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Menu Degustação: Fundo Bora Cultura Preta, Beck’s para 70+, aniversários…

As iniciativas realizadas por empresas cervejeiras podem ir bem além do seu ecossistema. A Ambev, por exemplo, se juntou à PretaHub e está com inscrições abertas em um edital para financiamento de projetos de entretenimento e cultura para gerar mais oportunidades a produtores, artistas e empreendedores negros, o Fundo Bora Cultura Preta.

Já buscando avançar no contato com outros públicos, a Heineken criou uma ação para reforçar a sua ligação com os gamers. E a Beck’s, em uma ação de marketing, está com uma cerveja mais amarga, destinada para quem tem 70 anos ou mais.  

Enquanto isso, as cervejarias Brass Brew e Hop Flyers Brewing se preparam para celebrar seus aniversários com programações especiais. E Academia da Cerveja, Instituto Ceres e Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM) se uniram em um curso de capacitação para quem deseja atuar em bares.

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Confira estas e outras ações cervejeiras no Menu Degustação do Guia:

Edital da Ambev
A Ambev abriu inscrições para o Fundo Bora Cultura Preta, que vai apoiar projetos de entretenimento e cultura, gerando mais oportunidades a produtores, artistas e empreendedores negros. A iniciativa da Ambev em parceria com a PretaHub, aceleradora do empreendedorismo negro, faz parte do programa de inclusão produtiva da companhia que busca gerar oportunidades de capacitação, emprego e renda. O Bora Cultura Preta vai destinar R$ 7 milhões para apoiar o trabalho de empreendedores culturais de todo o país, como valor sendo fruto da combinação de recursos próprios e investimentos via leis de incentivo. As inscrições no Bora Cultura Preta podem ser feitas até as 17h59 do dia 26 de maio.

Curso sensorial
O curso Beer Sensory: Análise e Gestão Sensorial passa a integrar a grade do Science of Beer Institute. Voltado para profissionais e apaixonados por cerveja que buscam expandir suas habilidades e técnicas de avaliação de cerveja, o curso terá sua primeira turma em maio. De casa, o aluno terá aulas com profissionais especialistas e ainda receberá um kit. As inscrições podem ser feitas até o dia 10, com as aulas começando em 22 de maio.

Ceres + ESCM + Academia
A Academia da Cerveja, da Ambev, se uniu novamente à ESCM e ao Instituto Ceres para oferecer uma formação gratuita de iniciação e capacitação no mercado de serviço de bares, restaurantes e outros estabelecimentos relacionados ao universo cervejeiro. Podem participar pessoas de qualquer região do país que tenham acima de 18 anos. O curso é online e on demand. As inscrições ficarão abertas até o dia 18.

Dois anos da Brass Brew
Localizada na Casa das Caldeiras, uma antiga fábrica desativada que é patrimônio histórico de São Paulo, a Brass Brew celebra neste domingo (30) seu aniversário de dois anos. Para isso, um festival foi idealizado, com a presença de blocos de carnaval, e DJs. O espaço também será palco do lançamento da cerveja comemorativa da marca, a 15/23, uma American Pale Ale pensada especialmente para brindar o momento. Para além da música e cervejas, a festa conta com um empório com produtos da Serra da Mantiqueira e outros artesanatos, Casa da Cachaça, diversas opções gastronômicas, flash tattoo e atividade para as crianças visando ser um evento para toda a família.

Sete anos da Hop Flyers Brewing
Criada em 2016 para ser uma cerveja cigana, há quatro anos a Hop Flyers Brewing ganhou casa própria, a Cevada Pura. E agora vai comemorar seu sétimo aniversário exatamente lá. A celebração está marcada para 13 de maio e terá apresentação das bandas Far From Alaska, Jet Set, Sam – O Ermo homem banda e do DJ Ueno. A Cevada Pura fica no bairro Vila Rezende, em Piracicaba (SP).

Artesanais gaúchas no Comida di Buteco
O Comida di Buteco, concurso nacional de culinária “raiz”, conta com bares de cervejarias artesanais entre as concorrentes de Porto Alegre e Canoas ao prêmio de melhor bar. A votação é feita pelo público, que pode visitar os estabelecimentod até o próximo domingo (30). Além de avaliar os pratos, o público dá notas para atendimento, higiene do local e temperatura da bebida. As artesanais participantes são a Baldhead, com o Bar Baldhead (Rua Sarmento Leite, 1086), na Cidade Baixa, e o Biermarket (Rua Barão de Santo Ângelo, 497), no Moinhos de Vento.

Beck’s para 70+
A Beck’s está com uma campanha para o público de 70 anos ou mais. A novidade é uma edição ainda mais amarga: a Beck`s 70+. A ideia é levar para essas pessoas todas as características da cerveja, promovendo uma experiência de degustação completa. A bebida pode ser encontrada nas áreas VIPs de diversos eventos – e não será comercializada.

