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Menu Degustação: Ação do Outubro Rosa, Oktoberfest com chope automatizado…

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Setembro termina nesta sexta-feira e o setor cervejeiro encerra este período de forma movimentada ao mesmo tempo em que vislumbra as atrações previstas para o próximo mês. E um dos destaques deste ciclo seguinte será a ação solidária promovida pelo Porks – Porco & Chope, que é motivada pelo Outubro Rosa, mês de prevenção contra o câncer de mama.

Para este próximo período também estão marcados grandes eventos cervejeiros, como a 37ª edição da Oktoberfest em Blumenau, que pela primeira vez terá um serviço automatizado de chope. Já a versão paulistana deste festival começará no dia 5, recheado de shows, atrações gastronômicas e estilos de chopes, além de ações sustentáveis e sociais.

A organização do IPA Day Brasil, por sua vez, acaba de confirmar detalhes do evento que Ribeirão Preto (SP) voltará a abrigar, em novembro, após três anos.

Leia também – Confira lançamentos das cervejarias artesanais em setembro

Confira essas e outras novidades do setor no Menu Degustação do Guia:

Outubro Rosa do Porks
O Porks – Porco & Chope anunciou que as 43 unidades da sua rede no Brasil vão promover ação solidária motivada pelo Outubro Rosa. A iniciativa será entre os dias 1º e 9 do próximo mês, quando comercializará 50 mil litros de chope na cor rosa, pelo preço do cardápio, mas dando aos clientes a opção de pagar R$ 1 a mais com o objetivo de destinar a renda obtida com o valor extra arrecadado para ajudar instituições que cuidam de pessoas com câncer de mama. Além disso, o Porks vai compartilhar nas redes sociais cartilhas educativas sobre a doença, com sinais de alerta que indicam a existência da patologia e dicas sobre como realizar o autoexame para detectar o problema de saúde. Mais informações sobre a ação do Outubro Rosa podem ser acessadas nos perfis oficiais das lojas e do Porks no Instagram.

Automatização na Oktoberfest em Blumenau
A 37ª Oktoberfest de Blumenau, de 5 a 23 de outubro, contará pela primeira vez com um serviço automatizado de chope. A novidade estará presente em dois bares do pavilhão 2 da Vila Germânica, que terão as chopeiras “turbinadas” pelo myTapp Fast, sistema de automação que promete agilizar o atendimento e reduzir filas. Essa facilidade, na qual o cliente só precisa escolher o rótulo de sua preferência, aproximar o cartão de consumo e posicionar o copo na chopeira, estará disponível nas estações de vendas dedicados às marcas premium de cerveja da Ambev: Patagonia, Colorado, Hoegaarden e Goose Island. A cervejaria é patrocinadora da festa, cujo público estimado ao longo dos 19 dias de realização é de 600 mil pessoas. Os ingressos estão disponíveis no site.

Oktoberfest em São Paulo
Marcada para 7 a 23 de outubro, ao longo de nove dias sempre às sextas-feiras, sábados e domingos, no complexo do Ginásio do Ibirapuera, a São Paulo Oktoberfest confirmou programação grandiosa para a quinta edição. Entre atrações nacionais e internacionais, a organização anunciou a realização de mais de 30 shows, 80 opções gastronômicas e uma diversa variedade de estilos de chope. Um deles será o da Spaten, da Ambev, que também disponibilizará outros seis tipos especiais da bebida. Para completar, a Schornstein, da CBCA, apresentará mais oito versões de chopes artesanais, totalizando 15 estilos ao público. Mais informações do evento, que terá ainda ações sociais e sustentáveis, podem ser conferidas no site.

Ingressos para o Mondial
O festival internacional que reúne fabricantes, distribuidores e importadores de cervejas artesanais e premium terá a sua oitava edição em solo brasileiro entre 7 e 11 de dezembro, no Rio, e começará a vender ingressos na próxima terça-feira (4), a partir das 10h. A organização confirmou cinco dias de atividades no festival, que contará com 1.500 rótulos de cerveja, dois palcos com atrações musicais, diversas opções de gastronomia, mixologia de drinques com e sem cerveja, além de disponibilizar áreas de ativações para negócios para os participantes. Mais informações podem ser acessadas no site.

IPA Day em Ribeirão Preto
Após quase três anos, a edição nacional do maior festival cervejeiro do país em homenagem às India Pale Ales, o IPA Day Brasil, voltará a ser realizada em Ribeirão Preto (SP), em 12 de novembro, no espaço Quintalinda. Sem poder ocorrer em 2020 e 2021 por causa da pandemia, o evento apresentará nova tendências e receitas consagradas, reunindo mais de 40 rótulos de premiadas cervejarias brasileiras. Em formato open bar de cervejas e água, o festival também contará com diversas apresentações musicais e opções gastronômicas que harmonizam com as IPAs. O IPA Day Brasil ocorrerá com a ajuda de 20 mil fãs que contribuíram com a organização por meio de um crowdfunding, em um movimento que chamou a atenção da área de Conhecimento e Cultura Cervejeira da Ambev que, em parceria com as marcas Colorado e Goose Island, dobrou a meta do financiamento coletivo. Ingressos para o evento, com preços a R$ 240 e R$ 340, estão disponíveis na página.

Fim das inscrições na Brasil Beer Cup
As inscrições para a próxima edição da Brasil Beer Cup se encerram nesta sexta-feira. As bebidas serão julgadas por jurados nacionais e internacionais em Florianópolis, entre os dias 23 e 26 de outubro, em análises que ocorrerão com os seus parâmetros baseados na metodologia Beer Sensory. A festa de premiação do concurso ocorrerá no dia 27, junto ao Beer Summit Festival, que contará com mais de 50 cervejas premiadas e/ou com alta avaliação.

Desafio da Copa Cervezas
Para estimular iniciativas que tragam soluções aplicáveis ao mercado cervejeiro, a Copa Cervezas de Américas está promovendo o “Desafío de Innovación Ecosistema Cervecero 2022 – Los Ríos, Chile”. São esperados projetos que levantem ideias ou protótipos que possam ser realizados e ajudem a resolver problemas em torno dos objetivos de desenvolvimento sustentável que as empresas do setor cervejeiro possuem, como o uso mais eficiente dos recursos hídricos e novos destinos e usos dos resíduos provenientes da produção de cerveja. Os interessados poderão inscrever seus projetos até 23 de outubro. Os 30 finalistas receberão subsídio de 100 mil pesos chilenos (aproximadamente R$ 560). Já os três ganhadores terão direito a 5 milhões de pesos chilenos (R$ 28 mil) para sua execução.

Festival da Abrasel
O Bar em Bar, festival promovido pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), teve as atrações de sua edição de 2022 divulgadas. O tema será “O melhor lugar do mundo é aqui e agora”, inspirado na celebração da vida e no retorno dos clientes às mesas e aos balcões. Marcado para ocorrer entre 27 de outubro e 13 de novembro, o festival conta com o patrocínio nacional da Ambev e da Diageo, sendo que os bares interessados podem se inscrever até 18 de outubro. Para participar, o primeiro passo é preencher um formulário no site do evento. Em 2021, o festival da Abrasel contou com a presença de mais de 663 bares, de 50 cidades de 16 estados.

Ceva no Mercado
O Ceva no Mercado, a tradicional festa de Porto Alegre promovida pela produtora Matinê Cervejeira, acontecerá no Mercado Paralelo, novo reduto gastronômico e cervejeiro na região do 4º Distrito. O evento foi confirmado para 5 de novembro, contará com 31 cervejarias e dois palcos com apresentações de bandas gaúchas.

Nova publicação da Krater
A Editora Krater, referência em publicações de livros do setor cervejeiro, anunciou que já colocou à venda em sua loja online a versão impressa em português da obra How to Brew, conhecida como “o guia definitivo de como fazer cerveja em casa”. O livro está em sua quarta edição e traz uma série de atualizações, com cinco capítulos a mais e 200 páginas adicionais, entre muitas outras novidades. Informações sobre essa publicação podem ser conferidas no link.

