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Antes do “Nenhum de Nós”, já havia cerveja na panela de Sady Homrich

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Em 1989, aos 25 anos, Sady Homrich viveu uma cena que hoje soa como roteiro. Já era baterista de uma banda conhecida em todo o país, mas seguia pegando ônibus para a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), onde tentava fechar as últimas cadeiras de Engenharia Química. Numa dessas viagens, “Astronauta de Mármore” saiu do radinho do cobrador. Tocava em FM, tocava em AM, tocava em toda parte. O “Nenhum de Nós” acabava de lançar o segundo disco, Cardume, e aquele jovem ruivo sentado no banco ainda tentava entender como acomodar, numa vida só, dois futuros que avançavam ao mesmo tempo.

“Eu tinha uma dicotomia, só que eram duas coisas de que eu gostava. Não queria largar a engenharia, porque a música era uma incerteza, mas também não queria deixar passar a oportunidade da música”, diz.

Por um tempo, não largou nenhuma das duas. Fazia faculdade, estágio numa fábrica de celulose e papel perto de Porto Alegre (RS), tocava à noite e guardava os dias de ensaio como quem guarda um compromisso inegociável. Atrasou-se em relação à turma original, mas insistiu até setembro de 1989, quando finalmente se formou. Àquela altura, como ele mesmo diz, a música já o havia abduzido.

Só que havia uma terceira história correndo por baixo, e ela vinha de cinco anos antes. Antes de “Astronauta de Mármore”, antes do primeiro disco, antes mesmo de existir “Nenhum de Nós”, o futuro baterista já colocava malte numa panela na cozinha da mãe.

O primeiro aroma

A cerveja chegou pela família antes de chegar pela química. E, antes da cerveja, chegou um cheiro. A lembrança mais antiga que Sady guarda com nitidez é a de correr para abrir a porta da casa dos avós, em Pelotas (RS), e dar de cara com o avô materno: charuto no canto da boca, uma sacola cheia de saquinhos de pipoca na mão e um apelido pronto para o neto ruivo. “Ah, Foguinho! O vô trouxe coisa boa pra vocês.” O cheiro daquele charuto nunca mais o deixou; e talvez explique boa parte do que veio depois.

Na mesma casa, a cerveja tinha hora marcada. Não era bebida de todo dia nem de todo fim de semana: aparecia nas festas, no Natal, no Ano Novo, precedida pelo antigo costume de guardar um engradado num galpão escuro à espera da data certa. A espera também fazia parte do sabor.

E vinha cercada de histórias. O tio-avô Ubaldo repassava o que havia aprendido com o próprio avô, Adolpho, sobre os irmãos que vieram da Alemanha e abriram uma cervejaria no interior, em Cachoeira do Sul (RS): a Rodolpho Homrich & Irmão. Daquele tempo restou um abridor personalizado, que o baterista mantém como relíquia, prova material de que a cerveja é assunto de família há mais de um século.

“Meu avô tinha algumas preferências. Ele sempre procurava uma cerveja legal para ter no Natal, no Ano Novo. Aquilo gerava assunto cervejeiro”, conta.

Quando começou a beber, aquela infância atenta a aromas virou método sem que ele percebesse. Notava que rótulos supostamente idênticos não eram idênticos: a mesma marca mudava de gosto conforme a fábrica que a produzia, e ele reconhecia a diferença entre cervejas feitas no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, em São Paulo ou no Rio de Janeiro. “Quando todo mundo achava tudo igual, eu notava diferença.”

Não havia treinamento sensorial, vocabulário técnico nem guia de estilos para organizar aquela percepção. Havia curiosidade e um nariz educado desde os saquinhos de pipoca.

A Engenharia Química deu método à curiosidade. Durante o curso, Sady estudou os processos industriais e visitou uma fábrica da Brahma numa época em que ainda era possível ver fermentação aberta. A cena deixou uma pergunta simples: se cerveja é um processo químico conhecido, por que não tentar reproduzi-lo em casa?

Em 1984, tentou. A distância entre aquela cozinha e o homebrewing de hoje cabe dentro de uma velha lata de banha. “Eu me lembro que a quantidade de água era dada em uma lata de banha. Uma lata de banha era de 18 litros.”

As receitas circulavam como receitas de família, atribuídas a um avô, a uma avó, a um colono vizinho que não tinha dinheiro para comprar cerveja e por isso aprendeu a fazer. Entravam malte moído, açúcar, fermento de pão, casca de quilaia e lúpulo quando havia. Os insumos vinham de agropecuárias ou de casas de artigos religiosos, que também produziam e vendiam para suas oferendas. Algumas garrafas estouravam. O lúpulo, quando aparecia, chegava velho, oxidado. Era o que existia.

Logo o estudante começou a interferir no processo. Em vez de recorrer ao caramelo para escurecer a cerveja ou puxar um tom avermelhado, passou a tostar mais o próprio malte e a observar o que acontecia no copo. “E assim começou a função”, resume. “Não tinha acesso à matéria-prima. Levedura, nem se fala. Era raríssimo. Ou tinha algum velho que tinha feito cerveja alguma vez, mas não se falava nisso.”

O movimento artesanal brasileiro ainda levaria anos para ganhar fornecedores, mercado e público. A banda chegaria antes.

Faculdade, contracultura e uma fita demo

O “Nenhum de Nós” nasceu em 1986, dois anos depois das primeiras panelas. Sady Homrich lembra a Porto Alegre da metade dos anos 1980 como parte de uma efervescência que passava pelo rock, mas não parava nele. Teatro, cinema e artes plásticas dividiam espaço com uma geração que acompanhava o que vinha de Brasília (DF), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ) enquanto tentava produzir alguma coisa própria no Sul. “A gente circulava vendo aquele mar de novidades que vinha recebendo.”

Os futuros integrantes se conheciam do colégio. Na formação inicial, Thedy Corrêa assumiu voz e baixo, Carlos Stein foi para a guitarra e Sady, para a bateria. Todos estudavam: Thedy cursava Engenharia Civil, Carlos, Arquitetura, e o baterista seguia na Engenharia Química. Entre estágios, aulas e shows, os dias de ensaio eram o que organizava a semana.

O primeiro Rock in Rio, em 1985, ajudou a mostrar que aquela nova geração de bandas podia ocupar espaços maiores. Ainda assim, o começo do “Nenhum de Nós” tinha pouco plano de carreira. “Não sabia se ia durar um show, dez shows, um ano, dez anos. Tudo foi acontecendo de acordo com a nossa vontade de fazer dar certo.”

Uma coisa, essa sim, estava decidida desde o início: queriam compor. “A gente achou que tinha alguma coisa para dizer, com a nossa ótica, nossa poesia, nossa música. Nunca quisemos ser uma banda de cover.”

Uma fita demo chegou às mãos de um empresário e, depois, a uma gravadora. “Camila, Camila”, canção sobre violência contra a mulher, abriu o caminho nacional. O segundo disco trouxe “Astronauta de Mármore” e devolveu à rotina universitária uma situação que poucos estudantes de Engenharia Química conhecem: atravessar a cidade para terminar o curso ouvindo a própria banda no rádio do ônibus.

A escolha profissional estava encaminhada. A formação científica, no entanto, não foi descartada, apenas mudou de endereço.”Como eu não pude exercer engenharia, já tinha começado a brincadeira de fazer cerveja. Depois de visitar fábrica e tudo mais, dediquei esse meu lado a estudar mais o processo cervejeiro, especialmente a parte sensorial.”

E foi na estrada que esse outro lado encontrou terreno para crescer.

O Brasil das turnês também era um mapa cervejeiro

Quando o “Nenhum de Nós” passou a viajar pelo país, o baterista acrescentou um hábito ao roteiro: sempre que havia brecha entre a passagem de som e o show, procurava as cervejarias da cidade.

Assim conheceu um Brasil cervejeiro que estava prestes a desaparecer. Viu a fábrica de Caçador, em Santa Catarina, que produzia a Xingu, então destinada apenas à exportação; a Serra Malte, em Getúlio Vargas (RS), que descreve como uma fábrica encantadora; a Bohemia, em Petrópolis (RJ); e cervejarias familiares de Corumbá (MS), Marília (SP) e Ponta Grossa (PR), muitas já absorvidas por grupos maiores, mas que preservavam algo de artesanal na escala e no jeito de trabalhar.

Eram visitas de quem queria entender, não para colecionar rótulos. A cerveja virou outra forma de conhecer os lugares para onde a música o levava.

Com a carreira consolidada e a gestão da banda mais azeitada, Homrich conseguiu reservar tempo para estudar de verdade. Vieram a sommelieria, o treinamento sensorial, os cursos técnicos, as consultorias, os concursos como jurado. Escreveu sobre cerveja na Folha de São Paulo, esteve por anos à frente do projeto Extra-Malte, em Porto Alegre, e participou de três temporadas do “Mestre Cervejeiro Eisenbahn”.

