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Petra é lançada no formato Litrão com foco no consumo compartilhado

O Grupo Petrópolis decidiu lançar a Petra Puro Malte em mais um formato. Com foco no consumo coletivo nas mesas dos bares, a companhia agora oferece a versão “litrão” da Petra, uma das cervejas de seu portfólio.

“O formato ‘litrão’ é uma das principais embalagens retornáveis do Brasil, sendo este formato um dos mais consumidos, sobretudo em bares do País”, comenta Alberto de Souza Filho, vice-presidente comercial do Grupo Petrópolis.

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O executivo também destaca os aspectos de sustentabilidade relacionados à adoção desse tipo de formato. “Por ser retornável tem um forte componente sustentável porque diminui significativamente seu descarte no meio ambiente”, diz.

Como é costumeiro em lançamentos de cerveja em novos formatos, o Grupo Petrópolis enfatiza que a apresentação da Petra Litrão abre novas oportunidades de consumo.

“O lançamento de Petra Litrão atende as necessidades do consumidor e ocasiões de consumo, fazendo com que ganhe cada dia mais espaço nas mesas dos consumidores, tanto nos bares quanto também nos lares brasileiros”, destaca Danielle Bibas, vice-presidente de marketing do Grupo Petrópolis.

Nas campanhas publicitárias envolvendo o lançamento da Petra Litrão, lideradas pela atriz Paolla Oliveira, a empresa destaca as possibilidades de compartilhamento do consumo dessa novidade.

Até o momento, a Petra Puro Malte estava disponível em seis formatos: latas de 269 ml, 350 ml e 473 ml, long neck de 330 ml e garrafas de 300 ml e 600 ml. Essa American Lager possui, segundo a marca, 4,8% de teor alcoólico e 9 IBUs de amargor, sendo feita com Petra Malte, um ingrediente exclusivo do Grupo Petrópolis.

A Petra Origem, a Puro Malte, faz parte da linha Petra do Grupo Petrópolis, que também inclui Petra Escura, Petra Aurum, Petra Schwarzbier, Petra Bock, Petra Weiss Bier e Petra Stark Bier.

Ação da Ambev valoriza 6% no semestre, mas alta é inferior à do Ibovespa

A ação da Ambev encerrou o primeiro semestre de 2023 em alta. Ao fechar a sessão da última sexta-feira (30) com o preço de R$ 15,41, o ativo teve uma valorização de 6,13% na primeira metade do ano, ou de R$ 0,89 em relação aos R$ 14,50 do final de 2022.

No mês de junho, a empresa registrou o segundo mês consecutivo de valorização na B3, a bolsa de valores brasileira. Esse comportamento foi fundamental para que a ação da Ambev tivesse um resultado positivo no primeiro semestre, com um aumento de 6,94% em seu preço, ou R$ 1,00, no seu preço na comparação com o fim de maio.

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Durante o mês de junho, o preço da ação da Ambev alcançou o seu valor mais alto desde 2 de dezembro de 2022, atingindo R$ 15,51 no dia 22. Além disso, o período foi marcado por avaliações positivas sobre o futuro da ação da empresa, com a XP Investimentos elevando o preço-alvo do papel de R$ 18,10 para R$ 18,70 para o final de 2024, citando o sucesso das iniciativas digitais da empresa.

O UBS BB também recomendou a compra da ação da Ambev, estabelecendo um preço-alvo de R$ 18. A equipe de analistas destacou que, embora o Grupo Heineken lidere o segmento premium no Brasil, o desempenho da Ambev não é ruim nesse setor, citando o crescimento nas vendas da Stella Artois (21%), Corona (27%) e Becks (50%) em 2022. “A Budweiser desacelerou para 4,5%, mas depois de crescer 25% em 2021”, acrescenta o UBS BB.

Também em junho, o Tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica aceitou a desistência da Ambev em relação a um recurso no qual buscava esclarecimentos sobre uma decisão que limita parcerias com novos pontos de venda em regiões consideradas premium. No entanto, o caso, aberto após reclamação do Grupo Heineken, continua sob investigação.

Apesar de ter registrado alta, a valorização da Ambev foi menor em comparação com o Ibovespa, o principal indicador da B3, tanto em junho quanto no primeiro semestre de 2023. Com 118.087 pontos, o Ibovespa apresentou um aumento de 7,61% na primeira metade do ano e de 9% em junho.

