Início Site Página 275

Parceira de grandes feiras, M&P aposta em facilitação para fortalecer “memória olfativa” da cerveja

O surto de coronavírus trouxe para o primeiro plano a necessidade da sociedade adotar ações básicas de limpeza e higiene. Esses comportamentos e preocupações, que deveriam ser naturais e nos pautar independentemente do contexto social, precisam ser replicados em diferentes atividades, mesmo quando a atual pandemia estiver controlada.  

Participar de uma feira, ao mesmo tempo, pode ser uma oportunidade especial para uma marca do setor – seja uma cervejaria ou uma indústria fornecedora – ganhar visibilidade e aumentar seus negócios. Mas, para isto, é preciso que o evento esteja adequado e proporcione as melhores sensações possíveis ao visitante, evitando erros logísticos como a falta de limpeza, por exemplo. E, para minimizar tais problemas, torna-se cada vez mais importante a atuação de empresas que prestam serviços de facilitação.

Leia mais – Feiras podem ajudar na democratização das artesanais, diz especialista

É o caso da M&P Facility Services, que conta com clientes renomados em sua carteira de parceiros. Os sócios da empresa, aliás, avaliam que o setor cervejeiro é um segmento com potencial relevante e próspero. E, para que os eventos desse mercado tenham o sucesso esperado, entre outros cuidados importantes, eles apostam na limpeza para fortalecer a memória olfativa de feiras e festivais cervejeiros, permitindo uma experiência completa aos visitantes e participantes.

“Achamos imprescindível nos eventos cervejeiros a limpeza impecável e odor leve dos produtos sobre qualquer sujidade e ambiente, o atendimento coordenado e prestativo aos visitantes, o staff do facility e os contratantes na perfeita sinergia para que a experiência tenha a memória olfativa voltada à essência da cerveja”, explicam Michel Gervasoni e Patrícia Lopes, sócios da empresa.

“O segmento cervejeiro é um case indispensável na receita de sucesso em todo e qualquer evento. É um privilégio tê-lo em nossa carteira de clientes”, complementam os sócios, acrescentando que o mercado cervejeiro é uma novidade maravilhosa, sendo uma vertical próspera e reconhecidamente a paixão nacional.

Experiência
No setor, a empresa já atuou na Brasil Brau, considerada a maior feira de negócios do segmento na América Latina, sendo destinada essencialmente à indústria e aos negócios cervejeiros. Essa experiência motivou os sócios da M&P a buscar novas oportunidades no segmento de facilitação para feiras dentro do mercado cervejeiro. “Estar na Brasil Brau como prestadora de serviço instigou ainda mais a busca em prestar o melhor serviço de facility neste portfólio”, relatam os sócios.

Embora a M&P tenha surgido apenas em 2019, a experiência de reunir dois sócios – Michel e Patrícia – com passagens por outras corporações como gestores abriu caminho para que ela conquistasse renomados clientes nesse curto período de tempo.

Entre eles estão a Merck, os bancos ING e HSBC, a Microsoft, a Editora Abril, a GL Events (com a SP Expo Imigrantes) e a Reed Exhibitions, o que inclui feiras como o Salão do Automóvel, a Feicon, a Feira dos Campeões e a Casa Cor 2019. “Focamos na excelência do atendimento de eventos e grandes eventos, da recepção à limpeza e bombeiros civis”, explicam Michel e Patrícia.

A precocidade do sucesso da empresa se dá, principalmente, por unir dois sócios com uma antiga experiência em iniciativas de facilitação. O italiano Michel Gervasoni, por exemplo, já atuou ao lado de multinacionais que possuem algumas das marcas mais famosas do mundo, como Coca-Cola e Ferrari, sendo especializado em ações que envolvem pavilhões de feiras e sua montagem.

“Michel vem da engenharia elétrica e mecânica e domina o ambiente de pavilhões e montagens. De origem italiana, ele detém uma gama de valores e padrões europeus irretocáveis, com olhar clínico sobre projetos e execuções fiéis ao planejado pelo cliente. Ele atendeu empresas como Coca-Cola, Ferrari e Embraer/Boeing, levando para os eventos e exposições a tecnologia dos produtos destas empresas-modelo, propiciando cases de nível mundial e de budgets milionários”, descrevem os sócios.

Michel Gervasoni e Patrícia Lopes são os sócios da M&P Facility Services

A ele se uniu Patrícia, especializada em limpeza e zeladoria de feiras e grandes eventos. “Graduada em Letras, bilíngue fluente em inglês, ela encontrou na capital paulista a oportunidade de trabalhar com o que realmente é expert: atendimento ao público com qualidade. Passando por grandes empresas, como Banco ING, GLP Properties, Merck Brazil, Microsoft e HSBC, finalmente passou a atender exclusivamente a vertical dos grandes eventos, tendo o case fixo de limpeza e zeladoria de empresas como SP Expo Imigrantes, trazendo a chance de atender aos maiores eventos da América Latina, organizados e realizados pelas maiores promotoras de eventos do mundo”, acrescentam.

