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Menu degustação: Parceria entre Avós e Hypeness, festa da Three Monkeys…

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Avós e Hypeness
Em celebração ao seu aniversário de dez anos, o site Hypeness fez uma parceria com a Avós para lançar uma linha de dez cervejas, chamada Decênio. O primeiro rótulo é uma American Pale Lager aromática em lata com notas de frutas amarelas cítricas. Possui 5,3% de graduação alcoólica e foi criada sob a inspiração do tema inovação.

Escola Mineira de Sommelieria
Fundada em 2012, a Academia Sommelier de Cerveja passou a ser administrada pelas sócias Fabiana Arreguy e Jaqueline Oliveira, ampliou a oferta de cursos e foi rebatizada como Escola Mineira de Sommelieria. Além do curso de Sommelier de Cerveja, oferecerá outros nas áreas de café, queijo, água, cachaça, culinária básica e confeitaria. A escola também será a representante do Instituto Science of Beer em Minas Gerais, oferecendo os cursos de extensão Especialização em Estilos e Tecnologia Cervejeira. Reformulado, o curso de Sommelier de Cerveja terá o comando do biólogo e mestre-cervejeiro da HofbrauHaus em Belo Horizonte, Carlos Henrique Vasconcelos, ao lado de Fabiana Arreguy. E passará a ter dois formatos: o de aulas semanais em um semestre letivo, para o qual as matrículas já estão abertas, e o de aulas em fins de semana, alternados, em um bimestre, ambos com a mesma carga horária e conteúdo programático. O curso abrange conteúdos como História da Cerveja desde a Idade Antiga até os nossos tempos; Insumos; Método de Produção da cerveja; Análises sensoriais da bebida; Harmonização com diferentes cozinhas; Glassware; Serviço da Cerveja; Aulas comparativas entre cerveja e vinho, cerveja e queijo, cerveja e café, cerveja e chocolate, cerveja e cachaça.

Session da Jângal
A cervejaria cigana Jângal Craft Beer lançou o seu quarto rótulo, o Hop Wave, uma Session IPA com 4,9% de graduação alcoólica, 39 IBUs e cor amarela acobreada, levando em sua receita o lúpulo norte-americano Citra. A Hop Wave é produzida pela cervejaria cascavelense Black Train.

Pós em Tecnologia Cervejeira
A Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM) está com inscrições abertas para a pós-graduação em Tecnologia Cervejeira. Os interessados podem se cadastrar até 18 de março. Para participar, é necessário ter ensino superior completo em qualquer área. A duração é de 24 meses (carga horária de 456 horas) e os encontros acontecem quinzenalmente aos sábados, das 8h às 18h, na sede da instituição, em Blumenau. O curso tem viés exclusivamente técnico e tecnológico da produção da bebida. “Mais do que conhecimento teórico, o estudante terá diversas experiências práticas durante o curso, o que torna o aprendizado mais dinâmico, eficiente e altamente aplicável na indústria”, explica Carlo Bressiani, diretor da ESCM.

Homenagem da Tria
Em comemoração aos 466 anos da cidade de São Paulo, a Cervejaria Tria lançou o rótulo SP+466. Produzida no estilo American Lager, ela tem coloração dourada escura, teor alcoólico de 4,5%, notas cítricas aromáticas e 17 IBUS por conta do lúpulo norte-americano Amarillo. “Queríamos uma cerveja especial para homenagear a data, por isso fizemos um rótulo que fosse popular, fácil de beber, refrescante e que agradasse um público bastante diversificado, tal como é São Paulo”, explica Frank Skwirut, co-proprietário da Tria.

Agenda I: Festa da Three Monkeys
A Three Monkeys promete reunir as melhores cervejarias do Brasil no Brewing Friends Festival (BFF), em 15 de fevereiro, às 13h, em Botafogo, no Rio. O festival contará com 90 torneiras plugadas ao mesmo tempo. Entre as marcas internacionais, destaque para a presença das californianas The Rare Barrel, Lagunitas e Stone Brewing, as suecas Spike Brewery e Brewing Költur e as argentinas Strange Brewing e Astor Birra. Marcas fluminenses como OverHop, Hocus Pocus e 3Cariocas, além de cervejarias de outros estados como as paulistas Trilha, Dogma, Avós e Baden Baden, as catarinenses Salvador e Eisenbahn, as gaúchas Devaneio do Velhaco e Suricato, e as cearenses 5Elementos e Bold também estarão presentes. Na parte musical, se apresentarão Samba Que Elas Querem, Ragga Bloco e os DJs da Mango Lab, DJ Minaz e DJ Hels. A gastronomia ficará com por conta dos cariocas da Curadoria, Frites, Prana Vegetariano e NUU Pão de Queijo. Quem adquirir o passaporte ganha um copo que dá acesso liberado a todas as torneiras de chope.

Agenda II: Colorado e Wäls no Eataly
As cervejarias Colorado e Wäls se juntaram para criar um espaço no Eataly. Trata-se de um Biergarten, o Beer Garden Eataly,  inaugurado na última sexta-feira e que funcionará até 1º de março, de sexta a domingo, na calçada do empório. A Colorado vai disponibilizar diversos rótulos como Appia, Ribeirão Lager, Indica e novidades sazonais toda semana; já a Wäls terá as cervejas Session Citra, Witte, Verano e exclusividades direto do Ateliê Wals em BH – cada uma pelo valor de R$ 12.

Super Bowl tem cerveja como protagonista na torcida e nas telas

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Nesse domingo amantes do esporte assistirão a um dos mais prestigiados eventos esportivos dos Estados Unidos: o Super Bowl, jogo final da temporada do futebol americano. Kansas City Chiefs e San Francisco 49ers se enfrentam em Miami e, como manda a tradição do evento, a cerveja terá lugar de destaque – tanto refrescando a torcida quanto como atração principal nos esperados comerciais de TV do jogo.