A Ambev ficou em linha com a maioria das ações do Ibovespa, com 72 das 86 que compõem o índice apresentando valorização em junho e um total de 62 ações em alta no primeiro semestre. Esse cenário positivo da Bolsa ocorreu devido a uma combinação de melhores resultados do PIB do que o esperado, a possibilidade de aprovação do arcabouço fiscal, a incerteza em relação à queda da Selic e os temores de uma recessão global.

As companhias aéreas Azul e a Gol lideraram o cenário de alta, com valorizações de 98,55% em 2023 e de 58,29% em junho, respectivamente. A maior desvalorização em junho foi da Méliuz, com uma queda de 12,25%, enquanto a Alpargatas teve a maior queda no semestre, com uma redução de 38,33% no seu preço.

Fora do Brasil
Em Nova York, a ação da Ambev teve um desempenho ainda melhor em junho e no primeiro semestre de 2023. Com o valor de US$ 3,18 na última sexta-feira, apresentou uma valorização de 16,91% na primeira metade do ano e de 13,98% no mês.

Na Europa, a AB InBev, após o impacto do boicote à Bud Light que a fez perder o status de cerveja mais vendida nos Estados Unidos, teve uma recuperação modesta em junho, com alta de 3,85% no mês, atingindo 51,83 euros. No entanto, ainda registra perdas de 7,89% em 2023.

Por sua vez, a ação do Grupo Heineken encerrou junho com um preço de 94,18 euros e, apesar de uma leve queda no mês, apresentou um aumento de 7,17% no primeiro semestre.

Balcão Xirê Cervejeiro: Harmonizações para as festas juninas/julinas

Balcão Xirê Cervejeiro: Harmonizações para as festas juninas/julinas

Olá, seguidores/as e leitores/as do Guia da Cerveja! Estou de volta ao Balcão Xirê Cervejeiro e desta vez o que nos guiará serão os festejos juninos/julinos.

O período é marcado por festas que têm como base a alimentação, regada a muita música, dança, um clima familiar e muita animação à beira da fogueira.

Festa colorida e animada, para os religiosos é uma homenagem à tríade dos santos Antônio (o casamenteiro), João (o que ilumina) e Pedro (o chaveiro do céu).

A festa nem sempre teve um tom religioso. Há pesquisas que dão conta de que no mês de junho no Brasil, antes da chegada dos colonizadores, já existia a festa em homenagem à colheita, festa que era praticada pelos povos originários, que tinham por hábito celebrar a colheita do milho.

Advém desse período a prática celebrativa regada a muita comida à base de milho, mandioca e bebidas tradicionais oriundas desses insumos.

No período colonial, com a vinda de pessoas escravizadas, que trouxeram com elas suas tradições culinárias, foram incorporadas nos festejos pratos de origem africana, como a canjica, por exemplo.

Em homenagem a essas pessoas que deram base e substância a essa festa tão popular e tão amada, deixarei três harmonizações entre cerveja, alimento tão ancestral, e algumas iguarias servidas tradicionalmente em festas juninas/julinas. Sim, a festa nos dias atuais atravessa o mês de julho.

Vamos às harmonizações:

1 – Milho cozido com Pilsen
O milho cozido, que leva sal em seu cozimento, é um prato leve e saboroso, que harmoniza com uma cerveja Pilsen, por ser uma cerveja leve, com bastante carbonatação.

A cerveja vai limpar o paladar e preparar a boca, proporcionando uma interação magnífica entre o milho e a cerveja.

2 – Bolo de milho com queijo e Session IPA
Nesta segunda harmonização, fiz uma interação com uma Session IPA. A harmonização se deu pelo contraste, com o dulçor do bolo contrastando com o leve amargor da cerveja, trazendo um equilíbrio entre o bolo e a cerveja.

3 – Canjica de milho branco, com coco e canela, harmonizando com uma Porter
A canjica, iguaria de origem africana, tem como base o milho, sendo um doce aveludado e muito saboroso. Leva leite comum e leite de coco, além de especiarias, como canela, por exemplo.

