Solução emergencial durante a pandemia para muitas cervejarias, o growler tem se consolidado como uma nova opção de consumo, com várias marcas oferecendo a venda direta da bebida nesse tipo de recipiente em seus estabelecimentos ou até mesmo disponibilizando-os em redes de varejo e lojas especializadas.
A aposta nesse tipo de recipiente é, inclusive, uma das principais estratégias da NewAge, que vem lançando algumas de suas cervejas em growler PET. “Uma nova categoria está se formando nas prateleiras dos principais supermercados”, afirma Edison Nunes, gerente comercial da NewAge.
No primeiro semestre deste ano, a NewAge lançou no mercado os chopes em embalagens PET de 1,5 litro das variedades 55 Pilsen, 58 Ruby e 59 Session IPA, todas da Wienbier. A empresa acredita que essa opção vai se consolidar no mercado por facilitar a logística reversa das cervejarias, além de atender a demanda dos consumidores que desejam ter acesso a uma bebida fresca para consumo em casa.
“Com a embalagem PET de 1,5 litro, que é descartável e tem alto índice de reciclagem, conseguimos substituir a logística reversa do barril e atender a uma demanda reprimida dos consumidores que desejam apreciar um chope em casa e na quantidade desejada”, avalia Nunes.
Os growlers são normalmente fechados com uma tampa de rosca, que garante a vedação e preserva a carbonatação da cerveja, o que é importante para manter suas características. Essa é uma preocupação da NewAge, que espera ver suas opções disputando espaço com as chopeiras nos eventos, apostando na praticidade como diferencial.
“Oferecer chope para acompanhar sua festa sem a necessidade de alugar uma chopeira e um barril de 30, 50 litros vai popularizar o consumo. A tecnologia de manter a bebida fresca e com um prazo de validade de 4 a 6 meses, sem a necessidade de refrigeração, é a nossa vantagem competitiva”, conclui o gerente comercial da NewAge.
Três anos antes do prazo estabelecido para atingir sua meta de redução da intensidade de emissões de gases do efeito estufa, a Ambev alcançou 80% do objetivo proposto. De acordo com o relatório de sustentabilidade de 2022 da empresa, houve uma queda de 20% na intensidade das emissões nos escopos 1, 2 e 3, com base no ano de 2017. No Brasil, o índice ficou em 12,4% no fim do ano passado.
A Ambev tem a meta de reduzir em 25% a sua intensidade da emissão dos gases do efeito estufa considerando os escopos 1, 2 e 3 até 2025 em comparação com 2017. Portanto, ainda faltam 5% para a empresa atingir seu objetivo, com esse percentual devendo ser buscado ao longo desse e dos próximos dois anos.
A boa notícia para a Ambev é que a empresa avançou no ritmo de redução da intensidade em 2022: houve uma queda de 8,7% nas emissões em comparação com 2021, sendo que o índice fica em 6,5% quando são considerados apenas os resultados no Brasil.
Além disso, como parte de suas metas para mitigar as mudanças climáticas e seus impactos, a Ambev estabeleceu que 100% da eletricidade comprada deve vir de fontes renováveis, o que já foi alcançado no Brasil. No ano passado, somando a participação de outros países, esse índice atingiu 96%, um avanço em relação aos 84,2% apresentados no relatório de 2021.
Circularidade das embalagens No que diz respeito à circularidade das embalagens, o objetivo da Ambev é ter 100% de seus produtos em embalagens retornáveis ou feitas principalmente de conteúdo reciclado. A empresa relata que fechou o ano de 2022 com 50,15% de embalagens recicladas e 43% de embalagens retornáveis.
No total das embalagens da Ambev, a composição de conteúdo reciclado foi de 55,9% no ano passado, com avanço em todos os tipos de materiais em comparação com 2021. O índice foi de 77,1% para as latas de alumínio, 49,8% para o vidro e 40,8% para o PET, representando um aumento de 185% em relação a esse material em 2021.
Não à toa, a Ambev destaca o uso de embalagens retornáveis como um de seus destaques no ano passado. A empresa afirma que 43,4% do volume de cerveja vendido em 2022 foi em embalagens retornáveis, estabelecendo um recorde. “No ano passado, registramos um crescimento de aproximadamente 4% nas vendas de embalagens retornáveis”, acrescenta o relatório de sustentabilidade.
A Ambev afirma que as estratégias estabelecidas em 2022 para estimular a expansão do mercado de embalagens retornáveis trouxeram resultados positivos, aumentando sua presença tanto em bares como em residências.
“Nossa principal missão é demonstrar na prática os benefícios do uso das garrafas retornáveis da Ambev. Além de ser uma opção mais econômica para os consumidores, também traz grandes benefícios para o meio ambiente e o planeta, pois reduzimos a geração de resíduos e a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera a cada ano”, afirma Caio Miranda, diretor de sustentabilidade da Ambev.
