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Balcão da Luana: O porquê da segmentação dos clientes (e o como)

Balcão da Luana: O porquê da segmentação dos clientes (e o como)

Quando eu ouço “minha cerveja é para todos” ou “minha cerveja é para qualquer um acima de 18 anos”, sinto alívio e arrepio ao mesmo tempo. Alívio pelo caráter democrático e agregador que a cerveja deve carregar. Arrepio pelo risco que o empresário corre por não segmentar corretamente seus clientes. Portanto, mais que integrar pessoas com a sua cerveja, é preciso integrar clientes ideais ao seu negócio.

Se antes aplicávamos um esforço enorme para que as pessoas se adequassem aos nossos negócios, há algum tempo isso se inverteu. O marketing 4.0 é ligado ao propósito, e o esforço é para fazer com que nossos produtos, serviços e projetos se adequem às pessoas e suas motivações. Segundo o autor Simon Sinek, em seu best seller “Comece pelo porquê”, as pessoas aderem aos “porquês”, seus conceitos e valores.

E para você conectar a proposta de valor do seu negócio às emoções dos seus clientes ideais, o caminho é segmentar e compreender muito bem o público. Nesse caso, dados demográficos são insuficientes. É preciso observar e captar dados comportamentais e emocionais. Para essa tarefa, existem algumas ferramentas que ajudam nesse processo de construção de conhecimento e segmentação dos clientes, como as personas e o mapa de empatia.

Personas
Personas – ou buyer personas – são personagens fictícios que representam os clientes ideais e são baseados em dados de clientes reais (ou desejados, caso seu negócio ainda não exista), que você pode obter por meio de pesquisas e entrevistas, além de dados fictícios (que você vai imaginar mesmo). Uma persona vai representar um grupo de indivíduos com valores, comportamentos e objetivos semelhantes. Então é natural que você trabalhe personas diferentes, pois seu negócio integra pessoas com perfis diferentes.

Sua buyer persona deve ser descrita de forma mais humanizada, contando uma história resumida que abrange aspectos sociais, hábitos, desejos, entre outros. Dê um nome e dê um rosto para ela. Em pouco tempo, cada persona vai se tornar amigo/a confidente e te ajudar na tomada de decisões.

Mapa de empatia
Nunca é demais reforçar o conceito de que empatia é a habilidade de compreender o estado emocional do outro, se colocando no lugar dele. Exercendo a empatia, é possível entender as razões pelas quais as pessoas agem de determinada forma.

A empatia deve permear a sua vida, tanto no âmbito pessoal quanto no profissional. Engana-se quem pensa que empatia nos negócios é romantismo tolo ou prática lúdica sem resultado. A empatia pode trazer ganhos reais relacionados à inovação, à comunicação e às relações no campo das emoções.

Ter um olhar empático não é só observar como as pessoas fazem algo, mas também perceber o que elas sentem em relação a esse algo. A empatia envolve a observação (de comportamentos, padrões e gestos), a presença (ao imitar ou vivenciar a situação) e a escuta (ao fazer perguntas, questionar). Com essas ações, você consegue montar o mapa de empatia da sua persona, passando pelas seguintes etapas:

  1. O que ela pensa e sente?
  2. O que ela fala e faz?
  3. O que ela escuta?
  4. O que ela vê?
  5. Quais são seus valores?
  6. Quais são suas dores?
  7. Quais são seus ganhos?

Deixe fluir
Pegue uma grande folha de papel ou um quadro, esquematize esse mapa como um painel e vá fundo na atividade junto com seus sócios e sua equipe. Se possível, convide alguém de fora para participar da dinâmica. Quanto mais olhares diversos estiverem nesse processo, mais rico vai ser o resultado. E não hesite em envolver um profissional externo caso você não se sinta seguro em realizar essa importante etapa que é a segmentação. Você só não pode esperar resultados diferentes fazendo as mesmas coisas de sempre, então comece a mudança já.

Esse trabalho qualitativo de segmentação dos clientes vai potencializar a conexão da sua proposta de valor com as emoções do público, assim como também vai te apoiar a rever a proposta de valor para ajustá-la ainda mais ao perfil do cliente ideal. É um movimento cíclico: direcione e seja direcionado pelo porquê.


Luana Cloper é comunicóloga, especialista em Marketing, Gestão de Produtos e de Projetos. Dirigiu grandes eventos, em especial nos segmentos de food service e cerveja, como Sirha, Brasil Brau e Mondial de la Bière. É sommelière de cervejas, professora convidada do instituto Marketing Cervejeiro e sócia-fundadora da CMLC Consultoria Colaborativa

Liga dos Campeões: E se a final fosse entre cervejas francesas e alemãs?

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Independentemente do resultado deste domingo, a final da Liga dos Campeões da Europa merece uma ótima cerveja. Afinal, reunirá em Lisboa times que representam países relevantes para o futebol, com suas seleções tendo sido as últimas campeãs mundiais.