O estilo de cerveja Porter traz notas torradas que remetem ao café, ao chocolate e a um aveludado. A cerveja, ao interagir com o doce, traz sabores que remetem a um capuccino. É um verdadeiro abraço para esses dias frios.

Aprecie uma deliciosa taça de cerveja com as iguarias juninas/julinas!


Sara Araujo é graduada em Ciências Jurídicas pela Instituição Toledo de Ensino, em Bauru (SP). Atua na área de execução penal, sendo graduanda em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Maringá (PR), pós-graduanda em História da África e da Diáspora Atlântica pelo Instituto Pretos Novos do Rio de Janeiro, sommelière de cervejas pela ESCM/Doemens Akademie e criadora e gestora do @negracervejassommelier

Movimento de visibilidade a negros lança Hop Lager com lúpulos sul-africanos

A busca por visibilidade e espaço para os negros é uma das causas mais urgentes na sociedade e, consequentemente, dentro do setor cervejeiro no Brasil, que ainda vê o mercado de artesanais bastante restrito a nichos. E foi pela luta para ampliar a representatividade no segmento e o acesso às suas criações que três profissionais negros de Brasília se uniram para dar voz a essa causa com o lançamento da cerveja AfroLager.

A AfroLager é uma colaborativa do estilo Hop Lager, sendo o resultado mais marcante do movimento “Black Fucking Beer”, surgido no ano passado na capital federal. O objetivo desse movimento é dar visibilidade e criar oportunidades para profissionais negros no ecossistema cervejeiro de Brasília, além de auxiliá-los a ocupar seus espaços na cadeia produtiva da cerveja.

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O movimento reúne três profissionais negros do setor em Brasília: o moçambicano Aninho Irachande, da Cervejaria Dona Maria, Charles Pinheiro, com origem quilombola e da Cervejaria Seu Joca, e Paulão Silva, da Brassaria Brasília e ativista social.

“Para mim, uma colaborativa precisa ser mais do que apenas se reunir e fazer cerveja. É importante ter uma história por trás dos envolvidos. Nós queríamos contar nossa história”, explica Paulão. “Somos três negros que trabalham no meio cervejeiro, cada um com sua história única. Eu sou de Brasília e atuo na militância, o Charles tem origem quilombola e o Aninho veio de Moçambique”, acrescenta.

Após a realização de alguns eventos em Brasília no ano passado, eles decidiram dar um segundo passo no movimento, criando uma cerveja colaborativa. Com o objetivo de levá-la a novos paladares e em consonância com o discurso de ampliar o acesso às cervejas artesanais, optaram por criar uma Hop Lager com dry-hop do lúpulo sul-africano Southern Passion.

A ideia foi oferecer uma cerveja fácil de beber, mas que também desperte a curiosidade dos consumidores habituais de artesanais em função da utilização de uma variedade de lúpulo da África do Sul.

“Durante as discussões para a criação da cerveja, queríamos fazer algo de baixo custo e fácil de beber, para familiarizar as pessoas com as cervejas artesanais. Decidimos, então, pela Lager, mas que tivesse um diferencial. E o elo foi o lúpulo sul-africano”, comenta Paulão.

Essa novidade, com 5,2% de teor alcoólico, foi inicialmente lançada em barris e teve mil litros produzidos em seu primeiro lote, de acordo com Paulão, com planos futuros de ser envasada em latas.

Gigantes usam tendências do mercado de bebidas para ampliar portfólio

Refrigerantes, RTDs, vodca em lata, vinhos… As grandes cervejarias presentes no mercado brasileiro não são mais apenas sinônimo de cerveja. Elas buscam ampliar seus horizontes – e portfólios – para outras bebidas, alcoólicas ou não, que têm sido lançadas nas últimas semanas.

Para entender as razões desse movimento, o Guia conversou com representantes de Ambev, Grupo Heineken e Grupo Petrópolis. E percebeu que essa estratégia acontece como uma reação às novas demandas do consumidor, bem como pela busca por ampliar seus públicos e suas presenças nas diversas ocasiões de consumo, além de acompanhar as tendências do mercado externo.

