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Gin, coquetéis sem álcool e vermute estarão em alta em 2021, dizem especialistas

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O vermute, o gin e os coquetéis com baixa ou nenhuma graduação alcoólica estão entre as apostas de bebidas preferidas pelo consumidor para 2021. A avaliação sobre essa tendência é de Carolina Oda, embaixadora do Bar Convent (BCB) São Paulo, e de Marco De la Roche, diretor de educação do evento, considerado a principal feira de destilados premium para profissionais que trabalham com bebidas em bares, restaurantes e hotéis no Brasil e na América do Sul.

As avaliações dos especialistas coincidem com tendências exploradas por diversas cervejarias já em 2020. A Heineken, por exemplo, revelou recentemente, ao Guia, que espera “ressignificar” o modo como é vista a cerveja sem álcool no Brasil diante do sucesso da sua 0.0, lançada em julho no mercado nacional.

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De la Roche defende que os drinques sem álcool são tão bons quanto os que o possuem. E aponta que profissionais do setor estão percebendo que as pessoas que não consomem álcool não devem ficar de fora da cena da coquetelaria.

Os especialistas também destacam a tendência de aumento do consumo de algumas bebidas fermentadas, como o vermute, feito à base de vinho, com adição de flores ou ervas aromáticas.

No setor cervejeiro, a aproximação com o vinho foi a aposta da artesanal Bodebrown. A marca resolveu homenagear a saga dos imigrantes italianos e o mundo dos vinhos no rótulo Luppolo Grape IPA, uma Indian Pale Ale que leva em sua receita a uva Trebbiano.

Já o gin, que vem ganhando mercado no país nos últimos anos, deve permanecer na lista das principais bebidas consumidas no Brasil. “Nós já nos rendemos às graças do gin e somos apaixonados por frutas. É uma combinação natural e que facilita o entendimento do consumidor final com a usabilidade da categoria flavorizada. As marcas estão vendo a oportunidade de expandirem com o destilado, saborizando os produtos”, comenta De la Rocha.

Atenta a essa tendência, a Cervejaria Ouropretana passou a ser recentemente também uma destilaria. O primeiro passo da marca no novo segmento foi a produção de seu próprio gin, o Ouropretana London Dry Gin, feito da forma tradicional inglesa.

Para Carolina Oda, outra tendência que ganhou espaço como uma das consequências da pandemia foi a preferência por produtos do mercado nacional, o que pode fazer com que ingredientes locais, como mate e café, tenham mais relevância no mercado de bebidas. “Os valores do dólar e do euro e as dificuldades de termos alguns produtos de fora vão contribuir para o fortalecimento do mercado interno em diversas categorias.”

Em setembro, inclusive, a Dádiva incluiu o café como um dos ingredientes especiais de um dos quatro rótulos da linha True, do estilo Russian Imperial Stout.

Adaptar-se e renovar-se
Assim como foi ao longo de todo este ano, 2021 também será um período para readaptação de quem trabalha com bebidas. Para Marco De la Roche, mesmo que inovar e utilizar a criatividade sejam aspectos importantes, fazer coquetéis simples, mas bem executados, será fundamental.

“Muitos consumidores já começaram a matar a saudade dos bares, então é importante que profissionais levem em conta que mesmo que as pessoas busquem por novidades, também procuram por bebidas que já estavam acostumados a consumir. Caipirinha, margarita, daiquiri e fitzgerald são ótimas opções”, argumenta o diretor do BCB São Paulo.

Outro ponto fundamental em 2021 será a hospitalidade e a gestão dos estabelecimentos. “Falar de relacionamento, pessoas e saúde mental tem se tornado mais frequente e espero que a abordagem destes aspectos ganhe ainda mais força a cada ano. A hospitalidade precisa entrar de vez na lista de prioridades e quem não levar esse aspecto em conta sairá prejudicado”, destaca Carolina Oda.

Ainda segundo a embaixadora do BCB São Paulo, os profissionais do setor de bebidas também precisarão focar em gestão em 2021. “Ainda estamos vivendo um período de desafios, então precisamos identificar melhor os gastos e entender como administrá-los. Neste momento é preciso fazer com que o negócio sobreviva e uma boa gestão, sem dúvidas, é o melhor caminho para isso”, finaliza Carolina.

Artigo: Em 2020, o mundo mudou. E a cerveja artesanal?

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* Por Natália Noronha

1- Cerveja e transformação
Muitas vezes, a evolução da cerveja se confunde com a própria evolução humana, da civilização e das sociedades.

Sabemos que o desenvolvimento da agricultura aconteceu graças ao cultivo de grãos em certa parte destinados à produção de cerveja e pão, para a alimentação. E, por consequência, temos avanços em processos civilizatórios, sociedades construídas ao redor desses cultivos.

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Todos somos o que comemos, bebemos, e somos também as relações geradas a partir disso.

2- O mundo conectado
Como seres que se relacionam, buscamos cada vez mais entender os produtos que consumimos. Queremos saber cada vez mais a procedência e os impactos gerados pelo consumo. Todos estamos conectados, e podemos buscar informações cada vez mais precisas de como o produto foi feito, por quem foi feito, para quem, e como isso afeta o meio.

O mundo parou diante do coronavírus, e começou a se questionar.

Perguntas caras aos filósofos desde os pré-socráticos adentraram todos os lares.

Para onde vamos?

3- Metamorfose
“Le microbe n’est rien, le milieu c’est tout” – Louis Pasteur
(Tradução literal: “O micróbio não é nada, o meio é tudo”)

Certamente Louis Pasteur, o criador da pasteurização, falava sobre microrganismos, mas a frase pode ser usada para entender o que vivemos.

