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Guia lança sites temáticos sobre ciência e lúpulo com o apoio da Ambev

Criado em 2018, o Guia da Cerveja dá mais um passo para ampliar a divulgação da cultura e conhecimento que cercam a cerveja com o lançamento, nesta terça-feira, de dois sites temáticos: Ciência no Guia e Lúpulo no Guia. As iniciativas têm o apoio da Ambev e surgem como novos espaços para debates sobre essas temáticas, com os conteúdos sendo produzidos pela equipe de reportagem do Guia.

A ideia, com as duas novas páginas, é agregar conteúdo e aprofundar as discussões e a divulgação do que de novo e relevante tem sido feito nas diversas vertentes do setor cervejeiro, sempre buscando apresentar análises aprofundadas, algo que vem sendo realizado no Guia ao longo dos últimos anos.

Agora, então, as novidades, as tendências e as oportunidades sobre ciência e lúpulo ganham um canal exclusivo. Mensalmente, os dois sites serão abastecidos com material relevante, produzido através de reportagens, artigos de especialistas e entrevistas em vídeo, também publicadas no YouTube, outra vertente da nossa atuação.

Criar um site que aborde a ciência e as inovações que marcam e ajudam a otimizar a atuação da indústria cervejeira está em consonância com a visão do Guia de que o crescimento do setor só será consolidado e com qualidade a partir do uso do saber e da sua aplicação nas atividades.

Nas primeiras publicações do site Ciência do Guia, abordamos, em reportagem especial, como as pesquisas e a tecnologia têm sido fundamentais para impulsionar melhorias no processo de malteação. Em outra matéria, traçamos um panorama dos planos da Academia da Cerveja da Ambev para 2022.

Acesse o Ciência no Guia

Em conteúdo disponibilizado em vídeo e texto, Anna Carolyna Goulart Vieira, nutricionista e especialista no Centro de Inovação e Tecnologia da Ambev, e Deborah Oliveira de Fusco, doutora em alimentos e nutrição pela Unesp, do Campus Araraquara, avaliam como o crescimento das cervejas low carb ajudou a ampliar o diálogo entre a academia e a indústria. E, finalmente, especialistas apontam como a ciência ajuda em projeções de uma safra ainda melhor e maior da cevada em 2022.

Lúpulo no Guia
Antes diminuta, a produção de lúpulo no Brasil tem crescido nos últimos anos. Uma expansão que vem sendo exponencial quando se observa o interesse em conhecer mais sobre a cultura desse insumo básico para a fabricação de cervejas. E essa movimentação, que envolve pesquisadores, pequenos agricultores e a grande indústria, não poderia ficar alheia ao Guia.

Em seus primeiros conteúdos, o site Lúpulo do Guia, também com o apoio da Ambev, aborda, em reportagem especial, as perspectivas para a produção de lúpulo ao longo de 2022. Outra matéria detalha a parceria recentemente firmada entre a agritech Silver Hops e a Ambev, com a avaliação do quão benéfica poderá ser para o setor.

Acesse o Lúpulo no Guia

Em material produzido em vídeo e texto, Mariana Mendes Fagherazzi, responsável técnica pela Fazenda Santa Catarina, da Ambev, e Duan Ceola, coordenador de laboratório da ESCM, abordam os gargalos da cultura do lúpulo no Brasil. E ainda apresentamos a cobertura da 2ª edição do Festival Nacional da Colheita do Lúpulo, realizado em Curitibanos (SC).

No pior mês da Bolsa desde março de 2020, ação da Ambev desvaloriza 5,71%

Em um cenário de pessimismo no mercado financeiro, a ação da Ambev seguiu o ritmo do Ibovespa e desvalorizou 5,71% em abril ao fechar o pregão da última sexta-feira (29) na B3, a bolsa de valores brasileira, valendo R$ 14,52. O papel, assim, também apresenta perda ao longo de 2022, agora de 5,84%.

A ação da Ambev vinha de duas altas mensais, mas mudou de direção no pior mês da bolsa brasileira desde março de 2020, quando eclodiu a pandemia do coronavírus. O principal índice da B3 terminou abril valendo 107.876,16 pontos, uma desvalorização de 10,1%. Ainda registra alta de 2,91% no ano, mas deixou para trás quase toda a alta de 14,48% conquistada no primeiro trimestre de 2022.

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É uma mudança de visão do mercado, provocada por vários fatores, de acordo com analistas. O pessimismo se dá pela perspectiva de aceleração na alta dos juros dos Estados Unidos, um movimento que deverá ser seguido pelo Banco Central brasileiro, por causa da inflação elevada, o que tende a desacelerar a economia.

A alta dos preços, aliás, não é só uma preocupação no país, mas em todo o mundo, em função da escassez de insumos, algo também atrapalhado pela continuidade da guerra na Ucrânia. E ainda há temor sobre o ritmo da atividade na China, que adotou lockdown em algumas cidades por causa da alta dos casos de coronavírus.

São, assim, muitos os motivos que explicam o tombo da bolsa, com 78 das 91 ações que compõem o Ibovespa tendo caído em abril. As maiores quedas foram de Locaweb (29%), Via (28,8%), Magazine Luiza (28,5%), Banco Inter (28,4%) e Natura (28,2%). Na outra ponta, entre poucas altas, se destacam, em ordem, PetroRio (12,1%), CPFL Energia (12%), Eletrobras (11,3%) e 3R Petroleum (10,5%), únicos papéis com valorização de dois dígitos no mês.

As quedas da bolsa e da ação da Ambev também se inserem em um contexto de freio da fabricação de bebidas alcoólicas no início de 2022. De acordo com o IBGE, houve retração de 15,3% no primeiro bimestre do ano na comparação com o mesmo período de 2021. Porém, ocorreu alta de 4,4% na produção de bebidas não alcoólicas em janeiro e fevereiro.  

O balanço vem aí…
Os efeitos dessa redução na produção de cervejas poderão ser mais perceptíveis na próxima quinta-feira, quando a Ambev vai divulgar o balanço do primeiro trimestre. Na última semana, a XP Investimentos projetou que o período de janeiro a março foi “desafiador” para a companhia.

“Esperamos um trimestre desafiador para a AmBev, pois projetamos que o aumento contínuo dos preços das commodities afete negativamente as margens. Para volumes, projetamos um trimestre misto, com Cerveja Brasil sendo negativamente afetada pela defasagem do canal on-trade devido ao avanço da variante Omicron (especialmente em janeiro e fevereiro), mas projetamos que a receita líquida/hl continue melhorando”, afirma, em análise.

“No total, projetamos um aumento de 7% na receita líquida consolidada, além de uma redução de 348 bps na margem bruta. Em nossas estimativas, a redução da margem bruta mencionada acima, juntamente com maiores despesas S&A e financeiras, farão com que o EBITDA e o lucro líquido diminuam 28% A/A e 25% A/A, respectivamente”, acrescenta.

