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Graja Beer celebra 1 ano de reabertura de espaço com colaborativa com a Dutra

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O primeiro aniversário de reabertura do espaço da Graja Beer no bairro do Grajaú, na zona sul da cidade de São Paulo, foi celebrado com cerveja e parceria. Para marcar a data e destacar a junção de ações, pensamentos e símbolos, a Graja Beer se uniu à Dutra Beer e lançou a Vermelha, uma Fruit Beer.

A Graja e a Dutra, que fica em Santo André, estão distantes por quase 30 quilômetros, mas têm muito em comum, o que ajuda a reduzir esse limite físico. Afinal, atuam pela capacitação da população de suas regiões, além de acreditarem em uma economia mais sustentável, a partir da realização de parcerias e oferecendo possibilidades de difusão do conhecimento e visibilidade para causas e lutas importantes.

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“Essa ideia nasceu há uns 2 anos, quando, ao conhecer o Leandro Sequelle, da Graja Beer, pensamos em fazer uma cerveja colaborativa, mas que representasse e tivesse, de certa forma, alguma conexão com as classes mais oprimidas. E a cerveja, através do seu rótulo, nome e de sua própria cor, representa exatamente isso: o sangue e suor dos trabalhadores e das trabalhadoras e a solidariedade, unidade e resistência à violência diária estabelecida pelo status quo”, comenta André Dutra, fundador da Dutra Beer.

Assim, para os responsáveis pela Graja Beer e pela Dutra, transformar essa união de valores em um rótulo colaborativo se tornou algo natural e necessário. “Realizar uma produção com a Dutra Beer é reforçar mais uma vez que a cerveja é um meio e não somente um fim. Acreditamos e vivemos isso”, aponta Leandro Sequelle, fundador da Graja Beer.

A Vermelha é uma Fruit Beer com frutas vermelhas, uma cerveja de trigo que tem 4,5% de graduação alcoólica e 15 IBUs de amargor, sendo na cor vermelha, com corpo leve e refrescante. “Na sua produção adicionamos framboesa, amora e morango, deixando-a muito agradável, aromática e saborosa”, relata o fundador da marca de Santo André.

Sequelle destaca que a escolha pela produção de uma Fruit Beer, na cor vermelha, para marcar o primeiro aniversário da retomada do espaço da marca e a parceria com a Dutra Beer, não foi à toa, sendo uma escolha simbólica.

O simbolismo da Vermelha é poético, artístico, político e humano! Remete a sangue e luta, paixão e vida. Brinca em suas entrelinhas com a dualidade da leveza e da intensidade (do sabor e do álcool; do existir e resistir). Na Graja Beer, ela fica ao lado do rótulo Pensar Global – Agir Local, onde, curiosamente, uma Fruit Beer vermelha harmoniza com uma Dark Lager preta

Leandro Sequelle, fundador da Graja Beer

Um ano do pub da Graja
A celebração do primeiro ano do funcionamento da casa da Graja Beer não se resumiu ao lançamento da Vermelha, como relata Sequelle. A marca da zona sul de São Paulo realizou, nas últimas semanas, uma série de ações para dar mais visibilidade a grupos sociais normalmente negligenciados pela sociedade.

“Dentro da nossa programação de aniversário, realizamos a primeira edição dos eventos Terça Delas e Ocupação LGBTQIA+ na Graja. Ambas são buscas para fortalecer as comunidades ditas invisibilizadas com a criação de um espaço comunitário seguro e potente. Também renovamos nosso espaço expositivo junto ao artista plástico Ladis, que traz em sua linguagem a força e beleza do povo preto e da natureza. Mas, se tem algo que aprendemos nesse período, é que é preciso celebrar e festejar todos os momentos e conquistas”, conclui Sequelle.

Bamberg conquista medalha de ouro e alemães dominam European Beer Star

A Bamberg foi o destaque brasileiro na edição de 2021 do European Beer Star ao conquistar a medalha de ouro como a melhor Altbier. A prestigiosa premiação teve, mais uma vez, domínio das cervejarias alemãs, que conquistaram 78 medalhas. Foram 29 de ouro, 28 de prata e 21 de bronze.

O ouro da Bamberg Altbier foi a única premiação conquistada por cervejarias brasileiras no evento. “Ganhar o EBS, para nós que fazemos cervejas dos estilos alemães, é como se uma escola de samba da Alemanha ganhasse o carnaval do Rio. Sim, quase impossível, mas já fizemos essa proeza várias vezes”, celebrou a marca de Votorantim (SP) em publicação no seu perfil no Instagram.

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Além das cervejarias da Alemanha e da Bamberg, outros países e marcas se destacaram no European Beer Star. A Itália, por exemplo, conquistou 32 medalhas, sendo 4 de ouro, 15 de prata e 13 de bronze. As cervejarias dos Estados Unidos, com 21 prêmios, e da Bélgica, com 20, também tiveram sucesso.

