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Menu Degustação: Safra 2021 da Bourbon County, Hocus Pocus em SP…

O mês de outubro se iniciou com a chegada de uma série de aguardadas atrações pelo público cervejeiro. A Goose Island, por exemplo, trouxe, em versão limitada, a safra 2021 da Bourbon County, a sua cultuada cerveja, que tem o pré-lançamento e venda nesta sexta-feira (7).

Em outra frente, na cidade de Blumenau (SP), se iniciou a principal Oktoberfest do Brasil. E a Blumenau, cerveja da casa, preparou uma série de opções especiais para o público. Já para quem está em São Paulo, a Hocus Pocus, uma das principais marcas de cerveja artesanal do Rio de Janeiro, vai abrir a sua casa na capital paulista neste fim de semana.

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Confira essas e outras novidades da semana no Menu Degustação do Guia:

Bourbon County de 2021
A safra 2021 da Bourbon County acaba de chegar ao Brasil. A cultuada cerveja da Goose Island tem 14,4% de teor alcoólico e 60 IBUs de amargor, tendo passado pelo processo de envelhecimento em barris de bourbon de três destilarias (Heaven Hill, Wild Turkey e Buffalo Trace). Com isso, ela traz sabores de chocolate e baunilha, carvalho, uísque e melaço, seguidos de caramelo, frutas vermelhas e amêndoas. O pré-lançamento da versão 2021 da Bourbon County, com venda limitada, acontece a partir desta sexta-feira, sendo necessário se cadastrar no programa de fidelidade da marca, o Goose Crew.

Hocus Pocus em SP
A cervejaria carioca Hocus Pocus vai ter seu primeiro bar em São Paulo. Ele será aberto neste sábado (8), no Largo da Batata, no bairro Pinheiros. O espaço tem 18 torneiras à frente do balcão. A casa também conta com um bar de drinques, uma carta de vinhos naturais em garrafas e 3 torneiras de pequenos produtores do sul do país, além de um cardápio recheado de porções e burgers, os pratos já tradicionais da casa e opções vegetarianas. A fachada oferece a combinação urbana com a psicodelia da Hocus Pocus e a arquitetura interna é marcada pelo grafite colorido de 2,5 metros. No segundo andar, em sua grande varanda coberta, a casa paulista também trará apresentações artísticas diversas, com DJs tocando vinil e bandas de diferentes estilos.

Atrações da Blumenau na Oktoberfest
Iniciada na última quarta-feira (5), a Oktoberfest de Blumenau prossegue até o dia 23 com grandes atrações. Da cidade catarinense, a Cerveja Blumenau terá 26 cervejas diferentes no estande no setor 2 do Parque Vila Germânica, como a Dona Patroa, eleita a melhor do Concurso Brasileiro de Cervejas de 2022. Entre as novidades que serão apresentadas e permanecem em linha depois do evento, a grande novidade é a Ipê Branco, uma Hop Lager inspirada no clássico rótulo da marca Ipê Amarelo, em uma versão sem álcool. Além disso, haverá vários rótulos da Blumenau CraftLab, linha dedicada à inovação, assim como da Mestres do Tempo, que reúne cervejas especiais maturadas na adega de barris de madeira da marca.

Clima de Oktoberfest em Campinas
No clima da mais famosa festa cervejeira, a Landel promove, neste sábado (8), a partir das 11 horas, o Growler Day Oktoberfest na sua tap house, que fica no bairro Taquaral, em Campinas, com relançamento da Aostera, uma Session Helles Bock criada em 2021. Também haverá competição de chope de metro. Além disso, as torneiras estarão abastecidas com outros nove chopes frescos, sendo que na geladeira mais rótulos da marca estão disponíveis. Até às 17h, a cada dois chopes, o cliente ganha um do mesmo tamanho.

Festival da Campos do Jordão
Para comemorar o mês marcado pela Oktoberfest, a Cerveja Campos do Jordão criou o Festival de Outubro. O evento acontece no Parque da Cerveja até o dia 31, com entrada promocional no espaço, por R$ 34 por pessoa. A marca também criou a Festbeer, uma cerveja sazonal produzida para as celebrações do mês.

Ingressos do Mondial
As vendas dos ingressos para a 12ª edição do Mondial de la Bière, que acontece entre 7 e 11 de dezembro, na Marina da Glória, no Rio, estão abertas, com o mais barato custando R$ 60. E é bom correr, pois as entradas para o sábado (10) já estão esgotadas. Em 2022, além do protagonismo da cerveja artesanal, o evento terá espaço ampliado para a gastronomia. Para acompanhar os food trucks, o Mondial contará com quatro restaurantes, dois deles com menus assinados pelo chef e apresentador Pedro Benoliel.

Grupo Petrópolis nos voos
A Voepass Linhas Aéreas (ex-Passaredo) fechou parceria com o Grupo Petrópolis para oferecer produtos selecionados da marca aos passageiros.  A ação, que terá duração inicial de um ano, conta com refrigerantes It! dos sabores guaraná e limão, energético TNT Energy Drink, água Petra e cerveja Crystal – esta opção é servida a partir das 11h -, complementando o serviço de bordo já oferecido pela empresa em seus voos.

Reinserção das mulheres no mercado tem amparo de ONG e rótulo especial

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Apesar dos avanços na busca por equidade de gênero na sociedade, as mulheres ainda enfrentam entraves em praticamente todos os âmbitos – sendo alguns mais notáveis, como no mercado de trabalho. A reinserção, então, é uma jornada ainda mais complicada, por uma série de fatores como a maternidade, falta de oportunidades e de autoconfiança, além da raça. Um cenário que fez a ONG Cruzando Histórias receber o apoio da Ambev para apoiar profissionais em busca de um emprego.