Corona e Zé Delivery
Em ação em parceria com o aplicativo de entrega de bebidas Zé Delivery, a Corona anunciou promoção que sorteará pacotes de viagens ao longo dos próximos meses, como um para o réveillon com direito a três acompanhantes, idas a Caraíva e Trancoso e até uma viagem para a Ilha Corona, destino sustentável de ecoturismo inaugurado recentemente pela marca da Ambev na costa da Colômbia. Chamada de Corona Sunset Hour no Zé Delivery, a ação também vai sortear brindes como coolers, packs de cerveja, toalhas de praia, garrafas, bonés, baldes de cerveja e abridores de garrafa. Para completar, todos os dias, das 17h às 19h, os consumidores terão frete grátis para compras de Corona no Zé Delivery.

Outras parcerias da Corona
Em parceria com a Birden, marca de São Paulo que conecta e inspira pessoas por meio de um coletivo colaborativo, a Corona lançou a coleção “Sente o Sol”, uma linha de roupas e acessórios inspirada no surfwear. Antes, uma primeira linha de roupas foi lançada em conjunto pelas duas empresas em 2020. A marca de cervejas da Ambev também anunciou nesta semana uma outra parceria nesta área, firmada com a Redley. A união resultou no lançamento de dois modelos de tênis, nas cores azul e cru, que estão disponíveis nas lojas e no site oficial da Redley por R$ 229,00.

Ambev destina plástico à C&A para manequins
Em uma outra parceria firmada pela Ambev, a marca se uniu à C&A Brasil para dar um novo destino sustentável ao plástico utilizado em engradados e, desta forma, impulsionar o aproveitamento inteligente deste material reciclável. A cervejaria, que já tem uma parte significativa de suas garrafeiras produzidas com plástico reciclado, destinou uma tonelada de polietileno que ajudou a produzir 40% dos manequins presentes na nova loja da rede de vestuário, inaugurada recentemente em São Paulo. A Ambev possui a meta de ter 100% dos produtos em embalagens retornáveis ou feitas majoritariamente de conteúdo reciclado, além de zerar a poluição de suas embalagens, até 2025.

Inclusão da Ambev
A Ambev criou grupos de autenticidade que buscam fomentar ações voltadas à inclusão, sendo que um deles é o IPA – Improve People Accessibility, especificamente formado para dar representatividade e inclusão a pessoas com deficiência. O IPA é composto por colaboradores (com e sem deficiência) de diferentes regiões e representantes da alta liderança. Nele, os participantes têm a oportunidade de endereçar ações voltadas para o alinhamento sobre acessibilidade arquitetônica e comunicacional, além de contribuir para o letramento dos colaboradores sobre a pauta.

Agenda do Esconderijo
O bar da cervejaria Juan Caloto, em São Paulo, confirmou uma série de atrações para esta semana e uma delas será a apresentação da banda The Hurricane Brothers, que tocará o melhor do blues e rockabilly a partir das 19h30 desta sexta-feira. Além disso, o estabelecimento lançou uma carta de coquetéis de primavera, desenvolvidos pelos bartenders Felipe Damazio e Fabiana Gonçalves, que possui seis opções com um gin que passa por infusões pós-destilação, saquê, Brandy de Jerez e até um destilado de manga. Localizado na Vila Clementino, o bar abre de terça a sexta-feira, das 18h às 23h, aos sábados das 15h às 23h e aos domingos das 12h às 19h.

New Belgium no Brasil
A TodoVino, e-commerce da importadora Interfood, anunciou o lançamento no Brasil de dois novos rótulos da cervejaria norte-americana New Belgium: Le Terroir e L’amour En Cage, que passam a integrar a linha Wood Cellar Reserve, que reúne lotes pequenos e raros de cervejas ácidas e envelhecidas em barris com frutas, especiarias e tipos de fermentação. Essas novidades podem ser encontradas em lojas especializadas, na TodoVino e também pelo televendas, a partir de R$ 52.

Bar da visibilidade, Torneira comemora 1º aniversário e apresenta colaborativas

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A expressão “entrar com o pé direito” certamente será resgatada no Torneira Bar neste sábado, na comemoração do seu primeiro aniversário. Afinal, mesmo com uma curta trajetória, é possível celebrar conquistas da luta de um espaço que já vai se consolidando na cena da cerveja artesanal brasileira com a preocupação em dar visibilidade a quem, muitas vezes, é invisibilizado.

Localizado no boêmio bairro paulistano da Vila Madalena, o Torneira Bar, cuja proposta é ser “um ambiente acolhedor e convidativo para todes que respeitem todes” é marcado pela inclusão. E, seguindo essa prática, trará outros parceiros para a comemoração. Afinal, marcará a data com o lançamento de três rótulos colaborativos, produzidos em parceria com Implicantes, BreWork e Tarantino.

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“Eu sempre acreditei muito no Torneira e sabia que muita gente ia conhecer e frequentar a casa, mas posso dizer que me surpreendi muito positivamente com o primeiro ano do bar e todas as realizações que tivemos até agora”, destaca a sommelière Danielle Lira, idealizadora da casa, que tem forte atuação nas propostas de inclusão, começando por sua própria equipe colaborativa, formada majoritariamente por pessoas trans e não-binárias. Além disso, sua programação é voltada para o público LGBTQIA+, mulheres e negros.

Danielle acredita que a postura inclusiva do Torneira Bar foi um ótimo chamariz para o espaço e atraiu o público para a casa. “Pessoas que nunca imaginei ter aqui, como Nina Silva, Fernanda Gentil, a chef Aline Guedes e mais um tanto de gente maravilhosa, fora a repercussão que a marca tem tido na mídia. É emocionante e só gera mais força para que possamos conquistar mais espaços e influenciar o mercado a ter uma postura inclusiva, que abraça a todes”.

Mais do que trazer frutos para o bar, essa visibilidade conquistada pelo espaço é importante para reforçar a luta pelas causas abraçadas pelo Torneira, como ressalta a idealizadora do espaço. “Com menos de seis meses da inauguração, o bar já estava em um dos maiores veículos do país falando sobre visibilidade trans. É uma conquista muito maior do que a exposição do Torneira. É a luta pela diversidade num meio que por tanto tempo foi dominado por homens brancos, cis e héteros.”

Com a crescente visibilidade, o estabelecimento passou a ter parcerias e a realizar diversos eventos importantes no setor de cervejas artesanais, como a 1ª Edição do Festival Tereza de Benguela, com apoio da Spaten. Além disso, a Colorado está patrocinando o projeto “Diversarau”, com temas de impacto social como visibilidade trans, LGBTQIAP+, PCD e racial, entre outros.

É claro que, neste período, o Torneira Bar também precisou lidar com inúmeros desafios, como aqueles impostos pela pandemia da Covid-19 e ataques de ódio e preconceito. “Tem os desafios de empreender mesmo, com burocracias, gestão e criatividade para inovar sempre. Agora, uma coisa é certa: as conquistas são maiores e fazem todos os desafios valerem a pena”, diz Danielle.

E diante de um primeiro ano tão agitado, a sommelière revela que os planos para os próximos incluem manter o crescimento, inspirar novos e antigos bares a abraçarem a diversidade e oferecer sempre um ambiente seguro, acolhedor, diverso e de lazer para “todes”. “Quem sabe até desenvolver um rótulo próprio de cerveja?”, sonha.

Para comemorar
E, claro, também terá cerveja na comemoração no aniversário do Torneira Bar neste sábado, com o lançamento de três rótulos colaborativos. São eles: a Baronesa, em parceria com a Implicantes, Chupa que é de Uva, com a Brework, e Primeiro Grafite, com a Tarantino.

“Todos os rótulos são importantes e trazem uma nova proposta de sabor, com a qualidade que essas cervejarias sempre oferecem. O rótulo Baronesa é uma brincadeira com um apelido meu e vai ser estampado por uma imagem minha. Fiquei super emocionada e feliz que a Implicantes abraçou essa ideia”, conta Danielle. A casa já havia lançado outro rótulo colaborativo, o Pra Elas, desenvolvido pela Omi Odara para celebrar o mês das mulheres.

No sábado, em seu aniversário, o Torneira ainda vai ter uma apresentação musical que reunirá todas as mulheres que se apresentam na casa. Além disso, no dia da comemoração, acontecerão sorteios exclusivos de kits com camisetas, cervejas e mais alguns mimos.