Festival com Corona
Um dos principais eventos de música eletrônica do mundo e com 19 anos de existência, o Piknic Électronik realizará a sua segunda edição no país, neste sábado (29), no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. O festival, que é apresentado pela Corona, traz uma praça gastronômica especial. Para aqueles que estarão de passagem no parque, mas que queiram fazer suas refeições no espaço do evento, o Piknic Électronik disponibilizará os Lunch Tickets, ingressos a preços mais acessíveis para o público acessar o festival, podendo desfrutar das comidas e bebidas. A entrada será até as 14h deste sábado e os ingressos estarão disponíveis na plataforma Fever.

Ação artística da Corona
A cidade de São Paulo, conhecida por seus grafites espalhados por muros e empenas, recebeu duas obras únicas, feitas com uma tinta fotossensível, visível apenas à luz do sol. Utilizando pela primeira vez este tipo de tinta na pintura de muros no país, a intervenção urbana, intitulada Solar Spots, é uma criação da cerveja Corona Cero Sunbrew, tendo contado com outras artes espalhadas por pontos da cidade. A ação refletiu sobre a importância do sol para o bem-estar e saúde da população e serviu como convite a todos para aproveitarem o poder da luz do dia.

Conexão com gamers
A Heineken está lançando a Beer Matchmaking, uma plataforma que mapeia o perfil dos consumidores que se cadastrarem na página e faz uma seleção baseada em detalhes como jogos preferidos, consoles, horários disponíveis e nível dos jogadores que estão em busca de uma partida. A novidade faz parte da campanha global da marca, intitulada “Nem toda a rodada é lá fora”, desenvolvida pela agência Le Pub Brasil, que tem como objetivo mostrar que os gamers não são antissociais, e o jogo é também um ambiente de socialização e celebração.

Heineken e futebol feminino
Em outra frente, a Heineken segue fortalecendo o movimento pela inclusão de gênero no futebol e neste ano retoma a campanha “Um brinde a todos os fãs. Inclusive homens”, em canais digitais e TV. Criada pela Publicis Itália, a campanha exalta a paixão das torcedoras. Como parte da estratégia, a marca vai continuar alimentando o site Fresher Football, lançado em 2022 em parceria com a Footballco através da GOAL.com, com dados atualizados das competições organizadas pela Uefa, incluindo números importantes do futebol feminino, o que reforça a importância e o protagonismo das mulheres e de suas equipes na história do esporte.

Propaganda em formato 3D
A Heineken será o primeiro anunciante a explorar os recursos da publicidade 3D Play nos circuitos digitais out of home da Clear Channel simultaneamente no Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba. A marca de cervejas utilizará o formato 3D para reforçar a ocasião de consumo nos bares durante os jogos das edições masculina e feminina da Liga dos Campeões.

Zé Compensa
As compras no aplicativo Zé Delivery, da Ambev, passaram a valer pontos para trocas por descontos e experiências com o Zé Compensa. O programa de recompensas do aplicativo vai entregar descontos exclusivos em bebidas geladas, experiências como idas a jogos de futebol em estádios, eventos, shows, festivais de música e cinema. Para participar, basta baixar o aplicativo e se cadastrar gratuitamente no programa.

Trabalho híbrido desafia recuperação dos bares em regiões de escritórios

Afetados durante o auge da crise sanitária, quando muitas pessoas ficaram nas suas casas, passando a atuar no modelo de home office, bares de algumas regiões de grandes cidades precisam lidar com uma nova realidade: o modelo de trabalho híbrido adotado por algumas empresas, uma rotina que afeta a lógica de frequência a esses estabelecimentos quando eles ainda buscam se recuperar da crise que assolou o segmento nos últimos anos.

Esse cenário se expressa mais em algumas regiões, que não conseguiram acompanhar o ritmo de crescimento dos bares e restaurantes ao longo de 2022, com uma expansão de 9% no faturamento na comparação com 2019, o último ano pré-pandemia, de acordo com informações da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

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Bares em regiões que concentram escritórios, porém, não atingiram o mesmo índice e têm encarado dificuldades com o modelo híbrido de trabalho, que, em sua maioria, permite aos funcionários a possibilidade de trabalhar em casa às segundas e sextas-feiras, só indo às empresas entre terça e quinta-feira. A recuperação do segmento, assim, se dá de modo incompleto.

O cenário é mais perceptível na região da avenida Paulista e no bairro Vila Olímpia em São Paulo, assim como no centro do Rio de Janeiro. “A segunda não faz tanta diferença, mas a sexta foi dramática, por ser o melhor dia da semana, com o famoso sextou”, comenta Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.

Pode ter aumentado o movimento da quinta, mas não tem o mesmo movimento de indulgência, de se dar de presente uma rodada extra na sexta-feira

Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel

E a perspectiva é de que ainda demore para que essas regiões retomem o nível pré-pandemia, pois há menos pessoas nas ruas nessas localidades, o que afeta diretamente as atividades de comércio e serviços. Por isso, nessas regiões, o encolhimento dos bares e restaurantes pode ter chegado a até 10%.

