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Mensagens preconceituosas do presidente da Abracerva são vazadas; Lapolli se desculpa

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Um novo caso envolvendo misoginia, racismo, xenofobia e sexismo foi revelado nos últimos dias no setor cervejeiro. Dessa vez o material, vazado de um grupo do aplicativo para telefones celulares WhatsApp, expõe mensagens preconceituosas do presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) e da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cerveja, Carlo Lapolli.

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As mensagens divulgadas são do grupo Cervejeiros Illuminati, com a maior parte do conteúdo chulo exposto tendo sido escrito por Lapolli. Nelas, ele faz comentários de teor sexista, xenófobo e racista. Publicações preconceituosas de outros participantes também foram reveladas e indicaram que a presença da diversidade ainda é bastante incômoda para vários atores do setor.

O vazamento do material se dá dias após o grupo ter outras mensagens publicadas. Elas demonstravam posturas racistas em relação a profissionais negros do segmento cervejeiro, além de outros materiais de tom preconceituoso e com ofensas a mulheres e ataques ao feminismo. Muitas delas faziam referências diretas à sommelière Sara Araújo, alvo de lamentáveis ataques sobretudo por defender, exatamente, o necessário combate ao preconceito.

Procurado pela reportagem do Guia, o presidente da Abracerva se declarou “profundamente arrependido” pelas publicações e declarou esperar que o caso “faça o setor melhorar”. Lapolli também disponibilizou mensagem que foi direcionada a membros da associação no aplicativo do Telegram em que pede desculpas pelo seu ato.

“Devo desculpas às mulheres presentes nesse grupo, e a todos os diretores e conselheiros da Abracerva. Devo desculpas a cada associada e cada associado. Creio que decepcionei todos vocês.  Hoje lendo as mensagens em voz alta aqui no meu quarto, eu vejo quão canalha, desagradável e asqueroso eu fui. Eu não posso ser assim. Tenho buscado um apoio de pessoas próximas para me entender e me reconciliar internamente com a minha consciência”, escreveu.

O novo incidente demonstra que o segmento precisa dar passos longos em busca de conscientização, além de realizar mais ações inclusivas e democráticas, combatendo o seu elitismo. E o vazamento das mensagens preconceituosas do presidente da associação se dá menos de uma semana após a Abracerva preparar e disponibilizar para debate o seu código de ética, com previsão de ser implementado em 60 dias.

O material vinha sendo preparado pela associação com o apoio e a participação do recentemente criado Núcleo de Diversidade. E contou com a presença de Lapolli na live em que foi divulgada, o que parecia ser uma demonstração de compreensão da necessidade de se debater as posturas no setor.

Ao Guia, o presidente da Abracerva afirmou que o caso de preconceito com seu próprio envolvimento “reafirma a necessidade” do núcleo e do código de ética, colocando o assunto em evidência. “O Carlo é passageiro, a Abracerva é permanente”, declarou à reportagem.

No comunicado enviado aos associados, porém, ele descartou a possibilidade de renunciar à presidência da Abracerva. E pediu apoio para realizar as mudanças necessárias no setor. No site da associação, Lapolli divulgou um texto assinado por ele e intitulado “A mudança do setor passa pela mudança das pessoas”.

“A solução fácil seria me esconder, renunciar à presidência, me encolher e ‘deixar a coisa passar’. A coisa certa é eu me expor publicamente, pedir perdão de uma forma sincera e arrependida e me comprometer com a mudança por um Carlo melhor, amigos melhores, empresa melhor, mercado melhor. Mais justo, fraterno e mais igual. Eu sei que vou ser criticado por muitos, mas eu pretendo levar adiante essa mudança da associação”, declarou aos membros da Abracerva.

Reação
Nas mensagens de Lapolli e outros participantes do grupo, as sommelières Daiane Colla e Fernanda Meybom foram citadas de modo preconceituoso. Em resposta, elas divulgaram um texto no recurso do aplicativo stories dos respectivos perfis no Instagram. E cobraram respeito às mulheres dentro do setor cervejeiro no Brasil.

“2020 e frases preconceituosas, racistas e xenofóbicas inundam grupos que supostamente serviam para contatos de trabalho. 2020 e as pessoas ainda questionam e se preocupam com a orientação sexual das outras. 2020 e o desrespeito e a hipocrisia reinam. Lobos em pele de cordeiro. 2020 e homens adultos se fazem de vítimas e utilizam a ‘desculpa’ da eterna infantilidade. 2020 e ser mulher competente ainda incomoda, ser mulher competente que se posiciona incomoda muito mais”, escreveu Daiane.