Em relação às marcas, a Ambev destaca que o Guaraná Antarctica se tornou o primeiro refrigerante do Brasil a ter toda a produção de garrafas feita com PET 100% reciclado. Além disso, mais de 5 mil toneladas de plástico pós-consumo foram destinadas à reciclagem em 2022, envolvendo iniciativas da Corona.
Gestão da água Sobre a gestão da água, a Ambev afirma que 100% das áreas de alto estresse hídrico têm projetos em fase de implementação, incluindo Santiago, no Chile, e Teresina, que entraram nessa classificação no ano passado. Esse número representa a meta estabelecida para 2025 e supera os 92,5% alcançados em 2021.
Para atingir esse objetivo, a Ambev afirma que suas ações são responsáveis por mais de 5,8 mil hectares de florestas conservadas e mais de 1,9 milhão de árvores nativas plantadas nos biomas da Mata Atlântica e do Cerrado.
A empresa relata que nos últimos 20 anos reduziu em mais de 50% o uso de água em seus processos produtivos, passando de 5,36 litros para 2,58 litros de água por litro de bebida produzida em 2022. No entanto, esse índice é maior do que os 2,4 litros alcançados em 2021, assim como a meta de 2,5 litros estabelecida para 2025.
“No primeiro semestre de 2022, tivemos um leve aumento em relação ao último ano devido a mudanças no portfólio de embalagens, com volume maior que o planejado na produção de embalagens retornáveis que, apesar dos vários benefícios ambientais de circularidade, demanda uma etapa adicional de lavagem em seu processo produtivo”, afirma, em seu relatório de sustentabilidade.
Agricultura sustentável A Ambev diz que uma de suas metas no campo é que 100% dos agricultores parceiros estejam treinados, conectados e com estrutura financeira para desenvolver um plantio cada vez mais sustentável. A empresa relata que fechou o ano de 2022 com 81% dos agricultores treinados, 95% dos agricultores conectados e 97% dos agricultores financeiramente capacitados. Todos os índices são superiores aos alcançados em 2021, quando a empresa relatou que 88% dos produtores estavam financeiramente capacitados, 84% conectados e 76% qualificados.
Diversidade O censo interno da Ambev revelou que, atualmente, com mais de 32 mil colaboradores no Brasil, 51% são profissionais negros, sendo 36,6% autodeclarados pardos e 14,1% pretos. Nos níveis de liderança, a população negra representa 27,1% do total.
O censo interno da Ambev também apontou que a companhia, hoje com mais de 32 mil colaboradores no Brasil, tem 51% dos profissionais negros, sendo 36,6% autodeclarados pardos e 14,1% pretos. Já nos níveis de liderança, a população negra chega a 27,1% do total.
A participação feminina na equipe de colaboradores ainda é baixa, representando 24,31%, mas esse percentual representa um crescimento de 36% em relação a 2020. Além disso, 36,5% das lideranças da empresa são mulheres.
A aposta na personalização é uma estratégia adotada por diversos negócios com o objetivo de estabelecer um relacionamento mais próximo com parceiros e consumidores. Partindo dessa premissa, a Melhor Brindes surgiu no mercado de presentes e lembranças, depois também decidindo investir em soluções personalizadas para o setor cervejeiro, especificamente na produção de growlers, com foco em oferecer opções customizadas para pequenos empreendedores.
Essa abordagem personalizada vem desde a fundação da Melhor Brindes em 2015, quando o negócio fornecia canecas e taças de acrílico, frequentemente utilizadas como presentes. No entanto, a impossibilidade repentina de realização de festas e encontros na pandemia levou os responsáveis pelo empreendimento a apostar nos growlers, que se tornaram uma salvação para muitas cervejarias no início da crise sanitária.
“Quando a pandemia chegou, as festas e buffets fecharam e ficamos sem vendas. Um cliente que costumava comprar canecas de chope entrou no mercado de growler e nos procurou. Começamos a personalizá-los e deu certo. Depois, criamos o molde para a peça que forma o growler. Com um bom custo de venda, comecei a vender pequenas quantidades online”, relata Viviane Sofientini, diretora e proprietária da Melhor Brindes.
Com ênfase na personalização e no contato direto com os clientes, a Melhor Brindes aposta na venda de pequenas quantidades de growlers para atrair parceiros que nem sempre têm interesse em adquirir um grande volume de embalagens, como explica Viviane.
“Meus concorrentes vendem mais de 300 unidades. Devido ao meu conhecimento em serigrafia, tenho custos baixos e posso vender quantidades menores, de 50 a 60 growlers, para pequenos cervejeiros. Deu certo, porque eles começaram a recomendar meu contato uns aos outros”, afirma.
A profissional da Melhor Brindes também destaca que a aceitação de pedidos em quantidades reduzidas faz com que os parceiros, sejam bares, cervejeiros caseiros ou cervejarias, não precisem de muito capital para manter estoques. “Oferecemos o menor prazo de produção do mercado e vendemos em pequenas quantidades, o que possibilita a compra também para pequenas empresas”, acrescenta.