Para lidar com essa nova realidade e reduzir seu impacto, alguns desses espaços alteram rotinas: horários de funcionamento foram modificados, ampliando a aposta nas atividades mais noturnas. Além disso, como forma de captar recursos, alguns estabelecimentos estão mais abertos a hospedarem eventos corporativos. “Alguns mudaram de perfil, buscando tirar o peso do almoço corporativo, reforçando o foco no delivery”, comenta o diretor e fundador do BaresSP, Fábio de Francisco.

Os bares, claro, não chegam a ficar vazios às sextas-feiras, mas a frequência em alguns horários sofreu maior impacto, especialmente naqueles relacionados ao happy hour, realizado logo após o fim do expediente, costumeiramente no início das noites.

“O principal impacto nos bares envolve o happy hour. O movimento ficou para mais tarde. Somado a isso, se perdeu o Horário de Verão (extinto em 2019), que trazia o movimento para mais cedo”, diz Solmucci.

O diretor do BaresSP pondera que esses estabelecimentos já haviam se adaptado a uma nova realidade quando o home office foi adotado no início da pandemia. “Bares das regiões com muitos escritórios já tinham passado por dificuldades na pandemia e vinham se reajustando, com diminuição de equipe, redução de custos, mudanças de cardápio e de conceitos”, diz.

Bairros crescem, preços freiam
Por outro lado, o local de consumo se modificou, com bares localizados em bairros com características residenciais aproveitando o modelo híbrido de trabalho para ampliarem o faturamento a partir dessa migração de público. “Houve um deslocamento da demanda para os bairros. O que aconteceu é que o mercado está maior. A dificuldade é de rentabilizar”, avalia Solmucci.

Com uma rede de 20 lojas no Rio de Janeiro, o Bar do Adão observou a diminuição do movimento em áreas mais comerciais da capital fluminense. Porém, como muitos bares fecharam as portas durante a pandemia, aqueles que conseguiram sobreviver à crise sanitária têm atuado para captar o consumidor que tem menos opção de escolha.

“O fluxo de pessoas em áreas comerciais caiu substancialmente, porém também houve diminuição das opções: muitos bares e restaurantes fecharam e não abriram novos nos mesmos locais. Isso permite, que em alguma medida, para quem está funcionando, seja possível tentar capturar parte do fluxo”, diz Maurício Costa, diretor-geral do Bar do Adão.

Para conquistar o consumidor, bares também evitaram repassar a alta dos custos integralmente ao consumidor. Nos últimos 12 meses, a inflação da cerveja foi de 10,15% no varejo, com o índice ficando em 6,7% nos estabelecimentos para consumo fora do lar. Além disso, alguns desses espaços fizeram mudanças em seus cardápios.

“Os bares e restaurantes operando começam uma competição baseada em preço, o que acaba reduzindo a margem que já está apertada com o cenário inflacionário”, comenta o diretor do Bar do Adão. “Fizemos mudanças no cardápio, alguns movimentos inéditos. Tivemos que repensar nosso mix de oferta por conta da inflação de custos e despesas que nosso setor tem sentido”, acrescenta.

Para 2023, a Abrasel trabalha com a previsão de crescimento de 2% a 3% para o faturamento dos bares e restaurantes. Mas não será a classe média, que concentra parcela relevante dos trabalhadores em modelo híbrido a impulsionar essa expansão. “O crescimento será puxado pela base da pirâmide”, diz Solmucci, também citando a importância de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, para essa expansão.

“Pesquisa do Guia é mais um motivo para se valorizar pequenos negócios”

“Pesquisa do Guia é mais uma justificativa para valorização dos pequenos negócios”

A pesquisa “O Ano de 2022 para as Cervejarias” indicou que micros, pequenos e médios empreendedores que atuam no setor precisam de políticas públicas condicionadas ao seu modelo de empreendimento para que possam prosperar. Essa foi a avaliação apresentada por representantes do setor a partir da análise dos dados da pesquisa realizada pelo Guia da Cerveja, que pode ser acessada pelo link.

Ao relatar que apenas 46% das cervejarias com produção inferior a 5 mil litros de cerveja ampliaram as suas vendas no ano passado em relação a 2021, em contraponto aos 62% de todo o universo da pesquisa, o trabalho indica um cenário mais desafiador para os microempreendedores, que precisam de políticas mais condizentes com o porte das suas atividades, na visão de Gilberto Tarantino, presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva).

“Percebemos que a escala de produção tem grande reflexo na lucratividade das empresas e isso tem relação direta com o sistema tributário que trata de forma igual empresas que têm realidades distintas. Dados como estes ajudam a fundamentar nossas ações e nossas prioridades como associação”, diz.  

Essa necessidade de atenção aos pequenos empreendedores também é ressaltada por uma discrepância entre resultado e expectativa. Afinal, ao mesmo tempo em que 46% das cervejarias não apresentaram lucro em 2022, 81% acreditam que 2023 será melhor do que o ano passado.