“Saber que o mercado cervejeiro era machista, sim, eu já sabia. Eles já deixam bem claro para você logo de cara. Saber que aquele grupo era machista, eu também já sabia. Agora, saber quem e o que dizem de você, não é surpresa, mas ainda é um choque pela violência e desrespeito. De minha parte, não beberei sua cerveja, não trabalharei com sua marca e muito menos recomendarei a consumidor ou outro profissional do mercado (como infelizmente já fiz). Não será nessa vida que aquela cerveja colaborativa com um grande nome do mercado cervejeiro (meu amigo de verdade) será feita com você, ‘colega’. A desrecomendação também aconteceu, viu?!”, concluiu.

Repercussão
Durante a terça-feira diversos cervejeiros, perfis de cervejarias e de entidades ligadas ao setor no Instagram fizeram referência aos fatos, repudiando as atitudes racistas e sexistas reveladas nos últimos dias. Confira algumas das postagens.

https://www.instagram.com/p/CEm7gbzMQ0K/?utm_source=ig_web_copy_link
https://www.instagram.com/p/CEmsC5ujO0W/
https://www.instagram.com/p/CEkbecfJtIj/?utm_source=ig_web_copy_link
https://www.instagram.com/p/CEj-QZmgOqU/

Parceria entre Green Mining e Pão de Açúcar coleta 6t de vidro para reciclagem

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Em operação desde 2018, a Green Mining atingiu mais um número expressivo em suas atividades. Em julho, a startup havia anunciado a marca de 1 milhão de quilos de vidro coletados e enviados para reciclagem. Agora, em parceria iniciada em março com o Minuto Pão de Açúcar, a empresa alcançou 6 toneladas de vidro – o equivalente a mais de 30 mil garrafas de cerveja long neck – captadas com o intuito de serem recicladas.

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A startup promove ações com bares e cervejarias em busca de maior sustentabilidade no setor. A parceria da Green Mining com o Minuto Pão de Açúcar inseriu inicialmente a logística reversa de vidro em seis lojas da rede em São Paulo. Mas, com o sucesso, as empresas decidiram ampliar a quantidade para 23.

Frederic Garcia, diretor executivo do Minuto Pão de Açúcar, destaca como a iniciativa fortalece o compromisso da rede com ações sustentáveis. “Nossos clientes são tradicionalmente engajados em causas como essa e aderiram rapidamente ao programa. Por isso, tenho certeza de que o volume de vidro reciclado crescerá de maneira significativa com a instalação dos novos coletores.”

A Green Mining foi uma das 21 startups contempladas pela Ambev no programa Aceleradora 100+. Ela opera com logística reversa inteligente, coletando garrafas e outras embalagens de vidro em bares, restaurantes, hotéis e condomínios.

“Dar a disponibilidade ao consumidor fazer a sua parte na logística reversa é fundamental, e a cooperação entre o varejo, a indústria e startups permite que possamos escalar mais ainda a quantidade de material reciclado”, afirma Rodrigo Oliveira, CEO da Green Mining e colunista do Guia.

A ação com o Minuto Pão de Açúcar tem o slogan “Tem vidro usado para ser reciclado? Resolve no Minuto” e disponibiliza, nos pontos participantes, coletores exclusivos para o descarte de vidros.

Quando as lixeiras estão cheias, os resíduos são recolhidos pelos coletores da Green Mining, que utilizam triciclos para evitar a emissão de CO2, levando o material até um ponto de concentração (Hub). Quando chega a determinado volume, o vidro é levado direto à fábrica da Ambev localizada no Rio de Janeiro, devolvendo o material à cadeia produtiva da empresa.

Confira os endereços das lojas Minuto Pão de Açúcar que contam com lixeiras exclusivas para o descarte de vidro:
• Av. Paulista, 407 – Bela Vista
• Al. Santos, 565 – Bela Vista
• Al. Ribeirão Preto, 466 – Bela Vista
• Rua Padre Antonio José dos Santos, 554 – Brooklin
• Rua Dr. Renato Paes de Barros, 154 – Itaim Bibi
• Al. Lorena, 2055 – Jardins
• Rua Pamplona, 1173 – Jardins
• Rua Peixoto Gomide, 1635 – Jardins
• Al. Lorena, 867 – Jardins
• Al. Dos Maracatins, 884 – Moema
• Rua João Moura, 509 – Pinheiros
• Rua Cardoso de Almeida, 1292 – Perdizes
• Rua Rodesia, 276 – Vila Madalena
• Av. Lins de Vasconcelos, 3003 – Vila Mariana
• Rua Rio Grande, 185 – Vila Mariana
• Rua Pedro Pomponazzi,45 – Vila Mariana
• Rua Dr. Alceu de Campos Rodrigues, 174 – Vila Nova Conceição
• Av. Hélio Pellegrino, 743 – Vila Nova Conceição
• Av. Dr. Cardoso de Melo, 482 – Vila Olimpia
• Rua Fidencio Ramos, 81 – Vila Olimpia
• Rua Bahia, 764 – Higienópolis
• Rua Albuquerque Lins, 844 – Santa Cecília
• Praça Visconde de Sousa Fontes, 374 – Mooca