De um lado, o Paris Saint-Germain é o atual tricampeão nacional – e a França conquistou a Copa do Mundo de 2018. Do outro, o Bayern de Munique ficou com a taça nas últimas oito temporadas da Alemanha, país que levou o Mundial de 2014 após o inesquecível 7 x 1 na semifinal contra o Brasil. Mas e se essa disputa fosse entre cervejas dos países desses clubes? Quem se daria melhor? Foi com esse intuito que a reportagem do Guia foi a campo, conversando com somelliers sobre quem venceria o jogo.

Leia também – Campeonato cervejeiro: Apoio a 21 times reforça “conexão genuína” entre Brahma e futebol

Assim como ocorre dentro dos gramados, a tradição cervejeira alemã é bem maior do que a francesa. Afinal, se o Bayern atuará no Estádio da Luz na sua 11ª final da Liga dos Campeões e em busca do seu sexto título do torneio continental, o PSG só agora terá a primeira oportunidade de disputar uma decisão do torneio.

“A Alemanha é uma das maiores escolas cervejeiras, a cerveja faz parte da cultura e da formação do povo alemão. E é uma referência do setor no mundo. A França é um país de maior tradição vinícola. Mas tem 1.200, 1.300 cervejarias, o mesmo número do Brasil e com um território infinitamente menor. Tem uma produção grande e vem experimentando uma ascensão da artesanal. As fábricas estão concentradas nas fronteiras com a Bélgica e a Alemanha. E existe um estilo tipicamente francês, o Bière de Garde”, explica o jornalista e sommelier Rodrigo Sena.

Em sua campanha na Liga dos Campeões, o Bayern tem o polonês Robert Lewandowski como seu principal destaque, com 15 gols marcados, o que o torna o artilheiro da competição. É a grande aposta do time para a final no Estádio da Luz, assim como foi a South German Weizenbock para a sommelière Candy Nunes, que a escolheu para representar o país no desafio França x Alemanha proposto pelo Guia.

“Embora a França não seja reconhecida como responsável por uma escola, não há como negar a importância desse estilo, absolutamente francês, que contribuiu imensamente para a influência no universo das cervejas especiais, a Bière de Garde. Para representar a forte escola alemã, a escolha é uma South German Weizenbock”, diz Candy.

Promulgada no século XVI pelo duque Guilherme IV da Baviera, a Reinheitsgebot determinou que a bebida deveria ser fabricada tendo água, malte de cevada e lúpulo como ingredientes. A rigidez da Lei da Pureza da Cerveja também pode ser percebida pelo fã de futebol que tem acompanhado a campanha do Bayern na Liga dos Campeões, com a busca incessante pelos gols, como nos históricos 8 a 2 sobre o Barcelona, pelas quartas de final.

“A rigidez imposta pela Reinheitsgebot acabou por impelir a criatividade no processo de produção das cervejas alemãs. A Weizenbock, uma cerveja de alta fermentação, é um belo exemplo pois neste caso há permissão para amplitude de interpretação do cervejeiro, podendo variar a coloração de dourado claro até marrom escuro. Seu IBU também pode ir de 15 a 35 e a graduação alcoólica de 7% até 9,5%. Além disso, ela pode ou não ser refermentada na garrafa”, afirma Candy.

Como destaca a sommelière, as cervejas do estilo South German Weizenbock driblam a rigidez da legislação com criatividade e inventividade, dando ao apreciador da bebida diferentes opções de sabores. No Bayern, a busca pelo gol não passa só pelos pés de Lewandowski. Gnabry foi decisivo para a classificação do time à decisão ao fazer dois nos 3 a 0 sobre o Lyon pelas semifinais. Thomas Müller também tem sido peça importante do setor ofensivo e até Philippe Coutinho deixou o banco de reservas no duelo com o Barcelona para fazer dois gols.

É uma variedade que também pode ser identificada e percebida no estilo South German Weizenbock. “Como se identifica um estilo tão variável? Se identifica na marca registrada do time weizen, os ésteres e fenóis inconfundíveis, que remeterão ao sabor de banana e cravo, além da notável carbonatação. Tudo isso com contribuição bock que rapidamente lhe trará aquele confortável aquecimento alcoólico. No caso dos exemplares mais escuros do estilo, notas tostadas ficam aparentes no sabor”, acrescenta Candy.

Rival do Bayern na decisão, o PSG costuma depositar suas esperanças em duas estrelas mundiais: Mbappé e o brasileiro Neymar. A trajetória do time até a final deste domingo, porém, mostrou outros protagonistas: o também brasileiro Marquinhos marcou um gol nas quartas de final e outro na semifinal, contra o RB Leipzig. Na partida, vencida por 3 a 0, o argentino Di María foi o principal destaque, com um gol e participação nos outros dois.

O time parisiense, assim, parece ter se consolidado pela coletividade. Seguindo por essa linha de raciocínio, é, como diz Candy, se “qualquer um pudesse fazer cerveja”, algo que está no marco do surgimento do estilo Bière de Garde.