As facilidades
Com essa expertise, a M&P gerencia a infraestrutura e garante o funcionamento adequado das diferentes ferramentas que compõem o ambiente de uma exposição, como apoio na limpeza, na organização dos bombeiros e na recepção.

Leia mais – Feito por mulheres, Beer Summit reunirá congresso, concurso e festival internacional

São esses serviços que vão zelar pela manutenção, segurança, conforto, higiene e organização do ambiente, segundo eles, bem como da coordenação de pessoas e equipamentos que atendem as necessidades não só de um evento, mas do negócio como um todo.

“A natureza polivalente da gestão de facilites agiliza os processos e contribui para o melhor funcionamento de todas as áreas em uma instituição. Assim sendo, nossa premissa é entregar qualidade e colaborar para a produtividade das equipes, resultando no melhor uso do tempo, de recursos disponíveis e pelo menor custo”, salientam os sócios da M&P.

Se todos esses recursos não forem administrados da melhor forma, alertam, a instituição enfrentará problemas por conta de erros, retrabalho, desperdício ou até escassez de materiais. “Portanto, a gestão correta de facilites é indispensável para que a rotina corporativa seja balanceada e mais produtiva”, apontam eles. “Logo, em um primeiro momento, percebe-se uma redução acentuada de custos, já que é feito um uso racionalizado de materiais de limpeza e itens para reparos, por exemplo”, avaliam os sócios, para depois complementar.

“Em suma, independentemente do ramo de atuação, qualquer empresa que conta com uma infraestrutura precisará da gestão de facilities para manter tudo em ordem, conservar espaços e zelar pelos ativos do negócio. Otimizar, modernizar e se informar sobre o setor são estratégias que ajudam empresas a serem mais produtividade elevando reultados e lucros”, finalizam Michel e Patrícia.

Entrevista: Covid-19 derruba faturamento do setor e Abracerva mira apoio federal

0

A pandemia do novo coronavírus, o Covid-19, impôs um isolamento forçado às pessoas, o que muda radicalmente os cenários das cidades: bares e restaurantes estão vazios, a demanda baixíssima e, como consequência, cervejarias estão passando por período sombrio e de incertezas.

Leia também – Coronavírus: Cervejarias e pubs fecham e adiam eventos para evitar contágio

Segundo o recém-reeleito presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) e da Câmara Setorial da Cerveja, Carlo Lapolli, o faturamento de muitas empresas do setor está próximo de zero nas últimas semanas. Medidas que garantam a sobrevivência delas, assim, serão essenciais durante esse período de insegurança causado pelo coronavírus.

“Estamos trabalhando em um plano de ajuda no fluxo de caixa para as empresas sobreviverem, para manter os empregos e as empresas minimamente abertas”, conta o presidente da Abracerva.

Em entrevista exclusiva ao Guia, Lapolli falou também sobre o papel da Abracerva e da Câmara Setorial da Cerveja no processo de desenvolvimento – e recuperação – do mercado. E comentou sobre o caso Backer e suas consequências para o setor.

Confira, a seguir, a entrevista completa com Carlo Lapolli, presidente da Abracerva e da Câmara Setorial da Cerveja.

Qual é o potencial da pandemia do novo coronavírus – que está impondo restrições à circulação de pessoas e o cancelamento de eventos –  de afetar o mercado cervejeiro?
Sabemos que o efeito vai ser passageiro. A nossa recomendação é seguir as orientações das autoridades de saúde, para evitar uma disseminação forte como na Itália. É importante cumprir as recomendações. É importante que as cervejarias se preparem, usem a gordura que venham a ter porque está vindo uma baixa. Na realidade, já estamos percebendo dificuldades. O faturamento das cervejarias está perto de zero, a produção caiu, evidentemente. Já está explodindo a inadimplência dos bares e restaurantes, também a inadimplência das cervejarias com os fornecedores.

O setor já debate possíveis consequências e medidas tanto para contribuir com a contenção da pandemia de coronavírus quanto para não se prejudicar com ela?
Estamos trabalhando em um plano de ajuda no fluxo de caixa para as empresas sobreviverem, para manter os empregos e as empresas minimamente abertas, funcionando. O dólar hoje (ontem, dia 18) passou de R$ 5,23 e então inviabilizou um monte de coisas. É o cenário da tempestade perfeita. Tivemos uma reunião extraordinária da Câmara Setorial da Cerveja, com várias entidades – todos participando online, evidentemente –, e vamos apresentar um plano para o governo federal, aderir às propostas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e estamos acompanhando também as propostas do Sebrae. Amanhã (hoje) teremos reunião com os principais fornecedores de cervejarias para tentarmos bolar uma estratégia para segurar as pontas para eles também.