Cervejarias apostam que Festival Brasileiro vai acelerar retomada do setor

O Festival Brasileiro da Cerveja, agendado para março de 2021, em Blumenau (SC), deverá ser um marco da retomada do setor. Ao menos é com essa motivação que empresas do segmento têm agido ao confirmar presença no evento através da aquisição de estandes, mesmo em um cenário de incerteza no país com a continuidade da pandemia do coronavírus.  

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Para Charles Segat, gerente de marketing da cervejaria La Birra, de Caxias do Sul (RS), o festival que vai acontecer entre os dias 10 e 13 de março é a garantia de que o próximo ano começará melhor para o setor cervejeiro. “Trata-se de uma oportunidade de sentir de perto o retorno do público ao nosso produto, além de nos posicionarmos entre os principais players do país.”

O otimismo de Segat é compartilhado por Janaína Rocha Struck, diretora comercial e sócia da Struck. Ela espera que a próxima edição do principal festival do segmento confirme o fim de uma crise iniciada logo após a realização do evento neste ano. “Acreditamos que a edição de 2021 será um marco na história da cerveja no nosso país, marcando uma recuperação sem precedentes”, aposta Janaína.

Já Develon da Rocha, presidente da Associação Blumenauense de Turismo, Eventos e Cultura (Ablutec), organizadora do evento, garante que apesar das dificuldades impostas pela pandemia da Covid-19, a Ablutec quer garantir a participação de parceiros históricos e de novatos, permitindo a representação de toda a cadeia do segmento no festival. “É um dos principais fomentadores da cultura cervejeira do nosso país.”

Os organizadores estão confiantes que será possível realizar grandes eventos no país dentro de pouco mais de seis meses – e o Festival Brasileiro da Cerveja pode se tornar o primeiro encontro de porte relevante a acontecer em Santa Catarina desde o início da pandemia do coronavírus. “Há cervejarias de qualidade em todas as regiões do Brasil e queremos representá-las ainda mais”, acrescenta Develon.

A Ablutec anunciou no final de agosto que já iniciou as vendas dos estandes e dos espaços gastronômicos para a 14ª edição do Festival Brasileiro da Cerveja, no qual os expositores terão à disposição 56 estandes de 12m² e 48 de 16m².

A próxima edição está programada para ocupar os setores 2 e 3 do Parque Vila Germânica. Também contará com a ampliação da loja e do portfólio de produtos exclusivos com a grife do evento. E ainda há a promessa de algumas novidades a serem anunciadas em breve.

Em 2020, o evento conseguiu reunir cem cervejarias e mais de mil rótulos. Em paralelo, ocorreram o Concurso Brasileiro de Cervejas e a Feira Brasileira da Cerveja, além de uma programação técnica com palestras, mesas-redondas e debates sobre variados temas ligados ao mercado e à produção de cervejas.

14º Festival Brasileiro da Cerveja
Data: 10 a 13 de março de 2021
Local: Parque Vila Germânica, em Blumenau
Vendas: Bruna Braun, departamento comercial da Ablutec, pelo e-mail vendas@ablutec.com.br, WhatsApp (47) 99634 0784 ou pelos telefones (47) 32221773 / 3322 1837

Heineken sobe preço da cerveja no Brasil e aponta alta do dólar como justificativa

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O Grupo Heineken vai subir o preço das cervejas no Brasil a partir desta terça-feira. A multinacional diz que a elevação é necessária em função da alta do dólar, o que provoca o encarecimento de insumos que são importados e utilizados na fabricação dos rótulos, especialmente o malte e os materiais de embalagens.

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O dólar iniciou 2020 cotado a R$ 4,02, tendo fechado agosto com valor de R$ 5,49. Isso significa uma valorização de 36,57% do valor da moeda norte-americana em oito meses. Já em relação a setembro de 2019, a alta é de 32,29%.

“O reajuste de preços está relacionado à dinâmica natural do mercado brasileiro e à necessidade de compensar o impacto da valorização do dólar, uma vez que grande parte dos insumos envolvidos na produção das cervejas, incluindo, principalmente, o malte e materiais de embalagens, é importada”, explica a cervejaria em comunicado à imprensa.

