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As 74 cervejarias confirmadas no Slow Brew

Um dos principais festivais brasileiros de cerveja, o Slow Brew será realizado em 7 de dezembro, das 12h às 20h, no Centro de Eventos Pro Magno, na Avenida Professora Ida Kolb, 513, em São Paulo, e já tem suas 74 cervejarias confirmadas. O público presente tem direito à livre degustação.

Focado em buscar marcas que tenham histórias para contar, o Slow Brew exige a presença dos mestres-cervejeiros, possibilitando uma interação direta entre público e marcas. Não à toa, as cervejarias são convidadas para participar – e não pagam pelo estande, como em outros festivais.

A procura por ingressos tem sido intensa desde o primeiro lote, inaugurado em 10 de dezembro do ano passado. Tanto que apenas 600 entradas ainda estão disponíveis, de acordo com informações do Dr. Mauricio Leandro, psicanalista e organizador do festival. Não haverá, aliás, venda no dia do evento.

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Os ingressos do último lote saem por R$ 273,24 no boleto e R$ 297 no cartão de crédito. Para os participantes das edições anteriores, porém, há um desconto de 3%. E, para quem respondeu a uma pesquisa de satisfação, a promoção é de 6% (clique aqui para comprar).

E a edição de 2019 do Slow Brew em São Paulo contará com um espaço especial destinado a receber exclusivamente cervejarias novatas, que nunca participaram do festival. É a “Ala Extravaganza”, que terá 36m² compartilhado entre as 16 marcas convidadas pela curadoria.

Cada cervejaria terá um tempo-limite para apresentar seus produtos e secar os barris, fazendo um revezamento enquanto o público aproveita as  atrações musicais e a gastronomia do evento.

Confira, a seguir, a lista de 74 cervejarias que foram selecionas pelo Slow Brew.

Cervejaria havaiana promove reciclagem de vidro na Lapa carioca

A Kona está promovendo uma interessante conexão entre Rio de Janeiro e Havaí, duas “Sister Cities”, segundo a cervejaria havaiana. Em parceria com a startup Green Mining, a marca vai liderar uma iniciativa de logística reversa na Lapa, tradicional bairro boêmio da capital carioca.

Bares e restaurantes da região sofrem hoje com problemas logísticos para descartar corretamente as garrafas e embalagens de vidro. Assim, ao lado da Green Mining, a Kona vai recolher todos esses recipientes e enviá-los ao centro de reciclagem da Ambev, no Rio.

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“O Havaí e o Rio de Janeiro possuem muitas similaridades e, até por isso, consideramos as cidades como ‘Sister Cities’. Assim como em nossa terra natal, temos uma grande preocupação com a sustentabilidade e com o descarte correto dos materiais”, conta Carolina Aguiar Ventura, gerente de marketing da Kona, marca que chegou ao país em novembro de 2018.

Em prática desde setembro, a iniciativa possui coletores que, em uma bicicleta adaptada, percorrem a Lapa coletando as garrafas de vidro dos estabelecimentos parceiros e as levam para uma central de recebimento. Depois, o material é encaminhado à Fábrica de Vidros da Ambev, onde é processado e transformado em novas garrafas.

Entrevista: Setor cervejeiro sofre com vidro, mas trilha caminho sustentável “sem volta”

O projeto teve início na terceira semana de setembro e conta com 50 bares e restaurantes parceiros. Para garantir o funcionamento dessa economia circular, um sistema de certificação é feito em todas as etapas do processo, garantindo que o material coletado chegue ao seu destino de maneira correta.

“Essa iniciativa visa ajudar os comerciantes da Lapa e também a conscientizar as pessoas sobre esse assunto”, complementa a gerente de marketing da cervejaria havaiana.

Munique perde batalha pelos direitos da milionária marca Oktoberfest

Outubro chegou e o Brasil e o mundo estão, nas últimas semanas e nas próximas que virão, repletos de Oktoberfests. Quem está aproveitando qualquer uma dessas festas mal sabe, no entanto, que uma briga judicial se arrasta nos bastidores: pela propriedade da marca Oktoberfest. A cidade de Munique, capital do estado alemão da Bavária, onde a festa foi concebida, busca na justiça se tornar dona do nome. Mas, na semana passada, uma decisão do órgão regulador europeu negou essa exclusividade.

Protegida há 20 anos, a marca pertence à Associação de Cervejarias de Munique (Verein Münchener Brauereien) e só pode ser usada oficialmente por seis cervejarias da cidade (Augustiner, Hacker-Pschorr, Spaten, Löwenbräu, Paulaner e Hofbräuhaus) de maneira coletiva. A exclusividade, no entanto, se aplica somente ao território europeu.