A atuação da Abracerva nos últimos anos se destacou pelo crescimento do número de filiados, e o senhor foi reeleito ao cargo de presidente para o próximo biênio. O que está nos planos da entidade para esse período?
Para nós é importante o crescimento da Abracerva. Ela acompanhou o crescimento do mercado e sua consolidação veio no momento certo. O desafio nos próximos dois anos é o de consolidar ainda mais. Nesses últimos anos conquistamos um papel de interlocutores do setor com o mercado, com o poder público, e isso é fundamental para o nosso papel.

Qual é o foco da atuação da Câmara Brasileira da Cerveja no atual contexto do mercado? É possível observar ganhos concretos desde a sua criação?
A Câmara Setorial da Cervejá é recém criada, mas já é uma das mais ativas dentro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Conseguimos várias conquistas já, é muito importante a articulação com todas as associações presentes. Não só com os grandes fabricantes, mas com fornecedores de latas, de vidro. Estamos conseguindo fazer uma articulação muito positiva.

Nos próximos dois anos, tenho certeza que vamos colher muitos frutos de demandas que a câmara tem aprovado. É essencial, porém, a aproximação que ela proporciona com as grandes fabricantes, em um momento em que precisamos debater temas sensíveis como a tributação e a reforma tributária, e a revisão de leis concorrenciais, para que a gente tenha um ambiente mais saudável para as pequenas empresas.

Como o senhor avalia o caso Backer e a reação da cervejaria? Qual deve ser o futuro da marca e, principalmente, que consequências concretas e ensinamentos o caso traz ao mercado?
O caso da Backer nós tratamos como um caso isolado, circunscrito à própria empresa. É muito lamentável, o setor sofreu muito por se tratar de uma cervejaria artesanal, por ser uma pequena empresa. Infelizmente o contorno jurídico que o caso teve acabou maculando o apoio das outras cervejarias à Backer. Eles infelizmente foram para um caminho errado, faltou apoio e suporte às vítimas, com quem a Abracerva se solidarizou desde o início.

Mas o episódio traz, também, um freio de arrumação, tanto que a própria Abracerva e o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindcerv) estão propondo um novo modelo de gestão de segurança alimentar para pequenas, médias e grandes cervejarias, justamente para garantir, assegurar que esse tipo de episódio jamais ocorra novamente.

Coronavírus: Cervejarias e pubs fecham e adiam eventos para evitar contágio

A rotina na maior parte do país mudou por causa da pandemia de COVID -19, doença respiratória aguda causada pelo novo coronavírus. Como o potencial de transmissão da virose entre humanos é elevado, tudo o que está relacionado ao contato entre pessoas vem sendo modificado. Cenário que afetou bares, pubs, restaurantes e qualquer outro lugar que tenha o potencial de reunir pessoas.

Leia também – Entrevista: Coronavírus derruba faturamento do setor e Abracerva busca apoio federal

Entre a última segunda-feira e esta quinta, foram cancelados e adiados centenas de eventos por causa da pandemia de coronavírus. E dezenas de estabelecimentos anunciaram o fechamento temporário das portas, antes mesmo de determinações das autoridades públicas.

Foi o caso das edições de São Paulo e Porto Alegre do IPA Day, que estavam previstos para março e abril, respectivamente. “Por mais dura que seja a decisão, ela foi tomada para resguardar a saúde de todos: hopheads, voluntários e todo o staff dos eventos. Entendemos também que, desta forma, estamos contribuindo para diminuir a proliferação e o trânsito do vírus nestas cidades e no Brasil”, comunicou a organização do IPA Day em suas redes sociais.

Os eventos já possuem novas datas. O IPA Day São Paulo foi remarcado para 27 de junho no mesmo local, na cervejaria Tarantino. E, em Porto Alegre, a celebração continuará sendo na cervejaria Season, mas agora em 22 de agosto.

No Rio, por sua vez, a Wonderland Brewery cancelou a sua programação para comemorar o St.Patrick´s Day. “A Wonderland Brewery se preocupa com a saúde de todos e acredita que a suspensão dos eventos é o ato mais seguro a se fazer no momento para evitar aglomerações”, justificou a cervejaria.

Bares fechados
Na Grande São Paulo, região que concentra o maior número de casos do coronavírus no país, a franquia Mestre Cervejeiro cancelou a inauguração de sua nova loja em São Bernardo do Campo, que aconteceria nesta quinta. “A nova data para o evento será divulgada nas próximas semanas. A decisão se deve à segurança de nossos clientes e franqueados e ao cuidado da saúde de nossa população”, informou a empresa em comunicado.