“Para os franceses, a liberdade sempre fala alto e aqui temos um belo exemplo de como qualquer um pode fazer cerveja! A Bière de Garde, ou cerveja de guarda, não era originalmente produzida por cervejeiros, mas sim por fazendeiros que, no inverno, onde não havia atividade no campo, passavam a produzir cerveja que seria consumida alguns meses à frente, no verão. O bagaço dos maltes alimentaria ainda o gado, pois as pastagens estavam congeladas”, detalha ela.

As características de uma Bière de Garde podem variar de acordo com escolhas na sua concepção, como o tipo de malte, explica Candy. Mas o importante é que o resultado permita ao consumidor se sentir, com a sua cerveja, em um momento idealizado – e, no caso dos torcedores do PSG, com a inédita conquista da Liga dos Campeões.

“A Bière de Garde pode ser de alta fermentação ou híbrida. Pode ser dourada, acobreada ou marrom, a depender da escolha do cervejeiro entre os maltes blond, ambrèe ou brown. Sua graduação alcoólica varia de 4,4% a 8,0%, com IBU de 20 a 30. Com amargor moderado, marcado por aroma e sabor de lúpulos nobres, tem presença de ésteres frutais leves. Particularmente, desejo encontrar em uma Bière de Garde notas terrosas e rústicas, que remetem a couro, estábulo, e assim me transportar para uma fazenda exuberante em pleno verão francês”, acrescenta Candy.

A final deste domingo será a quarta entre clubes da Alemanha e da França em torneios continentais. Com triunfos de Bayern na Copa dos Campeões (a atual Liga dos Campeões) de 1976 e na Copa da Uefa (a atual Liga Europa) de 1996, além do Werder Bremen na Recopa Europeia de 1992, o predomínio é alemão.

Algo que Rodrigo acredita se repetir entre as cervejas. “A Alemanha tem diversos estilos, das Lagers até as cervejas de trigo, tradicionais da Baviera. Tem qualidade e muito mais quantidade. Se fosse Alemanha x França, Munique x Paris seria 5 a 2”, garante o especialista.

Na briga entre Bière de Garde e South German Weizenbock, por sua vez, Candy faz uma difícil escolha, como para opinar sobre o favorito na decisão deste domingo. E fica ao lado dos franceses. “Dois estilos de cerveja robustos, com ampla possibilidade de variação, cheias de personalidade e com todo potencial para conquistar a vitória no seu paladar. Quem você acha que deve ganhar? Uma disputa bem acirrada. Eu vou de Bière de Garde!”, conclui.

Independentemente das preferências, a final da Liga dos Campeões, a partir das 16 horas (de Brasília) deste domingo, merece ser acompanha com uma boa cerveja – francesa ou alemã – nas mãos. Com craques como Lewandowski, Neymar, Mbappé e Müller em campo, o vencedor será o fã de futebol e o cervejeiro.

Heineken apresenta relatório sustentável e mira 100% de energia renovável no país

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O Grupo Heineken no Brasil divulgou o seu Relatório de Sustentabilidade referente ao período 2019/2020. O documento com 25 páginas reúne todas as ações da companhia no ano passado, iniciativas deste e as novas metas para o futuro, como ter 100% de consumo de energia renovável em todas as suas cervejarias brasileiras até 2023.

Leia também – ‘As pessoas esperam respostas das empresas na crise’, diz gerente da Heineken

Toda a atuação nessa frente engloba-se no Movimento Mais com Menos, que está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e foi baseado na estratégia global da companhia. Com ele foi possível registrar marcos expressivo no ano passado.

“O ano passado marcou nossos compromissos de sustentabilidade e a divulgação do Movimento Mais com Menos, o qual traduz de maneira clara o que acreditamos: uma filosofia de negócios que valoriza colaboração, parceria, partilha de ideais e, acima de tudo, senso de responsabilidade”, aponta Ornella Guzzo Vilardo, gerente sênior de sustentabilidade do Grupo Heineken no Brasil.

O Movimento Mais com Menos é formado por três frentes de atuação: Pessoas, Planeta e Prosperidade. Estes, por sua vez, têm dois sub pilares: promoção do consumo equilibrado de álcool e da saúde e segurança em Pessoas; proteção de recursos hídricos (Every Drop) e redução de emissões de CO2 (Drop the C) em Planeta; e sustentabilidade na cadeia de fornecimento e crescimento com as comunidades em Prosperidade.

Consumo equilibrado
Foi ao som dos músicos Rael e Marissol Mwaba, com canção produzida pelo também cantor e compositor Fióti, que a marca lançou uma plataforma dedicada ao consumo equilibrado de álcool em 2019. As ações associadas ao tema foram alvos de sólidos investimentos da companhia e se concentraram no Day After Project (ou Projeto do Dia Seguinte).

No período, em parceria com a consultoria de inovação Maker Brands, também foi lançado o WeLab. Trata-se de uma experiência imersiva com metodologia inédita e exclusiva da cervejaria focada em jovens entre 18 a 24 anos.

