Início Site Página 105

Damm mira novos mercados e compra fábrica da Carlsberg na Inglaterra

Em um passo importante no processo de internacionalização das suas marcas, a cervejaria espanhola Damm anunciou a compra da fábrica da Eagle Brewey, em Bedford, na Inglaterra. O negócio foi fechado com a Carlsberg Marston’s Brewing Company, que era detentora da cervejaria desde 2017.

A transação não inclui o portfólio de marcas da Eagle Brewery, as cervejas Hobgoblin, Wainwright, Birrificio Angelo Poretti e Brooklyn Pilsner, que continuam sob o guarda-chuva da Carlsberg Marston’s Brewing Company.

Guia na Copa: Como protesto, BrewDog doará valor das vendas de cerveja

A Damm, que tem a Estrella Damm como sua principal marca de cerveja, busca, com essa aquisição, ampliar a sua presença em outros mercados. A cervejaria da Eagle Brewery será a primeira da empresa espanhola fora da Europa continental, sendo apenas a segunda da Damm além da Península Ibérica.

“Este acordo representa um novo marco na sólida estratégia de internacionalização da Damm, liderada pelo presidente executivo Demetrio Carceller Arce. 30% da atividade da empresa está agora fora da Espanha e suas marcas estão em mais de 130 países. O acordo para adquirir a cervejaria Bedford reforça o projeto de internacionalização da empresa e dá à Damm instalações de produção em um mercado onde seu portfólio de cervejas continua ganhando participação de mercado ano após ano”, afirma a cervejaria espanhola em um comunicado oficial.

Agora de propriedade da Damm, a fábrica tem capacidade de produção de 1 milhão de hectolitros por ano, principalmente para chope. Inaugurada em 1976, a cervejaria está estrategicamente localizada a pouco mais de 90 quilômetros do centro de Londres e a 120 quilômetros de Birmingham, as duas maiores cidades da Inglaterra.

A transação reforça uma relação longeva entre a cervejaria espanhola e a Carlsberg Marston’s Brewing Company, que vinha sendo calcada na distribuição da Estrella Damm, com a Inglaterra sendo um dos principais mercados de exportação desse rótulo.  

No acordo, ficou definido que os 67 funcionários envolvidos na produção na planta da Eagle Brewery serão transferidos para a força de trabalho da Damm.

Com a aquisição, a cervejaria espanhola também espera aumentar a sua presença no mercado do Reino Unido, como destacou o seu presidente-executivo, Demetrio Carceller Arce. “Este acordo fortalecerá nossa posição e ajudará a impulsionar o crescimento da nossa marca no Reino Unido, um mercado-chave para o crescimento internacional da empresa. O público britânico pode atualmente desfrutar de nossos produtos em mais de 10 mil bares e restaurantes, número que esperamos continuar crescendo nos próximos anos”, afirma.

Por outro lado, a Carlsberg Marston’s Brewing Company vai encolhendo. A empresa fechou a Jennings Brewery, com 200 anos de história, há duas semanas. Além disso, já anunciou a intenção de vender ou mesmo fechar a London Fields Brewery.

Balcão do Advogado: Cuidados com publicidade relacionada à Copa

Balcão do Advogado: Cartão amarelo – Cuidados com publicidade relacionada à Copa

A Copa do Mundo está prestes a começar e, com a proximidade do evento, cervejarias e bares tentarão capitalizar ao máximo o potencial comercial que essa oportunidade gera.

Contudo, é preciso fazer uma série de ressalvas quando o assunto é publicidade usando elementos marcários relacionados à Copa do Mundo, já que estes gozam de proteção e podem ocasionar sérios problemas para quem os utiliza indevidamente.

A fim de evitar que os players do mercado cervejeiro tomem cartão vermelho por infrações marcárias (que vão desde a retirada da campanha do ar até o pagamento de indenização na esfera judicial), elaboramos as listas a seguir.

Considerações
A Fifa (Federação Internacional de Futebol Associado), entidade máxima do futebol e organizadora da Copa do Mundo, possui diversos registros de marcas relacionadas à Copa do Mundo. Apenas no Brasil, a Fifa possui 1.461 processos de registro de marcas no INPI, nas mais diversas classes. Ou seja, qualquer logo ou nome relacionado à Copa já foi registrado e é de propriedade da Fifa. Portanto, sua utilização por terceiros constitui infração.

Para fins comerciais, somente a própria Fifa, patrocinadores e parceiros têm permissão para utilizar os símbolos e termos diretamente relacionados à Copa do Mundo de futebol.