Dona das marcas Budweiser e Bud Light, a AB InBev é patrocinadora oficial do Super Bowl e terá quatro minutos de inserções comerciais nos intervalos da atração. O tempo será dividido entre as marcas Bud Light e a nova água com gás alcoólica Seltzer, a ser lançada no dia 13 de fevereiro.

Mas a campanha para o Super Bowl, na verdade, começou bem antes, quando a marca jogou a responsabilidade da escolha do filme que vai ao ar nas mãos dos internautas.

Dois filmes estrelados pelo cantor e produtor Post Malone foram lançados pela companhia – e ambos remetem ao longa de animação “Divertidamente”, da Pixar, que explora os sentimentos responsáveis pela tomada de decisão da personagem (Malone, no caso, decidindo entre a cerveja e a água). Os executivos da marca vão decidir qual dos vídeos vai ser transmitido com base em reações e comentários do público nas redes sociais.

https://www.youtube.com/watch?v=pj1meOmpezs#action=share
https://youtu.be/wsnnU3fJTWg

Seja qual for o vídeo escolhido, o clima das campanhas já é bem mais ameno do que no ano passado. Os intervalos do Super Bowl em 2019 iniciaram uma “guerra midiática” entre AB InBev e MilerCoors que ultrapassou os limites da propaganda e foi parar na justiça.

Na ocasião, a AB InBev veiculou no cobiçado intervalo da atração um vídeo publicitário da Bud Light que se passa na Idade Média, em que um carregamento de xarope de milho que teria como destino o “castelo” da Miller é entregue ao “castelo” da Bud Light por engano.

A MillerCoors acionou judicialmente a concorrente, alegando que o filme e a campanha publicitária “transparency” tinham o objetivo de influenciar o consumidor a acreditar que suas marcas continham o xarope de milho de alta frutose, adoçante questionado nos EUA – diferente do xarope de milho. Em outubro, a AB foi obrigada a se desfazer das embalagens que fizessem referência ao caso.

Na TV e na internet
Aqui no Brasil a Budweiser vem tentando criar uma atmosfera para o evento. Por meio de uma ação em parceria com a ESPN Brasil, que detém os direitos de transmissão da NFL em território nacional, a marca levou narradores e comentaristas da emissora para Kansas City e Santa Clara, cidades que receberam os jogos decisivos das conferências da NFL. Lá eles fizeram entradas ao vivo e conteúdo para as redes sociais do canal – e estarão, também, na cobertura do Super Bowl em Miami.

O evento vem, de fato, ganhando espaço nos últimos anos. Na edição de 2019, a ESPN registrou crescimento de 32% em sua audiência em relação ao ano anterior e de 40% na audiência de sua plataforma de streaming, o WatchESPN.

Churrascão e caçamba
Para o público norte-americano, assistir a jogos da NFL é um evento tão tradicional como assistir aos jogos do Brasileirão aqui. Assim como no Brasil, a cerveja é quase que obrigatória para acompanhar as partidas – com a diferença de que, aqui, somente em alguns estádios é liberada a venda da bebida.

Mas, como a maioria dos torcedores acaba ficando de fora dos estádios, outros rituais se desenvolveram em torno das partidas. E um deles é o “tailgating”, que consiste em juntar a galera em ruas e estacionamentos para um churrascão preparado nas caçambas das caminhonetes dos torcedores enquanto assistem à partida.

É esse clima que a Budweiser tenta proporcionar para os fãs que forem ao Bud Basement em São Paulo. A atração, que começou na sexta e vai até domingo, dia da grande final da NFL, aposta em uma fórmula consagrada em outros grandes eventos esportivos e recebe o público para a transmissão ao vivo da partida e outras experiências dignas da grandiosidade do evento.

Neste sábado, a partir das 12h, o festival gastronômico Churrascada será responsável pela área de alimentação do espaço, reproduzindo um verdadeiro ambiente de “tailgate”, como acontece nos arredores dos estádios dos EUA. O Football Experience acontece logo em seguida, das 14h às 18h, com sessão de autógrafos de Antony Curti – autor do livro ‘Manual do Futebol Americano’.

No domingo, por sua vez, o espaço abre as portas às 12h com Bud & Barbecue na área gastronômica, seguido do Football Experience e, a partir das 17h, um pouco de música ao vivo até a hora da transmissão do Super Bowl.

“O futebol americano é um esporte fascinante e tem a Budweiser como sua cerveja oficial desde os primeiros anos da liga. E para transportar o público de São Paulo para Miami, local do SuperBowl neste ano, empregamos toda nossa personalidade e autenticidade em mais uma edição do Bud Basement”, afirma André Clemente, diretor de eventos da Budweiser.

Serviço

BUD BASEMENT
Datas: de 31/jan a 2/fev
Endereço: Parque Estaiada – Rua Ulysses Reis de Mattos, 230 – Morumbi
Ingressos: https://www.ingresse.com/budbasement

Sábado:
Horário: das 12h às 04h
Ingressos: a partir de R$ 80
NFL Experience – 14h às 18h
Red Box – 19h às 04h

Domingo:
Horário: a partir das 12h
Ingressos: a partir de R$ 60
NFL Experience – 13h às 18h
Transmissão do jogo – a partir das 19h

Balcão do Advogado: A cerveja sem álcool e suas especificidades

Balcão do Advogado: A cerveja sem álcool e suas especificidades

Ainda que consideradas sem graça e desnecessárias por muitos apreciadores de bebidas, as cervejas sem álcool têm ganhado cada vez mais espaço nas prateleiras. Em 2017, o mercado global de cerveja e vinho sem álcool ultrapassou US$ 16 bilhões e as vendas de ambos seguem em alta.[1]

Leia também – 7 dicas jurídicas para sua cervejaria começar bem 2020

A mudança de hábitos de parte da população, que tenta adotar um estilo de vida mais saudável, e a necessidade de novidades no portfólio de produtos são alguns dos fatores que contribuíram para que as cervejarias começassem a olhar com mais carinho para as não-alcoólicas ou reduzidas em álcool.