Para contribuir com uma edição especial do programa “Impulsione a Sua Carreira”, promovido pela organização, 100% do lucro obtido com a venda da cerveja colaborativa “Desrotuladas”, uma Session IPA com dry hopping, feita totalmente por mulheres desde o processo de brassagem até o envase, foi repassado pela Ambev para a instituição.

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A Cruzando Histórias atua diretamente no apoio às desempregadas, um problema exposto pela 2ª edição do estudo “Estatísticas de gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil” divulgado em 2021 pelo IBGE. O levantamento mostrou a dificuldade de inserção das mulheres no mercado de trabalho: a taxa de participação daquelas com 15 anos ou mais era de 54,5%, em 2019, enquanto entre os homens ficou em 73,7%.

Esse patamar elevado de desigualdade se mantém ao longo da série histórica e se manifesta tanto entre mulheres e homens brancos, quanto entre mulheres e homens pretos ou pardos, de acordo com o IBGE.

“Muitas candidatas encontram resistência por parte do mercado quando têm filhos. A jornada dupla – ou seja, a soma das obrigações do emprego com as das casa e dos filhos – também faz com que o retorno delas seja mais difícil. A situação fica mais dramática quando se trata de mães solo, que muitas vezes não possuem uma rede de apoio para ajudá-las nesse momento”, pontua Bia Diniz, fundadora e diretora executiva da Cruzando Histórias.

A taxa de participação baixa indica que muitas mulheres simplesmente desistem da busca por uma vaga no mercado de trabalho, por não se sentirem aptas às vagas disponíveis. “Há alguns anos, um levantamento feito pelo LinkedIn mostrou que as mulheres precisam sentir que cumprem 100% dos requisitos de uma vaga para se candidatar. Nós temos muito forte em nós a Síndrome de Impostora, ou seja, é comum sentirmos que não estamos à altura de determinada posição”.

Com tantos empecilhos, a Cruzando Histórias defende que o próprio mercado deve facilitar a reinserção das mulheres. “O mercado precisa entender e acompanhar as necessidades das mulheres. Com a pandemia, vimos que é possível flexibilizar mantendo o rendimento e, em alguns casos, até melhorando. Quem é mãe precisa saber que está em um ambiente seguro onde suas necessidades serão entendidas e acolhidas”, diz Bia.

Outro ponto crucial para a solução desse problema é a oferta de vagas, pois muitas mulheres reclamam da falta de oportunidades.

Há muitos casos de mulheres extremamente qualificadas, muitas vezes com ensino superior e até mesmo mestrado ou doutorado, que não conseguem entrar no mercado de trabalho simplesmente por não existirem vagas para elas

Bia Diniz, fundadora da Cruzando Histórias

E nem a educação é fator determinante para as maiores dificuldades enfrentadas pelas mulheres no mercado de trabalho, como mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD -, de 2019, do IBGE. O trabalho revelou que, entre a população com 25 anos ou mais, 40,4% dos homens não tinham instrução ou possuíam apenas fundamental incompleto ante 37,1% das mulheres. Já a proporção de pessoas com nível superior completo foi de 15,1% entre os homens e 19,4% entre as mulheres.

O projeto e a ONG
O projeto apoiado pela Ambev foi realizado ao longo de cinco semanas neste semestre, oferecendo uma trilha de desenvolvimento que contou com oficinas, painéis, mentoria coletiva e bate-papo com a área de Recursos Humanos, apoiando a reinserção de 50 mulheres no mercado de trabalho, todas elas residentes da região de Campo Grande, Cachoeiras de Macacu e Piraí, no Rio de Janeiro. Das atendidas, 84% estavam sem emprego, 80% eram mães e 71% autodeclaradas pretas e pardas.

Não foi uma coincidência, pois o estudo do IBGE mostrou que existem mais dificuldade para as mulheres pretas ou pardas, principalmente com crianças de até 3 anos no domicílio. Elas apresentaram os menores níveis de ocupação – menos de 50% em 2019 -, ao passo que, entre as mulheres brancas, a proporção foi de 62,6%. Para aquelas sem a presença de crianças nesta faixa etária, os porcentuais foram de, respectivamente, 63,0% e 72,8%.

Esse trabalho apoiado pela Ambev foi apenas um dos muitos realizados pela ONG. Em 2018, a Cruzando Histórias se tornou oficialmente uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos. Até o momento, cerca de 8 mil mulheres foram beneficiadas diretamente pelos seus projetos.

Para essa ajuda, realiza projetos, como o EscutAção, que oferece apoio emocional e psicológico gratuito. A Casa CH, que é a sede da ONG, no centro de São Paulo, também está disponível para quem precisa de inclusão digital com acesso a computadores, internet e apoio para tirar dúvidas. Já no âmbito corporativo, ainda há projetos de voluntariado, palestras e consultorias que abordam as temáticas de equidade de gênero e combate ao assédio, entre outros.

“O nosso trabalho consiste basicamente em apoiar, desenvolver e conectar essas mulheres ao mercado de trabalho. Nós atuamos de diferentes formas como acolhimento psicológico, orientação de carreira, mentorias, workshops, compartilhamento de vagas, cursos e eventos. O nosso objetivo é fazer com que elas acreditem em si mesmas e enxerguem seu potencial”, finaliza Bia.

Entrevista: “A cerveja é um ótimo pano de fundo para contar uma história”

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Cinema com pipoca costuma ser a associação básica feita por qualquer admirador da sétima arte, mas é para provar que a ligação entre a gastronomia e a tela grande vai muito além disso – e pode incluir a cerveja – que duas salas de cinema recebem, a partir desta quinta-feira (6), a primeira edição do São Paulo Food Film Fest.