A celebração do aniversário da casa terá o apoio do Pride Bank, primeiro banco digital voltado para a comunidade LGBTQIAP+ no mundo, e da Pride Sunglass, uma ótica que também tem foco na comunidade LGBTQIAP+.

Confira lançamentos das cervejarias artesanais em setembro

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As cervejarias artesanais aproveitaram o mês de setembro para a realização de diversos lançamentos no mercado, como, por exemplo, a Trilha, que fabricou um novo rótulo, fruto de uma parceria com o restaurante Lobozó. Também com produção conjunta, a Sigilo Total apresentou uma novidade em parceria com a Satélite, a quinta cerveja da série Duets, que destaca nomes do cenário musical, essa fazendo referência ao Pink Floyd.

E por falar em música, a Bodebrown apostou no retorno de uma parceria conhecida do público, lançando a sua segunda cerveja com o Iron Maiden, que recentemente passou pelo Brasil para a realização de uma turnê.

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Confira esses e outros lançamentos realizados pelas cervejarias artesanais em setembro e selecionados pelo Guia:

Avós
A Cerveja Avós aproveitou a Negroni Week deste ano, que aconteceu entre os dias 12 e 18 de setembro, para lançar a Baltic Porter Negroni. A bebida brinda o período com duas receitas exclusivas desenvolvidas em colaboração com o premiado bartender Alexandre D’Agostino. A primeira versão foi uma reedição da cerveja medalhista de ouro na etapa nacional do World Beer Awards deste ano, agora produzida com o Negroni da APTK, com o resultado sendo uma Strong Lager de visual marrom escuro, com 10% de graduação alcoólica, unindo as características sensoriais típicas do estilo desta cerveja com o clássico da coquetelaria. Já na segunda receita, além do Negroni, foi adicionado à cerveja um blend de cafés especiais. Foram usados o Catuaí 2SL, o Natural, com notas que remetem a caramelo, e o Natural Fermentado, que confere aromas que lembram tutti frutti.

Bodebrown
Recém-lançada, a cerveja Aces High, segunda criação da Bodebrown em parceria com a banda Iron Maiden, é do estilo Hoppy Ale, com 4,7% de graduação alcoólica. Foi elaborada com lúpulos norte-americanos do tipo Mosaic e Citra. Criada pela Owens-Illinois, a embalagem traz um relevo inspirado em um foguete, pilotado por dois mascotes: o monstro Eddie, da banda Iron Maiden, e o bode de quatro chifres da Bodebrown. O conceito da garrafa foi criado por Samuel Cavalcanti, CEO da cervejaria curitibana.

Juan Caloto
Após o lançamento da West Coast IPA Un Peso em El Paso, em agosto, a Juan Caloto apresentou em setembro uma Russian Imperial Stout Straigh, a La Repentina Ascención Del Comendador. A novidade tem uma base de maltes que cria aromas e sabores complexos encontrados em outras bebidas e alimentos sem a utilização desses ingredientes adicionais, sendo possível saborear notas intensas de café, caramelo e chocolate amargo.

Landel
Neste mês, a Landel lançou uma cerveja com ares e aromas franceses: a Sivuplê. O novo rótulo é uma French Pilsen, clara e leve. De coloração amarelo dourado, a cerveja tem 38 IBUs de amargor e graduação alcoólica de 5,6%. Possui aromas que apresentam notas florais, como de laranjeira e lavanda e cítricas de maracujá trazidas pelo lúpulo Mistral, acompanhadas de biscoito e mel proveniente dos maltes.

MinduBier
A cervejaria baiana MinduBier trouxe ao mercado a Sour Oke Arô!, uma colaborativa produzida com o sommelier e chef Dan Morais. A receita leva uma base de maracujá-do-mato, insumo típico da caatinga, fruta nativa do semiárido nordestino, encontrada em abundância em várias cidades do interior baiano. No preparo, foi retirada a polpa da fruta não processada, com sementes e sem conservantes. Já a fava de aridan, fruto sagrado “ewé orixá” dos rituais das religiões de matriz africana, foi adicionada à Sour com a finalidade de trazer um gosto mais caramelado, com uma pegada leve de frutas secas, vindo para complementar o dulçor.

Sigilo Total
Em setembro, também aconteceram lançamentos duplos da Sigilo Total. A cervejaria, em parceria com a Satélite, apresentou o quinto rótulo da série Duets, focada em parcerias e sempre destacando nomes importantes do cenário musical. Batizado de Porter Side of the Moon, a nova bebida é uma Imperial Porter com adição de coco e maracujá, que apresenta 12,2% de graduação alcoólica. Como o próprio nome da cerveja já entrega, a ilustração da nova lata faz uma homenagem aos britânicos David Gilmour e Roger Waters, da icônica banda de rock progressivo Pink Floyd. Já para apoiar o projeto Abraço Mágico, a cervejaria lançou uma India Pale Lager, com perfil seco e amargo no final do gole. Segundo a marca, é uma Lager com muito mais foco no sabor e aroma de lúpulo. Foi utilizado o lúpulo Hallertau Blanc, com aromas e sabores florais e cítricos como maracujá e notas de vinho branco.

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Trilha e Lobozó
A Trilha Cervejaria acaba de lançar mais um rótulo em parceria com um restaurante, agora com o Lobozó. A Lobozó é a quinta colaborativa da cervejaria com empreendimentos gastronômicos. E trata-se de uma Witbier com doses de uvaia, uma fruta cítrica nativa da Mata Atlântica. Produzida em pequenos lotes não filtrados, a marca destaca que a cerveja sempre estará no auge do frescor, seja quando servida no restaurante ou comprada diretamente na cervejaria.

Decisão do Cade não altera domínio e bom fim de ano da Ambev, dizem analistas

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A decisão, ainda que de caráter liminar, do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) de limitar a 20% os acordos de exclusividade da Ambev com bares, restaurantes e casas de show deve afetar os volumes de cerveja vendidos pela companhia, mas não provocar modificações bruscas na participação de mercado das diferentes empresas atuantes no Brasil, especialmente por causa da logística mais eficiente da líder do setor.

Essa foi a visão apresentada por analistas de mercado financeiro consultados pela reportagem do Guia sobre os efeitos práticos da decisão. Eles destacam a maior capilaridade da Ambev em comparação aos seus principais concorrentes para minimizar o impacto da determinação do Cade.

Na quinta-feira passada (21), Gustavo Augusto, conselheiro do Cade, proibiu a Ambev de firmar novos contratos de exclusividade até o término da Copa do Mundo, em 18 de dezembro. Além disso, definiu que a empresa precisará fazer ajustes nos contratos com pontos de venda, se limitando a ter 20% de acordos de exclusividade no canal frio, em termos de PDVs e volume, segundo as bases territoriais.

Leia também – Cade proíbe acordos de exclusividade da Ambev e limita Heineken

A decisão acolheu solicitação do Grupo Heineken, que acusa a Ambev de fechar parte do mercado ao firmar contratos de exclusividade em PDVs premium. Mas a própria multinacional de origem holandesa sofreu com impactos da decisão, pois o auditor do Cade também determinou que o Grupo Heineken não pode ultrapassar os 20% de acordos de exclusividade por região até o encerramento da Copa do Mundo, ainda que permitindo que a companhia firme novos acordos nas localidades onde esse porcentual for inferior.

Assim, embora ponderem que a decisão seja de caráter liminar e que ainda não existam informações claras sobre o impacto da decisão, o que gera “desconforto”, analistas reconhecem que ela trará impactos sobre o volume de cerveja comercializados pela Ambev.

“É possível afirmar que a limitação aos contratos de exclusividade trará efeitos negativos em termos de volume para a companhia até o final do ano”, afirma Pedro Fonseca, analista de agronegócio, alimentos e bebidas da XP Investimentos. “Os investidores levantaram algumas preocupações sobre o desempenho do volume de curto prazo da empresa após as notícias, principalmente durante o pico de demanda da Copa do Mundo no 4T22”, acrescentam os analistas do Itaú BBA, Gustavo Troyano, Renan Moura e Victor Gaspar, em relatório encaminhado à reportagem.

O analista da XP, porém, não enxerga que essa possível redução no volume de cerveja tenha grande impacto na visão do mercado financeiro sobre a Ambev, que tem aumentado os volumes produzidos mesmo em momentos complicados para o segmento em meio à pandemia.