Com um novo mercado a ser explorado, grandes e pequenas cervejarias têm resolvido se aventurar nesse nicho, que não é novo, mas que tem ganhado cada vez mais relevância e volume nas vendas.

Classificação
Pela legislação brasileira, são consideradas bebidas não alcoólicas:

Art. 12.  As bebidas serão classificadas em:

I – bebida não-alcoólica: é a bebida com graduação alcoólica até meio por cento em volume, a vinte graus Celsius, de álcool etílico potável, a saber:

a) bebida não fermentada não-alcoólica; ou

b) bebida fermentada não-alcoólica;

Segundo o Decreto nº 6.871/2009, que regulamenta a Lei nº 8.918/94, no Brasil as cervejas não-alcoólicas – ou NAB, No-Alcohol Beer – devem ter até 0,5% de teor alcoólico. Com o advento do novo PIQ (Padrão de Identidade e Qualidade) da cerveja (Instrução Normativa do Mapa nº 65/2019), que entrou em vigor em 11 de dezembro de 2019, foi criada a definição legal para cervejas de baixo teor alcoólico, também conhecidas como LAB (Low-Alcohol Beer), que devem possuir teor alcoólico entre 0,5% e 2%.

Rotulagem
A mesma lei dispõe que as cervejas (e outras bebidas) não-alcoólicas não precisam fazer constar no rótulo o teor alcoólico caso ela esteja enquadrada na descrição de bebida não-alcoólica, ou seja, com graduação alcoólica de até 0,5%:

Art. 11.  O rótulo da bebida deverá conter, em cada unidade, sem prejuízo de outras disposições de lei, em caracteres visíveis e legíveis, os seguintes dizeres:

(…)

IX – graduação alcoólica, expressa em porcentagem de volume alcoólico, quando bebida alcoólica;

O mesmo artigo ainda dispõe:

Parágrafo único. O rótulo da bebida não deverá conter informação que suscite dúvida ou que seja falsa, incorreta, insuficiente ou que venha a induzir a equívoco, erro, confusão ou engano, em relação à identidade, composição, classificação, padronização, natureza, origem, tipo, qualidade, rendimento ou forma de consumo da bebida, nem lhe atribuir qualidade terapêutica ou medicamentosa.

Assim, pelo parágrafo único, inscrições como “cerveja sem álcool” no rótulo, caso a cerveja efetivamente não possua 0% de teor alcoólico, estariam em desacordo com a legislação, devendo ser evitadas.

Ademais, atestar que o produto não possui álcool caso ele tenha entre 0,1% e 0,5% fere o direito à informação, direito básico preconizado no art. 6º, inciso III, do Código de Defesa do Consumidor.

A nova instrução normativa do Mapa deixou essa questão mais clara, obrigando as cervejarias a disponibilizarem nos rótulos o teor alcoólico mesmo nas cervejas “sem álcool”, como é possível verificar nos artigos 29 e 30 do referido ato:

Art. 29. É obrigatória a declaração da graduação alcoólica, com exceção da malta, expressa em porcentagem em volume (% v/v), com tolerância de mais ou menos 0,5% v/v.

Art. 30. O painel principal do rótulo da cerveja sem álcool cujo teor alcoólico residual seja superior a 0,05% v/v deve informar sobre a presença de álcool das seguintes formas:

I – pela utilização da frase de advertência “Contém álcool em até 0,5% v/v”; ou

II – pela declaração do seu teor alcoólico residual máximo em porcentagem de volume, com tolerância de mais ou menos 0,1% v/v, em complementação à expressão “Teor alcoólico: (seguido do valor indicado pelo fabricante)”.

Ainda no que tange à rotulagem, as cervejarias devem ter muito cuidado e especial atenção, haja vista que as informações contidas no rótulo da cerveja podem implicar na responsabilização da cervejaria por danos causados ao consumidor.

Quando se trata de produtos não alcoólicos, o público tende a interpretá-lo como produto sem álcool, ou seja, com 0% de teor alcoólico. A ingestão desavisada de um produto que contenha entre 0,1% e 0,5% pode gerar uma série de implicações ao consumidor, pois há pessoas com restrição médica ao consumo de álcool e outras abstêmias por convicção religiosa ou moral, sem falar no consumo por motoristas prestes a dirigir.

Caso Kronenbier
Em 2014, a Ambev foi condenada pela 5ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça de Santa Catarina a pagar multa de R$ 1 milhão por informar no rótulo e em propagandas que a cerveja Kronenbier não continha álcool.

Constatou-se que a marca de cerveja tinha graduação alcoólica de 0,3%. O entendimento do juízo foi de que o Decreto nº 6.871/2009 não se sobrepõe ao Código de Defesa do Consumidor.

O valor da multa, arbitrado em ação movida pela Associação Brasileira de Defesa da Saúde do Consumidor, foi revertido em favor do Fundo para Reconstituição de Bens Lesados.

Kaiser sem álcool
Em outra ação movida pela Associação Brasileira de Defesa da Saúde do Consumidor, desta vez contra a Kaiser, a cervejaria foi proibida de comercializar as cervejas da marca Bavária com a expressão “sem álcool”.