Ainda assim, a XP prevê que a redução no volume de cerveja produzido pela Ambev tenha sido menor do que a média do mercado. “Prevemos que a AmBev continue superando seus pares devido às suas vantagens competitivas e, portanto, prevemos que a Cerveja Brasil diminua apenas 2% A/A”, diz. “Prevemos que a receita líquida/hl continue melhorando devido a uma estratégia comercial mais assertiva apoiada no BEEs e premiumização, o que deve levar a receita líquida a crescer 8% A/A, em nossa visão”, conclui.

Já analistas da Ágora Investimentos e do Bradesco Investimentos preveem uma queda menor no volume de cerveja da Ambev no primeiro trimestre de 2022. “Estamos um pouco mais otimistas em relação aos preços consolidados (receita por hectolitro) e volumes de cerveja brasileira (projetamos -1,5% em base anual para a Ambev no 1T22, enquanto achamos que o mercado espera uma queda de “meio dígito” no período)”, afirmam Ricardo França e Leandro Fontanesi.

No exterior
Fora do Brasil, a ação da Ambev também apresentou desvalorização em abril. A queda, inclusive, foi ainda maior na Bolsa de Nova York, ficando em 9,91% após fechar a sessão da última sexta-feira valendo US$ 2,91. Mesmo assim, continua apresentando valorização em 2022, mas agora de apenas 3,93%.

Foi o oposto do que aconteceu com as ações das duas principais cervejarias do mundo na Europa. Por lá, o papel da AB InBev teve alta de 2,1% em abril, valendo 55,40 euros. Já o ativo da Heineken valorizou 7,88% em um mês ao atingir o preço de 93,40 euros.

Menu Degustação: Semana de Sommelieria, Jornada do Science, cerveja feminina…

Os últimos dias foram movimentados e cheios de opções para o público que deseja fazer uma imersão no segmento cervejeiro. Para quem busca mais conhecimento para atuar no setor, o Science of Beer Institute lançou a Jornada Sommelier de Cervejas, enquanto a ESCM realizará, nos próximos dias, a Semana de Sommelieria.

Já para quem gosta de misturar temas cervejeiros com cultura e sociedade, estrearam, nos últimos dias, as novas temporadas do Botequim da Teresa e do Hora do Gole. Além disso, a cerveja 100% feminina, que envolve Ball, Masterpiece e Mafia, está de volta ao mercado.

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Confira essas e outras novidades do setor no Menu Degustação do Guia:

Jornada do Science of Beer
Pensando em manter os alunos nutridos de conteúdo, o Science of Beer Institute lançou neste mês a Jornada Sommelier de Cervejas. A Jornada tem o objetivo de democratizar o acesso ao universo da cerveja, através de conteúdos cervejeiros disponibilizados de forma gratuita pelo Science. Ao se inscrever na Jornada do Science, o aluno entrará no programa e receberá por e-mail materiais educativos, tendo acesso a diversos materiais e aulas exclusivas. Além disso, os alunos inscritos na Jornada Sommelier de Cervejas terão benefícios e descontos em outros cursos online do Science of Beer.

Semana da Sommelieria
A Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM) realiza de segunda (2) até quinta-feira (5) a primeira Semana da Sommelieria, sempre às 19h. A participação é gratuita, com necessidade de inscrição no site oficial. A semana começa falando sobre harmonização e como ela pode ser um atalho para que o consumidor prove cervejas diferentes. O conteúdo será apresentado na segunda-feira (2) de maio por Eli Bernardino Junior, que é sommelier de cervejas e fundador do primeiro bar exclusivo de artesanais de Santa Catarina. Na sequência, os temas serão: estilos, técnicas de flavor pairing e texturas para o equilíbrio de drinks utilizando cervejas como ingredientes e técnicas de avaliação de cerveja.

Nova temporada do Botequim da Teresa
Para aqueles que amam uma boa música e bate-papo, estreou a nova temporada do programa Botequim da Teresa. A atração é uma coprodução da Nossa, a plataforma de lifestyle do UOL, e da MOV, a produtora de vídeos da marca, tendo exibição às sextas-feiras, às 11h, pelo Canal UOL.  No “Botequim”, Teresa Cristina resgata a história de bares tradicionais do Rio de Janeiro e prepara receitas clássicas de cada um deles. A apresentadora e cantora também recebe convidados a cada episódio para um papo descontraído. A nova temporada contará com oito episódios, com a participação de nomes como Milton Cunha, Flávia Oliveira, Yuri Marçal, Mãe Márcia, Pepita, Rennan da Penha e Tia Surica.

Hora do Gole
A quinta temporada do podcast Hora do Gole estreou com o especial Temporadas Negras, que propõe reflexões sobre racismo e inclusão. A ideia é ressaltar histórias de vida e carreira de grandes potências negras que estão inspirando transformação em seus mercados. O tema já havia sido abordado em 2021, como uma resposta aos ataques racistas que ocorreram no mercado cervejeiro. O episódio de estreia foi com Dani Lira, sócia e gestora do Torneira Bar, que vem mostrando ao mercado o impacto de colocar diversidade e inclusão como propósito do negócio. A Colorado vai patrocinar episódios do podcast, que toda semana terá um novo episódio disponível no Spotify, Apple Podcasts, Google Podcasts, Anchor.fm e principais agregadores.

Spaten na Oktoberfest
A Spaten será a cerveja oficial da 37ª Oktoberfest de Blumenau, que acontecerá neste ano. O acordo da marca da Ambev também inclui a Sommerfest 2023. “Spaten é uma expert em cerveja e, por isso, não poderia ficar de fora da festa cervejeira mais importante do Brasil. Assim como a Oktoberfest de Blumenau, a cerveja propõe uma imersão na cultura cervejeira por meio do paladar, com a qualidade e o sabor de uma puro malte da escola alemã, ideal para acompanhar o público em todos os momentos”, explica Joice Carvalho, gerente de marketing da marca.

Itaipava 100% Malte na ExpoZebu
Iniciada no último sábado, a ExpoZebu 2022 será realizada até o próximo domingo no Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG), tendo a Itaipava 100% Malte como patrocinadora do evento. A marca levou para a feira a Vila 100%, com ativações, como a carreta de chope Itaipava Pilsen, lounge com energia solar com 100% Malte, ponto instagramável em formato de sol e bar temático da marca.

Lançamento oficial de anuário
O lançamento oficial do Anuário das Cervejarias Artesanais de Santa Catarina, escrito por Jorge Mattos, pesquisador cervejeiro, acontecerá durante o Festival Brasileiro da Cerveja em Blumenau, entre a próxima quarta-feira e o sábado. A ideia do livro começou como uma pesquisa acadêmica de Jorge, que estudava o mercado. O livro conta com dados de mais de 250 cervejarias de Santa Catarina, além de fornecedores, estabelecimentos comerciais e instituições ligadas à cerveja. O anuário também pode ser adquirido no link.