A cervejaria Tarantino, na zona Norte de São Paulo, também determinou o fechamento do bar na sua fábrica e o cancelamento de seus eventos. “Estamos cientes da gravidade da situação e por aqui na nossa fábrica tomamos algumas medidas para evitar que ele se espalhe entre nossos funcionários e colaboradores. Sendo assim, cancelamos nossos eventos para evitar a formação de uma aglomeração de pessoas, ambiente em que a disseminação do vírus acontece com mais facilidade”, postou a cervejaria em seu perfil no Instagram.

Em uma iniciativa inédita, 14 pubs famosos de São Paulo e sua região metropolitana se uniram e anunciaram em conjunto a suspensão das atividades por tempo indeterminado. Foram eles: Rock Club (São Bernardo do Campo); The Lord Black Pub (Guarulhos); Duboiê (São Caetano do Sul); The Wall e Café Piu Piu (Bixiga); Willie Willie (Moema); Charles Edward, Dublin Live Music, KiaOra e Manifesto (Itaim Bibi); Morrison Rock Bar (Vila Madalena); Stones Music Bar (Vila Prudente); St. John’s Irish Pub (Tatuapé); e Old Kick Kustom Bar (Sorocaba).

Duras consequências
O fechamento das portas por tempo indeterminado trará impacto relevante para bares e restaurantes, que possuem uma cadeia de suprimentos complexa, com diversos produtos perecíveis. Normalmente, os empresários desse segmento trabalham a partir do fluxo de caixa, que agora está parado, o que acarretará em grandes prejuízos aos negócios.

O empresário André Trindade da Rocha, sócio do Dublin Live Music, um dos pubs que paralisou as atividades, afirma que o dano ao caixa da empresa pode ser fatal.

“O impacto vai ser gigante, corremos o risco de não voltar”, afirmou à reportagem do Guia. “Mas acredito que se não fizermos isso, com a contaminação seria muito pior. A ideia é diminuir o contato com as pessoas para tentar voltar o mais rápido possível”, conclui André.

Contra coronavírus, Ambev e Brewdog fabricam e doam álcool gel

Com o avanço de casos de contaminação pelo Covid-19 no Brasil, a Ambev anunciou que está produzindo 500 mil unidades de garrafas PET álcool gel para serem doadas a hospitais públicos. Ação semelhante está fazendo a escocesa Brewdog no Reino Unido.

Leia também – Entrevista: Covid-19 derruba faturamento do setor e Abracerva mira apoio federal

O álcool da Ambev virá da planta industrial de Piraí (RJ) , sendo “retirado” da Brahma 0.0 e de outras etapas do processo cervejeiro. E o produto em geral será doado a hospitais públicos das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, as capitais que concentram o maior número de casos da doença. A empresa vai fazer a logística para a entrega de 5 mil unidades para cada hospital público desses municípios.

Uma das principais “armas” no combate ao novo coronavírus, o álcool em gel teve sua demanda aumentada bruscamente nas últimas semanas, o que levou à escassez do produto no comércio e ao aumento do preço nas farmácias e supermercados.

Segundo a Ambev, um dos motivos que está dificultando a reposição do produto atualmente é a falta de embalagens. Por isso, vai envasar nas mesmas garrafas pet que usa para seus produtos (como refrigerantes e águas).

Gel punk
Já a escocesa Brewdog começou a produzir álcool gel na sua fábrica de Aberdeenshire. A proposta da companhia também é de fazer doações do que está chamando de “punk sanitizer” – batizado em referência à sua Punk IPA – para instituições de caridade na Escócia.

“Estamos determinados a fazer tudo o que estiver a nosso alcance para ajudar a manter o maior número possível de pessoas em segurança”, afirmou o fundador da marca, James Watt, nas redes sociais.

A companhia britânica afirma estar correndo contra o tempo para ter sua primeira leva de álcool gel pronta na próxima semana.

Decisão do STF abre jurisprudência para venda de cerveja nos estádios

0

Assunto de grande controvérsia há anos, a liberação da venda de cerveja nos estádios recebeu um aval do Superior Tribunal Federal (STF) que pode representar o passo decisivo para que ela se torne legal em todos os estados brasileiros. Afinal, o  plenário da corte considerou constitucional uma lei do Mato Grosso que permite a comercialização da bebida nas partidas locais.

Leia também – Doria erra ao alegar que liberação de cerveja em estádio é inconstitucional, dizem juristas

A decisão do STF foi uma resposta parcial a três Ações Diretas de Inconstitucionalidade protocoladas em 2015 pela Procuradoria Geral da República (PGR) contra leis do Espírito Santo, do Mato Grosso e do Paraná. A ação alega inconformidade em função da proibição expressa no Estatuto do Torcedor.

As ações entraram na pauta do julgamento virtual do STF. Por pedidos dos ministros Alexandre de Moraes e Carmen Lúcia, as votações dos casos paranaense e capixaba, respectivamente, irão acontecer em plenário, em função da apresentação de destaques por eles.