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) considerou indevido o uso da expressão “sem álcool” adotada nos rótulos de cervejas com teor alcoólico inferior a 0,5%, já que prejudica os consumidores e viola o Código de Defesa do Consumidor, que proíbe a oferta de produtos com informação inverídica. 

Por esses motivos e pelos casos elencados acima, faz-se necessário resguardar-se o máximo possível para evitar eventuais responsabilizações, que poderiam acarretar em grandes perdas à cervejaria.

Dessa forma, tanto na produção da cerveja não-alcoólica, quanto na confecção do seu rótulo, é preciso cercar-se dos cuidados indispensáveis para evitar riscos.


André Lopes, sócio do escritório Lopes, Verdi & Távora Advogados, é criador do site Advogado Cervejeiro

Livro sobre lúpulo chega ao país e inaugura série sobre ingredientes da cerveja

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Especializada em livros sobre cerveja, a Editora Krater acaba de traduzir a obra Lúpulo, escrita pelo jornalista e cervejeiro norte-americano Stan Hieronymus. Trata-se do primeiro título da série Brewing Elements, formada por quatro livros sobre os principais ingredientes da cerveja. A editora planeja completá-la até o fim de 2021.

Conforme aponta a Krater, o livro explica habilmente o que é o lúpulo, sua origem e como os cervejeiros maximizam seus atributos positivos no decorrer do processo produtivo.

“Entre os temas abordados estão a química por trás do lúpulo, o importante papel dos agricultores, descrições e informações fundamentais sobre mais de 100 variedades de lúpulo, além de 16 receitas coletadas mundo afora, incluindo algumas das principais microcervejarias norte-americanas. Hieronymus explora também a qualidade e utilização do lúpulo, com um capítulo inteiramente dedicado ao dry hopping”, descreve a editora.

E, para celebrar a tradução do livro em português, a Krater organizou uma série de lançamentos. O primeiro ocorre em Curitiba (01/02), seguido por São Paulo (06/02), Londrina (12/02) e Florianópolis (19/02). Haverá, também, eventos em Campinas, Porto Alegre e Rio de Janeiro, com datas a confirmar.

“Com os lançamentos locais, ampliaremos o acesso aos nossos livros, poderemos conhecer pessoalmente o nosso público e ainda teremos a oportunidade de promover atividades complementares, como palestras gratuitas e lançamento de cervejas colaborativas. Gostamos de ir além dos livros sempre que possível”, conta Diego Masiero, sócio da editora.

Além dos eventos de lançamento, haverá uma campanha de pré-venda, na qual é possível comprar com desconto e receber uma edição especial da obra, com adesivo numerado e uma mensagem especial do autor. O livro estará disponível no site da editora a partir de 01/02.

Lúpulo, de Stan Hieronymus
– Lançamento em Curitiba: 01/02, a partir das 14h, na Joy Project Brewing (BR-116, 15847 – Xaxim);
– Lançamento em São Paulo: 06/02, a partir das 18h, na Casa Avós (R. Croata, 703 – Lapa);
– Lançamento em Londrina: 12/02, a partir das 18h, na Zythos Brew Shop (R. Alagoas, 680, Térreo – Centro);
– Lançamento em Florianópolis: 19/02, a partir das 18h, no Sunset Brew Taproom (R. Bocaiúva, 1973 – Centro).

Caso Backer: 85% das contaminações notificadas ainda não foram confirmadas

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A Secretaria de Saúde de Minas Gerais divulgou na noite desta quinta-feira a notificação de mais um caso suspeito de contaminação por dietilenoglicol através das cervejas da Backer. Com isso já são 29 casos no total. Mas, destes, apenas quatro estão confirmados. A grande maioria – cerca de 85 por cento – ainda é considerada suspeita, sem confirmação técnica.

“Quatro casos foram confirmados e os 25 restantes continuam sob investigação, uma vez que apresentaram sinais e sintomas compatíveis com o quadro de intoxicação por dietilenoglicol e com relato de exposição”, divulgou a Secretaria de Saúde de Minas Gerais.

Leia também – O que se sabe sobre a síndrome nefroneural e um estudo sobre a contaminação

Até o momento, quatro pessoas morreram com sintomas da síndrome nefroneural e, destes óbitos, apenas um foi confirmado como contaminação por dietilenoglicol.

Há 10 dias, a Secretaria de Saúde de Minas Gerais informou que as confirmações demoram pois apenas a Polícia Civil possui tecnologia capaz de analisar as amostras dos pacientes e identificar a contaminação.

“É rara a intoxicação por dietilenoglicol. A gente não sabe em relação a sequelas, evolução. Existe a possibilidade de que estes pacientes se recuperem, mas pode ser que também tenham sequelas”, explicou Virgínia Antunes de Andrade, infectologista e diretora do hospital público Eduardo de Menezes, em Belo Horizonte, na ocasião.

As suspeitas de intoxicação por dietilenoglicol se devem ao fato das 29 pessoas com os sintomas terem bebido a Belorizontina, da Backer. Mas, ainda assim, é difícil precisar tecnicamente que todas elas foram contaminadas por causa da cerveja.

Enquanto isso, os consumidores de Belo Horizonte não deixaram de beber cerveja artesanal. As marcas locais continuam com as vendas normalmente e os apreciadores da bebida parecem entender que a contaminação na Backer foi um caso isolado, conforme apontam consumidores entrevistados pelo Guia.

