos principais cartões postais da capital carioca, o que serve como dupla referência: a Goose tem esse nome por causa de uma ilha de Chicago e a 3Cariocas lembra bairros do Rio nos seus rótulos. A Cagarras Island tem 4% de teor alcoólico e usa as frutas brasileiras cajá, cajá-manga e cambuci, além da baunilha do cerrado. É uma Sour com 9 IBUs. No rótulo, o ganso característico de Goose Island dá lugar para a fragata, o pássaro típico do arquipélago de Cagarra. O fundo azul remete ao mar, enquanto um relevo em branco mostra as ilhas. Lançada há uma semana, a cerveja chega neste domingo ao Rio, na 3Cariocas Taphouse. “Esse rótulo mostra um pouco da história das duas cervejarias. Enquanto a Goose Island volta ao passado para homenagear uma ilha novamente, a 3Cariocas mantém seu estilo, valorizando locais conhecidos do Rio de Janeiro. E nada melhor do que um estilo Sour, que combina muito bem com o calor da capital carioca”, afirma João Gabriel Reis, diretor da 3Cariocas.

Dia da IPA
Em outra novidade envolvendo a Goose Island, a marca aproveita a celebração do IPA Day, na próxima quinta-feira, para lançar a Fresh Hop IPA. Ela tem na sua receita lúpulos frescos, colhidos menos de 24 horas antes da fabricação da cerveja e cultivados em uma fazenda de Taguaí, cidade que fica a 326km distante de São Paulo. É do estilo Wet Hop IPA, com 5,5% de teor alcoólico e 40 IBUs, e o primeiro lançamento no Brasil em lata da Goose Island, também podendo ser consumida em chope – de 200ml, 450ml e 570ml – na Brewhouse da cervejaria. Além disso, para festejar o IPA Day, o local terá degustação da Midway Session IPA, da Goose IPA, da IPA Day Citra, da IPA Day Sabro e da Fresh Hop IPA, com muitas informações repassadas sobre os rótulos, na quarta e quinta-feira.

Agenda I: ExpoBrew
Vitória receberá nos dias 15 e 16 de agosto a ExpoBrew, que ocorrerá no Parque de Exposições Floriano Varejão, sendo realizado pela Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva). No Harmoniza Beer, espaço que integrará a ExpoBrew, 30 cervejarias artesanais estarão presentes, com rótulos na pressão e venda de garrafas – serão mais de 200 cervejas disponíveis. Uma feira de exposição de fornecedores do setor também está confirmada. Além disso, o evento ainda terá palestras técnicas.

Agenda II: Festival no Vale da Paraíba
A quarta edição do Festival da Cerveja Artesanal do Vale do Paraíba será realizada no Palácio Sunset, em São José dos Campos (SP), nos dias 9 e 10 de agosto. O evento reunirá cerca de 20 cervejarias, com os seus mais diversos rótulos. São elas: Browe, Campinas, Cão Loko, Complô, Dama Bier, Dilema, Fritz, George’s Seven Beer, Gilmour Beer, Jacarehy, Jybá, Leuven, Madalena, Marítima, Matuta, Musa, Sapucaí, Taubatexas, Three Lions e ZEV.

Cerveja artesanal: Uma experiência para a vida toda

O Hoegaarden Greenhouse, casa da tradicional marca belga é, ainda, um endereço relativamente novo no Largo da Batata, em São Paulo. A casa foi inaugurada há 3 meses no coração de Pinheiros, um dos bairros mais boêmios e que, nos últimos anos, se tornou o epicentro da cena cervejeira paulistana. Não é difícil “sacar” sua clientela logo nos primeiros minutos: jovens e adultos de classe média-alta paulistana, claramente habituados às cervejas artesanais, especiais e importadas e a todas as suas peculiaridades, como sabores, aromas, histórias e preço. Mas, na fria noite de 18 de julho, a sofisticada casa receberia visitantes ilustres: Marcela e Jean experimentariam pela primeira vez cervejas “diferentes”.