Desde 2016, a municipalidade de Munique vem tentando assegurar os direitos de uso do nome. Para isso, os dirigentes da cidade protocolaram um pedido à Agência Europeia de Propriedade Intelectual (EUIPO), entidade responsável pelo registro de marcas na União Europeia, de exclusividade do uso da marca Oktoberfest. E a motivação é simples: o potencial do nome para a geração de receitas.

Segundo a revista alemã Manager Magazin, quem tem a marca Oktoberfest nas mãos possui uma máquina de gerar dinheiro, cuja potência é calculada em aproximadamente 100 milhões de euros por ano somente em royalties.

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A festa original, que acontece durante 16 dias entre setembro e outubro em Munique, é o maior festival público do mundo, que atrai a cada ano mais de 6 milhões de visitantes para consumir 80 mil hectolitros de cerveja. Fora da Alemanha, no entanto, a fama se espalhou e diversos países mundo afora promovem suas versões “extraoficiais” – sendo a de Blumenau, no Brasil, e a de Waterloo, no Canadá, as maiores delas.

Mesmo com a derrota na EUIPO, o município de Munique pode, ainda, apelar para instâncias superiores da justiça. Mas a cautela, nesse momento, é grande. Segundo o secretário de Economia da cidade, Clemens Baumgärtner, é primordial não causar, com o imbróglio, qualquer tipo de dano à imagem do festival, para que ele não se desprestigie. “Só farei isso (recorrer à instâncias superiores) se o Conselho Municipal assim quiser”, afirma ele.

A decisão beneficia, ainda, cervejarias que usam o nome em rótulos, abrindo espaço para outra polêmica: o estilo oficial da Oktoberfest é o Märzen, produzido há mais de cem anos seguindo parâmetros bastante específicos, que quase nunca são respeitados nesses casos.

Campinas cria lei para facilitar abertura de brewpubs

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Campinas ganhará um importante apoio para desenvolver seu mercado de cervejas artesanais. O prefeito da cidade, Jonas Donizete, vai assinar um decreto de lei que irá alterar a classificação das cervejarias de médio para baixo impacto.

Com a mudança, que será assinada nesta quarta-feira, dia 2 de outubro, ficará permitida a construção de bares que possuem pequenas fábricas produtoras de sua própria cerveja – os brewpubs – em bairros da cidade, como o Taquaral.

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O ato será assinado às 15h no salão Azul, que fica no 4º andar da Prefeitura de Campinas. Também participarão do evento os secretários de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo, André Von Zuben, de Planejamento e Urbanismo, Carlos Augusto Santoro, e de Cultura, Ney Carrasco.

A medida é mais um passo para consolidar o movimento cervejeiro do município, que já conta com o Polo Cervejeiro da Região Metropolitana de Campinas, entidade que representa 18 marcas da região, como Berggren, Campinas, Daoravida, Kalango, Kombuteco, Landel, Mafiosa, Nuremberg, Tábuas e Toca da Mangava, entre outras.

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Para Alexandre Montagnana Vicente Leme, presidente do polo, o novo decreto vai simplificar e facilitar a instalação de novas microcervejarias independentes na cidade, gerando novos postos de trabalho, direta e indiretamente, e fomentando a economia local.

“Esta ação contribui para incentivar o turismo e gastronomia de nossa região e fomenta ainda mais o empreendedorismo em Campinas. Prestigia nossos produtos e fortalece nossa região como um Polo Cervejeiro de destaque nacional”, acrescenta Alexandre.

Ainda nesta quarta-feira, o polo e as autoridades de cultura e turismo da cidade irão lançar oficialmente o Polo Beer Festival. Trata-se da nova Oktoberfest do Polo Cervejeiro da Região Metropolitana de Campinas, marcada para os dias 26 e 27 de outubro, na Praça Carlos Gomes.

5 cervejas medalhistas no Prêmio da Embalagem Brasileira

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A Associação Brasileira de Embalagem (Abre) realizou, no final de setembro, sua tradicional premiação para apontar as melhores embalagens do mercado nacional. E a indústria cervejeira se destacou com a conquista de cinco medalhas, sendo duas de ouro, duas pratas e uma de bronze.

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Realizado anualmente desde 2001, o Prêmio Abre da Embalagem Brasileira avalia o envase considerando aspectos como inovação e clareza das informações, sustentabilidade, apelo de venda, ergonomia, funcionalidade, sistema de abertura e fechamento, entre outros.

Confira, a seguir, as 5 cervejas que foram medalhistas no Prêmio Abre da Embalagem Brasileira.