A Melhor Brindes tem uma parceria com uma fábrica que produz os growlers, o que a permite se concentrar na personalização das embalagens através da técnica de serigrafia. Além disso, na empresa, há um profissional especializado que fica responsável pela inspeção dos produtos antes do envio aos compradores.
A companhia tem o growler de 1 litro como seu produto principal, mas recentemente também lançou uma opção de 600ml, com foco em cervejas de maior valor agregado. Além disso, estão em preparação outras novidades para quem atua no setor cervejeiro. “Em breve, a empresa lançará uma linha de copos de vidro para chope e cerveja, além de outros tamanhos de growlers”, revela Viviane.
Mesmo com a restrição imposta à venda de suas cervejas no Catar, às vésperas do início da Copa do Mundo de 2022, a Anheuser-Busch InBev renovou seu acordo de patrocínio ao principal evento de seleções de futebol. A Fifa anunciou que a AB InBev será apoiadora oficial da Copa de 2026, assim como patrocinará o Mundial Feminino, que ocorrerá neste ano.
O acordo envolve duas frentes: garante a AB InBev como patrocinadora do torneio feminino, que ocorrerá na Nova Zelândia e na Austrália e está em expansão, além de confirmá-la na Copa de 2026, que acontecerá nos países da América do Norte, lar da Budweiser, uma das principais marcas do grupo cervejeiro.
“Torcer e comemorar com uma cerveja faz parte da experiência de bilhões de torcedores de futebol. Estamos orgulhosos de continuar oferecendo maneiras novas e significativas de envolvimento com os fãs e de proporcionar experiências imersivas e incomparáveis que os conectam ao esporte que amam”, afirma Marcel Marcondes, diretor de marketing da AB InBev.
Na época, devido ao prejuízo causado e à impossibilidade de venda nos estádios, como acordado, órgãos de imprensa internacionais sugeriram a possibilidade de a AB InBev obter condições mais favoráveis na negociação para a renovação do contrato visando a Copa de 2026. No entanto, os detalhes financeiros do novo acordo não foram revelados.
De qualquer forma, chama a atenção que o anúncio tenha incluído o Mundial Feminino. A competição entre mulheres tem ganhado popularidade, com a Fifa relatando que 1,1 bilhão de pessoas acompanhou os jogos da edição anterior, realizada em 2019, na França. Agora, na Oceania, a disputa começará em 20 de julho.
A competição passou por um aumento no número de participantes, saltando de 24 para 32 seleções, e busca aumentar suas receitas diante da promessa do presidente da Fifa, Gianni Infantino, de igualar os valores das premiações das versões masculina e feminina da Copa do Mundo.
A próxima edição do torneio masculino de seleções também passará por mudanças. Marcada para Estados Unidos, Canadá e México, a competição saltou de 32 para 48 participantes e terá número recorde de jogos: 104.
Ao celebrar a renovação do contrato, a Fifa lembrou a longa relação com a AB InBev, que já dura quase 40 anos. “Como um de nossos patrocinadores mais antigos, o investimento da AB InBev beneficiará o jogo, bem como o desenvolvimento do futebol em todo o mundo, trazendo criatividade e emoção para a experiência que os torcedores de futebol terão durante nossos torneios mais icônicos”, diz Romy Gai, diretor de negócios da Fifa.
Balcão do Tributarista: Cerveja artesanal e benefícios fiscais
A tributação incidente sobre as cervejas pode variar de forma significativa de um país para outro. Há países que tributam a produção artesanal de maneira diferente das cervejas industriais. Outros, fazem variar a carga tributária em razão do porte da cervejaria. Ainda pode haver diferenças tributárias de acordo com o teor alcoólico ou ingredientes adicionais, como frutas ou especiarias, utilizados no processo de produção. Sem falar na possibilidade de concessão de incentivos fiscais para fomentar o crescimento da indústria em determinadas regiões e, também, nas diferenças encontradas para a tributação de vendas online de cervejas.
Como exemplos de países que utilizam mecanismos diferentes para a tributação da produção cervejeira, podemos citar os Estados Unidos, onde as cervejas artesanais são tributadas e as cervejas industriais possuem tributações próprias com base no volume produzido. As cervejarias que produzem menos de 60.000 barris por ano recebem um desconto fiscal, enquanto as cervejarias maiores são tributadas em uma taxa mais alta.
Outro exemplo é o Canadá. Em algumas províncias, as cervejas artesanais são tributadas em uma taxa mais baixa do que as cervejas industriais, embora as regras variem de acordo com a jurisdição. De forma semelhante, também é o sistema do Reino Unido, onde as regras ainda podem variar dependendo do teor alcoólico.
No Brasil, existem algumas particularidades para a tributação do mercado cervejeiro, como o próprio e conhecido Simples Nacional. Trata-se de um regime tributário simplificado que permite que micro e pequenas empresas paguem seus impostos com uma taxa menor e de forma mais simplificada. As cervejarias artesanais podem optar por esse regime, desde que se enquadrem nos requisitos de faturamento anual.