O grupo também quis garantir que seus eventos fossem realizados de forma ainda mais responsável. Com isso, elaborou dois manuais para guiar os cuidados ambientais e sociais da empresa em eventos próprios e de terceiros: O Manual de Boas Práticas em Eventos Sustentáveis e o Manual ABA de Boas Práticas pelo Fim do Assédio em Eventos.

Ações de impacto
Em termos ecológicos, a Heineken garante ter aumentado em 25% o conteúdo reciclado em caixas garrafeiras, volume inédito nas operações da cervejaria, além de avançar significativamente no uso de material reciclado em suas garrafas PET.

Com a ação Volte Sempre, por sua vez, engajou mais de 900 pessoas a triturar cerca de 31 mil garrafas de vidro em máquinas especiais da 4Glass, disponibilizadas em unidades dos supermercados do Grupo Pão de Açúcar em São Paulo – e com com cashback Méliuz.

Já com a startup SO+MA a companhia engajou 4.000 famílias a mudar comportamentos em relação à reciclagem, por meio de um programa de fidelidade, que estimula a economia circular e o desenvolvimento local.

Realizado pela Administração da ilha de Fernando de Noronha, em parceria com a Menos 1 Lixo e Iönica, o programa Noronha Plástico Zero tornou a ilha a primeira do Brasil a ser totalmente livre de materiais plásticos descartáveis.

No período, a companhia ainda teve a adesão de 100% do time de logística e 93% do time das cervejarias ao programa 12 Regras que Salvam Vidas (Life Saving Rules – LSR, na sigla em inglês), disseminado mundialmente e que garante a integridade e bem-estar dos colaboradores.

De olho na redução das emissões de carbono, a Heineken investiu na diversificação de transportes para a distribuição de seus produtos. Em 2019, foram 2.310 viagens por meio da navegação de cabotagem, o que representa a redução de mais de 1.300 toneladas em emissões de CO2. Com a frente ferroviária, outras 39 toneladas de carbono deixaram de ser emitidas. E, com a instalação de 25 empilhadeiras elétricas, foram 1.300 toneladas a menos em emissões de CO2.

O uso de energia elétrica no transporte em veículos de carga também tem se expandido em uma parceria com a JAC Motors Company. O próximo passo é implementar cinco veículos desse modelo em 2021, reduzindo em 360 toneladas por ano as emissões de carbono.

Combate ao coronavírus
Com a pandemia da Covid-19 iniciada neste ano, a Heineken trabalhou em diversas iniciativas focadas na saúde física e mental de seus colaboradores. Uma delas foi a disponibilização de um canal de Saúde Corporativa, disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, para atender aqueles que apresentassem qualquer sintoma.

No período, o grupo também enfatizou as mensagens de consumo equilibrado de álcool e promoveu live com especialistas, inaugurando sua página de show case no Linkedin com artigos de especialistas e trabalhando conteúdos escritos, em vídeo e em formato de podcast, entre outras ações.

Em 2020, a companhia também participou de diversas parcerias com empresas de diferentes segmentos. Ao todo, foram investidos mais de R$ 16 milhões em iniciativas que incluíram a doação de pães, água e materiais hospitalares, além da criação de plataformas para ajudar bares e restaurantes a se manter durante o distanciamento social e retornar às atividades de maneira segura dentro das novas normas.

Próximos passos
Entre as metas globais apresentadas em seu relatório de sustentabilidade, até 2030, a Heineken se propõe a ter em sua produção 80% a menos de emissões e até 70% de energia renovável, além de tratar 100% dos efluentes. O grupo também estima que terá 20% a menos de emissões na distribuição e 100% de novos refrigeradores com padrões verdes até o final de 2020.

Entre as metas específicas para o Brasil, por fim, a empresa estabeleceu que terá 100% de consumo de energia renovável em todas as cervejarias até 2023 e se compromete a ter 7,3kg CO2 e em emissões da distribuição até 2021.

Para baixar o Relatório de Sustentabilidade 2019/2020  Heineken no Brasil, acesse: www.heinekenbrasil.com.br/media/1876/heineken_rs2019_pt-8.pdf.

Ambev busca se adaptar a hábitos de consumo para liderar mercado, diz análise

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A pandemia do coronavírus forçou as pessoas a se isolarem dentro das suas casas e provocou mudanças na rotina de consumo da população. Essas alterações foram percebidas pela Ambev, que tem buscado reposicionar suas marcas e estratégias para seguir como líder do setor cervejeiro, segundo avaliação apresentada em recente relatório divulgado pelo Santander sobre a companhia.

Leia também – Cautela e concorrência: Analistas avaliam cenário para Heineken e Ambev

Parte do material foi preparado a partir de relatos do CEO da Ambev, Jean Jereissati, em encontro com a equipe de analistas do banco. Nessa conversa, o executivo explicou que a multinacional espera antecipar as necessidades dos clientes diante da nova realidade advinda da crise da Covid-19.

Jereissati analisou que essa não é a primeira vez que o consumidor alterou posturas para decidir o que beber. O relatório destaca que o CEO da Ambev lembrou que recentemente se trocou a “refrescância” da cerveja pelo “sabor”.