“Este cenário de altos e baixos é comum também em outros setores e é uma situação que acompanha grande parte das micro, pequenas e médias empresas no Brasil. Assim, é mais uma justificativa para valorização dos pequenos negócios no Brasil”, afirma Eduardo Fernandes Marcusso, servidor público do Ministério da Agricultura e Pecuária e consultor técnico da Câmara Setorial da Cerveja.

A importância dos pequenos empreendedores é reforçada pela abertura recente de novas cervejarias, um dado captado pelo levantamento do Guia e ressaltado pelo presidente-executivo do Sindicerv, Márcio Maciel, ao destacar o potencial gerador de empregos desses novos negócios.

“O levantamento apontou que 44% das cervejarias iniciaram suas atividades nos últimos três anos, e isso reforça o papel estratégico do setor cervejeiro para o desenvolvimento econômico e geração de emprego para o país, na retomada do pós-pandemia”, diz.

O representante do Ministério da Agricultura, por sua vez, aponta que a profissionalização é o caminho para o crescimento da indústria da cerveja artesanal, algo enxergado quando se observa que 64% das empresas dizem ter seus funcionários no regime CLT, segundo a pesquisa do Guia. Porém, muitos desafios ainda precisam ser superados pelo segmento de artesanais, como reconhece Marcusso.

O modelo de maior viabilidade com fábricas próprias e funcionários no CLT indicam o caminho da profissionalização, contudo as questões de distribuição e tributária, além do acesso aos insumos, são as mais complicadas para as artesanais e são todas questões conectadas

Fernandes Marcusso, servidor público do Ministério da Agricultura

Desafios para todos
O presidente do Sindicerv também ressalta que a indústria da cerveja não tem deixado de crescer, tanto que 62% dos respondentes disseram ter apresentado alta nas vendas no ano passado em relação a 2021, apesar de lidarem com uma série de desafios a afetar a operação.

“A pesquisa realizada pelo Guia da Cerveja demonstra a evolução e o crescimento do setor como um todo – em especial das micro, pequenas e médias cervejarias, mesmo diante de desafios como a alta carga tributária, acesso aos insumos e aumento nos custos de produção”, comenta Maciel.

Atuando diretamente em contato com o consumidor das cervejas, representantes de bares e restaurantes ressaltam que as artesanais passam por um cenário semelhante ao desses estabelecimentos, refletindo os problemas macroeconômicos encarados pelo Brasil nos anos recentes, como destaca Fernando Blower, diretor executivo da Associação Nacional de Restaurantes (ANR).

“Acho que é necessário olhar para os dados fazendo uma comparação com a realidade econômica do país. Vivemos um momento inflacionário grande desde 2021, com um processo muito significativo de endividamento das famílias, e a renda está muito comprometida devido a inflação. Então, é natural que o consumo, sobretudo de alguns produtos com maior valor agregado, mas também com o maior preço, esteja represado”, diz.


Paulo Solmucci, presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), lembra que levantamento recente mostrou que 66% desses estabelecimentos estão operando sem resultados positivos, sendo 30% deles em prejuízo, um dado em consonância com os desafios apontados por “O Ano de 2022 para as Cervejarias”.

“Como o principal canal de distribuição das empresas artesanais costuma ser o setor de bares e restaurantes, a dificuldade de um setor acaba acarretando dificuldade para o outro, inclusive no repasse de custos e preços”, comenta.

Além disso, como avalia Marco Antonio Falcone, presidente da Federação Brasileira das Cervejarias Artesanais (Febracerva), houve uma mudança na rotina de consumo que tem dificultado a operação das empresas do segmento. “O mercado mudou muito o perfil, muitas empresas que comercializavam seus produtos ou as cervejas artesanais em bares e restaurantes tiveram que retrair porque muitos desses locais foram fechados”, afirma.

Fonte para políticas práticas
Para Guilherme Canielo, relações corporativas da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Aluminio (Abralatas), o trabalho se soma a outros levantamentos, como o Anuário da Cerveja, produzido pelo Ministério da Agricultura, para ajudar na definição de políticas e estratégias pelo ecossistema cervejeiro.

Acredito que a pesquisa seja um retrato importante que complementa o Anuário da Cerveja e nos apresenta um panorama mais claro desse setor, que cresce a taxas muito altas, mesmo em meio a importantes desafios econômicos e de mercado. Ela nos oferece informações essenciais para basear políticas públicas e estratégias de negócios em todo o nosso segmento

Guilherme Canielo, relações corporativas da Abralatas

Já para o servidor do Ministério da Agricultura, os dados do trabalho devem ser encarados como mais um balizador para ações que ajudem a fomentar o crescimento da indústria cervejeira. “A pesquisa do Guia é excelente para o setor que caminha e necessita de profissionalização, somente com uma visão do setor a partir de dados científicos e confiáveis se pode planejar e crescer, e é isso que o estudo apresenta”, afirma Marcusso.

