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Latas têm leve predomínio no envase das artesanais com maior alcance

Latas têm leve predomínio no envase das artesanais com maior alcance


As cervejarias artesanais com maior presença no mercado brasileiro têm utilizado mais a lata do que a garrafa de vidro para envasar suas cervejas, de acordo com o levantamento “O Ano de 2022 para as Cervejarias“, realizado pelo Guia.

Entre as cervejarias presentes em mais de 5 estados, 41,7% optam prioritariamente pelo envase em latas, enquanto 33,3% utilizam garrafas de vidro. Portanto, ambas as embalagens superam outras opções, como barris e PET.

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As garrafas de vidro também têm um alcance significativo para cervejarias mais concentradas em uma região do país. Para aquelas presentes em 2 a 5 estados, essa embalagem é predominante, representando metade dos participantes da pesquisa do Guia, que pode ser acessada pelo link.

Embora as garrafas de vidro e as latas se destaquem entre as cervejarias com maior alcance, o envase em barris é predominante no setor, sendo a escolha principal de 62% dos participantes do levantamento.

O envase em barris é utilizado por mais de 50% daqueles que possuem fábrica própria (66%) ou produzem a cerveja em seus brewpubs (69%). Também há uma presença significativa entre as cervejarias ciganas, mas nesse caso as estratégias são mais variadas, com 37,5% mencionando o uso de garrafas de vidro.


Também é predominante a preferência pelos barris entre as cervejarias com alcance limitado, seja atuando apenas em sua cidade de origem (60%), em municípios vizinhos (81%) ou restritas ao seu próprio estado (67%).

A opção de envasar a produção em garrafas PET se destaca entre as cervejarias que atuam exclusivamente em suas cidades de origem, sendo mencionada por 20% dos participantes, assim como por aquelas que possuem brewpubs (15,4%).

“O Ano de 2022 para as Cervejarias” foi uma pesquisa quantitativa conduzida pelo Guia por meio de um questionário online. As respostas foram coletadas entre outubro e dezembro de 2022, e o levantamento contou com a participação de 100 proprietários ou administradores de cervejarias.

Samba, cerveja e futebol: Pabst lança coleção de latas da Mancha Verde

Uma das marcas de cerveja mais tradicionais dos Estados Unidos decidiu se ligar ao samba e se aproximar do futebol no Brasil. A Pabst Blue Ribbon fechou uma parceria com a escola de samba Mancha Verde e lançou uma coleção de sete latas de cerveja de 473ml comemorativas relacionadas à agremiação, que faz parte do Grupo Especial dos desfiles no carnaval paulista.

Essa novidade, apresentada em edição limitada, conecta a Pabst, fundada em 1844 em Milwaukee, a uma das principais expressões culturais brasileiras: o carnaval. A Mancha Verde, escola que começou como bloco em 1995, originou-se da principal torcida organizada do Palmeiras e recentemente tem se destacado nos desfiles paulistas. Nos últimos quatro campeonatos, conquistou dois títulos (em 2019 e 2022) e ficou em segundo lugar em outros dois (em 2020 e 2023).

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A trajetória ascendente da Mancha Verde entre as escolas de samba é retratada nas sete diferentes latas de cerveja da American Lager da Pabst, celebrando a história da agremiação. “Estamos muito felizes com essa iniciativa. Acreditamos que a paixão e a alegria do carnaval combinam perfeitamente com a cerveja, e essa é uma forma de celebrar essa festa tão importante para os paulistanos”, diz Thiago Lima, responsável pelo marketing da Pabst no Brasil.

Presente no mercado nacional desde 2020 e produzida pela NewAge Bebidas, a Pabst já vinha se associando a outras manifestações culturais brasileiras, especialmente as relacionadas ao underground, com ações envolvendo skate, street art, rap e hip hop. Agora, a marca se aproxima do samba e do futebol.

A ideia das latas colecionáveis para a Mancha Verde surgiu durante uma reunião com representantes da escola de samba, como revela Rodrigo Beck, analista de marketing da NewAge. “Nosso objetivo era oferecer aos seguidores da escola e aos torcedores apaixonados não apenas pelo samba, mas também pela história do Palmeiras no futebol, imagens únicas retratadas nos desfiles da escola no sambódromo”, comenta.