O meio é onde tudo se encontra, se desenvolve e se transforma. Se entendermos o meio em que vivemos, as relações e conexões entre si, podemos olhar para o futuro.

Nenhuma cerveja, nenhuma harmonização, nenhuma degustação, nenhuma gastronomia pode ser feita sem pessoas.

Com mais inclusão e diversidade, temos mais pessoas consumindo cervejas, fazendo cervejas, participando do universo cervejeiro.

A Guinness já está produzindo sua famosa Stout na versão sem álcool, porque é possível se divertir ou relaxar sem precisar ficar embriagado, porque o consumo pode ser consciente e seguro para todas as pessoas.

A Delirium Tremens já está sendo envasada em latas, porque é melhor para o meio ambiente, é mais fácil de reciclar, mais fácil de manusear e armazenar, o líquido fica mais protegido, entre outras vantagens.

A BrewDog já é uma empresa carbono negativo, está plantando sua própria floresta, porque não podemos mais produzir e consumir sem pensar na ecologia e sustentabilidade.

As mulheres, os negros e as consideradas “minorias” (que sempre foram a maioria da população) estão tomando seus espaços.

As cervejarias cada vez mais querem representar a diversidade.

Os consumidores de cerveja querem comprar produtos que estejam envolvidos com toda essa transformação.

O mundo evolui, e a cerveja evolui junto. Ou seria o contrário?


*Natália Noronha é beer sommelière e consultora de campo da rede Mestre Cervejeiro. Tem formação de beer sommelière pela Universidade Positivo, sendo estudante de Agroecologia e Sustentabilidade na Agricultura pela Universidade Federal do Paraná


18 promoções de cerveja da Black Friday 2020

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Nesta sexta-feira, às 00h, começa oficialmente a Black Friday 2020, aquela época do ano que serve para aquecer o varejo em praticamente todos os segmentos. A data também é cheia de oportunidades para os amantes das cervejas artesanais adquirirem diversos rótulos com descontos especiais. Confira, a seguir, 18 ofertas de cerveja da Black Friday 2020.

E-commerces

Beer4u – O portal traz inúmeros descontos em rótulos artesanais para a data. A Sunset Golden Cape Lion Lager, por exemplo, está custando R$ 9,99. Veja mais promoções do site aqui.

Blubeer – Loja online de cervejas de Blumenau está com frete reduzido e descontos nos produtos de até 30%. No portal, por exemplo, a Bierbaum 600 ml Lager sai a R$ 8,75. Já o kit de cerveja Blumenau 500 ml Alles + Frida custa R$ 39,90. Mais promoções podem ser encontradas aqui.

Cerveja Box – Clube de cervejas por assinatura, o Cerveja Box traz o pack com 12 unidades da checa Pilsner Urquell de 500 ml por R$ 329,99. Já o kit de degustação – com 4 unidades – da Leopoldina de 500 ml está custando R$ 80,99. Veja aqui as ofertas.

Clube do Malte -Site de cervejas especiais do Brasil traz aos amantes das bebidas mais de 200 rótulos e kits exclusivos por até metade do preço. Por lá, por exemplo, é possível encontrar o Kit de Cervejas Timmermans (3 unidades) por R$ 89,70 à vista. Já o kit da Waterloo Strong Dark (3 unidades) sai a R$ 128,70. Mais produtos em promoção estão disponíveis aqui.

Conexão Breja – Marketplace com diversos produtos e serviços do mercado cervejeiro está com descontos de até 50% e frete grátis. No portal, é possível encontrar a Thrre Hills ESB Alice lata 473 ml por R$ 15,90. Já o kit da marca com 2 unidades + copo Willy G está em oferta por R$ 52,79.
Veja mais promoções aqui.

Empório da Cerveja – No portal especializado, o kit especial de cervejas da Franziskaner 500ml 2 unidades + copo está saindo por R$ 54,32. Veja mais promoções aqui.

Pão de Açúcar – Tradicionalmente, tanto nas lojas físicas quanto no site, a rede vem cheia de ofertas para a data. No site da loja, por exemplo, é possível encontrar a Lagunitas IPA Garrafa 355ml por R$ 4,99. Já a Coruja Extra Garrafa 500ml está custando R$ 15,99. Veja aqui mais ofertas da rede.

Todovino – Na loja online há uma diversidade de bebidas importadas em promoções de até 70%. Entre as ofertas, está a Brewdog Pale Ale Lt de 330 ml custando R$ 17,18. Veja aqui mais as ofertas.

Cervejarias

Hoegaarden, Patagônia, Colorado, Wäls e Goose Island – Em uma parceria com o Méliuz, as marcas estão oferecendo até 40% de cashback na compra de cervejas especiais da ZX Ventures., além de até 30% de volta na compra de bebidas destiladas da Pernod Ricard, como gin, run, licor e tequila. No site da campanha, os usuários podem conferir todos os detalhes e regras da ação.

Maniacs Brewing Co. – A cervejaria preparou uma semana de promoções para festejar os três anos de inauguração do espaço em Curitiba. Na loja virtual da marca, são diversos combos e condições especiais, com descontos de até 50%. Além do portfólio de cervejas, há de copos, taças, camisetas e bonés. Confira aqui as promoções da marca.

Algumas cervejarias da Rota Cervejeira RJ também estão cheias de descontos na Black Week e Black Friday

Bohemia – A cervejaria está com descontos de até 40% na Loja Empório Bohemia. E com promoção de chope + hambúrguer por R$ 32 no Bar e Restaurante Bohemia. Além disso, fazendo o tour, os visitantes ganham um vale chope para utilizar no bar ou restaurante da cervejaria.