Com o intuito de traçar as diretrizes do uso comercial de suas marcas e propriedade intelectual, a entidade elaborou o documento Fifa World Cup Qatar 2022™: IP Guidelines. O documento aconselha empresas a utilizarem imagens genéricas de futebol ou relacionadas ao País, além de evitar terminologias que contenham qualquer propriedade da entidade.

O que não pode

  • hashtags oficiais da Copa nas redes sociais;
  • o emblema oficial da Copa;
  • a imagem e o nome da mascote oficial;
  • o cartaz oficial;
  • os cartazes e logos oficiais das cidades da Copa;
  • o slogan oficial “Now is all” — Agora é tudo;
  • a imagem do troféu oficial;
  • a imagem da bola oficial;
  • as marcas corporativas da Fifa;
  • a fonte oficial “QATAR 2022”;
  • estética visual e seus componentes individuais;
  • mencionar a Copa do Mundo nos textos.

Termos proibidos

  • Copa do Mundo;
  • Copa do Mundo 2022;
  • Copa do Mundo Fifa;
  • Copa do Mundo Fifa 2022;
  • Copa do Mundo Fifa Catar 2022;
  • Copa do Mundo Fifa Qatar 2022;
  • Catar 2022 ou Qatar 2022;
  • Copa Mundial;
  • Mundial;
  • Fifa.

Também não é permitido utilizar

  • a camiseta da seleção ou modelo parecido;
  • o nome ou a marca da CBF;
  • o escudo da CBF;
  • a mascote da seleção;
  • imagens dos jogadores ou dos jogos;
  • o termo “seleção brasileira”.

O que pode

  • O termo “Copa” é permitido, desde que desacompanhado das marcas registradas da Fifa. Além disso, termos como “taça”, “festa do futebol”, “maior torneio do mundo” etc. podem ser usados;
  • Imagens genéricas relacionadas a futebol e ao Brasil;
  • Bandeiras, termos genéricos de futebol e nomes de países.

É importante reforçar que apenas marcas parceiras, especialmente as empresas patrocinadoras do evento, é que detêm a concessão da licença para utilização de tais elementos de propriedade intelectual da Fifa e da CBF, podendo explorá-los comercialmente, mediante contrato.

Como é possível perceber, então, há uma série de diretrizes que as empresas em geral devem seguir para contornar as restrições. Portanto, para evitar o cometimento de infrações à propriedade intelectual relacionada à Copa, é preciso ter muito cuidado e trabalhar com a criatividade.

Apesar de parecer uma possibilidade distante, a Fifa e a CBF, principalmente antes e durante grandes eventos, costumam ser bem engajadas em combater o “marketing de emboscada”, então todo o cuidado é pouco para não cometer uma penalidade máxima!


André Lopes é sócio do escritório Lopes, Verdi & Távora Advogados e criador do site Advogado Cervejeiro.

Com 25 marcas, Rota RJ cria colaborativa com morango de Nova Friburgo

0

Vermelho, suculento e de sabor agridoce, o morango costuma estar presente em diversas receitas de culinária. A fruta também é uma das protagonistas na agricultura familiar de Nova Friburgo, sua maior produtora no estado do Rio de Janeiro. E é de lá que vêm os morangos da cerveja colaborativa feita com as 25 marcas pertencentes à Rota RJ, uma American Red Ale feita para conquistar o paladar do público que for ao Mondial de La Bière Rio deste ano.

O Mondial de La Bière é um dos maiores festivais internacionais de cervejas artesanais e acontecerá de 7 a 11 de dezembro, na Marina da Glória. Presente em 3 países, o evento também é realizado no Canadá e na França. Reunindo milhares de pessoas, o festival tem uma enorme quantidade de lançamentos cervejeiros com uma das suas principais atrações.

Leia também – Carro-chefe da Schornstein, IPA é lançada em lata por mais ocasiões de consumo

A participação da Rota RJ e o lançamento de uma cerveja colaborativa especial para o Mondial já é tradicional e destaca o propósito de falar mais profundamente da associação para um público amplo. “Uma cerveja elaborada pelas 25 cervejarias mostra que o associativismo é de extrema relevância para a construção do nosso projeto turístico cervejeiro”, afirma Ana Cláudia Pampillón, coordenadora da Rota [RJ.

Nos últimos meses, a associação tem aproveitado a retomada das atividades presenciais para participar de iniciativas que fortaleçam o turismo cervejeiro. Inclusive, uma das estratégias adotadas tem sido aumentar sua presença em feiras de turismo, ajudando a “vender” os passeios cervejeiros para as agências, guias e demais trabalhadores do setor.