E apontou que, agora, a empresa se prepara para a consolidação das mudanças com a expansão do portfólio de marcas, além de explorar novos métodos de entrega, algo que se tornou fundamental a partir do momento em que a população trocou os bares e restaurantes pelo consumo residencial, alteração que ficou clara com o aumento da demanda pelo sistema de delivery.

“Durante uma videoconferência com Jereissati, ficamos sabendo que durante décadas os brasileiros buscavam principalmente se ‘refrescar’ ao beber cerveja. Agora procuram ‘sabor’”, aponta Marcel Moraes, autor do relatório da Ambev sobre o Santander.

“As medidas de contenção do coronavírus aceleraram a mudança de beber em bares em grupos maiores para beber em casa. Coloque essas tendências junto com a pior recessão econômica da história do Brasil e é preciso pensar sobre acessibilidade”, acrescenta o relatório.

O material também prevê um crescimento de 5% no volume de cerveja da marca no terceiro trimestre de 2020. E aponta os motivos que levaram a uma redução de apenas 2% desse item, abaixo da previsão do mercado, no segundo trimestre deste ano.

“A formação de estoques em bares e restaurantes, o forte posicionamento competitivo da Ambev e sua capacidade de distribuição superior”, relata Moraes.

A análise também recomenda a compra da ação da Ambev, colocando o preço-alvo de R$ 17. O papel ABEV3 fechou o pregão da Bolsa de Valores de São Paulo da última quarta-feira cotado a R$ 12,85. Ou seja, ainda há bastante espaço para valorização, na opinião do Santander.

Após ataques racistas, live do Guia discute diversidade no setor cervejeiro

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O ambiente cervejeiro brasileiro testemunhou, nas últimas semanas, uma série de manifestações racistas e sexistas por parte de membros da comunidade do segmento. Da taxação de um rótulo como “de mulherzinha” aos comentários preconceituosos em relação a uma sommelière negra, passando por ataques em massa nas redes sociais a uma fabricante comandada por negros. São posturas inconcebíveis, mas que ainda resistem entre pessoas ligadas à cerveja.

No entanto, a reação contrária a elas tem ganhado força. Este é o assunto da próxima live do Guia, que debaterá nesta quinta-feira, às 20 horas, com Nadhine França, coordenadora do núcleo de diversidade da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), as respostas e medidas necessárias para reprimir condutas preconceituosas no meio, como os recentes ataques racistas.

A entidade, que desde o início do ano conta com um núcleo para discutir e ampliar a diversidade e a inclusão no setor cervejeiro, posicionou-se publicamente contra os atos preconceituosos. No calor dos últimos fatos, Nadhine conversará com a sommelière e apresentadora da live do Guia, Candy Nunes, sobre as implicações, consequências e possíveis medidas a serem adotadas para evitar episódios semelhantes.

Na pauta também estarão as ações do núcleo nestes primeiros meses de atuação e as próximas medidas – que devem incluir pesquisas e levantamentos de dados para embasar decisões e seus rumos de atuação. A live será transmitida no Instagram do Guia.

O Núcleo de Diversidade da Abracerva foi inspirado em iniciativa semelhante da Brewers Association (BA), dos Estados Unidos, tendo nascido do desejo de demonstrar como a diversidade e a inclusão, na perspectiva de crescimento da participação de mulheres, negros e LGBTs no setor, trazem benefícios para o mercado como um todo.

Na época em que foi anunciada a criação do núcleo, Nadhine, também colunista do Guia, consultora cervejeira e fundadora da Maria Bonita Beer, citou como exemplo a iniciativa da BA, que designou uma embaixadora que viaja pelos Estados Unidos para conversar com cervejeiros sobre as temáticas do comitê. A ideia da Abracerva é estruturar ações semelhantes, adaptando-as à realidade do setor cervejeiro do nacional.

Todas as semanas, em seu perfil no Instagram, o Guia leva ao ar lives com o objetivo de discutir temas relevantes e divulgar a cultura que cerca a cerveja, através de análises profundas sobre o que acontece nesse universo, sempre com convidados de diferentes áreas.

https://www.instagram.com/p/CEFA_XyFXnV/

Centenária norte-americana Pabst Blue Ribbon chega ao mercado brasileiro

O consumidor brasileiro de cervejas ganhou mais uma opção internacionalmente renomada. Uma das marcas icônicas do segmento nos Estados Unidos, a Pabst Blue Ribbon chegou no mês de agosto ao mercado do país. A empresa centenária vai disponibilizar seus rótulos inicialmente no estado de São Paulo, com a comercialização do produto ocorrendo em latas e long necks.

Leia também – Pabst Blue Ribbon oferece ‘autêntico sabor’ da cerveja norte-americana aos brasileiros

O primeiro lançamento da Pabst Blue Ribbon no Brasil é o Original. Trata-se de uma cerveja do estilo American Standard Lager, com 4,5% de graduação alcoólica. A empresa diz que o público terá à disposição um rótulo “tipicamente norte-americano”, sendo “leve e fácil de beber”.