Ouro
Skol Pride Pack
Foi a grande vencedora na categoria Marketing – Estratégia de Comunicação. Concebido pela Ball Beverage, o Pride Pack foi uma edição especial da Skol para comemorar o mês do orgulho LGBT+. Através de uma parceria inédita com a Pantone, usou as cores do maior símbolo do movimento, o arco-íris. Foram seis latinhas que receberam o nome de Pride para celebrar o significado de cada cor da bandeira e do orgulho LGBT: Yellow Pride, Red Pride, Green Pride, Blue Pride, Orange Pride e Purple Pride.

Budweiser
Tendo a embalagem de garrafa desenvolvida pela Owens Illinois, a Budweiser foi a grande ganhadora da categoria bebidas alcoólicas. Isso foi possível a partir da troca de rótulos de papel cola para autoadesivo, com um novo design da garrafa, mais leve e mais moderno. “A partir da utilização dos rótulos autoadesivos foi possível agregar valor à decoração através de serigrafia localizada, verniz fosco e estrutura ‘no label look’ no gargalo, modernizando a embalagem”, explica a marca.

Prata
Colorado Appia Lata 410ml
Com produção da Ball Corporation, a Colorado recebeu a medalha de prata na categoria de embalagens para bebidas alcoólicas com a lata modelo X-Sleek 410ml. O novo formato é intermediário entre as latas mais finas da família Sleek e as latas mainstream da família standard. A nova embalagem é também uma alternativa prática às tradicionais garrafas âmbar. A embalagem valoriza a cor mel da Appia e traz em destaque a imagem do urso, marca registrada da Colorado.

Budweiser Edição Limitada NBA
Concebida por Ball Corporation e Metalcan, a Budweiser Edição Limitada NBA recebeu a medalha de prata na categoria Marketing – Estratégia de Comunicação. A embalagem teve como público-alvo os fãs de basquete e que assistem NBA. Assim, usou a icônica bola laranja como referência, simulando a sua aparência e textura. “O insight da ideia surgiu em levar para as mãos do consumidor a sensação de um jogador de basquete. Por isso, transformamos um objeto cotidiano e comum ao consumidor para produzir uma sensação incomum. A latinha é feita com alto relevo que remete aos gomos da bola de basquete oficial da NBA”, conta a marca.

Bronze
Skol Beats Queen
Produzida por Ball Corporation e XYPD, a coleção Skol Beats Queen levou a medalha de bronze na categoria Marketing – Estratégia de Comunicação ao se inspirar no universo da arte drag como uma forma de comemoração do mês do orgulho LGBT+. As latinhas têm o fundo colorido, nomeadas como Charisma (carisma), Uniqueness (singularidade), Nerve (coragem) e Talent (talento).

Confira, aqui, todos os vencedores do Prêmio Abre 2019.

Menu degustação: Primavera da Hoegaarden, Wonderland em SP, festa no RS

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Wonderland em SP
Os fãs paulistanos de cerveja artesanal já podem beber os rótulos da Wonderland Brewery, inspirada na obra de Lewis Carroll. A chegada da marca em São Paulo ocorreu na última quinta-feira, em evento realizado no bar Cerveja a Granel. A cervejaria carioca, que recentemente ganhou a medalha de platina no Mondial de la Bière Rio, tem nove rótulos e disponibilizou quatro nesse lançamento. “Decidimos apresentar para a cidade as nossas medalhistas (Gone Mad e Timeless Porter) e as últimas novidades, as sours Tweedles, Sour-Dee e Sour-Dum”, conta Anna Lewis, uma das fundadoras da Wonderland.

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Hoegaarden primaveril
Inspirada pela primavera, a Hoegaarden Greenhouse contará com um cardápio especial durante a estação das flores. Com mais de 250 plantas e quase 40 espécies espalhadas pelo ambiente, a Greenhouse terá uma seleção especial de pratos nos fins de semana até o término de dezembro. São oito opções, entre entradas, refeição principal e sobremesa, com flores comestíveis que destacam o prato. O cardápio regular do local também estará disponível.

Nova identidade da X Craft
Criada em dezembro de 2014 como Microcervejaria X, a agora X Craft Beer, considerada a primeira cigana de Brasília, divulgou a sua nova identidade visual em uma série de eventos e workshops. A marca conta com quatro rótulos sendo envasados anualmente: Angel Tripel (Belgian Tripel), 61 IPA, Angel Dust (Belgian IPA) e Blanche do Cerrado (Witbier).

Agenda: Festival no RS
A 11ª edição do Festival de Cervejas Artesanais será realizada de 3 a 13 de outubro, na Fenac, em Novo Hamburgo, reunindo 24 cervejarias da região e estilos variados da bebida e de lançamentos. O festival ocorre em paralelo à Feira da Loucura por Sapatos, a maior promoção de calçados do Brasil. Adoma, Alcebier, Baita Bier, Bossta Beer, Clandestina Craft Beer, Coruja, Danken, Edelbrau, Eisenbahn, Elementum, Factory Beer, Fat Bull, Grünberg Craft Bier, Hettwer Bier, Hunsrück, Imigração, La Calavera, Maniba, Mater, Rasen Bier, Schatz Bier, Staunen Bier, StickyHop´s e Urwald Cervejaria são as cervejarias confirmadas.