Especializada em cervejas de trigo, a Schneider Weisse, de Kelheim, conquistou três medalhas de ouro, assim como a Familienbrauerei Bauhöfer, de Renchen-Ulm, com suas cervejas de baixa fermentação. Além disso, a Schlossbrauerei Unterbaar, nas proximidades de Augsburg, e a Brauerei Gebrüder Maisel, de Bayreuth, coletaram quatro medalhas cada. Entre as categorias mais concorridas, a Schlossbrauerei Autenried foi eleita a melhor Pilsner. E a medalha de ouro no estilo Helles ficou com a Müllerbräu.

A cervejaria de maior sucesso de fora da Alemanha, com quatro prêmios, foi a Ritual Lab, nas proximidades de Roma. Fundada apenas em 2015, ela recebeu medalhas nos estilos Session, Pale Ale, India Pale Ale e Ultra Strong Beer. E, com três prêmios nas categorias Blonde Ale, Dubbel e Tripel, a holandesa Bierbrouwerij de Koningshoeven provou sua qualidade nos estilos belgas. No 18º ano de existência, o European Beer Star entregou pela primeira vez medalhas de ouro para cervejarias da Noruega, Suécia, Finlândia e Dinamarca.

Além disso, esta edição do evento contou com uma categoria em que a qualidade da cerveja não era o único fator decisivo no julgamento. Foi a Cerveja Estilo Livre, em que se observava a história e a ideia por trás da cerveja. E o prêmio foi para a El Duderino, da alemã Kehrwieder Kreativbrauerei, inspirada na bebida favorita do personagem principal do filme O Grande Lebowski, o coquetel White Russian.

A edição de 2021 da European Beer Star contou com a inscrição de 2.395 cervejas de 44 países, um aumento de 17% no número de participantes em relação ao ano passado. Mais de 120 especialistas internacionais em cerveja, incluindo mestres-cervejeiros, jornalistas e sommeliers, premiaram cervejas em 71 categorias.

As degustações das cervejas foram realizadas na Doemens Academy, em Gräfelfing, nas proximidades de Munique. Mas a premiação se deu de modo online, diante do cancelamento do Beviale Summit. A lista completa dos vencedores do European Beer Star 2021 pode ser encontrada aqui.

“Depois de um ano e meio difícil para toda a indústria cervejeira internacional, estamos muito satisfeitos em ver uma resposta tão boa ao European Beer Star 2021. Depois de uma queda no número de inscrições no ano passado, estamos quase de volta ao nível recorde de 2019”, destaca Stefan Stang, gerente-geral da Associação de Cervejarias Privadas da Baviera.

Érica Barbosa foi como um meteoro: um ser humano luminoso e fugaz

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*Texto de Cilene Saorin

No verão escaldante de janeiro de 2015, uma moça de 22 anos se apresentava em sala de aula com o ímpeto de quem não estaria ali à toa. Ela foi uma aluna brilhante. Junto de um seleto grupo de pessoas igualmente brilhante e atento, participava intensamente dos estudos e tarefas propostos. Saiu do curso com um emprego.

Eu fiquei radiante com seu resultado. Era a caçula entre as poucas alunas daquela turma numerosa e conflituosa. Que força e maturidade diante de hostilidades e imbecilidades.

Pouco mais de um ano depois do curso, ela me procurou e me contou sobre seu novo projeto. Gostaria de juntar suas principais competências em um negócio inovador voltado à educação. Pediu minha opinião e meu apoio. Ouviu minha opinião e recebeu meu apoio. A ideia era genial e muito oportuna. Nascia, assim, o instituto de ensino Marketing Cervejeiro especializado em comunicação, estratégia e inovação para negócios cervejeiros.

Érica Barbosa sempre foi cheia de planos. Sabia que tinha de domar a ansiedade e exercitar a diplomacia. Reconhecia as questões sociais que a comunidade cervejeira nos impõe. Inquieta, proativa e ágil.

Amadureceu imensamente desde que nos conhecemos. Mantivemos estreita amizade e conversamos sobre vários assuntos. Vários assuntos mesmo. Ela queria pulsar também outra faceta: a música. Um gosto particular pelo Rock’n’Roll. Um dia desses de pandemia, num encontro virtual, dedilhando seu contrabaixo, eu disse a ela que eu adorava o som de contrabaixo do U2. Ela me respondeu com seu sorriso largo e um certo ar de reprovação. Logo disparei: ‘Ah me respeite, menina!’. Rimos muito. E ela ainda teve de ouvir sobre minhas memórias afetivas nas batidas inconfundíveis dessa banda irlandesa.

(…)

Eu sei que é muito difícil enxergar esse movimento depressivo, muitas vezes silencioso e complexo. Eu sei que é realmente muito difícil conseguir entender essas mensagens nas entrelinhas. E eu lamento muito não tê-las entendido.