A informação de aumento no preço dos produtos da Heineken foi veiculada na segunda-feira pela coluna Radar Econômico, da revista Veja. De acordo com a publicação, a elevação teria sido uma determinação da matriz da cervejaria, na Holanda, preocupada com os resultados globais ruins da companhia durante a pandemia. Essa ordem, porém, foi negada pela empresa. “A iniciativa é local e não está relacionada aos resultados globais da companhia”, diz a cervejaria.

De fato, a pandemia do coronavírus afetou as contas da Heineken. De acordo com seu balanço do primeiro semestre, houve prejuízo de 297 milhões de euros. Além disso, a receita líquida global caiu 16,4% no período, influenciada pelas quedas de 13,4% no volume total consolidado e de 3,6% na receita líquida por hectolitro.

Os resultados, porém, variaram a depender do mercado. No Brasil, marcas especiais e mainstream tiveram crescimento de dois dígitos, impulsionadas pelo aumento da participação de Heineken, que cresceu cerca de 50%, e Amstel. Já na América como um todo, as vendas de cervejas caíram 15% no seu volume.

Aumento natural
A companhia buscou tratar com naturalidade a decisão de aumento dos preços. E o impacto sobre o consumidor dependerá do repasse que os estabelecimentos comerciais realizarem.

O preço da cerveja em domicílio, por exemplo, tem deflação no Brasil de 1,62% entre janeiro e julho. Já no segmento fora do domicílio, que ficou paralisado durante longo período, registra aceleração de 0,67% nos sete primeiros meses de 2020.

“A companhia reforça que essa é uma decisão habitual de negócios e que a atualização de preços é realizada anualmente, sempre respeitando nosso compromisso de transparência com o mercado, clientes e consumidores”, detalha a nota.

Além disso, a empresa não revelou quais produtos terão aumento em seus preços. “O Grupo Heineken no Brasil confirma que implementará, a partir de setembro, uma nova tabela de preços para alguns de seus produtos”, conclui a multinacional cervejeira.

Grupo Petrópolis inaugura a maior das suas oito fábricas no Brasil

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O Grupo Petrópolis inaugurou e iniciou as operações de sua nova fábrica de cervejas em Uberaba (MG). Trata-se da maior planta fabril da companhia, que possui outras sete no Brasil, com uma capacidade produtiva superior a 860 milhões de litros de bebida quando estiver com o seu funcionamento total.

A nova unidade tem 108 mil m² de área construída, o que equivale a quase 15 campos de futebol. Além disso, possui 190 mil m² de área gramada. Ao todo, são 14 edificações administrativas e 22 industriais.

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A expectativa é para que a fábrica se torne um importante polo de geração de trabalho, responsável por quase 800 empregos diretos e três mil indiretos, impulsionando o desenvolvimento da economia local. 

Com esse investimento, o Grupo Petrópolis espera aumentar a sua participação no mercado de Minas Gerais, estado que consome 14% de toda cerveja produzida no país. Afinal, os rótulos feitos na fábrica de Uberaba serão distribuídos em cidades mineiras, além de darem suporte para regiões como norte e noroeste de São Paulo, assim como Goiás e Distrito Federal. 

Uberaba foi escolhida pela empresa por causa de questões como qualidade e abundância da água, fornecimento de energia elétrica de alta tensão e logística, além da malha rodoviária, que possibilitará maior competitividade de preço e distribuição. Até então, a cerveja consumida em Minas Gerais era produzida pelas fábricas de Boituva (SP), Petrópolis (RJ) e Teresópolis (RJ).

A fábrica tem quatro linhas capacitadas para o envase de 256 mil latas/hora e 140 mil garrafas/hora. E, com os equipamentos de alta tecnologia, o Grupo Petrópolis considera possível atingir a meta de 3,3 litros de uso de água para cada litro de cerveja.  

Antes da fábrica em Uberaba, o Grupo Petrópolis já contava com outras sete unidades espalhadas pelo Brasil, nos estados de Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Pernambuco e Mato Grosso. Nelas, a empresa produz as marcas de cerveja Itaipava, Crystal, Lokal, Black Princess, Petra, Weltenburger e Brassaria Ampolis (Cacildis, Biritis, Ditriguis e Forévis).

Preocupação ambiental
O Grupo Petrópolis também assegura que a preocupação ambiental será o foco de sua produção, com a unidade tendo sido projetada para permitir a adoção das melhores práticas, prezando por resultados de redução, reaproveitamento e reciclagem de resíduos e subprodutos. 

Outro destaque está no uso racional dos recursos naturais e de matérias-primas, pela diminuição das suas emissões e consolidação do seu Programa de Educação Ambiental (PEA), segundo detalha a companhia.

Já o sistema de reuso de água da produção foi resultado dos investimentos em tecnologia. A fábrica ainda possui um programa de gerenciamento de resíduos voltado à economia circular, com os índices de até 99,9% de reaproveitamento dos seus resíduos e subprodutos.