Tendo sido lançada em 1844 na cidade de Milwaukee, a Pabst Brewing Company é a quinta maior cervejaria dos Estados Unidos, sendo a primeira entre as marcas independentes. Atualmente, a sua sede está localizada em Los Angeles. E, agora, a empresa decidiu incluir o Brasil na sua rota de expansão internacional, após já ter entrado em diversos outros países, como Austrália, Canadá, China, Rússia e Ucrânia.

A produção e a distribuição das cervejas da Pabst Blue Ribbon no Brasil vão ser realizadas pela cervejaria NewAge, que compõe uma indústria de bebidas localizada na cidade de Leme, no interior de São Paulo. E possui mais de 30 anos de atuação no mercado.

Considerada um dos ícones do setor cervejeiro norte-americano, a Pabst Blue Ribbon está presente na cultura popular, como em uma cena do aclamado filme “Veludo Azul”, de David Lynch.

“Temos orgulho de sermos uma marca integralmente definida pelo seu público. Nós nunca dizemos às pessoas como viver. Ou o que fazer, como se vestir ou como se sentir. Honestamente, quem precisa de conselhos de uma cerveja?”, destaca a empresa.

Balcão do Tributarista: A proposta de reforma tributária e os impactos no setor

A proposta de reforma tributária e os impactos no setor

Já tivemos a oportunidade de analisar neste espaço as três principais propostas de reforma tributária que tramitam no Congresso Nacional: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 45/2019, a PEC nº 110/2019 e a proposta do governo, que na época daquela coluna ainda não havia sido oficialmente apresentada.

Ocorre que, recentemente, o governo federal levou à Câmara dos Deputados um Projeto de Lei (que tramita sob o nº 3887/2020) visando a unificação das conhecidas contribuições ao PIS e Cofins para a instituição da nova Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Mais do que apenas unificar dois tributos, a CBS altera profundamente a forma como hoje são calculadas estas contribuições.

Podemos dizer que a CBS representa, na prática, a criação de um Imposto sobre Valor Agregado (IVA), muito comum em diversos países, especialmente na Europa. Há uma modificação da base de arrecadação, que deixa de ter foco no faturamento do contribuinte e passa a estar relacionada ao valor adicionado ao bem ou serviço a cada etapa da cadeia produtiva.

Entre os pontos positivos da CBS tem sido destacado o fim da cumulatividade presente no PIS e na Cofins. É que a contribuição permitiria a utilização de créditos de forma bem mais ampla do que o sistema atual.

Outro importante ponto positivo é a simplificação do sistema. Há uma unificação de tributos e eliminação de subsistemas, que hoje existem em grande número e que dificultam a projeção de carga tributária das empresas.

Também tem sido muito elogiada a mudança na forma de cálculo da CBS, que passa a não incidir mais sobre o seu próprio valor. O PIS e a Cofins são calculados, como costuma se dizer, “por dentro”. Isto quer dizer que as referidas contribuições são calculadas de forma que incidam sobre seu próprio valor.

Para compensar este aumento na possibilidade de utilização de créditos e a mudança na forma de cálculo, o governo apresentou a CBS com uma alíquota definida em 12%. E este tem sido um dos principais pontos de crítica. Há quem defenda que representaria um aumento da carga, sendo que uma alíquota de 9,25% seria suficiente para compensar a redução pelas modificações na forma de apuração.

Ainda sobre a alíquota, é importante observar que, para empresas que optam pelo regime cumulativo do PIS e da Cofins, o aumento é realmente bastante expressivo. Contribuintes nessa situação, hoje, arcam com uma alíquota global de 3,65%. Se aprovada a CBS nos termos propostos pelo governo, esta alíquota passa a ser de 12%.

Chama a atenção no texto a previsão expressa de que serviços digitais fazem parte da base da CBS. Este assunto tem sido muito discutido nos últimos anos, com o aumento das atividades digitalizadas, que tem criado um desafio para os sistemas de tributação.

Aliás, este ponto da proposta da CBS se relaciona a outro eixo da grande proposta de reforma pretendida pelo governo e que ainda não foi apresentada oficialmente, embora já anunciada. É que o governo pretende reduzir a tributação incidente sobre a folha de pagamento, desonerando os salários e, consequentemente, visando incentivar a criação de postos de trabalho formais.

Ocorre que, para compensar a redução na arrecadação dos tributos hoje incidentes sobre a folha, o governo pretende criar um imposto incidente sobre transações financeiras online. Este é um ponto que merece muita atenção por parte do mercado cervejeiro, que, em tempos de distanciamento social, tem se voltado cada vez mais para o comércio digital.

Por fim, outro eixo que futuramente deverá ser apresentado pelo governo para complementar seu pacote de reforma tributária diz respeito ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). E este também é um ponto que exige atenção das cervejarias.