(…)

Érica Barbosa nos ensina, mais uma vez. Como é importante mantermos a atenção ao acolhimento – dos elogios e incentivos explícitos à força diária que cada um de nós tem de dar e receber para seguir adiante. Em uma sociedade particularmente imatura, limitada e agressiva, por favor exercitemos ainda mais nossa amorosidade e civilidade.

Não foi Érica Barbosa quem perdeu. Nós, como sociedade, quem perdemos.

Toda solidariedade e profundo sentimento de pesar aos seus familiares e amigos.


* Cilene Saorin tem se dedicado às cervejas, nos últimos 28 anos, por alguns cantos deste planetaÉ sommelière, mestre-cervejeira e diretora de educação da Doemens Akademie para América Latina e Península Ibérica

Cervejarias do Sul unem inventividade e tradição por êxito em mercado concorrido

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É na região Sul do Brasil onde estão localizados os três estados com maior densidade cervejeira por habitante, de acordo com a última edição do Anuário da Cerveja. O dado, que satisfaz consumidores gaúchos, catarinenses e paranaenses, traz embutido um desafio: as cervejarias precisam contar com diferenciais para se destacar em meio a fortes concorrentes.

Para isso, as marcas têm buscado ressaltar aspectos que valorizem suas identidades. As virtudes de algumas das cervejarias do Sul envolvem a tradição e o pioneirismo dentro do setor de artesanais, a ligação com a cultura de outros países e a inovação, seja em receitas ou no maquinário utilizado no processo produtivo.

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Criada em 2015, a Cerveja Blumenau carrega a tradição e o nome da “capital brasileira da cerveja” e soma, em seu currículo, mais de 30 premiações, o que inclui a medalha de prata entre as marcas participantes da última edição do Concurso Brasileiro de Cervejas.

“Nós entendemos que a cerveja está na história, com relatos de imigrantes alemães pedindo que os próximos a desembarcarem no Brasil trouxessem malte. Também está no presente, quando somos a Capital Brasileira da Cerveja e realizamos uma das maiores Oktoberfest do mundo e um dos festivais mais importantes do mercado nacional. E acreditamos que também está no futuro, com a inovação em produtos e processos que já estão saindo da nossa fábrica”, destaca Valmir Zanetti, diretor-executivo da Blumenau.

A marca conta com mais de 20 rótulos em sua linha fixa, com a Capivara Little IPA, a Frida Blonde Ale e a Macuca Imperial Stout estando entre as mais conhecidas, além de outros sazonais, em uma produção e concepção liderada pelo mestre-cervejeiro Marcus Guerra.

Para continuar inovando, a marca tem dois projetos especiais: o Blumenau CraftLab, linha de produtos orientada para rótulos inovadores em lotes limitados, e a Mestres do Tempo, que conta com adega de madeira e uma linha de cervejas de guarda em fermentação mista, que rendeu medalhas em concursos e deve ganhar uma frequência maior de lançamentos de produtos em 2022.

Desde 2010, quando foi fundada em Porto Alegre, a Seasons tenta ser uma cervejaria não usual. Para isso, utiliza os mais diversos ingredientes e processos para agregar mais sabor aos seus rótulos. Tem, também, o intuito de disseminar a cultura cervejeira através de projetos em conjunto com a comunidade de homebrewers e outras cervejarias parceiras do Sul e de outras regiões, em uma união para construir a “revolução” das cervejas artesanais.

“Beber melhores cervejas significa não apenas beber produtos de melhor qualidade, mas também bebê-las melhor, degustando, saboreando, descobrindo mais sobre a cerveja que se está bebendo”, comenta a marca, que deve reabrir como brewpub em Porto Alegre em breve.

A marca hoje faz parte da CBCA, a Companhia Brasileira de Cerveja Artesanal, que também conta com a Leuven (Piracicaba/SP) e a Schornstein, marca catarinense que possui em seu portfólio mais de dez cervejas, com destaques para a variedade de IPAs – como a versão clássica, uma Imperial IPA e uma IPA com tangerina.  

Criada em 2006, a Schornstein é a primeira artesanal de Pomerode, considerada a cidade mais alemã do Brasil, referência que busca usar em suas criações. Sediada em um prédio tombado pelo patrimônio histórico, ela tem capacidade produtiva de 250 mil litros mensais. É lá, também, onde está o seu bar, o Schornstein Kneipe, que serve petiscos tradicionais da culinária holandesa e alemã.

Já a Cervejaria Santa Catarina usa as suas marcas para valorizar a diversidade de opções de estilos e rótulos para dialogar com diversos públicos. Assim, a Pilsen é o destaque da Saint Bier, enquanto na Barco a principal aposta é a San Diego APA. Na Coruja, a cervejaria valoriza a Linha Viva, em garrafas não pasteurizadas de 1 litro.