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“Queremos estar presentes em mais celebrações e com mais pessoas. Nosso objetivo é fazer parte de todas as ocasiões com um portfólio completo de bebidas. Queremos que cada consumidor tenha uma Ambev para chamar de sua. Nós ouvimos o que os consumidores dizem e usamos isso como uma bússola para o crescimento e desenvolvimento”, diz Annelise Quintanilla, diretora de marketing de beyond beer (além da cerveja, em uma tradução livre) da Ambev.

Assim, as grandes cervejarias apostam em um portfólio diversificado, que atenda a todos os consumidores em variadas ocasiões, como destaca Bruno Piccirello, diretor de marketing das marcas não alcoólicas do Grupo Heineken. Na visão dele, a cerveja já está muito presente na vida das pessoas, mas ainda existem situações de consumo que podem ser exploradas.

“Há momentos em que as pessoas buscam hidratação, refrescância ou variedade de sabores. Por isso, estamos expandindo cada vez mais nosso portfólio. Queremos alcançar diferentes públicos e perfis, promovendo novas ocasiões de consumo e momentos de diversão com nossas marcas”, diz, também reforçando a existência do processo de escuta ativa dos consumidores.

“Estamos alcançando cada vez mais consumidores, que veem suas preferências sendo atendidas. A pesquisa, o cuidado e a busca pela satisfação são pontos que sempre valorizamos e fazem toda a diferença para o bem-estar dos consumidores de nossas marcas”, acrescenta Piccirello.

Além disso, as tendências internacionais, como as das Ready to Drink (RDT), influenciam a criação de novos produtos mesmo por companhias 100% nacionais, como é o caso do Grupo Petrópolis, que entende que uma parcela relevante dos consumidores não está desistindo das bebidas alcoólicas, mas buscando um consumo mais moderado.

“Percebemos que aos poucos o público tem buscado opções não alcoólicas ou os chamados ‘ready to drink’, para aproveitar momentos de consumo com a família e amigos de forma mais tranquila”, afirma Soraia Brasil, diretora comercial do Grupo Petrópolis, que conta em seu portfólio com o Cabaré Ice.

A opção pelos drinques prontos e enlatados também tem sido observada na Ambev, que reforçou a família Beats recentemente, incluindo a Caipi Beats, um dos sucessos do carnaval de rua no Brasil, assim como lançou a Mike’s Ice. Além disso, apresentou os Vinhos Dante Robino, com opções de vinhos tintos, brancos e espumantes. “Queremos transformar a forma como o consumidor bebe coquetéis, democratizar o acesso ao vinho e antecipar tendências, sempre atendendo às demandas de nossos parceiros finais”, acrescenta Annelise.

As indústrias também têm percebido a demanda dos consumidores por novidades que remetam à saúde. Não à toa, o Grupo Heineken lançou recentemente um refrigerante considerado premium, o Clash’d, à base de malte e que utiliza ingredientes naturais em sua composição.

“O refrigerante Clash’d, lançado recentemente, é um exemplo de como estamos atuando no mercado. Hoje, especialmente após o cenário de pandemia, os consumidores estão mais preocupados com a saúde. Muitos acreditam na importância de uma alimentação mais saudável e em consumir alimentos cada vez mais naturais. Se os alimentos podem e devem ser mais naturais, as bebidas também podem”, diz Piccirello.

Os não alcoólicos são outra vertente buscada pelas grandes cervejarias, com o Grupo Petrópolis tendo grande variedade de opções, que recentemente foi reforçada por opções em latas em volumes maiores, de 473ml, da família TNT Energy Drink, entendendo ser esse formato uma demanda do seu público.

“A migração para produtos sem álcool tem várias razões, como o desejo de experimentar produtos mais leves. Já estávamos desenvolvendo um ótimo trabalho com nossa linha de isotônicos, energéticos, refrigerantes e águas. O público sempre tem sido muito receptivo à nossa variedade de produtos”, afirma Soraia.

Ambev lança Stella Artois Pure Gold: menos calórica e sem glúten

Quatro anos após o lançamento da Stella Artois sem Glúten, a marca da Ambev apresentou no mercado uma cerveja que está sendo chamada de sua “evolução”. Trata-se da Stella Artois Pure Gold, uma versão sem glúten e com 17% menos calórica em comparação à opção regular, de acordo com a marca. O lançamento é exclusivo para o mercado brasileiro.