Leia também – Consumidores de BH mantêm confiança no setor, mas veem Backer com cautela

A Polícia Civil de Minas Gerais e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) continuam investigando a contaminação de cervejas da Backer. Dez marcas da cervejaria e 41 lotes contaminados já foram identificados pelos peritos do Mapa. A polícia, por sua vez, segue a investigação criminal para descobrir como as cervejas foram contaminadas e quem são os responsáveis.

Conheça os locais onde a venda de cerveja nos estádios é liberada

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Um dos segmentos que mais apoia o futebol através de patrocínios, o setor cervejeiro convive com inseguranças jurídicas e indefinições sobre a liberação do seu consumo nos estádios brasileiros. Foi assim nos últimos meses, com alguns avanços, como a volta da bebida às arquibancadas do Ceará. Mas, também, com o veto que proibiu a sua comercialização em São Paulo – e a possibilidade de ser barrada nacionalmente.

No Ceará, a venda de bebidas alcoólicas foi liberada em maio de 2019, coincidindo com um período de bonança dos principais clubes do estado – Fortaleza e Ceará voltaram a disputar juntos a Série A do Campeonato Brasileiro, algo que não acontecia há anos, e conseguiram se manter na primeira divisão.

Por outro lado, o retorno da cerveja aos estádios paulistas foi frustrado. Proibida desde 1996, a venda das bebidas alcoólicas chegou a ser aprovada pela Assembleia. Mas, embora o projeto de lei agradasse aos clubes, foi vetado pelo governador João Dória sob a alegação de inconstitucionalidade.

Essa proibição, inclusive, pode ser ampliada ao cenário nacional: um novo projeto de lei defende o veto da comercialização das bebidas alcoólicas nos estádios de futebol e a punição para quem oferecer, armazenar, distribuir ou vender bebida no interior dos palcos futebolísticos.

Proposto pelo senador Eduardo Girão, do Podemos, do Ceará, o projeto já recebeu parecer favorável na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado em novembro.

Histórico
O consumo de álcool nas arquibancadas foi proibido em 2008, quando o então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, assinou um protocolo de intenções com o Conselho Nacional de Procuradores Gerais proibindo, por meio de resolução, o comércio de bebidas em competições oficiais organizadas pela entidade.

Naquele momento, a venda já era proibida em alguns estados, como Ceará, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo. E esse cenário se ampliou com a determinação assinada por Teixeira, embora já fosse prevista no Estatuto do Torcedor, sancionado em maio de 2003 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O estatuto aborda o tema ao declarar ser proibido o “porte de objetos, bebidas ou substâncias proibidas ou suscetíveis de gerar ou possibilitar a prática de atos de violência” nos estádios. Apesar disso, há brechas para a liberação das vendas. E alguns estados vêm aproveitando, ainda que com a oposição de autoridades, como membros de Ministério Públicos estaduais e forças de segurança.

Para a adoção da liberação, existe a avaliação de que são as esferas estaduais e municipais as responsáveis pela normalização ou proibição do consumo de bebidas alcoólicas em estádios, ginásios e arenas. Além disso, legislações específicas – como a Lei Geral da Copa, que liberou a venda de cerveja em eventos internacionais, como o próprio Mundial de 2014, a Copa das Confederações de 2013 e a Olimpíada de 2016 – reforçaram o discurso de que essa permissão deveria ser ampliada.

Pensando no início do calendário futebolístico em 2020, que torna a associação entre o esporte e a cerveja ainda mais atrativa, ao menos para o torcedor, o Guia reuniu a seguir como funciona a legislação em alguns dos principais palcos “futebolísticos” do país. Confira.

Rio
A venda de bebidas alcoólicas voltou a ser liberada em 2015. E a experiência da Copa do Mundo foi um dos argumentos utilizados pelos autores do projeto de lei, assinado pelo então governador Luiz Fernando Pezão.

Bahia
Foi o primeiro estado a permitir novamente a comercialização, em 2014, antes mesmo da realização da Copa do Mundo no país. E foi seguido por outros estados, como Rio Grande do Norte e Mato Grosso.

Minas Gerais
A venda foi liberada em 2015, ainda que com a adoção de algumas restrições. Por lá, a comercialização se encerra ao fim do primeiro tempo e a retirada das bebidas só pode ocorrer até a conclusão do intervalo. Além disso, os copos não podem ser levados para as arquibancadas.

Santa Catarina
A proibição vigorou por nove anos, com a venda sendo retomada no começo de 2018. Os clubes, como contrapartida, foram orientados a realizarem campanhas de conscientização sobre o consumo. E 20% das cervejas comercializadas devem ser de artesanais.

Pernambuco
A proibição durou sete anos, de 2009 a 2016, quando a venda de cervejas e o seu consumo foram liberados.

Paraná
A comercialização de cerveja  nos estádios está novamente liberada após reviravoltas jurídicas. Em maio de 2019, a lei estadual que regulamenta o tema voltou a vigorar após ser declarada constitucional pelo Tribunal de Justiça do Estado.

Distrito Federal
No fim de 2019, o governador Ibaneis Rocha (MDB) sancionou projeto de lei que regulamenta a comercialização de bebidas em bares, lanchonetes, camarotes, espaços VIP destinados a torcedores e espectadores. O teor alcoólico não pode ultrapassar 14%.

Ceará
As vendas foram liberadas no último ano, mas com algumas regras. Cada pessoa só pode comprar, por vez, dois copos. A venda acontece exclusivamente nos bares e terá que ser encerrada aos 30 minutos do segundo tempo.

Rio Grande do Sul
A venda de cervejas nas praças esportivas está proibida desde 2008. A Assembleia chegou a aprovar projeto que permitia a sua venda em 2018, mas ela foi vetada pelo governador Eduardo Leite (PSDB) no início do seu mandato, no ano passado, amparado pelo argumento de que a liberação causaria impacto na segurança pública.