É que a ideia para o atual IPI é deixar bastante evidente o seu caráter extrafiscal, ou seja, suas funções de regular mercados a partir de uma desoneração de determinados produtos ou majoração de cargas sobre outros, que se entenda que o consumo deva ser desestimulado. E já se fala em uma possível sobretaxação de produtos como bebidas alcoólicas, fumo, entre outros.

Fica claro, mais uma vez, a importância de estarmos atentos a estes projetos e a uma possível definição entre as tantas propostas existentes hoje no Congresso.


Clairton Kubaszwski Gama é advogado, sócio do escritório Kubaszwski Gama Advogados Associados. Especialista em Direito Tributário pelo IBET e mestrando em Direito pela UFRGS. Também é cervejeiro caseiro.

Colorado amplia portfólio e lança Ribeirão Lager em long neck

A Colorado promete mais praticidade aos cervejeiros em todas as ocasiões de consumo com seu novo lançamento: a long neck da Ribeirão Lager. A versão com 355ml da marca do interior de São Paulo completa as variações do rótulo, que já estão disponíveis em garrafa de 600ml, chope e lata.

Leia também – Lohn lança cerveja com lúpulos plantados em Santa Catarina

Lançada no ano passado pela marca da Ambev, a Ribeirão Lager é uma Standard American Lager com 4,5% de teor alcoólico e amargor moderado. A receita ainda leva casca de laranja – seguindo o padrão da Colorado de incluir ingredientes brasileiros em suas receitas – e tem 20 IBUs.

Segundo Guilherme Poyares, gerente de marketing da Colorado, o lançamento é totalmente focado nas necessidades dos consumidores. “A long neck da Ribeirão Lager chega para facilitar o consumo dos que amam uma boa cerveja”, explica Guilherme. “Estamos atentos às necessidades dos consumidores para que eles possam desfrutar das nossas cervejas em todas as ocasiões.”

As linhas da Colorado no mercado nacional refletem o sabor encontrado nas artesanais de outros cantos do mundo, mas, sempre, com um toque brasileiro, destacando ingredientes diferenciados e enaltecendo a biodiversidade nacional.

O lançamento da Ribeirão Lager também foi uma maneira da Colorado ressaltar sua ligação com Ribeirão Preto, cidade onde surgiu a marca e tradicional destino para quem gosta de cerveja. O município também é famoso por seus bares especializados em chope leve e extremamente gelado, algo que o novo rótulo procurou remeter.

Ribeirão Lager
Estilo: Standard American Lager
Teor alcoólico: 4,5%
IBU: 20
Matéria-prima: Laranja

Sommelière Sara Araujo sofre ataques racistas; Abracerva se posiciona

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Conhecida por abordar a discriminação e o preconceito social presentes no universo cervejeiro, a beer sommelière Sara de Jesus Araujo se tornou mais uma vítima de racismo nos meios digitais. A Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva) já se posicionou sobre o assunto, através de uma nota oficial, e destacou condenar todos os tipos de discriminação.

Sara Araujo, que é sommelière com formação pela Doemens & ESCM e criadora da página @negracervejassommeliere, publicou no último domingo em seu Instagram inúmeras mensagens de ódio escritas contra ela em grupos no WhatsApp.

“O racismo, a misoginia, a LGBTfobia não dão um dia de trégua sequer. Eu estou muito abalada com as mensagens violentas, racistas e nojentas que recebi. Hoje, um bando de homens brancos do mundo da cerveja achou que seria legal levar minha imagem e da cervejaria Implicantes em um grupo para vomitar os seus racismos. O ataque não foi só a mim e à cervejaria. É a todo povo preto”, escreveu Sara.

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De acordo com Sara Araujo, além do racismo sofrido nas mensagens, também foi questionada a sua formação como sommelière e as razões que levam sua página a falar apenas sobre profissionais negros.  “Perguntaram se eu sei avaliar uma cerveja? Estudei para isso. Questionaram o porquê da minha página falar de pessoas negras? Porque nos outros espaços não somos aceitos/as, então, falo delas. Ridicularizaram a minha etnia, digo, sou negra e com muito orgulho”, acrescentou.

Em matéria do Guia sobre se a cerveja brasileira seria democrática, Sara, que também é acadêmica com formação em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Maringá, apontou que o problema social, o preconceito racial e o diferente acesso às oportunidades expostas pela crise do coronavírus nunca estiveram escondidos. E tem como consequência a rara presença dos negros em espaços cervejeiros.

“Quando me formei como sommelière, em 2018, foi em razão de não ver corpo como o meu no espaço da cerveja, aliás, via, mas em posição de subalternidade, na limpeza, limpando as mesas, ou fazendo segurança do espaço. Nada contra essas profissões, mas, o incômodo era por que somente nesses lugares?”, indagou a especialista em sua publicação.

“Em 2018, comecei a frequentar mais de perto a cena cervejeira e um dos objetivos era entrevistar pessoas, sobretudo negras, para saber delas se sentiam confortáveis em um espaço tão brancocêntrico. Estava coletando material para um artigo científico que pretendo escrever”, completou Sara.