Reality show Mestre Cervejeiro da Eisenbahn teve apresentação de Titi Müller e os jurados Juliano Mendes, Bia Amorim e Sady Homrich (Crédito: Divulgação)

Não era uma segunda carreira surgindo do nada. Era, sim, aquela panela de 1984 ganhando repertório, método e ferramentas.

Com o tempo, a estrada ainda produziu uma inversão que ele gosta de contar. “Lá no início eu conhecia as cervejarias porque ia com a banda tocar na cidade. Hoje a gente também é convidado para tocar em aniversários e festas de cervejarias, muito pela minha presença.”

Não se trata de trocar grandes palcos por fábricas. A graça está no reencontro: um circuito que durante anos existiu nos bastidores das viagens do músico passou a fazer parte também das relações da banda. A cerveja deixou de ser apenas o que ele procurava entre um show e outro. Em certo momento, passou a estar do outro lado do convite.

Quando os dois lados de Sady Homrich finalmente se encontram

Por muito tempo, música e cerveja correram paralelas na vida do baterista. Aos poucos, começaram a ocupar a mesma mesa.

O primeiro encontro formal foi o Extra-Malte, realizado dentro de um instituto dedicado à arte e ao humanismo, em Porto Alegre. Uma vez por mês, três cervejas, três pequenas harmonizações e um bate-papo temático com alguém relevante do meio cervejeiro. Durante quase uma década, boa parte de quem pensava cerveja no Brasil passou por aquela sala.

Em 2018 veio a Degustação Acústica, e aí já não havia nenhuma necessidade de separar os dois lados. Ao lado de outro músico, Homrich toca e canta enquanto apresenta um estilo cervejeiro e conduz a degustação em pubs, bares de fábrica e festivais. As canções entram conforme o tema da noite; as curiosidades do estilo, entre uma e outra.

Foi organizando esses encontros que ele chegou a uma frase que explica o projeto e, no fundo, explica também o próprio Sady. “A música não é de quem faz, é de quem escuta. E a cerveja não é de quem faz, é de quem bebe.”

Para alguém acostumado tanto a criar quanto a julgar tecnicamente, há uma dose generosa de desapego nessa ideia. Uma música pode sair do estúdio carregada de intenção e ganhar outra vida no ouvido de quem escuta. Uma cerveja pode ser desenhada até o último detalhe da receita, mas a experiência só se completa nas mãos de quem abre a garrafa. “Entendendo isso”, ele diz, “muita coisa começa a ficar mais compreensível.”

Liberdade cervejeira

Quarenta anos de mudança nos dois mercados levaram o músico a um conceito próprio. Sady viu o consumidor brasileiro sair de um cenário concentrado em Lagers claras e geladas para conhecer cervejas de trigo, IPAs, Sours, fermentações espontâneas e uma variedade de estilos difícil de imaginar quando ele caçava lúpulo para as primeiras panelas. Viu também algumas novidades durarem e outras passarem depressa. “O cara está louco para provar, vai lá, prova uma vez, faz o seu post e depois dificilmente volta a tomar.”

Na música, reconhece o mesmo comportamento: tendências que se esgotam rápido, bandas que ficam presas a uma única canção. A comparação vem com naturalidade para quem viveu os dois lados e também serve para separar o gosto do negócio. “Quando é um hobby e tu é caseiro, ela é linda, espetacular. Tu pode fazer o que bem entender. No momento em que botou um CNPJ, tu tem uma empresa.”

Talvez por isso ele recuse o título de pioneiro do homebrew brasileiro, mesmo tendo começado em 1984. “Os pioneiros foram aqueles que pegaram seu hobby de cervejeiros e transformaram isso em negócio. Eu fui um daqueles que, naquele período, se preocupou em ter alguma coisa diferente.”

“Tem que ter as papilas e os ouvidos abertos”

Sady Homrich

O que ele reivindica é outra coisa, e vem com nome próprio: liberdade cervejeira. A definição é simples e cabe num gole em que qualquer um pode beber o que tiver vontade.

Ele usa guias de estilo para estudar e para julgar concursos. Não para decidir do que deve gostar. “Quando faço cerveja, não uso guia de estilo. E quando saio para beber também não fico usando.”

Homrich lembra de uma frase que circula entre cervejarias brasileiras e que já fez muita gente do meio torcer o nariz, segundo ele: beba menos, beba melhor. “O pessoal dava risada, mas é isso que tem que acontecer”, diz. Beber por volume ou por teor alcoólico não leva a lugar nenhum, para o baterista; um encontro em que se compartilha uma boa cerveja, com moderação, é outra história. Nas palavras dele, “um lubrificante social.”

A panela com fermento de pão virou estudo técnico, concursos e degustações. A banda que ensaiava entre aulas e estágios chega aos 40 anos. E aquele engenheiro químico que escolheu a bateria como profissão nunca precisou fechar de vez a outra porta. Depois de quatro décadas testando as duas coisas, ele resume tudo numa regra bem mais curta que qualquer guia de estilos. “Tem que ter as papilas e os ouvidos abertos”, aconselha Sady Homrich.

Você pagaria R$ 92 por uma caneca? Cerveja da Oktoberfest de Munique já custa 5 vezes mais que em 1985

Poucos produtos ficaram tão mais caros na Alemanha nas últimas quatro décadas quanto a cerveja da Oktoberfest de Munique. Neste ano, a caneca de 1 litro do maior festival popular do mundo custa em média €15,61 — cerca de R$ 92,70 pela cotação atual do euro —, valor que passa a valer já na abertura da edição deste sábado (19).

Segundo uma análise de Andreas Rees, economista-chefe do UniCredit na Alemanha, publicada pela emissora pública alemã Deutsche Welle (DW), com base em dados do escritório de estatística de Munique, o preço da caneca — batizada de Mass, a tradicional caneca de vidro com capacidade de 1 litro — subiu cerca de 400% desde 1985. É mais do que o triplo da inflação acumulada na Alemanha no mesmo período, de aproximadamente 120%.

Em 1985, a Mass custava 6,25 marcos alemães, equivalentes a €3,20 pela taxa fixa de conversão adotada quando o euro substituiu a moeda alemã — algo em torno de R$ 19,00 se convertidos pela cotação de hoje (sem qualquer correção pela inflação do período).

Confira o preço da caneca em cada uma das cervejarias da festa no site oficial.

O que explica o preço na Oktoberfest de Munique?

Oktoberfest alemã comemora 191 edições em 2026 (Crédito Apesar do preço alto da cerveja na Oktoberfest de Munique, correção do último ano foi uma das menores da série histórica: apenas 2,4% (Crédito: Divulgação / muenchen.de)
Oktoberfest alemã comemora 191 edições em 2026 (Crédito Apesar do preço alto da cerveja na Oktoberfest de Munique, correção do último ano foi uma das menores da série histórica: apenas 2,4% (Crédito: Divulgação / muenchen.de)

O dado mais chamativo da edição deste ano da Oktoberfest de Munique, porém, vai na contramão da série histórica: o reajuste foi um dos mais brandos já registrados. A alta de 2,4% em relação a 2025 ficou abaixo da inflação alemã prevista para o ano, perto de 3%, e é a menor variação em duas décadas.

“O preço da cerveja na Oktoberfest de Munique depende de uma combinação peculiar de safras, preços de energia, salários, custo das tendas, segurança e da disposição de milhões de visitantes em gastar generosamente”, disse Rees à DW.

Segundo o economista, o recuo no preço do lúpulo e a estabilização da cevada maltada — as duas principais matérias-primas da cerveja, além da água e do fermento — ajudam a explicar por que o reajuste deste ano ficou tão contido.

Uma festa que atrai milhões

A Oktoberfest não é apenas a maior festa de cerveja do mundo — é também um retrato vivo da tradição bávara, remontando a 1810. Já são 191 edições. O nome popular do evento, Wiesn, é uma abreviação no dialeto bávaro para Theresienwiese, o terreno em Munique batizado em homenagem à princesa-herdeira Therese von Sachsen-Hildburghausen. Este ano, entre 6 e 7 milhões de visitantes são esperados na cidade, que abre oficialmente a festa com a cerimônia em que o prefeito de Munique perfura o primeiro barril.

Diferente do que o nome dá a entender, a Oktoberfest tradicionalmente começa em setembro para aproveitar os últimos dias do verão antes da chegada do frio do outono no hemisfério norte.