Acompanhe o Guia Talks sobre o Anuário das Cervejarias Artesanais de SC

Atrações da Feira Brasileira
A Feira Brasileira da Cerveja, que ocorre entre quarta (4) e sexta-feira (6), paralela ao Festival Brasileiro da Cerveja, em Blumenau (SC), trará ao pavilhão 1 da Vila Germânica, as novidades e lançamentos do setor.  Em cerca de 40 estandes, marcas brasileiras e internacionais – entre elas da Alemanha, Espanha e França – apresentarão o que há de mais moderno e eficiente para a produção, armazenagem e embalagem da bebida.

Vale da Cerveja recebe 5 mil pessoas
A harmonização entre uma rua histórica no Centro de  Blumenau (SC), mais de 40 estilos de cerveja, música e gastronomia vista na segunda edição do Biergarten Vale da Cerveja, recebeu cerca de 5 mil pessoas no sábado passado (23). O evento foi realizado pelas próprias cervejarias. Além da experiência, o destaque foi para o consumo de chopes especiais: mais da metade, 54%, foi de estilos diferentes do Pilsen. Eram 40 opções de rótulos, em 20 estilos diferentes.

Queijo Da Dogma
Em colaboração com a Scar Queijos, a Dogma lançou neste mês uma edição especial de um American Cheese feito com cerveja. O queijo leva em sua composição a Imperial Stout da Dogma, a Vanilla Latte. Vendido nas quatro unidades da Dogma, o queijo vem em embalagem de 200g.

Volta de cerveja 100% feminina
A cerveja Às Mulheres voltou ao mercado, em uma quantidade limitada, após ter esgotado em menos de uma semana após o lançamento, em 8 de março. A bebida foi idealizada pelo grupo de afinidades de mulheres da Ball e tem produção 100% feminina. Desde a levedura até o envase na lata e o design do rótulo, as mulheres de Ball, Masterpiece e Mafia estiveram por trás da receita no estilo Saison, assinada pela cervejeira Ingrid Matos, além de toda a campanha de comunicação e venda nos e-commerces.

Campanha da Colorado
Em nova campanha, a Cervejaria Colorado, conhecida por valorizar os ingredientes brasileiros em suas receitas e colaborar para a preservação do meio ambiente, reforça ainda mais a sua essência e reverencia o trabalho dos microprodutores regionais em “Importada do Brasil”. A ação brinca com o “complexo de vira-lata dos brasileiros” e chama a atenção do público para a valorização dos produtos nacionais, apresentando os rótulos da marca com um tom gringo.

Desconto no Dia das Mães
Quem antecipar a reserva em bares e restaurantes de São Paulo para o Dia das Mães usando o aplicativo Get In vai ganhar um cupom de R$ 10 no Uber para utilizar no deslocamento até o local escolhido. A promoção é válida para reservas feitas até 8 de maio. O Get In é uma das startups aceleradas pela Z-Tech, hub de inovação e tecnologia da Ambev. Atualmente, tem mais de 10 mil bares e restaurantes cadastrados no Brasil e já foi utilizado mais de 5 milhões de vezes.

Novidades da Artéza
Tendo uma unidade em Belo Horizonte desde 2019, a cervejaria Artéza agora também está presente em Contagem, cidade vizinha à capital mineira. O espaço é um gastrobar, mas também vai abrigar um brewpub, com todas as cervejas da marca sendo fabricadas ali, com 16 opções de estilos para o público. No salão, há um palco e a casa está investindo em programação musical, com shows ao vivo toda semana, de quinta a domingo. Já em Belo Horizonte, na unidade do bairro Prado, o Projeto “Tarde na Artéza” é a novidade que vai embalar as tardes de domingo. No repertório, chorinho, samba e brasilidades com o grupo “Trio Instrumental”.

Confira lançamentos realizados pelas cervejarias artesanais em abril

As cervejarias artesanais tiveram diversas inspirações para realizarem seus lançamentos no mês de abril. Foi o caso da Dogma, que tem reforçado sua ligação com as bitcoins e apresentou uma cerveja em homenagem a Hal Finney, primeira pessoa a receber uma transferência através de uma criptomoeda, e outra em parceria com um canal sobre educação financeira.

Em outra iniciativa das cervejarias artesanais em abril, a Bodebrown aproveitou a alta das bebidas destiladas e lançou um rótulo que pode ser utilizado para ajudar na criação de drinques. Enquanto isso, a Landel se inspirou na Páscoa para oferecer um rótulo temático ao público.

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Confira alguns lançamentos realizados pelas cervejarias artesanais em abril, selecionados pelo Guia:

Bodebrown
A Bodebrown lançou neste fim de semana, em seu Growler Day, a Regina Limoncello Sour com Hortelã. É a primeira cerveja desenvolvida pela marca de Curitiba para ser usada em coquetéis, tendo especial afinidade com o gin. A novidade estará disponível em duas versões: latas de 473 ml e em growlers PET de 2 litros. A bebida também pode ser saboreada “ao natural”, sem ser misturada em um drinque. Seguindo o estilo Berliner Weisse, tem um sabor marcante, fruto da adição de limoncello artesanal e mais toques de pimenta rosa, pimenta-da-jamaica e hortelã. 

Cruls
A Cruls lançou, em abril, a terceira cerveja da série Cosmos, linha dedicada exclusivamente ao universo das IPAs e suas variações. A novidade é a Gênese, uma Double IPA. E está disponível em chope e em latas de 473ml. O rótulo tem 8,3% de teor alcoólico e 74 IBUs amargor. Essa novidade recebeu 5 variedades de lúpulos, em diferentes formatos: Amarillo Citrus Zest, Chinook, Comet, Tahoma e Columbus (T90 e Hop Hash).

Dogma
Uma das novas cervejas da Dogma é uma homenagem a Hal Finney, primeira pessoa a receber uma transferência em bitcoin. O rótulo é a Halfin, nome de usuário que Finney usava no Twitter. Com 6,8% de teor alcoólico, a bebida é uma Hazy IPA cítrica, frutada e tropical, um estilo que teve origem nos Estados Unidos, assim como o próprio Finney. Em outro lançamento, agora com o canal de educação financeira sobre bitcoin e criptomoedas UseCripto, a Dogma apresentou a Opt Out (termo em inglês que significa se desvincular totalmente do atual sistema monetário). A cerveja é uma Golden Ale feita com os lúpulos Bravo e Citra. De cor alaranjada, os aromas caramelizados e adocicados dos maltes especiais se unem aos aromas dos lúpulos para criar um conjunto que remete a doces cítricos de compota, segundo a marca.