Goiânia
Até então amparada por liminar judicial, a venda de bebidas alcoólicas nos estádios de Goiânia foi liberada a partir da aprovação de projeto de lei que autoriza a venda e o consumo de bebidas alcoólicas, votado em segundo turno em novembro de 2019.

São Paulo
As cervejas continuam vetadas nos estádios da capital. A determinação surgiu em 1996, como uma das medidas para combater a violência nas praças esportivas. E todas as ações para reverter essa decisão não surtiram efeito, com a manutenção de uma proibição que já dura mais de 20 anos.

Campinas
Um projeto de lei que liberava a comercialização chegou a ser discutido em 2018, mas acabou sendo arquivado pela Câmara dos Vereadores.

Santos
Próxima à capital, a cidade também não conta com a venda de cervejas na Vila Belmiro, o seu principal estádio. Uma lei municipal chegou a liberar a comercialização, ainda que com algumas restrições, mas uma decisão da Justiça após ação do Ministério Público provocou o recuo.

Ribeirão Preto
Decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo proibiu a venda de cerveja nos estádios, o que estava liberado desde 2015 por uma lei municipal. O Botafogo, que disputa a elite estadual e vai participar da Série B nacional em 2019, havia, inclusive, fechado uma parceria com a artesanal Walfänger para vendê-la no estádio Santa Cruz.

Consumidores de BH mantêm confiança no setor, mas veem Backer com cautela

“Bélgica brasileira”. Foi assim que Belo Horizonte e sua região metropolitana passaram a ser chamados por muitos apreciadores de cerveja pelo boom recente de artesanais. O apelido é uma exaltação a um cenário que engloba marcas consolidadas em BH, como Wäls, Backer e Krug, surgimento de novas fábricas, opções interessantes e em volume relevante de rótulos e público com desejo, curiosidade e sede para conhecer novos estilos.

Nas últimas semanas, porém, o setor de cervejas artesanais da capital mineira se viu envolto no noticiário por um motivo grave e que colocou em segundo plano o seu potencial: os 28 casos suspeitos de contaminação por dietilenoglicol, segundo informações da Secretaria de Saúde de Minas Gerais, incluindo quatro mortes provocadas pelo consumo da substância encontrada em 41 lotes da Backer, sobretudo do rótulo Belorizontina.

Leia também – Mapa identifica mais 10 lotes contaminados da Backer e rebate laudo da UFMG

O caso, além da óbvia gravidade, provoca questionamentos sobre o impacto que provocará no segmento e sobre qual é a percepção do público consumidor sobre suas consequências.

Ouvidos pelo Guia, cervejeiros de Belo Horizonte de diferentes perfis apontam que a confiabilidade da produção artesanal não está, até agora, colocada em risco. Mas exibem perplexidade e preocupação com a gravidade dos acontecimentos. E também apontam um cenário de difícil recuperação para a Backer.

A Belorizontina
Principal alvo da investigação, a Belorizontina ganhou espaço nos últimos anos por algumas características específicas, sendo a principal delas o fato de apresentar um sabor mais palatável ao do público acostumado a beber cervejas de marcas mainstream, muitas delas do estilo Pilsen – o mesmo desse rótulo de 4,6% de graduação alcoólica e 8 IBUs, lançado inicialmente em 2017 para celebrar os 120 anos da capital mineira.

Além disso, passou a concorrer no mercado local com rótulos dessas grandes cervejarias por ter um preço mais acessível do que o que costumeiramente cobrado pelas artesanais. “A Belorizontina é uma boa cerveja. Leve, gostosa e com um preço acessível. Consumia ela, especialmente em casa, com certa regularidade”, avalia o ator Gustavo Falabella.

“Foi a cerveja especial que eu mais consumi no ano passado, junto com uma lata de 473 ml da Wäls. A Belorizontina nos supermercados estava sempre com preço acessível. Inclusive, em alguns bares, ela custava o mesmo de uma Heineken”, acrescenta o jornalista Rodrigo Freitas.

Setor protegido
Se a Belorizontina se tornou um dos rótulos mais conhecidos entre as cervejas artesanais, especialmente para o público mineiro, o grave incidente com uma das referência do setor não vai afetar como esse mercado é visto pelo público, na visão dos consumidores consultados pelo Guia.

Freitas garante que o incidente com a Backer não atinge o modo como enxerga o setor de cervejas artesanais. Para ele, inclusive, há mais comprometimento nas etapas de produção por parte dos pequenos fabricantes do que pela grande indústria.

“Não vai afetar a maneira como consumo, pois, em geral, confio mais em pequenos produtores, em que o erro pode levar à falência, do que em grandes produtores, em que os escândalos são remetidos apenas ao escritório de advocacia contratado”, comenta o jornalista.

A contaminação dos rótulos da Backer, assim, segundo ele, trata-se de um caso específico e que não remete a qualquer outra cervejaria. “Não vai me afastar, pois não creio que seja um problema da cadeia de produção da cerveja artesanal, mas de apenas uma cervejaria”, complementa Freitas.

A avaliação de que se trata de um incidente bem específico dentro da cadeia cervejeira é replicada pelo engenheiro Renato Lobo. “Encaro como um erro pontual, da própria Backer ou de outrem”, analisa ele.

O servidor público federal Daniel Cândido tem avaliação parecida, destacando que não alterou sua rotina de consumo de cervejas artesanais após a eclosão do caso Backer nos primeiros dias de 2020. “Acredito em caso isolado. Nesta semana, inclusive, comprei várias artesanais. A Backer não está nem vendendo mais, mas as outras marcas eu tomo sem problemas. É uma bebida de baixíssimo risco”, avalia.