Segundo ele, o lançamento está alinhado com o objetivo da NewAge de aumentar as vendas da empresa em 15% neste ano, apostando na forte demanda dos consumidores por produtos colecionáveis, como as latas da Pabst para a Mancha Verde.

“As latinhas digitais colecionáveis têm sido bem aceitas pelos consumidores, que procuram os novos designs como lembrança e também por curiosidade para conhecer o produto ou ação divulgada na lata”, conclui o analista de marketing da NewAge.

Fabricação de bebidas alcoólicas registra 2º mês consecutivo de queda

A fabricação de bebidas alcoólicas registrou nova queda em maio no Brasil e completou o segundo mês consecutivo de recuo, de acordo com os dados da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE. No quinto mês do ano, o ritmo de atividade do segmento caiu 4,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Em abril, já havia ocorrido queda, de 10,8%, na produção de bebidas alcoólicas, sempre na comparação com o mesmo mês de 2022. Esse resultado tinha, assim, interrompido um início de ano positivo, com um crescimento de 5,5% no primeiro trimestre, que agora parece se esvair.

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Afinal, após a divulgação do resultado de maio, a fabricação de bebidas alcoólicas acumula aumento de apenas 0,3% nos cinco primeiros meses de 2023. Além disso, a variação nos últimos 12 meses é negativa, com uma retração de 0,5%.

A produção de bebidas não alcoólicas também teve um desempenho negativo em maio, com queda de 2,0%. Nos cinco primeiros meses do ano, a atividade tem aumento de 1,6% em comparação com o mesmo período de 2022. Já nos últimos 12 meses, o indicador permanece positivo, com expansão de 3,9%.

O levantamento do IBGE também revela que a fabricação de bebidas em maio teve leve aumento em relação a abril, de 0,6%. No entanto, em comparação com maio de 2022, o índice apresentou queda de 3,3%. Em 2023, há aumento de 0,9%, que chega a 1,6% nos últimos 12 meses.

A atividade industrial brasileira cresceu 0,3% em maio em relação a abril, considerando os ajustes sazonais. Em comparação com maio de 2022, o ritmo avançou 1,9%. Nos primeiros cinco meses do ano, porém, há queda de 0,4%, com variação nula (0,0%) nos últimos 12 meses.

“Ainda que tenha um resultado próximo à estabilidade, ao comparar o patamar de maio com o de dezembro do ano passado, a indústria tem um saldo positivo de 0,4%. O resultado de maio também traz uma disseminação de taxas positivas por três das quatro grandes categorias econômicas e 19 dos 25 ramos investigados. É o maior espalhamento desde setembro de 2020, quando havia 23 atividades mostrando crescimento”, destaca o gerente da pesquisa, André Macedo.

Oktober Blumenau, mais sustentável, amplia espaço e inova em acessibilidade

A Oktoberfest de Blumenau, a maior festa alemã das Américas, se prepara para sua 38ª edição com várias inovações, focadas prioritariamente em sustentabilidade e acessibilidade. A organização do evento promete ter um serviço de transporte para cadeirantes, uma iniciativa inédita de acessibilidade em grandes eventos. A estrutura da edição também será maior, com a ampliação do seu espaço em 3 mil m².

Em parceria com a Spaten, patrocinadora oficial, a organização do evento anunciou que a Oktoberfest terá água gratuita para os visitantes em 2023. Ela estará em pontos estratégicos, utilizando uma tecnologia desenvolvida pela Veolia, para que o público possa se hidratar e aproveitar a festa com moderação. Além disso, haverá dois bares de drinques, algo inédito na história da festividade.

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A equipe do Guia esteve na cidade durante o evento de contagem regressiva, faltando menos de 100 dias para o início, e pôde presenciar um pouco do clima que a festa terá este ano, quando ocorrerá entre 4 e 22 de outubro.

A Oktoberfest foi criada em 1983 após uma enchente devastadora em Blumenau, com o objetivo de levantar o ânimo da população e reconstruir a economia local. Desde então, a festa tem ampliado sua relevância, batendo recorde na última edição ao superar pela primeira vez a marca de 600 mil visitantes.

Maior, sustentável e com acessibilidade
Para receber ainda mais pessoas em 2023, o espaço do evento ganhou um novo deck de entrada com 3.120 metros quadrados. “Queremos proporcionar mais conforto aos visitantes e um espaço diferenciado”, destaca o prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt.