Por trás da caneca, uma disputa por antitruste

Se o preço já é motivo de manchete, quem tem o direito de vender essa cerveja dentro dos portões da Oktoberfest também virou disputa jurídica — segundo reportagem do The Wall Street Journal republicada pela InvestNews. Há décadas, apenas seis cervejarias, todas sediadas em Munique e obrigadas a seguir uma lei de pureza que remonta a 1487 (usar apenas cevada, lúpulo e água extraída de um poço dentro dos limites da cidade), têm autorização para fornecer bebida ao festival. Até o príncipe Luitpold da Baviera, herdeiro da família que fundou a Oktoberfest em 1810, foi barrado nos anos 1980 e perdeu na Justiça, em 1990, uma ação alegando cartel e monopólio.

Agora é Steffen Marx, fundador da cervejaria Giesinger Bräu, quem tenta furar o bloqueio: ele já reuniu 21 mil das 35 mil assinaturas necessárias para forçar um referendo municipal que poderia abrir uma vaga para sua marca em 2027, depois de investir €12,4 milhões (cerca de R$ 73,7 milhões) para perfurar um poço próprio dentro das regras exigidas.

A disputa se estendeu este ano também à administração das tendas do festival — o restaurante Münchner Stubn processou a cidade depois de perder licitações para operar as maiores delas. O Tribunal Superior da Baviera (Bayerisches Oberstes Landesgericht, BayObLG), mais alta instância cível do estado, ouviu o caso em 11 de setembro e sinalizou ceticismo quanto ao argumento do dono do Münchner Stubn, Alexander Egger, de que a lei europeia de licitações públicas deveria valer para a disputa das tendas. Segundo o portal jurídico alemão LTO, o próprio tribunal afirmou que “uma decisão ainda não foi tomada” e marcou o veredito final para 16 de outubro.

Em junho, a mesma corte já havia rejeitado um pedido de liminar de Egger para suspender a alocação das tendas Paulaner e Schottenhamel antes da edição deste ano — mas só por falta de tempo até a abertura do festival, sem entrar no mérito da disputa sobre a lei de licitações.

Advogados especializados em concorrência na Alemanha discordam sobre se o arranjo configura de fato um cartel — um deles nota que o próprio estado da Baviera é dono de uma das seis cervejarias autorizadas. Para Marx, o dilema é outro: se a Giesinger conseguir entrar na Oktoberfest, corre o risco de perder justamente a identidade de marca rebelde que a tornou popular. “Talvez as pessoas deixem de gostar de nós”, disse ele.

“Vamos eleger as pessoas que regulam o nosso setor”, diz Márcio Maciel sobre a importância das eleições na indústria cervejeira

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Há pouco mais de 15 dias do 1º turno das Eleições 2026, a indústria cervejeira nacional entra em um momento decisivo. Ainda sem muitas das definições sobre a Reforma Tributária, a começar pelas alíquotas do novo Imposto Seletivo (IS), as urnas vão definir os representantes do executivo e do legislativo que vão ditar os rumos do país, da regulação do setor e do ambiente de negócios para toda a cadeia de bebidas. Não se trata apenas de escolher a representação, mas também de garantir a sustentabilidade e a competitividade de um segmento vital para a economia brasileira.

E o setor é grande. O Brasil é o terceiro maior produtor de cerveja do mundo, respondendo por 8% da produção global. São mais de 15 bilhões de litros anualmente, fabricados por 1.954 cervejarias em operação em 794 municípios, segundo o Anuário da Cerveja do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A cadeia cervejeira responde por cerca de 2% do PIB, gera 2,5 milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos e recolhe aproximadamente R$ 50 bilhões por ano em tributos. 

Pouco antes de encerrar seu ciclo à frente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), finalizado na sexta-feira (11), o então presidente-executivo Márcio Maciel conversou com o Guia da Cerveja para analisar esse cenário de incertezas e oportunidades. À frente da entidade desde janeiro de 2023, Maciel liderou uma fase de forte expansão e maturidade institucional: ampliou a base de associados, lançou o primeiro Relatório de Sustentabilidade do setor, acompanhou recordes históricos de produção nacional e trabalhou de perto nas complexas discussões da Reforma Tributária.

Com bagagem acumulada em relações institucionais e governamentais no ambiente corporativo e em entidades de classe, Maciel traz uma leitura afiada sobre a urgência do voto consciente e os pleitos prioritários das cervejarias, que vão da preservação da carga tributária ao incentivo aos pequenos produtores.

Qual o impacto que as eleições em geral, e em específico o pleito deste ano, podem ter no setor da cerveja?

O principal impacto para as Eleições 2026 é que vamos eleger os novos parlamentares e os chefes do executivo, que são as pessoas que regulam o nosso setor. E pelo setor de bebidas alcoólicas, em especial de cervejas, ser extremamente regulado, qualquer alteração é importante porque essas pessoas podem definir novas regulações, mudar a regulamentação, enfim, afetar de maneira estrutural o nosso trabalho.

Quais são os pleitos do setor para os candidatos nas Eleições 2026?

Nossos principais pleitos envolvem o tema da reforma tributária. O que a gente pede é para não ter aumento de carga para a indústria cervejeira, que a gente tenha definição das alíquotas e que as alíquotas respeitem a questão da diferenciação por teor alcoólico. Quanto mais álcool a bebida tem, mais imposto ela paga, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda. Também defendemos o tratamento diferenciado para pequenos produtores de bebidas de forma geral. A depender do volume de produção, que eles eles tenham um desconto no imposto seletivo.

Como o setor pode escolher melhores candidatos para se sentir representado?

Acho que a melhor forma de escolher os candidatos é conhecendo o histórico deles e saber quem de fato luta pela indústria nacional, pela geração de empregos — lembrando que a indústria cervejeira é uma usina de gerar empregos. E, óbvio, pessoas com histórico limpo e sério de trabalho. Acho que esse é o melhor drive para escolher os candidatos.

A vida política não acaba quando as eleições terminam. Como continuar monitorando os candidatos eleitos e suas propostas? Como continuar participando da vida pública?

Isso envolve muito a participação cívica de cada um. Mas, principalmente, quando a gente está falando em negócios, em empresas, é a participação ativa dentro de entidades de classe que representam o setor. Como, por exemplo, o Sindicerv. Então, Sindicerv, Abracerva, outras entidades também fazem esse trabalho.

Então, seria super importante estarem ativos na vivência associativa, fazerem parte de uma associação, para estarem sempre engajados. Porque no final das contas, quando a gente se une, mostra força, mostra coesão nos pedidos, nos pleitos que a gente apresenta para os governos, a gente acaba tendo uma maior chance de sucesso.

E acho que esse é o papel que cabe ao cidadão, não só ao consumidor de cerveja, mas a todo mundo. Estar atento ao que está sendo discutido, ver como isso afeta o seu dia a dia e ver se as decisões estão sendo tomadas são as melhores de fato para a gente gerar empregos, garantir o bem-estar da população e ter uma economia em um país cada vez mais sustentável.

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Preço da cerveja sobe 0,83% em agosto e ignora deflação do IPCA; produção industrial cresce

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Em agosto, o preço da cerveja subiu 0,83% nos supermercados, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) geral caiu -0,32%. A distância entre os dois indicadores — 1,15 ponto percentual — é a maior desde o pico registrado em outubro de 2023: a cerveja não andava tão descolada do resto da inflação há quase três anos. Essa é também a segunda alta seguida da bebida — em julho, o aumento já havia sido de 0,76%. Os números são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Já a produção industrial trilhou o caminho oposto ao da indústria em geral: a fabricação de bebidas alcoólicas — segmento em que a cerveja responde por quase 90% da produção — cresceu 6,8% em julho frente ao mesmo mês de 2025, enquanto o setor industrial como um todo recuou -0,5% no período.

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Inflação da cerveja

A cerveja foi uma ilha de alta num mês de preços em queda no carrinho de compras. Enquanto o grupo de Alimentação e Bebidas ficou mais barato (-0,34%) e o subgrupo de Alimentação no domicílio também recuou (-0,61%), a inflação da cerveja vendida nos supermercados seguiu na direção oposta, registrando alta de 0,83%.

Fora de casa, o comportamento do preço da cerveja se inverte: dessa vez a cerveja nadou a favor da corrente, e não contra ela. A cerveja consumida em bares e restaurantes subiu 0,59%, acompanhando a alta do subgrupo de Alimentação fora do domicílio, de 0,36%.

No acumulado do ano, a cerveja no domicílio já soma alta de 2,50%, e a consumida fora, de 3,21%.

O retrato fica mais claro no acumulado de 12 meses — um indicador mais estável, menos sujeito aos solavancos de um mês isolado. Nesse período, a cerveja no domicílio acumula alta de 5,46%, acima do teto da meta contínua de inflação do Banco Central (3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual — ou seja, um teto de 4,5%). Já a cerveja fora do domicílio, com 4,15% acumulados, ainda está dentro da banda, mas colada no limite superior.