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Fundada em 2007, a Cervejaria Santa Catarina é de Forquilhinha, outra cidade do estado com forte tradição alemã. É considerada uma das maiores microcervejarias do Brasil, com capacidade de brassagem de cerca de 500 mil litros mensais. A sua fábrica, que pode ser conhecida em visitações guiadas, também conta um pub, equipado com 25 torneiras.

A Santa Catarina hoje vem se destacando no mercado por meio de suas três principais marcas: Saint Bier, Coruja e Barco Brewers.

Confira quatro cervejarias da região Sul selecionadas pelo Guia:


Cerveja Blumenau

Endereço: Rua Arno Delling, 388 – Blumenau (SC)
E-mail: loja@cervejablumenau.com.br
Telefone: (47) 99968-5958


Cervejaria Santa Catarina

Endereço: Avenida 25 de Julho, 1303, Forquilhinha (SC)
E-mail: marketing@cervejariasc.com.br
Telefone: (48) 3463-3400


Seasons

Endereço: Rua Hermann Weege, 160, Pomerode (SC)
E-mail: karin@cervejaleuven.com.br
Telefone: (19) 99832-7772


Schornstein

Endereço: Rua Hermann Weege, 160, Pomerode (SC)
E-mail: karin@cervejaleuven.com.br
Telefone: (19) 99832-7772

Colorado lança Hop Lager com lúpulo 100% nacional e tapioca

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A nova cerveja da série Brasil com S honra em seus ingredientes o nome da coleção. A Colorado, afinal, lançou a sua Hop Lager com o uso de lúpulo 100% nacional, cultivado em um projeto da Ambev na cidade de Lages, em Santa Catarina, além da presença da tapioca.

O Brasil ainda possui uma produção reduzida de lúpulo, especialmente por se tratar de uma cultura que necessita de alta incidência solar e temperaturas baixas, mas que tem aumentado ao longo dos últimos anos em função de algumas iniciativas. E uma delas é a da Fazenda Santa Catarina, com participação direta da Ambev.

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É de lá que veio o lúpulo utilizado pela Colorado no seu lançamento. A Hop Lager da marca tem 4,6% de graduação alcoólica e 17 IBUs de amargor. E, de acordo com a descrição divulgada pela cervejaria, o rótulo “tem seu sabor potencializado pela refrescância dos lúpulos catarinenses, que trazem a ela notas herbais e florais”, sendo “equilibrados com a tapioca e a base de malte”.

“A Cervejaria Colorado adora combinar ingredientes 100% nacionais, e o lúpulo brasileiro com tapioca é a cara da brasilidade. Esperamos que com o apoio direto aos pequenos produtores catarinense, oferecendo auxílio técnico e toda a infraestrutura do Projeto Fazenda Santa Catarina, essa seja a primeira de muitas outras cervejas com lúpulo nacional”, destaca Daniel Carneiro, gerente de marketing da marca.

A linha Brasil com S foi criada pela Colorado em 2019 e tem como preceito básico o uso de ingredientes tipicamente brasileiros. Nela já foram lançadas, por exemplo, a American Pale Ale com garapa, a New England IPA com maracujá, a Belgian Saison com mate e limão, a Summer Ale com goiaba, a English IPA com paçoca, a Robust Porter com coco, a Specialty Beer com mel de abelha nativa (mandaçaia) e a Amber Lager com castanha de baru.

A Hop Lager da Colorado com lúpulo 100% nacional tem edição limitada, sendo vendida em garrafa no Empório da Cerveja e em chope e garrafa nos Bares do Urso e na Toca do Urso.

Cerveja supera alta do IPCA e tem inflação de 1,77% em outubro

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No mês em que a inflação oficial foi a mais alta para um mês de outubro desde 2002, o preço da cerveja subiu ainda mais. O item no domicílio apresentou aceleração de 1,77% no décimo mês de 2021, de acordo com os dados divulgados pelo IBGE.

A inflação da cerveja foi, assim, maior do que a do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou em 1,25% em outubro, já acima da taxa de setembro, quando havia sido de 1,16%. Além disso, agora a bebida no domicílio apresenta alta de 5,86% nos preços em 2021 e de 7,87% nos últimos 12 meses.

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Já o ritmo dos preços da cerveja fora do domicílio apresentou um rumo oposto em outubro: segundo o IBGE, houve deflação de 1,13%. Ainda assim, o item acumula alta de 3,82% nos preços em 2021 e de 5,64% nos últimos 12 meses.

O mesmo movimento se deu com outras bebidas alcoólicas. No domicílio, elas apresentaram redução expressiva nos preços em outubro, de 2,93%. Com isso, o item registra deflação de 0,85% em 2021, embora tenha alta de 1,45% nos últimos 12 meses.

Fora do domicílio, por sua vez, as outras bebidas alcoólicas tiveram deflação de 2,17% em outubro e reverteram uma tendência no ano, que agora também tem queda de 0,38% nos preços. Mas ainda há inflação, de 3,94%, no período de novembro de 2020 a outubro de 2021.