Além disso, alguns estados brasileiros concedem benefícios fiscais específicos para cervejarias artesanais, como a isenção de impostos estaduais ou a redução de alíquotas. Em alguns casos, também pode haver incentivos fiscais para a produção de cervejas com ingredientes locais, como frutas e grãos regionais, visando o estímulo ao desenvolvimento regional.
No estado do Paraná, por exemplo, as microcervejarias podem obter uma redução no ICMS-ST de até 13% através do recebimento de crédito presumido. Já em Minas Gerais, há um Tratamento Tributário Setorial – TTS para empresas que produzem até 100 milhões de litros de cerveja por ano e que garante crédito presumido do ICMS com índices de recolhimento nas operações internas e interestaduais variando entre 3% e 4%. Ainda, no Rio Grande do Sul tramita um projeto de lei estadual que prevê a concessão de incentivo fiscal para desonerar a produção de cerveja artesanal do ICMS.
No entanto, é importante destacar que os incentivos fiscais para cervejarias artesanais ainda são limitados no Brasil em comparação com outros países, e muitas vezes a tributação pode ser considerada alta para os produtores menores. Por isso, há discussões e propostas de alterações legislativas para incentivar o crescimento da indústria de cervejas artesanais no país.
É importante destacar que esses programas de incentivo fiscal podem ter regras específicas e prazos limitados. Por isso, é importante que as cervejarias consultem as regras vigentes e as condições para a obtenção dos benefícios em cada estado.
Definida como a partida mais importante e aguardada entre clubes no ano, a final da Liga dos Campeões da Europa, neste sábado (10), em Istambul, será disputada entre Manchester City e Inter de Milão, e certamente terá cervejas como pano de fundo para os milhões de torcedores ao redor do mundo que irão acompanhar o jogo.
Diversos bares prepararam programações especiais para os fãs de futebol, inclusive para aqueles que não torcem por nenhum dos finalistas. A própria Liga dos Campeões, em seu processo de globalização que ganhou força nos anos 2000, foi acompanhada pelo patrocínio de uma das principais cervejas do mundo, a Heineken.
Como favorito na final deste sábado, o Manchester City, que tem a cerveja japonesa Asahi Super Dry como sua bebida oficial, carrega o peso de nunca ter vencido a Liga dos Campeões. A equipe confia em nomes como De Bruyne e Haaland para conquistar o primeiro título europeu para o clube e para o técnico Pep Guardiola desde sua saída do Barcelona em 2012. Esse período foi marcado por conquistas nacionais, com oito de dez campeonatos vencidos pelo técnico espanhol, mas também por decepções no cenário europeu.
Considerada uma zebra, a Inter de Milão ostenta três troféus da Liga dos Campeões em sua história, sendo o último conquistado em 2010. O clube chega à final após eliminar o rival Milan nas semifinais, um confronto visto como um renascimento do futebol italiano nas competições entre clubes, além de já ter vencido a copa nacional nesta temporada.
Diante da importância do confronto, o Guia conversou com Rodrigo Sena, beer sommelier e responsável pelo canalBeersenses, para fazer um exercício lúdico que busca aproximar ainda mais os universos das cervejas e do futebol, relacionando-os com os finalistas da Liga dos Campeões.
As escolas cervejeiras de cada país A Inglaterra tem uma tradição cervejeira de séculos. Foi criada uma cultura cervejeira forte, com a cerveja enraizada na cultura do Reino Unido. Na Itália, essa tradição não é tão forte, pois o país é mais voltado para o vinho. Mas, nos últimos dez anos, houve um crescimento significativo do mercado cervejeiro artesanal, com uma variedade de estilos que levaram o país a se tornar uma potência cervejeira na Europa, embora fique atrás da Alemanha, República Checa, Bélgica e Inglaterra. A Itália vem na sequência. É, portanto, uma escola tradicional contra uma escola que está surgindo.
A escola inglesa é conhecida por ter pouca variedade, mas tem muita diversidade entre seus estilos. Ela apresenta cervejas como as Bitter, tradicionais no dia a dia, nos pubs, assim como as Pale Ales e IPAs (India Pale Ales), as cervejas escuras, as Potters e Stouts, além de cervejas ultrapotentes, como as Barley Wines, Wee Heavys e Scotch Ales.
Já a escola italiana recebeu muita influência da Alemanha e sua região, devido à proximidade geográfica, com cervejeiros migrando para o sul do país. Essa influência alemã é combinada com uma forte influência da escola belga, devido à rica gastronomia italiana, o que também trouxe para a cerveja. Como resultado, a escola italiana apresenta uma diversidade maior de estilos do que a inglesa, graças à sua gastronomia e cultura.