A presença no Mondial, um evento cervejeiro, também faz parte da estratégia de se aproximar de um público que pode ir até a região serrana do Rio conhecer as marcas que compõem o grupo. “O lançamento acontecer no Mondial é estratégico para divulgarmos nossos destinos turísticos para os visitantes da feira, por estarmos muito próximos da cidade do Rio de Janeiro”, pontua a coordenadora da Rota RJ.

A cerveja
A produção de uma American Red Ale com adição de morangos de Nova Friburgo foi pensada, assim como em outros lançamentos coletivos das marcas da Rota RJ, no uso de um ingrediente típico da região serrana.

“O diferencial está nesse ingrediente [morango] da Serra e pela receita ser elaborada pela união de vários cervejeiros”, afirma, antecipando que o público pode esperar por uma cerveja diferente, porém fácil de beber. “É um estilo complexo, mas de fácil aceitação”, completa Ana Claudia.

A American Red Ale, cuja brassagem colaborativa aconteceu na última quinta-feira (10), terá produção de mil litros. E eles estarão disponíveis nos stands das cervejarias da Rota RJ durante o Mondial, assim como em alguns bares das associadas.

Guia na Copa: Bares miram alta de mais de 20% na receita durante o Mundial

Em um 2022 marcado pela retomada do funcionamento dos bares e restaurantes sem restrições, após praticamente dois anos de desafios, o melhor para o setor pode ter ficado para os meses finais. E a razão para essa perspectiva é a realização da Copa do Mundo, que promete adicionar receitas financeiras extras, especialmente para os bares.

A realização da competição no fim do ano, algo inédito, e o horário dos jogos, com muitos ocorrendo à tarde, motivam previsões de representantes de associações de bares de uma expansão de ao menos 20% no faturamento durante a Copa do Mundo.

Serão, também, os primeiros meses de novembro e dezembro com maior normalidade desde 2019. Até por isso, a Copa do Mundo é vista como um ingrediente para elevar receitas que já deveriam estar em alta, em função da sazonalidade.

Guia na Copa: Como protesto, BrewDog doará valor das vendas de cerveja

“O período em que a competição será realizada é um diferencial. A chegada das festas de fim de ano e do verão já aumentam as expectativas por si só. Além disso, nós também teremos a primeira parcela do 13º salário sendo paga durante a Copa do Mundo, no dia 30 de novembro, e o Auxílio Brasil, turbinando os gastos e fazendo com que a economia gire”, afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

A sazonalidade também é vista como fator impulsionador por Fabio de Francisco, diretor e fundador da BaresSP, apostando que bares e restaurantes estarão mais cheios nas últimas semanas do ano e em horários diferentes.

“A estimativa é de que tenhamos um aumento de receita de pelo menos 20% nos estabelecimentos porque os jogos (do Brasil na fase inicial do Mundial) são em dias da semana. E pode ser que isso gere um recorde no movimento, porque a Copa vai acabar encavalando com os eventos corporativos de final de ano, como amigo-secreto e festa de empresa. Então, isso tende a deixar os bares e restaurantes com mais gente e em mais horários diferentes”, diz.

Além disso, os três jogos da seleção brasileira na fase de grupos vão ocorrer no período da tarde, sendo dois deles a partir das 16 horas, o que deve provocar happy hours mais alongados.

“A expectativa da BaresSP é a de que aumente o movimento no setor de bares e restaurantes de forma geral. Principalmente porque os jogos serão por volta das 13h e das 16h. Assim, há um período a mais com maior número de pessoas nos bares depois do almoço, próximo ao happy hour. O pessoal está contando muito com isso e tem bastante gente preparando os estabelecimentos para receber o público. E não só para os jogos do Brasil, mas também das outras seleções”, destaca o profissional do BaresSP.

E há, claro, torcida para o êxito da seleção brasileira. E não apenas por motivos patrióticos.

As expectativas são muito boas. Nós esperamos um crescimento de até 30% da demanda no setor e, se o Brasil avançar na competição, essa porcentagem pode aumentar. Os resultados dos jogos farão toda diferença

Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel

E os restaurantes?
O presidente da Abrasel acredita que a alta do fluxo de pessoas querendo acompanhar os jogos da Copa do Mundo fora de casa também será benéfico para restaurantes. “Normalmente, a Copa do Mundo é muito boa para os bares, mas causa prejuízos ou a redução de movimento nos restaurantes. Neste ano, estamos observando uma mudança muito interessante: os restaurantes estão fazendo reservas para novembro e dezembro, o período da competição. Então, podemos dizer que as expectativas têm sido boas tanto para os bares quanto para os restaurantes”, relata.