IPCA em alta
Essa redução nos preços, porém, não é uma tendência para a inflação oficial ou os alimentos e bebidas. A alta de 1,25% do IPCA em outubro deixou a inflação em 8,24% em 2021 e em 10,67% nos últimos 12 meses.

Os alimentos e bebidas voltaram a pressionar o índice e tiveram elevação de 1,17% no mês. Agora, no ano, esses itens somam alta de 7,08% nos preços. E a aceleração está em 10,67% no período de 12 meses. A taxa em outubro foi pressionada pelo tomate (26,01%) e pela batata-inglesa (16,01%). “Esse aumento no tomate e na batata decorre da redução da oferta devido ao frio e às chuvas”, observa Pedro Kislanov, gerente da pesquisa do IBGE.

Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo instituto tiveram alta nos preços em outubro, com a maior influência sendo dos transportes (2,62%), principalmente, por conta dos combustíveis (3,21%). A gasolina subiu 3,10% e teve o maior impacto individual no índice do mês, em 0,19%. “Transportes tiveram a maior variação e o maior impacto (0,55%) de longe no índice do mês”, afirma Kislanov.

Também aceleraram os preços das passagens aéreas, com alta de 33,86%. “A depreciação cambial e a alta dos preços dos combustíveis, em particular do querosene de aviação, têm contribuído com o aumento das passagens aéreas. A melhora do cenário da pandemia, com o avanço da vacinação, levou a um aumento no fluxo de circulação de pessoas e no tráfego de passageiros nos aeroportos. Como a oferta ainda não se ajustou à demanda, isso também pode estar contribuindo com a alta dos preços”, explica Kislanov.

Marcas apostam na união com a Fórmula 1 para promoção de suas cervejas zero álcool

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A união entre bebidas e automobilismo se fortaleceu nos últimos anos muito além do tradicional estouro e consumo de champanhe no pódio. Uma relação que outrora causaria espanto, agora está em alta por causa de tendências, como o aumento da procura por bebidas sem álcool, o apelo à saudabilidade e o consumo consciente. É justamente de olho nesse direcionamento que marcas de cerveja relevantes, como a Heineken e a Estrella Galicia, têm usado o esporte motorizado e especificamente a Fórmula 1 para promoção de suas bebidas sem álcool.

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A Heineken, por exemplo, tem uma parceria sólida com a Fórmula 1 há cinco anos, como patrocinadora e com diversas provas, como a brasileira. A marca, inclusive, é a detentora dos naming rights do recém-rebatizado GP de São Paulo, que inicia a sua programação nesta sexta-feira na capital paulista. A corrida – o ápice do fim de semana – está agendada para o próximo domingo, no Autódromo de Interlagos.

Equipe mais icônica do grid da Fórmula 1, a Ferrari é a aposta da cervejaria espanhola Estrella Galicia para a promoção de sua bebida sem álcool. A marca, inclusive, anunciou dois novos rótulos de sua linha especial – a Estrella Galicia 0,0% Tostada e a Estrella Galicia 0,0% Black – logo após a oficialização da parceria com a escuderia italiana.

A associação com a Ferrari também possui outra ligação estratégica para a Estrella Galicia, pois um dos pilotos da equipe é o também espanhol Carlos Sainz Jr. E o responsável pelo marketing da companhia na América Latina, Dante Grassi, frisa que a associação com a escuderia é baseada em valores compartilhados como paixão, busca pela excelência e tradição artesanal.

“Tenho certeza de que com esses ingredientes desfrutaremos de um ótimo momento em Interlagos, que nos ajudarão a passar nossa mensagem aos amantes da cerveja em todo o mundo”, comenta Grassi.

E, para além dos slogans, a associação entre bebidas e automobilismo também busca reforçar a possibilidade de consumi-las e levar um estilo de vida saudável. Algo exemplificado pelo monegasco Charles Leclerc, um dos jovens em ascensão na Fórmula 1, que revela fazer a opção entre a cerveja com ou sem álcool de acordo com a situação.

“Isso depende do momento e de onde estou. Algumas vezes, em uma festa de aniversário e quando não estou correndo, vou querer beber uma cerveja, pois eu gosto. Mas, como uma atleta de ponta, não posso beber muito álcool, então costumo escolher a opção sem álcool”, conta Leclerc ao Guia, em entrevista promovida pela Estrella Galicia.

Consumo responsável
De acordo com a Heineken, a paixão do brasileiro pela Fórmula 1 e o consumo consciente também são alguns dos motivos que motivam a parceria com o esporte e o GP de São Paulo. “Queremos que nossos consumidores continuem consumindo a Heineken, e que seja acima de tudo de maneira responsável, pois assim sabemos que eles irão consumir sempre”, destaca a marca.