Os finalistas: Pale Ale x Pilsner italiana O Manchester City não possui muitas características do futebol inglês. É um time que joga ofensivamente, gosta de ter posse de bola e tem movimentação. Ao mesmo tempo, sabe ser intenso, mas também consegue ser leve nos momentos em que precisa. Ele consegue aliar a intensidade e a força com leveza. Então, podemos fazer um paralelo entre o Manchester City e um estilo tradicional inglês de cerveja, a English Pale Ale. Essa cerveja possui intensidade nos lúpulos ingleses, é aromática e tem um amargor perceptível, mas também é refrescante, pode ser leve, não tem um teor alcoólico tão alto. Assim como o estilo de cerveja, o time combina intensidade e força, mas também pode ser leve.
Na campanha na Liga dos Campeões, a Inter de Milão teve uma pegada diferente, com velocidade, menos posse de bola e maior efetividade, sendo mais vertical. Nesse caso, podemos fazer um paralelo com um estilo de cerveja que foi transformado pelos italianos e até ficou conhecido como Pilsner italiana. A Pilsner é um estilo tradicional da escola alemã. Os italianos trouxeram a Pilsner e criaram uma técnica a ser utilizada na fabricação, colocando o dry-hopping no final, adicionando lúpulos nobres europeus. Essa técnica transformou o sabor da cerveja, deixando-a mais aromática, com maior presença floral. É uma cerveja leve, refrescante e que pode ser consumida rapidamente devido ao seu teor alcoólico baixo. E essa é a velocidade da Inter de Milão. Essa técnica foi posteriormente copiada pelos americanos ao criarem as chamadas Hop Lagers.
Os ataques: Barley Wine x Strong Golden Ale No Manchester City, o ataque, com De Bruyne, Haaland e Grealish, tem jogadores fortes, que brigam muito pela bola e possuem um talento incrível, com técnica e habilidade apuradas. Eles têm posse de bola, movimentação e inteligência, o que me faz pensar em um estilo de cerveja inglês chamado Barley Wine. Esse estilo é conhecido por sua alta potência alcoólica, passando dos 9% de graduação, e traz muita potência ao sabor, principalmente dos maltes, sendo tradicional na Inglaterra.
Do outro lado, temos um ataque bastante efetivo e vertical, representado por jogadores como Lautaro Martinez e Lukaku. Nesse caso, posso fazer um paralelo com um estilo de cerveja belga, a Strong Golden Ale. Essa cerveja tem uma cor dourada brilhante e apresenta sabores e aromas muito intensos, com uma pegada alcoólica mais alta. Ele traz um frutado condimentado das leveduras com potência alcoólica. E me lembra o ataque da Inter de Milão que vai em direção ao gol com verticalidade.
O engradado de cerveja na porta, a estufa cheia de salgadinhos e o baleiro que gira são imagens associadas imediatamente aos botequins, mas não são a alma que os define. De acordo com Eduardo Freitas, o Preá, esses estabelecimentos, fundamentais para a cultura da cerveja, são importantes por serem espaços de sociabilidade, além de atenderem à classe trabalhadora.
A avaliação foi apresentada por Preá no terceiro episódio da sexta temporada do podcast Hora do Gole, apresentado por Eduardo Sena. E ele pode falar bem do assunto, pois estima já ter visitado mais de 500 botequins por todo o país.
Sociólogo e trabalhando na área de educação, Preá também é referência quando o assunto são os botequins por outras razões: ele é o responsável por um perfil no Instagram que retrata, em imagens, como é a vida nesse tipo de estabelecimento. Além disso, no ano passado, criou um estudo ébrio-etnográfico de botequim por botequim de Copacabana, no Rio de Janeiro, listando 75 estabelecimentos em funcionamento no bairro.
Em parceria com o Hora do Gole, o Guia traz os principais trechos da participação de Preá. Ele compartilha suas experiências pessoais, os desafios enfrentados pelos botequins e apresenta reflexões sobre o futuro desses estabelecimentos.
Confira as opiniões de Preá e acompanhe o episódio do Hora do Gole na íntegra:
O que é o botequim Falar que o botequim tem um ovo colorido, comida saborosa e cerveja gelada faz parte de uma alegoria. Isso está longe de definir o que é um botequim. Para mim, ele se encontra no território da experiência subjetiva. O que diferencia um bar de um botequim é quem frequenta, quem se sente pertencente, quem se sente acolhido, quem reconhece aquele território como um botequim.
O espaço do trabalhador Com exceção de uns 10 territórios no Brasil, como Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e Itaim Bibi, em São Paulo, todo lugar vai ter pelo menos um [botequim], porque tem a ver com o território de classe. Se você tem a classe trabalhadora, operária, pessoas que prestam serviços, estão trabalhando duro das 8h às 18h, é natural, quase condicionado, que surja um pequeno comércio para atender a essa parcela importante da população que sustenta o restante. Aqui no Rio, volta e meia há essa discussão de que o botequim é um território suburbano, que nasceu no subúrbio e que os outros lugares tentam imitar. Eu tenho uma visão contrária a isso, que está exclusivamente relacionada à questão do território de classe. Portanto, se você tem o fluxo de trabalhadores desde cedo, é obrigatório que haja pelo menos um lugar que seja o botequim.