Ainda como parte do seu projeto de sustentabilidade, a unidade de Uberaba contará com um programa de educação ambiental que será realizado nas escolas, e que também permeará ações socioambientais com a comunidade.

Eficiência, inovação e foco nos clientes: especialistas discutem futuro dos bares

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A 32ª edição do Congresso Nacional Abrasel ocorreu em um cenário inédito. Afinal, além de ter sido realizado online, o encontro se deu durante uma pandemia que chegou a paralisar por completo as atividades do segmento e que trará mudanças significativas para a operação de bares e restaurantes.

Realizado na semana passada e encerrado na última sexta-feira, o encontro teve “retomada, o futuro da alimentação fora do lar” como tema. E, entre painéis, palestras e programação técnica, os participantes destacaram a necessidade da eficiência e da inovação para o êxito dos empreendimentos nesse novo contexto, com atenção especial aos clientes.

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Analista técnico do Sebrae, Giovanni Beviláqua apontou um panorama preocupante do mercado, com queda abrupta das receitas nos últimos meses. Mas também destacou que bares e restaurantes têm iniciado uma recuperação nessa fase de retomada. Por isso, o momento já seria de início do planejamento do futuro, mesmo que ainda permaneçam algumas incertezas.

“Empresários estão operando com 50% de queda no faturamento, em média. Uma queda ainda muito acentuada, mas já foi pior, há uma recuperação. E também existe um esforço para mitigar os efeitos e ajudar as empresas a sobreviver durante a crise”, avaliou o analista do Sebrae.

Em uma das apresentações do congresso da Abrasel, o CEO da Infinite, Daniel Borges, também abordou as instabilidades econômicas. Ele destacou que a crise do coronavírus trouxe três incertezas aos empreendedores: a respeito da sobrevivência do estabelecimento, da sua capacidade e do relacionamento, algo visto por ele como fundamental para o sucesso de qualquer bar ou restaurante.

Assim, em sua visão, a pandemia apenas reforçou como o cuidado e a forma de lidar com o cliente são fundamentais para o sucesso de qualquer operação. “É preciso destrinchar os clientes em públicos diferentes”, alertou o CEO da Infinite, para depois acrescentar.

“No meio digital é fácil identificar quem faz aniversário na semana que vem, quem noivou, quem mudou de casa. Para cada uma dessas pessoas, pode ser gerado um tipo de valor, de benefício, de experiência. O importante é enxergar quem é o cliente e traçar ações simples de serem entendidas, de curto prazo, de impacto e de aprendizado rápido. Ao mesmo tempo que você deve pensar movimentos de branding (de marcas), deve pensar movimentos de performance (de venda)”, afirmou Daniel.

Novas estratégias
Essa atenção ao público também foi foco da fala do CEO do Grupo Trigo, Tom Leite. Para ele, a crise demonstrou a necessidade de as empresas conseguirem redesenhar estratégias rapidamente para seguirem atendendo seus clientes. E isso deve passar pela análise de dados do consumidor.

“A necessidade comer – dentro e fora de casa – seguirá; a maneira como essa necessidade será atendida foi profundamente impactada. Precisamos estar mais centrados no cliente, entender o que ele precisa, como ele vai se relacionar com o negócio. É esse cliente que define como a transação vai acontecer”, apontou Tom.

Sobre informações e dados, Simone Galante, fundadora e CEO da Galunion, avaliou que “saber como o consumidor está se comportando é um dos maiores desafios do setor de alimentação fora do lar”.

De acordo com uma pesquisa da própria Galunion, desde março higiene e limpeza são os critérios mais importantes na escolha de bares e restaurantes. E o trabalho apresentado por Simone também revelou uma informação preocupante surgida durante a pandemia: 82% das pessoas ouvidas pelo estudo tiveram problemas ao fazer pedidos no delivery.

Já a CEO da Consultoria Falconi, Viviane Martins, apontou que a gestão é o pilar que tem sido menos alvo da atenção dos empreendedores, mais atentos à operação, às finanças e aos clientes. Ela alertou para os riscos envolvidos nisso, pois metas e controle dos resultados são fundamentais para que se tenha ciência da situação do seu estabelecimento, especialmente em um momento de mudanças profundas no setor.

“Ter metas é indispensável, mesmo neste momento. A grande maioria está tendo de experimentar novos produtos, novos tipos de serviço, estão mudando o negócio. Medir é fundamental, e ter metas ajustadas também”, reforçou Viviane durante sua participação no congresso da Abrasel.