Brewpoint – Na casa, a Red Ale é o carro-chefe este ano. Na fábrica, no Brewgarden e na Brewpoint Express Bingen, o litro está R$ 12 (sem a embalagem). No Brewgarden e Express Bingen, o chopp 300ml sai por R$ 5,99 e de 450ml por R$ 8,99.

Madame Machado – Ao adquirir qualquer rótulo ou qualquer growler de chope de 1 ou 2 litros, o consumidor terá um desconto de 20% no valor total da compra. O delivery é feito para toda Petrópolis e as garrafas de 500ml são vendidas para todo o Brasil. Clique aqui para o delivery Petrópolis ou aqui para todo Brasil.

Odin – A marca está apostando no seu Loki Friday, com todos os growlers de rótulos Odin com 20% de desconto. O delivery é feito para todo o Brasil e os links para compra estão na bio da cervejaria no Instagram (@cervejariaodin).

Pontal – De Nova Friburgo, a cervejaria está com 35% de desconto em todos os seus produtos, que podem ser adquiridos na fábrica ou direto pelo site oficial (clique aqui). Também esta semana, o bier tour pela cervejaria está com 50% de desconto e ainda oferece degustação de três tipos de cervejas. Os ingresso pode ser adquirido pelo site Sympla.

Passeios e cursos

Arte Brew Cerveja Artesanal – Portal especializado em equipamentos, insumos, cursos, cervejas e etc. está com diversas promoções no período. Por lá, o consumidor pode encontrar, por exemplo, o curso de produção de cerveja artesanal por R$ 200. Para conferir mais promoções clique aqui.

Celebrar Life Garden – Promovida pelo empresário João Ferula, a primeira edição do evento é um picnic a céu aberto no domingo, das 14h às 18h30, na Celebrar Casa de Eventos (Rua Ecológica, 392, na Parada Cristal, Flores da Cunha). Os ingressos antecipados, ao valor de R$ 145, podem ser adquiridos aqui. Ou no local, ao valor de R$ 165. Mais informações pelos telefones (54) 99922-3310 e (54) 99136-7160 ou no -mail: contato@celebrarcasadeeventos.com.br

Science of Beer – Durante essa semana o consumidor também pode aproveitar descontos especiais em cursos presenciais e online. No Science of Beer, por exemplo, até sexta-feira, todos os cursos estão com descontos de até 50%. Para mais informações acesse aqui.

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A Itália em São Paulo: Nem só de vinho vive a Bota

Texto publicado originalmente no site Confraria Paulistânia

Embora reconhecida pela produção e consumo de vinho, a Itália é muito bem representada quando o assunto é cerveja. A Birra Baladin é uma cervejaria localizada na pequena comuna de Piozzo, província de Cuneo com pouco mais de mil habitantes. Ela surge em 1986, servindo rótulos do mundo, principalmente cervejas belgas, mas é em 1996 que a então Le Baladin passa a produzir sua própria cerveja. Nascem uma Blond e uma Ambrèe, servidas apenas nas torneiras da casa.

Um ano depois, a mágica acontece e a primeira cerveja da Birra Baladin é engarrafada, e ela não poderia ter um nome mais emblemático, Super. Uma Belgian Strong Amber Ale, com 8% de teor alcoólico, amargor presente nos seus 34 IBUs,  com uma complexidade de aromas e sabores compostos por notas frutadas, complementadas por baunilha, toffe, amêndoas e leve laranja.

Super viria a ser tudo que aconteceria na história da incrível Birra Baladin, pois o talentosíssimo cervejeiro Teo Musso, responsável por esta história, passaria a colecionar prêmios e consumidores apaixonados pela marca em todo o mundo. Musso é uma figura a parte: ele esteve uma temporada na Bélgica, mais especificamente na Brasserie à Vapeur, e sua influência é inegável.

Música para as leveduras
Musso demonstra seu senso belga de criatividade e aposta no uso generoso de ervas, condimentos e grãos pouco comuns. Além disso, Musso fabricou fones gigantescos para os tanques de fermentação e afirma que as leveduras amam trabalhar ouvindo boa música. Os tanques ficam a algumas quadras da sala de brassagem – a cervejaria obteve permissão para construir um cervejoduto subterrâneo que leva o mosto até os tanques de fermentação.

A história da cervejaria é riquíssima, e no site oficial você pode ler a respeito, ano a ano. A produção nunca parou, pelo contrário, foi ganhando muita força com o passar do tempo e hoje em dia é apreciada em todo o planeta.

Falei tudo isso para dizer o mais importante para nós brasileiros apaixonados pela cultura cervejeira: a Bier & Wein tem o privilegio de ser importadora exclusiva de quatro rótulos da peculiar e fantástica Birra Baladin. Dois destes rótulos mostram a forte ligação familiar de Musso, pois Wayan e Nora são em homenagem à filha e esposa do cervejeiro, respectivamente.

Portfólio Baladin no Brasil
Wayan (ABV 4,8%  – IBU 10) é uma Saison com muitos ingredientes: água, malte de cevada, espelta, malte de trigo, trigo, trigo sarraceno, centeio, lúpulo, mistura de especiarias, cascas de frutas cítricas e plantas aromáticas em proporções variáveis, açúcar e fermento.

Depois de dedicar duas cervejas aos dois primeiros filhos, Teo decidiu que chegou a hora de homenagear sua esposa, Nora. E é inspirado em suas origens berbere-argelinas que surge uma receita baseada na cultura africana.

Tendo em vista esse histórico e os ingredientes usados na receita – particularmente gengibre, mirra e o trigo Khorasan, um cereal que foi descoberto no Egito nos anos 1950 –, a cerveja Nora naturalmente passou a ser chamada de “cerveja egípcia”, como ainda é conhecida até hoje.