O estudo ébrio-etnográfico sobre botequins de Copacabana Quando olho para um botequim, não é com os olhos curiosos de um sociólogo, é com os olhos de um consumidor, de alguém que senta ali, toma duas Antarcticas, reflete sobre a vida, fica em silêncio, conversa consigo mesmo, se acalma. Portanto, meu olhar para esse território seria mais uma observação participante do que uma observação exótica, curiosa ou fetichista. E eu tinha preocupações sobre quais botequins ainda estavam abertos durante a pandemia. Pensava no seu Tião, que já tinha 85 anos, e se ele pegasse uma gripe ou a Covid, poderia não resistir. E o bar dele? Eu não podia ir lá porque estava cumprindo a quarentena. Quando a situação mudou, com a vacinação, eu saí e comecei a anotar. Eu tinha um conjunto de dados e pensei em publicá-los como uma maneira de mostrar que essa galera está viva. Então, fiz isso, e os dados foram baseados nos meus critérios de o que é um bar e o que é um botequim. Hoje, há dois a menos, porque fecharam desde o ano passado, mas tínhamos 75 botequins em um conjunto de 50 e poucas ruas. Alguns quarteirões têm 10 botequins, algumas ruas têm oito botequins, há botequins lado a lado, compartilhando a mesma porta.
Publicações sobre botequins no Instagram Isso começou comigo indo a um botequim em Bonsucesso e tomando duas cervejas, ficando completamente maravilhado com a estética do lugar, com uma geladeira da década de 1930, azulejos e um senhorzinho de 80 anos trabalhando sozinho. Isso é lindo, eu me emociono no botequim. É muito curioso porque, ao começar a dialogar com essas pessoas, percebo que também tenho meu próprio comportamento no botequim. Há botequins em que vou há cinco ou seis anos e ninguém sabe meu nome. Entro, digo bom dia, tomo duas ou três cervejas, geralmente sozinho, e fico atento a todos ao meu redor. Normalmente, não uso fones de ouvido, pois considero falta de educação estar em um ambiente cheio de pessoas e querer ficar isolado com meus fones. Fico ali por um tempo e saio. No entanto, há muitas pessoas que gostam de conversar. Isso entra na questão dos territórios das subjetividades, no que cada um busca e no que cada botequim pode oferecer.
Repercussão das publicações Quando começo a postar no Instagram, naturalmente começa a ecoar e começam a falar, dialogar, compartilhar e a fazer perguntas. Tenho certeza que isso tem muito mais a ver com as pessoas do que comigo. Porque o território do botequim é extremamente importante para a sociabilidade, a história, a construção da memória e o afeto de muitas pessoas. Era onde compravam balas, onde meu avô pegava leite, onde meu pai pedia para comprar cigarros. Sabemos de todos os problemas que esse território também possui. É um território conservador, às vezes machista, misógino, onde programas sensacionalistas fazem sucesso e todos ficam assistindo. É um ambiente que representa um desafio para a saúde de muitas pessoas em relação ao alcoolismo. Não há nada romântico aqui. É um território contraditório como qualquer outro, assim como a vida em si, mas é um ambiente que transmite muitas coisas para muitas pessoas. Acredito que muitas pessoas perderam o contato com isso, seja por causa da vida que levam, dos lugares que frequentam, e de certa forma, isso se conecta com o que estou registrando.
Os botequins vão acabar? Existe um fator que é determinante para a possível transformação dos botequins, que é a questão geracional. Eu acredito que para a família do seu Eraldo, dono de um botequim com 76 anos, quando ele falecer, talvez faça mais sentido transformar o estabelecimento em uma drogaria ou algo que hoje seja mais relevante do que era quando o bar foi aberto, há 50 anos. O mercado vai se adaptando para atender às demandas. Lembro-me claramente que quando meu pai queria tomar uma cerveja em casa, ele tinha que levar a garrafa vazia de volta ao mercado, e havia um local específico para a troca do casco: você entregava o casco vazio e pegava um cheio. Se eu contasse a ele que hoje é possível abrir um aplicativo no celular, fazer um pedido e em 20 minutos ter uma cerveja entregue em casa, ele me acharia louco. Também não acho que podemos olhar apenas com um olhar nostálgico, negando a mudança. Muitas pessoas dependem desse negócio para sobreviver. Então, esse fator geracional pode ser desafiador, mas acredito que o espírito dos botequins continuará vivo, porque sempre haverá trabalhadores, a classe operária, pessoas que ralam para sustentar este país. E essas pessoas serão acolhidas em algum lugar. Por exemplo, tenho a percepção, talvez segmentada, de que já tomei muitas cervejas de manhã cedo, na virada da madrugada, em padarias em São Paulo. É um hábito que não é tão comum no Rio, mas em muitos lugares de São Paulo, a padaria assume o papel do botequim. Há muitas bancas de jornal que não fazem mais nada além de vender produtos como cerveja e comida. Então, a banca de jornal se torna um ponto de encontro. Portanto, acredito que esse tipo de comércio em si está sempre propenso a mudanças. E talvez, daqui a 50 ou 60 anos, veremos esse tipo de comércio se transformar ainda mais.