Artéza lança nova linha de latas que homenageia o folclore brasileiro

A cervejaria mineira Artéza fez uma homenagem à cultura nacional ao lançar a sua nova linha de latas de 473 ml. Reforçando sua aposta no comércio online, a marca está lançando seis rótulos que celebram o folclore brasileiro, a começar pela Boiúna e pelo Lobisomem, os dois primeiros “homenageados”.

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A Boiúna é uma Juicy IPA com sabor e aroma que remetem a frutas cítricas tropicais, enquanto a Lobisomem é uma Pilsen com baixo amargor, leve e marcante, segundo descreve a marca. A programação de lançamentos segue nos próximos meses com a Iara, uma Hop Lager, o Curupira, uma Belgian Pale Ale, o Saci-Pererê, uma Dry Stout, e a Cuca, uma GoiAPA.

Tais novidades integram a estratégia da cervejaria de dinamizar seu canal de vendas com o lançamento de uma nova loja virtual. Todos os produtos da Artéza estão disponíveis, incluindo taças e copos, combos de chope e cervejas e kits de presente, além de produtos de parceiros e as latas recém-lançadas.

A Artéza também está investindo em um programa de fidelização por pontuação, em um sistema de acúmulo de pontos que pode beneficiar aquele cliente que compra com frequência na loja virtual. Para participar, basta fazer um simples cadastro na loja.

Destaque, ainda, para os nove tipos de chope da casa em growler próprio, com estilos como a exclusiva GoiAPA, Vienna Lager, Belgian Pale Ale, American IPA, New England IPA e  Double IPA, entre outros. Os pedidos podem ser feitos a qualquer hora, mas as entregas são de segunda a sexta-feira de 17h às 23h e sábados, domingos e feriados das 11 às 23h.

Confira detalhes dos lançamentos folclóricos da Artéza, segundo descrição da marca.

Lobisomem – Pilsen
Cerveja dourada com espuma cremosa e persistente. Seu sabor é de baixo amargor, leve e marcante, devido à presença de maltes e lúpulos de ótima qualidade. Uma bebida que tem a harmonia perfeita entre o aroma e paladar proporcionando uma experiência refrescante e saborosa. Harmonização: casquinha de siri, frutos do mar em geral, lombo de porco, alguns queijos como o cheddar e saladas.

Boiúna – Juicy IPA
Também conhecida como New England IPA, apresenta cor amarelada e meio turva, com sabor e aroma que remetem a frutas cítricas tropicais. Corpo médio e bem refrescante por conta do uso generoso dos lúpulos norte-americanos. Harmonização: carnes vermelhas, bacon, carnes de caça, hambúrguer, torta de limão e mousse de maracujá.

Curupira – Belgian Pale Ale
Cerveja Ale, de cor acobreada, moderadamente maltosa, de amargor médio e um delicado sabor frutado. Tem espuma branca, cremosa e duradoura. Atualmente, é considerada uma cerveja para todas as ocasiões. Harmonização: excelente cerveja para acompanhar pratos fritos em geral, carne de vitela, de cabrito, carnes de caça e macarrão com molho de queijo.

Saci-Pererê – Dry Stout
Cerveja de coloração escura, aromas e sabores de café torrado e, às vezes, com um traço de chocolate. Colarinho de bege a marrom, espesso, cremoso e persistente. Harmonização: é uma ótima cerveja para acompanhar marisco, ostras e guisados de carne. No lado das sobremesas, torta de frutas, bases de chocolates e até uma musse de café.

Iara – Hop Lager
Cerveja de coloração dourada, leve e bem refrescante, que apresenta amargor de médio a alto, com aromas cítricos e florais dos lúpulos norte-americanos, além de espuma branca e persistente. Harmonização: hambúrguer, carnes assadas, comida mexicana ou tailandesa, queijos cheddar ou parmesão, saladas.

Cuca – GoiAPA
Trata-se de uma American Pale Ale com polpa de goiaba fresca. É uma cerveja de coloração que varia de dourado médio até cobre avermelhado; é bem refrescante e apresenta amargor de médio a alto, com leve aroma de goiaba vermelha, além de espuma branca, cremosa e persistente. Harmonização: hambúrguer, carnes assadas, comida mexicana ou tailandesa, queijos cheddar ou parmesão, saladas.

No Dia do Sommelier, Editora Krater anuncia livro para guiar mercado de sommeliers

Hoje se comemora o Dia do Sommelier, data inicialmente dedicada aos profissionais do vinho, mas que recentemente tem sido para celebrar também os sommeliers de cerveja. Aproveitando o dia especial, a Editora Krater anunciou o projeto de seu próximo livro: o Guia da Sommelieria de Cervejas, uma obra colaborativa dedicada à formação técnica dos sommeliers. O lançamento está previsto para o segundo trimestre de 2021.