Porém, houve o julgamento da ação sobre a venda de bebidas alcoólicas fermentadas e com limitação de 14% de teor alcoólico e até o intervalo dos jogos no Mato Grosso. E o resultado entre os votantes foi unânime: 9 a 0, com decisões favoráveis de Edson Fachin, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Dias Toffoli, Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes e Luiz Fux. Carmen Lúcia não votou e Celso de Mello não participou, por estar de licença médica.

Precedente aberto
Esse resultado pode ser visto como uma vitória para o setor cervejeiro. E pode motivar a apresentação de novos projetos de lei para liberar a venda das bebidas nos estados em que ainda não há uma legislação específica, hoje necessária para que a comercialização aconteça.  

É o caso de São Paulo, onde a venda está proibida desde 1996. No ano passado, um projeto de lei foi aprovado pela Assembleia Legislativa. Embora o documento agradasse aos clubes, foi vetado pelo governador João Dória sob a alegação de inconstitucionalidade, algo que o STF agora demonstrou discordância.

Leia também – Conheça os locais onde a venda de cerveja nos estádios é liberada

A ampliação do veto ao consumo de álcool nas arquibancadas brasileiras se deu em 2008, quando o então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, assinou um protocolo de intenções com o Conselho Nacional de Procuradores Gerais proibindo, por meio de resolução, o comércio de bebidas em competições oficiais organizadas pela entidade. A determinação, porém, já estava prevista no Estatuto do Torcedor, sancionado em maio de 2003 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O estatuto aborda o tema ao declarar ser proibido o “porte de objetos, bebidas ou substâncias proibidas ou suscetíveis de gerar ou possibilitar a prática de atos de violência” nos estádios. Apesar disso, há brechas para a liberação das vendas. E alguns estados as aproveitaram.

Para a adoção da liberação, existe a avaliação de que são as esferas estaduais e municipais as responsáveis pela normalização ou proibição do consumo de bebidas alcoólicas em estádios, ginásios e arenas. E o STF ratificou na decisão sobre Mato Grosso essa visão, o que pode se tornar uma jurisprudência para casos semelhantes.

Crescimento moderado da Ambev em 2019 confirma acirramento do setor

0

A divulgação pela Ambev do balanço do quarto trimestre de 2019 apontou crescimento considerado modesto nesse período, confirmando um cenário de forte concorrência para a cervejaria no mercado brasileiro, ainda que a multinacional continue sendo a líder do setor.

Os dados divulgados apontaram que a Ambev registrou aumento de 1,4% no volume de cerveja vendida no Brasil no quarto trimestre de 2019 na comparação com o mesmo período do ano anterior, chegando a 23,597 milhões de hectolitros. Já no total de 2019 a alta foi maior, de 3,2% em relação a 2018, com um montante de 80,263 milhões de hectolitros nos 12 meses.

As dificuldades para a Ambev ficam mais claras quando se vê que o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia atingiu R$ 6,924 bilhões no quarto trimestre, uma queda de 9,3% ante o mesmo período do ano anterior. Na comparação de 2019 com o ano anterior, a redução foi de 2,5%, para R$ 21,147 bilhões.

Leia também – Vendas fracas derrubam balanço da Ambev; Consultorias preveem fim de ano difícil

A avaliação do mercado para esse encolhimento foi de que a Ambev conseguiu manter a sua participação no mercado com a manutenção de preços e o uso de promoções para lidar com a concorrência. Além disso, as despesas foram impactadas pelas altas do câmbio e do preço das commodities.

“Isso mais uma vez ressalta o quanto o mercado de cerveja brasileiro se tornou mais difícil com base no fim do monopólio virtual da Ambev, no crescimento do consumo em casa, na erosão do valor da marca do segmento mainstream e na falta de escalabilidade no segmento premium, o que coloca o notável poder de preço da Ambev e margens operacionais em risco”, afirmou o relatório de análise do BTG.

O balanço também apontou que a receita líquida da Ambev cresceu 1,2% no quarto trimestre de 2019, para R$ 7,561 bilhões. Porém, considerando a receita líquida por hectolitro, houve queda de 0,2%. Já em 2019, a receita líquida teve elevação de 5,6% ante 2018, enquanto a receita líquida por hectolitro aumentou 2,4%.

Já o lucro líquido atribuído ao controlador foi de R$ 4,099 bilhões no quarto trimestre de 2019, alta de 22% na comparação ao mesmo período do ano anterior. Já em 2019, o montante foi de R$ 11,780 bilhões, 7,13% maior do que em 2018. O lucro líquido ajustado da Ambev foi de R$ 4,633 bilhões no quarto trimestre de 2019, 24,4% a mais do que o mesmo período do ano passado. Em 2019, por sua vez, o crescimento do lucro líquido ajustado foi de 8,5% na comparação com 2018, chegando aos R$ 12,549 bilhões.