Os 2 lados da ponte: Tarantino faz 1 ano celebrando diversidade e capital humano

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A Cervejaria Tarantino completa um ano de vida e, como é praxe no mercado cervejeiro, realiza hoje uma grande festa. Mas a comemoração da cervejaria paulistana esconde, nas entrelinhas, a celebração de um projeto ousado e que pretende mudar paradigmas no mercado nacional. Em um ano de atividades, a Tarantino se tornou referência na promoção de eventos multiculturais, apostando em diversidade e promovendo a colaboração no setor.

A cervejaria foi concebida por Gilberto Tarantino, experiente importador de marcas como Rogue, Brewdog, Mikkeller, Anderson Valley e Founders, que se destacou no mercado por seu zelo com a cerveja no processo – foi dele a primeira importação de cervejas com toda a cadeia logística refrigerada para o Brasil.

Essa preocupação com a qualidade garantiu a ele um relacionamento próximo e de confiança com cervejarias e também com a Brewers Association. Foi desse contato próximo com os pioneiros da cena artesanal norte-americana que brotou o conceito de negócio da Tarantino, que valoriza a colaboração e o capital humano.

O Guia conversou com Giba Tarantino, sócio de Luciano Consentino e de Isaac Deutsch na empreitada, para um balanço dos pontos que puseram a cervejaria em destaque no cenário paulista e nacional.

Pioneirismo
A própria instauração da cervejaria na capital já configura uma ousadia. Colocar uma cervejaria para funcionar no município de São Paulo é algo complexo, devido às restritas leis de zoneamento da cidade. “A parte mais difícil, sem dúvida, foi conseguir as licenças necessárias para operar uma cervejaria dentro da cidade de São Paulo”, destaca Giba. Em 130 anos, apenas a Antarctica, instalada na Mooca no final do século XIX, e a Brahma, no Paraíso na década de 1950, já haviam tido todas as licenças para fabricar, envasar e distribuir cervejas na capital paulista.

Comunidade
Instalada em uma zona mista no bairro do Limão, na Zona Norte, a Tarantino vestiu a camisa da comunidade. “Somos muito agradecidos a esse bairro que nos recebeu tão bem. Por isso, constantemente, promovemos ações com a comunidade local”, conta Giba. A cervejaria abre sua quadra de basquete com um monitor para jogadores das redondezas, organiza campeonatos esportivos e eventos sociais para o bairro. Os grafites que enfeitam os muros e as paredes internas da fábrica também são fruto de um laço forte com a comunidade.

Nessa linha, a cervejaria encampa, ainda, a luta por preços justos. “O pensamento de que cerveja artesanal é para ricos está errado. Aqui temos um lema: cerveja viva para os dois lados da ponte”, diz ele, se referindo à ponte do Limão, sobre o Rio Tietê, que separa o centro expandido de São Paulo dos bairros mais periféricos, onde se encontra a Tarantino.

Eventos e espaço
Contíguo à fábrica, o bar da Tarantino é aberto todos os finais de semana, e rapidamente caiu nas graças dos cervejeiros paulistanos e ganhou o protagonismo de importantes eventos. Com seu estilo “urbano”, conta com quadra de basquete e espaço interno e externo suficiente para a realização de eventos. Ao longo de um ano, a cervejaria recebeu cerca de 70 mil visitantes e sediou 60 eventos, com atrações culturais diversas como o bloco de carnaval Ilú Obá de Min, composto por mulheres negras, além de bandas de rock e festivais de arte. Assim, o endereço se tornou um ponto de referência na cena cervejeira de São Paulo.

Capital humano
Uma das prioridades da empresa é valorização das pessoas que a fazem. “Nossa equipe é fantástica, só temos aqui gente motivada e capacitada”, diz Gilberto. “As empresas que não olharem para profissionalização e sustentabilidade estarão fora do mercado em pouco tempo”. A equipe é formada, em sua maioria, por mulheres, em um mercado de hegemonia masculino. Elas estão em todas as áreas, do marketing à produção, algo que aconteceu naturalmente na busca por bons profissionais. Além de investir na equipe da cervejaria, a Tarantino ainda forma colaboradores dos seus pontos de venda com cursos gratuitos.