Fernando Blower, diretor-executivo da Associação Nacional de Restaurantes (ANR), pondera, porém, que o aumento do faturamento de restaurantes em função da Copa do Mundo não é uma certeza, dependendo, em sua visão, do perfil desses estabelecimentos.

“Se por um lado a Copa do Mundo atrai um movimento principalmente para bares que exibem os jogos, por outro ele enfraquece em restaurantes mais tradicionais ou que sequer têm televisão e para negócios dependentes de áreas comerciais, do público do almoço, como regiões centrais e mais corporativas”, enfatiza Blower.

Como ficam os preços
O aquecimento econômico extra que será proporcionado pela Copa do Mundo para muitos bares e restaurantes pode vir acompanhado de aumentos nos preços dos cardápios, com os estabelecimentos aproveitando o período para recuperar margens perdidas.

“Há a possibilidade de reajuste dos preços, até porque o setor está atrasado em relação à inflação média e apresenta valores pouco acima da metade da inflação da alimentação dentro de casa. Além disso, estamos ainda com 19% dos estabelecimentos operando com prejuízos e 36% apenas em equilíbrio. Então, é bastante provável que essas empresas busquem corrigir os preços de maneira com que elas voltem à rentabilidade”, prevê Solmucci.

Porém, o líder da ANR assegura que eventuais alterações nos preços não vão ser expressivas, até para não afugentar consumidores. “Qualquer eventual reajuste é uma consequência da inflação, que já vinha se acumulando e não reajuste real. Ou seja, não vejo a possibilidade de nenhum grande reajuste acima da inflação, até porque a capacidade de renda das pessoas está limitada e o operador sabe que precisa garantir o público dele. Portanto, não, vejo nenhuma disparada de preços de Copa do Mundo, não faria essa correlação”, diz Blower.

Cerveja sobe 1,11% em outubro e acumula alta de 7,10% no preço em 2022

0

O preço da cerveja voltou a apresentar alta expressiva em outubro. O seu custo subiu 1,11% no décimo mês de 2022, de acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE, ficando acima do IPCA, a inflação do país, que foi de 0,59% no mesmo período.

A elevação dos valores da cerveja no domicílio, vendida em estabelecimentos como supermercados e redes varejistas, já havia ocorrido em julho, agosto e setembro, período em que o país contabilizou deflação.

Leia também – Guia na Copa: Como protesto, BrewDog doará valor das vendas de cerveja

Assim, descolada do IPCA, a cerveja já protagoniza alta de 7,10% em seu preço no acumulado do ano, também em patamar superior ao da inflação geral no amontoado entre janeiro e outubro, de 4,70%. Isso também vale para os últimos 12 meses, com incremento de 9,97%, enquanto o IPCA é de 6,47%.

Já a cerveja fora do domicílio, comercializada em locais como bares e restaurantes, registrou deflação de 0,21% em outubro. Nesta mesma condição de consumo, o produto tem aumento médio de 5,09% no acumulado do ano e de 6,63% nos últimos 12 meses.

A variação mensal para o preço de outras bebidas alcoólicas vendidas em supermercados e redes varejistas foi de 1,01% no décimo mês do ano, uma elevação que ficou muito próxima à da cerveja nesta mesma ocasião de consumo. E no período entre janeiro e outubro, a alta deste item é de 16,91%, enquanto a subida de preço nos 12 meses imediatamente anteriores a outubro é de expressivos 20,18%.

O valor médio das outras bebidas alcoólicas fora do domicílio também aumentou em outubro, quando ficaram 1,52% mais caras. No acumulado do ano, a alta é de 6,19% e nos últimos 12 meses, de 4,21%.

Item Alimentação e bebidas lidera alta da inflação
Ao divulgar o balanço do IPCA, o IBGE destacou que, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito registraram alta. E o instituto informou que a maior contribuição para o índice geral da inflação foi do segmento de alimentação e bebidas, com elevação média de 0,72% em outubro, depois de ter recuado 0,51% em setembro. O custo deste tópico teve o seu incremento puxado pela alta da alimentação no domicílio, que foi de 0,80%.

Já a variação mensal do preço deste tópico em estabelecimentos como bares e restaurantes foi de 0,49%, ficando muito próxima à de setembro, com 0,47%. Com isso, esse grupo de consumo impactou em 0,16% o IPCA e exerceu maior influência até mesmo do que o item vestuário, que teve aumento médio de preço de 1,22%, mas influindo em 0,06%.

Entre os nove grupos investigados pelo IBGE, o único que contabilizou deflação foi o de comunicação, com redução média de 0,48% no custo em outubro. Já o item transporte protagonizou variação expressiva ao registrar alta de 0,58%.