“A Ambev continua apresentando vantagens competitivas relevantes frente aos pares, entregando crescimentos contínuos de volume. Na nossa opinião, o mercado já não está esperando crescimentos tão relevantes de volume por parte da companhia, mas uma entrega de melhora na rentabilidade”, diz Fonseca.

Essa avaliação também se dá em função da visão de que a liderança do mercado da Ambev é impulsionada, principalmente, pela sua rede de distribuição, algo que não muda com a decisão do Cade. “A logística não deve ser esquecida. A empresa ainda tem uma rede de distribuição mais ampla, com maior capilaridade do que seus pares”, escreve o time de analista do Itaú BBA.

“Mesmo neste cenário de limitação dos contratos de exclusividade, as concorrentes têm dificuldade de competir de igual para igual. A Heineken, por exemplo, não tem a mesma capilaridade que a AmBev e, portanto, não consegue atender com a mesma eficiência que a companhia, principalmente no segmento mainstream”, acrescenta o analista da XP.

Último trimestre será bom para a Ambev
A limitação imposta pelo Cade se dá em um trimestre que deve ficar marcado pela alta do consumo de cerveja, seja pela questão da sazonalidade, com a proximidade do verão, ou por um fato inédito no calendário, a disputa da Copa do Mundo no fim de 2022, nos meses de novembro e dezembro.

E o período de alta nas vendas de cerveja deve, inclusive, favorecer a participação da Ambev no mercado, na visão do analista da XP Investimentos. “Continuamos vendo a Ambev muito à frente de seus concorrentes, principalmente na frente comercial e em sua capilaridade de distribuição. Assim, mesmo com a medida do Cade, esperamos que a Ambev continue outperformando os pares, principalmente em um esperado período de sazonalidade positiva como o verão e a Copa do Mundo”, diz Fonseca.  

No mesmo tom, o Itaú BBA aposta que a Ambev conseguirá obter bons resultados financeiros nos últimos meses do ano, apesar da restrição imposta.

Prevemos um pico de demanda sem precedentes durante o 4T22, impulsionado pela Copa do Mundo de Futebol e a temporada de verão brasileira. Portanto, apesar das potenciais desvantagens do limitado contratos de exclusividade, a Ambev ainda está à frente da concorrência e pode navegar neste teste de estresse de demanda

Equipe de analistas do Itaú BBA

Cerveja mais cara?
A existência de contratos de exclusividade é conhecida na relação entre a indústria de bebidas e os bares. Eles costumam envolver o pagamento de luvas, a oferta de descontos dependendo os produtos adquiridos, além da cessão de mesas, cadeiras e geladeiras. A limitação desses acordos pode mexer com a dinâmica desses estabelecimentos, embora a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e a Associação Nacional de Restaurantes (ANR) tenham evitado apresentar posicionamentos oficiais sobre o impacto da decisão do Cade à reportagem do Guia.

Para o analista da XP Investimentos, mais do que a restrição aos acordos de exclusividade, o impacto esperado no preço da cerveja nos próximos meses deve ser provocado pelo cenário de aumento do consumo, assim como por reajustes menores do que o da inflação realizados ao longo da pandemia. Assim, a cerveja deve ficar mais cara no segundo trimestre de 2022, motivada pelo período de maior demanda.  

Na nossa opinião não é este o principal impulsionador de preços para o segundo semestre. Desde o início da pandemia, os preços de cerveja tanto dentro quanto fora do domicílio estão abaixo da inflação de alimentos e bebidas. Dessa forma, impulsionadas pela esperada sazonalidade positiva com o verão e a Copa do Mundo, vemos espaço para as cervejarias aumentarem os preços no último trimestre do ano

Pedro Fonseca, analista da XP Investimentos

Ação cai e se recupera
Na sexta-feira passada, dia seguinte ao anúncio da decisão do Cade, a ação da Ambev sofreu forte queda, recuando dos R$ 15,67 em que havia fechado a sessão de quinta-feira na B3 para R$ 15,36. Apesar disso, e ainda acumulando perdas na segunda, apresentou forte recuperação nos pregões de terça e quarta-feira, quando foi cotada a R$ 15,72.

6 desafios para a indústria da cerveja e como eles podem ser resolvidos

Terceiro maior fabricante de cervejas do mundo, o Brasil tem esse setor como um importante representante produtivo do país, sendo responsável por 2,02% do PIB, com um faturamento de R$ 77 bilhões do ano passado. São números relevantes de uma indústria que conta com 1.549 empresas registradas e aptas para a produção de cerveja, ainda que hoje sofrendo com o impacto das decisões econômicas e políticas que são adotadas nas esferas federal e estadual, que terão eleições no próximo domingo.

Assim, faltando menos de uma semana para as eleições no Brasil aos cargos de presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais, o Guia ouviu representantes de diferentes áreas da indústria da cerveja para compreender quais são os principais gargalos do setor, além de apresentar soluções para que as empresas lidem com esses desafios, sejam eles políticas, estruturais ou empresariais.

O conteúdo é o sexto produzido pela equipe de reportagem do Guia na preparação para as eleições com foco na indústria da cerveja. Antes, apresentamos as demandas de bares e restaurantes, das cervejarias e associações que as representam, ouvimos especialistas em busca de propostas para melhorar a tributação e o ambiente empresarial, avaliamos se marcas podem se abster do debate político e convidamos profissionais negros atuantes no setor para uma discussão sobre como as eleições e a política podem tornar o segmento mais democrático.

Leia também – Como a política pode tornar o setor mais democrático: especialistas negros debatem

Nesta nova reportagem do Guia com foco nas eleições, representantes de diferentes segmentos da indústria da cerveja apontaram desafios que dificultam a operação dentro do segmento, indicando caminhos para solucioná-los. Confira:

Complexo sistema tributário
Em 2021, o relatório Doing Business Subnacional, produzido pelo Banco Mundial, apontou que empresas brasileiras gastam 1.493 horas por ano – o equivalente a mais de 62 dias – apenas para preparar, declarar e pagar impostos, um desafio percebido cotidianamente pela BierHeld, empresa que oferece sistema de gestão para cervejarias e distribuidoras.

“A maior parte do nosso processo de implantação e do suporte prestado aos nossos clientes gira em torno de cumprir as obrigações fiscais do governo impostas às cervejarias, pois além de cada estado possuir suas leis próprias, muitas vezes cada tipo de produto também possui uma regra diferenciada. Como temos uma atuação em todo o território nacional, isso acaba gerando bastante trabalho para acompanhar todas as mudanças tributárias”, diz Ewerton Miglioranza, fundador da BierHeld.

É um desafio provocado pela existência de impostos das esferas federal, estadual e municipal, com um número enorme de leis e regras a serem cumpridas pelas empresas. E nem as microcervejarias incluídas no Simples Nacional escapam dessa teia burocrática, em função da aplicação de diferentes alíquotas do ICMS quando as vendas são interestaduais.

A solução, assim, seria a realização de uma reforma tributária para simplificar essas cobranças, o que facilitaria, inclusive, a distribuição dos produtos pelos diferentes estados do Brasil.

Essas leis até poderiam fazer sentido há 30 anos, quando o acesso e as vendas pela internet eram restritos e as transações financeiras demoravam mais tempo para serem processadas, mas hoje fica evidente que o Brasil precisa urgentemente de uma reforma tributária profunda, pois estamos gastando tempo e dinheiro em um processo que não gera valor algum e que poderia ser muito mais simples

Ewerton Miglioranza, fundador da BierHeld

Incertezas e burocracias que tornam ambiente nocivo aos negócios
O cenário de turbulência política enfrentado pelo Brasil ao longo dos últimos anos, o que incluiu a troca na presidência da República por um processo de impeachment e recentes ameaças democráticas, deixam o ambiente pouco propenso a investimentos, pelas incertezas que dificultam a realização de planejamento de longo prazo.

Para Nelson Karsokas Filho, sócio-proprietário da Porofil, empresa fabricante de filtros industriais, as indefinições acabam desafiando a cadeia produtiva, com a demanda, em alguns momentos, pressionando os estoques, que nem sempre acompanham a procura, por falta de investimento prévio.