Iniciada na quarta-feira, com exibições de filmes online, a mostra, que também acontece no Espaço Itaú Augusta e no Petra Belas Artes, reúne 48 filmes de 15 países diferentes, sendo 31 documentários e 17 ficcionais, com entrada gratuita. E além de discutir temas importantes no mês da alimentação, como a fome, a desnutrição e a pobreza, o São Paulo Food Film Fest também promete promover experiências sensoriais oferecidas pela gastronomia.

Afinal, em algumas sessões haverá, após a exibição dos filmes, momentos para degustação de alimentos e bebidas. Será assim, também, que cerveja e cinema se unirão, com a oferta de rótulos da Tarantino após a exibição dos longas “Os Cervejeiros da Vez” e “Brewmance: Amor pela Cerveja”.

“Os Cervejeiros da Vez” aborda o expressivo segmento das cervejas artesanais nos Estados Unidos sob a perspectiva da diminuta presença de donos negros em suas marcas – eles representam menos de 1% das quase 9 mil cervejarias em operação. E o filme acompanha alguns desses proprietários.

Já “Brewmance: Amor pela Cerveja” retrata a cena cervejeira nos Estados Unidos, olhando para a história, o processo e a comunidade de fabricação caseira e artesanal, com uma atenção especial para grupos de Long Beach, na Califórnia.

O São Paulo Food Film Fest, claro, irá bem além dessa união entre cerveja e cinema, com debates e filmes clássicos, como “A Festa de Babette”, dinamarquês ganhador do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1988 com seus ótimos pratos e vinhos da gastronomia francesa.

Para quem preferir outras opções, será possível saborear um macarrão à putanesca após “Estômago” ou beber taças de vinho após a exibição de “Sideways: Entre Umas e Outras”.

Será, assim, uma ótima oportunidade para relembrar a experiência sensorial promovida por essa relação da gastronomia com os filmes, assim como uma chance de ir ao cinema para ver histórias sobre cerveja, como convida André Henrique Graziano, um dos diretores do São Paulo Food Film Fest.

“Um festival para comer com os olhos e também alimentar a alma. Afinal, comida é cultura!”, comenta, também refletindo sobre a relação entre cerveja e cinema. “A cerveja é um ótimo pano de fundo para contar uma excelente história. A cerveja é se sentar no bar, bater papo e contar histórias para os amigos. O cinema também é um pouco assim”, acrescenta.

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Confira a entrevista do Guia com André Henrique Graziano:

Como surgiu a ideia de realizar o São Paulo Food Film Fest?
Trabalho com audiovisual, tenho uma produtora. E, paralelamente, tive uma carreira na gastronomia. São duas paixões. Então, rabisquei um projeto, pensando em festivais que tem pelo mundo, como em Toronto. E faltava aqui, pois só tivemos coisas pontuais no Brasil. Então, entrei em contato com a Dani Guariba, que faz a Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, com filmes sobre sustentabilidade. Ela adorou a ideia. Inscrevemos um projeto, juntos, na lei de incentivo, começamos a captar recursos, conseguimos patrocinadores. E vai rolar agora.

Quais são os grandes atrativos do São Paulo Food Film Fest?
A degustação é o grande barato do festival. São 18 filmes de ficção e 30 documentários. Fizemos essa mescla, com filmes como o First Cow, e documentários mais reflexivos, que vão gerar 5 debates, sobre gênero na cozinha, comida ancestral, a cadeia produtiva e outros temas. Também teremos dois filmes sobre cerveja. Fechamos uma parceria com a Tarantino, com a distribuição da cerveja deles após as sessões de cinema.  Também teremos documentário sobre vinho, pães… Vai ter filmes sobre os todos os temas gastronômicos.

Como serão essas degustações após as sessões?
Os pratos são sempre inspirados no filme.  Em um filme que apresenta um pão marroquino, vamos oferecê-lo. No “First Cow”, teremos bolinhos de chuva. Também teremos degustação de vinho e cerveja nos filmes sobre essas bebidas. Fechamos parcerias para isso.

Os dois filmes sobre cerveja no festival são estrangeiros. Há uma escassez de filmes sobre essa temática no Brasil?

Senti muita falta de filmes que mostram o cenário das cervejas artesanais, por exemplo. Sei que tem muita cervejaria surgindo no Brasil nos últimos cinco anos. O barato dos filmes é mostrar as adversidades e como as marcas fazem para superá-las. É uma temática que dá “pano pra manga”. Acho que tem também uma questão de grana, com a dificuldade de aprovar projetos sobre filmes de cerveja. O projeto do festival, por exemplo, levou dois anos para ser aprovado e captar os recursos. As pessoas esquecem, mas comida e bebida também é cultura.


Como você enxerga a relação entre cinema e cerveja?
A cerveja é um ótimo pano de fundo para contar uma excelente história. A cerveja é se sentar no bar, bater papo e contar histórias para os amigos. O cinema também é um pouco assim, funciona como um chamariz. O cinema usa muito dos takes bonitos, com a fotografia, ou mesmo o slow-motion. A comida chama a atenção.  Os filmes de ficção vão deixar todos com fome, os da cerveja, deixarão todos com sede. Por isso, será legal promover a interatividade, com as degustações.

Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil prorroga inscrições até 17 de outubro

A 2ª edição do Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil prorrogou as inscrições até 17 de outubro. Idealizada pela Associação Brasileira de Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas), a premiação reconhecerá os melhores designs desse tipo de embalagem no país.

“Para esta 2ª edição, e pelo que temos acompanhado ao longo do último ano, estamos apostando em rótulos ainda mais criativos”, afirma Cátilo Cândido, presidente executivo da Abralatas, confiando que, em 2022, o prêmio contará com mais participantes e ainda mais qualidade entre os vencedores.

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E se o desempenho depender da utilização das embalagens no mercado, opções de latas não faltarão. Isso porque mais de 60% de toda a cerveja é envasada em lata no país.

