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Menu degustação: Bar da Corona, 22 anos da Krug, IPA com tangerina da Schornstein…

Bar da Corona
O Vista Corona, bar proprietário da cerveja Corona, ganhou uma segunda unidade em São Paulo, no bairro Pinheiros, no Largo da Batata. O bar da Corona busca celebrar o estilo de vida ao ar livre e também o conceito de veraneio, tendo a intenção de ser um ponto de encontro para surfistas e amantes do esporte. O novo bar da Corona terá uma programação voltada à cultura do surfe, com a exibição de campeonatos no Brasil e no mundo, e exposições fotográficas gratuitas, além de funcionar como ponto de partida para surf trips ao litoral paulistano organizadas pela Corona. Em parceria com a Surf’sUp Club, o bar da Corona também abriga uma estação de aluguel de pranchas. “Criamos um oásis urbano inspirado nos paraísos naturais do Brasil, onde o verão nunca acaba, para que as pessoas possam se desconectar e se sentir fora da selva de pedras. Com o Vista Corona, queremos proporcionar experiências inesquecíveis, para que este seja um refúgio para os amantes do estilo de vida praiano”, diz João Pedro Zattar, gerente de marketing da Corona no Brasil. O bar tem 200m², capacidade para até 180 pessoas e conta com um serviço de autoatendimento. Além disso, tem como novidade o primeiro chope fresco da marca no mundo. A outra unidade do Vista Corona em São Paulo está localizada na Galeria Copan e foi inaugurada em dezembro de 2019.

IPA com tangerina da Schornstein
A já tradicional IPA da Schornstein ganhou uma nova versão: com adição de tangerina. O lançamento é resultado da Usina Schornstein, projeto da marca com a Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM). A bebida está disponível em latas de 473 ml, tem 6% de graduação alcoólica e 50 IBUs. Elaborada pelos alunos da instituição, a receita leva polpa da fruta e um dry hop de Amarilo e Citra. “A ideia foi trazer um pouco de frescor para a cerveja, aumentando seu drinkability. Ficamos bem satisfeitos com o resultado”, conta Rodrigo Becker Rosa, cervejeiro da Schornstein.

Aniversário da Krug
Em celebração aos seus 22 anos, a Krug Bier lançou uma nova cerveja comemorativa, a Krug 22, em edição limitada com apenas duas mil garrafas. É uma Russian Imperial Stout com 8% de teor alcoólico, envelhecida na presença de nibs de cacau e coco queimado, com notas de madeira provenientes da baunilha. Harmoniza com torta de nozes, petit gatêau e queijo camembert. Em outras ações, a Krug adquiriu três novos tanques de fermentação e também expandiu e mudou sua cozinha de localização para integrar a produção ao seu Biergarten – agora a cervejaria tem capacidade para produzir 350 mil litros por mês. Além disso, reformulou os sete rótulos da Linha Áustria – cada estilo ganhou uma cor característica. Já a linha Expressionista passou por pequenas adaptações, enquanto a cerveja Export deixou de ser envasada em formato long neck para ser vendida apenas na versão 600 ml. “Buscamos nos reinventar a cada dia para continuar crescendo neste mercado que é cada dia mais competitivo”, diz Alexandre Bruzzi, diretor da Krug Bier.

Oud Bruin da Prussia
A Prussia Bier, cervejaria de Belo Horizonte, lançou a Oud Bruin, uma Brown Ale da escola belga com um toque de acidez, feita em parceria com alunos do Curso Avançado de Tecnologia Cervejeira do Instituto da Cerveja. Seu aroma apresenta frutas como amora e uva, além de um leve toque de caramelo e chocolate. Teve, ainda, fermentação láctica e possui uma cepa de levedura, 18 IBUs e 5% de teor alcoólico. Foram produzidos apenas 500 litros, sendo que a cerveja está à venda no Hop Garden, Lamas Brew, Bier Truck Prussia Bier, Mamãe Bebidas, Santo Growler e Stahlberg.

Curso profissional da Sinnatrah
A Sinnatrah Cervejaria Escola, de São Paulo, lançou um curso voltado para quem pretende trabalhar com a produção comercial de cervejas e acumular experiência dos processos dentro de uma cervejaria. O Curso Profissional Cervejeiro prevê 70 horas de aulas, com conteúdo teórico e com operação de equipamentos em três fábricas diferentes. Inclui visitas técnicas, bate-papo com cervejeiros, apresentação de cases de negócios e mentoria individualizada com os professores ao final do curso. O curso se dará com turmas de até 20 alunos, sendo que a primeira será de 23 de abril a 30 de maio. O custo é de R$ 4 mil em até 5 vezes, com 5% de desconto até 31 de janeiro.

Ambev sem plástico
A Cervejaria Ambev anunciou a meta de acabar com a poluição plástica de suas embalagens até 2025. Para isso, em parceria com outras empresas e universidades, a cervejaria promete tomar uma série de medidas e criar inovações. Hoje, 18% de todo o líquido produzido pela companhia, incluindo seus refrigerantes, é envasado em embalagens plásticas. Para atingir o objetivo, a atuação será em três frentes: eliminação e substituição de plástico desnecessário; utilização de embalagens retornáveis ou conteúdo 100% reciclado na composição de novas embalagens; e investimento em inovação e tecnologias para circularidade, reciclagem e novos materiais. “Em 2018, a gente já tinha anunciado a meta de ter 100% dos nossos produtos em embalagens retornáveis ou que fossem majoritariamente feitas de conteúdo reciclado até 2025. Agora queremos ir além para ajudar a resolver o problema da poluição plástica, que preocupa o mundo todo”, explica Jean Jereissati, presidente da Ambev.