Geral, grupo, subgrupo, item e subitemMensal (%)12 meses (%)
Índice geral-0,32%+4,22%
1. Alimentação e bebidas-0,34%+3,53%
11. Alimentação no domicílio-0,61%+2,80%
1114084. Cerveja+0,83%+5,46%
12. Alimentação fora do domicílio+0,36%+5,40%
1201048. Cerveja+0,59%+4,15%

Fonte: IBGE – IPCA (Agosto 2026)

Preço da cerveja nas áreas pesquisadas

Geograficamente, o preço da cerveja no domicílio subiu em 11 das 15 capitais pesquisadas pelo IBGE com dado disponível em agosto. As maiores altas foram em Curitiba (+2,60%), Goiânia (+1,49%) e Recife (+1,24%). As quedas ficaram concentradas em quatro capitais: Grande Vitória (-1,44%), Brasília (-0,72%), Belo Horizonte (-0,40%) e São Luís (-0,34%).

No acumulado de 12 meses, os preços subiram mais no Rio de Janeiro (+9,97%), Curitiba (+8,60%) e Goiânia (+8,51%). As menores altas acumuladas no período foram em Porto Alegre (+2,08%), Recife (+2,12%) e Belo Horizonte (+2,41%).

CapitalMensal (%)Acumulada 12 meses (%)
Aracaju (SE)+0,92%+6,28%
Belém (PA)+1,15%+7,74%
Belo Horizonte (MG)-0,40%+2,41%
Brasília (DF)-0,72%+4,02%
Campo Grande (MS)+1,23%+8,49%
Curitiba (PR)+2,60%+8,60%
Fortaleza (CE)+0,14%+4,01%
Goiânia (GO)+1,49%+8,51%
Grande Vitória (ES)-1,44%+3,94%
Porto Alegre (RS)+1,10%+2,08%
Recife (PE)+1,24%+2,12%
Rio Branco (AC)––
Rio de Janeiro (RJ)+1,15%+9,97%
Salvador (BA)+0,94%+2,88%
São Luís (MA)-0,34%+5,22%
São Paulo (SP)+0,60%+5,45%

Fonte: IBGE – IPCA (Dados de Agosto 2026 – Item: 1114084. Cerveja)

Produção industrial de julho

A fábrica de bebidas acelerou para 5% em julho — só que em duas velocidades diferentes. A produção de bebidas alcoólicas cresceu 6,8% frente a julho de 2025, mais que o dobro do ritmo das bebidas não alcoólicas, que subiram 3,3% no mesmo comparativo.

O quadro muda de figura quando se olha para trás. No acumulado dos últimos 12 meses, as bebidas alcoólicas ainda carregam uma queda de -1,3%. Já as não alcoólicas seguem no positivo, com alta acumulada de 1,4% no período: aceleram mais rápido no curto prazo, mas ainda não recuperaram todo o terreno perdido.

Grupos e classes industriaisVariação mensal (%)Variação 12 meses (%)
11.1 Fabricação de bebidas alcoólicas+6,8%-1,3%
11.2 Fabricação de bebidas não alcoólicas+3,3%+1,4%

Fonte: IBGE – Pesquisa Industrial Mensal (Dados de Julho 2026). Comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Produção industrial por estado

Regionalmente, o mapa da produção de bebidas ficou mais verde do que vermelho em julho: nove dos 13 estados com série calculada para essa atividade cresceram na comparação com julho de 2025.

Os destaques positivos do mês foram Mato Grosso (+18,2%), Minas Gerais (+15,5%) e Rio de Janeiro (+14,0%). Do lado oposto, as maiores quedas ficaram com Pará (-24,0%), Paraná (-5,3%) e Bahia (-3,1%).

Mas boa parte dos estados que se destacaram em julho ainda está de ressaca dos 12 meses anteriores. No acumulado do período, apenas quatro dos 13 estados seguem no positivo — Rio Grande do Sul (+12,0%), Minas Gerais (+7,6%), Amazonas (+4,8%) e Maranhão (+2,7%). Mato Grosso e Rio de Janeiro, que lideraram a alta de julho, estão entre os que ainda carregam saldo negativo nos últimos 12 meses — sinal de que a recuperação recente não foi suficiente para virar o jogo. No total, a produção nacional de bebidas está estável no acumulado de 12 meses (0,0%).

EstadoVariação interanual (%)Variação 12 meses (%)
Brasil+5,0%0,0%
Mato Grosso+18,2%-0,8%
Minas Gerais+15,5%+7,6%
Rio de Janeiro+14,0%-1,4%
Rio Grande do Sul+11,6%+12,0%
Ceará+5,5%-6,7%
São Paulo+5,4%-2,7%
Amazonas+3,3%+4,8%
Maranhão+2,3%+2,7%
Pernambuco+0,6%-1,4%
Goiás-1,9%-5,5%
Bahia-3,1%-5,0%
Paraná-5,3%-6,8%
Pará-24,0%-4,4%
Sem série calculadaEspírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina

Fonte: IBGE – Pesquisa Industrial Mensal (Dados de Julho 2026 – Atividade “3.11 Fabricação de bebidas”, nível Unidade da Federação)

Brahma libera cerveja grátis para torcedores do Flamengo

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A Brahma prometeu dar cerveja grátis para a torcida caso a Seleção Brasileira de Futebol conquistasse o Hexacampeonato na Copa do Mundo de 2026. Mas não foi dessa vez. Então, a marca repassou a ideia para os clubes nacionais. Em meados de agosto, disse que daria a produção extra para o primeiro dos 21 times da Sociedade Anônima Brahma (S.A.B.) que conquistasse cinco vitórias seguidas em qualquer competição ou amistoso. No domingo (13), o Flamengo alcançou o feito ao bater o Corinthians no Maracanã, no Rio de Janeiro.

E a partir das 12 horas desta segunda-feira (14), a Brahma começa a pagar a promessa via Zé Delivery. Serão distribuídos dois packs de Brahma 0,0% (24 latas de 350 ml) ou um pack de Brahma Chopp (12 latas de 350 ml) por CPF, e apenas para maiores de 18 anos.

Mas atenção: segundo o regulamento, a promoção só vale para quem já estava cadastrado na plataforma antes do início do último jogo e com o Flamengo como time do coração. Esses clientes vão receber um cupom para resgatar gratuitamente o prêmio e celebrar a conquista. 

O cupom poderá ser utilizado no prazo de até sete dias corridos contados da data de sua disponibilização na carteira do Zé Delivery. A promoção está sujeita à disponibilidade de estoque, à área de cobertura do Zé Delivery e às regras da plataforma.

Ao vencer o duelo, o Flamengo assegurou a liderança no campeonato nacional e marcou a primeira vitória do clube contra o Corinthians em 2026. Dos outros quatro triunfos necessários para cumprir a promessa, três foram pelo Brasileirão (Remo, Mirassol e Botafogo) e um em partida internacional contra o Independiente del Valle, conquistado na última quinta-feira (10). 

Cerca de 200 a 400 milhões de litros de Brahma

Caso a promoção fosse estendida para toda a torcida do Flamengo — lembrando que essa não é a regra da promoção, só uma hipótese —, a quantidade de cerveja necessária para cumprir a promessa seria gigantesca, variando entre cerca de 200 e 400 milhões de litros.

Segundo pesquisa divulgada pelo Datafolha em 1º de agosto deste ano, 22% da população brasileira se declara flamenguista. É a maior torcida do Brasil com ampla vantagem para o segundo lugar — o Corinthians, que fica com 14%.

Como o Brasil tem cerca de 214 milhões de habitantes, segundo os dados do IBGE de 1º de julho de 2026, isso significa que a torcida do Flamengo supera 47 milhões de pessoas.

Ou seja, se todos eles escolhessem os dois packs de Brahma 0,0% (8,4 litros no total), seria preciso distribuir algo perto de 396 milhões de litros. Isso é pouco mais do que a produção de todo o ano de 2025 da Bolívia (366 milhões), segundo o BarthHaas Report 2025/2026. Essa quantidade encheria cerca de 160 piscinas olímpicas de cerveja.

Se, por outro lado, todos pedissem o pacote de 12 latas de 350 ml (4,2 litros) de Brahma Chopp, a quantidade seria de quase 198 milhões de litros. Isso é mais do que toda a produção de cerveja do ano passado no Uruguai (170 milhões).

O que é a S.A.B.?

Após a Copa, a promoção da Brahma passou a fazer parte da Sociedade Anônima Brahma (S.A.B.), plataforma lançada em 2025 que permite que torcedores contribuam financeiramente para seus times no momento da compra de cerveja. A cada venda da marca Brahma, 10% do valor gasto em produtos no Zé Delivery é direcionado ao clube do cliente. 

Em apenas um ano de atuação, a iniciativa já impactou mais de 1 milhão de pessoas e gerou uma arrecadação superior a R$ 24 milhões destinada aos clubes participantes, segundo a Ambev.