Freitas pondera, contudo, que os problemas envolvendo a Backer devem servir de alerta para o setor de artesanais reforçar as práticas de segurança. “Creio que o acontecido irá redobrar os cuidados tomados pelos pequenos produtores, pois um erro pode levar a falência ou coisa pior”, afirma o jornalista.

Já Fred de Castro, que se define como “profissional indireto do setor”, descarta se distanciar das cervejas artesanais em função do incidente, mas reconhece que será mais atencioso na escolha do que irá consumir. “Não vai me afastar, mas vai definir critérios mais rígidos de consumo”, explica.

A visão sobre a Backer
Mas se a credibilidade da cerveja artesanal parece não ser afetada pela contaminação dos rótulos da Backer, o que deve minimizar os impactos no setor, a situação para o consumidor parece ser diferente quando se trata especificamente da cervejaria de Belo Horizonte.

Há alguma preocupação com a qualidade do produto e espera para uma apuração cuidadosa do que causou a contaminação por etilenoglicol e dietilenoglicol  em diversos lotes – 41 até o momento, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

“Por enquanto, não vou consumir as cervejas da empresa”, comenta Fred de Castro, indicando a espera pelas respostas da investigação, algo que parece ser um padrão entre os cervejeiros consultados pelo Guia.

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A rejeição ao produto é reforçada por Cândido. Antes um consumidor costumeiro da Backer e, especificamente, da Belorizontina, ele descarta beber cervejas da marca, embora lembre que isso nem seria possível com a retirada dos rótulos do mercado – a fábrica está fechada, não podendo produzir ou comercializar seus produtos. “Vou ter que esperar tudo se resolver, mas, por ora, não tomo rótulos deles”, diz o servidor.

Freitas, por sua vez, questiona a postura da Backer durante o processo de descoberta da contaminação e dos problemas de saúde provocados por isso. Defende uma punição para a fabricante, mas garante que não teria problemas em voltar a consumir seus rótulos a partir do esclarecimento do caso.

“A cervejaria foi, no mínimo, negligente, além de conduzir o caso de péssimo modo, não sendo mais transparente quando o problema aconteceu. Acho que a cervejaria não vai fechar. Também não penso em deixar de beber cervejas da marca. Houve um erro, pessoas morreram, então é preciso haver justiça, mas não acho que a empresa deva ser fechada a priori”, comenta o jornalista.

Já Falabella vê a contaminação como um caso isolado dentro da linha de produção da Backer. Por isso, acredita tratar-se de uma empresa confiável e assegura que pode voltar a consumir os seus rótulos, apontando que a cervejaria pode superar esse momento de incerteza e crise.

“Pelo que sei, a cervejaria Backer tem altos padrões de segurança e controle de qualidade de sua produção. Portanto, não vejo porque a cervejaria não possa retomar sua trajetória de sucesso”, finaliza o ator.

Caso Backer: Mapa identifica mais 10 lotes contaminados e rebate laudo da UFMG

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou na noite desta terça-feira que identificou a contaminação por etilenoglicol e dietilenoglicol em mais 10 lotes produzidos pela cervejaria Backer. Com isso, o total de lotes contaminados subiu para 41.

Assim, somando-se os 10 novos lotes, o Mapa informa que os rótulos contaminados são Belorizontina, Backer Pilsen, Backer Trigo, Brown, Backer D2, Capixaba, Capitão Senra, Corleone, Fargo 46 e Pele Vermelha (confira abaixo a lista completa de lotes contaminados, segundo o Mapa).

Em nota publicada em seu site, o Mapa também explicou a metodologia utilizada nas análises. “O Ministério segue analisando amostras de cervejas coletadas na própria fábrica e no comércio, por meio de procedimento analítico capaz de identificar e confirmar inequivocamente os compostos monoetilenoglicol (MEG) e dietilenoglicol (DEG), fazendo uso da cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas, a qual, de acordo com a literatura científica consultada, é a técnica mais indicada para análise dessas substâncias.”

O comunicado esclarece, ainda, que a mesma metodologia de análise é utilizada pela agência norte-americana Food and Drug Administration (FDA) – uma das referências mundiais no tema – para identificar o etilenoglicol.

O esclarecimento do Mapa é uma resposta a um laudo feito na semana passada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Nele, concluía-se que a água da cervejaria não estava contaminada com etilenoglicol. Contratada pela Backer, a análise foi realizada pelo professor Bruno Botelho, coordenador do Laboratório de Produção e Análise de Cervejas da UFMG, que questionou a metodologia utilizada pelo Mapa.

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A Backer permanece fechada, proibida de comercializar ou produzir qualquer rótulo. E, nesta terça-feira, o restaurante anexo à cervejaria, chamado Templo Cervejeiro, suspendeu as atividades por tempo indeterminado, segundo notícia divulgada pelo jornal O Estado de Minas.

Novos casos
A Secretaria da Saúde de Minas Gerais também divulgou nota nesta terça-feira informando que o número de casos suspeitos de contaminação por dietilenoglicol subiu de 26 para 28.

“Desses, 24 pessoas são do sexo masculino e quatro do sexo feminino. Quatro casos foram confirmados e os 24 restantes continuam sob investigação, uma vez que apresentaram sinais e sintomas compatíveis com o quadro de intoxicação por dietilenoglicol e com relato de exposição”, esclarece a nota.

A grande maioria dos casos notificados são de pessoas residentes em Belo Horizonte – 21 no total. O restante são de moradores das cidades de Capelinha, Nova Lima, Pompéu, São João Del Rei, São Lourenço, Ubá e Viçosa, com um caso notificado em cada município.