Linha Baltic da Avós
A Cervejaria Avós lançou um pack com quatro rótulos de 355ml com diferentes receitas da sua linha Baltic Porter (Strong Lagers). São elas: Base, Cafeína, Bourbon e Porto, esta um lançamento. As vendas, pelo site da marca, vão até meio-dia de segunda-feira e estão limitadas a 150 packs. A Base é a versão pura da Baltic Porter, a Cafeína é uma colaborativa com a Cafeína Records que leva Cold Brew de um café especial, a Bourbon foi envelhecida em barrica de carvalho norte-americano que anteriormente continha Bourbon e, por fim, a Porto foi envelhecida em barrica de carvalho europeu que continha vinho do Porto.

Plantio da Octopus
A Cervejaria Octopus realizou uma ação de plantio na região da Serra do Gandarela, a 40 quilômetros de Belo Horizonte. A iniciativa visa dar continuidade à prática de compensação ambiental às emissões de carbono durante a produção e distribuição dos rótulos da marca. O projeto Carbono Zero teve seu primeiro plantio em 2017.

Copa com desconto
A Copa Cervezas de America realizará de 1º a 16 de fevereiro uma pré-venda com 15% de desconto em cada amostra inscrita no festival. Marcada para o período entre 30 de agosto e 6 de setembro, a edição de 2020 do evento vai ser realizada em Mar del Plata, na Argentina, com a expectativa de reunir a maior quantidade de cervejas participantes da sua história.

Promoção da Skol e Zé Delivery ameniza inflação da carne e custos do churrasco

Para aqueles que tentam ao máximo prolongar o clima de verão e não perdem a chance de emplacar um churrasco no final de semana, uma parceria entre a Skol e o aplicativo de entrega de bebidas Zé Delivery promete amenizar o peso da farra no bolso. De olho nos números da inflação, que mostram altas expressivas no preço da carne durante o ano de 2019, a dupla se uniu em uma promoção que garante descontos no preço da cerveja para contrabalancear.

Entre 24 de janeiro e 2 de fevereiro, quem pedir Skol pelo aplicativo de entrega de bebidas geladas usando o cupom VaiTerChurras terá, no mínimo, 30% de desconto nos itens da marca.

Leia também – Com queda em dezembro, cerveja fecha 2019 com inflação de quase 2%

O índice de desconto é “pós-fixado” e trabalha com uma “trava mínima”, ou seja, a marca vai acompanhar a variação do preço da carne durante o período da promoção. Se ela subir, o desconto na cerveja aumenta. Mas, se diminuir, permanece em 30%.

“Aproveitamos que a carne está mais salgada para o bolso dos brasileiros e criamos essa ação conjunta com o Zé Delivery para garantir uma Skol gelada no melhor preço possível”, comenta Lucas Oliveira, gerente de marketing da Skol.

Inflação
No mês de dezembro, quando a inflação nacional ficou em 1,15%, o grupo alimentação e bebidas teve expressiva elevação de 3,38%. Itens como cereais e feijões contribuíram expressivamente para a alta. Mas as carnes, cujos preços são tradicionalmente maiores, foram as grandes vilãs e complicaram o churrasco durante o verão.

Em dezembro o item subiu 18,06%, com alta tanto nas carnes bovinas quanto nas suínas. A alcatra, uma das “estrelas” do churrasco, ficou 21,15% mais cara, enquanto o contrafilé subiu 19,88%.

As altas de dezembro também contribuíram bastante para o resultado anual, em que as carnes terminaram 32,4% mais caras – enquanto a inflação geral ficou em 4,31% e a cerveja despontou como “salvadora” do churrasco, com aumento de apenas 1,94%.

A ação acontece em todas as cidades nas quais o Zé Delivery atua: Grande São Paulo, Rio de Janeiro, Niterói, Curitiba, Ponta Grossa, Belo Horizonte, São José do Rio Pardo, Ribeirão Preto, Sorocaba, Santos, Praia Grande e Ponta Grossa. O cupom ficará disponível para 3 mil usos ou enquanto durarem os estoques.

“Nós, do Zé, entendemos que não existe combinação melhor que churrasco, galera e cerveja. Por isso, aceitamos o convite da Skol para incentivar mais encontros com família e amigos no verão”, afirma Claudio Azevedo, head de marketing e growth do Zé Delivery.

O aplicativo está disponível na Apple Store, no Google Play e no site www.ze.delivery.

Crise da Backer é pontual e não afetará setor, mas fake news preocupam, dizem analistas

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Além das perguntas ainda não respondidas pela investigação da contaminação de cervejas em Belo Horizonte, a cadeia produtiva da artesanal brasileira possui inúmeras questões que estão sendo debatidas: será que a crise da Backer vai afetar o segmento?; vendas e consumo irão cair?; qual o impacto do caso na cerveja artesanal brasileira?