“O Ano de 2022 para as Cervejarias” foi uma pesquisa, quantitativa, realizada por meio de questionário online, com respostas coletadas entre outubro e dezembro de 2022 de 100 donos ou administradores de cervejarias.

Por circularidade do vidro, programa quer criar 1,5 mil pontos de coleta

Com o intuito de contribuir para que o Brasil alcance as metas definidas pelo decreto que criou o sistema nacional de logística reversa de embalagens de vidro, o 11.300/2022, o programa Vidro Vira Vidro, liderado pela Verallia, buscará quintuplicar até 2025 o número de pontos de entrega voluntária desse material.

Com a participação de outros importantes atores da cadeia do vidro, a iniciativa conta, hoje, com mais de 300 pontos de entrega espalhados pelo Brasil e prevê a instalação de 1.500 locais para que esse material seja depositado nas regiões Sul e Sudeste, com meta de expansão para outras localidades do país.

Esses pontos para coleta estão disponibilizados em espaços públicos e privados, como praças, escolas, supermercados e condomínios, com os locais já instalados podendo ser conhecidos pelo link.

A Verallia e a Massfix assumem os custos de instalação de contêineres e realizam a coleta periódica do material descartado. A iniciativa tem a expectativa de coletar 24 mil toneladas de cacos por ano. Com isso, o programa busca contribuir para o aumento dos níveis de reciclagem do vidro, hoje em 25% no Brasil.

“Além do programa Vidro Vira Vidro, estamos buscando novas soluções e iniciativas junto a cooperativas; que são a porta de entrada do vidro pós-consumo, fornecedores responsáveis pelo beneficiamento; grandes geradores de resíduos, como bares e restaurantes; e startups para coletas de resíduos”, diz Quintin Testa, diretor geral da Verallia para América Latina.

A participação da Verallia no Vidro Vira Vidro e em outras iniciativas de circularidade da embalagem é importante, pois estima-se que mais de 1 bilhão de garrafas de vidro sejam descartadas anualmente, com, aproximadamente, 75% indo para aterros sanitários e as demais ficando em locais inadequados, como praias, rios, terrenos baldios e lixões.

É, inclusive, para mudar esse cenário que o sistema nacional de logística reversa de embalagens de vidro foi além das já existentes responsabilidades e obrigações de retorno e reciclagem desse tipo de material por fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes dos produtos e das embalagens descartados impostas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos.

De acordo com o Decreto 11.300/2022, o índice de reciclagem das embalagens de vidro em 2023 deve chegar a 27,25% e a 40% até 2032. Além disso, definiu que o percentual de matéria-prima reciclada usada na fabricação de novas embalagens deve saltar dos atuais 26% para 35% nos próximos dez anos.

“Toda regulamentação é absolutamente bem-vinda, pois cria um ambiente de compromisso e responsabilidade na efetiva participação de todos os agentes do ciclo de vida das embalagens de vidro: fabricantes, envasadores, distribuidores e até mesmo o consumidor final”, avalia o diretor da Verallia.

Ambev “ganha” eletroposto para reduzir uso de diesel em 110 mil litros anuais

A fábrica da Ambev na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro passou a contar com uma estação de recarga rápida da Shell para os seus caminhões elétricos. A ação é fruto de uma parceria com a Raízen (joint-venture entre Cosan e Shell) e visa, inicialmente, o fornecimento anual de 480 MWh de energia limpa e renovável. Além de otimizar o serviço logístico da companhia, a cervejaria estima que a redução no consumo de diesel pode chegar a 110 mil litros por ano.

A estação Shell Recharge no Rio será utilizada por 20 caminhões elétricos. A energia usada para o abastecimento dos veículos vem de fontes renováveis certificadas, ajudando a reduzir a emissão de CO2 em cerca de 300 toneladas por ano.

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O eletroposto terá três carregadores exclusivos para a recarga rápida dos caminhões elétricos. A estrutura completa de carregamento em estações de alta potência (150kW) tem a capacidade de recarregar os veículos em até 60 minutos.

“Estamos muito felizes e orgulhosos em dividir essa jornada com a Raízen, essencial no processo de ampliação do uso de energia renovável para o abastecimento dos caminhões elétricos”, afirma Paulo Zagman, vice-presidente de logística da Ambev.

“É uma honra para a Raízen poder anunciar essa parceria e ter trabalhado para a expansão do projeto de utilização de frota de veículos elétricos nas atividades logísticas da Ambev”, acrescenta Rafael Rebello, diretor de soluções de energia e renováveis da Raízen.

Agenda ESG
A iniciativa entre Ambev e Raízen faz parte da agenda ESG da cervejaria, que conta com ações para a redução de emissões de gases do efeito estufa. Até 2025, a companhia assumiu o compromisso de ter 100% de eletricidade comprada advinda de fontes renováveis, estando, atualmente, com índice de 98%. Além disso, a Ambev se comprometeu a reduzir em 25% das emissões de carbono em toda cadeia de valor – até o momento, alcançou 17%.