Colaboração
Outro conceito muito bem explorado pela Tarantino – talvez o maior trunfo em seu primeiro ano – é sua vocação para a colaboração. A cervejaria constantemente produz rótulos em parceria com marcas norte-americanas e brasileiras e, nos eventos que promove, abre espaço para cervejas de parceiros. “A colaboração é algo que aprendemos com os norte-americanos. Lá é normal as cervejarias colaborarem e se ajudarem e isso só traz benefícios ao mercado todo”, salienta Giba. Na visão dele, a maioria das cervejarias brasileiras entende esse conceito, mas ainda existem focos de individualismo. “Nós abrimos nossa casa para muitas cervejarias, mas percebemos que algumas não retribuem, e isso é ruim para o mercado”, reforça.

Nos próximos meses, a cervejaria deve pôr em prática sua veia colaborativa em prol da comunidade cervejeira mais uma vez. A Tarantino é quem vai organizar a maior participação brasileira da história do World Beer Cup – é esperado um crescimento de 70% no número de rótulos. Pelo terceiro ano consecutivo, Giba e equipe vão operacionalizar o “consolidation point” do concurso norte-americano no Brasil, que consiste em receber todas as amostras de cervejas nacionais inscritas, catalogar e fazer o processo de envio aos Estados Unidos.

Marketing involuntário
Queira ou não, o nome da cervejaria, sobrenome da família de Gilberto, já “nasceu famoso” por conta do cineasta norte-americano Quentin Tarantino, o que, de certa maneira, pode ter jogado a favor. A cervejaria aproveitou a coincidência na pré-estreia no Brasil do último filme de Tarantino, fornecendo, a pedido da Sony Pictures, amostras de seus rótulos.

“Eu não conheço o Quentin pessoalmente e não sei se temos algum grau de parentesco”, diz, lembrando que  não houve qualquer embaraço para uso do nome. “Já era o nome da minha importadora de cervejas, e meu pai também já teve uma distribuidora de autopeças com o mesmo nome”, explica.

Futuro
Para o futuro a Tarantino está com o radar ligado para cervejas que conversem com o conceito de “bem-estar” de alguma maneira. A ideia é se aproximar do conceito de “wellness”, que em inglês amalgama o bem-estar físico e mental, envolvendo a prática de esportes e o consumo de alimentos saudáveis. Cervejas sem glúten ou com eletrólitos hidratantes, por exemplo, se encaixam na proposta, que dialoga com estilos de vida emergentes em grandes cidades globais.

Com esse horizonte, o desafio para o segundo ano é buscar uma expansão sustentável dos negócios. Para Giba o maior desafio agora é aumentar as vendas. “Já expandimos nossa produção e temos excelentes cervejas. Vender cervejas artesanais não é fácil, mas apostamos que a economia irá melhorar no país e que nosso próximo ano será ainda melhor com a expansão dos nossos pontos de venda”, ressalta. Os rótulos da Tarantino estão, hoje, à venda em 600 pontos. “Hoje vendemos a cerveja mais fresca de São Paulo. A qualidade é uma das nossas preocupações fundamentais”, finaliza.

Rock in Cerveja: Conheça os bastidores da parceria que uniu Iron Maiden e Bodebrown

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Hoje é dia de rock, bebê. Um dos mais aguardados festivais do planeta, o Rock in Rio começa nesta sexta-feira com o rap de Drake e a música pop de Ellie Goulding, entre outras atrações. Mas será apenas na próxima semana, em 4 de outubro, que tocará uma das principais pérolas do evento: o Iron Maiden.

Ícone do heavy metal, a cultuada banda tem mais de 40 anos de uma longeva trajetória que a torna uma das maiores de todos os tempos, com clássicos como o disco The Number of the Beast. Até por isso, lidera noites de festivais icônicos como o Rock in Rio, sendo vista como referência na indústria cultural – e não apenas pelo aspecto musical.

Afinal, o Iron Maiden também é uma empresa, a companhia Iron Maiden LLP, criada para gerir as receitas oriundas das suas atividades. E elas incluem bem mais do que apenas turnês bem-sucedidas e lançamentos de singles e discos. Aliás, passou por aí uma mudança fundamental: a maior aposta em shows lucrativos do que em novos álbuns, facilmente pirateados.

O Iron Maiden também possui dezenas de produtos que vão além da música, a maior parte deles alusivos a Eddie the Head. Espécie de mascote e alma do Iron Maiden, Eddie está presente nas capas dos discos e também no cenário de shows, além de vários itens de colecionador. É um dos ícones do heavy metal e exemplo claro do uso da indústria cultural por uma banda que tem um nome especial até para o seu avião particular, o “Ed Force One”.

Esse novo conceito difundido pelo Iron Maiden se alastrou pelos mais distintos nichos da indústria. E um deles foi o mercado de cervejas, após a banda lançar uma marca própria. Parceiro de alguns anos da Robinsons na Grã-Bretanha, onde a bebida é fabricada, o Iron Maiden também fechou recentemente um acordo para ter o seu rótulo no país onde é mais idolatrado: o Brasil, em um caso de amor iniciado em 1985, com a participação no primeiro Rock in Rio.