Através do patrocínio à Fórmula 1, a marca de cerveja acredita fomentar assuntos de extrema importância para a sociedade, como a incompatibilidade entre bebidas alcoólicas e direção, além de reforçar sua bebida sem álcool como uma alternativa segura para os momentos de lazer.

“As nossas ações voltadas ao patrocínio da Fórmula 1 são exemplos bastante relevantes de como o consumo responsável, beber e dirigir, por exemplo, são temas tratados com prioridade inclusive dentro de plataformas gigantes como essa”, aponta a marca.

Para este ano, a Heineken também investiu em estratégias de marketing com games na divulgação do GP de São Paulo. Para isso, foram convidados fãs de games e de automobilismo para participarem de um torneio de videogame de um jogo de Fórmula 1 ao lado de pilotos, como Tony Kanaan e Bia Figueiredo. O torneio virtual, inclusive, será decidido no paddock do Autódromo de Interlagos, horas antes da realização do GP de São Paulo.

História
O apoio a equipes, corridas e mesmo ao campeonato da Fórmula 1 com marcas sem álcool também é uma das estratégias adotadas por companhias para driblar proibições de muitos países da associação da cerveja com o esporte em ações de marketing. Mas nem sempre existiram essas restrições, como demonstram carros icônicos da história da categoria.

A canadense Labatt foi uma das patrocinadoras da Williams entre 1991 e 1994, período em que a equipe conquistou títulos mundiais com o britânico Nigel Mansell e o francês Alain Prost. Já em 1994 e em 1995, o carro da Benetton, que venceu os dois campeonatos com Michael Schumacher, estampava a marca da alemã Bitburger.

E, naquele que é um dos momentos mais tristes da história da Fórmula 1, a batida fatal de Ayrton Senna na curva Tamburello, existia como pano de fundo um gigantesco banner da francesa Kronenbourg, patrocinadora do GP de San Marino de 1994.

NewAge lança APA vencedora de concurso e já prepara 2ª edição do Prêmio Wienbier

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A Cervejaria NewAge lançou uma cerveja que já teve a sua qualidade reconhecida em um concurso. É a receita ganhadora da primeira edição do Prêmio Wienbier, uma APA que foi envasada em lata como a nº 60 da marca.

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A cerveja é assinada pelo carioca Marco Ferraz, cervejeiro artesanal amador que ganhou o concurso. Ele começou a atuar como “paneleiro” após realizar um curso em 2015. Desde então, tem produzido suas cervejas com o método Brew in Bag.

A APA nº 60 está disponível na Vadelata Store, o e-commerce da Ball Corporation, multinacional especializada em latas de alumínio, e na loja virtual da NewAge, além dos varejistas parceiros da marca.

Conheça aqui a loja virtual da New Age

O concurso vencido por Marco teve seu resultado anunciado em junho, com o ganhador sendo escolhido por um júri técnico e cinco influenciadores de cerveja, que avaliaram as receitas de três finalistas dentre os mais de 500 inscritos no concurso.

Já o público, além de definir as finalistas da premiação, também escolheu o rótulo ganhador, que teve a sua arte desenvolvida e impressa no Can Experience, o centro gráfico para impressão de latas desenvolvido pela Ball.

A Wienbier destaca que o lançamento da APA nº60 se dá em lata para valorizar “a qualidade do produto, elevando a praticidade e segurança”, já que essa embalagem “é leve, gela mais rápido e protege a bebida dos raios UV, preservando o sabor da receita da American Pale Ale vencedora”.

Além de ser o criador da nova cerveja da Wienbier, Marco, que é assistente administrativo, ganhou um troféu, R$ 10 mil, um curso na Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM) e uma cervejeira Ball Vadelata com 15 caixas da cerveja que está sendo lançada no mercado. A ESCM, a Vadelata e a Agrária Malte foram parceiras do concurso.

Saiba mais sobre a Wienbier em nosso Guia do Mercado

Satisfeita com a adesão dos “paneleiros” ao prêmio, a NewAge vai realizar nova edição do concurso no próximo ano. “Desejamos que sua paixão e nosso talento em fazer cervejas se unam para produzir uma cerveja autoral presente em todos os pontos de venda do país”, afirma Edison Nunes, gerente comercial da NewAge em mensagem destinada aos cervejeiros caseiros do Brasil.

Entrevista: “Os bares precisam se conectar mais aos clientes na retomada”

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Com a queda dos números de novos casos de infecções e mortes, muito em função do avanço da vacinação, o pior parece já ter passado no Brasil na pandemia do coronavírus. Assim, embora a crise sanitária ainda precise ser levada a sério, a jornada de retomada começou para os bares e restaurantes que resistiram no país.

Já é possível, inclusive, observar o retorno do público aos estabelecimentos, o que caracteriza o início do processo de recuperação. Agora, cabe a bares e restaurantes se reposicionarem para acelerar essa retomada, que deverá ir além do delivery, modalidade fundamental nos principais meses da pandemia. Para crescer, as estratégias precisam passar principalmente pelo fortalecimento da relação das marcas com o cliente.