A cerveja artesanal poderá se tornar popular? Quando se cria um bar de cerveja artesanal, pelo menos nos muitos que já visitei, eles são criados para serem muito diferentes dos bares anteriores. Os festivais de cerveja artesanal também são muito diferentes de outras experiências. Isso não é um problema, mas a pergunta que surge é até que ponto aqueles que desejam ser diferentes, que querem trilhar caminhos distintos, desejam se aproximar dos iguais. Talvez a reflexão seja se o mercado da cerveja artesanal quer se apropriar cada vez mais de um nicho diferente ou se deseja se aproximar do que já existe no mercado. Minha percepção atual é que, cada vez mais, certamente com exceções de ambos os lados, a média parece buscar mercados mais nichados. Acho que a prática de introduzir outros produtos da marca no território do botequim pode ser menos complicado do que as pessoas dizem. Acho que muitas pessoas poderiam facilmente beber uma cerveja de trigo leve ou uma Session IPA, por exemplo.
O Brasil consome 1,2 bilhão de litros de cerveja mensalmente, segundo pesquisa realizada pelo Cupom Válido. É possível um setor tão relevante entrar em crise? O que seria uma crise para o setor cervejeiro? E o que podemos tirar das movimentações mais recentes desse mercado? Desde o anúncio de recuperação judicial do Grupo Petrópolis, que detém marcas populares como Itaipava, Crystal e Petra e, em paralelo a isso, a Cervejaria Santa Catarina (CSC), dona das marcas Saint Bier, Coruja, Barco e Catarina, que também passou por reestruturações, ocorreram esses e diversos outros questionamentos.
Para um olhar mais atento, esses fatos podem explicar muita coisa. O Brasil é o terceiro maior polo cervejeiro do mundo, com um faturamento de R$ 180 bilhões – equivalente a 2,1% de seu PIB -, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Expressivo e relevante, certo? Mas apenas 3 empresas detêm 95% desse valor. Se há crise em uma delas, há crise em todo o setor? Não necessariamente.
Isso porque é notável o crescimento da popularidade da cerveja artesanal. Esse nicho tem chamado atenção dos consumidores e se tornado cada vez mais relevante no mercado cervejeiro. Prova disso, é que alguns players já fizeram movimentações nesse sentido, como a compra da Colorado, de Ribeirão Preto, pela Ambev ou a artesanal inglesa Beavertown pela Heineken. Hoje, o Brasil tem registradas mais de 1500 cervejarias artesanais. Dados do Anuário da Cerveja de 2021 mostram um crescimento de 48,5% no número de cervejarias nos últimos 20 anos.
Quando falamos desse nicho, nos deparamos com a bruta realidade de que quase metade das cervejarias artesanais do Brasil não registraram lucro em 2022, segundo pesquisa realizada pelo Guia da Cerveja. O trabalho aponta que 46% dos empreendimentos tiveram prejuízo ou só empataram as contas entre receitas e despesas no ano passado. Apesar de dar luz às dificuldades do setor, o levantamento aponta para uma tendência de recuperação: 62% das empresas participantes afirmam que apresentaram crescimento nas vendas de cerveja em 2022 na comparação com 2021. E 81% das cervejarias esperam que o ano de 2023 também seja de crescimento em relação a 2022.
Diz o ditado que onde há crise, há oportunidade. Para o mercado cervejeiro artesanal, o produto é a oportunidade por si só. Isso porque tem suas vantagens: personalização, exclusividade, identidade própria e qualidade das matérias-primas. Fomentar e democratizar o acesso ao artesanal é essencial para os produtores crescerem e, assim, quem sabe, consequentemente o mercado também — e com mais pluralidade.
*Augusto Sato é cofundador e CEO da MeuChope, startup que fomenta o mercado de cervejas artesanais através de incentivo e inteligência de negócios.
Em maio, ficou mais caro beber cerveja nos bares, mas quem recorreu ao varejo pode ter encontrado preços melhores. Esse cenário foi observado com a divulgação nesta quarta-feira (7) dos dados da inflação pelo IBGE, com deflação da cerveja no domicílio, mas alta expressiva no valor do mesmo produto fora do domicílio.
A cerveja no domicílio, em geral comercializada no varejo, apresentou, em média, queda de 0,28% em maio, enquanto o item nos bares e restaurantes teve alta de 1,15%, um índice bem acima da inflação oficial do Brasil, o IPCA, que ficou em 0,23% no mês passado.
Essa deflação da cerveja no domicílio em maio fez com que a alta em 2023 caísse para 2,94%, praticamente idêntica ao IPCA, que está em 2,95% no ano. Mas ainda há uma grande disparidade no somatório dos últimos 12 meses: enquanto o produto no varejo segue com inflação de mais de 10% – agora em 10,19% -, a inflação oficial está em 3,94%.
