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Feito por mulheres, Beer Summit reunirá congresso, concurso e festival internacional

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Está confirmado para o mês de agosto na cidade de Florianópolis a realização do primeiro Beer Summit do Brasil. Totalmente idealizado e organizado por mulheres, o evento é uma iniciativa do Science of Beer Institute e reunirá congresso, concurso e festival internacional.

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O conceito do Beer Summit é inspirado em eventos que acontecem na Alemanha, Bélgica, Chile e Estados Unidos. Ele concentra palestras, workshops, áreas de experiências e oportunidades de negócio para o mercado cervejeiro, com aceleração de pequenas empresas, consultoria técnica, elaboração de projetos colaborativos, subsídios a trabalhos de pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias voltadas ao setor, entre outros elementos.

Segundo Amanda Reitenbach, CEO do Science of Beer, o Beer Summit será o maior evento de conhecimento cervejeiro da América Latina. “Temos festivais, concursos e feiras, mas o ambiente ainda é muito disperso. Faltava um evento que oferecesse uma real experiência com foco em aprendizado e capacitação”, salienta Amanda.

“Nossa proposta é oferecer à cadeia produtiva do segmento um ambiente único de aprendizagem, troca de experiências, acesso ao que há de mais moderno no ramo, rodadas de negócios, capacitação e integração entre todos os players do mercado mundial de cervejas”, acrescenta a CEO do Science of Beer.

A ideia das organizadoras é também trazer um festival internacional parceiro, que deverá ser divulgado em março. “O Beer Summit é um projeto que estamos desenvolvendo há mais de um ano e agora, finalmente, vai sair do papel e surpreender positivamente toda a cadeia cervejeira”, antecipa Amanda.

Brasil Beer Cup
Outra iniciativa interessante será a realização de um concurso chamado Brasil Beer Cup, que irá avaliar cervejas profissionais e caseiras de diferentes estilos e escolas.

“Queremos prestigiar a cerveja feita no Brasil, identificar as novidades e variações criadas no nosso país, reconhecendo as inspirações diversas e a criatividade que o brasileiro tem na hora de criar uma nova receita”, explica Amanda.

A pré-inscrição para o concurso abre em abril e a inscrição das amostras deverá ser feita entre maio e junho.

Feito por mulheres
Com uma proposta de inclusão em suas ações, o Science of Beer também inovou ao fazer com que o evento seja totalmente idealizado e organizado por mulheres. “Já somos uma empresa feminina, a maior parte da cúpula do Science é composta por mulheres, e muitos dos nossos fornecedores também são empresas com maioria feminina”, detalha Amanda.

Entre os organizadores do evento, além da própria Amanda e da equipe de professores e profissionais do Science, estão Patrícia Hellmann, head de Marketing e Projeto, e Jéssica Mafra, head de Planejamento e Operação, que atuaram na produção do Festival Brasileiro de Cervejas.

Já a comunicação é feita pela equipe da agência Vocali, também composta por mulheres e que tem vasta experiência em eventos de grande porte nacionais e internacionais.

Recentemente, em mais uma ação de inclusão, o Science of Beer criou bolsas afirmativas, ou seja, bolsas parciais e integrais de estudo disponibilizadas em todas as turmas às minorias que não têm oportunidades e condições de fazer um curso na área.

Para ficar a par dos detalhes e das novidades que serão divulgadas para o Beer Summit, basta se inscrever no site do evento.

Contra incêndios, cervejarias da Austrália criam rótulo da “resiliência”

Assim como cervejarias norte-americanas se uniram em 2018 para levantar fundos para o processo de recuperação das florestas californianas incendiadas, uma iniciativa de marcas na Austrália visa agora amenizar os impactos do fogo sem precedentes no país: a Resilience Beer.

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Os incêndios na Austrália começaram em dezembro de 2019 e ainda atingem parte do território do país. Já foram queimados mais de 12 milhões de hectares de vegetação e boa parte da vida animal do país, colocando em risco de extinção espécies raras. Estimativas indicam que até 85% dos coalas podem ter sido dizimados.