No ano passado, a companhia também anunciou o plano global de se tornar net zero em toda sua cadeia de valor, reduzindo as emissões líquidas de carbono dos escopos 1, 2 e 3 até 2040.

Bélgica destrói 2,3 mil latinhas da Miller por uso de “champanhe” no slogan

Uma interpretação literal do slogan da cerveja Miller High Life provocou a destruição de um carregamento com cervejas da marca que havia sido exportado para a Europa. Por lá, a Bélgica destruiu 2.352 latinhas da marca dos Estados Unidos, que possui o slogan “o champanhe das cervejas”.

A ação foi realizada pela alfândega belga sob a justificativa de rotulagem indevida da cerveja, como champanhe. O carregamento seguia para a Alemanha, sendo interceptado no porto de Antuérpia.

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A destruição aconteceu após uma associação comercial da indústria de Champagne, na França, defender que o termo só pode ser utilizado em garrafas de vinho espumante produzidas com o método criado na sua região e que leva as uvas Chardonnay, Pinot Noir ou Pinot Meunier.

Assim, a inscrição “O Champanhe das Cervejas”, estampado no rótulo da Miller, infringiria a designação protegida de “champanhe”. “O destinatário das latas na Alemanha foi informado e não contestou a decisão”, diz o comitê.

A Miller High Life foi lançada em 1903. Três anos depois, a marca adotou o slogan “O Champanhe das Garrafas de Cerveja”. Em 1962, então, o slogan foi reduzido para “O Champanhe das Cervejas”.

O slogan do rótulo mais famoso da Miller é extremamente conhecido nos Estados Unidos, mas acabou, assim, se colidindo com a legislação da União Europeia. Ela aponta que produtos que violem uma denominação de origem protegida podem ser tratados como falsificados, em uma tentativa de proteger produtos regionais.

“A destruição foi realizada pela empresa Westlandia em Ypres (Bélgica) no dia 17 de abril com o máximo respeito pelas preocupações ambientais, garantindo que todo o lote, tanto o conteúdo quanto a embalagem, fosse reciclado de maneira ambientalmente responsável”, afirma o Comitê Champagne em nota oficial.

“[A ação] confirma a importância que a União Europeia atribui às denominações de origem e premia a determinação dos produtores de champanhe em proteger a sua denominação”, acrescenta Charles Goemaere, diretor administrativo do Comitê Champagne.

A Molson Coors disse não ter realizado a exportação, declarando não saber como suas cervejas podem ter ido para a Europa. Ainda assim, garantiu respeitar as restrições em torno da palavra champanhe. “Mas continuamos orgulhosos de Miller High Life, seu apelido e sua proveniência de Milwaukee, Wisconsin. Convidamos nossos amigos na Europa para vir aos Estados Unidos a qualquer momento para brindar juntos à High Life”, afirma.

Veja principais razões para perda de barris e como controlar o estoque

A gestão do dia a dia de uma cervejaria é uma tarefa complexa e que necessita ser feita com cuidado para evitar ou, ao menos, minimizar problemas, como a perda de barris, algo que provoca problemas financeiros para as companhias. Esse desfalque no estoque tem a falta de controle envolvendo a cessão e a devolução, a inexistência de contratos de comodato e a troca entre distribuidores como principais razões. Já as soluções para evitar esse tipo de ocorrência podem ser várias, mas passam sobretudo pela adoção de iniciativas que reforcem o controle, o que inclui soluções tecnológicas.

A falta de controle sobre a quem foi cedido um ou mais barris é um dos grandes motivos para o extravio desses equipamentos, um problema que pode se tornar mais difícil de ser solucionado em casos em que uma relação comercial foi encerrada ou não há mais interesse na utilização do produto.  

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“A falta de controle de devoluções pode fazer com que os barris retornem ao estoque da cervejaria sem que a empresa saiba a quem pertenciam originalmente”, diz Ewerton Miglioranza, sócio-fundador da BierHeld.

O profissional também destaca a importância da existência de contratos de comodato, não apenas para garantir a devolução dos barris, mas também para assegurar a sua melhor conservação. “Sem esse tipo de documento, o cliente pode se sentir menos responsável pelos equipamentos recebidos e pode não se preocupar tanto com a sua manutenção e devolução”, diz Miglioranza.

A inclusão de cláusulas contratuais de comodato, segundo o especialista, também é uma forma de responsabilizar o cliente pelo extravio e danos causados nos barris. “Essas cláusulas devem deixar claro que o cliente é o responsável pela manutenção e devolução dos equipamentos e que ele será cobrado em caso de perda ou dano”, diz.

O sócio da BierHeld também alerta para a ocorrência de casos em que um distribuidor não tem mais interesse em trabalhar com a cervejaria, transferindo os barris para outro distribuidor sem avisar a empresa. “Isso pode fazer com que os equipamentos fiquem perdidos no sistema de distribuição e a cervejaria não saiba onde estão”, explica.