Nora (ABV 6,8%  – IBU 11) é uma Spice Beer que tem ingredientes inusitados: água, malte de cevada, malte de trigo, trigo Khorasan Kamut ®, lúpulo, mistura de especiarias e cascas de citrinos em proporções variáveis, açúcar, levedura.

As outras são: a Super, citada acima, e a Leon.

Tive o imenso prazer de receber a visitinha desta espetacular Belgian Strong Dark Ale (ABV 8,5%  – IBU 24)  e tratei Leon com todas as honras que ela merece.

Como moradora da Vila Romana, aproveitei os ares ítalo-paulistanos e fiz um belo passeio pelo bairro para me inspirar a cozinhar um prato tipicamente italiano, que harmonizasse perfeitamente com a Leon.

Nesta hora, tive a brilhante ideia de falar com um dos melhores professores que tive na minha trajetória, um mestre em harmonizações, o Edu Passareli. Falamos por WhatsApp sobre algumas receitas, ele mencionou o famoso Brasato al Barolo e eu perguntei sobre o ossobuco. A resposta foi um grande “sim”!

Leituras e releituras com a Leon
Como resultado, fiz o clássico ossobuco da região da Lombardia, mas com um toque pessoal na cocção da receita: substitui o uso do vinho por 30ml da Leon. Disponibilizo a receita desta maravilha no final do artigo, onde você poderá conferir fotos desta harmonização que me surpreendeu o paladar.  

Mas a versatilidade da Leon também me fez querer harmonizar com uma sobremesa e escolhi uma releitura fantástica do tradicional tiramisù italiano, que achei em uma padaria do bairro.

A escolha destas harmonizações seguiu uma diretriz cultural, pois embora a Leon seja uma clássica receita belga, queria me sentir na Itália e trazer a harmonização para o âmbito emocional, que muito me agrada. Depois de passear pelo bairro, observar pequenas trattorias e escolher os melhores ingredientes para preparar o prato, lancei uma playlist italianíssima.

A intensidade desta Belgian Strong Dark Ale encontrou um equilíbrio de força com a potência do Ossobuco. A untuosidade da carne, o elevado teor alcoólico e a carbonatação da cerveja criaram um contraste delicioso que fazia cada garfada e cada gole serem mágicos. Sem dúvida uma experiência que recomendo.

Explosão de sabores
Na experiência com o tiramisù, fiquei extasiada com o que aconteceu. Uma explosão de sabores tomou conta da boca, pois as notas de chocolate, cacau e café se complementam com as mesmas notas do doce, intensificando os sabores complementares. Outro ponto interessante foi a sensação agradável do aquecimento alcoólico, que trazia no final desta refeição um verdadeiro conforto e relaxamento.

Eu imagino que, a esta altura, você esteja com água na boca e com uma vontade de realizar sua própria experiência com as incríveis cervejas da Birra Baladin! Então é fácil de resolver: visite agora o site da Confraria Paulistânia e garanta sua Baladin. No site você poderá conferir estas e outras incríveis cervejas do Brasil e do mundo, todas a um clique de você!

Receita de Ossobuco com Baladin

Em uma travessa, deixe o ossobuco marinar por 30 minutos na cerveja preta. Depois escorra bem as peças. Aqueça um fio de azeite em uma frigideira de ferro e sele a carne dos dois lados, depois reserve.

Em uma caçarola, coloque o restante do azeite e doure a cebola. Ao começar a ficar translúcida, regue a cebola com a Leon e deixe o álcool evaporar. Desligue o fogo, coloque gentilmente as peças dentro da caçarola, com folhinhas do alecrim e do tomilho, e junte também a pimenta do reino em grãos (5 bolinhas).

Em uma jarra, coloque a água e o sal e mexa bem até dissolver o sal. Volte a caçarola para o fogo, despeje a água com sal – apenas até atingir a metade da altura das peças de carne – tampe e leve ao fogo médio por 30 minutos, sempre verificando a redução da água para compensar e não deixar secar completamente.

Em uma frigideira bem seca, coloque a farinha de trigo e toste até subir o aroma de casca de pão. Mexa todo o tempo para não queimar.

Finalizando
Após 30 minutos de cozimento do ossobuco, vire as peças e complete com água e farinha tostada. Deixe cozinhar por mais 30 minutos, sempre observando a redução da água. Após o cozimento total, reserve a carne, penere o molho para tirar os residos de pimenta, cebola e alecrim. Coloque o caldo de volta na caçarola e adicione manteiga. Em fogo baixo, deixe o molho emulsificar, incorporando a manteiga devagar. Traga a carne de volta à panela e regue bastante com uma colher o caldo nas peças de carne. Pronto!

Para o acompanhamento você pode optar por risoto, batatas e até mesmo a clássica polenta cremosa. Eu utilizei palitos de polenta assados no forno e regados com o molho da carne.

Buon appetito!

Candy Nunes é sommelière de cervejas, mestre em estilos, técnica cervejeira e apresentadora, além de correspondente audiovisual do Guia.

Poeta da bola, Maradona transcendeu o futebol e foi reverenciado por cervejarias

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Os grandes personagens não resumem seu impacto ao campo de atuação. Com Diego Armando Maradona, falecido na última quarta-feira, não seria diferente. O gênio com a sua canhota que levou poesia aos gramados se consagrou como um dos maiores nomes da história do futebol e embarcou em outras áreas. Até pela grande proximidade do mundo da cerveja com o esporte, Maradona foi homenageado em diversos rótulos, sendo alvo de ações publicitárias.

A mais marcante dessas homenagens veio, provavelmente, da Tecate. Em 2016, em uma propaganda que relembra a fábula bíblica da arca de Noé, Maradona é, claro, Deus. Ele pede a um jovem carpinteiro para que construa um estádio para salvar o futebol. O paralelismo também envolvia jogadores, à época, de Juventus e Real Madrid.