Em busca de reflexões a respeito, o Guia ouviu especialistas e empresários do setor. E a avaliação geral é de que não houve queda em vendas, pelo menos por enquanto, embora exista uma preocupação com as informações que chegam ao público leigo, que ainda não conhece sobre cerveja artesanal.

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“Não perdemos nenhum cliente por causa disso e continuamos com as nossas vendas normalmente, conforme já havíamos planejado antes do caso”, informa Gilberto Tarantino, sócio-diretor da cervejaria Tarantino, de São Paulo.

Para ele, inclusive, a crise da Backer traz um ponto positivo: mostrar que cerveja é um assunto realmente importante no Brasil. “Um aspecto que devemos considerar é o grande espaço na mídia que o caso ganhou. Isso mostra que o tema cerveja tem muito interesse do brasileiro”, avalia Gilberto.

Mayra Viana, analista do núcleo de Alimentos e Bebidas da Unidade de Competitividade do Sebrae Nacional, é outra especialista a avaliar que o caso não trará grandes impactos ao setor. “De uma forma geral, o consumidor está entendendo que o caso é isolado. No geral, os empresários não estão preocupados e nem sentindo uma queda de vendas”, aponta ela.

Já Carlo Lapolli, presidente da Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva), também reforça que, apesar de inédito, o caso Backer é isolado e não irá prejudicar o crescimento do setor.

“O caso é inédito neste mercado. Estamos à disposição, assim como as indústrias, para mostrar o processo e para que o consumidor veja que o negócio da cerveja artesanal é sério, profissional e passa por acompanhamento constante dos órgãos de fiscalização”, defende Lapolli.

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Outro importante indicativo de que o setor não sentiu respingos do caso Backer é o fato de que analistas do Bradesco BBA mantiveram a classificação de investimento da Ambev, com a justificativa de acreditarem ser um caso isolado e de que não deve gerar mudanças no cenário de consumo das cervejas especiais.

Mas a confusão de informações e a falta de respostas da investigação podem afetar o consumidor que não conhece o mercado de artesanais. Para o chef e sommelier Ronaldo Rossi, também empresário do varejo cervejeiro, o principal desafio é enfrentar um problema que tem afetado até aspectos conjunturais do país: as fake news.

“O público já consumidor de cervejas especiais conhece a Backer, entende a qualidade da Backer e percebe o que está acontecendo. O grande problema é o público leigo, que recebe um monte de correntes no WhatsApp que não fala nada com nada, que não fala nada que faz sentido, e acaba achando como verdade absoluta a partir daí. Isso, de fato, preocupa”, alerta Ronaldo Rossi.

Com alta de quase 10%, Curitiba lidera inflação da cerveja nas capitais em 2019

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Curitiba puxou a inflação da cerveja em domicílio em 2019. A capital do Paraná registrou elevação de 9,65% no somatório dos preços nos 12 meses do ano, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Se no país a alta foi de 1,94%, outras sete capitais tiveram elevação superior a 2% no preço da cerveja no ano passado. Foram elas: Rio Branco, com 5,94%, Grande Vitória, com 3,76%, Goiânia, com 3,25%, Fortaleza, com 3,18%, Belém, com 3,07%, Porto Alegre, com 2,97%, e Rio de Janeiro, com 2,81%.

Por outro lado, cinco capitais pesquisadas pelo IBGE apresentaram deflação no ano passado. As mais expressivas foram em São Luís, com -3,42%, Brasília, com -2,56%, e Salvador, com -2,03%.

Já os preços da cerveja fora do domicílio tiveram variação de 1,13% em 2019 no cenário nacional. E Goiânia foi a capital pesquisada com maior inflação, de 9,07%. As outras cidades com alta maior do que a do índice nacional foram Curitiba, com 4,48%, Fortaleza, com 3,87%, Rio Branco, com 3,73%, Recife, com 3,33%, Porto Alegre, com 3,31%, Grande Vitória, com 3,01%, e Belém, com 1,95%.

Quatro capitais, por outro lado, tiveram deflação nos preços da cerveja fora do domicílio no ano passado. Nesse cenário, as principais quedas se deram em Campo Grande, com -2,41%, e em São Luís, com -1,72%.

Dezembro
No último mês de 2019, o preço da cerveja no domicílio teve deflação de 0,77%. São Paulo liderou a baixa, com queda de 2,59%. Já a maior alta foi registrada em Curitiba, com 2,53%, seguida por Porto Alegre, com 2,18%.

Fora do domicílio, por sua vez, a cerveja teve inflação de 0,37% em dezembro. Goiânia, com 3,03%, e Belém, com 2,04%, puxaram a alta nos preços. Já a maior queda foi no Rio de Janeiro, com deflação de 0,91%.