Goose Island
A conhecida marca lançou a Goose Gang, uma Barley Wine, complexa, encorpada, com 10% de teor alcoólico e 29 IBUs de amargor. Com notas maltadas em destaque, que remetem a caramelo, toffee, leve tosta, tem intenso frutado (principalmente frutas secas), acompanhado das notas amadeiradas pelo tempo que passou em barril, sutil baunilha, de acordo com a Goose Island.

Landel
Aproveitando a Páscoa e o início do outono, a Landel lançou, em abril, uma Mild Ale. A cerveja é leve e adocicada com adição de flocos de cacau produzidos pela parceira Atlântico Chocolates. Com apenas 3,8% de teor alcoólico e pouco amargor – 10 IBUs –, a Choco Late entrega sabores vindos do malte com cacau, que traz a coloração dourada, um delicado aroma de chocolate e leve torrado à cerveja.

Lohn
Para celebrar os 103 anos de fundação do Marcílio Dias, clube de futebol de Itajaí (SC), a Lohn Bier desenvolveu um rótulo comemorativo, a Rubro Haze IPA. De cor vermelha, ela é encorpada e foi colocada à venda em chope e em 103 garrafas especiais e limitadas.

ØL Beer
Em abril, a ØL Beer realizou o lançamento da Haka Viking, uma New Zealand IPA com sabores frutados, graças aos três lúpulos neozelandeses utilizados na receita. O nome Haka é uma referência a uma cultura da Oceania, enquanto Viking é referência à identidade da cervejaria, ligada à história dos antigos povos do norte da Europa. A bebida está disponível em latas de 473ml, com 7% de teor alcoólico.

Ouropretana
A Ouropretana apresentou, em abril, a sua American IPA, a Ouropretana American IPA. De cor amarelo intenso, levemente turva, a bebida preserva as características provenientes da adição do lúpulo também após a fervura do mosto. Os lúpulos utilizados são Chinook e Amarillo. A cerveja tem aroma e sabor com notas cítricas e de frutas tropicais, com final de boca seco e amargor balanceado. Tem 54 IBUs de amargor. A graduação alcoólica é de 6,7%.

10 motivos para marcas de cerveja investirem em patrocínios no esporte

Seja em grandes competições, como a Copa do Mundo, ou em eventos que ainda buscam mais público, como a W Series, no automobilismo, marcas de cerveja se mantêm, há décadas, como protagonistas de patrocínios no esporte, com investimentos expressivos.

Isso poderá ser novamente percebido neste ano no Catar, palco da Copa do Mundo, a décima consecutiva tendo a Budweiser como cerveja oficial. Já a principal concorrente da Ambev, a Heineken, vem aumentando a sua ampla participação e visibilidade neste segmento.

Além de patrocinar a Liga dos Campeões da Europa desde 1994, a empresa holandesa ostenta diversos outros acordos com competições de peso de diferentes modalidades. Uma delas é o automobilismo, no qual tem contrato com a Fórmula 1 desde 2016. E ainda possui compromissos com a Fórmula E, categoria de carros elétricos, e a W Series.

Não é à toa, afinal, o esporte é visto pelas marcas de cerveja como um poderoso canal de comunicação para promover e popularizar produtos. Para entender melhor as razões para isso, o Guia entrevistou especialistas no assunto, como Beatrice Jordão, gerente sênior de marketing da Heineken, e Dante Grassi, diretor de marketing da Estrella Galícia para a América Latina, além de Fábio Wolff, sócio-diretor da agência Wolff Sports & Marketing.

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Com base no conhecimento desses profissionais, o Guia listou dez motivos citados para as marcas de cerveja utilizarem patrocínios no esporte como um trampolim para tentar alavancar os seus negócios. Confira:

1 – Impulsionar marca por meio da popularidade da modalidade
Esportes mais populares, como o futebol, têm grande potencial para tornar as marcas mais conhecidas e respeitadas pelo fato de elas estarem sendo vistas por milhares de torcedores nos estádios e por pessoas que acompanham os jogos pela TV. “Futebol é a alegria do povo, o ditado já diz. As pessoas gostam de se reunir para assistir futebol e celebrar. E muitas celebram tomando cerveja. Então é natural que as grandes cervejarias queiram estar perto de um esporte como o futebol, que é a paixão nacional”, diz Fábio Wolff, com 25 anos de experiência nos mercados de marketing e negócios.

2 – Associação da imagem da marca com competição consagrada
Muitas vezes, o sucesso e a boa qualidade de uma cerveja são refletidos no fato de uma marca conseguir associar sua imagem de forma eficiente a uma competição consagrada. Um caso clássico é o acordo de longo prazo da Heineken com a Uefa como patrocinadora da Liga dos Campeões. E assim, no inconsciente dos torcedores, o compromisso transmite um sentimento de sucesso duplo, dividido entre a bebida da empresa e o torneio.

“O case da Heineken com a Liga dos Campeões é fantástico. Está na cabeça das pessoas, faz parte do ‘share of mind’ (expressão do marketing que explica a retenção de uma marca na memória do consumidor). É tão feliz o acordo que hoje existe uma associação entre a Liga dos Campeões e o patrocínio da Heineken”, completa Wolff.

3 – Visibilidade e retorno ao patrocinar eventos esportivos de ponta
Algumas cervejarias desembolsam milhões para exibir as suas marcas em grandes jogos ou competições, como, por exemplo, a Budweiser faz ao patrocinar o Super Bowl, a NBA e a Copa do Mundo. O investimento não é barato, mas o retorno financeiro, na esteira da enorme audiência e da consequente superexposição do produto, justifica os valores gastos para usar eventos de ponta como vitrine. “O esporte gera experiência, engajamento, paixão, emoção, visibilidade, associação de marca e faturamento. E as pessoas gostam de assisti-lo bebendo. O esporte não tem contraindicação”, enfatiza.

4 – Fortalecer marca como parceira de celebração e socialização
Além de ganhar a preferência dos consumidores, as marcas de cerveja sabem que é importante criar um vínculo afetivo com eles. E uma forma de conquistar este objetivo através do esporte é convencer as pessoas de que o seu produto é o parceiro ideal para as comemorações e reuniões na hora de um jogo. A Heineken atingiu essa meta por meio do acordo com a Liga dos Campeões. “A gente quer estar nestes momentos de celebração e socialização. A Champions League é um grande espetáculo e para a Heineken é muito importante estar presente nestes momentos”, destaca Beatrice Jordão ao Guia Talks.

5 – Uso do esporte para se tornar uma marca inclusiva
Outro motivo para uma cerveja investir no esporte é a chance de utilizar este meio para ser uma marca de ações inclusivas. A Heineken vem criando essa identidade ao patrocinar competições com mulheres, embora estes eventos não tenham a mesma audiência das versões masculinas. “No meio do ano passado, anunciamos o patrocínio à Liga dos Campeões feminina, à Eurocopa feminina e à W Series. É um caminho muito importante na consolidação de uma marca cada vez mais inclusiva e de um esporte cada vez mais inclusivo”, enfatiza Beatrice.