“Existe, na minha opinião, um conjunto de ações que, aliadas à incerteza política e econômica, criam um ambiente muito nocivo aos negócios. Já é uma prática as empresas não trabalharem com estoque e adquiriram um péssimo hábito de criarem processos de compra muito morosos, que quando são aprovados, viram urgência. Em momentos incertos e sem programação de venda, qualquer planejamento se torna conservador e as dificuldades de alinhamento entre produção e demanda inevitavelmente aparecem”, diz.

Enquanto a turbulência política não se encerra e um rumo claro não aparece para o país, o sócio-proprietário da Porofil defende que as empresas devem se proteger, mantendo estoques que as permitam lidar com as oscilações.

“Minha sugestão baseada no conservadorismo é manter estoque regulador onde é possível, mantendo o fluxo caso ocorra alguma oscilação mais brusca. Certo ou não, é o que vejo como sendo uma maneira interessante de minimamente reduzir as oscilações entre oferta e demanda”, argumenta.

A burocracia também é citada pelo CEO da Tanoaria Agulhas Negras, Luis Cláudio de Castro Nogueira, como um entrave a um ambiente de negócios mais saudável, uma situação que precisa ser resolvida pelos governantes, pois impõe desafios a quem deseja produzir. “É muito moroso abrir uma empresa no Brasil. Muitas vezes, leva um ano e até inviabiliza o negócio, pois são muitas demandas, exigências e penduricalhos, além do custo, que é muito alto”, diz.

Penso que o próximo governo deveria facilitar a vida de quem deseja produzir, tornando os processos mais simples, como é no resto do mundo. O governo até perde receita, porque, em alguns casos o processo de abertura morre pela raiz

Luis Cláudio de Castro Nogueira, CEO da Tanoaria Agulhas Negras

Baixo crescimento e crise econômica
Dados e projeções divulgados pelo Banco Mundial e pelo FMI demonstram que o Brasil terminará o ciclo de quatro anos do atual mandato do presidente Jair Bolsonaro com um ritmo de crescimento menor do que o do restante do mundo. No período, a expansão do país terá uma média de 1,1% contra 1,8% do restante do planeta.

É um cenário que, somado ao menor poder de compra da população, pressiona o consumidor e, claro, a indústria cervejeira, como lembra o diretor executivo da Meu Garrafão, Helton Aguiar, destacando como esse cenário adverso desafia o crescimento da atividade.

“O setor cervejeiro, especialmente as cervejarias de pequeno porte, os bares e os pubs, é mais sensível ao cenário político e econômico. Quando a macroeconomia vai mal, com alta da inflação, juros altos, desemprego alto, é natural que o consumo retraia. E essa retração é sentida primeiro em alguns setores, como no recreativo, em eventos, festas. O poder econômico da nossa moeda cai, e por isso eu sinto que o público pensa duas vezes em sair e consumir fora de casa. Ou se vai consumir, não com a mesma frequência como antes”, diz.

Inflação que atrapalha o planejamento
Relativamente controlada no Brasil desde a adoção do Plano Real, em 1994, a inflação voltou a ser um problema no país no ano passado, quando o IPCA, o índice oficial calculado pelo IBGE, superou a barreira dos dois dígitos, terminando 2021 com alta de 10,06%, na maior oscilação desde 2015.

Sócio-proprietário da Label Sonic, Bruno Lage destaca como a alta dos preços dificulta a atividade. “A inflação torna o planejamento de longo prazo inviável, além de tirar de todos nós a capacidade de produzir com preços mais baixos”, diz o profissional da empresa de rotulagem.

Para ele, resta às empresas se protegerem com contratos mais longos firmados com seus fornecedores. “A solução é sempre ter fornecedores que sejam verdadeiros parceiros e que estejam construindo relacionamentos de longo prazo. Desta forma, sempre haverá um espaço para negociações ‘ganha ganha’ para os todos os envolvidos”, diz.

Volatilidade cambial e dos insumos importados
Em um segmento influenciado pelos preços das commodities e marcado pela importação de vários insumos, lidar com a oscilação da cotação do dólar e dos preços internacionais representa um desafio adicional para as cervejarias e os fornecedores. Assim, tem sido difícil evitar que a cerveja fique mais cara para o consumidor.

O principal desafio é manter preço para o consumidor, porque na marca Wienbier, líder em cervejas especiais, com a alta inflação dos insumos importados e a volatilidade cambial foi necessário repassar os custos para manter a qualidade de nossos estilos de cervejas. Reajustamos pelo menos duas tabelas de preços para nossos clientes nos últimos seis meses”, afirma Edison Nunes, gerente comercial da NewAge Bebidas.

Falta de apoio aos pequenos empreendedores
O setor cervejeiro tem, ao longo dos últimos anos, apresentado crescimento do número de empreendimentos, mas as soluções necessárias para atender a demanda provocada por essas iniciativas e pelo aumento do interesse de uma parcela da população, especialmente pelos rótulos artesanais, não caminham no mesmo ritmo, causando gargalos estruturais no segmento.

Vejo crescimento, diversificação, novidades, concorrência, tendências, novos eventos, ou seja, eu entendo que o consumo de cerveja de qualidade despertou um público que até então não sabia que isso poderia existir. No entanto, quando olhamos para as demandas de insumos para as cervejarias, vejo que se formou uma lacuna entre o crescimento acelerado do setor e o crescimento moderado de pesquisa e desenvolvimento, de incentivos, de infraestruturas para o setor

Helton Aguiar, diretor executivo da Meu Garrafão

Assim, o profissional espera maior apoio das autoridades para os pequenos empreendedores, ajudando no crescimento com qualidade. “Se produzimos boas cervejas, por exemplo, o mundo todo precisa saber e consumir. Para isso, precisamos de investimento em infraestrutura, incentivos fiscais, incentivo em pesquisas para melhorarmos continuamente os produtos. Precisa, neste caso, de vontade política”, diz Aguiar.

Em 2ª edição, Prêmio Lata Mais Bonita ajuda a dar visibilidade às cervejarias

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Recorrentes no meio cervejeiro, as premiações ajudam a referendar o bom trabalho que vem sendo feito pelas marcas, além de dar visibilidade em um mercado conhecido pela variedade de opções. Será assim, também, com a segunda edição do Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil, promovido pela Associação Brasileira de Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas), que reconhecerá os melhores designs nesse tipo de embalagem.

A premiação é destinada a todas as cervejarias proprietárias intelectuais e industriais do design de seus rótulos que operam no mercado nacional, sendo que o rótulo participante deve ter sido criado e produzido no Brasil, estar adequado às exigências do Ministério da Pecuária, Agricultura e Abastecimento, além de ter circulado de 2020 até 5 de outubro deste ano, quando se encerram as inscrições no Lata Mais Bonita do Brasil.

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“O prêmio permite que as cervejarias, principalmente as menores, ganhem maior visibilidade nesse mercado, que é muito competitivo. A competição está sendo largamente divulgada e não será diferente com os vencedores. Além disso, aproximamos as cervejarias de agentes importantes do mercado de bebidas, desde associações, veículos especializados, os fabricantes de latinhas e até mesmo os consumidores, que poderão votar nos rótulos preferidos”, diz Cátilo Cândido, presidente-executivo da Abralatas.

A visibilidade citada por Cândido também é viabilizada pela divisão da premiação em três categorias, de acordo com o tamanho das empresas, o que permite o reconhecimento das diferentes operações na indústria cervejeira. São elas: microcervejarias (produção anual de até 2,5 milhões cerveja em lata),  médias cervejarias (entre 2,5 milhões e 60 milhões de unidades/ano) e grandes cervejarias (mais de 60 milhões unidades/ano).

A premiação, aliás, tem a participação direta do consumidor. A votação dos rótulos finalistas pelo público e a avaliação dos jurados ocorrerão de 19 de outubro a 20 de novembro, com o anúncio dos ganhadores e a cerimônia de premiação previstos para dezembro.

A Abralatas também acredita que a continuidade do Lata Mais Bonita do Brasil, iniciado em 2021, permite a valorização do trabalho realizado pelos designers das embalagens, estimulando a sua criatividade, o que foi o objetivo motivador do surgimento do prêmio. E aponta que esse cuidado ajuda as marcas na sempre concorrida disputa pelo consumidor nas gôndolas.