“Há um claro contraste porque alimentação e transportes, os dois grupos de maior peso, tiveram variação negativa em setembro e altas em outubro”, ressalta o gerente da pesquisa do IBGE, Pedro Kislanov, que também destaca o fato de que a inflação acumulada do setor de vestuário é de 18,48% nos últimos 12 meses.

Dor, suor e cerveja: música conectou Gal Costa com a bebida em disco icônico

1

Nem a finitude do tempo é capaz de apagar a força de uma voz e de uma artista. Falecida na última quarta-feira (9), aos 77 anos, Gal Costa construiu, com um cantar e expressões marcantes, uma carreira que a torna um dos maiores nomes da história cultural brasileira, tendo uma ligação no seu mais icônico disco – “Fa-tal – Gal a  Todo Vapor” – com a cerveja, falada por ela em uma das suas músicas.

Em “Chuva, Suor e Cerveja”, música de Caetano Veloso, Gal Costa canta, em ritmo de frevo, a saudade dos amigos (não se perca de mim / não se esqueça de mim / não desapareça) e uma atmosfera que lembra o clima do carnaval baiano (e vamos embolar ladeira abaixo/acho que a chuva ajuda a gente a se ver / venha, veja, deixa, beija, seja / o que Deus quiser) em uma conclamação ao prazer.

Leia também – Cerveja na Netflix: AB InBev fecha acordo para pacote com propaganda

A saudade é uma referência aos amigos exilados, pois “Fa-tal” é de 1971, dois anos após Caetano Veloso e Gilberto Gil se verem forçados a deixar o país, rumando para Londres, em um exemplo óbvio de como um governo autoritário buscava calar uma geração, cantada por Gal Costa em várias das canções desse disco, a transformando em porta-voz de muitos artistas calados.

“Fa-tal” é o registro original e sem cortes de um show daquele mesmo ano, no Rio de Janeiro, com direção de Waly Salomão. O disco duplo de Gal Costa, claro, vai muito além de “Samba, Suor e Cerveja”. E se a música dá o tom do momento político vivido pelo país, com os amigos exilados, as interpretações a confirmam como uma das principais vozes da história brasileira e, evidentemente, do movimento tropicalista, que acabou por se consolidar como uma resposta cultural contra a tentativa de silenciamento imposta pela ditadura militar e o AI-5, instituído apenas 3 anos antes.

Em “Fa-tal”, Gal Costa eterniza músicas marcantes da MPB, como Coração Vagabundo, Como 2 e 2, Falsa Baiana, Sua Estupidez, Vapor Barato, Dê Um Rolê, Pérola Negra e Assum Preto. Assim, no auge do obscurantismo no Brasil, a voz de Gal Costa resplandeceu. E ainda revelou compositores como Jards Macalé e Luiz Melodia.

Poderia, também, ser com “Samba, Suor e Cerveja”, assim como as marcantes músicas de Fa-tal, que Gal Costa encerraria a sua brilhante carreira nos palcos. Afinal, a artista estava prevista para se apresentar no último sábado, na véspera de outro momento histórico da política brasileira, no Primavera Sound, festival que teve a sua primeira edição brasileira.

Nele, Gal Costa iria fazer um show especial, com a apresentação do repertório de “Fa-tal”. Mas a retirada de nódulo na fossa nasal direita, problema de saúde, que agora provocou a sua morte, impediu a realização do seu show, cancelado dias antes.

Cantando contra a escuridão em 1971 e sendo porta-voz do tropicalismo que tinha outros ícones exilados, ela foi além nas cinco décadas seguintes, sendo múltipla. Da voz política e do desbunde, passou pelos temas de novelas e os megahits românticos. Gal Costa também foi a voz de dezenas de músicas de Caetano Veloso, se conectando, em anos recentes, a novos nomes como Céu, Criollo e Tim Bernardes, assim como com Marília Mendonça, rainha da sofrência e com quem fez um dueto marcante. Agora, então, a música brasileira perde a voz de mais uma rainha.

Resfriamento do mosto: como realizar e cuidados a adotar em uma cervejaria

Os controles da temperatura na fermentação da cerveja e no resfriamento do mosto são fundamentais para o êxito do processo produtivo. E eles envolvem uma série de desafios que forçam a adoção de cuidados pelos profissionais responsáveis pela sua fabricação.

A fermentação, afinal, é uma das etapas mais importantes do processo de produção de cervejas, mas que também demanda muitos cuidados, pois é nela que as leveduras trabalham, transformando os açúcares do mosto em álcool e CO2, assim como também é o processo responsável pela formação de aromas das cervejas e pela eliminação de compostos indesejáveis.