Assim, a campanha veio do desejo da comunidade cervejeira local de encontrar caminhos para ajudar pessoas que combateram e que foram impactadas pelo fogo, diz comunicado da Australian Brewers Association.

O movimento convoca cervejarias de todo o mundo a produzirem a Resilience Beer, uma Pale Ale com 5% de teor alcoólico, considerada pelos idealizadores uma receita fácil. “Ela foi concebida para ser feita facilmente em qualquer lugar do mundo”, afirma Tiffany Waldron, uma das coordenadoras do movimento.

O fundo será administrado pelo movimento Resilience Australia e redistribuído para entidades que atuam para amenizar os danos dos incêndios, como a Cruz Vermelha.

O modelo de atuação proposto pela Resilience IPA, em 2018, é a inspiração do movimento australiano. Nos Estados Unidos, a Sierra Nevada puxou a iniciativa, propondo que cervejarias produzissem e comercializassem uma única receita de IPA, cujos lucros seriam revertidos para iniciativas de combate aos estragos causados pelo “Camp Fire”, no condado de Butte, na Califórnia. O fogo matou 85 pessoas e destruiu mais de 19 mil prédios, muitos deles nas comunidades em que funcionários da cervejaria viviam.

As inscrições para participar do projeto estão abertas no site da iniciativa até o dia 24 de fevereiro – o plano é que a cerveja chegue ao mercado antes de 24 de março. Os organizadores relatam que cervejarias do mundo todo já os têm procurado para participar.

Caso Backer: Contaminação pode ter começado em 2018, diz polícia

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A Polícia Civil de Minas Gerais informou que irá estender o período da investigação sobre a intoxicação de pessoas por cervejas contaminadas com dietilenoglicol. O inquérito agora incluirá todo o ano de 2018 e de 2019, pois alguns registros encontrados indicam vítimas com os mesmos sintomas da síndrome nefroneural que podem não ter recebido diagnóstico correto na época. Até então, a investigação focava apenas no período de outubro de 2019 em diante.

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Os registros policiais desde 2018, levantados no inquérito, serão enviados à Secretaria de Saúde de Minas Gerais para identificação do histórico de atendimento médico das possíveis vítimas.

Com o aumento do período de investigação, o número de vítimas pode ser ainda maior do que o atualmente conhecido. Até agora, seis pessoas morreram e 28 estão em tratamento com sintomas da síndrome nefroneural, possivelmente causada pela ingestão de dietilenoglicol que estava nas cervejas contaminadas da Backer.

De todos estes 34 casos notificados, apenas quatro foram confirmados com intoxicação pela substância. A demora se deve ao fato da falta dos reagentes que identificam a contaminação no sangue das vítimas.

Dificuldades na investigação
O delegado Flávio Grossi, responsável pelo inquérito, informou que já foram ouvidas 39 testemunhas. O estado de saúde das vítimas, contudo, segundo ele, dificulta os depoimentos.

“Muitas estão em situação muito complexa, com limitações físicas graves, sendo que algumas não conseguiram sequer comparecer à delegacia para prestar depoimento quanto ao tempo e ponto de consumo da cerveja”, explicou o delegado.

De acordo com Grossi, o trabalho da polícia concentra-se em identificar como as cervejas da Backer foram contaminadas – e quem são os responsáveis por isso. “O que se pretende é chegar às causas dessa contaminação. Por ora, não descartamos qualquer possibilidade.”

Já o superintendente da Polícia Técnico-Científica, Thales Bittencourt, avalia ser incomum a intoxicação por dietilenoglicol no mundo. “Portanto, é razoável que o Instituto de Criminalística não tenha um estoque grande dos reagentes. Estamos diante de uma situação extremamente rara”, defendeu ele.

Bittencourt esclareceu, ainda, que um novo lote de reagentes chegou na semana passada e que agora haverá celeridade nos exames, inclusive para identificar também a presença de monoetilenoglicol. A polícia também informou que fez o pedido de compra dos reagentes necessários no dia 13 de janeiro de 2020.