Além disso, a Brahma incentiva escolhas equilibradas. Na S.A.B, a escolha por Brahma 0,0% dobra o incentivo financeiro direcionado ao clube parceiro.

Stannis, Três Santas e Salva repetem títulos de Cervejarias do Ano no Brasil Beer Cup 2026

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O Brasil Beer Cup 2026 mostrou que a qualidade nasce da repetição. E no melhor estilo. Três das cinco categorias do prêmio Cervejarias do Ano retornaram aos mesmos campeões de edições anteriores. Stannis (Jaraguá do Sul/SC) e Três Santas (Santa Teresa/ES) chegaram ao tricampeonato em Cervejaria de Médio Porte e Brewpub, respectivamente. Já a Salva Craft Beer (Bom Retiro do Sul/RS) se tornou bicampeã na Cervejaria de Grande Porte. Completam o pódio Cervejaria 048 (Florianópolis/SC) em Pequeno Porte e Mandica (Colombo/PR) como Cervejaria Cigana. A tradicional competição cervejeira hoje faz parte de um grupo de julgamentos simultâneos de bebidas e alimentos chamado Concursos Brasil Cup. Os resultados foram revelados no sábado (12) no Hotel Sesc Cacupé, em Florianópolis (SC).

A Stannis é o caso mais evidente dessa consolidação de premiados no Brasil Beer Cup 2026. Além de vencer pelo terceiro ano seguido, a cervejaria catarinense é disparada a mais premiada do concurso em número de medalhas: 54 ao todo (14 ouros, 18 pratas, 22 bronzes), um salto de quase 50% frente às 37 medalhas de 2025. Boa parte dessa força pode vir de casa: a Stannis divide Jaraguá do Sul (SC) com a Cervejaria Karsten, e as duas juntas somam 78 medalhas — mais de uma em cada seis distribuídas no país.

Já a Salva Craft Beer repetiu o pódio pelo segundo ano e também cresceu: a cervejaria quase dobrou sua safra de medalhas na comparação com o ano passado, de 22 em 2025 para 41 em 2026 (9 ouros, 16 pratas e 16 bronzes).

Quem também manteve o prêmio foi Jorge Braier, da Stannis, bicampeão do título de Cervejeiro do Ano. Já a Cervejeira do Ano trocou de nome: Deise Amarante Bonato, da Cervejaria Bonato (Curitiba/PR), foi a vencedora. Seu nome foi anunciado em retificação feita nas redes sociais do concurso nesta segunda-feira (14). Num primeiro momento, a competição havia concedido o prêmio a Naiara Thais Simões Rocha Bevian, da Zehn Bier Cervejaria (Brusque/SC).

Toda essa disputa por Cervejaria e Cervejeiro(a) do Ano segue um critério fixo: ouro vale 10 pontos, prata vale 6, bronze vale 3, e uma vitória de Best of Show soma mais 10 pontos. É essa conta — e não o total bruto de medalhas — que decide quem leva os títulos mais disputados da noite.

Best of Show: 11 cervejarias diferentes

Se a disputa por Cervejaria do Ano mostrou consolidação, o Best of Show foi o espaço em que outras cervejarias apareceram. O concurso elegeu, em 2026, os “melhores da categoria” em 11 grupos de estilos — um a mais que em 2025. Isso por conta da estreia da categoria Non-Alcohol Malt Beverage, vencida pela ÜBrew com a receita Übrew Fruit Beer.

Das 11 categorias, quatro vitórias vieram de cervejarias que já apareciam entre as mais premiadas do concurso: a Cervejaria Três Santas (Beer with Adjunct, com a receita Nina), a Cervejaria Karsten (Catharina Sour, com Cupuaçu com Coco), a Cervejaria Lobos (Hybrid Beer, com Lobos Fcking Wild) e a Cervejaria 048 (Sour Beer, com Sour Coco e Cupuaçu) — cervejarias que combinaram quantidade e qualidade, com muitas medalhas e ainda a melhor amostra da categoria.

Nem Stannis nem Salva, as duas líderes em número de medalhas, venceram um Best of Show: o prêmio de “melhor da categoria” ficou espalhado entre outras sete cervejarias, sinal de que uma amostra específica pode brilhar mesmo fora do topo geral.

Os números do Brasil Beer Cup 2026

Ao todo, foram 486 medalhas distribuídas entre 178 estilos avaliados — 158 de ouro, 166 de prata e 162 de bronze —, com 112 cervejarias diferentes subindo ao pódio em pelo menos uma categoria. Sete países tiveram cervejas premiadas: Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, Argentina, Costa Rica e México, ainda que a esmagadora maioria das medalhas (449 das 486) tenha ficado com rótulos brasileiros. A presença internacional, aliás, ficou ainda mais concentrada do que em 2025: no Top 50 de cervejarias, só o Chile aparece como país estrangeiro este ano, enquanto na edição passada a Argentina também tinha representantes.

Santa Catarina segue como o estado mais premiado do país, com 163 medalhas — praticamente um terço do total —, seguido por Rio Grande do Sul (91), Paraná (69), Minas Gerais (40), Espírito Santo (35) e São Paulo (31). Jaraguá do Sul (SC) é a cidade com mais medalhas do concurso, puxada exatamente pela dupla Stannis e Karsten.

As listas de Best Of Show e Cervejarias do Ano, bem como os números completos — por estado, cidade e o ranking geral de medalhas — estão reunidos no infográfico abaixo. Já o resultado completo dos Concursos Brasil Cup você encontra aqui.

Top 50 Cervejarias

  1. Água do Monge (Guarapuava/PR)
  2. Ambev (São Paulo/SP)
  3. Barnia Cervejaria (Bragança Paulista/SP)
  4. Bierbaum (Treze Tílias/SC)
  5. Caatinga Rocks (Murici/AL)
  6. Casa do Malte (Concórdia/SC)
  7. Cervecería Kross (Curacaví, Chile)
  8. Cervecería LOA (Santiago, Chile)
  9. Cervejaria 048 (Florianópolis/SC)
  10. Cervejaria Ahtrio (Jundiaí/SP)
  11. Cervejaria Brux Beer (São José dos Pinhais/PR)
  12. Cervejaria Cherokee (Jaraguá do Sul/SC)
  13. Cervejaria Divino Malte (Umuarama/PR)
  14. Cervejaria do Funil (Curitiba/PR)
  15. Cervejaria do Funil (Lavras/MG)
  16. Cervejaria Edelbrau (Nova Petrópolis/RS)
  17. Cervejaria Fürst (Formiga/MG)
  18. Cervejaria Imigração 1824 (Campo Bom/RS)
  19. Cervejaria Karsten (Jaraguá do Sul/SC)
  20. Cervejaria La Birra (Caxias do Sul/RS)
  21. Cervejaria Lobos (Curitiba/PR)
  22. Cervejaria Musaranho (Rio do Sul/SC)
  23. Cervejaria Pomerânia (Pomerode/SC)
  24. Cervejaria Providência (Cascavel/PR)
  25. Cervejaria Sarau (Videira/SC)
  26. Cervejaria Tendel (Joaçaba/SC)
  27. Cervejaria Três Santas (Santa Teresa/ES)
  28. Cervejaria Turatti (Fortaleza/CE)
  29. Cervejaria Unika (Rancho Queimado/SC)
  30. Cervejaria Vemaguet 67 (Campos do Jordão/SP)
  31. Cerveza Tubinger (Pirque, Chile)
  32. Cosvesi (Hortolândia/SP)
  33. Estrella Galicia (São Paulo/SP)
  34. Eureka BrewLab (Santiago, Chile)
  35. Golden Mist (Cambé/PR)
  36. Hank Bier (Guarapuava/PR)
  37. Hermosa Beer Company (Santa Cruz do Sul/RS)
  38. Irmandade Cervejaria Artesanal (Guarapuava/PR)
  39. Lassberg (Itapiranga/SC)
  40. Lodz Cervejaria (Brusque/SC)
  41. MAGBEER (Betim/MG)
  42. Mandica (Colombo/PR)
  43. Mills Brewery (Belo Horizonte/MG)
  44. Minas Bier (Viçosa/MG)
  45. Monka Cervejaria (Belo Horizonte/MG)
  46. Salva Craft Beer (Bom Retiro do Sul/RS)
  47. Stannis Cervejaria (Jaraguá do Sul/SC)
  48. Três Torres Cervejaria (João Neiva/ES)
  49. ÜBrew (RS)
  50. Zehn Bier Cervejaria (Brusque/SC)