Para evitar a perda de barris nas cervejarias, Miglioranza também ressalta a necessidade da implementação de medidas de controle e prevenção na gestão do dia a dia. Isso inclui registros por meio de um sistema de gestão de estoque ou até mesmo em planilhas de Excel. “Uma das maneiras de fazer isso é manter um histórico detalhado de quais equipamentos foram entregues, quais estão em poder do cliente e quais estão retornando”, comenta.

Outra medida eficaz para evitar a perda de barris apontada pelo sócio-fundador da BierHeld é a demarcação dos equipamentos. Isso pode ser feito com gravação a laser, solda de logomarca ou código de barras. “Essa demarcação torna os equipamentos mais facilmente identificáveis e evita que sejam trocados entre distribuidores sem o conhecimento da cervejaria”, completa.

Além das soluções apresentadas, um sistema que implemente esses controles irá ajudar a cervejaria a eliminar prejuízos com equipamentos ao mesmo tempo em que aumentará a eficiência de seus processos. Para isso, a BierHeld, que auxilia a gestão de cervejarias e distribuidores através do seu software, também conta com um sistema com controle completo dos empréstimos e devoluções e emissões de contratos.

Com carnaval, produção de alcoólicas descola da indústria e cresce 13%

O ritmo da fabricação de bebidas alcoólicas descolou da atividade industrial. Em um sinal da demanda provocada pela realização do carnaval sem restrições, a produção de bebidas alcoólicas saltou 13,2% em fevereiro na comparação com o mesmo período de 2022, enquanto a indústria nacional apresentou o terceiro mês consecutivo de recuo.

As informações são da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada pelo IBGE. E com esse desempenho, a produção de bebidas alcoólicas acumula alta de 6,9% no primeiro bimestre de 2023. Além disso, esse impulso de fevereiro reverteu o cenário de recuo ao longo do período de 12 meses. Agora, o indicador aponta crescimento de 1,8% na atividade de março de 2022 a fevereiro de 2023.

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A produção de bebidas não alcoólicas também apresentou crescimento no segundo mês do ano. O salto foi de 2,8% em relação a fevereiro de 2022. Agora, então, o segmento registra saldo positivo de 5,8% em 2023. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o indicador tem crescimento de 8,6%.

A produção de bebidas registrou desempenho positivo em fevereiro, com alta de 3,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior, sendo um dos destaques da atividade industrial brasileira no período. Assim, no acumulado do ano, a aceleração do ritmo da atividade é de 6,4%. Por sua vez, a variação percentual acumulada nos últimos 12 meses fica em 5,0%.

Indústria nacional em outro rumo
Se o segmento de bebidas apresentou números positivos em fevereiro, a produção industrial nacional não teve o mesmo desempenho e apresentou queda de 0,2% na série com ajuste sazonal. Segundo o IBGE, foi o terceiro resultado negativo consecutivo, o que provoca recuo de 0,6% desde dezembro.

Com esse resultado, a indústria nacional está 2,6% abaixo do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020, e 19% abaixo do nível recorde da série, alcançado em maio de 2011.

Na comparação com fevereiro de 2022, a produção industrial apresentou recuo de 2,4%. O resultado fica negativo em 1,1% no primeiro bimestre de 2023 e em 0,2%  nos últimos 12 meses avaliados pelo IBGE.

De acordo com o instituto, 9 das 25 atividades pesquisadas recuaram em fevereiro, com queda de 1,1% nos produtos alimentícios, 1,8% nos químicos e redução de 4,5% nos farmoquímicos e farmacêuticos.

Outras reduções importantes ocorreram nas atividades de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (3,5%) e de produtos de metal (1,4%).  Entre as 16 atividades que tiveram alta no período, o IBGE destacou as indústrias extrativas, que cresceram 4,6%.

“Embora a produção industrial tenha mostrado alguma melhora no fim do ano passado, este início de 2023 apresenta perda na produção, permanecendo longe de recuperar as perdas do passado recente”, explica o gerente da pesquisa, André Macedo.

Balcão do Jayro: “Lúpulo na pimenta dos outros é refresco”

Balcão do Jayro: “Lúpulo na pimenta dos outros é refresco”

O amargor proveniente do lúpulo realça o ardor/picância das pimentas. Esse fato é incontroverso, basta testá-lo na prática. Me recordo bem da sensação de sorver desavisadamente a espuma que se derramava pela taça de uma Habanero Sculpin – Para que não conhece, é a receita da famosa IPA da Ballast Point com quantidades generosas de pimenta habanero adicionadas. Meu cérebro reptiliano gravou bem o recado: “não faça mais isso! ”

Até então não havia me questionado qual processo – seja ele físico, químico ou mais complexo. Fui “beber da fonte” e procurei ajuda do professor René Aduan Jr. A resposta – uma verdadeira aula – é sumarizada abaixo:

Temos em nosso corpo diversas membranas nas células que mediam vários compostos bioquímicos. Especificamente para a falsa sensação gélida e falsa sensação de aquecimento, temos um aparato específico – os canais TRPs. São sensações “falsas” pois têm relação com nosso cérebro primitivo – reptiliano – um tipo de memória ancestral primordial para a sobrevivência.