Queremos valorizar e estimular a criatividade de cervejarias, que, a cada ano, surpreendem e encantam consumidores com a beleza dos seus rótulos. A criatividade na identidade visual aplicada nas latas tem sido um importante diferencial utilizado pelas cervejarias para melhorar a comunicação da marca e agregar valor à cerveja

Cátilo Cândido, presidente-executivo da Abralatas

E a realização da segunda edição do prêmio coincide com a alta do uso de latas pela indústria, com a Abralatas estimando que 60% das cervejas produzidas no Brasil são envasada nesse tipo de embalagem. Em 2021, a alta da fabricação de latas foi de 5,2% na comparação com 2020, registrando o quinto ano consecutivo de aumento da produção, de acordo com dados da Abralatas, com um total de 33,4 bilhões de embalagens.

“A utilização de latas para cerveja no Brasil tem apresentado um crescimento contínuo, que segue uma tendência mundial, acelerada devido às vantagens ambientais, logísticas e de conveniência na sua utilização pelo consumidor final”, afirma Cândido.

Faça sua inscrição no Prêmio Lata Mais Bonita do Brasil

No ano passado, mais de três mil pessoas votaram para escolher os rótulos de latas de cervejas mais bonitos no prêmio promovido pela Abralatas. Foram mais de 150 rótulos inscritos, com 26 finalistas, que foram avaliados por um júri técnico. A Rambeer foi a vencedora entre as microcervejarias, com a Salva Craft sendo a ganhadora entre as médias cervejarias. Já na disputa entre as grandes, a Colorado levou os principais prêmios.

Segurança e garantia de qualidade: as vantagens de ter chopeiras certificadas

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No momento de beber ou comercializar um chope, pouco importa o estilo escolhido ou o local de consumo. Para que a retirada da bebida ocorra em segurança e o produto final apresente as características desejadas, é fundamental que as chopeiras sejam certificadas, algo que garante a segurança da máquina e da sua operação.

No Brasil, a qualidade e segurança de um produto são atestados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). E ter essa certificação representa, além do cumprimento da legislação, a garantia de atendimento às normas técnicas e a oferta de um produto em conformidade com as necessidades de empresas e consumidores, podendo representar uma vantagem competitiva.

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“A certificação agrega valor ao produto oferecido no mercado por assegurar que ela atende os requisitos técnicos mínimos de segurança previstos em normas internacionais da área elétrica; portanto, transmite aos consumidores que o produto é seguro, não oferecendo riscos durante o uso adequado do mesmo”, afirma Hercules Souza, chefe da Divisão de Verificação e Estudos Técnico-Científicos (Divet) do Inmetro.

O gerente de certificação do Instituto Tecnológico de Avaliação e Certificação da Conformidade (Itac), Marcelo Beuter, destaca que ter chopeiras elétricas certificadas, além de ser algo necessário para as empresas, as ajuda a conquistar clientes pela credibilidade comprovada.

“A garantia do controle de qualidade, comprovada pelo selo do Inmetro, proporciona uma série de benefícios e vantagens, como, por exemplo, a credibilidade e a conquista de novos mercados, o aumento de confiança no produto e na marca, além de demonstrar comprometimento com a segurança dos clientes e minimizar os riscos de acidentes”, ressalta o profissional do instituto credenciado pelo Inmetro.

A certificação funciona como uma completa avaliação sobre a chopeira, pois, além de contemplar as suas condições de funcionamento, também se observa como é fabricado o produto e como se dá a prestação do serviço, desde o atendimento até o suporte e pós-venda.

“Anualmente, a certificadora avalia o procedimento de todos as áreas da empresa, auditando as documentações referentes ao processo de fabricação, rastreabilidade dos componentes e fornecedores, calibração dos equipamentos, procedimento de testes do produto, política de atendimento ao cliente, pesquisa de satisfação, tratamento de não conformidades e ação corretiva, além de envio de equipamentos para testes destrutivos em laboratórios credenciados do Inmetro, entre outros”, diz Wilson Seiti Harada, coordenador de desenvolvimento de projetos da Eidee, empresa responsável pela BravoZero.

Por isso, cervejarias que adquirem produtos de marcas que possuem certificação do Inmetro podem ter a segurança de que existe alguém que atestou a conformidade dos serviços oferecidos pela chopeira. “Para as fábricas e deliveries que são nossos clientes, a vantagem é ter um órgão que fiscaliza, regula e certifica as empresas, que se responsabiliza em todos os processos e serviços que não são visíveis na hora da compra, mas que visam reduzir qualquer risco ao usuário”, ressalta o representante da BravoZero.

Harada destaca que as normas da ABNT ou da ISO, que são usadas como referência pelo Inmetro, possuem como foco a segurança e as expectativas do usuário, que precisa ser bem atendido. “Não somente a empresa deve atender os requisitos técnicos de segurança como, também, ter os serviços de atendimento ao cliente de forma eficiente”, diz o profissional da BravoZero, que oferece 12 meses de garantia, período pelo qual se compromete a reparar ou substituir, sem custos, as peças que eventualmente possam comprometer o bom funcionamento das suas chopeiras certificadas.

Riscos envolvidos
Para quem não opera uma chopeira em conformidade, existem riscos de ocorrer acidentes graves com pessoas que estejam operando o equipamento, que pode não estar nas condições ideais de funcionamento. Foi, por exemplo, o que ocorreu em 2018 com uma jovem, então com 22 anos, que sofreu um forte choque elétrico ao usar uma máquina de chope durante uma festa universitária, em Paranoá (DF).

“Os órgãos de regulamentação como o Inmetro exigem que os produtos certificados estejam em conformidade com as normas de segurança para eliminar este tipo de ocorrência. Portanto, ao ignorar a necessidade de certificação, a empresa está atuando irregularmente no mercado colocando em risco a segurança do usuário”, alerta o coordenador de projetos da BravoZero.

O chefe da Divet do Inmetro também alerta que operar uma chopeira sem comprovação de qualidade pode trazer graves consequências.

Aparelhos elétricos cujo projeto não atende os requisitos previstos nas normas aplicáveis podem oferecer como principais riscos para o consumidor choques elétricos e a possibilidade de superaquecimento, o que pode levar, em um cenário crítico, a um princípio de incêndio

Hercules Souza, do Inmetro

E além de colocar os usuários das chopeiras que não estão certificadas em situação de perigo e da possibilidade de ter efeitos negativos sobre o próprio chope, o uso de equipamentos sem certificação pode render punições para as empresas.

“Caso sejam detectados, nas operações de fiscalização, produtos sem a certificação ou que não atendam integralmente os requisitos estabelecidos no referido regulamento do Inmetro, o fornecedor poderá sofrer as sanções previstas, que podem incluir a autuação do fabricante e a retirada do produto do mercado”, diz.

Para torcer e beber: Wienbier mira o hexa e lança chope com 6 maltes

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A busca do hexacampeonato mundial pela seleção brasileira, em novembro e dezembro, motivou a criação de um chope para brindar os êxitos da equipe no Catar. A NewAge Bebidas lançou o Chopp Wienber Hexamalte, que faz uma alusão ao objetivo buscado pela equipe nacional não apenas em seu nome, mas também no uso de maltes: são seis.

A novidade da Wienbier também tem o formato e o volume como diferenciais. O Chopp Hexamalte foi envasado em embalagem PET de 1,5 litros, em uma aposta no consumo residencial, mas também coletivo, com os tradicionais encontros de familiares e amigos para acompanharem os jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo.

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“A intenção é beber e torcer junto com nossa seleção a cada jogo da Copa do Mundo”, diz Edison Nunes, gerente comercial da NewAge., apostando em um crescimento de até 25% das vendas dos produtos da Wienbier durante o período do Mundial no Catar. “A linha Wienbier oferece uma diversidade de receitas e estilos de cervejas, prontas para acompanhar cada jogo com uma cerveja diferente”, acrescenta.

A ideia para a criação do Chopp Hexamalte, com o seu envase em uma garrafa PET de 1, litro, também foi baseada em um movimento de mercado observado no auge da pandemia da Covid-19, quando o consumo se tornou mais residencial e algumas embalagens ganharam proeminência.