6 – Promover a cerveja sem álcool como produto saudável
A cerveja sem álcool tem o meio esportivo como um ambiente propício para os seus fabricantes promovê-la como uma bebida saudável e que é ingerida, inclusive, por competidores. O fato foi lembrado por Dante Grassi ao destacar a “ocasião de consumo” como um pilar. “No futebol, por exemplo, a gente sempre fala da cerveja zero álcool como um produto de saudabilidade porque isso, de fato, é verdade. É um produto altamente hidratante, proteico, que muitos atletas usam depois de fazer esporte para se reidratar”, afirma.

7 – Plataforma ideal para enaltecer importância do consumo responsável

Em um momento no qual as cervejas sem álcool estão aumentando a participação no mercado, as marcas vêm aproveitando o esporte como plataforma para promoção do consumo responsável através dos seus patrocínios. A Heineken, por exemplo, apoia a Fórmula 1 e em comerciais exibe o ex-piloto Nico Rosberg consumindo o produto não alcoólico e, depois, tendo o benefício de poder dirigir. “A Fórmula 1 é uma plataforma muito importante para a gente dentro deste sentido de celebrar o esporte. E hoje é uma plataforma da Heineken 0.0 para que a gente possa construir e consolidar esse consumo responsável”, explica Beatrice.

8 – Consolidação dos valores da marca
O investimento em patrocínios também foi citado por Dante Grassi como uma estratégia importante da Estrella Galícia para a consolidação dos valores da marca de cerveja espanhola, que possui acordos com uma gigante da F1 e com pilotos da elite do esporte a motor. “Quando patrocinamos a Ferrari, o Carlos Sainz (piloto da equipe italiana) desde antes de ele entrar na Fórmula 1 e os irmãos (Marc e Alex) Márquez antes de ingressarem na MotoGP, passamos valores que são muito próximos aos nossos, que são de começar pequeno e se tornar grande”, enaltece.

9 – Atrelar excelência esportiva com qualidade da produção

Uma outra estratégia das marcas de cerveja que investem em patrocínios no esporte é criar um elo do nível de excelência de um time ou atleta com a qualidade da bebida que a marca produz. Ao promover sua cerveja, a Estrella Galícia enfatiza o processo cuidadoso de fabricação do produto e faz alusão ao processo de produção dos carros da equipe mais vencedora da história da Fórmula 1. “Com a Ferrari, especificamente, a gente também tem mais valores (em comum) ainda. É uma fábrica artesanal, igual a gente faz com a nossa cerveja. Os processos são feitos de uma forma mais demorada, propositalmente, para se obter mais detalhes. É hors-concours como marca, como produto, como resultado, assim como acontece com a nossa cerveja”, propagandeia Grassi.

10 – Ambiente favorável para fechar parcerias e negócios
Outro motivo para fechar patrocínios associados ao esporte é o ambiente favorável, podendo gerar receitas que ajudem a recuperar o investimento feito para exposição da marca de cerveja. “Ao investir em patrocínio esportivo, a Heineken tem inúmeros objetivos: de associação de marca com as competições e modalidades, tem interesse de fazer ativações, de proporcionar ações e campanhas com experiências. E obviamente o objetivo final é que isso mexa no ponteiro de vendas. E ela tem feito isso com maestria”, analisa Fábio Wolff.

Ginásio do Ibirapuera vai receber a edição de 2022 da São Paulo Oktoberfest

O Ginásio do Ibirapuera vai receber a próxima São Paulo Oktoberfest. O evento, em sua quinta edição, vai ocorrer de 7 a 23 de outubro (às sextas-feiras, sábados e domingos). Os organizadores prometem que, em 2022, a festa vai ser mais eclética e interativa, tanto nas atrações culturais, quanto na gastronomia e na disposição dos bares. Os ingressos já estão disponíveis.

O complexo do Ginásio do Ibirapuera tem uma área de 27.800 m², o dobro do espaço da edição de 2021 da São Paulo Oktoberfest, realizada na Vila Alemã, uma estrutura montada na zona sul da capital paulista.

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Dentro dessa área, a São Paulo Oktoberfest contará com Biertent, com o palco principal, restaurantes, bares, pista, mesas, camarotes; Biegarten, uma área aberta e ampla com food trucks, experiências, ativações das marcas; Palco Rock, atrações culturais, mesas; e Drinkgarten, uma área entre árvores e com mesas.

Entre as atrações já confirmadas estão incluídos nomes como Monobloco, Gustavo Mioto, Maneva, Chemical Surf, Ferrugem, Barões da Pisadinha, além de bandas de rock e de outras que apresentam músicas típicas alemãs.

A São Paulo Oktoberfest faz parte do calendário oficial de eventos da capital paulista. A última edição, em 2021, gerou mais de R$ 40 milhões para a economia local. A expectativa, em 2022, é receber 80 mil pessoas nos nove dias de festa no Ibirapuera. Para isso, os ingressos terão preços mais acessíveis. No lote especial, que já está à venda, a entrada custa R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).

O embaixador do evento, Walter Cavalheiro, acredita que a festividade vai gerar cerca de 2 mil empregos diretos e indiretos. “A nossa previsão de público para a edição desse ano é de mais de 80 mil pessoas, além de ampliar, as atrações estão mais ecléticas, por isso esperamos receber as famílias, os jovens; nosso festival tem de tudo e é para todos”, ressalta.

Corona lança long neck retornável e inicia uso no Brasil por Curitiba

A Corona vai lançar, em junho, a primeira garrafa long neck retornável de 330ml com distribuição confirmada para todo o Brasil. O país será o primeiro da América Latina a receber essa inovação, que visa, principalmente, diminuir a quantidade de lixo acumulado com o descarte destes recipientes.

A iniciativa começará a ser implementada em Curitiba, com a Ambev planejando ampliar essa operação para todo território nacional até 2023. A companhia também tem o objetivo de tornar, a longo prazo, as garrafas retornáveis de 330ml, o padrão disponibilizado para este rótulo distribuído em solo brasileiro.

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A Corona informa que pretende promover junto aos seus consumidores o hábito de devolução das embalagens por meio de pontos de recolhimento espalhados pela cidade. Para ser executado com sucesso, essa ação contará com o apoio logístico do aplicativo de bebidas Zé Delivery.

Em nota oficial, a Corona ainda afirma que atuará em parceria com organizações de reciclagem através da recompra das garrafas de vidro, ajudando a alimentar a economia circular e acompanhando todo o ciclo de utilização e reuso destes recipientes. Além disso, parte do lucro obtido com as vendas destas long neck retornáveis será revertido para ONGs de preservação ambiental.