Leia também – Minicâmaras para chope da Zero Grau se transformam em vending machines

A fermentação a ser realizada no processo produtivo varia de acordo com a levedura utilizada, também se diferenciando por fatores como temperatura do processo e tipo de tanque. Assim, para evitar equívocos, há soluções que ajudam no controle da temperatura nessa etapa da produção. “A solução ideal para então controlar melhor a temperatura da fermentação é o uso de uma geladeira dedicada com um controlador de temperatura”, avalia Florentino Cruz, CEO da Smart Chiller.

Para a fermentação do mosto, é necessário o seu resfriamento, para evitar impactos danosos às leveduras, como alerta Cruz. “No processo de fermentação, a levedura é adicionada. Porém, para isso, é necessário que o líquido esteja entre 25ºC e 35ºC. Acima dessa temperatura, as leveduras podem morrer e não haverá fermentação. Ou seja, todo trabalho feito anteriormente estará perdido”, acrescenta o profissional da empresa fornecedora de equipamentos para controle térmico.

Ele destaca, ainda, a importância de que o processo de resfriamento seja realizado rapidamente. “A demora pode formar mais dimetilsulfureto (DMS), responsável por causar um sabor de milho em conserva ou repolho na cerveja”, diz. “O ideal é que após a fervura o mosto seja resfriado o mais rápido possível de sua temperatura pós fervura (<100ºC ao desligar o fogo), para uma temperatura abaixo de 26ºC, usando como norte um tempo de aproximadamente 30 minutos”, afirma.

Além disso, no processo de resfriamento, é importante estar atento aos riscos de contaminação do mosto, sendo necessário o reforço das boas práticas. “Durante todo o processo de resfriamento, o cervejeiro deve estar atento para evitar contaminações. Como o mosto perde o calor, não será possível eliminar possíveis bactérias ou microrganismos. Por isso, todo e qualquer utensílio que for colocado em contato com o líquido deve estar bem higienizado”, alerta o profissional da Smart Chiller.

As possibilidades de resfriamento do mosto
As formas mais comuns de resfriamento do mosto de uma cerveja são com o chiller de imersão (serpentina) e o trocador de placas. E o chiller ajuda a garantir que a temperatura ideal seja mantida durante todo processo.

“No caso da serpentina de imersão, é preciso circular água gelada por dentro dela a fim de resfriar o mosto. Ela é bastante eficiente para diminuir a temperatura geral do líquido até uns 30°C. Após isso, dependendo da sua pressão e temperatura da água, pode demorar muito para baixar mais”, diz Cruz.

Já o trocador de placas demanda uma bomba para fazer o líquido circular. Só que como esse processo é mais lento, reforça a necessidade de higienização dos equipamentos. “O resfriamento do líquido é pontual e vai direto para o fermentador. É fácil atingir os 20°C com esse processo, porém o resfriamento de todo o líquido pode demorar”, conclui o profissional da Smart Chiller.

Corona sem álcool e com vitamina D chega ao mercado brasileiro

A Corona anunciou o lançamento no mercado brasileiro de uma cerveja sem álcool e com vitamina D em sua composição. Se trata da Corona Cero Sunbrew, apresentada ao público em long neck de 330ml pela marca da Ambev e que possui apenas 48 calorias nessa versão.

A novidade da Corona, com 0,0% de graduação alcoólica e vitamina D, chega primeiro ao Rio de Janeiro, onde está disponível em bares, restaurantes e supermercados, além do Zé Delivery, aplicativo de entrega de bebidas da Ambev.

Leia também – Brasil tem a Best of Show e leva mais 9 ouros na Copa Cervezas de América

Mas a Corona Cero Sunbrew também pode ser adquirida em outras partes do Brasil, através do Empório da Cerveja. Nele, quando do seu lançamento, o preço era de R$ 6,49 pela long neck de 330ml.

A Corona Cero Sunbrew já estava disponível em outros mercados, como Canadá, Reino Unido, Europa e Ásia. E no momento em que foi apresentada internacionalmente, a marca tinha explicado que essa cerveja é produzida a partir da retirada do álcool da Corona Extra. Depois, então, são inseridos a vitamina D e sabores naturais

A chegada, agora, ao Brasil é uma aposta da Ambev na ampliação dos momentos de consumo, até por se tratar de um rótulo sem álcool, além da sua saudabilidade. “A novidade chega para somar ao portfólio da Ambev como uma opção democrática aos paladares brasileiros e que, por não conter álcool, pode fazer parte de outros momentos da vida do consumidor”, afirma a Corona no material de lançamento da sua cerveja.