Juntos, nomes como Pogba, Evra, Kroos e Pepe se unem a Noé e a Maradona para levantarem o estádio. Depois, ainda disputam uma partida nele, encerrada – ao menos na propaganda – com um gol do argentino, de cabeça.

“Diós” (deus, em espanhol), aliás, foi um apelido pelo qual Maradona ficou imortalizado. Surgido no Argentinos Juniors, o craque se transferiu para o Boca Juniors, tendo ficado pouco tempo lá, mas o suficiente para conquistar a idolatria de uma torcida que se define como “metade mais um” da Argentina.

Foi, assim, quando já estava defendendo clubes na Europa – primeiro o Barcelona, depois o Napoli – que Maradona conquistou o amor e o tratamento de Diós no restante do seu país. E isso se deu em 1986, quando liderou a Argentina na conquista da Copa do Mundo.

Naquela histórica campanha, a mais emblemática atuação veio diante da Inglaterra. Anos antes, o seu país havia sido humilhado na Guerra das Malvinas. E Maradona tratou de resgatar o orgulho dos argentinos diante dos algozes com uma atuação soberba na vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra.

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Nesse jogo histórico, Maradona exibiu o seu talento único enfileirando zagueiros e o goleiro Peter Shilton ao marcar o segundo gol na partida. Antes, a malandragem havia rendido o primeiro, marcado com La Mano de Dios, como definido por ele. Os lances se tornaram ícones culturais, também captados pelo setor cervejeiro.

Em 2018, por exemplo, a BR Brew, artesanal de Sertãozinho (SP), lançou uma criativa colaborativa em homenagem a Maradona, a cerveja La Mano de D10s, feita em conjunto com a SP 330, a Cervejaria Nacional e a argentina Kraken. É uma IPA Argenta, com lúpulos provenientes da região da Patagônia, como Cascade, Victoria e Mapuche. Tem 5,4% de teor alcóolico, 55 IBUs, visual dourado, espuma branca e cremosa e aroma cítrico que remete às frutas amarelas tropicais.

O lance polêmico e a atuação histórica seguem vivos há 34 anos, para fãs, vencidos e derrotados. Em 2012, em tom de sátira, a Carlsberg também usou um sósia de Maradona em peça publicitária. Nela, o craque está de costas, com a camisa da seleção, esfregando o chão de um centro acadêmico feito para transformar torcedores ingleses em grandes fanáticos da seleção. Na Academia de Fãs, estão presentes ex-jogadores ingleses como Bobby Charlton, Peter Shilton, Stuart Pearce e Ian Wright, que treinam os futuros fanáticos.

O desempenho histórico de Maradona na Copa de 1986, que esteve longe apenas de se resumir ao confronto com a Inglaterra, rende memórias até hoje, com o seu impacto ainda ressoando no México. Por lá, inclusive, em 2009, a Cerveceria Revolucion apresentou e lançou a Maradó 10.

Depois de brilhar em campos mexicanos, Maradona retornou a Nápoles. Lá, onde nos anos 1980 e 1990 se jogava a melhor liga do mundo, ele liderou o Napoli, então um modesto clube do Sul da Itália, a dois títulos nacionais, em 1987 e em 1990, superando os gigantes do rico Norte do país, como Juventus, Inter de Milão e Milan, além de ter ganho uma Copa da Uefa, em 1989.

Também foi na Itália onde Maradona impingiu ao Brasil a mais precoce eliminação na história das Copas desde 1966. Em 1990, mesmo com um tornozelo machucado, construiu a genial jogada que terminaria no gol de Caniggia, o da vitória argentina por 1 a 0, nas oitavas de final – a sua seleção pararia apenas na decisão, na então Alemanha Ocidental.

Evidentemente, e até pela rivalidade histórica entre os países, Maradona não passaria ileso pela publicidade brasileira. E, em 2014, a Conti realizou a campanha “A cerveja de quem gosta de cerveja”. Intitulado “Marada”, o filme conta a história de um personagem que, além de não entender nada de cerveja, também não entende nada de futebol, sendo enganado por um sósia de Maradona.

O uso da imagem em tom jocoso, as homenagens em rótulos ou a participação em propagandas de cerveja só confirmam a presença constante de Maradona na sociedade – e a perda que o mundo teve com a morte do craque, como confirmam as homenagens que vieram de todas as partes, sendo inclusive chamado de “poeta do futebol” pelo Vaticano, com Pelé afirmando que espera tabelar com ele no céu e com o governo argentino cedendo a Casa Rosada para o seu velório.

Maradona foi, ainda, uma figura influente fora do mundo do futebol, ficando marcado por sua idolatria a Fidel Castro, que lhe acolheu em Cuba para a realização de tratamento contra a dependência química e acabou sendo celebrado em uma tatuagem, assim como Che Guevara. Também teve atuação política que transcendeu o território argentino, apoiando representantes de esquerda, como Lula e Dilma, no Brasil.

Iniciada aos 16 anos, a trajetória de Maradona no futebol teve 483 partidas, 255 gols – um de mão – e 11 títulos, além de incontáveis lances de genialidade. O craque argentino também viveu momentos difíceis, como a dependência de cocaína e o banimento da Copa de 1994 por doping.

Desafios e problemas que humanizaram o craque chamado pelos seus fãs como Diós. A ascensão impressionante, genial e divina, com o uso da habilidade para criar lances imprevisíveis, conviveu com a tragédia, provocada pelos vícios, como se para lembrar da fragilidade do homem. Ainda que de um dos seus maiores. Para siempre, Maradona!