Agora prorrogadas, as inscrições para a 2ª edição do Prêmio Lata Mais Bonita estão abertas para todas as cervejarias proprietárias intelectuais e industriais do design de seus rótulos, operantes no Brasil. E a premiação está dividida em três categorias, de acordo com o tamanho das empresas:

– microcervejarias: produção anual de até 2,5 milhões de cervejas em lata;
– médias cervejarias: entre 2,5 milhões e 60 milhões de unidades/ano;
– grandes cervejarias: mais de 60 milhões de unidades/ano.

A organização destaca que o rótulo inscrito deve ter sido criado e produzido no Brasil, estar adequado às exigências do Ministério da Pecuária, Agricultura e Abastecimento (IN 65/2019) e ter circulado de 2020 até a data do término das inscrições.

A seleção dos principais rótulos pelos jurados irá de 18 a 25 de outubro. A definição dos rótulos finalistas pelo público será de 28 de outubro a 15 de novembro, quando começará a votação dos jurados, indo até 25 de novembro. E a noite da premiação acontecerá entre 6 e 9 de dezembro.

O Lata Mais Bonita do Brasil conta com os apoios da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar), da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil) e do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv).

Os vencedores poderão circular no Mondial de la Bière e conhecer a fabricação da embalagem de perto em uma fábrica. Além disso, terão suas marcas em destaque no Guia da Cerveja, Revista da Cerveja e cervejar.com!

Produção de alcoólicas cresce 1,7% em mês com retração da indústria

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Pelo segundo mês consecutivo, a fabricação de bebidas alcoólicas registrou alta no Brasil, ficando acima do ritmo da indústria, que voltou a retrair. A Pesquisa Industrial Mensal, divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira, relatou aumento de 1,7% na produção deste item em agosto, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Esse ritmo da fabricação de bebidas alcoólicas ficou acima da estimativa da XP Investimentos (1,0%), ainda que não tenha sido suficiente para mudar cenários de queda da atividade. Afinal, a produção de bebidas alcoólicas ainda apresenta retração de 1,6% ao longo de 2022, também caindo 3,8% nos últimos 12 meses.

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É um cenário bem diferente ao constatado na produção de bebidas não alcoólicas, que teve uma expressiva elevação de 16,5% na comparação com agosto de 2021. Além disso, agora sobe 12,3% no amontoado dos oito primeiros meses do ano. E o crescimento é de 4,1% nos 12 meses imediatamente anteriores a agosto de 2022.

Já a fabricação de bebidas registrou aumento de 1,7% em relação a julho e foi 8,9% maior do que em agosto de 2021. Já no acumulado do ano, a elevação é de 4,8%. Porém, nos últimos 12 meses, a produção ainda registra queda, de 0,1%.

Esses resultados ampliam o cenário de otimismo para o restante do segundo semestre, de acordo com analistas, como publicado pela XP no Monitor da Indústria de Bebidas.

“Entendemos que há novos fatores a serem considerados além dos dados históricos (ou seja, auxílios governamentais, eleições, Copa do Mundo) e, portanto, continuamos otimistas quanto ao consumo de cerveja no 2S22; e (iii) a produção de bebidas não alcoólicas surpreendeu novamente e ficou 3,5% acima das nossas estimativas, aumentando significativamente as estimativas para os meses seguintes ao aplicarmos a sazonalidade”, afirma.

E a indústria?
Já a produção industrial em agosto ficou negativa em 0,6%, na confrontação com julho. Na comparação com agosto do ano passado, a indústria brasileira cresceu 2,8%. Mas no período de janeiro a agosto, há queda de 1,3%, enquanto nos últimos 12 meses a retração no ritmo da atividade é de 2,7%.

Uma das principais influências negativas para a indústria brasileira cair 0,6% em agosto foi a fabricação de produtos alimentícios, que diminuiu em 2,6%. Os setores de produtos têxteis, com índice negativo de 4,6%, além dos de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4.2%) e de indústrias extrativas (-3,6%) foram outros segmentos com desempenhos ruins em agosto.

O IBGE também ressaltou que duas das quatro grandes categorias econômicas e oito dos 26 ramos investigados tiveram redução na produção. Desta forma, o setor industrial brasileiro ainda se encontra em ritmo 1,5% inferior ao do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 17,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

“A produção industrial mostrou melhora no seu ritmo ao longo de 2022, o que fica expresso, especialmente, na maior frequência de resultados positivos no ano: avançou em cinco dos oito meses de 2022. Neste mês (de agosto), volta a marcar queda, mas com a característica de ser um recuo concentrado em poucas atividades, uma vez que somente oito das 26 apontaram taxas negativas”, explica o gerente da pesquisa do IBGE, André Macedo.

Oktoberfest termina sem recordes de público e consumo; veja números

Sem ser realizada desde 2019, a Oktoberfest de Munique voltou a acontecer em 2022 com números aquém dos registrados três anos atrás. Atrapalhada pelo clima úmido e frio que marcou a maior parte dos dias de celebração, a 187ª edição da festividade atraiu 5,7 milhões de visitantes, 600 mil a menos do que na versão anterior. O recorde de público se deu em 1987, com 7,1 milhões de pessoas.

O consumo de cerveja nesta edição da Oktoberfest também foi inferior a 2019. A festa vendeu 5,6 milhões de litros de cerveja, contra 7,3 milhões há 3 anos. Mas, com o tempo frio, também se comercializou vinho quente, o glühwein, pela primeira vez desde 2008.

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“A Oktoberfest está de volta. Os convidados na faixa dos milhões celebraram sua Oktoberfest e mostraram o quanto se importam com ela. Apesar de todas as más notícias, as pessoas querem sua liberdade e diversão. Para isso, o Wiesn foi uma demonstração poderosa”, afirma Clemens Baumgärtner, chefe da organização da Oktoberfest.