Infográfico

BRASIL BEER CUP
Panorama geral
O tamanho da premiação
Todos os números são referentes apenas às amostras premiadas do Brasil Beer Cup 2026 (medalhas, Best of Show, Top 50 e Cervejaria/Cervejeiro do Ano).
486
medalhas distribuídas
158 ouro · 166 prata · 162 bronze
178
estilos premiados
144 com pódio completo
112
cervejarias premiadas
+ 11 vencedoras de Best of Show
7
países entre os premiados
Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, Argentina, Costa Rica, México
Distribuição
Ouro, prata e bronze — um pódio equilibrado
As 486 medalhas ficaram quase igualmente divididas entre as três categorias.
1º
158
Ouro
32,5% do total
2º
166
Prata
34,2% do total
3º
162
Bronze
33,3% do total
Para quem compete
Os estados que mais venceram
Medalhas por estilo conquistadas por cervejarias brasileiras, somadas por UF.
Santa Catarina
163
57 ouro·59 prata·47 bronze
Rio Grande do Sul
91
27 ouro·34 prata·30 bronze
Paraná
69
21 ouro·24 prata·24 bronze
Minas Gerais
40
13 ouro·14 prata·13 bronze
Espírito Santo
35
8 ouro·14 prata·13 bronze
São Paulo
31
10 ouro·8 prata·13 bronze
Ouro
Prata
Bronze
Também premiados: Ceará e Rio de Janeiro (8 cada) e Alagoas (4).
As cidades campeãs
1º
Jaraguá do Sul
Santa Catarina
78
medalhas
2º
Bom Retiro do Sul
Rio Grande do Sul
41
medalhas
3º
Santa Teresa
Espírito Santo
25
medalhas
4º
Guarapuava
Paraná
23
medalhas
5º
Campo Bom / Curitiba
RS / PR (empate)
20
medalhas
Para quem bebe
Cervejaria e Cervejeiro(a) do Ano 2026
Os grandes vencedores da noite, por porte e categoria.
Grande porte
Cervejaria do Ano · 2º ano seguido
Salva Craft Beer
Bom Retiro do Sul / RS
Médio porte
Cervejaria do Ano · 3º ano seguido
Stannis Cervejaria
Jaraguá do Sul / SC
Pequeno porte
Cervejaria do Ano
Cervejaria 048
Florianópolis / SC
Brewpub
Brewpub do Ano · 3º ano seguido
Cervejaria Três Santas
Santa Teresa / ES
Cigana
Cervejaria Cigana do Ano
Mandica
Colombo / PR
Pessoas
Cervejeira & Cervejeiro do Ano
Naiara Bevian (Zehnbier) & Jorge Braier (Stannis)
Brusque/SC & Jaraguá do Sul/SC
Best of Show — a melhor de cada categoria
11 categorias (uma a mais que 2025). Nenhuma cervejaria repete: são 11 vencedoras diferentes.
Ale Beer
Colorado Indica
Ambev
Beer Aged in Wood
Yona Barleywine
Cervejaria Cherokee
Beer with Adjunct
Nina
Cervejaria Três Santas
Brazilian Beer
Alagoas Funky Wild
Caatinga Rocks
Catharina Sour
Cupuaçu com Coco
Cervejaria Karsten
Hopped Beer
Solaris
MAGBEER
Hybrid Beer
Lobos Fcking Wild
Cervejaria Lobos
Innovation
Placebo Gose Maracujá
Eureka BrewLab
Lager Beer
Summer Splash
Hermosa Beer Company
Categoria nova
Non-Alcohol Malt Beverage
Übrew Fruit Beer
ÜBrew
Sour Beer
Sour Coco e Cupuaçu
Cervejaria 048
Para quem compete
Ranking: as mais premiadas do BBC 2026
1. Stannis Cervejaria
54
14 ouro·18 prata·22 bronze
2. Salva Craft Beer
41
9 ouro·16 prata·16 bronze
3. Cervejaria Três Santas
24
6 ouro·10 prata·8 bronze
4. Cervejaria Karsten
18
8 ouro·5 prata·5 bronze
5. Cervejaria Imigração 1824
17
6 ouro·7 prata·4 bronze
6. Cervejaria 048
14
8 ouro·6 prata·0 bronze
7. Cervejaria Unika
12
5 ouro·4 prata·3 bronze
8. Cervejaria Lobos
11
6 ouro·3 prata·2 bronze
9. Cervejaria La Birra
10
3 ouro·4 prata·3 bronze
10. Hank Bier
10
1 ouro·6 prata·3 bronze
Ouro
Prata
Bronze
Coluna da direita: total de medalhas somadas (ouro+prata+bronze)

Nano, micro ou mega cervejaria? A lei não faz distinção de tamanho

Existe uma percepção bastante difundida pelo público em geral, e que precisa ser corrigida, de que cervejarias menores estariam sujeitas a uma regulamentação diferente ou mais branda do que a das grandes indústrias. A ideia parece intuitiva: por que uma cervejaria que produz mil litros por mês teria que cumprir as mesmas exigências de uma planta que produz 1 milhão de litros por dia? A resposta da lei é simples e direta: porque é isso que ela determina.

A Instrução Normativa nº 72/2018 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) é a norma que regula o registro das cervejarias no Brasil. Para ela, não existe nanocervejaria. Não existe microcervejaria para fins regulatórios. Existe apenas “cervejaria”. E toda cervejaria, independentemente do volume que produz, deve cumprir os mesmos requisitos estruturais, documentais e sanitários para funcionar legalmente.

Isso significa que uma pequena cervejaria de bairro, com um único fermentador e dois funcionários, precisa registrar o estabelecimento no Mapa, cumprir as exigências de instalações físicas, registrar cada produto que vai comercializar e fazer a declaração anual de produção, da mesma forma que uma grande indústria. O porte influencia a capacidade de cumprir essas obrigações. Não muda a obrigação em si.

Vale mencionar que a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), principal entidade representativa do setor, define em seu Estatuto Social conceitos como microcervejaria, brewpub e microcervejaria cigana, com base no volume anual produzido e na composição societária. São definições úteis, que organizam a representação do setor e facilitam o trabalho associativo. Mas têm validade institucional, não regulatória. O Mapa não as reconhece para fins de fiscalização ou registro.

Cervejaria e cerveja artesanal

O segundo ponto que merece atenção é o uso do termo “cerveja artesanal”. O mercado usa essa expressão com naturalidade para se referir às cervejas produzidas por microcervejarias independentes, em contraponto às grandes indústrias. Não há problema algum nisso no campo do discurso, da identidade de marca ou da comunicação informal. O problema surge quando o termo aparece no rótulo.

O próprio site do Mapa é claro: não existe regulamentação específica que autorize bebidas a utilizarem o termo “artesanal” nos rótulos, nem seus correlatos, como “especial”, “gourmet” ou “caseiro”. A única exceção vigente, criada pelo Decreto nº 10.026/2019, refere-se a polpas e sucos de frutas produzidos em estabelecimentos familiares rurais, dentro de limites de volume bem definidos. Cerveja não está nessa lista.

O risco não é apenas teórico. O Mapa já lavrou autos de infração contra cervejarias que utilizavam o termo “artesanal” nos rótulos. A fundamentação é a de que o uso do termo pode induzir o consumidor a acreditar que o produto foi fabricado fora dos padrões regulatórios, quando na verdade toda cerveja comercializada no Brasil, independentemente do porte de quem a produz, passa por um processo de produção industrial registrado e fiscalizado pelo próprio MAPA.

A confusão tem raiz histórica. O mercado brasileiro importou o conceito de craft beer e traduziu livremente para “artesanal”, sem que essa denominação jamais tivesse encontrado respaldo na legislação nacional. O termo pegou, ganhou identidade e virou sinônimo de qualidade e independência. Mas a lei não acompanhou esse movimento, e até hoje não existe marco regulatório que reconheça a denominação para fins de rotulagem de cerveja.

Tamanho não é documento

O caminho é simples, ainda que não seja fácil de aceitar para quem está começando no setor. Não existe regime simplificado por porte: todas as cervejarias devem cumprir as mesmas exigências e isso é o que garante que o produto chega ao consumidor com segurança e rastreabilidade. Quanto ao rótulo, “cerveja artesanal” pode ser o coração da identidade de marca, mas não pode estar estampado ali. A construção de marca tem outros caminhos: independência, origem, ingredientes, processo, história. Cada um deles comunica muito mais do que uma palavra que a lei não reconhece.


André Lopes é advogado, sócio do escritório Lopes Verdi Advogados e criador do Advogado Cervejeiro.


* Este é um texto de opinião. As ideias e informações nele contidas são de responsabilidade do colunista ou articulista e não refletem necessariamente o ponto de vista do Guia da Cerveja.

Menu Degustação: Conexão Cerveja Brasil une etapas Norte e Nordeste na Bahia

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A Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) promove, entre 16 e 20 de setembro, em Feira de Santana (BA), a etapa Norte e Nordeste do Conexão Cerveja Brasil 2026, roadshow que reúne concurso cervejeiro, congresso técnico, premiação e festival para aproximar os diferentes elos da cadeia produtiva. A edição, com apoio do Sebrae-BA e do Centro das Indústrias do Estado da Bahia (Cieb), une pela primeira vez as regiões Norte e Nordeste em uma única etapa da 6ª Copa Cerveja Brasil.