“As compras online aumentaram, um hábito incorporado à rotina. Por isso, produtos versáteis passaram a ter grande destaque. E, até então, não havia uma opção de chope que pudesse ser consumida de forma prática, no conforto e segurança do lar”, diz o gerente comercial da NewAge.

Com a garrafa PET no volume de 1,5 litro, que pode ser armazenada na geladeira antes do consumo, a Wienbier também acredita que pode ocupar um espaço que costuma ser das chopeiras, com barris de 30 ou 50 litros, para eventos, evitando o desperdício.

E para marcar o lançamento do Chopp Hexamalte, a marca convocou estudantes de Design da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) para a criação dos rótulos. Entre as opções apresentadas pelos alunos, três foram selecionadas, passando à fase de votação pública, ocorrida de modo online.

“É o consumidor definindo de forma inédita um rótulo. Depois de mais de 1,2 mil votos, chegamos à arte vencedora, que está nas gôndolas dos supermercados”, conclui o gerente comercial da NewAge.

Cade proíbe acordos de exclusividade da Ambev e limita Heineken

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A Ambev está proibida de fechar novos contratos de exclusividade com bares, restaurantes e casas noturnas. A decisão foi tomada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e tem validade até o término da Copa do Mundo no Catar, em 18 de dezembro. A determinação também terá efeito sobre o Grupo Heineken, o impedindo de firmar novos acordos nas localidades em que seus contratos de exclusividade já extrapolem o limite de 20%.

A decisão é de Gustavo Augusto, conselheiro do Cade. Ele definiu que além de estar impedida de fechar novos contratos, a Ambev precisará fazer ajustes contratuais com pontos de venda, se limitando a ter 20% de acordos de exclusividade do canal frio, em termos de PDVs e volume, segundo as bases territoriais.

Ou seja, a partir dessa decisão, apenas 20% dos bares, restaurantes e casas noturnas que façam vendas de cervejas da Ambev poderão ter acordos de exclusividade. Nos demais, deverá ser permitida a venda de cervejas de outras marcas.

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O limite territorial para cálculo do porcentual de contratos de exclusividade foi definido de acordo com o tamanho das cidades. Para aquelas com mais de 1 milhão de habitantes, os limites serão por conjunto de bairros. Nas cidades entre 200 mil e 1 milhão de habitantes, o limite é por cidade. Nas cidades com menos de 200 mil habitantes, o limite será por estado. Já cidades turísticas terão limites por município, independentemente da população.

A decisão também atinge a cláusula de contratos que davam à Ambev direitos de preferência ou de exclusividade em relação a pontos de venda futuros ou a serem abertos, “entendendo que tal cláusula é abusiva e foi justificada pela regra da razão, importando em simples fechamento do mercado futuro.”

A liminar concedida pelo Cade também não permite que o Grupo Heineken ultrapasse os 20% de acordos de exclusividade por região dentro do mesmo prazo, o encerramento da Copa do Mundo, mas permite que a companhia firme novos acordos em localidades onde esse porcentual for inferior.

Ainda que o Grupo Heineken também seja atingido pela determinação, a decisão atende pedido da multinacional de origem holandesa. A companhia havia entrado com uma ação, em março, junto ao Cade, alegando que a Ambev cometia infrações ao direito de concorrência ao pagar e dar descontos para os pontos comerciais não venderem as marcas de cerveja das suas concorrentes em contratos de exclusividade firmados em pontos de venda premium do canal frio, para consumo imediato no local.

A decisão do auditor do Cade é passível de recurso. “Diante dos indícios analisados, considero haver fundado receio de que o programa de exclusividade da Representada possa causar lesão irreparável ou de difícil reparação ao mercado e aos consumidores”, afirma Gustavo Augusto, para justificar a adoção de uma medida preventiva.

O relator do caso solicitou ainda a elaboração de estudos pelo Departamento de Estudos Econômicos, para verificar se o porcentual de 20% deverá ser mantido ou se deve ser estabelecido um limite mais restritivo.

As empresas terão agora 30 dias para apresentarem a lista dos estabelecimentos com os quais possuem contrato de exclusividade. Em caso de descumprimento da decisão, será aplicada multa de R$ 1 milhão por dia, além da possibilidade de suspensão dos contratos de exclusividade por até cinco anos. A medida valerá até o trânsito em julgado do processo administrativo ou até nova decisão do tribunal do Cade.

O que balizou a decisão
Para tomar a decisão, o conselheiro do Cade apontou considerar plausível que contratos de exclusividade de venda de cerveja gelada em bares, restaurantes e casas de shows podem causar prejuízos ao consumidor quando firmados em pequenas regiões ou em nichos de mercado.

“Hipótese na qual a substituição se torna pouco provável, diante de um tying effect. Essa lesão pode ser corroborada tanto pela diminuição qualitativa das suas opções de escolha como pela imposição de preços superiores aos preços que seriam obtidos em um ambiente de plena competição, notadamente diante da ausência de substituições perfeitas, nesse tipo de cenário”, diz.

Augusto afirma existir “indícios de que o programa de exclusividade da Ambev não seja aplicado de forma equânime em todas as regiões, havendo evidências mensuráveis de que a empresa provavelmente esteja focando seu programa em segmentos de mercado específicos e regiões geográficas de alta renda”, o que foi o principal alvo da reclamação do Grupo Heineken, que citou, em sua reclamação, os PDVs “premium”.

Para ele, a concentração de contratos de exclusividade em regiões específicas pode configurar uma lesão concorrencial. “Conquistado o bairro ou a cidade, passa-se, então, para o mercado vizinho. Paulatinamente, toda a competição poderá ser excluída, sem que os volumes totais regionais jamais sejam ultrapassados. Por tal razão, contratos de exclusividade não podem ter focados em determinados espaços geográficos, em percentual que caracterize um fechamento local dos canais de venda”, diz.

Gustavo Augusto afirma, ainda, que há indícios, de acordo sua interpretação de informações repassadas pela Ambev em suas contrarrazões, de que o programa de exclusividade da companhia possui foco maior em bairros nobres das grandes cidades, que estão incluídos no conceito de PDVs premium.

“Quando se chega à página 31 das contrarrazões, que mostra os valores nos bairros nobres do Rio e São Paulo, os quantitativos, em número de PDVs, aumentam dramaticamente, em patamares muito superior ao da respectiva média regional. Concluo, portanto, que embora a Representada alegue que compete em raios imaginários de 500 km, parece que ela tem preferências muito claras ao focar seus programas em bairros nobres das grandes cidades, contrariando os argumentos econômicos por ela mesmo levantados”, escreve.

O conselheiro do Cade também aponta potencial de prejuízo ao consumidor da cláusula nos contratos de exclusividade que abrange o direito de preferência nos pontos de venda futuros, algo que também foi alvo da sua decisão.

“Qual a eficiência econômica de tal cláusula para o consumidor final, salvo o direito de a empresa reservar para si um espaço futuro, que sequer existe, sem que invista um único centavo nesse PDV hipotético? Aqui, há uma clara teoria do dano: redes de bares e restaurantes participantes do programa e que venham a crescer estarão, no futuro, proibidas de contratar com os concorrentes, deixando o acesso aos rivais apenas aos pontos de venda que permaneçam estagnados. O efeito claro aqui é de se excluir o acesso dos concorrentes a marcas e franquias novas e promissoras”, afirma.

Conselheiro cita outros dois casos envolvendo a Ambev
Na argumentação da medida cautelar, o auditor do Cade ainda cita outros dois casos envolvendo a Ambev que foram avaliados anteriormente pela autarquia, indicando que eles foram determinantes para a sua decisão.

O primeiro deles é o caso dos Refrigeradores de Cerveja, em que a Kaiser entrou com representação em função dos acordos de exclusividade entre a Ambev e seus pontos de venda no mercado de cervejas. Nesse caso, eram fornecidos refrigeradores aos PDVs, sob a condição de que eles somente fossem utilizados para gelar as cervejas fabricadas pela Ambev.

Esse caso foi resolvido por meio de um Termo de Compromisso de Cessão, por meio do qual a Ambev se comprometeu a limitar os seus contratos de exclusividade em 8% do número dos PDVs, e a 10% do volume de vendas, apurados por macrorregiões, englobando múltiplos estados. Porém, esse TCC, firmado em 2015, expirou em 2020.