E a receita líquida da Ambev caiu 1% no quarto trimestre de 2019 em relação ao mesmo período de 2018, para R$ 15,856 bilhões. No total de 2019, houve alta de 4,7%, para R$ 52,599 bilhões, em relação ao ano anterior.

Profissionalização é a chave para mercado brasileiro se destacar, alerta especialista

0

Com pouco mais de uma década de atividade no setor cervejeiro, Taiga Cazarine acumula grandes experiências conectando o público ao universo das bebidas. Empresária, jornalista, sommelière de cervejas, professora e jurada internacional (BJCP Certified), ela acredita que a profissionalização das equipes de trabalho é a grande chave para a evolução do mercado no Brasil.

Leia também – 10 especialistas projetam o 2020 cervejeiro

Essa é a opinião de uma especialista que passou por diversos países, como Alemanha, Inglaterra, Dinamarca, Estados Unidos, Canadá, Chile, Panamá, Costa Rica e Argentina, trabalhando e conhecendo de perto diferentes mercados. Com esse currículo,  Taiga compartilhou muitos pensamentos sobre o cenário cervejeiro global – e como o Brasil está inserido nesse contexto, em um bate-papo exclusivo com o Guia.

Dificuldades semelhantes
Conseguir ampliar o público consumidor de cervejas artesanais, superando dificuldades inerentes ao negócio, não é um desafio somente brasileiro. Taiga explica que até mesmo escolas tradicionais, como a alemã, possuem obstáculos para diversificar os estilos oferecidos ao público.

“Eu estive em Colônia, na Alemanha, e lá existe uma grande praça onde as pessoas vão, com muitas cervejarias em volta, cervejarias com muito tempo de funcionamento. No entanto, todas vendendo cervejas muito parecidas, sempre na linha da Kölsch (estilo tradicional da cidade)”, conta a especialista.

“E muito escondidinho, em uma esquina ali perto, existe um pub que luta para receber cervejas das artesanais alemãs que estão tentando fazer resgate de estilos e, inclusive, tentando trazer estilos que são produzidos mundo afora”, acrescenta Taiga.

Em sua análise, ela também diz que o admirado mercado norte-americano enfrenta dificuldades, muitas delas semelhantes às do Brasil, como a necessidade de “educar” o público e apresentar as cervejas artesanais.

“Ainda hoje você bate um papo com os cervejeiros dos EUA e eles possuem um discurso muito semelhante ao nosso, de que precisamos educar nossos consumidores, que agora as pessoas estão entendendo melhor o conceito do produto craft. Ainda assim é um mercado crescente que está cada vez mais abraçando consumidores interessados em diferentes sabores, em diferentes experiências. E, no final das contas, as cervejas mais vendidas são aquelas mais fáceis de beber. É assim na Espanha, na Itália, em Portugal, na Argentina”, reforça ela.

Profissionalização
E, como um dos principais desafios dessa evolução, Taiga aponta a profissionalização dos trabalhadores que atuam no mercado cervejeiros brasileiro. “São pessoas que vêm de todas as áreas de atuação para trabalhar com a cerveja. E não necessariamente essas pessoas possuem o conhecimento de gestão, de empreendedorismo”, explica a empresária, acrescentando que atualmente tem enxergado uma maior qualificação entre os profissionais do setor.

“Estar preparado para as adversidades é muito importante. Não é fácil. Eu sinto que as pessoas estão se preparando um pouco mais. A gente ainda vai ter bastante aventureiro, mas o mercado está mudando. As pessoas já estão percebendo a necessidade de estar mais preparadas, independente da área em que irá atuar, seja o dono da fábrica, seja o cervejeiro”, acrescenta Taiga, avaliando o nível de profissionalização do mercado brasileiro.

Na visão da sommelière, o mercado brasileiro está no rumo correto. “Independentemente das grandes mudanças, o que mais a gente tem que perceber é o que estamos no caminho certo. As dificuldades sempre existem, a gente precisa passar pelas adversidades, mas o que estamos fazendo está bacana. Devagarzinho estamos conquistando espaço. A Abracerva está fazendo um excelente trabalho, estamos nos fortalecendo de todos os lados”.

Mais espaço para o sommelièr
Taiga também avalia que o Brasil ainda não possui sommelieres especializados e qualificados para desempenhar a importante tarefa que o mercado exige. Mas isso é fruto da desvalorização e da falta de compreensão de qual é o trabalho desse profissional para o setor.

“Temos uma necessidade de valorizar o profissional sommelier, até para que os próprios sommelieres comecem a abrir espaço para eles no mercado. Essa é uma profissão que não é muito abraçada, pois ela não é muito entendida. Ainda não temos sommelieres altamente capacitados para atuar como grandes especialistas dentro das cervejarias, mas isso é algo possível de construir”, diz ela, apontando a necessidade de o sommelier estar mais associado às cervejarias.