“O Conexão Cerveja Brasil é resultado de um grande esforço da Abracerva para fortalecer o mercado cervejeiro em todas as regiões do país, promovendo intercâmbio técnico, valorização da produção regional e aproximação entre os diferentes elos da cadeia produtiva”, afirma Gilberto Tarantino, presidente da Abracerva.

Dentro do Conexão Cerveja Brasil

Dentro do Conexão Cerveja Brasil há vários eventos diferentes. Os julgamentos da etapa Norte-Nordeste da 6ª Copa Cerveja Brasil acontecem na quarta-feira e na quinta-feira (16 e 17), avaliando as cervejas inscritas por critérios técnicos e sensoriais; as medalhistas avançam para a etapa final da competição, ao lado das classificadas das demais regiões do país. Em 2025, o concurso recebeu 1.099 rótulos de 157 cervejarias, distribuídas em 21 estados e no Distrito Federal, e distribuiu 332 medalhas ao longo de cinco etapas regionais e uma final. A premiação da etapa Norte-Nordeste ocorre em 19 de setembro, durante a abertura do Bahia a Dentro: Festival de Cerveja do Interior da Bahia, que segue até 20 de setembro.

Na sexta-feira (18), ainda dentro do Conexão Cerveja Brasil, o Congresso Cerveja Brasil reúne profissionais do setor no Boulevard Shopping, em Feira de Santana, das 13h30 às 19h, com palestras sobre temas como interiorização geográfica da produção artesanal, fortificação de cervejas e bebidas, embalagens metálicas e homebrew. “O objetivo da Abracerva com o congresso é trazer os temas mais atuais e relevantes, reunindo profissionais gabaritados gratuitamente”, explica a diretora de eventos da entidade, Juliana Behr. Depois de Feira de Santana, o Conexão Cerveja Brasil segue para São Paulo (SP), que recebe a etapa Sul-Sudeste, com inscrições abertas até 9 de outubro.

Confira também neste Menu Degustação:

Tarantino Cervejaria festeja 8 anos com festa e IPA exclusiva

A Tarantino Cervejaria celebra seu oitavo aniversário com festa aberta ao público em sua fábrica, no bairro do Limão, em São Paulo (SP), em 19 de setembro, com entrada gratuita e sem necessidade de retirada de ingressos. A programação reúne shows do Quarteto São Jorge, Corrosivo 420 e Maga Rude, sets dos DJs Ju Salty, Nat Jako, Vitor Costa e Luiz Louiz e opções gastronômicas do Cinquentão, da Via Taglio e da High Creams. O destaque é o lançamento oficial da IPA Ano 8, West Coast IPA de edição limitada com dry hopping de Mosaic e Cashmere e hop-stand de Idaho Gem e Idaho 7, rótulo com arte do artista Ciro Schu.

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drink technology Brasil chega em 2027

A NürnbergMesse Brasil e a alemã Yontex lançaram oficialmente, na quinta-feira (10), em São Paulo, a drink technology Brasil (dtB), primeira edição sul-americana da feira internacional voltada à cadeia de produção de bebidas, batizada no exterior de drinktec. O evento ocorrerá entre 21 e 23 de setembro de 2027, no Distrito Anhembi, com expectativa de reunir mais de 150 expositores de dez países e programação voltada a temas como embalagens sustentáveis e bebidas funcionais e de baixa caloria.

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Garrett Oliver confirmado no Mondial de la Bière

Mestre cervejeiro da Brooklyn Brewery e uma das principais referências internacionais em cerveja artesanal, Garrett Oliver participará da 14ª edição do Mondial de la Bière Brasil, no Rio de Janeiro, entre 29 de outubro e 1º de novembro. Ele desenvolverá uma receita exclusiva em parceria com a Brooklyn Brewery para o festival e participará de um painel e da cerimônia de premiação, que reunirá cerca de 250 cervejarias e mais de 1.500 rótulos no Pier Mauá.

Garrett Oliver também fará parada em Curitiba (PR) para o evento This Is Brooklyn no dia 27 de outubro, a partir das 17 horas, na Cervejaria Maniacs. Lá apresentará diversas cervejas, incluindo o lançamento de produções colaborativas com a Cervejaria Maniacs, e conduzirá degustação guiada de receitas clássicas da Brooklyn, como a famosa Black Chocolate Stout e a superexclusiva Black Ops.

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Bar Brahma abre vendas para o Réveillon 2027

O Bar Brahma já vende ingressos, em lote promocional, para seu tradicional Réveillon na esquina da Ipiranga com a São João, em São Paulo. A edição para 2027 tem o tema “Quando o Samba Chama, o Ano Começa” e propõe uma noite all inclusive, com open food e open drink, a partir das 22h de 31 de dezembro.

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Bodebrown lança nova Frutti Sour

Nova cerveja ácida da Bodebrown (Crédito: Maycon Cavalcanti / Divulgação)

A Bodebrown apresenta neste sábado (12), no Growler Day de Curitiba (PR), uma nova brassagem da Frutti Sour, Berliner Weisse com toques de maracujá, tangerina e goiaba e 4,2% de teor alcoólico. A cerveja, disponível em chope e em latas de 473 ml, é o destaque entre as mais de 40 opções do evento, que reúne também show de rock e gastronomia, com entrada franca, das 9h às 19h.

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Spaten Pro atrai novos consumidores, aponta Zé Delivery

Levantamento do Zé Delivery mostra que cerca de metade dos consumidores que experimentaram a Spaten Pro, primeira cerveja com proteína da Ambev, em São Paulo e no Rio de Janeiro, nunca havia comprado cerveja sem álcool antes. Os millennials, entre 30 e 45 anos, concentram cerca de 65% dos consumidores do produto, que tem 10g de proteína por unidade e integra o portfólio wellness da companhia.

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Heineken leva Rock in Rio ao varejo carioca

Parceiro oficial do Rock in Rio pela oitava vez, o Grupo Heineken amplia a experiência do festival para mais de 350 supermercados, atacarejos e lojas de conveniência no Rio de Janeiro. A ação inclui ambientações temáticas, sampling, painéis digitais em parceria com a Retail Media e duas lojas emblemáticas, unindo varejo e entretenimento durante o período do evento.

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Grupo Notória lança Proibida Puro Malte Extra e Verano Ultra

A Proibida chega aos supermercados com a Puro Malte Extra, uma Lager com lupulagem de três variedades europeias, vendida a preço acessível. A cerveja, do Grupo Notória, é apresentada em garrafa de 600 ml e reforça o posicionamento histórico da marca, uma das pioneiras em destacar o segmento puro malte no rótulo, em 2015.

Já a Verano Ultra, nova marca do grupo, chega ao mercado como cerveja puro malte, zero açúcar, sem glúten e com 27kcal por 100ml, posicionada para momentos pós-esporte e de lazer. O lançamento acompanha o crescimento do segmento: as vendas de cervejas de baixa caloria subiram mais de 104% em 2025 ante o ano anterior, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

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Sainz celebra GP de Madri com Estrella Galicia

Patrocinadora do piloto espanhol Carlos Sainz desde 2013 e cerveja oficial da Atlassian Williams F1 Team, a Estrella Galicia 0,0 promoveu, na quarta-feira (9), uma coletiva de imprensa em Madri (Espanha) às vésperas da primeira disputa de Sainz em sua cidade natal pela Fórmula 1. A marca também instalou a Estrella Galicia 0,0 Rooftop Experience no centro da capital espanhola, com exposição sobre a parceria, e terá ainda ativações no circuito ao longo do fim de semana do Grande Prêmio.

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Oktoberfest da RuERA terá campeonato de botinha

A RuERA Cervejaria promove, em 26 de setembro, sua Oktoberfest no Beco de Barão, em Barão Geraldo, Campinas (SP), com shows de folk, comidas típicas alemãs e um campeonato de botinha que paga R$ 150 ao vencedor que conseguir beber no tradiconal copo alemão em formato de bota. A festa começa às 16h e reúne cervejas artesanais e drinques autorais da casa.

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37ª Oktoberfest de Igrejinha em outubro

Grupos folclóricos se apresentam na Oktoberfest de Igrejinha (Crédito: Os Silveiras / Divulgação)
Grupos folclóricos se apresentam na Oktoberfest de Igrejinha (Crédito: Os Silveiras / Divulgação)

A Oktoberfest de Igrejinha (RS), considerada a maior festa comunitária do Brasil, chega à 37ª edição entre 9 e 18 de outubro, com expectativa de 200 mil visitantes e programação em nove palcos. Entre as novidades está o Bierhalle, pavilhão instalado no antigo ginásio do Parque de Eventos Almiro Grings, que resgata o espaço da primeira edição do evento.