E para facilitar o transporte destas embalagens, a Ambev criou uma “garrafeira”, feita com 100% de plástico reciclado, que é uma caixa com capacidade para guardar uma quantidade maior de produtos em um mesmo espaço, reduzindo assim as emissões de carbono durante a execução deste processo.

“Sabemos que a jornada por um mundo mais sustentável é longa e seguimos buscando novas formas de fazer a nossa parte e engajar nossos consumidores. A long neck é um símbolo importante de Corona, por isso unimos inovação e sustentabilidade para criar garrafas retornáveis que tenham sempre a mesma aparência das novas e ao mesmo tempo ajudem a diminuir a quantidade de lixo gerada no planeta”, ressalta Gustavo Castro, diretor de inovações da Ambev.

No ano passado, a Corona já havia apresentado uma inovação com uma embalagem inédita para acomodar latas no país, na qual as seis unidades da cerveja eram ligadas por uma lâmina de papel cartão afixada no topo do pack.

“Este é mais um marco na história da Corona, reforçando nossa ambição em nos tornarmos a cerveja mais sustentável do Brasil e atuando proativamente pela redução da produção de resíduos de todos os tipos – incluindo os nossos, já que desde o ano passado também somos a primeira marca global de bebidas neutra em resíduos plásticos”, João Pedro Zattar, chefe de marketing da Corona no Brasil.

Outros projetos sustentáveis
Em outras iniciativas focadas na sustentabilidade recentes, a marca da Ambev deu início ao projeto Corona Protect Paradise, que já coletou mais de 80 toneladas de vidro na Chapada dos Veadeiros, como detalhou reportagem do Guia. Trancoso (BA) e Fernando de Noronha (PE) também já receberam ações da Corona, com a limpeza de mais de 1,2 milhão de metros quadrados de praias e o recolhimento de 5,4 toneladas de lixo descartados de forma irregular.

Além disso, a Corona chamou a atenção para o problema da poluição plástica ao promover o Torneio de Pesca de Plástico, na Praia da Cocanha, em Caraguatatuba (SP). O Guia revelou, à época, que foram retirados mais de 1000kg de resíduos, sendo metade composto por este material que demora muitos anos para se decompor.

Leuven aproveita inspiração belga para reforçar uso de ingredientes nacionais

Leuven é uma cidade na Bélgica, mas, para o consumidor brasileiro, também pode representar uma das marcas da CBCA. A inspiração em uma das mais tradicionais e reconhecidas escolas cervejeiras é óbvia e está presente no nome da Leuven, mas a marca, que tem sua sede em Piracicaba (SP), também vem aproveitando as reconhecidas inovação e inventividade dos belgas para tornar os seus rótulos mais brasileiros, com o uso de ingredientes locais.

A estratégia tem várias motivações. Há desde o acesso mais fácil a esses produtos, assim como aspectos financeiros. E, principalmente, a possibilidade de fomentar o trabalho de parceiros locais, mostrando que insumos tipicamente brasileiros podem ser ainda melhores do que os originais, importados.

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“Buscamos ir a fundo, saber mais das regiões produtoras, do sistema de plantio, da origem, se são plantas nativas, se são de agricultura sustentável”, explica Karin Barreira, gerente de marketing da CBCA. “A Leuven usa ingredientes nacionais, de fácil acesso. Para fazer uma Dubbel, uma Quadruppel, na Bélgica, eles utilizam o açúcar de beterraba, que é produzido na Europa. Aqui, ao invés de trazermos esse produto, usamos o nosso açúcar, o melaço de cana, que é similar. Com a diferença que é da minha região, aqui de Piracicaba, e está disponível em larga escala, por ser uma região canavieira”, acrescenta.

Tem dado certo, tanto que a marca vem sendo reconhecida em concursos pela excelência com medalhas, inclusive, para cervejas de estilos de origem belga. Recentemente, os dois ouros conquistados pela Leuven no Concurso Brasileiro de Cervejas, em Blumenau (SC), foram para uma Dubbel, a Warlock, e uma Quadrupel, a Dark Wolf.

A Warlock tem, inicialmente, notas de malte, caramelo e chocolate. Também no aroma e sabor, notas de uva passa e ameixa. E o toque local é dado pela Leuven com a adição de melado e açúcar mascavo, ingredientes com produção massiva no interior paulista. Já a Dark Wolf é uma cerveja forte e potente, além de complexa. De acordo com o descritivo, seu aroma maltado remete ao caramelo e notas de ésteres frutados, trazendo frutas vermelhas, passas, tâmaras e ameixa seca, que finalizam com suave nota vínica e de carvalho francês.

Para Karin, as medalhas indicam o êxito do uso de ingredientes locais pela Leuven, que consegue produzir cervejas com qualidade reconhecida por juízes. E ainda contribui para o fomento da atividade em localidades próximas de onde a cervejaria está instalada.

“Esses ingredientes entregam atributos bons ou melhores. As cervejas têm medalhas internacionais, concorreram com cervejas da Bélgica e nós ganhamos com insumos brasileiros, como o melaço de cana. Fica tão incrível quanto uma cerveja de lá. E é uma forma de a gente estimular a produção nacional e utilizar recursos que estão muito mais próximos”, diz.

Além disso, em um mercado que encara desafios de custos de matéria-prima e insumos, a Leuven consegue se proteger de oscilações de preços internacionais e oferecer um produto mais acessível ao público cervejeiro.

“O custo de produtos como uma Quadruppel, que fica 120 dias em tanque, já é alto, pela forma e tempo de produção. Usando recursos nacionais, você consegue fazer essa cerveja chegar mais acessível ao consumidor”, pondera a gerente de marketing da CBCA.

Inventividade além das belgas
Com o uso de elementos nacionais de modo inventivo e inovador, parecia claro o encontro da Leuven com a Catharina Sour, estilo de cerveja brasileiro reconhecido internacionalmente, pelo BJCP no fim de 2021. E foi isso que aconteceu, com o recente lançamento da Sour Eternal Sunshine. É uma cerveja que aposta na mistura de frutas amarelas, casos da manga, que é orgânica certificada, da uvaia e do maracujá, em uma combinação que a deixa refrescante, além de reforçar o paladar.  

“Nós trouxemos a uvaia, uma fruta pouco conhecida, exótica, mas que é da nossa Mata Atlântica. Ela é extremamente aromática, cheirosa e muito saborosa. E cai como uma luva para esse estilo. Também trouxemos o maracujá, que também é nativo, sendo muito difundido no país. E a manga, que não é nativa do Brasil, mas se adaptou muito bem aqui. E é de uma fazenda do interior de São Paulo, toda de cultivo orgânico. Então, a gente trouxe três frutas aromáticas, produzidas aqui no estado, para compor essa cerveja”, relata.