Marcela é assistente social e Jean, motorista. O casal de quarentões tem uma filha de 16 anos e mora no bairro da Penha, Zona Leste de São Paulo, a mais de 30km de distância do Largo da Batata. Eles não frequentam Pinheiros, mas reconhecem seu protagonismo na gastronomia e na cena etílica da cidade. Marcela se diz fascinada por gastronomia, enquanto Jean se classifica um grande curioso por lugares e experiências novas.

Como parte da programação de suas férias, contrataram, pelo site de reservas de hospedagens Airbnb, uma “experiência” que foge de seu cotidiano: um tour de degustação de cervejas acompanhado por um “expert premiado”. No caso, Luis Celso Junior, que tem um longo currículo de atividades ligadas à cerveja- é sommelier, jurado, professor do Instituto da Cerveja Brasil e autor do blog Bar do Celso.

A beleza da casa, delicadamente decorada com a temática “jardim”, com centenas de plantas em seu teto e paredes, ainda roubava a atenção do casal enquanto Celso expunha o roteiro, o funcionamento do tour e as opções de rótulos disponíveis: Witbier, IPA, Session IPA e Porter, todos devidamente descritos. Marcela e Jean hesitaram, deixando transparecer a angústia que acompanha as decisões difíceis. Marcela reconheceu: “Nunca tomei nenhuma dessas”. “Eu nem sou muito de beber, só conheço as ‘de mercado'”, completou Jean, devolvendo a responsabilidade da escolha para o especialista.

Enfim, escolhidas uma Witbier pela “facilidade” de se beber e uma Porter pela possibilidade do aroma de chocolate, o casal as experimentou, ouvindo atentamente às instruções e buscando as sensações sugeridas. Trocaram os copos, provaram – não sem estranhar o amargor – a IPA de seu guia. Assimilaram atentamente as explicações sobre a origem da cerveja e, ao terminar seus pints, saíram do bar entusiasmados para novas experiências.

Tratamento Vip

Jean experimenta uma RIS na Goose Island

Ao conceber a experiência cervejeira, Celso não mirava a situação da noite de 18 de julho, com apenas um casal com nenhuma experiência no universo das artesanais. A ideia inicial é que o tour, que passa por três bares do bairro (de uma lista de seis possibilidades), seja atraente para pessoas com um mínimo de contato com estilos cervejeiros.

Em um ano de atividades do tour, diz ele, a maior parte dos participantes foi de viajantes de outras cidades o Brasil e até estrangeiros – como argentinos e norte-americanos – , e os grupos maiores, com até oito pessoas. “Com um grupo maior, a dinâmica é diferente, o clima fica mais alegre, vira uma turma de amigos passeando juntos”, conta Celso. “Mas com poucos, assim, é bom porque dá para explicar com mais calma, dar mais atenção”.

Marcela e Jean, de fato, se aproveitaram do tratamento VIP. Depois de atravessar o Largo da Batata, a segunda parada foi na Goose Island Brewhouse, onde o grupo foi acomodado na sala que abriga barris de maturação de cervejas. Na lista de opções, mais desafios: rótulos com ervas, frutas e guardadas em barris para acompanhar a tábua de frios.

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“Eu nunca poderia imaginar que existisse tanta opção assim de cerveja”, diz Jean. “Para mim, só o vinho tinha tanta história e tanto detalhe”. Além da degustação, a visita à Goose Island teve uma incursão à fábrica e à câmara fria, onde Jean e Marcela acompanharam explicações sobre o processo de produção e conheceram os equipamentos e insumos.

Estilo de vida
Mais uma pequena caminhada no frio os levou até o bar da Brewdog. Além das sensações trazidas pela degustação de três rótulos lupulados, a casa, por si só, suscitou assuntos inéditos e curiosos para o casal: a história de uma marca escocesa cujas escolhas estéticas (como a decoração e a trilha sonora punk rock) e políticas são tão marcantes quanto seus produtos.