A sustentabilidade será uma bandeira do evento, com a ampliação de ações nesse sentido. De acordo com o inventário da edição de 2022, foram geradas 2.368 toneladas métricas de CO2. Para compensar isso, haverá um aumento de 40% na compensação de carbono por meio do plantio de mais de 6.500 mudas de árvores nativas em duas grandes áreas de Blumenau (vias públicas e áreas de recuperação ambiental).

Além disso, está garantido o coprocessamento de 100% dos resíduos gerados. “Temos a certeza de que é necessário avançar a cada ano e transformar a Oktoberfest em um exemplo para eventos de grande porte”, afirma o secretário Marcelo Greuel.

A Oktoberfest Blumenau também está focada na acessibilidade, principalmente para os cadeirantes. Serão disponibilizadas cadeiras de rodas elétricas, totens interativos para orientação e transporte para cadeirantes. Esse serviço será feito mediante agendamento para os cadeirantes, que serão buscados em casa para a festa e depois serão levados de volta com segurança. “Uma novidade para tornar a Oktoberfest acessível a todos”, destaca o prefeito.

Novidades da Spaten e ingressos do camarote
A Spaten, cerveja oficial, também trouxe novidades para essa contagem regressiva. Giuliana Tosi, gerente regional de marketing de experiência e patrocínios da Ambev no Sul do Brasil, adiantou que o setor 4, conhecido anteriormente como Biergarten, agora é oficialmente chamado de Spaten Platz. Além disso, informou que a pré-venda dos ingressos para o Camarote Spaten começará na próxima quinta-feira (6).

Durante o evento, chamou atenção o spoiler de um filme publicitário da Spaten, evocando a Oktoberfest, como uma sequência da recém-lançada propaganda “Estilo Spaten de Ser Forte”. A superprodução, filmada na Europa, terá uma continuação. O teaser de poucos segundos foi exibido em primeira mão para os convidados.

A nova campanha da cerveja será veiculada em todo o território nacional a partir de setembro, projetando o evento em todo o Brasil. “Queremos mostrar a força da marca de uma maneira diferente e verdadeira para o público, essa comunicação traz uma amplificação nacional de mídia incrível para a segunda maior Oktoberfest do mundo, temos certeza que vamos fazer novamente uma edição histórica”, comenta Giuliana.

Petra é lançada no formato Litrão com foco no consumo compartilhado

O Grupo Petrópolis decidiu lançar a Petra Puro Malte em mais um formato. Com foco no consumo coletivo nas mesas dos bares, a companhia agora oferece a versão “litrão” da Petra, uma das cervejas de seu portfólio.

“O formato ‘litrão’ é uma das principais embalagens retornáveis do Brasil, sendo este formato um dos mais consumidos, sobretudo em bares do País”, comenta Alberto de Souza Filho, vice-presidente comercial do Grupo Petrópolis.

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O executivo também destaca os aspectos de sustentabilidade relacionados à adoção desse tipo de formato. “Por ser retornável tem um forte componente sustentável porque diminui significativamente seu descarte no meio ambiente”, diz.

Como é costumeiro em lançamentos de cerveja em novos formatos, o Grupo Petrópolis enfatiza que a apresentação da Petra Litrão abre novas oportunidades de consumo.

“O lançamento de Petra Litrão atende as necessidades do consumidor e ocasiões de consumo, fazendo com que ganhe cada dia mais espaço nas mesas dos consumidores, tanto nos bares quanto também nos lares brasileiros”, destaca Danielle Bibas, vice-presidente de marketing do Grupo Petrópolis.

Nas campanhas publicitárias envolvendo o lançamento da Petra Litrão, lideradas pela atriz Paolla Oliveira, a empresa destaca as possibilidades de compartilhamento do consumo dessa novidade.

Até o momento, a Petra Puro Malte estava disponível em seis formatos: latas de 269 ml, 350 ml e 473 ml, long neck de 330 ml e garrafas de 300 ml e 600 ml. Essa American Lager possui, segundo a marca, 4,8% de teor alcoólico e 9 IBUs de amargor, sendo feita com Petra Malte, um ingrediente exclusivo do Grupo Petrópolis.