Na última sexta-feira, técnicos no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que investigam o caso, voltaram à cervejaria Backer, em Belo Horizonte, buscando mais informações sobre procedimentos técnicos e administrativos da empresa.

Menu degustação: Summer Ale da Doktor Bräu, kit da Wonderland, Brewhood em SP…

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Summer Ale da Doktor
A Doktor Bräu, após ser uma das vencedoras do 4º Festival de Microcervejarias do Pão de Açúcar, passou a integrar o portfólio de cervejas especiais da rede de supermercados. E criou, em parceria com Noêmia Boêmia e O Cara da Breja, uma Summer Ale leve, dourada, com 4,2% de teor alcoólico e sabor cítrico, produzida no Instituto da Cerveja Brasil. O rótulo foi concebido pela ilustradora Tami Hopf em seu estúdio de tatuagem, na Suíça.

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Double IPA da Dogfight
A Dogfight acaba de lançar a Battlefront, o seu segundo rótulo, com 91 IBUs e 7,8% de graduação alcoólica. É uma West Coast Double IPA clara e frutada. A cerveja, não pasteurizada, já está disponível na loja da cervejaria em latas de 473ml e barris descartáveis de 20 litros.

Kit da Wonderland
A cervejaria Wonderland Brewery criou um kit degustação, que vem com as seis garrafas da marca: Curiouser and Curiouser, Timeless Porter, Gone Mad, Mango Grin, Summer Glory e Tweedles. Além disso, conta com brindes, como bolachas e adesivos. A Wonderland ainda repaginou o seu kit presente, que passa a chegar em uma caixa sofisticada, composta por uma garrafa da Wonderland (à escolha) e uma taça do modelo Teku. A cervejaria também está disponível em dois novos e-commerces: Clube do Malte, localizado no Paraná, e Cerveja Salvador, na Bahia. Eles se juntam a outros 4 e-commerces que vendem os produtos da Wonderland: Bro’sBeers, Brewed in Rio, World of Beers e Beer Mind. “Dessa forma, estaremos mais facilmente disponíveis a clientes de outras regiões do Brasil”, celebra Chad Lewis, sócio da Wonderland.

Brewhood em São Paulo
A cervejaria carioca Brewhood chegou na última semana em São Paulo, com a presença em dois eventos, realizados no Empório Alto de Pinheiros e no Soul Botequim. O seu portfólio na capital paulista conta com sete rótulos: Julie Tropical (Sour com frutas amarelas), Julie Wild (Sour com frutas vermelhas), Texas Oil (Black IPA), Pine Haze (Double NE IPA), Alpine Haze (Double NE IPA), Black Brunch (Imperial Porter com café) e Coconut Candy (Imperial Porter com coco queimado). “É de extrema importância e gratidão chegarmos em São Paulo, um mercado cervejeiro muito importante e exigente, que sabe admirar um produto de qualidade”, afirma Renato Antunes, proprietário da cervejaria.

Heineken anuncia recall de long necks que podem causar ferimentos

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O Grupo Heineken do Brasil anunciou neste sábado uma campanha de recall de alguns lotes de garrafas long neck que podem causar ferimentos ao serem abertas com as mãos. A cervejaria informou que o problema está restrito às garrafas da marca Heineken e que não há erro algum com a bebida.

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Segundo o comunicado, o problema nas garrafas de 330ml foi identificado pelo departamento de qualidade da companhia, que detectou uma alteração de formato na região próxima de onde fica a tampa, o que poderia causar ferimentos no momento da abertura da long neck com as mãos.

A Heineken orientou sobre como descobrir se a garrafa pode apresentar o problema: “Veja se a sua long neck 330ml possui as letras CH em alto-relevo na parte inferior da garrafa. Se você encontrar essas letras, abra a garrafa com cuidado, girando a tampa, como recomenda a embalagem. Caso alguma alteração no bocal seja identificada, o produto não deve ser consumido, para evitar que você se machuque”, aconselhou a empresa.

A nota oficial esclareceu ainda que não há nenhum problema detectado com outros produtos da Heineken do Brasil. “A empresa pede desculpas pelo inconveniente e informa que esta ação não representa qualquer custo ao consumidor. Outros produtos da companhia, que não fazem parte dos lotes específicos, podem ser consumidos normalmente.”