Cerveja com inspiração nazista causa polêmica na Alemanha

Assim como o ex-secretário da Cultura Roberto Alvim imaginou que a estética nazista do discurso que resultou na sua demissão passaria “desapercebida”, uma marca de cerveja alemã também fez alusões à ideologia na identidade visual de seus produtos. Como consequência, a polícia local está investigando a venda de uma cerveja que ostenta em seus rótulos elementos da simbologia nazista.

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Tudo ocorreu em uma loja de cervejas da pequena cidade de Bad Birba, no estado da Baixa Saxônia. Ela colocou à venda a “Deutsches Reichsbräu” (cervejaria do império alemão, em tradução livre), um rótulo cuja identidade visual faz referência à estética nazista. E, quando ele se tornou público, houve fortes reações.

Há, na Alemanha, uma lei que proíbe o uso de símbolos nazistas. Apesar da águia do reino, da cruz de ferro (condecoração militar largamente usada pelos nazistas e evitada pelas forças armadas alemãs desde a Segunda Guerra Mundial) e da tipologia gótica não serem proibidas individualmente, não é difícil perceber que todos eles juntos remetem à estética nazista – mesmo que sem a suástica. 

No entanto, além do uso desses três elementos na embalagem, outras evidências da motivação nazista foram constatadas. A cervejaria que produziu o rótulo é de propriedade de Tommy Frank, um ativista de extrema-direita que já foi candidato ao parlamento estadual de Turíngia pelo Partido Nacional Democrata (NPD), considerado o partido de extrema direita mais inclinado ao neonazismo na Alemanha.

A cerveja também estava disponível no site da marca, que oferta outros itens colecionáveis com temática ligada a essa ideologia. E Frank também é dono de um bar na cidade de  Kloster Vessra, em Turíngia, onde moradores atestam que o local é palco frequente de encontros neonazistas.

Soma-se a isso o preço da cerveja, que carregava o que é possível entender como uma “mensagem subliminar”. Uma caixa de garrafas estava sendo anunciada por 18,88 euros. Nos círculos neonazistas, o número 18 pode ser lido como um código que remete à primeira e à oitava letras do alfabeto, iniciais de Adolf Hitler. Já os 88 centavos teriam ligação com a letra H repetida duas vezes, iniciais de heil Hitler, saudação nazista.

Críticas no Face
A cerveja à venda foi flagrada e divulgada pelo político conservador Götz Ulrich, que a fotografou e postou em sua página do Facebook, relatando sua decepção com a existência do produto em plena semana em que o país, a comunidade judaica e a Polônia celebraram o 75aniversário da libertação do campo de concentração de Auschwitz. “E o pior de tudo: a cerveja vendeu muito e está esgotada”, lamentou ele em seu post.

A loja que vendia a cerveja fazia parte de uma rede de franquias chamada Getränke-Quelle, que na sexta-feira anunciou o desligamento da unidade de Bad Bibra. “A loja de Bad Bibra não é administrada por nenhum funcionário nosso”, afirma a rede em nota.

“O franqueado local é independente e autorizado a vender produtos sem nos consultar. Até hoje (sexta, dia 24), não sabíamos da venda da Deutsches Reichsbräu. Nós entramos em contato com o administrador da loja imediatamente demandando a retirada dos produtos da loja. Nossa marca será removida na segunda-feira (dia 27)”, completa a nota da franquia.

(Com BBC e DW)

Câmara da Cerveja se reunirá em BH para debater proibição do etilenoglicol

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A recém-criada Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cerveja no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) já possui um grande desafio prático pela frente: a proibição do etilenoglicol nas cervejarias, após a contaminação ocorrida na Backer. Para se aprofundar no tema, a entidade irá se reunir extraordinariamente em Belo Horizonte, no dia 5 de fevereiro.

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Criada em outubro de 2019, a câmara possui representantes da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil), Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindcerv), Associação de Cervejeiros Artesanais (Acerva Nacional) e, também, do próprio Mapa.

Um dos grandes objetivos do fórum é melhorar a qualidade das cervejas brasileiras fortalecendo a sua produção. Por isso a próxima reunião irá acontecer em Belo Horizonte para analisar a proibição de etilenoglicol nas cervejarias.

A Abracerva realizou uma recente pesquisa com suas cervejarias associadas e, das 200 que responderam, apenas 1,5% disseram usar etilenoglicol no sistema de resfriamento. A grande maioria utiliza álcool etílico ou propilenoglicol, que não são tóxicos.

“Estamos trabalhando na questão regulatória para que seja proibido em definitivo o uso do etilenoglicol. Temos conversado com o Mapa e encaminhamos também para a Anvisa o pedido de proibição”, comenta Carlo Lapolli, principal dirigente da Abracerva e presidente da Câmara da Cerveja. “Resolvemos fazer essa reunião extraordinária em Belo Horizonte para debater o assunto e fazer uma avaliação.”

Novos casos
Na última sexta-feira, em comunicado oficial, a Secretaria da Saúde de Minas Gerais informou que os casos suspeitos de intoxicação exógena por dietilenoglicol subiram de 22 para 26. “Desses, 22 pessoas são do sexo masculino e quatro do sexo feminino”, aponta o órgão.

“A distribuição geográfica dos 26 casos notificados, segundo município de residência, é a seguinte: 19 casos em Belo Horizonte e os demais 10 casos contabilizam registros em Capelinha, Nova Lima, Pompéu, São João Del Rei, São Lourenço, Ubá e Viçosa”, acrescenta a cervejaria.

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Já a cervejaria Backer divulgou, na semana passada, um laudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) afirmando que não há contaminação da água da cervejaria por mono ou dietilenoglicol.