É também o que se vê na Rye IPA Drache, premiada com uma medalha de prata na última edição do Concurso Brasileiro. Afinal, ao mesmo tempo em que conta com os lúpulos Vic Secret, da Austrália, e Ariana, da Alemanha, com o seu dry-hopping sendo responsável pelo aroma complexo, também traz notas de frutas tropicais, a lichia, o melão e o maracujá.

“Nós somos produtores e exportadores de frutas por excelência, temos uma variedade muito grande. Então, temos diversos sabores, aroma, acidez, frutas mais doces… E a Leuven quer aproveitar isso”, conclui Karin.

Heineken confirma que fábrica em MG será em Passos e prevê inauguração até 2025

Depois de ter desistido de construir uma fábrica em Pedro Leopoldo, na região metropolitana de Belo Horizonte, o Grupo Heineken anunciou, nesta quarta-feira, que vai erguer uma unidade produtiva em outro município mineiro: Passos, que abrigará a primeira planta industrial da companhia no Estado. O acordo foi celebrado em cerimônia no município, que teve a presença de diversas autoridades, incluindo o governador Romeu Zema.

Passos venceu a concorrência de mais de 200 outras cidades mineiras que se candidataram para receber a fábrica. A companhia confirmou que fará investimento de R$ 1,8 bilhão na construção desta unidade fabril e prometeu inaugurá-la até 2025.

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“A nossa ideia é inaugurar até 2025, mas já estamos correndo para antecipar essa inauguração para a celebrarmos em no máximo dois anos a abertura desta cervejaria. A gente coloca, obviamente, 2025 (como prazo limite) para não frustrar as expectativas”, reforçou Mauricio Giamellaro, CEO do Grupo Heineken no Brasil.

A tentativa de acelerar as obras em Passos, antecipando a inauguração, está relacionada com o atraso nos planos de construção de uma fábrica em Minas Gerais. Afinal, em dezembro de 2021, a companhia desistiu de construir uma fábrica em Pedro Leopoldo, que visava inaugurar em 2023.

A unidade industrial ficaria localizada nas proximidades da área onde está um importante sítio arqueológico, o Lapa Vermelha, onde foi encontrado Luzia, considerado o fóssil humano mais antigo das Américas. O impacto que a obra teria nesta área de preservação ambiental e arqueológica chegou a paralisar o início das atividades de construção no local, levando o caso para a Justiça.

“Entendemos que naquele momento a gente precisava respeitar as decisões de todas as pessoas. E junto com o governo de Minas, tomamos a decisão corajosa de mudar o lugar da nossa cervejaria, não porque Pedro Leopoldo não teria o respeito da Heineken para recebê-la, mas porque todos os órgãos envolvidos tinham de estar alinhados e os consumidores também”, afirmou Giamellaro.

O CEO lembrou que o acordo com o município fará com que o Grupo Heineken amplie as atividades realizadas em Minas Gerais, que receberá a 15ª fábrica da multinacional no Brasil. Na unidade de Passos, a companhia vai focar na produção de suas duas principais cervejas no segmento premium, a Heineken e a Amstel.

“Temos 31 centros de distribuição no Brasil, e em Minas Gerais já temos três: em Poços de Caldas, Uberlândia e Belo Horizonte. Temos 500 colaboradores diretos já trabalhando em Minas. Agora, estamos fazendo o anúncio de R$ 1,8 bilhão em investimentos nesta unidade. Vamos gerar 350 empregos diretos aqui em Passos e 11 mil empregos indiretos para a região”, ressalta.

Passos está localizada na região Sul de Minas Gerais, tendo, aproximadamente, 115 mil habitantes. Um atrativo para a escolha desta cidade foi a disponibilidade hídrica proporcionada pela Bacia Hidrográfica do Rio Grande. Para se beneficiar dos recursos de maneira eficiente, a companhia promete utilizar tecnologias avançadas para ajudar a reduzir o consumo de água, além de construir um sistema de abastecimento, que permitirá a ampliação da infraestrutura de disponibilidade e captação de água.

“Queremos trazer para Passos o que será a nossa cervejaria mais sustentável do Brasil. Ela já vem com a implantação, desde a sua concepção, da geração de energia 100% renovável”, enfatizou o vice-presidente de sustentabilidade e assuntos corporativos do Grupo Heineken, Mauro Homem, que também apontou a “localização estratégica” de Passos, próxima aos centros de distribuição da empresa em Minas Gerais e do interior de São Paulo como mais um fator que pesou para a escolha do município para receber a unidade industrial.

Presente ao evento desta quarta-feira, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou que que não houve qualquer favorecimento ou influência política da sua gestão para a escolha do Grupo Heineken por Passos, onde o atual presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, foi criado depois de ter nascido em Porto Velho (RO).

“Deixamos a empresa totalmente confortável e fizemos a ponte com os municípios. É uma decisão em que o Estado não entrou. A disputa ficou com os municípios”, assegurou o governador.

Backer deve sofrer rejeição no mercado em volta vista como legítima pelo setor

Autorizada pela Justiça a voltar a produzir bebidas em sua fábrica em Belo Horizonte, pouco mais de dois anos após a eclosão dos casos de contaminação que provocaram dez mortes em Minas Gerais, a Cervejaria Três Lobos, responsável pela marca Backer, continua sendo vista com desconfiança, o que faz a viabilidade do seu retorno ao mercado ser considerada incerta.

Anteriormente, a empresa mineira foi proibida de produzir, depois de lotes das cervejas da Backer serem contaminados por dietilenoglicol, o que provocou consequências trágicas a partir do começo de 2020. Na ocasião, após as ocorrências, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento determinou o recolhimento dos produtos da cervejaria. E análises posteriores detectaram a presença da substância tóxica nas bebidas.

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A Três Lobos, porém, conseguiu neste mês o aval para produzir e comercializar cerveja da sua fábrica. Mas ainda terá de reconquistar a credibilidade, como destacam especialistas ouvidos pelo Guia. Assim, embora reconheçam que o retorno à atividade produtiva é legítimo, há previsões de rejeição por parte dos consumidores, pois a Backer ficou marcada pelas mortes provocadas pelas contaminações.

À frente da Federação Brasileira de Cervejas Artesanais (Febracerva) e da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Cerveja, Marco Antonio Falcone destaca a legalidade da liberação das operações da Backer, embora relate pressões sobre as entidades que preside para buscar saídas jurídicas que impediriam esse retorno.

“O órgão que regulamenta, que permite e que proíbe (o funcionamento da cervejaria), é o Ministério da Agricultura. Uma vez que a Backer regularizou todas as suas pendências e a fiscalização do Ministério da Agricultura verificou que existe segurança alimentar ali, realmente o setor não tem o que fazer. Eles (a Cervejaria Três Lobos) têm toda a liberdade de produzir e comercializar, desta vez com responsabilidade”, afirma Falcone.