Confira, a seguir, a variação do preço da cerveja no domicílio em 2019:
Brasil: 1,94%
Curitiba: 9,65%
Rio Branco: 5,94%
Grande Vitória: 3,76%
Goiânia: 3,25%
Fortaleza: 3,18%
Belém: 3,07%
Porto Alegre: 2,97%
Rio de Janeiro: 2,81%
São Paulo: 1,10%
Campo Grande: 0,72%
Recife: 0,00%
Aracaju: -0,31%
Belo Horizonte: -0,35%
Salvador: -2,03%
Brasília: -2,56%
São Luís: -3,42%

E a variação do preço da cerveja fora do domicílio em 2019:
Brasil: 1,13%
Goiânia: 9,07%
Curitiba: 4,48%
Fortaleza: 3,87%
Rio Branco: 3,73%
Recife: 3,33%
Porto Alegre: 3,31%
Grande Vitória: 3,01%
Belém: 1,95%
Rio de Janeiro: 0,90%
Belo Horizonte: 0,87%
Aracaju: 0,76%
Brasília: 0,26%
Salvador: -0,11%
São Paulo: -0,84%
São Luís: -1,72%
Campo Grande: -2,41%

Caso Backer: Cervejaria anuncia recall de 82 lotes de oito rótulos diferentes

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A Backer publicou, na noite desta quarta-feira, um comunicado de recall de 82 lotes de suas cervejas em função das suspeitas de síndrome nefroneural, provocadas por intoxicação por dietilenoglicol. O problema causou quatro mortes, confirmadas pela Secretária Estadual de Saúde de Minas Gerais (Ses-MG). Ao todo, 22 casos suspeitos são investigados.

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A Backer explica em seu comunicado que o recall dos lotes de cervejas foi iniciado no último sábado, em cumprimento a uma determinação da Justiça e também a uma notificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).  A cervejaria vai buscar os lotes nos estabelecimentos comerciais. Além disso, disponibilizou um número de telefone para que os clientes solicitem a coleta.

“Informamos que iniciamos o recolhimento dos lotes de cervejas abaixo relacionados, nos estabelecimentos comerciais, a partir de 18/01/2020, mediante apresentação da respectiva nota fiscal de compra, bem como celebração de acordo de ressarcimento dos valores correspondentes aos produtos recolhidos”, afirma a cervejaria em nota.

“Quanto aos clientes,pessoa física, possuidores dos lotes elencados, que desejam entrar em contato diretamente com a empresa, poderão solicitar a coleta pelo telefone: (31) 3228-8888 em horário comercial – 2ª a 6ª de 08:00h às 17:00h e sábado de 08:00h às 12:00h”, acrescenta a nota.

No comunicado, a Backer relatou quais são os lotes alvos do recall:

Capitão Senra – Lotes L2 1609 e L2 1571;
Pele Vermelha – Lotes L1 1448 e L1 1345;
Fargo 46 – Lote L1 4000;
Backer Pilsen – Lotes L1 1549 e L1 1565;
Brown – Lote 1316;
Backer D2 – L1 2007;
Belorizontina – Lotes 1348, 1546, 1487, 1593, 1557, 1604, 1474, 1081, 1075, 1088, 1078, 1104, 1144, 1136, 1172, 1110, 1159, 1166, 1147, 1176, 1169, 1187, 1205, 1197, 1215, 1227, 1253, 1244, 1260, 1275, 1272, 1269, 1295, 1307, 1301, 1304, 1322, 1334, 1354, 1373, 1388, 1379, 1392, 1398, 1383, 1376, 1406, 1370, 1412, 1415, 1424, 1428, 1421, 1433, 1436, 1446, 1455, 1440, 1467, 1464, 1479, 1482, 1493, 1506, 1718, 1518, 1521, 1534, 1552, 1574, 1580 e 1615.
Capixaba – Lote 1348

A Backer também explica quais são os sintomas provocados pelo consumo da cerveja contaminada e assegura estar contribuindo com as investigações.

“Os riscos de consumo do produto, embora ainda não comprovado que há relação direta entre o consumo e os sintomas apresentados, são: gastrointestinais como dores abdominais, vômito e náusea, associados à oligúria de evolução rápida para insuficiência renal aguda, seguidos ou não de uma ou mais alterações neurológicas: paralisia facial, barramento visual, amaurose, alterações de sensório, paralisia descendente e crise convulsiva”, enumera a empresa, antes de finalizar.

“A Cervejaria Backer reitera que está colaborando de forma integral com todas as investigações e se coloca à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos”, conclui a marca no comunicado do recall.

Novos casos
Também na noite desta quarta-feira, a Ses-MG revelou que está monitorando dois casos de pessoas que apresentaram os sintomas da intoxicação por dietilenoglicol antes de outubro do ano passado. A suspeita pode alterar parâmetros da investigação, pois as autoridades trabalham apenas com contaminações a partir do décimo mês de 2019.

Mas os casos não estão sendo classificados como suspeitos porque não há confirmação de que os pacientes ficaram expostos ao dietilenoglicol. Além disso, outras doenças relacionadas aos sintomas da contaminação ainda não foram descartadas.

“Em 21/01/2020, a Ses-MG foi comunicada da ocorrência de dois casos com sinais e sintomas semelhantes ao quadro de intoxicação por dietilenoglicol e com relato de exposição em data anterior a outubro de 2019. Estes casos estão em monitoramento pela Ses-MG, no entanto, para serem considerados casos suspeitos de intoxicação por dietilenoglicol, é necessário que haja confirmação da exposição e exclusão de outras causas para o quadro clínico apresentado”, explica o informe da secretaria.