A Petra Origem, a Puro Malte, faz parte da linha Petra do Grupo Petrópolis, que também inclui Petra Escura, Petra Aurum, Petra Schwarzbier, Petra Bock, Petra Weiss Bier e Petra Stark Bier.

Ação da Ambev valoriza 6% no semestre, mas alta é inferior à do Ibovespa

A ação da Ambev encerrou o primeiro semestre de 2023 em alta. Ao fechar a sessão da última sexta-feira (30) com o preço de R$ 15,41, o ativo teve uma valorização de 6,13% na primeira metade do ano, ou de R$ 0,89 em relação aos R$ 14,50 do final de 2022.

No mês de junho, a empresa registrou o segundo mês consecutivo de valorização na B3, a bolsa de valores brasileira. Esse comportamento foi fundamental para que a ação da Ambev tivesse um resultado positivo no primeiro semestre, com um aumento de 6,94% em seu preço, ou R$ 1,00, no seu preço na comparação com o fim de maio.

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Durante o mês de junho, o preço da ação da Ambev alcançou o seu valor mais alto desde 2 de dezembro de 2022, atingindo R$ 15,51 no dia 22. Além disso, o período foi marcado por avaliações positivas sobre o futuro da ação da empresa, com a XP Investimentos elevando o preço-alvo do papel de R$ 18,10 para R$ 18,70 para o final de 2024, citando o sucesso das iniciativas digitais da empresa.

O UBS BB também recomendou a compra da ação da Ambev, estabelecendo um preço-alvo de R$ 18. A equipe de analistas destacou que, embora o Grupo Heineken lidere o segmento premium no Brasil, o desempenho da Ambev não é ruim nesse setor, citando o crescimento nas vendas da Stella Artois (21%), Corona (27%) e Becks (50%) em 2022. “A Budweiser desacelerou para 4,5%, mas depois de crescer 25% em 2021”, acrescenta o UBS BB.

Também em junho, o Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica aceitou a desistência da Ambev em relação a um recurso no qual buscava esclarecimentos sobre uma decisão que limita parcerias com novos pontos de venda em regiões consideradas premium. No entanto, o caso, aberto após reclamação do Grupo Heineken, continua sob investigação.

Apesar de ter registrado alta, a valorização da Ambev foi menor em comparação com o Ibovespa, o principal indicador da B3, tanto em junho quanto no primeiro semestre de 2023. Com 118.087 pontos, o Ibovespa apresentou um aumento de 7,61% na primeira metade do ano e de 9% em junho.

A Ambev ficou em linha com a maioria das ações do Ibovespa, com 72 das 86 que compõem o índice apresentando valorização em junho e um total de 62 ações em alta no primeiro semestre. Esse cenário positivo da Bolsa ocorreu devido a uma combinação de melhores resultados do PIB do que o esperado, a possibilidade de aprovação do arcabouço fiscal, a incerteza em relação à queda da Selic e os temores de uma recessão global.

As companhias aéreas Azul e a Gol lideraram o cenário de alta, com valorizações de 98,55% em 2023 e de 58,29% em junho, respectivamente. A maior desvalorização em junho foi da Méliuz, com uma queda de 12,25%, enquanto a Alpargatas teve a maior queda no semestre, com uma redução de 38,33% no seu preço.

Fora do Brasil
Em Nova York, a ação da Ambev teve um desempenho ainda melhor em junho e no primeiro semestre de 2023. Com o valor de US$ 3,18 na última sexta-feira, apresentou uma valorização de 16,91% na primeira metade do ano e de 13,98% no mês.

Na Europa, a AB InBev, após o impacto do boicote à Bud Light que a fez perder o status de cerveja mais vendida nos Estados Unidos, teve uma recuperação modesta em junho, com alta de 3,85% no mês, atingindo 51,83 euros. No entanto, ainda registra perdas de 7,89% em 2023.

Por sua vez, a ação do Grupo Heineken encerrou junho com um preço de 94,18 euros e, apesar de uma leve queda no mês, apresentou um aumento de 7,17% no primeiro semestre.

Balcão Xirê Cervejeiro: Harmonizações para as festas juninas/julinas

Balcão Xirê Cervejeiro: Harmonizações para as festas juninas/julinas

Olá, seguidores/as e leitores/as do Guia da Cerveja! Estou de volta ao Balcão Xirê Cervejeiro e desta vez o que nos guiará serão os festejos juninos/julinos.