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Inside the Star tem descontos no Dia do Cliente

O Inside the Star, experiência do Grupo Heineken em Jacareí (SP), oferecerá descontos na loja oficial entre terça-feira (15) e o próximo sábado (19), em celebração ao Dia do Cliente, com desconto adicional de 50% nos tours para moradores da cidade. Setembro também marca a estreia de um cardápio de harmonização inspirado na primavera, com pratos leves e cervejas de perfil cítrico e frutado.

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Peixe Para sedia julgamento do 1º Caipira Beer Cup

A cervejaria Peixe Para, em Piracicaba (SP), sediou, na sexta-feira (11), o julgamento técnico das 125 amostras do 1º Caipira Beer Cup, concurso voltado a produções artesanais de panela que reuniu 72 cervejeiros caseiros das regiões Sul e Sudeste do país. A avaliação às cegas, fechada ao público e conduzida por dez jurados, seguiu os critérios do Beer Judge Certification Program (BJCP 2021). A cerimônia de premiação ocorre na sexta-feira (18), nas dependências do Simespi, durante o Congrecerva, com os cinco primeiros colocados recebendo medalhas de bronze exclusivas da Fundiart.

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Festa Alemã reúne cervejarias premiadas na Praça da Filarmônica

A Praça da Filarmônica, em Belo Horizonte (MG), recebe, neste sábado (12), a partir das 13h, mais uma edição da Festa Alemã, com música ao vivo, danças típicas, gastronomia mineira e alemã e uma seleção de cervejarias premiadas — Albanos, Verace, Läut, Kud, Krug Bier, Slød e Stadt Jever. A programação musical tem shows de Cash, Bauxita e Locomotive, além da discotecagem do DJ Pablo Catão, e o evento oferece condições especiais para aniversariantes.

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Enbralúpulo volta a reunir produtores de lúpulo

O Encontro Brasileiro de Produtores e Pesquisadores de Lúpulo (Enbralúpulo) retoma sua 3ª edição, agora em formato presencial, após cinco anos, entre 18 e 19 de setembro, na Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp, em Botucatu (SP), com inscrições até este domingo (13). O fórum, em sua 3ª edição, reúne conferências, palestras técnicas e mais de 50 trabalhos científicos, com participação de pesquisadores da Embrapa, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Universidade Federa do Paraná (UFPR), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da própria Universidade Estadual Paulista (Unesp), além de mestres cervejeiros e produtores.

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Sindicerv anuncia saída do presidente executivo Márcio Maciel

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Nos últimos dias, o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv) teve duas importantes mudanças no seu quadro executivo. A entidade anunciou nesta sexta-feira (11) a saída de Márcio Maciel da presidência executiva. Ele encerra sua gestão iniciada em janeiro de 2023 para assumir um novo desafio profissional. O nome de quem o substituirá no cargo ainda não foi divulgado. 

Na semana passada, foi anunciado o novo diretor institucional, cargo recém-criado que responde pelas áreas de Relações Governamentais, Sustentabilidade, Jurídico e Tributário. O escolhido para a vaga foi o advogado Pedro Henrique Macêdo.

Fundado há 77 anos, o Sindicerv é a principal entidade representativa da indústria cervejeira nacional, atuando em temas como tributação, regulação, sustentabilidade e consumo responsável. As associadas respondem por aproximadamente 80% da produção de cerveja do país. Entre elas estão Ambev e Heineken.

Márcio Maciel deixa Sindicerv

Maciel deixa o Sindicerv com um legado de avanços conquistados num momento decisivo para a indústria cervejeira brasileira pós-pandemia. 

Com mais de duas décadas de experiência profissional nas áreas de Relações Governamentais e Institucionais na indústria da alimentação, do agronegócio e da radiodifusão, o executivo foi responsável pelo crescimento expressivo de associadas, que atingiu 12 cervejarias ao todo.

Também trabalhou em pautas regulatórias, transformação do consumo e expansão produtiva histórica. A forte atuação em defesa de uma reforma tributária baseada nas melhores práticas internacionais é uma das principais marcas de Márcio Maciel à frente do Sindicerv.

Outro destaque ocorreu em 2025, quando o sindicato lançou a primeira edição do Relatório de Sustentabilidade, consolidando a agenda ambiental do setor, como redução no uso de água, reciclagem de embalagens e economia circular. Sob o comando de Maciel, o Sindicerv buscou uma interlocução qualificada e técnica a respeito deste e de outros temas, em uma postura de diálogo construtivo com stakeholders e com a mídia nacional.

Também no ano passado foram registrados os maiores marcos produtivos da história do setor: mais de 1.954 cervejarias e 44 mil produtos registrados, além de exportações recordes em valor. A cerveja fortaleceu seu papel na economia e nas cadeias produtivas regionais, sintetizado em uma frase repetida ao longo da gestão: “Cerveja é o agro na garrafa.”

Além da atuação institucional, Márcio Maciel levou a voz do setor a grandes eventos, em especial à realização de três edições de lançamento do Anuário da Cerveja, evento realizado em Brasília com crescente público e prestígio.

Pedro Henrique Macêdo assume diretoria institucional

Já Pedro Henrique Macêdo foi selecionado para assumir a recém-criada Diretoria Institucional. O novo diretor tem mais de uma década de experiência em relações institucionais e governamentais, com foco em advocacy, políticas públicas e estratégia regulatória. 

Bacharel em Direito e pós-graduado em Direito Tributário e Ordem Jurídica e Ministério Público, o executivo trabalhou em escritórios de advocacia e consultorias, além de ter atuado na Confederação Nacional da Indústria (CNI) e na Associação Brasileira do Alumínio (ABAL).

Abralatas anuncia Thais Fagury como nova presidente executiva

A Associação Brasileira da Lata de Alumínio (Abralatas) anunciou Thais Fagury como sua nova presidente executiva. A executiva assume a entidade após quase duas décadas de atuação no setor de embalagens metálicas e em temas ligados à economia circular, logística reversa e sustentabilidade.

Thais presidiu a Associação Brasileira de Embalagem de Aço (Abeaço) de 2007 a 2026 e a Prolata Reciclagem entre 2012 e 2026. Mais recentemente, também passou a integrar o Conselho Fiscal da Associação Brasileira de Embalagem (ABRE).

Na Abralatas, terá entre suas prioridades o fortalecimento da representação institucional da indústria de latas de alumínio. Também atuará na ampliação do diálogo entre os diferentes elos da cadeia, que reúne fabricantes, marcas, varejo, recicladores e trabalhadores da reciclagem.

Circularidade, descarbonização, competitividade industrial, inovação e evolução da logística reversa estão entre os temas previstos para essa agenda.

“Assumir a presidência da Abralatas representa a oportunidade de contribuir com uma indústria que, ao longo dos anos, construiu no Brasil uma cadeia de circularidade reconhecida e que tem papel importante nas discussões sobre inovação, competitividade e sustentabilidade”, afirma Thais.

Segundo a nova presidente, a intenção é aproveitar sua experiência no setor para ampliar o diálogo da entidade. O que envolve empresas, diferentes elos da cadeia e a sociedade, especialmente nas discussões ligadas ao avanço de uma economia de baixo carbono.

Trajetória ligada às embalagens e à reciclagem

Thais cursou Engenharia de alimentos no Instituto Mauá de Tecnologia. Também possui MBA em Gestão Empresarial pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-graduação em Marketing pela ESPM.

Antes de assumir posições de liderança em entidades setoriais, trabalhou nos setores de alimentos e sucroalcooleiro. E participou de projetos ligados a embalagens e meio ambiente.

Thais Fagury é a nova presidente da Abralatas (Crédito: Divulgação)
Thais Fagury é a nova presidente da Abralatas (Crédito: Divulgação)

A executiva também é professora da pós-graduação em Engenharia de Embalagens do Instituto Mauá de Tecnologia, na disciplina de Embalagens Metálicas.

Ao longo da carreira, participou da interlocução entre empresas, entidades setoriais, poder público e outros agentes envolvidos na formulação e implementação de políticas relacionadas à gestão de resíduos e à economia circular.

Nova gestão terá foco em circularidade e competitividade

A mudança na presidência ocorre em um período de discussões que envolvem desde logística reversa e descarbonização até competitividade da indústria brasileira de embalagens.

À frente da Abralatas, Thais deverá representar o setor nesses debates e acompanhar temas regulatórios que afetam fabricantes, indústria de bebidas, varejo e cadeia de reciclagem.

“Quero somar minha experiência ao trabalho desenvolvido pela entidade, ampliando o diálogo com os diferentes elos da cadeia e com a sociedade para avançarmos em agendas que são estratégicas não apenas para o setor, mas para o desenvolvimento de uma economia cada vez mais circular e de baixo carbono”, afirma.