A alta da cerveja comercializada em bares é mais do que o dobro do IPCA de junho de 2022 a maio deste ano, sendo de 7,95%, de acordo com o IBGE. Já em 2023, o índice fica em 3,67%.
Entre as capitais brasileiras pesquisadas pelo IBGE, quem mais sofreu com a alta dos preços da cerveja foi o Rio de Janeiro. Por lá, a inflação do produto ficou em 2,17% fora do domicílio e em 1,63% no domicílio, sendo a maior alta do levantamento em ambos os cenários. Já as principais quedas foram registradas em Belo Horizonte, com deflação da cerveja no varejo (-1,13%), assim como aconteceu em Rio Branco, nos bares (-1,16%).
Outras bebidas alcoólicas A alta mais expressiva do preço da cerveja fora do domicílio se repetiu com outras bebidas alcoólicas na comparação com o produto comercializado no domicílio, sendo de 0,64% em maio, acima dos 0,38% do mesmo item quando adquirido no varejo.
Ainda assim, a inflação de outras bebidas alcoólicas é maior no varejo do que nos bares tanto em 2023 (7,46% x 6,08%) como ao longo do período de 12 meses (6,17% a 4,24%), segundo os dados divulgados pelo IBGE.
O instituto também relatou que o grupo alimentação e bebidas teve inflação de apenas 0,16% em maio, abaixo, portanto, da variação do IPCA. Em 2023, o indicador soma alta de 1,69%, sendo de 5,54% no período de 12 meses.
André Almeida, analista da pesquisa, ressalta que a pequena variação dos preços do grupo de alimentação e bebidas em maio teve relação direta com o recuo do IPCA, que havia ficado em 0,61% em abril. “Trata-se do grupo com maior peso no índice, o que acaba influenciando bastante no resultado geral”, diz.
Após um maio com alta dos preços nos bares e queda no varejo, é possível esperar que a cerveja fique mais cara no Brasil. De acordo com informações divulgadas pela coluna Painel S.A., da Folha de S. Paulo, “a indústria cervejeira, liderada por Ambev e Heineken, já avisou aos diversos estados que hoje pensam em elevar impostos do setor para reforçar o caixa, que não consegue mais segurar o preço da bebida”. No ano passado, mais de uma dezena de estados elevaram o ICMS cobrado sobre a cerveja, com o aumento entrando em vigor em 2023.
Segundo a Folha, o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), que representa a Ambev e o Grupo Heineken no Brasil, apresentou estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas mostrando que “desde 2019 até o fim de 2022, absorveram 52,8% do aumento dos custos de produção”.
À reportagem do Guia, o Sindicerv declarou que “não se manifesta sobre relações comerciais entre os fabricantes de cerveja e seus clientes – sejam distribuidores, redes varejistas, bares e restaurantes, especialmente no tocante à estratégia de preços”.
88% das cervejarias com débitos não deverão se livrar das dívidas em 2023
As cervejarias brasileiras que têm dívidas não deverão se livrar desses débitos ainda em 2023. De acordo com a pesquisa “O Ano de 2022 para as Cervejarias”, realizada pelo Guia da Cerveja, apenas 12,1% das marcas participantes do levantamento trabalham com a perspectiva de pagar os compromissos financeiros em atraso dentro do período de até um ano.
A perspectiva predominante, abrangendo 72,7% das cervejarias pesquisadas, é conseguir quitar as dívidas em um prazo entre 1 e 5 anos. No entanto, um contingente significativo de 15,2% dos respondentes enfrenta uma situação financeira bastante complicada, esperando levar entre 5 e 10 anos para equilibrar suas contas.
Esse cenário desafiador pode ser atribuído a diversos fatores, incluindo condições macroeconômicas desfavoráveis, o impacto da pandemia do coronavírus e a desaceleração no consumo. De fato, 1 em cada 3 cervejarias da amostra participante do levantamento afirmou possuir dívidas.
Com quem as cervejarias têm dívidas?
A maioria das dívidas está relacionada a compromissos em atraso com bancos e outras instituições financeiras, refletindo tanto a incerteza do momento quanto a falta de capacidade financeira das cervejarias.
O levantamento revelou que 6 em cada 10 cervejarias endividadas possuem débitos com instituições financeiras. Além disso, há outros problemas, como atrasos no pagamento de impostos aos governos (22,5%) e contas em atraso com fornecedores (10%), que desempenham um papel fundamental para qualquer cervejaria. Além disso, aproximadamente 7,5% das dívidas são com pessoas físicas.
“O Ano de 2022 para as Cervejarias” foi uma pesquisa quantitativa conduzida pelo Guia da Cerveja por meio de um questionário online. As respostas foram coletadas entre outubro e dezembro de 2022, e o levantamento contou com a participação de 100 proprietários ou administradores de cervejarias.