Orientação sobre como identificar as long necks que podem apresentar problemas

No site da Heineken é possível consultar os lotes que fazem parte do recall, ler um infográfico detalhando o caso e ainda assistir a um vídeo que explica o problema. A cervejaria disponibilizou também o número 0800 885 2462 para esclarecer dúvidas de segunda a sábado, das 9h às 21h.

Infográfico: Os 13 principais concursos cervejeiros do Brasil e do mundo

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Infográfico: Os 13 principais concursos cervejeiros do Brasil e do mundo

Os concursos cervejeiros estão ganhando cada vez mais importância no cenário cervejeiro global. Ao passo que novas competições surgem em diversos países, cervejarias de todo o mundo enviam amostras para serem analisadas por jurados renomados em busca de avaliação criteriosa e, quem sabe, de levar para casa uma medalha.

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Uma premiação em um concurso de prestígio pode reescrever a história de uma cervejaria, seja ela grande ou uma pequena independente regional. Os principais concursos do Brasil e do mundo prometem aos contemplados um retorno garantido em divulgação e benefícios “colaterais” como novos contratos, ganho de relevância e, eventualmente, aumento nas vendas e nova proporção para o negócio.

No entanto, entrar em um concurso é uma decisão estratégica delicada. Além dos custos de inscrição e operacionalização, é essencial que o cervejeiro saiba “onde está pisando”. Ele deve conhecer muito bem as regras da competição e saber quais são as referências adotadas pelos juízes para, assim, inscrever sua cerveja nas categorias corretas.

A logística dos concursos é outro ponto sensível para os candidatos, considerando que o envio de amostras exige cautela no manuseio e transporte, sob o risco de comprometer a qualidade da cerveja e arruinar as esperanças de êxito.

Mesmo que a medalha não venha, a experiência em participar de competições de alto nível, a troca de experiências e a crítica criteriosa e construtiva dos jurados já são motivos de sobra para fazer com que a empreitada valha a pena para a cervejaria individualmente – e para a comunidade cervejeira como um todo.

Por isso, o Guia ouviu a opinião de profissionais cervejeiros a respeito dos principais concursos cervejeiros do Brasil e do mundo. Confira.

Brahma Duplo Malte liga “brahmeiros” à tendência de busca por novos sabores

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Uma semana antes do carnaval, a Brahma apresentou ao mercado uma nova receita, a Duplo Malte. A nova versão da tradicional marca da Ambev será feita com dois maltes distintos e deve se posicionar como uma opção “de entrada” para novas experiências cervejeiras, levemente mais sofisticada do que a receita consagrada da família.

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A nova cerveja fará parte do portfólio fixo da Ambev e terá distribuição nacional, além de fazer “aparições especiais” em alguns camarotes do carnaval carioca.

Não revelado oficialmente, o preço para o consumidor final dependerá de fatores de mercado. No entanto, quando chegar de fato ao varejo, deve estar entre os preços da Brahma Chopp e da puro malte Brahma Extra – provavelmente mais próximo da versão mais barata.

Com a nova opção, a marca busca fazer uma ponte para que o seu consumidor tradicional – o já folclórico “brahmeiro”, bastante ligado à ideia de consumo em grande volume de cervejas menos sofisticadas – passe a acessar novas tendências de valorização da diversidade de ingredientes e sabores. Movimento semelhante foi feito pela Ambev ao ampliar a família Skol, que ganhou recentemente suja versão lupulada (Skol Hops) e a Puro Malte.

Em sua composição, a Brahma Duplo Malte leva o malte Pilsner, responsável pela leveza e refrescância, deixando a cerveja com uma cor mais clara; e o malte Munich, que contribui para dar mais corpo à bebida, trazendo um sabor mais maltado e tostado do que a sua versão mais consagrada, a Brahma Chopp.

Segundo detalha a Ambev, a concepção da cerveja contou com a participação dos consumidores em diversas etapas, por meio de pesquisas e conversas com clientes.