“Ter o sommelier próximo da cervejaria é importante para a construção e evolução do padrão de cerveja, até pela questão de trazer estilos de cervejas que envolvam marketing, que atrele a uma estratégia de venda. Não é só pensar na cerveja porque eu gosto ou porque todos estão fazendo, mas começar a entender melhor o público, respeitá-lo e atendê-lo”, finaliza Taiga.

‘Bares precisam acompanhar qualificação do cliente’, diz presidente da Abrasel-SP

0

Os bares e restaurantes são pontos de venda fundamentais para a indústria cervejeira como um todo. Nos últimos 20 anos, a cultura de comer e beber fora de casa provocou um crescimento exponencial desse mercado, impondo a necessidade de o segmento se manter qualificado e atualizado. Atualmente são quase 1 milhão de estabelecimentos em todo o país, segundo o Sebrae, entre bares, restaurantes, lanchonetes, cafés e afins.

Esse crescimento ocorreu porque os consumidores passaram a se interessar por experiências diferenciadas, que envolvem desde o atendimento até o ambiente e o cardápio oferecido pelos estabelecimentos. A cerveja acompanha essa mudança cultural.

Leia mais – Com foco na experiência, artesanais chegam às pizzarias e restaurantes tradicionais

E, para Percival Maricato, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de São Paulo (Abrasel-SP), o interesse do público por novas experiências gastronômicas é o que motiva o crescimento da demanda por cervejas artesanais nos bares e restaurantes.

“O que se constata foi uma continuação da qualificação do consumidor e da variedade e qualidade correspondente de cervejas. Este é um processo de aculturação do público, que começou pela gastronomia, passou pelo vinho, pelo café e chegou na cerveja”, diz Percival.

Ele ressalta que a cerveja sempre foi a bebida predileta nos estabelecimentos, sendo muito mais consumida do que destilados e vinhos. Mas agora a demanda por rótulos artesanais é o que chama a atenção.  “Isso parece que é uma tendência contínua, as cervejas especiais continuam crescendo cada vez mais dentro do portfólio de cervejas. O público brasileiro prefere a cerveja”, conta ele.

“Eu me lembro que fui há 25 anos para os Estados Unidos ver microcervejarias, e existiam muitas, tanto na costa Oeste quanto Leste. Era raro entrar em uma cidade grande que não tivesse uma variedade grande de cervejas. E isso chegou ao Brasil com força total”, completa o presidente da Abrasel-SP.

Crise e pandemia
Assim como outros segmentos, o setor de bares e restaurantes está apreensivo com a crise econômica, acentuada pela pandemia do coronavírus. Maricato diz que o segmento precisa se fortalecer com qualidade, oferecendo sempre novidades e diferenciais no mercado.

“O nosso setor está cada vez mais concorrido. Além da diversificação da oferta de produtos dentro do mercado, existe a evolução dos próprios estabelecimentos, que precisam não só atender o consumidor que está mudando, como concorrer com os muitos outros estabelecimentos que querem conquistar esse consumidor”, aponta o especialista, para depois finalizar.

“Quem quiser sobreviver no mercado tem de ser melhor sempre, procurar uma diferenciação dos concorrentes”, adverte o presidente da Abrasel-SP.

Espaço Aberto: A cerveja no Brasil, vista por um apreciador

*Por Luiz Guerreiro

O ato de consumir cerveja no Brasil faz parte do cotidiano de muitos cidadãos. Ao longo dos anos, várias marcas dominaram a preferência do mercado, produzindo uma série de rótulos que revezavam-se na liderança das vendas. É comum escutar de pessoas que suas histórias sejam ligadas a estas empresas e seus produtos, em uma relação intrínseca entre história, alegria, cerveja e marca.

Leia também – Balcão Beersenses: A armadilha do “puro malte“

No Brasil, a cerveja considerada “de massa” foi o principal objeto da indústria por muito tempo. Nesse sentido a utilização de adjuntos (milho, arroz, etc.) é tolerada, com o objetivo de baratear os custos de produção e seu preço final. Assim, esse tipo de bebida mais consumida precisa estar o mais gelada possível, a fim de adormecer as papilas gustativas, possibilitando o consumo em grande quantidade. Foi esse contexto que fomentou a procura por rótulos, ou seja, há identificação do consumidor com a empresa, consistindo na principal motivação da escolha.

Luiz Guerreiro

O cenário começou a mudar há pouco tempo, no momento em que a variante “puro malte” passou a fazer parte do cotidiano e o consumidor brasileiro passou a exigir qualidade das cervejarias. Lembro-me da dificuldade em encontrar uma marca importada no país. Eram muito raras em bares e supermercados. A possibilidade da existência de fabricação artesanal nem na imaginação do consumidor comum existia. Essa situação era agravada fora dos grandes centros urbanos.