Iniciada em 17 de setembro e com duas semanas de duração, a tradicional festa retornou com a cerveja 17% mais cara. E embora não tenha batido recordes de público e de venda de bebidas, apresentou números que confirmam a sua grandiosidade, com alguns deles sendo coletados pela reportagem.

A Oktoberfest de Munique ficou mais jovem em 2022. De acordo com dados compilados pelos organizadores, cerca de 21% dos visitantes tinham entre 16 e 29 anos, um índice bem superior aos 15% nessa faixa etária em 2019.

A organização da Oktoberfest também apontou baixa variação no número de crimes registrados: foram 967 em 2022, contra os 959 de 2019. Mas houve alta nos casos de agressão e assédio sexual, de 45 para 55.

Já o posto médico teve queda de 27% no número de atendimentos, ainda que 355 pessoas tenham precisado pernoitar no posto médico nos 16 dias de festa. E para garantir a segurança alimentar durante o evento cervejeiro, foram realizadas 932 inspeções.

O espaço de achados e perdidos da Oktoberfest terminou com cerca de 3.500 itens, incluindo 930 identidades, 380 itens de vestuário, 570 carteiras, 630 cartões bancários, 420 smartphones e telefones celulares, 180 chaves, 150 pares de óculos, 70 bolsas, mochilas e bolsas, 80 guarda-chuvas e 70 bijuterias.

E assim como havia acontecido em 2019, a energia da Oktoberfest foi 100% verde. O consumo de eletricidade de três milhões de quilowatts-hora foi aproximadamente 1,5% inferior ao da edição de 2019, enquanto o consumo de água de aproximadamente 97 mil metros cúbicos caiu 17% em relação a três anos atrás.

A hotelaria de Munique também percebeu os efeitos da realização da Oktoberfest. Durante o período da festa, a taxa de ocupação dos quartos ficou em quase 79%, cerca de 10% a mais do que na primeira quinzena de setembro.

Schornstein leva IPAs, estilos alemães e novidades à São Paulo Oktoberfest

Marcada para começar na próxima sexta-feira (7), no complexo do Ginásio do Ibirapuera, a 5ª edição da São Paulo Oktoberfest vai unir a tradição da cultura alemã com a contemporaneidade para uma grande festa repleta de opções cervejeiras, que só vai acabar no dia 23. Será com essa junção que a Schornstein estará presente pelo segundo ano seguido como uma das cervejas oficiais do evento, com a oferta de 8 estilos diferentes de chope, tendo opções de origem na Alemanha, mas também das IPAs, as “queridinhas” dentro do segmento de artesanais, e algumas novidades.

Para a festa, a marca levará a IPA Schornstein e a IPA Tangerina. O primeiro rótulo é um chope de coloração dourada intensa com notas cítricas e frutadas. Já a segunda opção tem espuma dourada que leva extrato de tangerina e ganha mais intensidade no paladar junto com um dry hopping dos lúpulos Citra e Amarillo.

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“Ela é super refrescante e muito legal para o clima de outubro, que costuma ser muito quente”, diz Karin Barreira, gerente de marketing da CBCA, a Companhia Brasileira de Cervejas Artesanais (CBCA), que tem a Schornstein como uma das suas marcas.

Ela destaca, ainda, que o sucesso das IPAs na São Paulo Oktoberfest de 2021 e a preferência do brasileiro por esse estilo fizeram a Schornstein reforçar a aposta nos rótulos mais lupulados para a próxima edição da festa alemã na capital paulista. Também estará disponível a New England IPA, com sabores intensos, frutas cítricas e tropicais.

“Primeiro, a gente ama IPAs, gosta de trabalhar com lúpulos e com essa magia que é buscar diferentes aromas e sabores com as mais diversas variedades de lúpulos existentes. Segundo, a gente teve uma venda enorme de IPAs por lá [na edição 2021]”, conta.

Mas, claro, para uma tradicional festa alemã, os estilos alemães não foram deixados de fora e a marca terá também a sua especial e sazonal Schornstein Oktoberfest e a Schornstein Weiss disponíveis para o público.

“Estamos em uma festa que, ao mesmo tempo, é muito tradicional e contemporânea. Então, levamos as variedades de IPAs e, até pela autoridade da Schornstein, também conseguimos levar vários estilos alemães”, destaca.

A Schornstein Oktoberfest tem sabores e aroma do malte, remetendo a notas de pão e de sua casca, sutil tostado, amargor pronunciado e um final seco. Já a Weiss possui trigo e coloração amarelo intenso com aroma de banana e cravo em evidência.

É para o consumidor que vai estar lá se sentir como se estivesse na festa na Alemanha, mas com atributos brasileiros, como a música e a localização. Mas também levamos nosso pedaço da Alemanha, com os estilos super bem executados e fidedignos aos estilos originais

Karin Barreira, gerente de marketing da CBCA

Além desses produtos, a marca também levará uma novidade lançada neste ano, a Vienna Lager. O chope tem coloração âmbar acobreada, traz o malte em primeiro plano remetendo a caramelo, toffee e um leve tostado, retomando suas raízes austríacas.

A Schornstein oferecerá ao público do festival a sua Pilsen e a All Day Witbier. A Pilsen é leve e refrescante e o seu aroma remete ao malte, cereais e notas de panificação. Já a Witbier traz um chope à base de trigo belga, com refrescância e aroma, além do delicado cítrico de laranja, mel silvestre e sutil condimentado.