Candidatos a prefeito de Blumenau revelam planos para o mercado cervejeiro

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A cerveja não está mais associada a qualquer outra cidade brasileira do que Blumenau. Essa ligação estreita se dá pelos grandes eventos realizados no município catarinense, pela presença de várias indústrias do segmento e pelo seu potencial turístico. Por isso, às vésperas do segundo turno da eleição em Blumenau, o Guia ouviu os dois candidatos à prefeitura, João Paulo Kleinübing (DEM) e Mário Hildebrandt (Podemos), para conhecer suas propostas voltadas a esse importante segmento da economia local.

Em Blumenau, por exemplo, acontece a Oktoberfest, uma das mais tradicionais e grandiosas do mundo. E a cidade também é palco do Festival Brasileiro da Cerveja. Além disso, de acordo com o último levantamento do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), foi a sétima cidade a registrar mais rótulos em 2018.

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Diante desse cenário, Kleinübing e Hildebrandt têm propostas para fomentar o turismo cervejeiro, incentivar a realização de eventos e permitir a criação de empregos através da indústria local.

Prefeito de Blumenau desde abril de 2018, após a saída de Napoleão Bernardes do cargo, Hildebrandt lembra a importância das cervejarias artesanais para eventos na cidade. E assegura que os incentivos que permitem a participação delas será mantido caso seja reeleito.

“A cidade tem o orgulho de sediar a segunda maior Oktoberfest do mundo, evento em que as cervejarias artesanais ocupam espaço fundamental. A participação delas na festa é subsidiada pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Turismo e Lazer e Parque Vila Germânica, considerando que os pontos de venda são licitados por valores em média 15 vezes inferiores aos da cervejaria oficial”, aponta Hildebrandt.

O candidato também promete seguir com o fomento ao turismo cervejeiro em Blumenau caso obtenha novo mandato na eleição de domingo. “Seguimos comprometidos em incentivar o setor, reforçando o Fundo Municipal de Turismo com recursos oriundos das concessões de espaços públicos, para que esse dinheiro também possa deixar mais forte o Vale da Cerveja”, acrescenta Hildebrandt.

Já Kleinübing foi prefeito de Blumenau de 2005 a 2012. E citando ações adotadas nas suas gestões no município, promete ter foco especial no turismo e em eventos que ajudem no crescimento do setor cervejeiro, além de tornar a cidade uma referência nessas temáticas.

“Vamos fortalecer o turismo, como fizemos nos meus dois mandatos, nos quais construímos a Vila Germânica e criamos vários eventos que dinamizaram o segmento. Vamos colocar Blumenau novamente nas vitrines nacional e internacional, resgatando a qualidade das nossas festas e eventos, colocando a cidade novamente em uma posição de liderança”, destaca Kleinübing.

Propostas à indústria
Candidato à reeleição, Hildebrandt ainda promete que Blumenau, já conhecida pelas várias cervejarias da cidade e pelos eventos, também receberá apoio para que outras atividades dessas indústrias se desenvolvam, como a produção de equipamentos.

“Daremos condições para que todo o segmento, não só o de produção de cerveja, possa se desenvolver. Temos um ótimo exemplo, que é o do Sindicato Patronal das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico de Blumenau, que está investindo fortemente para que a cidade também vire um polo de equipamentos e serviços do segmento cervejeiro, compondo um amplo trade e agregando valor à economia da cidade”, afirma Hildebrandt.

Kleinübing, por sua vez, aponta que o setor cervejeiro terá protagonismo em seus planos de desenvolvimento da economia local. “Temos entre as nossas prioridades o desenvolvimento econômico, para a geração de empregos e renda. E o setor cervejeiro certamente está entre um dos mais promissores em Blumenau, pela tradição cultural que representa e pelo crescimento acelerado do consumo das cervejas artesanais em todo o país”, diz o candidato, prometendo ações para resolver questões burocráticas que atrapalhariam os investimentos locais.

“Nosso principal plano, para o setor econômico, é de que a prefeitura atrapalhe o mínimo possível os empreendedores, agilizando os processos de licenças e o trâmite de processos, investindo em racionalização e informatização. Não é aceitável que hoje você resolva toda a sua vida bancária por um aplicativo e que quando se trata de serviços da prefeitura quase nada esteja disponível online”, conclui Kleinübing.

Primeiro turno
No primeiro turno da eleição em Blumenau, Hildebrandt recebeu 42,53% dos votos válidos (68.222), enquanto Kleinübing teve 15,56% (24.957). No domingo, os moradores da cidade decidirão quem estará à frente da prefeitura até o fim de 2024.

MP vê “desrespeito” e Justiça quebra sigilo bancário e fiscal dos sócios da Backer

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A Justiça de Minas Gerais determinou nesta terça-feira a quebra do sigilo bancário e fiscal dos sócios da Backer. Com a decisão tomada após pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG), por meio da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Belo Horizonte, os envolvidos também não podem sair do Brasil e tiveram o cancelamento de passaportes e a suspensão das atividades das empresas relacionadas à marca.

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Em sua conta no Twitter, o MP-MG defendeu a quebra de sigilo dos sócios da Backer ao apontar que “o relançamento de cerveja da marca que provocou a morte, lesão corporal de inúmeros consumidores, constituiu o verdadeiro desrespeito às vítimas e demonstram a intenção dos sócios em continuarem a venda do produto, em verdadeira continuidade delitiva”.

A postagem refere-se à reabertura do Templo Cervejeiro – o brewpub da Backer em Belo Horizonte – que aconteceu no mês passado, exatamente um dia após a denúncia contra sócios e funcionários da cervejaria ser aceita. Assim, 11 pessoas tornaram-se rés no processo que investiga a contaminação de cervejas da marca com o produto tóxico dietilenoglicol, o que provocou a morte de dez pessoas. Na relação de denunciados, estão incluídos os três sócios da Backer.