O mercado cervejeiro no Brasil vem sofrendo modificações sensíveis. Hoje é diferente a percepção do consumidor que outrora procurava a quantidade, pois a busca por apreciar a bebida e todas as suas sensações vem ganhando mais adeptos. As reações físicas geradas pelo consumo das cervejas de massa também é um dos fatores que corroboram para a mudança no comportamento.

Diante disto é possível afirmar a nítida mudança no comportamento do consumidor, pois há alguns anos a mercadoria produzida para o público em geral dispunha de pouca preocupação com a qualidade. Hoje o cenário apresenta mudanças, haja vista o crescimento do consumo da cerveja artesanal, bem como a presença de rótulos de empresas internacionais vem proporcionando variedade de estilos, promovendo uma verdadeira revolução.

Tempos atrás, história, alegria, cerveja e marca eram indissociáveis. Agora, vemos a quebra desse paradigma, haja vista que o título já não possui tanta influência para o consumidor, pois a qualidade ganhou relevância como fator de escolha. A descoberta do prazer em degustar a bebida incide como uma nova forma de satisfação, de modo que o consumidor tem novas perspectivas quando escolhe um produto.


*Luiz Guerreiro é apreciador de longa data, produtor de cerveja caseira e um leitor inquieto do Guia

Para promover o debate entre os mais distintos segmentos do setor cervejeiro, o Guia deixa o espaço totalmente aberto para seus leitores. Se quiser mandar uma sugestão de artigo, é só escrever para nosso editor: itamar@guiadacervejabr.com

Cervejarias portuguesas se unem e reforçam campanha contra o racismo no futebol

0

O caso de racismo contra o atacante malinês Moussa Marega, do Porto, ocorrido em partida do Campeonato Português, estimulou a união entre duas marcas de cerveja. A Super Bock e a Sagres, duas das principais referências do setor em Portugal, realizaram uma campanha conjunta de combate ao preconceito racial.

Leia também – Abracerva cria núcleo para mostrar que inclusão “não é pena, mas oportunidade”

“Contra o racismo, não há rivais”, afirmam as cervejas em ação conjunta, publicada nas redes sociais de ambas, contendo uma imagem que estampa as garrafas das duas marcas.

A campanha da Sagres e da Super Bock reforça a relação entre cervejas e o futebol, algo usual no mundo e também em Portugal. A Super Bock, por exemplo, é patrocinadora do Porto – o time de Marega -, do Sporting Lisboa e do Campeonato Português, torneio no qual o ato racista aconteceu. Já a Sagres é apoiadora da seleção portuguesa, da Copa de Portugal e da Supercopa de Portugal.

O ato racista ocorreu no último domingo, durante a vitória do Porto sobre o Vitória de Guimarães, por 2 a 1, fora de casa. Marega decidiu abandonar o campo, pedindo para ser substituído, em reação contra as ofensas racistas que vinha recebendo de torcedores do time mandante.

Inicialmente, jogadores do Porto e o treinador Sergio Conceição não concordaram com a decisão de Marega de sair da partida. Alguns deles, inclusive, tentaram até segurá-lo para demovê-lo da ideia de deixar o campo.

Depois, contudo, a substituição se concretizou. E, na saída do campo, o jogador malinês fez gestos obscenos em direção aos torcedores do Vitória de Guimarães.

Marega já havia protestado ao marcar o segundo gol da partida, ao celebrar apontando para o seu braço direito – torcedores do Vitória de Guimarães jogaram cadeiras em sua direção nesse momento e o árbitro Luis Miguel Branco Godinho lhe deu o cartão amarelo. Minutos depois, o atacante malinês decidiu sair da partida.

“Gostaria apenas de dizer a esses idiotas que vêm ao estádio fazer gritos racista: vá se foder. E também agradeço aos árbitros por não me defenderem e por terem me dado um cartão amarelo porque defendo minha cor de pele. Espero nunca mais encontrá-lo em um campo de futebol. VOCÊ É UMA VERGONHA!”, escreveu Marega em seu perfil no Twitter.

Reação ao racismo
O caso de racismo vindo das arquibancadas portuguesas foi apenas mais um diante de um histórico recente de incidentes nos estádios europeus, com ocorrências recorrentes na Itália – muitos deles contra Mario Balotelli, atacante ícone do futebol local – e também na Espanha.

Como reação, a Holanda apresentou no início do ano um plano de combate a esses atos que inclui 20 medidas para prevenir, detectar e punir o racismo nos estádios e no ambiente ao redor do esporte.

Na semana passada, em uma partida pela terceira divisão da Alemanha entre Preussen Münster e Würzburger Kickers, torcedores se uniram para expulsar um racista do estádio e encaminhá-lo à polícia.