A avaliação foi feita ao Guia por Fernando Blower, diretor-executivo da Associação Nacional de Restaurantes (ANR). Para ele, nesta recuperação, será crucial que os estabelecimentos entendam os seus clientes e o que será possível entregar aos consumidores.

“O público pós-pandemia está consumindo de uma maneira muito mais racional e consciente. Ele vai gastar com indulgência? Vai. Ou seja, ele vai gastar com prazer e lazer, mas vai escolher melhor onde ele quer gastar. Então é importante que as marcas estejam muito conectadas com esse cliente entendendo bem o que ele está enxergando como valor”, destaca.

Blower também aponta que ações governamentais, como um programa de parcelamento especial de tributos federais, também serão fundamentais neste momento, ainda mais após uma pesquisa recente realizada pela ANR, pela consultoria Galunion e pelo Instituto Foodservice Brasil indicar que a recuperação do setor de bares e restaurantes pode levar pelo menos dois anos.

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Confira a seguir a entrevista de Fernando Blower, diretor-executivo da ANR, ao Guia:

Pesquisa recente da ANR indicou que bares e restaurantes podem levar ao menos dois anos para recuperar o nível pré-pandemia. Como avalia que essa recuperação deverá acontecer?
Primeiro, estamos falando de vários fatores e trouxemos uma previsão considerando que tudo vai correr bem e sem maiores adversidades nos próximos tempos. Mas o que acontece é o seguinte: a visão desses operadores que responderam a isso é que, com os patamares de faturamento aumentando gradualmente mês após mês e com o avanço da vacinação e a diminuição das restrições, a gente consegue manter um nível de faturamento para ir quitando esse passivo aos poucos. O que pode atrapalhar isso são questões não previstas como o recrudescimento da pandemia ou coisas do tipo. O que pode acelerar isso é, por exemplo, um Refis que auxilie no pagamento das dívidas tributárias porque grande parte dessas dívidas são de tributos. Então, um alívio nessa conta aceleraria ainda mais o processo. É manter o faturamento em um nível bom, cuidar bem do cliente, manter a gestão, cuidar bem do delivery e ir aos poucos, ao longo dos anos, conseguindo diminuir esse peso do passado que a pandemia nos trouxe.

Como os governos podem ajudar na retomada dos bares e restaurantes?
É um misto, mas acho que o principal de tudo é um Refis federal. Ou seja, um programa de parcelamento especial para tributos no âmbito federal. Isso é o mais importante porque grande parte das empresas no nosso setor está no Simples, um regime tributário que só pode ser operado por regra federal. Além disso, é importante, o quanto antes, que a gente acabe com algumas restrições locais que ainda estão atrapalhando o funcionamento como, por exemplo, o distanciamento e a ocupação entre mesas, algo que já está liberado em todas as atividades. Já estamos falando até de carnaval e réveillon, então não tem por que os bares e restaurantes continuarem sendo penalizados. Por fim, a gente tem que ter sempre uma agenda propositiva em termos de crédito facilitado porque esse setor precisou tomar muito crédito. E agora a gente precisa continuar a pagar. Às vezes, em maior prazo com juros menores ou, às vezes, dando uma carência maior para aqueles negócios que ainda não se recuperaram.

De que forma os bares e restaurantes devem se posicionar para acelerar a recuperação?
Além do delivery que, obviamente, aumentou muito durante a pandemia e deverá se manter em crescimento, aponto muito o fortalecimento das marcas com relação ao seu cliente. É preciso entender o seu cliente, o que ele entende como geração de valor para você poder entregar isso a ele. O público pós-pandemia está consumindo de uma maneira muito mais racional e consciente. Ele vai gastar com indulgência? Vai. Ou seja, ele vai gastar com prazer e lazer, mas vai escolher melhor onde quer gastar. Então, é importante que as marcas estejam conectadas com esse cliente, entendendo bem o que ele está enxergando como valor.

Pesquisa da ANR indicou escassez de lançamentos de novos produtos por bares e restaurantes nessa retomada. Por que isso acontece e como mudar esse cenário?
A gente tem aqui, primeiro, um impacto muito grande de inflação e isso está sendo muito complicado para o setor, pois ela é expressiva para alimentos em geral e para embalagens, o que obriga os restaurantes a mexerem nos cardápios e a fazerem coisas diferentes do que faziam antes. Além disso, o comportamento do consumidor também está mudando.

De que maneira?
Hoje, ele [consumidor] aprendeu a fazer mais coisas em casa e a comprar experiências online. Então, esses novos produtos também têm a ver com uma conexão com o cliente e com outros hábitos. Será que eu posso, de repente, no meu ponto de venda, por exemplo, vender coisas para ele para ele terminar em casa e ter experiências em casa? São exemplos de novos comportamentos que começam a entrar também na vida dos bares e restaurantes.