Neste ano, a São Paulo Oktoberfest será no complexo do Ginásio do Ibirapuera, em uma área de 27,8 mil m², o dobro do tamanho do festival em relação à edição de 2021. Por isso, a Schornstein espera um volume de vendas também maior nos 4 bares da marca na festa paulistana. “A gente está indo muito bem preparado e com um volume de chope muito superior ao ano passado. Entre as duas festas [São Paulo e a Oktoberfest de Blumenau] a gente está levando mais de 120 mil litros”, comenta.

Ambientes diversos
Os organizadores da São Paulo Oktoberfest esperam receber mais de 80 mil pessoas em 9 dias de evento, sempre de sexta-feira a domingo, até o dia 23. E para acolher o público, organizou diferentes espaços. São os casos do Biertent, com o palco principal, restaurantes, bares, pista, mesas e camarotes; do Biegarten – área aberta e ampla com food trucks, experiências, ativações das marcas, Palco Rock, atrações culturais, mesas; e do Drinkgarten, área entre árvores e com mesas, ideal para contemplar a natureza e conversar, trocando experiências ao ar livre e diversidade gastronômica.

O evento também mantém parceria com a cooperativa de catadores da cidade de São Paulo. Assim, todo o lixo gerado pelo evento será devidamente separado e dado o destino correto. A receita gerada pela ação será totalmente destinada à cooperativa.

Ação da Ambev passa a ter valorização em 2022 após 3º mês seguido de alta

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O ensaio de recuperação da atividade econômica e a expectativa de alta do consumo na Copa do Mundo parecem ter pesado mais para os investidores no mercado financeiro do que possíveis impactos de punição imposta pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Assim, a ação da Ambev fechou o mês de setembro em alta, passando a apresentar valorização em 2022.

Com o resultado, o ativo da maior cervejaria do mundo completou um trimestre consecutivo de valorização na B3, a bolsa de valores do Brasil. O papel encerrou a última sexta-feira (30) valendo R$ 15,54, uma alta de 1,77% em comparação aos R$ 15,27 de 31 de agosto. Também está valendo R$ 0,12 a mais do que os R$ 15,42 do fim de 2021.

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A valorização veio apesar de um mês de revés, ainda que passível de reversão, para a Ambev. Afinal, em 22 de setembro, o Cade proibiu a empresa de fechar novos contratos de exclusividade com bares, restaurantes e casas noturnas até o término da Copa do Mundo, em 18 de dezembro. Além disso, determinou que a companhia precisará fazer ajustes contratuais com pontos de venda, se limitando a ter 20% de acordos de exclusividade do canal frio, em termos de PDVs e volume, segundo bases territoriais.

De início, a decisão, de caráter liminar do Cade, causou impacto sobre a ação da Ambev, que caiu de R$ 15,67 para R$ 15,36 na sessão seguinte da B3, uma desvalorização de 1,98% em um dia. Depois, porém, parece ter pesado mais a avaliação de que a companhia manterá a liderança de mercado e o bom desempenho, que também deverá ser impulsionado pela realização da Copa do Mundo em novembro e dezembro.

“Não está claro para nós quanto os contratos de exclusividade impulsionam as vendas de cerveja em determinados pontos de venda, mas a força logística da Ambev não deve ser esquecida. A empresa ainda tem uma rede de distribuição mais ampla, com maior capilaridade do que seus pares”, afirmam os analistas do Itaú BBA, Gustavo Troyano, Renan Moura e Victor Gaspar, em relatório enviado à reportagem do Guia.

Desse modo, a ação da Ambev acumulou o terceiro mês consecutivo de valorização em setembro, quando também passou a fazer parte da carteira de recomendações do BTG Pactual, ao lado de outros nove ativos.

“Com a atividade econômica surpreendendo positivamente e o desemprego em nível mais baixo desde 2015, os volumes de cerveja têm sido muito fortes, e a última rodada de transferências de dinheiro do governo e a Copa do Mundo em novembro devem sustentar esse ímpeto”, diz.

Sobe e desce da B3
A valorização do papel da Ambev se deu em um mês de tímida alta do Ibovespa, o principal índice da bolsa brasileira. Ele terminou a última sexta-feira em 110.037 pontos, uma valorização de 0,47%. Já o seu ganho em 2022 é maior, de 4,97%.

A ação da Ambev foi uma das 38 que tiveram alta em setembro. E o Top 5 de maiores valorizações teve três construtoras – Cyrela (29,59%), MRV (22,84%) e Eztec (17,61%) – e duas empresas de educação – Cogna (18,55%) e Yduqs (17,38%).

No sentido contrário, três das cinco maiores desvalorizações de setembro foram de frigoríficos: Marfrig (-24,94%), Minerva (-18,83%) e BRF (-18,74%). A maior queda do mês foi do IRB Brasil Resseguros, de 32,93%. E o Top 5 também contou com o grupo sucroenergético São Martinho (-19,90%).

Recuo fora do Brasil
Em Nova York, ao contrário do que se deu no Brasil, a ação da Ambev caiu em setembro, fechando o mês a US$ 2,83, com queda de 2,41%. Foi o mesmo que aconteceu com a AB InBev na Europa, onde o papel perdeu 3,31% ao terminar a sexta-feira no valor de 46,75 euros.

Também no Velho Continente, a ação do Grupo Heineken teve valorização diminuta no período de um mês, saltando de 89,74 euros para 89,86 euros.

Setor cervejeiro cobra mudanças em leis e projetos que atrapalham atividade

Terminado o primeiro turno das eleições, o setor cervejeiro começa a vislumbrar, com os resultados nas urnas, quais vão ser os representantes políticos que analisarão as propostas e demandas para promover o desenvolvimento econômico e sustentável deste segmento através de leis.

Entre as medidas esperadas, a redução da carga tributária, a diminuição do número de impostos e as mudanças em leis que atrapalham o crescimento do setor cervejeiro, com vetos e excesso de regras, despontam entre as pautas a serem discutidas e negociadas com os governantes.