A novidade possui o mesmo amargor característico da Stella Artois. No entanto, apenas 34 calorias para cada 100ml, contra as 41 calorias da versão regular e da sem glúten. E isso faz a Ambev apostar como principal diferencial na disputa pelo mercado desse lançamento, que está sendo apresentado em long neck de 330ml.

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“Stella Sem Glúten é um sucesso desde o seu lançamento e, a partir da escuta ativa de consumidores e de especialistas, evoluímos até a Stella Artois Pure Gold, que, além de ser sem glúten, tem todo o sabor da Stellinha tradicional, com 17% menos calorias da versão tradicional, uma combinação perfeita que a diferencia dentre as outras opções disponíveis no mercado”, comenta Mariana Porto, chefe de marketing da Stella Artois.

A marca explica que a fabricação da Stella Artois Pure Gold é igual a Stella Artois tradicional. Exceto pelo uso de uma tecnologia no processo de produção que “quebra” o glúten.

Stella Artois Pure Gold e as cervejas funcionais

A Ambev destaca que a criação busca atender à demanda dos consumidores por produtos mais equilibrados e funcionais, sem abrir mão do prazer de consumi-los. “As pessoas estão buscando cada vez mais produtos com menos calorias, mas não topam abrir mão de sabor. Após extensas pesquisas, conseguimos criar uma versão que atende às expectativas daqueles que valorizam um estilo de vida equilibrado e ainda buscam sentir o prazer de tomar uma cerveja com muita qualidade e sabor”, diz Gustavo Castro, diretor de inovação da Ambev.

Com isso, a Pure Gold se junta a uma série de opções de cervejas funcionais da Ambev, como Bud Zero (sem álcool), Corona Cero Sunbrew (sem álcool e rica em vitamina D) e Michelob Ultra (com baixo teor de carboidratos e calorias).

Com o lançamento, a Pure Gold se torna a aposta principal da Stella Artois para atrair consumidores que buscam produtos com atributos funcionais. Ela está disponível online no Empório da Cerveja, assim como nas principais redes de varejo do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. A Ambev lançará a novidade sem São Paulo, nas lojas do Pão de Açúcar, em 3 de julho. A previsão é que seja distribuída nacionalmente ao longo do ano.

44% das cervejarias têm até 3 anos de atividade, aponta pesquisa do Guia

44% das cervejarias têm até 3 anos de atividade, aponta pesquisa do Guia

Uma parcela relevante das cervejarias artesanais brasileiras precisou lidar com os efeitos da pandemia logo no início de suas operações. Foi o que apontou o levantamento “O Ano de 2022 para as Cervejarias“, realizado pelo Guia da Cerveja, ao indicar que 44% das companhias possuíam até três anos de atividade no momento de realização do levantamento.

O índice traça um começo desafiador para um grande contingente de cervejarias, que tiveram de lidar com o impacto da crise sanitária iniciada em 2020, quando muitas delas ainda estavam dando os primeiros passos dentro do segmento, já tendo de enfrentar as consequências da circulação restrita da população e do funcionamento parcial de estabelecimentos.

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O levantamento, que pode ser acessado no link, também demonstra que o segmento cervejeiro ainda está em formação no Brasil. Afinal, 93% dos entrevistados afirmaram que suas cervejarias têm até dez anos de atividade, o que pode indicar ainda haver potencial para um maior crescimento do setor e sua consolidação.

Entre as cervejarias participantes, a maioria não consegue expandir além das fronteiras de sua região de origem. “O Ano de 2022 para as Cervejarias” revelou que 62% delas atuam apenas em sua cidade e áreas vizinhas. Além disso, há pouca participação em mercados fora do seu estado – apenas 26% estão presentes em mais de uma unidade da federação, o que mostra claramente a dificuldade da maioria das cervejarias em levar sua produção para novos públicos.


Essa produção, aliás, é predominantemente feita em fábricas próprias. A pesquisa apontou a prevalência de cervejarias com unidades produtivas próprias no mercado brasileiro, com esse modelo sendo adotado por quase dois terços dos participantes da pesquisa (65%). Já a produção cigana, em que a fabricação é terceirizada junto a outra cervejaria, foi mencionada por apenas 16% dos entrevistados.