Lá, depois de quatro horas, teve fim a experiência cervejeira que marcaria para sempre a relação do casal com a cerveja. Marcela, que no início da noite respondia titubeante preferir Heineken “porque o pessoal fala que é a melhor”, se revelou uma grande fã de Witbier.

E Jean tomou consciência do tamanho do universo da cerveja, sua riqueza de estilos, histórias e sutilezas, materializados na estranheza da Russian Imperial Stout que provou, enquanto Celso deixou o bar visivelmente satisfeito por ter introduzido, com muita classe, a cerveja artesanal em suas vidas.

Ações da Ambev disparam, mas consultorias pregam cautela após balanço

A primeira sessão da Bolsa de Valores de São Paulo após a divulgação do balanço do segundo trimestre de 2019 pela Ambev foi marcante para a gigante multinacional do setor de bebidas. Afinal, suas ações chegaram a subir 9,80% durante o pregão e fecharam a quinta-feira com alta de 8,52%, em R$ 19,49.

A elevação expressiva das ações da Ambev tem relação direta com alguns dados positivos do balanço, que teve lucro líquido ajustado de R$ 2,712 bilhões no segundo trimestre de 2019, resultado 16,1% superior ao do segundo trimestre de 2018. Além disso, a Ambev apontou que a sua receita líquida foi de R$ 12,145 bilhões de abril até junho, elevação de 5,5% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O balanço ainda indicou aumento no volume de cervejas vendidas no Brasil no segundo trimestre de 2019, para 18,25 milhões de hectolitros, 2,9% a mais do que no mesmo período do ano passado. E a receita líquida de “Cerveja Brasil” foi de R$ 5,296 bilhões, um crescimento de 3,7% por hectolitro, para R$ 290,3.

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Parecem ter sido alguns desses dados que empolgaram o mercado e elevaram as ações, mas as análises de consultorias foram bem mais cautelosas. A corretora Coinvalores, por exemplo, avaliou que o balanço “reporta desempenho bem morno”. E retrata dificuldades enfrentadas pela empresa no Canadá, ao contrário dos resultados obtidos no Brasil e nas Américas do Sul e Central.

“A receita líquida aumentou 7,2% no 2T19, com acréscimo no volume de 0,8% e elevação na receita líquida por hectolitro de 6,3%. Esse desempenho reflete a melhora no Brasil com elevação de 7,8%, na América Central e Caribe com crescimento de 11,6% e na América Latina Sul, que aumentou 10,6%. Já o Canadá continua performando negativamente, apresentando queda de 1,2% no período”, avalia a corretora.

Já o BB Investimentos apontou o resultado como positivo e até surpreendente, o que também explica a alta expressiva das ações. “O aumento nos volumes e receita/hl no Brasil e em CAC surpreendeu positivamente, enquanto os resultados abaixo das nossas estimativas em LAS e no Canadá limitaram os aumentos adicionais na receita líquida. Assim, a receita total cresceu 6% a/a, atingindo R$ 12,2 bilhões, em linha com a estimativa do BB-BI e 2% maior que o consenso”, diz em relatório.

A análise, porém, lembra que a elevação do preço das commodities e do câmbio afetou os resultados da Ambev. “O EBITDA, por outro lado, foi negativamente impactado pelo câmbio e pelo aumento dos preços das commodities, e se manteve estável, atingindo R$ 4,7 bilhões (5% abaixo do BB-BIe e 5% acima do consenso)”, pontua.

Além disso, o BB Investimentos destaca que os números com a cerveja no Brasil superaram os da indústria. Assim, ele aponta crescimento da Ambev no segmento de cervejas premium, além da maior penetração dos seus rótulos nas regiões Norte e Nordeste.