“Nosso desejo com a Brahma Duplo Malte foi criar uma cerveja que despertasse o interesse do consumidor e, ao mesmo tempo, continuasse a conversa cervejeira que iniciamos com o nosso público há anos reforçando o conhecimento cervejeiro que temos desde 1888”, explica José Octávio Freitas, gerente de marketing da Brahma.

Preço da cerveja inicia 2020 em queda e amplia tendência de redução nos preços

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Após registrar deflação no último mês de 2019, o preço da cerveja em domicílio ampliou o cenário de queda no início de 2020, com uma redução de 0,49% em janeiro, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já a inflação geral, de 0,21%, foi a menor para o mês desde o início do Plano Real, em julho de 1994.

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Apesar da queda no preço da cerveja em domicílio em janeiro, ainda há inflação do produto nos últimos 12 meses, que agora apresenta um aumento de 1,18% no somatório de fevereiro de 2019 até janeiro de 2020.

Já a cerveja fora do domicílio, que tem inflação de 2,24% nos últimos 12 meses, seguiu no caminho oposto, registrando inflação de 1,05% no começo do ano.

O preço de outras bebidas alcoólicas, por sua vez, teve deflação em qualquer dos cenários avaliados em janeiro. A queda foi de 0,18% no domicílio, mas com inflação acumulada de 1,17% nos últimos 12 meses, e de 0,12% fora do domicílio, com alta de 2,85% no período de fevereiro de 2019 a janeiro de 2020.

Embora a elevação dos preços tenha desacelerado, o setor de alimentação e bebidas – principal vilão da inflação no ano passado – começou 2020 com alta de 0,39% em janeiro e de 5,86% nos últimos 12 meses. Está acima, portanto, do índice geral (de 0,21% no mês que abre o ano e de 4,20% no somatório dos últimos 12).

Ainda assim, apesar da alta, houve desaceleração no grupo alimentação e bebidas – de 3,38% em dezembro para 0,39% em janeiro. “(…) Ela deveu-se, principalmente, ao comportamento dos preços das carnes. Após a alta de 18,06% no mês anterior, as carnes apresentaram queda de 4,03% no IPCA de janeiro, contribuindo com o maior impacto negativo no índice do mês (-0,11 p.p.)”, diz Pedro Kislanov, gerente de Índice de Preços do IBGE.

Reforma tributária e apoio político podem impulsionar mercado cervejeiro em 2020

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Depois de ser surpreendido pela contaminação de cervejas da Backer em Belo Horizonte, o mercado cervejeiro volta suas atenções para os desafios que se apresentam em 2020. E, apesar dos problemas iniciais, as perspectivas são boas, segundo fontes consultadas pelo Guia. Especialmente pelas normas regulatórias e pela reforma tributária que podem impactar favoravelmente o mercado cervejeiro nacional.

Leia também – Reforma Tributária, o que esperar?

A Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), por exemplo, encara a reforma tributária – anunciada para este ano – como primordial para o setor. “Hoje temos 27 legislações estaduais de ICMS que impactam diretamente na cerveja artesanal. Com a reforma tributária a gente consegue ganhar um pouco mais de racionalidade”, argumenta Carlo Lapolli, presidente da Abracerva.

“Temos que acompanhar muito de perto, pois os projetos no Congresso criam um imposto seletivo sobre a bebida alcoólica, e claro que temos a preocupação de que isso não impacte nas pequenas empresas, que tenha uma divisão do que realmente é artesanal do que é grande cervejaria”, acrescenta Lapolli.

A própria Abracerva está atuando em diferentes frentes para preparar as cervejarias para o novo cenário. Algumas iniciativas para a melhoria de processos, eficiência e aumento da qualidade das cervejas foram lançadas recentemente pela associação. Manuais e cursos foram estruturados para conscientizar e até ensinar as cervejarias sobre as melhores práticas.

E quatro desses cursos tratam da própria tributação brasileira, especialmente no que tange bebidas alcoólicas e especificidades regionais. Eles ocorrerão em Florianópolis, no dia 30 de março, em Fortaleza, em 13 de abril, no Rio de Janeiro, em 25 de maio, e em Vitória, no dia 8 de junho. O treinamento terá duração de oito horas e será ministrado pela advogada tributarista Elizabeth Bronzeri.