Assim, nos próximos dias, quando desembarcar para a 12ª turnê no país, o que incluirá shows em mais uma edição do Rock in Rio, assim como passagens por São Paulo e Porto Alegre, o Iron Maiden terá uma novidade aos seus fãs. Mas ela não vem da Grã-Bretanha e está sendo produzida em solo nacional: a cerveja Tropper Brasil IPA.

A parceria com a Bodebrown
O rótulo é o primeiro resultado da parceira firmada entre a referência do heavy metal e, por que não, uma das referências do mercado brasileiro de cerveja, a Bodebrown, marca artesanal multipremiada de Curitiba que está completando dez anos em 2019.

O produto foi lançado em meados de setembro, durante a realização da edição do Rio do Mondial de la Bière. A novidade agora está disponível em diversas ações envolvendo a turnê do Iron Maiden pelo país, em atividades que começaram a se sedimentar quando a cervejaria paranaense teve boas experiências na Grã-Bretanha.

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Entre 2014 e 2018, a Bodebrown esteve quatro vezes por lá para participar de festivais, inclusive tendo angariado duas medalhas de ouro. Como destaca Samuel Cavalcanti ao Guia, um dos irmãos proprietários da marca, é impossível saber como e quando, mas parece ser fato que chegou a Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden e também com formação como mestre-cervejeiro, o burburinho provocado no meio das artesanais pela presença da marca curitibana em solo britânico.

Tanto que ainda no ano passado a Bodebrown foi procurada pelos seus representantes na Inglaterra para uma volta ao país. Dessa vez não para um festival, mas para a discussão de uma nova oportunidade de negócio: a criação de uma cerveja do Iron Maiden a ser lançada no Brasil.

Samuel Cavalcanti e Bruce Dickinson

“Em 2018, recebemos um e-mail do grupo que cuida das nossas operações na Inglaterra perguntando se poderíamos ir para Londres por causa de uma proposta. Lá, fomos informados que o projeto, em resumo, era sobre a produção de uma cerveja do Iron Maiden para o Brasil. Fiquei até assustado pela composição do projeto, mas claro que disse que estávamos abertos”, explica Samuel, um dos mais icônicos cervejeiros do país.

A partir daí, Bodebrown e Dickinson passaram por encontros para refinamento de preferências até chegar na receita que se transformou na Trooper Brasil IPA. “No nosso primeiro encontro, levamos 24 cervejas para o Bruce e apresentamos a ele para ver qual o encantava, quais eram os referenciais para a construção da receita”, diz Samuel.

Foi então que a Cacau IPA, um dos rótulos que levou a Bodebrown ao estrelato, entrou em ação. “A gente tinha um pouco mais de entendimento sobre o cacau, até por estarmos fazendo a Cacau IPA em parceria com a Stone Brewing nos Estados Unidos desde 2013. Como ele gostou da Cacau e da questão da sua brasilidade, procuramos trabalhar. E aí começaram a surgir os primeiros protótipos da cerveja. Em junho, na época do primeiro show deles nessa turnê em Miami, afunilamos para dois produtos, e aí definimos pelo que está nas latas”, detalha.

Samuel ainda explica como foi a participação de cada um para a definição da receita da Trooper Brasil IPA. “Foi uma construção a partir da visão dele, do que ele imagina, com uma construção da nossa parte criativa e executória, oferecendo os elementos para que trabalhássemos com algo real e possível de executar, com a leitura sensorial dele”, revela.

A Trooper IPA e suas festas
A cerveja possui nibs de cacau, provenientes de Ilhéus, na Bahia, que se misturam ao blend de lúpulos adicionados no dry hopping (Sorachi Ace, Amarillo e Sabro). A combinação dá um baixo amargor à cerveja, que apresenta ainda suave sabor de malte, 5% de teor alcoólico e notas sutis de cacau, chocolate branco e manga.

Lançada no Mondial Rio, a Trooper Brasil IPA também estará disponível em alguns dos bares do Morumbi e da Arena do Grêmio, palcos de shows do Iron Maiden nesta turnê pelo Brasil, sendo que a banda ainda negociava – durante a elaboração da reportagem -, com a organização do Rock in Rio, para disponibilizá-la ao público na noite em que vai liderar o festival.

E não ficará nisso, tanto que no próximo sábado, em Curitiba, será realizado o Trooper Day, evento para lançar a cerveja do Iron Maiden. A festa ocorrerá na fábrica da Bodebrown e na rua localizada em frente da sua sede. E contará com diversas apresentações musicais, com destaque para shows de covers do Iron Maiden.