Nos 22 casos suspeitos de síndrome nefroneural, provocados por intoxicação exógena por dietilenoglicol após o consumo de cervejas contaminadas da Backer, 19 pessoas são do sexo masculino e três do feminino. Quatro casos foram confirmados e os 18 restantes continuam sob investigação, uma vez que apresentaram sinais e sintomas compatíveis com o quadro de intoxicação por dietilenoglicol e com relato de exposição.

A Ses-MG informa ainda que, desses 22 casos, quatro evoluíram para óbito. E, dos 22 casos, 15 são de contaminação em Belo Horizonte, enquanto os demais são de Capelinha, Nova Lima, Pompéu, São João Del Rei, São Lourenço, Ubá e Viçosa.

Na esfera criminal, a Polícia Civil de Minas Gerais comunicou que mais duas testemunhas prestaram depoimentos na 4ª Delegacia de Polícia Civil Barreiro, localizada no bairro Estoril, região Oeste de Belo Horizonte, na quarta-feira.

Com isso, já são 12 pessoas ouvidas – haviam sido quatro na terça-feira, outras cinco na segunda e uma em Viçosa, logo no início da instauração do inquérito. São familiares de vítimas, sendo de algumas hospitalizadas e de uma falecida.

Caso Backer: Contaminação atinge 22 casos suspeitos e oito cidades em MG

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A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (Ses-MG) divulgou na noite desta terça-feira uma atualização sobre os casos suspeitos de síndrome nefroneural, provocados por intoxicação exógena por dietilenoglicol após o consumo de cervejas contaminadas da Backer. E, segundo o informe, eles já atingem 22 pessoas no estado.

Leia também – O que se sabe sobre a síndrome nefroneural e um estudo sobre a contaminação

Dessas, segundo detalha a secretaria, 19 pessoas são do sexo masculino e três do feminino. Quatro casos, por sua vez, foram confirmados e os 18 restantes continuam sob investigação, uma vez que apresentaram sinais e sintomas compatíveis com o quadro de intoxicação por dietilenoglicol e com relato de exposição.

A Ses-MG informa ainda que, desses 22 casos, quatro evoluíram para óbito. “Um desses óbitos está entre os quatro casos em que foi confirmada a presença da substância dietilenoglicol no sangue. Trata-se de um homem, que esteve internado em hospital de Juiz de Fora e faleceu em 07/01”, pontua a secretaria, dando detalhes sobre as demais mortes.

“Já os outros três casos de óbito estão entre os 18 casos em investigação. Trata-se de um homem, que faleceu em 15/01 em Belo Horizonte; um homem, que faleceu na quinta, em 16/01, em Belo Horizonte e de uma mulher, que faleceu em 28/12 em Pompéu. Estes pacientes estão entre os casos suspeitos e a confirmação sobre a causa da morte depende do resultado de análises laboratoriais.”

Se antes estavam concentrados em Belo Horizonte, agora os 22 casos se espalharam para outras sete cidades: 15 contaminados estão na capital, enquanto os demais são de Capelinha, Nova Lima, Pompéu, São João Del Rei, São Lourenço, Ubá e Viçosa.

“Em decorrência das últimas evidências obtidas, a recomendação vigente é de que, por precaução, nenhuma cerveja produzida pela Cervejaria Backer, independente de marca e lote, seja consumida. A Ses-MG também orienta à população de Minas Gerais que, caso tenha em sua residência cervejas de qualquer marca ou lote produzida pela Backer, não a descarte em pias ou vasos sanitários, nem as coloque no lixo comum, pois outras pessoas podem pegar e consumir esses produtos. Estas cervejas devem ser identificadas com alguma inscrição do tipo: ‘não ingerir; produto impróprio para o consumo'”, finaliza a secretaria.

Investigação
Enquanto os casos seguem aumentando, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) continua a investigação para entender o que provocou a contaminação. No início desta semana, na 4ª Delegacia de Polícia Civil Barreiro, localizada no bairro Estoril, em Belo Horizonte, quatro familiares das vítimas – algumas hospitalizadas e uma falecida – prestaram depoimento sobre o ocorrido.

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Responsável pelo inquérito, o delegado Flávio Grossi também pediu a exumação do corpo da mulher que teria sido a primeira vítima fatal da intoxicação – ela faleceu no dia 28/12, antes da detecção de dietilenoglicol em amostras de cervejas.

“Paralelamente, as amostras recolhidas na semana passada, tanto da cervejaria, quanto da empresa química que vendia o monoetilenoglicol, continuam sendo analisadas pelas equipes de peritos do Instituto de Criminalística (IC), de forma criteriosa”, informa a Polícia Civil. “Ainda não há previsão para a conclusão dos laudos.”

Não há dietilenoglicol na água da Backer, diz especialista da UFMG

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A Backer contratou uma perícia particular para avaliar algumas amostras de Belorizontina e da água da cervejaria. E o laudo desse estudo, divulgado nesta terça-feira por um especialista, apresentou uma grande contradição em relação aos resultados apresentados por peritos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A análise pedida pela Backer foi realizada pelo doutor e professor de química Bruno Botelho, coordenador do laboratório de produção e análise de cervejas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Amostras de água de quatro pontos diferentes da empresa foram enviadas pela Backer: da caixa d’água, de alguns tanques (não especificados), do trocador de calor e do restaurante anexo à cervejaria. “Não foi detectada a presença nem do mono nem do dietilenoglicol nessas análises de água”, avaliou Bruno.