Já o outro caso investigou a existência de efeitos concorrenciais decorrentes da fidelização de pontos de vendas por meio do programa “Tô Contigo”, da Ambev. À época, o Cade entendeu que o programa era anticoncorrencial, condenando a empresa ao pagamento de multa equivalente a 2% de seu faturamento bruto, além da imediata cessação da prática. Após acordo, o caso foi encerrado com o pagamento de multa de R$ 229,1 milhões, em punição determinada em 2015.

“Registro que este Conselho já se debruçou sobre dois acordos de exclusividade realizados pela própria Ambev. E, nas duas situações, confirmou que a conduta adotada era anticompetitiva. Assim, já me parece que há, de partida, um ônus por parte da Representada de demonstrar no que o seu novo programa discrepa dos programas anteriores, explicando quais fatores lhes levam a crer que não se trata de simples reedição de infração já anteriormente cometida”, escreve o conselheiro do Cade. “O primeiro ponto que me chama a atenção, e que é bastante claro, é que a empresa Representada não conseguiu explicar no que o presente programa é melhor, ou menos nocivo, do que o ‘Tô Contigo’ ou o caso dos Refrigeradores”, acrescenta.

Entenda o caso
O caso foi iniciado em março, quando o Grupo Heineken apresentou reclamação contra a Ambev junto ao Cade. A empresa acusa a Ambev de concorrência desleal pelo modo como consegue contar com pontos de venda premium exclusivos. Em julho, então, a Superintendência Geral do Cade negou pedido de medida preventiva solicitado pela multinacional de origem holandesa para impedir a Ambev de firmar novos contratos de exclusividade com estabelecimentos comerciais classificados como premium por meio de acordos que considera serem lesivos à concorrência.

Ainda assim, o Cade acolheu o posterior pedido do Grupo Heineken para dar sequência à investigação do caso, solicitando novos posicionamentos para a multinacional de origem holandesa, assim como para a Ambev. Além disso, pediu que o Grupo Petrópolis e a Estrella Galicia apresentassem suas visões sobre políticas de exclusividade em pontos de venda.

Agora, então, com o avanço das investigações, tomou uma decisão, através do auditor Gustavo Augusto que não afeta apenas a Ambev, mas também pode atingir o Grupo Heineken.

Como as marcas se posicionam
Procuradas pela reportagem do Guia, as empresas apresentaram seus posicionamentos. E a Ambev prometeu tomar as “medidas cabíveis” contra a decisão, indicando que deverá apresentar recurso diante do que foi determinado pelo auditor do Cade.

“Recebemos com total surpresa a decisão monocrática divulgada hoje (quinta-feira), especialmente depois da Superintendência-Geral do Cade ter concluído que não havia qualquer evidência para impor medida preventiva. Tomaremos as medidas cabíveis. Na Ambev respeitamos a legislação brasileira com seriedade”, disse a Ambev, em posicionamento enviado à reportagem do Guia.

Por sua vez, o Grupo Heineken classificou a decisão como um “primeiro passo” para o que chamou de “abertura do mercado”. “O Grupo Heineken iniciou o processo junto ao Cade por acreditar em uma prática concorrencial justa e na liberdade de escolha do consumidor. A decisão estabelece a proibição da celebração de novos contratos de exclusividade e limita os já existentes da representada em todo o território nacional, assim como estabelece para o Grupo Heineken em determinadas regiões. Isso representa uma mensagem positiva e um primeiro passo fundamental para a abertura do mercado, por demonstrar um reconhecimento do Cade em relação aos malefícios das práticas abusivas de exclusividade para o setor”, afirma.

Menu Degustação: Curso da Abracerva, chopes da Oktoberfest SP…

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Para quem deseja aprimorar o conhecimento para atuar no setor cervejeiro, opções surgiram nos últimos dias. A Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) anunciou a abertura de inscrições para um curso de off-flavors. E o mercado ganhou mais uma opção para formação em Sommelier de Cervejas, oferecida pela escola EducaBeer, em Minas Gerais.

Já para quem está atrás de uma festa, variadas edições da Oktoberfest aceleram os preparativos. A celebração de São Paulo, que terá a Spaten como cerveja oficial, anunciou que oferecerá 15 chopes diferentes ao público. Já em Blumenau, os participantes poderão, além da cerveja, provar licores digestivos.  

Leia também – Balcão do Advogado: A importância do registro de marca pelas cervejarias

Confira essas e outras novidades do setor no Menu Degustação do Guia:

Curso da Abracerva
A Abracerva está com inscrições abertas para o curso Off Flavors Cervejeiros, que será realizado em 1º de outubro, na Tarantino, em São Paulo. Como parte de sua política de diversidade, a entidade também reservou cinco vagas sociais, que podem ser preenchidas gratuitamente por pessoas negras. Destinado a sommeliers, cervejeiros caseiros, cervejeiros profissionais e entusiastas que querem se aprofundar em análise sensorial, o curso irá ensinar os participantes a identificar os off flavors e será ministrado por Jayro Neto, engenheiro, sommelier de cervejas, mestre em Estilos, vencedor do 5º Campeonato Brasileiro de Sommeliers de Cerveja, juiz BJCP e consultor.

Curso em Minas Gerais
A escola EducaBeer promete oferecer uma nova proposta para o curso de Sommelier de Cervejas, lançado pelos professores Fabiana Arreguy e Carlos Henrique de Faria Vasconcelos. O curso não é voltado somente para os trabalhadores da área, e está aberto a todos os interessados, não só profissionais como também apaixonados por cervejas. As aulas práticas e teóricas serão aos finais de semana, de sexta a domingo, em Belo Horizonte, e as inscrições já estão abertas.

Novos planos da Lohn
O Clube Lohn nasceu com o desejo de encurtar a distância entre os amantes de cervejas e a Lohn. O primeiro plano lançado no clube de assinatura foi o Wood Aged, que entrega com exclusividade cervejas diretamente da adega de barris de madeira. E para quem deseja experimentar os lançamentos e edições limitadas, a cervejaria anunciou neste mês mais 2 planos, o Essentials e Standard. 

Cervejas da Oktoberfest de SP
A São Paulo Oktoberfest deste ano terá a Spaten como cerveja oficial e 15 tipos de chopes tradicionais e artesanais. Eles são das marcas Spaten, Midway, Patagonia, Colorado, Hocus Pocus e Schornstein, assim como da Spaten. Além da experiência cervejeira, a festa terá vodca, gin tônica, vinhos e outras opções de bebidas. O evento será entre os dias 7 e 23 de outubro, no complexo do Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

Além da cerveja
A Oktoberfest de Blumenau terá, à disposição do público, licores digestivos produzidos na cidade catarinense pela Schluck Licores. Um dos produtos será o Höpfen Likor, um licor de lúpulo. Ele é fabricado a partir do blend de três lúpulos, com amargor equilibrado e notas cítricas. Seu consumo pode se dar em doses ou como componente de drinques.

Um ano do Porks Castelo 
O Porks Castelo, em Belo Horizonte, completa um ano e faz uma ação especial nesta sexta (23). Os drinks e o chope pilsen 300ml estarão com rodada dupla até as 20h. E quem fizer uma reserva com mais de 20 pessoas ganhará um espumante. Ainda haverá show com a Rock History Band para celebrar a data. 

Celebração do Rio Tap Beer House
No domingo (25), o Rio Tap Beer House, bar especializado em cervejas, vai comemorar 3 anos de sua inauguração na zona sul carioca. E para celebrar com seus clientes, a casa promoverá um evento open bar com mil litros de chope liberados por 6 horas de festa, rock’n roll ao vivo e um menu especial de comemoração. Os ingressos para o evento custam R$ 180 antecipado ou R$ 210 no dia da festa.

Skol e Zé Delivery premiam consumidores
Em mais uma ação para reforçar seu posicionamento com as embalagens retornáveis, a Skol se uniu ao Zé Delivery para premiar consumidores de todo o país em uma parceria inédita com o cantor Léo Santana. Até 15 de outubro, quem comprar Skol no Zé Delivery, usando o cupom RESENHACOMGG já estará concorrendo. E para quem comprar Skol retornável as chances são dobradas.