A marca também ressalta a sua relação com as atividades ao ar livre ao apresentar nova cerveja da sua família. “Nascida na praia, Corona convida o público a apreciar a vida do lado de fora e em contato com a natureza. Por meio desse lançamento, Corona reforça sua conexão com o estado de espírito do verão”, diz.

Guia na Copa: Como protesto, BrewDog doará valor das vendas de cerveja

A BrewDog decidiu protestar de forma prática contra a realização da Copa do Mundo no Catar. Diante do histórico de abusos do país-sede da competição, a icônica cervejaria escocesa anunciou que destinará os recursos obtidos com a venda de um dos seus rótulos durante o período do torneio para organizações de direitos humanos.

Assim, a BrewDog se classificou como “anti-patrocinadora” da Copa do Mundo. “Estamos doando todos os lucros obtidos com a Lost Lager vendida durante a Copa do Mundo para causas que combatam os abusos dos direitos humanos”, afirma a marca escocesa.

Leia também – Cerveja na Netflix: AB InBev fecha acordo para pacote com propaganda

A escolha do Catar para sediar a próxima Copa do Mundo, que começará em 20 de novembro, foi marcada por controvérsias, com acusações de suborno para o processo de votação e a impossibilidade de realização do torneio no meio do ano, como tradicionalmente ocorre, em função das condições climáticas no país.

Mas os problemas não pararam por aí. Durante o processo de preparação para a realização do torneio, houve várias acusações de abuso das condições de trabalhadores imigrantes envolvidos nas obras de construção dos estádios, com mortes de funcionários.

Além disso, a atividade homossexual é proibida no Catar e está inserida no seu código penal. O país, porém, assegura que todos serão bem-vindos e respeitados no país na Copa do Mundo.

“Isto não é uma Copa do Mundo. É uma Copa do Mundo F*. O futebol foi arrastado pela lama, antes que uma única bola fosse chutada. Sejamos honestos: o Catar venceu por meio de suborno. Em escala industrial. O futebol é para todos. Mas no Catar, a homossexualidade é ilegal, o açoitamento é uma forma aceita de punição, e não há problema em que 6.500 trabalhadores morram construindo seus estádios”, afirma a BrewDog, em comunicado com teor de manifesto.

No texto em que anunciou a sua decisão, a BrewDog reconhece que um boicote amplo à Copa do Mundo seria inviável, diante do interesse das pessoas em acompanhar o torneio. Assim, considera a arrecadação de recursos para combate ao abuso dos direitos humanos como a melhor alternativa.

“Vamos ser honestos: as pessoas ainda vão assistir aos jogos, então queremos dar a elas a oportunidade de assistir aos jogos e, ao mesmo tempo, arrecadar dinheiro para impulsionar mudanças positivas. Isso significa que as pessoas podem mostrar seu amor pelo jogo e sua raiva de quem o está sediando”, afirma a BrewDog.

Protestos de seleções
Algumas seleções, jogadores e marcas esportivas também têm se mobilizado em protestos contra o Catar diante da proximidade da realização do torneio. A Hummel, ao lançar os uniformes da Dinamarca para a Copa do Mundo, disse que eles são uma homenagem ao time campeão da Eurocopa de 1992, mas também um protesto diante das mortes de trabalhadores imigrantes na preparação dos estádios para a competição.

“Eles não são apenas inspirados pela Euro 92, em homenagem ao maior sucesso do futebol dinamarquês, mas também um protesto contra o Catar e seu histórico de direitos humanos. É por isso que atenuamos todos os detalhes das novas camisas da Dinamarca para a Copa do Mundo, incluindo nosso logotipo e divisas icônicas. Não queremos ser visíveis durante um torneio que custou a vida de milhares de pessoas”, afirma a marca.

Já o Professional Footballers Australia, um sindicato que representa os jogadores do país, divulgou vídeo em que aborda as questões dos direitos humanos e dos LGBTQIAP+ no Catar.

Com chapa única, Giba Tarantino é reeleito presidente da Abracerva

0

Depois de ter assumido a presidência da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) em janeiro, quando substituiu Ugo Todde, Gilberto Tarantino foi oficialmente reeleito para o biênio 2023-2024, nesta segunda-feira (7), na assembleia geral da entidade.

Sem oposição, o sócio-proprietário da Cervejaria Tarantino foi aclamado presidente-executivo para um novo mandato. O prazo para apresentação de chapas interessadas em participar das eleições se encerrou em 31 de agosto. E apenas um grupo se inscreveu para participar.