O período é marcado por festas que têm como base a alimentação, regada a muita música, dança, um clima familiar e muita animação à beira da fogueira.

Festa colorida e animada, para os religiosos é uma homenagem à tríade dos santos Antônio (o casamenteiro), João (o que ilumina) e Pedro (o chaveiro do céu).

A festa nem sempre teve um tom religioso. Há pesquisas que dão conta de que no mês de junho no Brasil, antes da chegada dos colonizadores, já existia a festa em homenagem à colheita, festa que era praticada pelos povos originários, que tinham por hábito celebrar a colheita do milho.

Advém desse período a prática celebrativa regada a muita comida à base de milho, mandioca e bebidas tradicionais oriundas desses insumos.

No período colonial, com a vinda de pessoas escravizadas, que trouxeram com elas suas tradições culinárias, foram incorporadas nos festejos pratos de origem africana, como a canjica, por exemplo.

Em homenagem a essas pessoas que deram base e substância a essa festa tão popular e tão amada, deixarei três harmonizações entre cerveja, alimento tão ancestral, e algumas iguarias servidas tradicionalmente em festas juninas/julinas. Sim, a festa nos dias atuais atravessa o mês de julho.

Vamos às harmonizações:

1 – Milho cozido com Pilsen
O milho cozido, que leva sal em seu cozimento, é um prato leve e saboroso, que harmoniza com uma cerveja Pilsen, por ser uma cerveja leve, com bastante carbonatação.

A cerveja vai limpar o paladar e preparar a boca, proporcionando uma interação magnífica entre o milho e a cerveja.

2 – Bolo de milho com queijo e Session IPA
Nesta segunda harmonização, fiz uma interação com uma Session IPA. A harmonização se deu pelo contraste, com o dulçor do bolo contrastando com o leve amargor da cerveja, trazendo um equilíbrio entre o bolo e a cerveja.

3 – Canjica de milho branco, com coco e canela, harmonizando com uma Porter
A canjica, iguaria de origem africana, tem como base o milho, sendo um doce aveludado e muito saboroso. Leva leite comum e leite de coco, além de especiarias, como canela, por exemplo.

O estilo de cerveja Porter traz notas torradas que remetem ao café, ao chocolate e a um aveludado. A cerveja, ao interagir com o doce, traz sabores que remetem a um capuccino. É um verdadeiro abraço para esses dias frios.

Aprecie uma deliciosa taça de cerveja com as iguarias juninas/julinas!


Sara Araujo é graduada em Ciências Jurídicas pela Instituição Toledo de Ensino, em Bauru (SP). Atua na área de execução penal, sendo graduanda em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Maringá (PR), pós-graduanda em História da África e da Diáspora Atlântica pelo Instituto Pretos Novos do Rio de Janeiro, sommelière de cervejas pela ESCM/Doemens Akademie e criadora e gestora do @negracervejassommelier

Movimento de visibilidade a negros lança Hop Lager com lúpulos sul-africanos

A busca por visibilidade e espaço para os negros é uma das causas mais urgentes na sociedade e, consequentemente, dentro do setor cervejeiro no Brasil, que ainda vê o mercado de artesanais bastante restrito a nichos. E foi pela luta para ampliar a representatividade no segmento e o acesso às suas criações que três profissionais negros de Brasília se uniram para dar voz a essa causa com o lançamento da cerveja AfroLager.

A AfroLager é uma colaborativa do estilo Hop Lager, sendo o resultado mais marcante do movimento “Black Fucking Beer”, surgido no ano passado na capital federal. O objetivo desse movimento é dar visibilidade e criar oportunidades para profissionais negros no ecossistema cervejeiro de Brasília, além de auxiliá-los a ocupar seus espaços na cadeia produtiva da cerveja.

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O movimento reúne três profissionais negros do setor em Brasília: o moçambicano Aninho Irachande, da Cervejaria Dona Maria, Charles Pinheiro, com origem quilombola e da Cervejaria Seu Joca, e Paulão Silva, da Brassaria Brasília e ativista social.

“Para mim, uma colaborativa precisa ser mais do que apenas se reunir e fazer cerveja. É importante ter uma história por trás dos envolvidos. Nós queríamos contar nossa história”, explica Paulão. “Somos três negros que trabalham no meio cervejeiro, cada um com sua história única. Eu sou de Brasília e atuo na militância, o Charles tem origem quilombola e o Aninho veio de Moçambique”, acrescenta.