A volta das operações no Templo Cervejeiro causou uma série de revoltas. A fábrica da Backer segue interditada em função do processo que investiga a contaminação dos rótulos, mas o retorno da operação do espaço é legal pois o alvará do restaurante está regular.

Segundo informações da imprensa mineira, para a reabertura do brewpub, a cerveja comercializada pela Backer no local veio de uma parceria com a Cervejaria Germânia, de Vinhedo.

Na época da reabertura, a Backer também usou suas redes sociais para defender a operação do brewpub, mas negou que a retomada das atividades tenha ocorrido com uma “festa de lançamento” de um novo rótulo da Capitão Senra, uma das cervejas da empresa.

Relembre o caso
Em janeiro, vários consumidores foram internados com sintomas de intoxicação, desenvolvendo a síndrome nefroneural após ingestão da cerveja Belorizontina, o principal rótulo da Backer. Com o início da investigação, a perícia realizada constatou vazamento em um tanque e diversos outros focos de contaminação.

Em agosto, a Backer havia anunciado ter iniciado um processo de reparação para as famílias das vítimas. A fabricante mineira tinha contratado a Câmara de Conciliação e Mediação Satisfactio, empresa privada e especializada na solução de conflitos.

Concurso Brasileiro de Cervejas abre inscrições e promete incentivos para 2021

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O Concurso Brasileiro de Cervejas (CBC) abriu inscrições para a sua 9ª edição, que será realizada entre os dias 6 e 8 de março de 2021, no Parque Vila Germânica, em Blumenau (SC). Em conjunto ao evento também serão realizados o Festival Brasileiro da Cerveja e a Feira Brasileira da Cerveja.

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Com realização da Associação Blumenauense de Turismo, Cultura e Eventos (Ablutec) e coordenação técnica da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM), o CBC é considerado um dos maiores do mundo e o maior do segmento na América Latina.

“O mercado cervejeiro evolui ano a ano e queremos que o Concurso caminhe na mesma direção. É importante escutar os profissionais envolvidos para que possamos buscar as constantes melhorias e evolução do evento”, destaca Fernanda Bressiani, coordenadora técnica do CBC pela ESCM.

A edição de 2021 vai reabrir o calendário do setor no cenário de pós-pandemia, atendendo todas as exigências sanitárias necessárias para garantir a segurança dos profissionais e jurados do evento. Já a edição de 2020 foi o último concurso nacional de cerveja realizado antes do isolamento social e contou com a participação de 634 marcas, com 3.284 amostras inscritas.

Para a edição do próximo ano do Concurso Brasileiro de Cervejas, a organização anunciou uma série de incentivos:

  • Primeiro lote de inscrições terá o preço promocional de R$ 195 por amostra até o dia 15 de dezembro de 2020; 
  • Segundo e último lote vai até o dia 20 de janeiro de 2021, com o valor de R$ 295 por amostra. Não haverá prorrogação; 
  • Além da premiação, que confere aos vencedores um diferencial estratégico junto ao mercado e aos consumidores, as avaliações e comentários dos juízes ficam disponíveis para que os inscritos possam melhorar os seus processos produtivos;
  • Renovação de 40% do conselho consultivo criado para a organização, buscando aumentar a representatividade do grupo, abrindo mais espaços para mulheres, negros e representantes da comunidade LGBT+.

Entre outras ações, o grupo de 27 conselheiros é responsável pela definição dos jurados do concurso, além da discussão do regulamento como forma de dialogar com as cervejarias de forma mais aberta e inclusiva.

Festival e Feira
O Concurso Brasileiro de Cervejas ocorre em conjunto ao Festival Brasileiro da Cerveja e à Feira Brasileira da Cerveja. Aberto ao público, o festival reúne mais de mil produtos, em uma verdadeira imersão no universo da cerveja artesanal brasileira.

Já a feira é voltada exclusivamente para profissionais e reúne empresas nacionais e internacionais que produzem insumos, produtos, serviços e tecnologia para o setor.

Serviço
– Concurso Brasileiro de Cervejas (CBC): 6, 7 e 8 de março de 2021
– Feira Brasileira da Cerveja: 10, 11 e 12 de março de 2021
– Festival Brasileiro da Cerveja: 10 a 13 de março de 2021
– Mais informações: www.cbc2021.com.br e www.ablutec.com.br

Heineken admite surpresa com 0.0 e mira ‘ressignificar’ cerveja sem álcool no Brasil

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Lançada em julho no Brasil, a Heineken 0.0 tem planos grandiosos que coincidem com o seu sucesso inicial no mercado interno. Com a recepção positiva do público, a multinacional trabalha com foco em levar o seu rótulo para as regiões Norte e Nordeste e tem um objetivo ainda mais amplo: modificar e ressignificar o segmento de cervejas sem álcool no país.

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Inclusive, com a 0.0, a Heineken acredita estar nos passos iniciais de um processo que viveu há alguns anos no país. Afinal, foi protagonista do crescimento do consumo de cervejas puro malte no Brasil. Agora, então, espera liderar a consolidação e o crescimento do consumo de cervejas sem álcool.

“Estamos ressignificando esse segmento no Brasil, assim como fizemos como o segmento puro malte. Com o sucesso da Heineken 0.0, mostramos que o consumidor tem olhado para o consumo equilibrado, sem deixar de lado o gosto pela cerveja de qualidade”, analisa Mauro Homem, diretor de comunicação corporativa do Grupo Heineken no Brasil, em entrevista exclusiva ao Guia.