Leia também: Sommelier ontem, sommelier hoje, por Bia Amorim

Com organização de Bia Amorim, sommelière e colunista do Guia, o livro terá a colaboração de 28 profissionais renomados do mercado cervejeiro latino-americano e servirá como um manual prático para complementar a formação dos sommeliers e sommelières de cerveja brasileiros.

Dentre os coautores do Guia da Sommelieria de Cervejas estão referências no setor, como Cilene Saorin, Fabiana Arreguy, Bob Fonseca, Marcio Beck, Priscilla Colares, Daiane Colla Luís Celso Jr e Jayro P. Neto, entre outros.

Bia Amorim, sommelière desde 2010, acompanhou a evolução da profissão desde que ela ainda engatinhava. “Hoje temos milhares de sommeliers de cerveja formados no Brasil, e várias instituições de ensino ofertando cursos de alto nível. Os sommeliers brasileiros, inclusive, disputam e se destacam em competições internacionais. Sempre senti falta de uma literatura para fazer pesquisas, com olhar brasileiro para esta cultura.”

O Brasil já é um dos países que mais forma sommeliers de cerveja no mundo e cada vez mais profissionais estão ocupando posições em bares, lojas especializadas, distribuidoras, importadoras e cervejarias. “Se depender da Editora Krater, esta profissão continuará a evoluir com a qualidade e reconhecimento que merece”, afirma Pedro Paranhos, sócio da Editora Krater.

Tanto Pedro quanto seu sócio Diego Masiero são sommeliers de cerveja, e acreditam que a obra terá papel importante para a profissão no país, já que, apesar dos excelentes cursos disponíveis, faltam referências práticas no Brasil.

“Faltam orientações sobre atendimento e serviço, como conduzir treinamentos de equipe, como desenvolver e gerenciar uma carta de cervejas e chope, como viver da sommelieria de cervejas. Por isso, em conjunto com a Bia, convidamos grandes nomes do Brasil e de outros países da América Latina para compartilharem suas experiências e conselhos práticos”, detalham os sócios da Krater.

CEO da Ambev avalia futuro dos bares e prevê delivery fortalecido no pós-crise

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A pandemia do coronavírus restringiu a circulação da população há cerca de cinco meses, alterou a rotina de consumo e terá efeitos duradouros no comportamento das pessoas mesmo ao seu fim. E, para se adaptar a esse novo cenário, será preciso entender que a operação de bares e restaurantes seguirá indo muito além do espaço físico. Essa é a avaliação de Jean Jereissati, CEO da Ambev.

Leia também – Ambev busca se adaptar a hábitos de consumo para liderar mercado, diz análise

A nova conjuntura foi traçada pelo executivo durante a mesa de abertura do 32º Congresso Nacional Abrasel, na última quarta-feira. E, para basear a sua análise, o CEO da Ambev revelou que uma pesquisa realizada por sua companhia apontou que 70% dos consumidores vão continuar fazendo mais refeições em casa.

Assim, como destacou Jereissati, não basta aos empreendedores mostrarem que o bar ou o restaurante é um local seguro e que cumpre os protocolos de higiene. Também terão de continuar sendo cuidadosos com os demais sistemas de venda, que se consolidaram como uma importante operação desses estabelecimentos.

“Os empresários vão continuar servindo as pessoas fora do seu estabelecimento, com delivery, take out, take away. É quase impossível isso não estar no seu cardápio. O segmento tem que aprender a lidar com isso. Bares e restaurantes são plataformas que vão além dos estabelecimentos físicos”, apontou Jereissati na abertura do congresso.

Reinauguração
Passou, então, a ser obrigatório para a sobrevivência de bares e restaurantes ampliar os cuidados com funções que em outros momentos ficavam em segundo plano, como o delivery. E isso não mudará nem mesmo com a abertura gradual dos estabelecimentos, algo que o CEO da Ambev defende que deve ser encarado como uma “reinauguração”.

“É preciso pensar em todos os cuidados possíveis para recriar o seu negócio, desde a forma de levar o seu cardápio aos consumidores, a sua presença digital nas redes e os aplicativos de delivery”, afirmou Jereissati.

Em sua apresentação, o CEO da Ambev também realizou um balanço das ações da cervejaria em apoio a bares e restaurantes durante a pandemia. Ele declarou que iniciativas das marcas Stella Artois (Apoie um Restaurante) e Bohemia (Ajude um Boteco) venderam mais de 70 mil vouchers, com o repasse de R$ 18 milhões para os estabelecimentos. E reconheceu um cenário desafiador para as empresas do segmento.

 “É preciso ter muita resiliência, todos nós estamos emocional e financeiramente abalados, temos muito empreendedores se questionando da sua competência nesse momento. São empreendedores que estão sofrendo bastante. Precisamos de clareza neste momento”, finalizou o CEO da Ambev.