Após a realização de alguns eventos em Brasília no ano passado, eles decidiram dar um segundo passo no movimento, criando uma cerveja colaborativa. Com o objetivo de levá-la a novos paladares e em consonância com o discurso de ampliar o acesso às cervejas artesanais, optaram por criar uma Hop Lager com dry-hop do lúpulo sul-africano Southern Passion.

A ideia foi oferecer uma cerveja fácil de beber, mas que também desperte a curiosidade dos consumidores habituais de artesanais em função da utilização de uma variedade de lúpulo da África do Sul.

“Durante as discussões para a criação da cerveja, queríamos fazer algo de baixo custo e fácil de beber, para familiarizar as pessoas com as cervejas artesanais. Decidimos, então, pela Lager, mas que tivesse um diferencial. E o elo foi o lúpulo sul-africano”, comenta Paulão.

Essa novidade, com 5,2% de teor alcoólico, foi inicialmente lançada em barris e teve mil litros produzidos em seu primeiro lote, de acordo com Paulão, com planos futuros de ser envasada em latas.

Gigantes usam tendências do mercado de bebidas para ampliar portfólio

Refrigerantes, RTDs, vodca em lata, vinhos… As grandes cervejarias presentes no mercado brasileiro não são mais apenas sinônimo de cerveja. Elas buscam ampliar seus horizontes – e portfólios – para outras bebidas, alcoólicas ou não, que têm sido lançadas nas últimas semanas.

Para entender as razões desse movimento, o Guia conversou com representantes de Ambev, Grupo Heineken e Grupo Petrópolis. E percebeu que essa estratégia acontece como uma reação às novas demandas do consumidor, bem como pela busca por ampliar seus públicos e suas presenças nas diversas ocasiões de consumo, além de acompanhar as tendências do mercado externo.

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“Queremos estar presentes em mais celebrações e com mais pessoas. Nosso objetivo é fazer parte de todas as ocasiões com um portfólio completo de bebidas. Queremos que cada consumidor tenha uma Ambev para chamar de sua. Nós ouvimos o que os consumidores dizem e usamos isso como uma bússola para o crescimento e desenvolvimento”, diz Annelise Quintanilla, diretora de marketing de beyond beer (além da cerveja, em uma tradução livre) da Ambev.

Assim, as grandes cervejarias apostam em um portfólio diversificado, que atenda a todos os consumidores em variadas ocasiões, como destaca Bruno Piccirello, diretor de marketing das marcas não alcoólicas do Grupo Heineken. Na visão dele, a cerveja já está muito presente na vida das pessoas, mas ainda existem situações de consumo que podem ser exploradas.

“Há momentos em que as pessoas buscam hidratação, refrescância ou variedade de sabores. Por isso, estamos expandindo cada vez mais nosso portfólio. Queremos alcançar diferentes públicos e perfis, promovendo novas ocasiões de consumo e momentos de diversão com nossas marcas”, diz, também reforçando a existência do processo de escuta ativa dos consumidores.

“Estamos alcançando cada vez mais consumidores, que veem suas preferências sendo atendidas. A pesquisa, o cuidado e a busca pela satisfação são pontos que sempre valorizamos e fazem toda a diferença para o bem-estar dos consumidores de nossas marcas”, acrescenta Piccirello.

Além disso, as tendências internacionais, como as das Ready to Drink (RDT), influenciam a criação de novos produtos mesmo por companhias 100% nacionais, como é o caso do Grupo Petrópolis, que entende que uma parcela relevante dos consumidores não está desistindo das bebidas alcoólicas, mas buscando um consumo mais moderado.

“Percebemos que aos poucos o público tem buscado opções não alcoólicas ou os chamados ‘ready to drink’, para aproveitar momentos de consumo com a família e amigos de forma mais tranquila”, afirma Soraia Brasil, diretora comercial do Grupo Petrópolis, que conta em seu portfólio com o Cabaré Ice.