A concentração da produção em unidades próprias pode estar relacionada ao aumento dos custos de terceirização, o que pode ter levado muitas cervejarias a abandonarem o modelo cigano, de acordo com a avaliação da jornalista e beer sommelière Fabiana Arreguy, que fez parte da equipe de análise dos dados do levantamento.

O preço dos insumos subiu muito, a estrutura das fábricas foi otimizada ao máximo, o que encareceu a produção terceirizada

Fabiana Arreguy, jornalista e beer sommelière

O Ano de 2022 para as Cervejarias” foi uma pesquisa quantitativa conduzida pelo Guia da Cerveja por meio de um questionário online. As respostas foram coletadas entre outubro e dezembro de 2022, e o levantamento contou com a participação de 100 proprietários ou administradores de cervejarias.

Schornstein celebra aniversário com festival de música e cerveja convidada

Uma das cervejarias artesanais mais tradicionais do Brasil está em festa: a Schornstein vai celebrar, no próximo fim de semana (1º e 2 de julho), o seu aniversário de 17 anos com um festival gratuito em Pomerode (SC), que reunirá música, gastronomia e cervejas, incluindo as da “convidada” Seasons.

O Schornstein Festival começa às 11 horas e vai até 1h no sábado e 21h no domingo. Durante todo esse período, a organização programou mais de 22 horas de atrações musicais, com uma grande variedade de estilos, como rock, folk e country. Entre os participantes estarão Jimmy London, que foi vocalista do Matanza, Rebels and Sinners e Farol Negro. Outra atração é a Black Tainha, vencedora do concurso de bandas realizado pelo festival, que contou com mais de 40 inscritos.

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“Neste ano, teremos dois palcos, um deles para os DJs. Como é um evento para a família, teremos uma área kids para os pequenos se divertirem e uma parede de escalada que também é gratuita, é diversão, boa música e o melhor da cerveja com alma”, destaca Luciane Rosa, coordenadora de marketing da Schornstein.

Para a sua festa de aniversário, a Schornstein organizou uma lista de cervejas, como Pilsen, IPA, Weiss, Witbier, APA, IPA Tangerina, Bock, Bock Chocolate com Pimenta e Dry Stout.

Além disso, o público poderá consumir rótulos da Seasons, marca gaúcha que, assim como a Schornstein, faz parte do portfólio da Companhia Brasileira de Cerveja Artesanal. Estarão presentes as linhas Holy Cow, Pacific, Vaca das Galáxias, Mr. Green e o lançamento da linha Moo England, Cowlifornication, uma Juicy IPA com Manga.

O evento, criado para celebrar a cultura cervejeira de Pomerode, acaba atraindo público de outras cidades catarinenses interessado nas atrações musicais e gastronômicas. Restaurantes locais e da região terão um cardápio especial, que inclui pretzel, torresmo e linguiças alemãs, além de massas, pizzas, pastéis e comidas típicas alemãs. Haverá também opções veganas e café premium.

“O festival se tornou um marco no calendário da cidade e atrai turistas de diversos locais em busca de boa música e de boa comida para acompanhar nossas premiadas cervejas artesanais. A localização é outro ponto positivo, pois estamos no centro histórico da cidade, que é de fácil acesso e tem um charme todo especial”, afirma Luciane.

Congresso da Agrária se firma como hub do saber e amplia relações comerciais

Conhecido por unir teoria e prática em suas abordagens sobre a indústria da cerveja, o Congresso Técnico Internacional da Agrária Malte, realizado na última semana, manteve o status de polo produtor de conhecimento em 2023 e aproveitou a concentração das atividades em um único espaço para ampliar as oportunidades de intercâmbio e negócios.

Neste ano, o congresso, no distrito de Entre Rios, em Guarapuava (PR), aconteceu no centro de eventos da Agrária, inaugurado oficialmente no início de 2022. Amplo e com estrutura moderna e de ponta, o espaço acomodou eventos simultâneos para os mais de 600 participantes da 14ª edição do encontro.

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“Ter tudo concentrado em um único lugar otimizou muitas coisas. Tudo ficou junto, em um modelo flexível, no qual o participante escolhia qual palestra acompanharia ou mesmo se preferia fazer networking. Assim, oferecemos mais controle e opções para os participantes”, afirma Rodrigo Lass, coordenador de marketing da Agrária.