O resultado contradiz o laudo do Mapa, que apontou contaminação por dietilenoglicol e monoetilenoglicol na água usada na produção de cervejas da Backer. Ao ser questionado sobre a divergência, o professor da UFMG disse que a diferença da metodologia de análises pode explicar os resultados distintos.

“Eu não posso afirmar com mais detalhes porque não conheço a metodologia do ministério, mas é uma questão de metodologia utilizada. Dentro do meu método eu não consegui identificar as substâncias. Possivelmente, por usar um método diferente, o ministério conseguiu detectar”, explicou.

Após analisar amostras de 4 lotes diferentes de Belorizontina, por sua vez, Bruno concluiu que é muito difícil ter havido vazamento em algum ponto do processo de produção. Isso porque a concentração de dietilenoglicol encontrada nos lotes diminui ao longo da linha do tempo de produção – o lote mais antigo possui maior concentração, e o mais novo, menor.

“Esse perfil de declínio da concentração de dietlilenoglicol dificulta a gente a associar, por exemplo, a um vazamento. Se fosse um vazamento, a concentração permaneceria constante”, detalhou Bruno, apresentando um gráfico que demonstra esse declínio.

Reprodução do estudo que mostra queda da contaminação na cerveja ao longo do tempo

Em suas conclusões, o professor informou ainda que há uma dose mínima de dietilenoglicol para que o corpo humano seja intoxicado. Segundo ele, cada garrafa de 600ml de Belorizontina analisada possuía 4,98g de dietilenoglicol e, para contaminar uma pessoa de 70kg, seria necessária uma dose de 80g.

“Precisaria consumir aproximadamente 16 garrafas de 600 ml (para ser intoxicado), o que daria um volume final de 9,6 litros de cerveja”, completou o professor da UFMG.

Festival da Rota RJ ocorre em Nova Friburgo apostando em boas cervejas e paisagens

Precursora no turismo cervejeiro nacional, ao criar um movimento em 2014 que unia marcas da Região Serrana do Rio de Janeiro, a Rota Cervejeira RJ inicia o ano de 2020 organizando o primeiro festival de sua história. Será o Festival Cerveja das Montanhas, que ocorre no Nova Friburgo Country Clube, em Nova Friburgo, no sábado, das 11h à meia noite, e no domingo, das 11h às 22h.

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O evento será gratuito e reunirá 20 cervejarias de Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis e Guapimirim: Black Princess, Bohemia, Brewpoint, Odin, Tortuga Craft Beer, Doutor Duranz, Bassaria da Matriz, Da Corte, Madame Machado, Vila de Secretário, Colonus, Rota Imperial, Lumiarina, Barão Bier, Pontal, Alpendorf, Soul Terê, Mad Brew, Kanton Bier e Favre Baum.

Cada marca levará quatro torneiras, sendo três com estilos de linha e uma com uma cerveja especialmente produzida para o festival. Serão, assim, 80 rótulos com preço fixo pelas doses de 200 ml: R$ 8 pelas Lagers e R$ 10 pelas Ales. Já os copos ecológicos serão vendidos a R$ 10, com direito a uma dose de 100 ml de chope.

E as belas paisagens da região também prometem ser um atrativo especial do evento. “Com licença à Lei de Pureza Alemã, os quatro ingredientes fundamentais de qualquer receita de boa cerveja – água, malte, lúpulo e levedura – ganham na Serra do Rio uma companhia: a exuberante natureza da região”, afirma Ana Claudia Pampillon, coordenadora da Rota Cervejeira RJ.

“Clima ameno, fauna e flora ricos e abundância de nascentes e cachoeiras tornam a região um celeiro de excelentes cervejas.  Isso tornou as cidades serranas berço de grandes cervejarias e destino certo para os amantes cervejeiros no Brasil”, acrescenta.

Ana Claudia destaca, ainda, a importância do evento para o turismo local. “O Festival Cerveja das Montanhas foi desenvolvido para ser o grande motor de divulgação da cultura e do turismo cervejeiro na Serra Verde Imperial. A experimentação, provocação e desenvolvimento de toda uma cadeia produtiva e turística através de uma plataforma onde o consumidor terá acesso não só às marcas, mas também aos ativos que emolduram a Rota Cervejeira RJ.”

Além de muita cerveja de qualidade e de uma paisagem exuberante, o festival contará com a conhecida gastronomia da região, espaço kids e muitos shows, como das bandas Trisônica, Absinto, Sabottage e Cecelo Frony.

O evento terá, ainda, um concurso informal com influenciadores e consumidores para escolher a melhor cerveja do evento, além de mini aulas gratuitas sobre harmonizações, processos de produção e universo cervejeiro, que serão administradas pelo Sindicato das Indústrias de Alimentação de Nova Friburgo.