Gilberto Tarantino, presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), aponta a necessidade da aplicação de punições justas aos envolvidos nos casos de contaminação. Porém, ele qualifica como necessário o retorno das atividades produtivas da Backer em Minas Gerais, especialmente para custear as indenizações.

“A Abracerva lamenta profundamente as vidas perdidas e impactadas neste caso e entende que os responsáveis devem ser penalizados conforme decisão da Justiça. Entendemos também que a retomada da produção, atendendo a todas as normas e exigências de órgãos municipais, estaduais e federais, irá permitir que a empresa cumpra seus compromissos com a Justiça e continue gerando empregos e renda”, analisa.

André Lopes, criador do Advogado Cervejeiro e colunista do Guia, também destaca que a retomada das atividades da cervejaria é importante para que a empresa tenha condições financeiras de indenizar as famílias das pessoas que morreram ou tiveram danos sérios à saúde devido à bebida contaminada.

“Vejo como um mal necessário. Para que as indenizações e auxílios sejam pagos às vítimas e a suas famílias, é necessário que a empresa retome as atividades e a produção de cerveja. Só espero que o judiciário seja o mais célere possível e que o pagamento das indenizações ocorra o quanto antes e em patamar elevado, já que o dano causado jamais será reparado”, afirma.

Por sua vez, Sady Homrich, engenheiro químico, cervejeiro e baterista do Nenhum de Nós, qualifica como precoce a autorização concedida à marca mineira para retomar as atividades em sua fábrica em Belo Horizonte, apontando que isso só deveria ocorrer após o julgamento do caso, previsto para começar no fim de maio.

“Me parece precoce essa retomada, já que o julgamento dos acusados do caso Backer ocorrerá em 25 e 26 de maio. Acredito que os cinco responsáveis técnicos que foram indiciados por homicídio culposo, lesão corporal culposa e por agirem com culpa na contaminação, o funcionário investigado por falso testemunho e o chefe da manutenção, indiciado por omissão, não estarão nesse retorno à operação. Mas, a meu ver, os três gestores indiciados por atos na pós-produção teriam de aguardar o julgamento para reencontrar o mercado, dependendo do resultado”, analisa Sady.

Rejeição do mercado e das cervejarias
Desde o ano passado, quando voltou a produzir cervejas, ainda que de modo cigano, a Cervejaria Três Lobos não tem utilizado – ao menos não de modo prioritário – o nome anterior, recorrendo a Capitão Senra, que era um dos mais conhecidos rótulos da Backer, embora não o seu principal. Porém, mesmo repaginada, a cervejaria vem enfrentando rejeição, especialmente após a liberação das atividades em sua fábrica.

“As reações negativas do mercado já começaram a aparecer. A loja Mamãe Bebidas (em Belo Horizonte), que vende quase todos os rótulos produzidos no Brasil, anunciou a retirada das cervejas Capitão Senra de suas prateleiras, respeitando o protesto de seus consumidores. Grande parte dos consumidores comenta publicamente que não tomará da ‘cerveja que mata’”, diz a jornalista e sommelière Fabiana Arreguy.

Para Falcone, a postura da Backer desde a eclosão do caso deve contribuir para a rejeição aos seus produtos nesse retorno. “Eu acredito que o público vai rejeitar. Não vejo muita possibilidade, falando na visão de comércio ou de consumidor, de um sucesso nessa nova empreitada deles, porque realmente ‘queimaram o filme’. Essa é a minha opinião pessoal”, ressalta.

Também proprietário da Falke Bier, Falcone destaca que também há forte rejeição à marca entre as demais cervejarias. Afinal, o episódio trágico teve reflexos negativos para as artesanais como um todo. Assim, embora aceite a retomada das atividades da Backer, pela questão legal, aponta que esse retorno não é moralmente correto.

Tecnicamente, nós não temos como agir porque estão em conformidade com a legislação, que não prevê nenhuma punição, como uma suspensão para quem errou. Então, nós temos de aceitar passivamente isso. Mas cabe uma colocação: se as cervejarias que tanto se esforçam, que fizeram crescer o mercado, foram tão afetadas por um erro isolado, seria justo a Backer voltar a comercializar cervejas?

Marco Antonio Falcone, presidente da Febracerva e da Câmara Setorial da Cerveja

Esse inconformismo é compartilhado por Fabiana Arreguy, que revela sua rejeição à Backer, inclusive como consumidora, pela conduta da empresa com as outras cervejarias e as vítimas da contaminação e seus familiares.

“Minha dúvida era se eles teriam coragem de voltar para o mercado, principalmente depois de se indispor com todo o segmento ao afirmar que todas as cervejarias usavam o dietilenoglicol em suas fábricas. Também duvidava que eles passariam por cima da opinião pública em relação à forma como eles trataram as vítimas e suas famílias. Eu não duvido da qualidade das cervejas produzidas pela Backer. Mas, como consumidora, não comprarei, não beberei, por questões éticas”, enfatiza.

Desculpas, transparência e início ‘do zero’
André Lopes enfatiza que, para a empresa recuperar a credibilidade, não basta mudar de nome em seus rótulos e tentar desvincular a imagem do passado trágico. Para ele, a cervejaria responsável pela marca deveria se retratar, admitir os erros e pagar indenizações às famílias das vítimas sem esconder essas pendências do público enquanto luta para voltar a ter a confiança dele, assim como dos demais atores do segmento.

“Está clara a tentativa da cervejaria de se dissociar da marca Backer, ativando outras marcas do portfólio, inclusive mudando o domínio do site e apagando menções às cervejas que levavam o nome Backer. Em relação à receptividade por parte das demais microcervejarias, creio que houve uma ruptura quase que total a partir de declarações da empresa no início das investigações, fato que tornou a Backer persona non grata no meio cervejeiro. Entendo que uma mudança nesse panorama só ocorreria a partir de uma retratação completa em relação a essas declarações equivocadas e com uma prestação de contas clara e transparente no tocante ao pagamento dos auxílios e indenizações às vítimas”, sugere.

Fabiana Arreguy defende que a Backer deveria promover um recomeço de sua história como cervejaria em todos os aspectos.

Para que voltassem ao mercado sem gerar desconfiança e revolta, só se mudassem a razão social da empresa, o nome fantasia, as instalações da fábrica. Ou seja, se fosse uma nova empresa, começando do zero e se dissociando de qualquer referência à Backer

Fabiana Arreguy, jornalista e sommelière

A especialista recorda episódio envolvendo uma famosa empresa multinacional italiana, ocorrido em 2014, para fazer uma comparação que respalda a sua opinião. “Esse caso me lembra muito o que aconteceu com a Parmalat, envolvida em um escândalo de adulteração do leite com acréscimo de substâncias nocivas à saúde humana. Nunca mais a empresa conseguiu se reerguer, até ser vendida para a Itambé, que descontinuou a marca”, conclui.