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Depois de ter ouvido as principais entidades representativas de bares e restaurantes e da indústria, o Guia dá continuidade ao debate que envolve todos os braços do setor cervejeiro ao abordar as leis que são vistas como obstáculos para o progresso e a sustentabilidade de empresas, que trabalham em um ambiente de negócio considerado oneroso e desafiador.

Gilberto Tarantino, presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), avalia que algumas leis são aprovadas ou propostas sem base em dados técnicos para justificá-las, prejudicando e restringindo o comércio de bebidas alcoólicas.

“Praticamente todos os dias surgem nas diferentes esferas de governo projetos de lei que podem prejudicar direta ou indiretamente o mercado de bebidas em geral ou o segmento de artesanais. Essas propostas incluem as que claramente querem dificultar o consumo ou a produção de cerveja e aquelas onde o impacto negativo para o setor é um efeito colateral. Em todos os casos, precisamos ficar atentos e agir rapidamente”, ressalta Giba, que também é proprietário da cervejaria Tarantino. 

O presidente da Abracerva diz enfrentar uma “cruzada” para tentar mudar esse cenário por meio da atuação como líder de uma entidade que luta para fortalecer o setor de cervejas artesanais.

“Nosso trabalho é esclarecer aos legisladores como funciona a cadeia de valor da cerveja artesanal, como contribuímos positivamente para a sociedade gerando emprego, renda, pagando impostos, fomentando o turismo local e trabalhando em favor da cerveja como elemento cultural do Brasil e como bebida da moderação. Também mostramos que um projeto que não considera todos os seus impactos pode inviabilizar diversos empreendimentos ou mesmo ter um efeito contrário ao desejado pelo legislador”, completa. 

Preocupação com restrições
Um projeto de lei apresentado pela senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE), em setembro de 2021, pretende alterar a Lei nº 13.675, de 11 de junho de 2018, com o objetivo de “incluir, entre as diretrizes de sua elaboração e execução dos planos de segurança pública e defesa social, medidas restritivas ao consumo de bebidas alcoólicas em regiões com alta incidência de homicídios”.

A solicitação, que tramita no Senado em fase de análise, não cita quais seriam as ações para diminuir a ingestão de álcool nas áreas de maior ocorrência deste tipo de crime. Mas, ao justificar o seu pedido, a senadora alega que “numerosas pesquisas científicas relacionam o consumo de drogas e bebidas alcoólicas à violência, pois essas substâncias são capazes de mexer com as emoções e desestabilizar os indivíduos, tornando-os mais impulsivos e violentos”.

Giba destaca que o projeto não divulgou dados recentes de altos índices de criminalidade ligados ao consumo de bebidas alcoólicas que sirvam para respaldá-lo. E uma das restrições que poderiam estar incluídas seria o fechamento dos bares às 23h nas regiões com maior incidência de homicídio, já que na justificativa de seu projeto ela lembra que essa medida foi aplicada em Diadema (SP), em 2002, para reduzir a criminalidade na cidade.

A maior parte dos cerca de 2 mil projetos que surgem diariamente está nos municípios. As propostas incluem proibir venda de bebidas, não apenas cerveja, em garrafas de vidro com o argumento de que seriam perigosas. Também são comuns leis que proíbem consumo em parques municipais, leis que exigem uma logística reversa de embalagens diferente da que já é prevista na atual legislação

Gilberto Tarantino, presidente da Abracerva

Reivindicações por um melhor regime tributário
O sistema tributário que impacta o setor cervejeiro motivará a solicitação de mudanças aos legisladores nas esferas federal, estadual e municipal, como destacou, anteriormente, ao Guia, a Beer Business e a Associação Gaúcha de Microcervejarias, apresentando sugestões de modificações para a tributação sobre o segmento que poderiam contribuir para o desenvolvimento econômico deste ramo.

Na mesma linha, Giba diz ser “fundamental” que os responsáveis pela aprovação das leis ouçam a sociedade civil e destaca que o setor cervejeiro tem “compromisso histórico com a qualidade dos produtos, com os direitos do consumidor, em criar um ambiente concorrencial justo e saudável, com o consumo responsável”. 

O presidente da Abracerva relata existir dificuldade de conseguir convencer os legisladores de que o setor de artesanais precisa estar sujeito a normas diferentes das que são estabelecidas para as grandes empresas do mercado de cervejas.

“Precisamos de tratamento tributário diferenciado pelos estados no caso do enquadramento das artesanais no regime de substituição tributária de ICMS e temos trabalhado pela atualização da tabela do Simples, no caso da esfera federal. Nos municípios, temos questões de zoneamento que muitas vezes tratam um brewpub da mesma forma que tratam uma indústria de milhares de hectolitros”, reclama. 

“Mudar uma lei pode levar anos e, pior, pode levar anos e nunca acontecer”
Na luta para obter melhores condições para o segmento, o presidente da Abracerva destaca que os atores do segmento precisam estar atentos às mudanças legislativas, alertando o órgão representativo “sempre que entenderem que existe alguma proposta que traga risco para o segmento” para que algo danoso às cervejarias não entre em vigor.

“Mudar uma lei pode levar anos e, pior, pode levar anos e nunca acontecer. Por isso, precisamos atuar na formulação dos projetos antes que eles virem lei. Neste ponto temos sido eficientes quando conseguimos identificar esses projetos e mostrar aos legisladores nossos argumentos em favor do segmento artesanal. E isso acontece porque nossos argumentos são sólidos e verdadeiros”, destaca Giba.