“A unidade de Cerveja Brasil superou a indústria e apresentou um aumento de 3% a/a em volume pelo segundo trimestre consecutivo, ajudado pelas melhorias no segmento premium e pelas vendas de cervejas regionais nas regiões Norte e Nordeste. Como resultado, a receita foi de R$ 5,3 bilhões, um aumento de 7% a/a”, afirma o banco.

Desconfiança
Mas a crise econômica no Brasil e na Argentina pressiona a Ambev, na avaliação do relatório do BB Investimentos, o que dificultará o crescimento das vendas, assim como os custos elevados impedem a obtenção de margens maiores de lucros.

“Ainda vemos um cenário difícil para a empresa devido a (i) um potencial limitado para crescimento de vendas no curto prazo que é altamente dependente de um crescimento econômico no Brasil e na Argentina, e (ii) custos mais altos como resultado de preços de commodities e câmbio ainda pressionando margens no 2S19”, complementa o BB Investimentos.

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A avaliação sem qualquer euforia é repetida pelo banco suíço UBS, que destaca pontos contrastantes no balanço da Ambev. “Bom crescimento de volume, mas com contínua queda da lucratividade no Brasil”, diz em seu relatório, destacando a preferência pela aposta em outras gigantes do setor de bebidas no mundo. “Nós, do UBS, continuamos a preferir outras cervejarias globais sobre a Ambev”, avalia.

O BTG Pactual, por sua vez, apontou que a surpresa de parte do mercado com o balanço se deu por expectativas conservadoras. E aponta que o êxito do novo portfólio de rótulos será determinante para o futuro da marca, pois “testará a capacidade da Ambev de elevar a inovação e o gerenciamento de marca”.

Ambev aumenta volume de vendas e eleva lucro em 16% no 2º trimestre

A Ambev teve lucro líquido ajustado de R$ 2,712 bilhões no segundo trimestre de 2019. O resultado, apresentado no balanço divulgado nesta quinta-feira, é 16,1% superior ao do mesmo período de 2018, tendo sido  impulsionado principalmente por uma diminuição das despesas financeiras. O lucro líquido ajustado, por sua vez, foi de R$ 2,616 bilhões, uma alta de 16,8% na comparação anual.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado do período teve crescimento de 0,4%, para R$ 4,691 bilhões. E o crescimento orgânico, com a aplicação de taxas de câmbio constantes, foi de 0,3%, enquanto a margem Ebitda ajustado caiu de 40,6% para 38,6% no segundo trimestre de 2019.

A Ambev também reportou que a sua receita líquida foi de R$ 12,145 bilhões de abril até junho, elevação de 5,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. Já o resultado financeiro líquido apresenta perdas de R$ 567,4 milhões, 48,5% menor em relação ao segundo trimestre de 2018.

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O balanço da Ambev também traz os resultados consolidados do primeiro semestre de 2019. Nesse caso, houve crescimento de 10,9% no lucro líquido ajustado, para R$ 5,474 bilhões. O Ebitda foi de R$ 9,811 bilhões, elevação de 3,7% no comparativo, e a receita líquida subiu 7,1%, para R$ 24,785 bilhões.

Cervejas vendidas
O balanço da Ambev também indica o aumento no volume de cervejas vendidas no Brasil no segundo trimestre de 2019, para 18,25 milhões de hectolitros, 2,9% a mais do que o mesmo período do ano passado. A receita líquida de “Cerveja Brasil” foi de R$ 5,296 bilhões, um crescimento de 3,7% por hectolitro, para R$ 290,3.

O aumento do volume, porém, não evitou a queda do Ebitda da Cerveja Brasil no segundo trimestre – caiu 8,5%, para R$ 1,983 bilhão. Já a margem Ebitda contraiu 6,2%, para 37,5%. De acordo com a Ambev, isso se deu principalmente pelo aumento do custo do produto vendido, “que foi impactado pelo câmbio e por maiores preços de commodities, principalmente alumínio e cevada”.