Foram 18 palestras no formato simultâneo, a principal novidade da programação do congresso da Agrária em 2023, além de outras sete palestras magnas e duas mesas-redondas na programação oficial. Além disso, a infraestrutura do centro de eventos abrigou aproximadamente 20 estandes de apoiadores e patrocinadores, aumentando o contato e a interação entre fornecedores e o mercado cervejeiro.

“O congresso está se tornando um hub técnico e comercial. É muito importante que os pequenos cervejeiros tenham contato com empresas do segmento. É a chance de fornecedores conhecerem o mercado craft e de os pequenos cervejeiros verem os desenvolvimentos tecnológicos”, avalia José Antunes, coordenador do curso técnico em cervejaria do Colégio Imperatriz, que conta com o apoio da Agrária.

Durante três dias, o congresso abordou diversos temas, como insumos (malte, lúpulo e cevada), técnicas produtivas, avaliações do mercado internacional de cevada e malte, assim como expectativas da indústria em relação aos profissionais que desejam atuar nesse segmento, entre outros assuntos.

“O foco foi em algumas matérias-primas, especialmente o malte, e no trabalho com maltes especiais, em que os cervejeiros ainda têm algumas dificuldades em relação ao seu uso e finalidade”, comenta Antunes, que ministrou uma palestra e conduziu as duas mesas-redondas do evento. “Também houve muita discussão sobre o lúpulo e suas variedades, com ênfase nas características sensoriais”, acrescenta.

Além disso, foram abordadas ações práticas para o dia a dia das cervejarias, como melhorias relacionadas à vida útil do produto, uso de CO2, tomada de decisões com base em dados, boas práticas de fabricação e sanitização, entre outros temas, ao longo dos três dias do congresso.

“Foi importante acompanhar a palestra de José Ivan Vieira de Lima, do Grupo Heineken, sobre a tomada de decisões baseadas em dados, assim como a abordagem da Pentair sobre a recuperação de CO2, algo importante para a viabilidade do negócio, pois o futuro é se tornar independente das variações do mercado”, diz Pedro Schobiner, cervejeiro da DeBron Bier.

Reunindo participantes de todo o Brasil e de outros países, o Congresso Técnico Internacional permitiu acesso a conhecimentos que serão aplicados na prática pelas cervejarias, assim como pelos fornecedores que oferecem soluções ao mercado, como relata Juliana Bianchi, analista de novos negócios da Palenox, empresa especializada na fabricação de equipamentos para cervejarias.

“O que aprendemos aqui será convertido em melhorias nos nossos equipamentos. Várias técnicas discutidas sobre eficiência serão aplicadas à nossa engenharia. Podem surgir melhorias na moagem, no processo de brassagem e na fermentação”, comenta. “Hoje em dia, o mercado está se tornando mais maduro, e precisamos ter uma gestão mais eficiente nas fábricas”, acrescenta o cervejeiro da DeBron Bier.

Além disso, representantes de empresas que realizaram palestras aproveitaram para apresentar novidades ao mercado, incluindo o uso de leveduras e possibilidades práticas para a fabricação de cervejas sem álcool ou com baixo teor alcoólico, uma opção em crescimento no setor.

Segundo o coordenador de marketing da Agrária, a boa recepção dos participantes em relação aos temas abordados está relacionada à atenção dada à montagem da programação, que abrange desde assuntos em alta no mercado internacional até desafios enfrentados diariamente pelos profissionais da indústria cervejeira.

A programação incluiu temas que são tendências fora do Brasil, como a questão das cervejas sem álcool, que observamos em eventos internacionais, além de assuntos cotidianos repassados por nossos técnicos, departamento comercial e departamento de marketing, abordando as dificuldades enfrentadas pelos produtores, como DMS e diacetil na cerveja

Rodrigo Lass, coordenador de marketing da Agrária

Carlsberg vende operação na Rússia e fortalece presença na Ucrânia

Um ano e três meses após o anúncio de que pretendia encerrar suas atividades na Rússia, o Grupo Carlsberg conseguiu finalmente vender sua operação no país, onde era líder no mercado cervejeiro. A companhia dinamarquesa anunciou ter fechado um acordo com um comprador não revelado. Mas a transação ainda precisa ser aprovada pelo governo local para se concretizar.