Festival Cerveja das Montanhas
Data – 25 de janeiro, das 11h à meia noite, e 26 de janeiro, das 11h às 22h
Local – Nova Friburgo Country Clube
Entrada – Gratuita
Preço das cervejas –  R$ 8 (Lagers) a R$ 10 (Ales)
Preço do copo ecológico –  R$ 10, com direito a uma dose de chope

Artigo: A classe C desconfia do seu segmento, volte três casas

Por Paulo Darcie*

Além de editar o Guia, trabalho há oito anos fazendo pesquisas de comportamento do consumidor. Ao longo desse período, pude acompanhar o surgimento de tendências que chegaram silenciosas e assim foram se consolidando até se tornarem realidades; mas também vi outras despontando com força, se revelando “modinhas” e minguando logo em seguida. Definitivamente, a valorização do produto artesanal, da produção pequena e local, fazem parte primeiro grupo.

No início da década de 2010, quando o Brasil ainda surfava a onda do boom das commodities, do aumento do poder de compra e da inclusão social por meio do consumo, ainda soava estranho para a maior parte o público o consumo de marcas regionais, da pequena produção. A suposta ascensão da classe C (não gosto do conceito, mas ele é útil…) se consubstanciava justamente na possibilidade de comprar produtos e marcas já consagrados, sonhados e, até então, inalcançáveis – mesmo que considerados “de massa”, como um tênis com 12 molas, uma camisa com um jacarezinho ou um carro 1.0.

No mesmo período em que se comemorou o “milagre” do consumo, o acesso à informação iniciava um processo de reconfiguração interminável: a internet se popularizava e novos âmbitos para troca e consumo de informações (as redes sociais são um exemplo, mas não o único) tomavam forma e novas vozes passavam a ser ouvidas. O fluxo instantâneo de informações certamente tem sua parcela de responsabilidade na propagação de tendências de consumo que apontavam para a direção oposta.

Assim, a valorização do artesanal, do local e do exclusivo ganharam espaço dentre as classes mais abastadas no meio da década, adubadas por esse fluxo de dados e, até certo ponto, como uma forma de reação a uma dinâmica de consumo que não mais diferenciava classes por “si só”. O conceito de consumo de experiência veio para arrematar, escrevendo na pedra que o ato de comer um hambúrguer de R$ 30 feito em um food truck seria capaz de proporcionar uma satisfação existencial que um combo de fast food nunca ofereceria.

A cerveja artesanal fez parte dessa tendência, instalando-se no hábito da classe A, se expandindo rumo à classe B conforme se fez mais acessível. Nos últimos três anos, flertava com a classe C, impulsionada por fatores como a compra de marcas que se destacavam por grandes corporações e como o “despertar” das marcas menores para a importância da educação cervejeira na quebra de preconceitos.

Laboratório uberlandense
Estive na cidade mineira de Uberlândia na semana passada para estudar o consumo de TV paga por famílias da periferia. No entanto, não pude deixar de fazer uma sondagem paralela sobre a nova situação da cerveja artesanal em 2020. E nem se quisesse conseguiria evitar: lá, a contaminação das cervejas da Backer é o primeiro na fila de assuntos das pausas no trabalho, no restaurante, no Uber…  Todos têm e querem dar sua opinião – formada, muitas vezes, por desinformação. Em comum, no entanto, os discursos que ouvi culminam em um descrédito da “cerveja artesanal” como um todo:

“Esse negócio de artesanal sempre dá problema”

“Eu sou brahmeiro mesmo, pelo menos a gente sabe de onde vem”

“Prefiro ficar na minha Crystal de R$ 1,60”

Obviamente não há um rigor metodológico, muito menos valor estatístico nessas impressões coletadas. No entanto, o sentido para onde todas elas apontam é claro. Vinda de pessoas que tateiam, mas que não estão consolidadas como consumidoras de cervejas artesanais, essa postura preventivamente refratária é um péssimo sinal: voltamos três casas (três anos?) na árdua batalha pela popularização e democratização do segmento.

O caso veio como uma pá de cal para aqueles que estavam começando considerar (mesmo em um cenário de sufoco no orçamento familiar) o benefício de pagar mais por produtos diferenciados. De certa maneira, o impasse nos leva para uma situação análoga à do início dos anos 2010, mesmo que sob outra lógica e, talvez, apenas circunscrito ao universo das cervejas: para “as massas”, bom, confiável e viável é o produto dos grandes fabricantes, das marcas “famosas”.

Se o laboratório uberlandense pode sinalizar algum recado: para os próximos anos, o desafio do setor deixa de ser o de ampliar e passa a ser o de reconquistar seu espaço, credibilidade e atratividade perante a classe C. Para isso, as tão elogiadas união e cooperação entre cervejeiros brasileiros não pode se limitar a brindes em eventos bacanas. Muita mão na massa vai ser necessária.


*Paulo Darcie é editor do Guia da Cerveja e pesquisador de comportamento na Vox Pesquisas

Número de lotes contaminados da Backer chega a 32; Whisky e gin serão investigados

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As perícias técnicas realizadas nas investigações da Polícia Civil e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) identificaram mais 11 lotes de cervejas da Backer contaminados por monoetilenoglicol e dietilenoglicol.

Com isso, sobe para 32 o número de lotes contaminados, de 10 marcas diferentes – 70% dos rótulos afetados é da cerveja Belorizontina.