Dádiva mira ações afirmativas na fábrica após aderir ao Black is Beautiful

Criado nos Estados Unidos, o movimento Black is Beautiful trouxe para o mercado cervejeiro a discussão sobre racismo e preconceito dentro da sociedade e, recentemente, alcançou as artesanais brasileiras, como a Dádiva. E, além de denunciar e expor esse tipo de comportamento, tem permitido reflexões nas próprias marcas sobre como elas podem colocar em práticas medidas que apoiem a igualdade, como destaca Luiza Lugli Tolosa, sócia-fundadora da cervejaria.

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O movimento começou logo após o ambiente político e social dos Estados Unidos se inflamar depois de um policial branco matar sufocado o jovem negro George Floyd. Mais de 200 empresas de todo o país, então, se uniram contra o racismo e produziram um rótulo colaborativo em apoio à luta por igualdade racial. E, no Brasil, a Dádiva foi uma das marcas a aderir ao movimento ao lançar uma Imperial Stout colaborativa com o Empório Alto de Pinheiros

Ao Guia, Luiza explica que a Dádiva pretende adotar ações afirmativas em sua fábrica após o lançamento do rótulo. Uma medida que está em consonância com uma das exigências para as cervejarias aderirem ao movimento: o comprometimento com trabalhos visando a igualdade a longo prazo. A iniciativa buscará reduzir e combater, na prática, a desigualdade de oportunidades.

“Temos debatido essas questões internamente com muita cautela e responsabilidade para conseguirmos criar gradativamente ações raciais afirmativas dentro da fábrica. Estamos em um processo de conhecimento e entendimento sobre o que e como podemos fazer isso”, aponta Luiza.

Praticar ações afirmativas é o passo fundamental do movimento que poderá trazer efeitos duradouros para a transformação da sociedade e do segmento de cervejas artesanais, tornando-os mais igualitários e democráticos, com maior acesso às oportunidades.

Mas também há outra importante exigência para a adesão ao Black is Beautiful. Indo além da proposta de reflexão sobre a desigualdade e o preconceito, as cervejarias participantes precisam doar 100% do valor arrecadado nas vendas dos rótulos a projetos focados na promoção da luta pela igualdade racial.

Nesse caso, a Dádiva optou pelo Centro de Estudo das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), organização não-governamental que produz conhecimento, desenvolve e executa projetos voltados para a promoção da igualdade racial e de gênero.

“Pesquisamos por diversas instituições e nos reunimos com o pessoal do CEERT para conhecermos mais a fundo o trabalho da instituição. Ficamos positivamente impressionados com a seriedade e importância dos projetos desenvolvidos pela organização, que trabalha em prol da equidade de raça e gênero na área do trabalho, da educação, da juventude e da justiça. E batemos o martelo”, explica Luiza.

O rótulo
Para participar do projeto, a Dádiva se juntou ao Empório Alto dos Pinheiros (EAP) na elaboração de uma Imperial Stout colaborativa, produzindo um lote especial de 700 latas da cerveja, além de 80 litros de chope.

“A ideia de nos unirmos ao projeto surgiu durante uma conversa entre nós, da Dádiva, e o Paulo Almeida, do EAP. Pesquisamos bastante sobre o projeto e seguimos as diretrizes disponíveis no site oficial. Fizemos a solicitação da inclusão da Dádiva no site como cervejaria participante, baixamos a receita e a produzimos, dando a ela nosso toque especial”, explica a sócia-fundadora da Dádiva.

De acordo com a cervejaria, a Imperial Stout tem corpo extremamente aveludado e 10% de teor alcoólico. “Nos inspiramos na cervejaria texana que criou o projeto, a Weathered Souls, ao fazer uma Stout. Optamos por fazer uma versão com maior potência alcoólica e incluímos amendoim e cacau, conferindo à cerveja notas que chegam a lembrar paçoca”, acrescenta Luiza, detalhando como se deu a concepção do rótulo.

Surgido a partir da eclosão de ações mundiais em combate à discriminação racial, o Black is Beautiful foi criado por Marcus J. Baskerville, dono da cervejaria texana Weathered Souls. E os últimos incidentes racistas, seja no Brasil ou nos Estados Unidos, demonstram que há um longo caminho a percorrer para tornar a sociedade mais igualitária e menos preconceituosa.

A participação do setor cervejeiro nesse movimento mundial, assim, também pode trazer luz aos desafios para torná-lo mais democrático. “Acreditamos que o mercado cervejeiro precisa dar, como um todo, passos para que se torne mais justo e mais plural”, conclui a sócia-fundadora da Dádiva.