Inflação pressiona fornecedores e já provoca repasse a cervejarias

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A alta substancial da inflação, que superou a barreira dos 10% nos últimos 12 meses e tem sido impactada especialmente pelo crescimento expressivo dos preços dos combustíveis, vem encarecendo os processos produtivos dos fornecedores da indústria cervejeira, afetando a operação e já forçando o repasse dos reajustes aos clientes.

Consultadas pela reportagem do Guia, empresas apontam diversos efeitos provocados em suas atividades pela inflação. Elas envolvem o aumento expressivo dos preços dos insumos, os desafios impostos para viabilizar a logística e ainda os problemas enfrentados pela desvalorização do real, o que afeta diretamente o valor desembolsado por commodities.

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É esse o cenário enfrentado, por exemplo, pela Palenox. A companhia sofre com a alta dos custos de matérias-primas, assim como dos efeitos no transporte. De acordo com a analista de negócios Juliana Bianchi, o maior impacto para a empresa está se dando no aço.

“Com o aumento do combustível, os fretes ficam mais caros e o custo de aquisição de todas as matérias-primas aumentam. A matéria-prima que mais tem sofrido este impacto é o aço inox, que além dos reajustes pesados e mensais que vem sofrendo, ainda agrega um custo elevado de frete em função do peso e do valor da mercadoria”, explica a profissional da empresa fornecedora de equipamentos para cervejarias.

A inflação das matérias-primas também vem representando o maior desafio para a BravoZero, especializada na comercialização de chopeiras. O aumento dos preços tem sido exponenciais, especialmente em relação aos componentes usados na fabricação de produtos com sistemas de refrigeração, de acordo com Wilson Seiti Harada, sócio-coordenador de projetos da Eidee, empresa responsável pela BravoZero.

Recentemente, o custo do gás refrigerante utilizado por todos os sistemas de refrigeração saltou até 300% (de R$ 400 para R$ 1.200 por kg)

Wilson Seiti Harada, sócio da BravoZero

“O preço do minério, desde o início do ano, também teve um disparo significativo, refletindo nos preços do inox, cobre e alumínio utilizados na produção da BravoZero, assim como no valor dos compressores”, acrescenta Wilson.

São impactos semelhantes aos enfrentados pela EBI South America, empresa especializada em fornecimento de insumos. Com o intuito de diminuir o repasse da inflação da matéria-prima aos clientes da indústria cervejeira, a companhia vem buscando alternativas, como o aperfeiçoamento de parcerias e da distribuição.

“(A inflação) Afeta nos maiores custos de fornecimento o que é repassado para o cliente que, consequentemente, repassa para o consumidor final. Buscamos alternativas como desenvolvimento de parceiros locais/regionais e compartilhamento de frente de entrega dos nossos insumos”, revela Roberto Saes, diretor-geral da EBI South America.

Repasses inevitáveis
Apesar do esforço para evitar o repasse, Roberto reconhece que tem sido impossível manter os preços de outrora, pois o impacto da inflação sobre os fornecedores envolve todas as etapas da cadeia. “Será repassado esse custo, mesmo porque envolve o mantenimento de frota e outros custos logísticos que atingem a cadeia toda. Para o nosso caso, o aumento varia muito em função do volume do pedido”, argumenta o diretor da EBI.

Na Palenox, os reajustes também têm sido inevitáveis. E, segundo Juliana, o maior impacto para os seus clientes envolve o processo de entrega dos equipamentos, em função da elevada alta dos custos com o frete.

“Para os clientes, o impacto do custo de transporte também impacta diretamente, pois o frete de envio dos equipamentos é por conta do cliente”, conta Juliana. “Desde o fechamento de um pedido até a sua entrega alguns meses se passam. E, no momento do embarque, todos esses reajustes são repassados pelo transportador ao cliente final. Dependendo do equipamento adquirido, é necessário contratar um frete dedicado. E aí o custo desta logística fica bem elevado.”

Também reforçando a avaliação de que os reajustes são inevitáveis, ainda que o impacto dependa da tecnologia empregada na fabricação da chopeira elétrica, o sócio da BravoZero avalia que a alta dos preços veio para ficar. E relata outro desafio que a companhia busca solucionar: o risco de desabastecimento diante do crescente aumento da demanda com a retomada das atividades e a proximidade das festas de fim do ano. Até por isso, aposta que a inflação se manterá para os fornecedores.

“Sabemos que a alta dos preços não será algo provisório. Com a retomada da economia, o risco de escassez de muitos itens se torna preocupante até o final do ano. A BravoZero tem garantido a compra de materiais antecipadamente, para se proteger da volatilidade e dos riscos de fornecimento. Mesmo assim, será inevitável a adequação dos preços conforme os níveis de inflação”, conclui Wilson.