A própria Heineken admite que os números iniciais da venda de sua 0.0 até causaram alguma surpresa. Mas avalia que isso também se deu pela qualidade da cerveja sem álcool ofertada ao público, que foi produzida na fábrica do grupo em Ponta Grossa (PR) com a mesma levedura usada no rótulo original.

“Os resultados do lançamento nos surpreendem, e mostram que o mercado responde à necessidade de um produto acompanhado de credenciais de qualidade nesse segmento. Assim como na Heineken regular, os mestres cervejeiros aplicaram sua experiência para fabricar a melhor cerveja não alcoólica do mercado usando apenas ingredientes naturais”, diz Mauro.

Na avaliação do diretor de comunicação corporativa do grupo, a Heineken 0.0 está inserida em um contexto mais amplo, de crescimento e ampliação do mercado para as cervejas sem álcool nos setores de bebidas e consumo. “A Heineken 0.0 faz parte de uma nova categoria em ascensão, e irá se destacar dentro do segmento de bebidas sem álcool para adultos, assim como tem acontecido em outros países.”

Por outro lado, Mauro ainda vê o mercado brasileiro como incipiente para esse tipo de produto – a própria Heineken só lançou a sua cerveja sem álcool no país três anos após a sua criação. Mas isso é apontado como algo positivo pela marca, pois lhe dá a possibilidade de rápida expansão. “O mercado de cerveja zero no Brasil ainda é irrelevante para um contexto global, o que significa que temos uma grande oportunidade de crescimento.”

Novos mercados
Comercializada primeiro em São Paulo, onde foi lançada na segunda semana de julho, a Heineken 0.0 foi chegando progressivamente aos estados brasileiros, tendo se expandido em agosto para Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Agora, então, pretende alcançar o restante do país. Um passo decisivo, evidentemente, para a consolidação do segmento de cervejas sem álcool, como avalia o executivo da Heineken.

O nosso plano é que a Heineken 0.0 em breve possa estar em todo Brasil, alcançando nas regiões Norte e Nordeste o mesmo sucesso que estamos observando no restante do país

– Mauro Homem, diretor de comunicação corporativa do Grupo Heineken no Brasil

Até pelas vendas surpreendentes, a Heineken terá de aumentar a produção da 0.0 nas próximas semanas, em uma ação para atender a demanda crescente pelo rótulo. Mas, em suas palavras, busca encarar o cenário com naturalidade, pois a cervejaria já tem atuado na ampliação das suas operações.

“Podemos dizer que nosso plano no Brasil não é imediatista. Estamos investindo em ampliação e modernização a todo momento e acreditamos muito no potencial de crescimento do mercado brasileiro”, comenta Mauro.

Assim, a marca acredita que o lançamento do rótulo foi uma ação acertada por atender a tendências de novas gerações, preocupadas em ter um consumo mais equilibrado. E conseguiu explorar ocasiões de consumo diferentes das tradicionalmente associadas ao mercado cervejeiro, como o momento após a prática de esportes, o trabalho e o almoço.

“Acreditamos que a Heineken 0.0 é uma nova forma de estarmos ainda mais próximos dos consumidores, já que possibilita o consumo de uma cerveja de qualidade em momentos em que antes não era possível”, conclui Mauro.

Rede de restaurantes se une à marca artesanal e lança cerveja de bacon nos EUA

Uma cerveja com sabor de bacon. Essa é uma das novidades do setor de artesanais no Estados Unidos, com a criação e o lançamento da Bacon & Kegs. O rótulo é fruto de uma parceria entre a rede de restaurantes Waffle House, originária do estado da Geórgia e presente em quase todo o país, com a cervejaria Oconee Brewing Company.

A Bacon & Kegs é uma Red Ale com 6,5% de graduação alcoólica, de acordo com a marca. A Oconee Brewing também afirmou, quando apresentou o rótulo em seu perfil no Instagram, que o aroma do bacon se destaca em meio aos lúpulos utilizados na produção da cerveja.

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A marca ainda lembrou a tradição do consumo de bacon pelos norte-americanos no café da manhã para citar uma possibilidade de harmonização. “Bacon & Kegs combina bem com itens alimentares de café da manhã (obviamente!). Ou pode ser apreciada como uma cerveja autônoma, que em breve será icônica”, propagandeia a cervejaria.

O lançamento da Bacon & Kegs foi agendado para 18 de dezembro, sendo vendida inicialmente apenas na Oconee Brewing. Ela estará disponível em kits de seis latas e em chope, incluindo growlers. E as latas foram projetadas em uma pequena fábrica de Greensboro, na Geórgia, cidade onde também está localizada a cervejaria.

O processo de criação de um rótulo colaborativo entre a Oconee Brewing e a Waffle House surgiu no início de 2020, a partir da procura da rede de restaurantes pela cervejaria para discutir a possibilidade de uma ação conjunta. E. com o sinal verde recebido, houve o convite para uma degustação.

“A Red Ale foi um dos vários estilos que nosso mestre cervejeiro, Taylor Lamm, lhes deu para provar. O extrato de bacon foi adicionado e a Bacon & Kegs nasceu”, relata Leslie Tillery, diretora de mídia da Oconee, em entrevista à CNN norte-americana.

A Waffle House foi inaugurada em 1955 em Avondale Estates, na Geórgia, e agora tem quase 1.900 unidades em 25 estados no país.

Opções nacionais
Cervejas que remetem ao aroma do bacon não são um ineditismo no mercado. No Brasil, por exemplo, a Eisenbahn e a Bamberg lançaram há alguns anos rótulos do estilo Rauchbier, produzido a partir de malte defumado. São inúmeras opções hoje que podem ser encontradas seguindo essa linha.