Canais TRP são canais de membrana mediadoras de sensações de calor e frio e nas degustações estão ligadas a falsas sensações térmicas como ardor, picância, gélido, agulhamento. São mediados pelo influxo de cálculo e sua ligação com a Calmodulina (CaM), uma proteína que se liga ao cálcio. Temos um canal específico – V1 – para mediar a capsaicina – o ingrediente ativo das pimentas.

Segundo Harold McGee em “Comida & Cozinha: Ciência e Cultura Culinária” as pimentas do gênero Capsicum são originárias de arbustos naturais da América do Sul.

Seu ingrediente ativo, a capsaicina – substância extraordinariamente pungente -, protege as sementes desses frutos e parece ter função específica de repelir os mamíferos. […] O sucesso das pimentas do gênero Capsicum é espetacular. A produção e o consumo mundiais são cerca de 20 vezes maiores que as da outra principal especiaria picante, a pimenta-do-reino

Comida & Cozinha: Ciência e Cultura Culinária (p. 464-465)

Por um outro lado, o gosto amargo, do ponto de vista evolucionário, é um gosto muito importante para a sobrevivência de várias espécies, já que ele discrimina muitas substâncias tóxicas e letais. Ele não está associado a esses canais TRPs, mas sim às células nervosas de nossas papilas gustativas da língua. Está associado aos alcalóides, moléculas complexas e longas, percebidas em um segundo momento (após o salgado e ácido) e que permanecem um bom tempo na boca.

Mas, então, qual é a mágica? É mais ou menos como uma volta de montanha-russa. Ao colocarmos nossas células nervosas expostas ao duplo trauma – o sofrimento do amargor e o sofrimento da pungência das capsaicinas – temos, no final, um pote de ouro – a dopamina do sistema recompensa de nosso cérebro mesolímbico – é a medalha de finisher da sua maratona. 

Dói, mas é bom? Depende de cada indivíduo. Como um bom latino, gosto de pimentas, mas, particularmente, me agrada mais a sensação de alívio de cervejas maltadas em encontro às capsaicinas. E uso cervejas lupuladas para realçar condimentos – dentre eles as falsas pimentas.

Saúde!


Jayro Neto é sommelier de cervejas e Mestre em Estilos, tendo sido campeão do Campeonato Brasileiro de Sommelier de Cervejas de 2019. É organizador de concursos da Acerva Paulista e juiz certificado pelo BJCP (Beer Judge Certification Program) com experiência nacional e internacional em concursos de cerveja. Também atua como conselheiro fiscal da Abracerva.

NewAge trabalha para recuperar embalagens e obtém selo de logística reversa

A exigência do consumidor de que as empresas sejam mais sustentáveis e as determinações da Política Nacional de Resíduos Sólidos têm levado as empresas a se movimentarem. Neste cenário, diversas companhias adotam estratégias para demonstrar que possuem cunho socioambiental em sua atuação, como a NewAge.

No ano passado, a NewAge instalou 5 pontos voluntários de entrega de embalagens em uma rede de supermercado parceira, visando a conscientização da população para devolver as embalagens utilizadas, sejam elas de plástico, alumínio ou vidro. Além disso, passou a ser detentora do Selo Recupera, adquirido junto à Pragma Soluções Sustentáveis.  

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“Com a participação em projetos como este, demonstramos publicamente nosso trabalho em conjunto com o meio ambiente, promovendo a sustentabilidade”, diz Rodrigo Beck, analista de marketing da NewAge.

De acordo com a companhia, que conta com as marcas de cerveja Wienbier e a Pabst Blue Ribbon no seu portfólio de bebidas, as embalagens recuperadas são destinadas para a sua planta industrial e, posteriormente, para as empresas parceiras de reciclagem.

“Nós realizamos toda gestão de recolhimento e destinação dessas embalagens e, em paralelo a esse projeto próprio, fazemos parte do Programa Recupera, que é uma ação permanente de logística reversa estruturante. O objetivo é implementar ações de recuperação de embalagens pós-consumo, atrelada à Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 10.135/2010) e a DD 127/2021 – Cetesb”, afirma Beck.

O Programa Recupera diz atuar para ampliar os níveis de reciclagem no país e contribuir com a preservação do meio ambiente com a adoção da logística reversa. E afirma, em seu site oficial, já ter recuperado 245 mil toneladas em 150 municípios de todos os estados do Brasil, além do Distrito Federal.

O Selo Recupera é uma marca fornecida pela Pragma Soluções Sustentáveis, por meio do Programa Recupera, para comunicar que a empresa contratante recupera embalagens para a reciclagem, cumprindo sua meta legal de recuperação de embalagens.

Empresas, então, adquirem o selo, que está disponível para todas as empresas que contratam a recuperação de embalagens em geral pós-consumo, por meio do Programa Recupera, nos estados em que comercializam produtos.