A opção pelos drinques prontos e enlatados também tem sido observada na Ambev, que reforçou a família Beats recentemente, incluindo a Caipi Beats, um dos sucessos do carnaval de rua no Brasil, assim como lançou a Mike’s Ice. Além disso, apresentou os Vinhos Dante Robino, com opções de vinhos tintos, brancos e espumantes. “Queremos transformar a forma como o consumidor bebe coquetéis, democratizar o acesso ao vinho e antecipar tendências, sempre atendendo às demandas de nossos parceiros finais”, acrescenta Annelise.

As indústrias também têm percebido a demanda dos consumidores por novidades que remetam à saúde. Não à toa, o Grupo Heineken lançou recentemente um refrigerante considerado premium, o Clash’d, à base de malte e que utiliza ingredientes naturais em sua composição.

“O refrigerante Clash’d, lançado recentemente, é um exemplo de como estamos atuando no mercado. Hoje, especialmente após o cenário de pandemia, os consumidores estão mais preocupados com a saúde. Muitos acreditam na importância de uma alimentação mais saudável e em consumir alimentos cada vez mais naturais. Se os alimentos podem e devem ser mais naturais, as bebidas também podem”, diz Piccirello.

Os não alcoólicos são outra vertente buscada pelas grandes cervejarias, com o Grupo Petrópolis tendo grande variedade de opções, que recentemente foi reforçada por opções em latas em volumes maiores, de 473ml, da família TNT Energy Drink, entendendo ser esse formato uma demanda do seu público.

“A migração para produtos sem álcool tem várias razões, como o desejo de experimentar produtos mais leves. Já estávamos desenvolvendo um ótimo trabalho com nossa linha de isotônicos, energéticos, refrigerantes e águas. O público sempre tem sido muito receptivo à nossa variedade de produtos”, afirma Soraia.

Ambev lança Stella Artois Pure Gold: menos calórica e sem glúten

Quatro anos após o lançamento da Stella Artois sem Glúten, a marca da Ambev apresentou no mercado uma cerveja que está sendo chamada de sua “evolução”. Trata-se da Stella Artois Pure Gold, uma versão sem glúten e com 17% menos calórica em comparação à opção regular, de acordo com a marca. O lançamento é exclusivo para o mercado brasileiro.

A novidade possui o mesmo amargor característico da Stella Artois. No entanto, apenas 34 calorias para cada 100 ml, contra as 41 calorias da versão regular e da sem glúten. E isso faz a Ambev apostar como principal diferencial na disputa pelo mercado desse lançamento, que está sendo apresentado em long neck de 330ml.

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“Stella Sem Glúten é um sucesso desde o seu lançamento e, a partir da escuta ativa de consumidores e de especialistas, evoluímos até a Stella Artois Pure Gold, que, além de ser sem glúten, tem todo o sabor da Stellinha tradicional, com 17% menos calorias da versão tradicional, uma combinação perfeita que a diferencia dentre as outras opções disponíveis no mercado”, comenta Mariana Porto, chefe de marketing da Stella Artois.

A marca explica que a fabricação da Stella Artois Pure Gold é igual a Stella Artois tradicional. Exceto pelo uso de uma tecnologia no processo de produção que “quebra” o glúten.

Stella Artois Pure Gold e as cervejas funcionais

A Ambev destaca que a criação busca atender à demanda dos consumidores por produtos mais equilibrados e funcionais, sem abrir mão do prazer de consumi-los. “As pessoas estão buscando cada vez mais produtos com menos calorias, mas não topam abrir mão de sabor. Após extensas pesquisas, conseguimos criar uma versão que atende às expectativas daqueles que valorizam um estilo de vida equilibrado e ainda buscam sentir o prazer de tomar uma cerveja com muita qualidade e sabor”, diz Gustavo Castro, diretor de inovação da Ambev.

Com isso, a Pure Gold se junta a uma série de opções de cervejas funcionais da Ambev, como Bud Zero (sem álcool), Corona Cero Sunbrew (sem álcool e rica em vitamina D) e Michelob Ultra (com baixo teor de carboidratos e calorias).

Com o lançamento, a Pure Gold se torna a aposta principal da Stella Artois para atrair consumidores que buscam produtos com atributos funcionais. Ela está disponível online no Empório da Cerveja, assim como nas principais redes de varejo do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. A Ambev lançará a novidade sem São Paulo, nas lojas do Pão de Açúcar, em 3 de julho. A previsão é que seja distribuída nacionalmente ao longo do ano.