Levantamento divulgado pelo Mapa

A perícia do Mapa identificou contaminação na chamada água cervejeira da Backer, o que coloca em risco todos os rótulos produzidos pela fábrica, já que a mesma água é utilizada em todas. Também foram confirmadas contaminações em diferentes tanques de fermentação usados na produção de diversas receitas da cervejaria.

“Cada tanque da Backer fermenta e matura cerca de 20 mil litros de cerveja, em um ciclo médio de 2 semanas, dependendo do estilo, o que leva a crer que a lista de lotes contaminados será ainda maior do que a já confirmada pelo Mapa”, explica Rodrigo Sena, sommelier de cervejas e responsável pelo canal Beersenses.

Whisky e gin
Por conta da contaminação identificada em diversos pontos da cervejaria, o Mapa informou que irá realizar testes em outras bebidas fabricadas pela Backer na mesma planta.

A cervejaria inaugurou uma destilaria em 2018, onde estava produzindo o whisky single malt Três Lobos e o gin com lúpulos da marca Lebbos. A Backer informou que não utiliza a mesma água da cervejaria na produção dessas bebidas.

Vídeo e adulteração
Enquanto as investigações prosseguem, a Backer entregou à polícia um vídeo feito nas instalações da Imperquímica Comercial Ltda, em Contagem, fornecedora da cervejaria, que mostra uma suposta adulteração do monoetilenoglicol.

O vídeo, que teria sido gravado por um ex-funcionário da Imperquímica, mostra o monoetilenoglicol e o dietilenoglicol sendo misturados em uma mesmo recipiente para venda.

“Ainda é prematuro dar qualquer informação sobre o vídeo nesse momento. As autoridades competentes estão buscando as informações necessárias para a apuração da verdade. A empresa é a maior interessada em esclarecer o que realmente aconteceu”, diz Estevão Nejm, advogado da Backer.

A denúncia motivou uma ação conjunta da polícia e da vigilância sanitária, que foram até a Imperquímica e a interditaram por estar fracionando mono e dietilenoglicol para venda sem ter a licença necessária.

Mas as irregularidades encontradas e a suposta adulteração de produtos feita pela Interquímica não explicariam a contaminação das cervejas da Backer. Afinal, o fato do fornecedor manipular e adulterar as substâncias não explica porque elas foram parar dentro das bebidas, já que no processo normal de produção não há contato da cerveja com mono ou dietilenoglicol.

Tanto a Polícia Civil quanto o Mapa ainda não divulgaram uma linha de investigação definida. Na semana passada, os policiais disseram que nenhuma hipótese pode ser descartada até o momento. Já os peritos do Mapa informaram, em entrevista coletiva, que trabalham com três hipóteses possíveis: sabotagem, vazamento acidental ou uso inadequado das moléculas de monoetilenoglicol no sistema de refrigeração da cervejaria.

Vítimas
Até o momento há 19 casos notificados com sintomas da síndrome nefroneural – 17 homens e duas mulheres. Destes, quatro pessoas morreram e outras 15 permanecem internadas em estado grave. No início os casos estavam restritos a pessoas que consumiram a Belorizontina em um bairro de Belo Horizonte, mas atualmente já há notificação de casos em outras cidades de Minas Gerais.

Leia também – O que se sabe sobre a síndrome nefroneural e um estudo sobre a contaminação

Das 19 pessoas notificadas com os sintomas da síndrome, apenas quatro casos estão tecnicamente comprovados como intoxicação por dietilienoglicol. Nos outros 15, inclusive em três mortes, ainda não há confirmação técnica da intoxicação.

A demora na confirmação se deve ao fato de que apenas a Polícia Civil possui a tecnologia necessária para confirmar as intoxicações. A Secretaria da Saúde de Minas explicou que não possui a tecnologia porque a contaminação de alimentos por dietilenoglicol é algo raro, nunca antes ocorrido no estado.

“É rara a intoxicação por dietilenoglicol. A gente não sabe em relação a sequelas, evolução. Existe a possibilidade de que estes pacientes se recuperem, mas pode ser que também tenham sequelas”, explica Virgínia Antunes de Andrade, infectologista e diretora do hospital público Eduardo de Menezes, em Belo Horizonte.

A Secretaria da Saúde de Minas colocou no ar um portal com informações sobre a contaminação por dietilenoglicol para a população e para profissionais da área de saúde.

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Situação atual da Backer
A cervejaria está completamente interditada pelo Mapa desde o dia 10 de janeiro, além de ter sido notificada para fazer um recall de todas suas cervejas produzidas a partir de agosto de 2019. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu por 90 dias a venda de qualquer rótulo da Backer, independente do lote.

A diretora de marketing e sócia da Backer, Ana Paula Lebbos, concedeu entrevista coletiva onde disse que a empresa não sabe explicar a contaminação. “O que eu preciso agora é que vocês não bebam a Belorizontina, qualquer que seja o lote, por favor”, disse na coletiva.

Tanto a polícia quanto o Mapa informaram que a Backer colabora ativamente com as investigações, fornecendo com rapidez as informações solicitadas e até mesmo munindo a investigação com dados que também não foram solicitados.