E, ao que parece, além de rara, a presença do negro no universo cervejeiro ainda é bastante incômoda aos racistas, que usam o suposto anonimato das redes sociais para atacar perfis autodeclarados. Foi o que aconteceu recentemente também com a cervejaria gaúcha Implicantes, que foi bombardeada por manifestações preconceituosas.

Como Sara Araujo sublinha ao final da sua publicação, após destacar a importância do convite que recebeu do Sciensc Of Beer para ministrar aulas sobre racismo no mercado cervejeiro, os ataques preconceituosos no setor só evidenciam o quanto o debate desta temática é urgente e necessária.

Abracerva se posiciona
Na segunda-feira, a Abracerva divulgou nota oficial sobre os atos racistas, destacando a condenação de todos os tipos de discriminação. A associação também lembra que, mesmo antes dos acontecimentos, já havia criado um núcleo de diversidade em combate aos preconceitos.

“A associação condena todos os tipos de discriminação e mesmo antes dos acontecimentos, já havia criado o Núcleo de Diversidade para combater essas atitudes. Mesmo assim já temos um expediente interno dedicado a acelerar as ações do Núcleo de Diversidade para que casos como estes sejam cessados”, aponta a Abracerva.

“O Núcleo da Diversidade, liderado pela sommelière Nadhine França (colunista do Guia), tem como objetivo gerar e amplificar discussões relacionadas à diversidade no universo da cerveja artesanal independente. Queremos também demonstrar apoio a Sara Araújo, alvo dos comentários, e asseguramos que estamos dispostos a impulsionar a mudança do cenário e continuamos abertos a receber todos que querem fazer parte destes movimentos”, completa o comunicado.

Label Sonic se consolida unindo produtos gráficos de qualidade a preços acessíveis

A indústria cervejeira possui diferentes atores no Brasil. Esse amplo mercado abarca hoje desde multinacionais, que dominam uma parcela relevante do setor, até pequenos empreendedores, que muitas vezes transformaram o gosto pela bebida em ofício, seja com uma pequena marca ou mesmo com as produções ciganas.

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Cada um tem a própria estratégia para conquistar e fidelizar seu público. Apostar em “parcerias”, por exemplo, pode ser importante para obter espaço e relevância no segmento. É o que faz a Label Sonic. Afinal, o foco da empresa de rótulos está em facilitar o acesso a produtos gráficos de qualidade pelos pequenos e médios empreendedores brasileiros, como explica Bruno Lage, sócio-diretor da companhia.

Criada em 2017, a Label Sonic tem atuado na tarefa de buscar a democratização do setor cervejeiro, sobretudo ao surgir com a ideia de oferecer rótulos com o mesmo padrão de excelência dos utilizados pelas grandes cervejarias.

“Nosso foco inicial foi o ‘boom’ das cervejas artesanais e como atender este mercado tão dinâmico”, explica Bruno, que atua no segmento de rotulagem desde 2005. “Então, procuramos parcerias que pudessem produzir rótulos em pequenas tiragens com a mesma qualidade que as grandes cervejarias tinham acesso.”

Nesse curto período de trajetória, ao montar uma carteira de 1.200 clientes em todo o Brasil, a empresa acredita ter se consolidado como uma opção interessante de rotulagem no segmento de artesanais. E, segundo Bruno, isso se dá por alguns diferenciais, como oferecer provas impressas aos empreendedores.

“Focamos também em facilidade de pagamento e na produção de provas impressas gratuitas para os clientes. Assim eles podem conhecer nossa qualidade ao mesmo tempo que fazem protótipos de suas embalagens”, aponta.

Apoio aos iniciantes
O sócio-diretor da Label Sonic destaca, ainda, que a companhia possui hoje clientes que fazem 5 mil rótulos por estilo de cerveja, mas que sua empresa não deixa de olhar para os iniciantes, oferecendo qualidade em identidade visual mesmo no fornecimento de pequenas unidades.

A empresa, assim, garante a possiblidade de fechar acordos por quantidades reduzidas de rótulos com pequenas marcas, em uma operação unida a microempreendedores, pois ela também os enxerga como participantes relevantes na engrenagem do seu modelo de negócios.

“Queremos estar juntos dos nossos clientes desde a primeira produção de cerveja. Portanto, nosso mínimo é de cem unidades por modelo. E, para que o cliente comece com o máximo de qualidade na sua identidade visual, fazemos provas gratuitas no mesmo material, acabamento e corte. Não é uma simulação, é uma prova”, destaca o sócio-diretor.

Outra possibilidade oferecida pela Label Sonic ao mercado é a sua rotuladora manual – já são cerca de 300 unidades vendidas. E a empresa acredita ter conquistado os clientes em função da agilidade que o produto fornece.

“É uma rotuladora prática, barata e muito precisa. E com preço muito baixo. Desta forma todos os clientes, de qualquer porte, podem ter agilidade na produção e aplicar rótulos rapidamente”, conclui o sócio da Label Sonic.