Em sua gestão inicial, Gilberto Tarantino assumiu a Abracerva com o foco em levar informação e educação aos associados e ao mercado cervejeiro. Para isso, promoveu um calendário de eventos, sendo alguns deles com a presença de figuras de relevância internacional, como Bob Pease, presidente da Brewers Association, a associação das cervejarias artesanais e independentes dos Estados Unidos, e de Greg Koch, fundador da icônica cervejaria norte-americana Stone Brewing.

Leia também – Indústria da cerveja quer crescimento da renda sob Lula para impulsionar setor

Neste período, a Abracerva também acertou uma parceria com o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), que representa a Ambev e o Grupo Heineken no país. No início de julho, as entidades assinaram um termo de cooperação em prol dos principais temas de interesse da indústria do setor, como o aprimoramento da qualidade da fabricação, a educação e a cultura cervejeira, a livre concorrência, a sustentabilidade e o consumo responsável. Também junto com o Sindicerv, a entidade realizou o congresso Cerveja é Gastronomia.

Além disso, a Abracerva tem se envolvido em ações que visam fortalecer o setor das artesanais. Isso ficou claro, por exemplo, com o apoio dado ao Projeto Manipueira, lançado com a adesão de 37 marcas no fim de setembro e que hoje conta com mais de 50 cervejarias.

A Abracerva também assegurou a presença de um estande na Brasil Brau, graças à ajuda recebida dos seus associados, e ainda promoveu iniciativas como a série de lives Roda Fermentativa, que contou com especialistas brasileiros e internacionais, organizou webinars sobre rotulagem e legislação, além de cursos sobre tributação e off flavors.

Continuidade após mudanças na presidência
A reeleição de Gilberto Tarantino também significa uma nova fase de continuidade na Abracerva depois de várias mudanças. Após decisão tomada pela gestão anterior, em dezembro de 2021, ele assumiu o cargo em janeiro como quarto presidente em menos de um ano e meio.

As mudanças começaram em setembro de 2020, com a renúncia de Carlo Lapolli, o que provocou a realização de eleições e definiu Nadhine França como presidente. Em julho de 2021, ela renunciou com a intenção de morar no exterior, para estudar e trabalhar, sendo sucedida por Ugo Todde, à época o secretário da associação, que no final do ano passado deixaria o posto de presidente, assumido pouco depois por Tarantino de modo consensual.

Todde, inclusive, integra a chapa formada para essa última eleição da Abracerva. Ele é um dos conselheiros titulares da gestão 2022-2024 de Giba Tarantino, ao lado de Marcello Paixão, Carolina Starrett e Bia Amorim. Essa última é uma das pessoas que passaram a integrar a chapa ao lado de Patrick Bannwart e Priscilla Colares, ambos conselheiros suplentes e que também não faziam parte da composição anterior do grupo. Debora Lahnen, Leandro Sequelle e André Lopes são os outros membros desta suplência. Completam a chapa quatro conselheiros fiscais: os titulares Jayro Pinto Neto, Gabriela Flemming e Elizabeth Bronzeri e o suplente Rodolpho Tinini.

Melhor tributação é prioridade
Para o novo período à frente da Abracerva, Giba ressaltou a necessidade de uma tributação mais justa para o setor das artesanais. Ao ser reeleito, ele destacou que a entidade segue lutando no Congresso Nacional para a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/21, que atualiza a tabela do Simples Nacional e aumenta o teto de enquadramento dos Microempresários Individuais (MEIs).

Ele também promete continuar realizando e participando de eventos que promovam o mercado das artesanais e a cultura cervejeira, qualifiquem os profissionais do setor e ajudem a defender os interesses do segmento.

A tributação é um entrave fundamental para o crescimento do segmento da cerveja artesanal, incluindo não apenas as cervejarias, mas também profissionais como sommeliers, consultores, bares e empórios

Gilberto Tarantino, presidente da Abracerva

Conheça a chapa da gestão 2022-2024 da Abracerva:
Gilberto Tarantino – Conselheiro – Presidente-executivo
Marcello Paixão – Conselheiro
Carolina Starrett – Conselheira
Ugo Todde – Conselheiro
Bia Amorim – Conselheira
Patrick Bannwart – Conselheiro (Suplente)
Debora Lahnen – Conselheira (Suplente)
Priscilla Colares – Conselheira (Suplente)
Leandro Sequelle – Conselheiro (Suplente)
André Lopes – Conselheiro (Suplente)
Jayro Pinto Neto – Conselho Fiscal
Gabriela Flemming – Conselho Fiscal
Elizabeth Bronzeri – Conselho Fiscal
Rodolpho Tinini – Conselho Fiscal (suplente)