Sindicerv também se posiciona
Também procurado pela reportagem do Guia, o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), entidade que representa a Ambev e o Grupo Heineken no Brasil, ressaltou que “atua de forma técnica no debate de regulamentos, normas, políticas públicas e compartilhamento de estudos perante os poderes públicos, seja na esfera federal, estadual ou municipal, com o objetivo de contemplar a evolução e o desenvolvimento da indústria nacional da cerveja e suas respectivas cadeias produtivas”.

Além disso, aponta a necessidade urgente de redução dos impostos e a desburocratização do regime para o recolhimento dos tributos. “Apoiamos uma reforma tributária ampla, que simplifique os processos, sem o aumento da carga tributária, que é uma das maiores do mundo”, conclui.

Tem lei seca na eleição? Veja onde está proibido beber neste domingo

O domingo de votação no Brasil contará com restrições para o consumo de bebidas alcoólicas em cidades de ao menos 14 estados do país. É a chamada Lei Seca, que pode ser determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral de cada estado, assim como pelos juízes de zonas eleitorais e pelas autoridades de segurança, vigorando no período das eleições de 2022.

Dos 5 estados brasileiros com mais eleitores, 4 deles não adotarão a Lei Seca no primeiro turno das eleições em 2022. São eles: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. A exceção é a Bahia. Por lá, não houve uma determinação que englobe todo o estado, mas zonas eleitorais de algumas cidades optaram por proibir o consumo e venda de bebidas alcoólicas sob a alegação de ocorrências recentes de casos de violência.

Em 2022, o horário de votação será das 8h às 17h. Porém, ao contrário de outras eleições, independentemente do fuso, todas as localidades precisam seguir o horário de Brasília. Isso significa que a votação no Acre ocorrerá das 6h às 15h no horário local, assim como em algumas cidades do Amazonas, que terá majoritariamente votação das 7h às 16h, bem como em Roraima, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Já em Fernando de Noronha, a votação irá das 9h às 18h.

Porém, em muitas cidades e estados onde o consumo de bebidas alcoólicas será proibido, a Lei Seca não vai vigorar somente no período da votação do primeiro turno das eleições de 2022, começando, em alguns casos, nas primeiras horas do dia e indo até o seu final.

Neste domingo, o eleitor brasileiro votará para presidente, governador, senador, deputado federal e estadual. Caso seja necessário segundo turno, ele ocorrerá no último domingo de outubro, dia 30.

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Confira quais estados e cidades optaram pela adoção da Lei Seca no primeiro turno das eleições de 2022:

Acre
Por lá, juízes de oito zonas eleitorais proibiram a venda de bebidas alcoólicas. O veto engloba a capital Rio Branco e as cidades de Porto Acre e Bujacari. Além disso, se inicia ainda no sábado, às 23 horas locais, indo até as 19h do domingo.

Alagoas
A Secretaria de Segurança Pública determinou que a venda de bebidas alcoólicas está proibida entre 4h e 18h do domingo em todo o estado.

Amapá
O Tribunal Regional Eleitoral anunciou que a comercialização de bebidas alcoólicas não será permitida das 22 horas de sábado até as 18h de domingo.

Amazonas
Na capital Manaus e nas demais cidades, não poderá ocorrer a venda e consumo de bebidas alcoólicas em bares, restaurantes e mercearias no horário de 0h até 18h deste domingo de eleição.

Bahia
Os municípios de Barrocas, Biritinga, Serrinha, Araci e Teofilândia não terão venda de bebidas alcoólicas no domingo. A medida foi adotada em função do histórico recente de casos de violência por motivação política.

Ceará
A proibição da venda de bebidas alcoólicas foi estabelecida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Ceará, vigorando no horário de meia-noite às 18 horas do domingo, assim como ocorrerá no Amazonas.

Goiás
O juiz da 40ª Zona Eleitoral, que abarca as cidades de Senador Canedo e Caldazinha, vetou a venda de bebidas alcoólicas por 24 horas, começando às 18h deste sábado.

Maranhão
A Secretaria de Segurança Pública determinou que a venda de bebida alcoólica no Maranhão está proibida entre meia-noite e 22 horas deste domingo.

Mato Grosso
Juízes de diferentes zonas eleitorais determinaram a proibição da comercialização, que atinge 27 cidades do Mato Grosso. Os horários, porém, são diversos. Em Rondonópolis, por exemplo, o veto começa meia-noite e vai até 17h. Já em Barra do Garças, Pontal do Araguaia, Araguaiana, Torixoréu, Ribeirãozinho e General Carneiro, o período será de 24 horas, começando às 18h do sábado.

Mato Grosso do Sul
O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul proibiu o consumo de bebidas alcoólicas em bares, restaurantes, conveniências, lanchonetes, trailers, hotéis e demais estabelecimentos comerciais e similares, bem como em locais abertos ao público no estado das 3h às 16h do domingo.

Pará
No Pará, está proibida a venda e o fornecimento, ainda que gratuito, de bebidas alcoólicas por estabelecimentos comerciais, incluindo bares, restaurantes, lanchonetes, trailers entre 0h e 18h do domingo.

Rio Grande do Norte
No Rio Grande do Norte, a restrição para a venda e consumo de bebidas alcoólicas ocorrerá entre 6h e 17h do domingo. A comercialização só será permitida com a apresentação do comprovante de votação juntamente com um documento de identificação com foto.

Roraima
Em Roraima, a Lei Seca nas eleições de 2022 vai vigorar entre 23h de sábado e 19h de domingo. A proibição foi imposta pela Secretaria Estadual de Segurança Pública.

Tocantins
Em Tocantins, 26 zonas eleitorais publicaram determinações proibindo a venda e o consumo de bebidas alcoólicas. As decisões impõem a Lei Seca a 108 municípios, incluindo a capital Palmas, sendo válida por 24 horas, a partir das 18h do sábado, véspera do primeiro turno das eleições de 2022.