“A assinatura do acordo de venda do negócio russo é um marco extremamente importante no processo complexo de separação e venda. Embora tenha sido um processo demorado, foi essencial alcançarmos a melhor solução possível para todas as partes interessadas, incluindo nossos mais de 8 mil funcionários na Rússia. Agora aguardamos ansiosos as aprovações regulatórias necessárias”, afirma Cees ‘t Hart, CEO da Carlsberg.

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Dados de 2021, o ano que antecedeu o início do conflito na Ucrânia, mostram que a Carlsberg detinha uma participação de 27% no mercado russo, com marcas como Baltika, 1664 Blanc, Somersby e Tuborg. Naquele ano, o grupo registrou receita de 6,5 bilhões de coroas dinamarquesas (cerca de R$ 4,54 bilhões) no país, correspondendo a aproximadamente 10% do valor total obtido mundialmente. Além disso, teve lucro de 682 milhões de coroas dinamarquesas (R$ 477 milhões) na Rússia em 2021, o que representou 6% de seus ganhos globais.

A Carlsberg explicou que o acordo não afetará as perspectivas de receita e lucro do grupo para o restante de 2023. No ano passado, a empresa havia relatado que esperava ter uma baixa contábil de 9,9 bilhões de coroas dinamarquesas (R$ 6,9 bilhões) devido à sua saída da Rússia.

A necessidade de aprovação para o negócio foi citada pela Carlsberg como motivo para evitar a apresentação de uma previsão sobre quando se dará a conclusão da venda. “A transação está sujeita a um amplo processo de aprovação regulatória na Rússia. Isso inclui a apresentação de pedidos à comissão do governo russo para obter suas aprovações, conforme exigido pela lei russa. Além disso, a transação está sujeita a várias condições habituais, incluindo aprovação regulatória e o cumprimento de determinadas condições em várias jurisdições”, diz o comunicado.

Logo após o início da guerra na Ucrânia, em março de 2022, a Carlsberg anunciou a intenção de encerrar suas operações na Rússia, seguindo o exemplo de dezenas de outras empresas, em resposta às ações do governo de Vladimir Putin. No entanto, esse processo só está sendo concluído agora, com o grupo cervejeiro mencionando desafios para sua concretização.

“A separação dos negócios russos do restante do Grupo Carlsberg tem sido extremamente complexa, envolvendo cerca de 150 fluxos de trabalho em funções de negócios e um investimento de mais de 150 milhões de coroas dinamarquesas em equipamentos de cervejaria e infraestrutura de TI em mercados fora da Rússia”, afirma a empresa holandesa.

Investimento na Ucrânia
Ao mesmo tempo em que prepara sua saída da Rússia, a Carlsberg decidiu realizar um novo investimento na Ucrânia. A empresa destinará 1,5 bilhão de hryvnias (cerca de R$ 190 milhões) para uma nova linha de produção em sua cervejaria em Kiev, aumentando em 80% a capacidade de fabricação de enlatados.

E em meio à continuidade do conflito no país, o anúncio foi marcado por forte conotação política. “Essa nova linha de produção possui uma importância simbólica que transcende a indústria de bebidas na Ucrânia. É um sinal de que um importante player global e líder da indústria, a Carlsberg, acredita na Ucrânia e está disposta a investir no país em um momento em que a Ucrânia ainda está enfrentando a agressão russa”, afirma Ole Egberg Mikkelsen, embaixador extraordinário e plenipotenciário da Dinamarca na Ucrânia.

A Carlsberg opera no mercado ucraniano desde 1996 e afirma já ter investido mais de 1 bilhão de euros (mais de R$ 5,2 bilhões) no país desde então. Por lá, o grupo possui três cervejarias, em Zaporizhzhya, Lviv e Kiev, e conta com mais de 1.350 funcionários. Em 2020, a empresa detinha 30% do mercado, sendo o segundo maior participante.

A cervejaria chegou a interromper suas operações no país no ano passado devido à guerra, mas posteriormente retomou suas atividades. No balanço financeiro do primeiro trimestre, a Carlsberg registrou crescimento de mais de 50% em seus volumes na Ucrânia após o período de fechamento, embora ainda 15% abaixo do nível pré-guerra.