Também com eventos semelhantes, bares nas cidades onde a banda vai tocar realizarão um “esquenta” para o show, com a disponibilização do rótulo para venda e consumo pelos fãs.

E há outros planos prontos para serem colocados em prática, com o mais adiantado sendo o Trooper Train. Será uma adaptação do passeio de trem de Curitiba a Morretes, o Beer Train, realizado pela Bodebrown, sendo que esta edição especial ocorrerá na segunda quinzena de outubro.

Novos cenários
O gigantismo do Iron Maiden e a importância da parceria abre novos cenários para a Bodebrown, tanto que a marca tem sido procurada por outras bandas, em consultas sobre a possibilidade de também produzir cervejas que levem seus nomes.

Também há a possibilidade de levar a Trooper Brasil IPA para outros territórios, seja pela localização privilegiada da cervejaria, pela proximidade de países que possuem fãs que idolatram o Iron Maiden e também pelo acordo firmado com a banda. E tudo isso se dá no ano em que a Bodebrown completa dez anos, com o lançamento do rótulo sendo um dos marcos dos seus festejos.

“É algo muito impactante para nós estarmos envolvido com o Iron Maiden, que tem mais de 40 anos de história e produz suas cervejas na Robinsons há mais de cinco anos, tendo vários estilos de cerveja. É um marco na nossa história e na história da cerveja brasileira por ser uma aproximação de uma empresa de música reconhecida”, comenta Samuel. “Nosso contrato é para a América do Sul, com a possibilidade de venda na América do Norte e na Ásia”, acrescenta.

Assim como para a Bodebrown, o rótulo é, também, um novo cenário a ser explorado pelo Iron Maiden. Afinal, antes só tendo acordo com a Robinsons na Grã-Bretanha, fechou uma parceria fora do seu país, no Brasil. E, também, possui projetos semelhantes prontos a saírem do papel em outros países, misturando sua lógica empresarial com a busca pelas cervejas artesanais.

“Acredito que o projeto não para por aí. Eles têm projetos nos EUA, no Japão e na Suécia. Então, estão juntando fábricas pelo mundo para trazer uma tipicidade para ser apresentado entre os mundos a visão de cada produtor”, comenta o fundador e CEO da Bodebrown.

Assim, no Brasil, Bodebrown e Iron Maiden conseguiram juntar mundos como o da cerveja e o do heavy metal, unidos pelo trabalho de artesão que aproxima músicos e produtores da bebida. “É muito bom conectar os fãs do Iron Maiden e os fãs de cerveja artesanal com algo que eles têm em comum”, conclui Samuel.

Ação da Heineken paga para consumidores que levarem vidro para reciclagem

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O Grupo Heineken está distribuindo pela cidade de São Paulo máquinas que trituram garrafas de vidro, preparando o material para o processo de logística reversa que culmina em sua reciclagem. Para o cliente que levar suas garrafas, há uma pequena “recompensa” pelo esforço, em forma de “cashback”.

Na primeira fase do projeto, um piloto de três meses de duração (vai até o dia 13 de dezembro) que integra o Movimento Mais com Menos, nove máquinas serão instaladas em unidades dos supermercados das redes Pão de Açúcar e Extra da capital paulista.

A iniciativa busca contemplar todo o ciclo de logística reversa do vidro, do início ao fim. Primeiro, as máquinas da Seiva Coleta, indústria de beneficiamento de vidros de Minas Gerais, contam com uma tecnologia que emite um alerta para os responsáveis pela logística quando atinge 70% de sua capacidade.

Leia também: Entrevista – Setor cervejeiro sofre com vidro, mas trilha caminho sustentável “sem volta”

A coleta, então, será feita por motociclistas, responsáveis por levar o material a uma das cooperativas parceiras – Granja Julieta, Coopercaps, Cooperglicerio e Cooppamare –, que cuidam do beneficiamento do vidro.

Dando continuidade ao processo de reciclagem, as cooperativas vendem o material à MassFix, empresa de gestão de resíduos de vidro, que completa o ciclo de logística reversa, revendendo o vidro a fabricantes de garrafas.

“O desafio dos resíduos sólidos já vem de muito tempo e pouco avançamos como sociedade nos últimos anos. Se não envolvermos, de fato, todos os elos da cadeia, a solução não será sustentável. Foi neste contexto que surgiu esta iniciativa, que tem o consumidor como elo impulsionador de todo o processo”, explica Ornella Vilardo, gerente de sustentabilidade da Heineken no Brasil.

Cliente beneficiado
Para incentivar a participação do público das redes de supermercados participantes, um sistema de cashback vai recompensar quem levar vidro para a trituração. Cada garrafa reciclável depositada nas máquinas vai gerar 10 centavos de crédito no aplicativo do programa de cashback operado pela startup Méliuz. Ao completar R$ 20 de saldo no extrato, o consumidor poderá pedir o resgate do valor para sua conta corrente ou poupança.