No primeiro semestre, por sua vez, o volume de cerveja vendido no Brasil cresceu 7,2%, para 39,25 milhões de hectolitros. A receita líquida aumentou 11,2%, para R$ 11,429 bilhões, com R$ 291,2 por hectolitro, uma alta de 3,7%. Mas o Ebitda dos seis primeiros meses de Cerveja Brasil caiu 1,1%, para R$ 4,561 bilhões.

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Em outros comentários do seu balanço, a Ambev celebra o que classifica como resultados animadores no setor premium. “O segmento premium continua mostrando resultados animadores, com as marcas globais Budweiser, Stella Artois e Corona crescendo dois dígitos em conjunto no 2T19”, diz.

No segmento denominado core, o balanço exaltou duas ações realizadas com a Brahma. “A Brahma, nossa Lager clássica, continua passando por um forte momento, reforçado pelo reality show digital ‘O Próximo Número Um’, produzido em parceria com o Villa Mix. O programa foi o maior reality show digital já produzido no Brasil, alcançando mais de 157 milhões de visualizações”, explica. “A Brahma também realizou uma incrível execução na Copa América Brasil 2019 e uma campanha com a jogadora brasileira de futebol Marta”, acrescenta.

Já sobre a Skol, a Ambev lembra que o semestre foi marcado pela maior oferta de rótulos. “O trimestre da Skol foi marcado pelos empolgantes resultados da campanha da família Skol, que foram os melhores já alcançados por uma campanha digital da Skol, e o roll out nacional da Skol Puro Malte após o seu notável lançamento durante o Carnaval. A Skol Puro Malte está mostrando resultados encorajadores”, completa.

Balcão da Matisse: A cerveja em Rembrandt, o mestre da Acquaforte

Balcão da Matisse: A cerveja em Rembrandt, o mestre da Acquaforte

Em 2019 completa-se 350 anos da morte de Rembrandt Harmenszoon van Rijn. Mas o que esse grande artista tem a ver com cerveja, além de ter nascido na Holanda?

Rembrandt foi um pintor e gravador conhecido como um dos mais originais acquafortistas, técnica que ele utilizou para reproduzir e vender suas gravuras, como esta desenhada a partir de seu próprio reflexo no espelho, quando tinha apenas 24 anos.

Técnica que remonta ao início do século XVI, a Acquaforte usa uma chapa de metal revestida com cera, uma agulha para desenhar removendo a cera e um ácido para corroer o metal onde a cera foi removida. A área corroída retém tinta e, quando a chapa é colocada sobre o papel úmido, o desenho é transferido. Com isso Rembrandt foi o primeiro artista importante a vender suas obras para o público em geral.

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Mais do que pintor e gravurista, Rembrandt foi considerado um dos grandes profetas da civilização, pois sua obra despertava ideias sobre a forma de pensar a vida, como se ele trouxesse a problemática da vida para a arte, mostrando o indivíduo na sua integralidade e no seu contexto.

Rembrandt e Saskia na parábola do filho pródigo

Neste quadro em que retrata a si mesmo e sua esposa Saskia, a genialidade de Rembrandt nos mostra a vida em um momento pulsante de celebração, juntando-se a outros artistas holandeses do século XVII, como Pieter Claesz e Jan Jansz van de Velde, que também exibiam a cerveja em suas obras.

Conforme observou o socialista alemão Georg Simmel, a arte de Rembrandt retrata o indivíduo em sua relação com a experiência, evitando quebrá-la em partes e convidando a capturar o todo. A cerveja que aparece na cena não é, portando, um elemento separado, mas parte da celebração, algo que harmoniza com o momento e com todos os elementos da pintura.

Dessa forma não seria absurdo dizer que para Rembrandt a cerveja era, assim como é para nós, um item fundamental para os pequenos e grandes momentos de alegria, algo que se integra ao todo da celebração da vida.


Mario Jorge Lima é engenheiro químico e sócio-fundador da Cervejaria Matisse