Política local
A preocupação com o cenário tributário também está relacionada a outra tendência importante do mercado para 2020: a de consumir cervejas localmente. Pequenas cervejarias e brewpubs estão nascendo por todo o país, aumentando a capilaridade da cerveja artesanal.

“Em 2020 haverá um filtro em relação ao custo-benefício. Será o ano do ‘beba local’, pois a carga tributária e a pulverização das microcervejarias pelo país privilegiam o consumo local”, analisa Sady Homrich, sommelier de cerveja que também é jurado do concurso Eisenbahn Mestre Cervejeiro, além de baterista do Nenhum de Nós.

Outro fator que pode impulsionar favoravelmente o mercado cervejeiro em 2020 é o aumento da participação política do setor. No momento em que o número de cervejarias no Brasil passou de mil, o setor de artesanais viu sua importância crescer com o surgimento da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cerveja no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

 “Criamos a Câmara Setorial da Cerveja no Ministério da Agricultura e conseguimos uma representação forte através da Frente Parlamentar Mista da Indústria Brasileira da Bebida”, cita Carlo Lapolli, presidente da Abracerva e também da Câmara Setorial, para depois concluir.

“A política é o único instrumento legítimo que temos para melhorar a situação para o pequeno empreendedor. E nós consolidamos essa posição e iremos colher frutos em 2020”, conclui Lapolli.

Programação técnica do Festival da Cerveja debate tendências do setor

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O Festival Brasileiro da Cerveja anunciou nesta quarta-feira sua programação técnica, que vai contar com palestras, mesas redondas e debates sobre variados temas ligados ao mercado e à produção de cervejas. E a ideia da programação é fomentar e propagar o conhecimento técnico cervejeiro, com um olhar atento para as tendências e os problemas do setor.

A agenda técnica, que acontece em paralelo ao festival, entre 11 e 14 de março, em Blumenau, discute desde a tradição e a atualidade do mercado tcheco, com o professor da Universidade de Economia de Praga Tomáš Kinčl, até os riscos jurídicos para as cervejarias, com André Lopes, advogado e colunista do Guia.

“O Festival Brasileiro da Cerveja é o maior evento cervejeiro do país e não é à toa: além de ser uma grande vitrine para as marcas, é uma oportunidade de aprimoramento para os profissionais, troca de experiências e uma imersão neste universo”, comenta Carlo Bressiani, diretor da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM), que coordena os eventos da agenda e participa de debates.

O acesso a cada palestra custa R$ 40 (exceto a de abertura, que será gratuita). Elas acontecerão na Vila Germânica e seus ingressos (à venda no site) não dão acesso ao Festival Brasileiro da Cerveja – que tem seus ingressos à venda no site do evento.

Confira a programação técnica do Festival Brasileiro da Cerveja:

Dia 11/03 – quarta-feira
– 15h30min – Cerveja Tcheca: História e indústria atual, com Tomáš Kinčl (palestra em inglês com tradução pausada);
– 17h – Riscos Jurídicos para Cervejarias, com André Graziani de Souza Mello Lopes (advogado cervejeiro);
– 19h30min – Custos para Cervejarias, com Carlo Bressiani;

Dia 12/03 – quinta-feira
– 16h – Debate: Tendências do Mercado Cervejeiro, com Carlo Enrico Bressiani, Carlo Lapolli, Rubens Mattos, Rafael Mattes e Paulo Bettiol;
– 19h30min – Tendência da Califórnia aplicadas ao mercado brasileiro, com Victor Zim;

Dia 13/03 – sexta-feira
– 15h30min – Um equipamento, quatro destilados diferentes, com Bruno Vegini;
– 17h – A importância da arquitetura de interiores e design na venda de cervejas, com Fernanda Bressiani;
– 19h30min – Otimizando o custo, a qualidade e a produtividade na produção de cerveja através do uso de ingredientes tecnológicos, com Rubens Mattos.