A “Volte Sempre” fará ainda uma campanha de reciclagem em 300 bares no bairro Moema, também em São Paulo, falando sobre a maneira certa de descartar os resíduos de vidro.

Nela, os garçons irão sugerir aos clientes que deem preferência para garrafas de 600ml, que são retornáveis. Alguns desses bares vão receber, de forma itinerante, uma das máquinas de trituração para que os clientes conheçam a ação.

Onde triturar suas garrafas

Pão de Açúcar

  • Unidade Apinagés – Rua Apinagés, 1.147 – Sumaré (SP)
  • Unidade Vila Romana – Rua Tito, 639 – Vila Romana (SP)
  • Unidade Sócrates – Rua Sócrates, 120 – Vila Sofia

Extra

  • Unidade Brigadeiro – Av. Brigadeiro Luiz Antonio, 2.013 – Bela Vista
  • Unidade Itaim Bibi – Av. João Cachoeira, 899 – Itaim Bibi
  • Unidade Morumbi – Av. das Nações Unidas, 16.741 – Retiro Morumbi
  • Unidade Ricardo Jafet – Av. Dr. Ricardo Jafet, 1.501 – Vila Santa Eulália
  • Unidade Aeroporto – Av. Washington Luiz, 5.859 – Jardim Aeroporto
  • Unidade Interlagos – Av. Sargento Geraldo Santana, 1.491 – Interlagos

Bebida do povo: Contra elitização, Bahia e Brahma se unem por cerveja a R$ 1

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O pedido de Guilherme Bellintani, presidente do Esporte Clube Bahia, para que seus torcedores boicotassem a cerveja dentro da Arena Fonte Nova surtiu efeito imediato. Pouco depois de protestar contra o aumento do preço da bebida, o clube fez uma parceria com a Brahma para vender a “piriguete” (versão de 269ml) por R$ 1 na porta do estádio.

A promoção foi válida antes da partida contra o Botafogo, nesta quarta-feira, pelo Campeonato Brasileiro. Desde às 18h e enquanto durou o estoque, a cervejaria que patrocina o clube vendeu sua “piriguete” por um preço promocional, em uma ação para incentivar o protesto do Bahia.

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Para garantir cerveja gelada e evitar tumulto, a Brahma montou um esquema especial para atender os ambulantes. Cada um deles pagou R$ 0,50 e pôde levar até 20 caixas. E o torcedor teve o direito de comprar dos vendedores ou mesmo do próprio depósito.

A interessante parceria não apenas garantiu a festa dos torcedores do Bahia, como jogou luz sobre dois assuntos recorrentes nesse universo que envolve futebol e cerveja: a elitização nos estádios e o preço da bebida.

Cerveja do povo
Em um momento de readequação de perfil dos estádios brasileiros, que viram os ingressos encarecerem excessivamente com o surgimento das novas arenas e afastaram tradicionais torcedores de baixa renda, o Bahia criou um movimento de vanguarda após Bellintani ser eleito presidente do time, no final de 2017.

Assim, o “clube do povo” – como ficou conhecido nos últimos anos – fez planos populares de sócio-torcedor e baixou o preço de venda das camisas oficiais. Também desenvolveu inovadoras campanhas de inclusão contra o machismo, o racismo e a homofobia.

E, em um momento em que o mercado cervejeiro também debate sobre a readequação do valor das artesanais, o Bahia estabeleceu um acordo com a Arena Fonte Nova para vender cerveja dentro do estádio por R$ 6 – e com 50% de desconto para o sócio-torcedor.

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Tal acordo, contudo, finalizou e não foi renovado. Os administradores da Fonte Nova, então, aumentaram o preço da cerveja para R$ 8 e tiraram o desconto do sócio-torcedor, causando a revolta de Bellintani.

“Quem quiser tomar uma cervejinha, que tome na Ladeira (próximo ao estádio). Deixa os bares vazios (da Arena), porque é inadmissível que uma cerveja suba para R$ 8 dentro do estádio em uma cidade como Salvador”, pediu o dirigente na terça. “Se você quer um Bahia mais forte, que sabe negociar, que quer discutir os problemas de forma justa, participe do boicote.”

Se ainda não foi suficiente para sensibilizar os administradores da Arena, o boicote resultou na excelente iniciativa promovida pela Brahma e pelo clube. E o fanático torcedor do Bahia teve duplo motivo para celebrar: além de tomar cerveja a R$ 1 antes do jogo, viu seu time vencer o Botafogo por 2 a 0 e assumir a sétima posição do Campeonato Brasileiro.