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Heineken compra ações de ex-dirigente da F1 e controla a maior cervejaria da Índia

A Heineken se tornou a controladora majoritária da principal cervejaria da Índia. A multinacional holandesa aumentou a sua participação de 46,5% para 61,5% na United Breweries Limited, que fabrica a Kingfisher, dona de uma fatia estimada em 50% do mercado cervejeiro do país.

A Heineken adquiriu mais 39.644.346 ações ordinárias da United Breweries por cerca de US$ 781,3 milhões (aproximadamente R$ 3,954 bilhões), em acordo aprovado pelo Tribunal de Recuperação de Dívidas da Índia.

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As ações compradas pela Heineken pertenciam a Vijay Mallya, que fugiu da Índia para o Reino Unido em março de 2016 após o colapso da sua empresa aérea, a Kingfisher Airlines. Ele é acusado de lavagem de dinheiro e fraude em mais de US$ 1,4 bilhão (R$ 7,1 bilhões) em empréstimos contraídos de bancos do país, com as autoridades argumentando que ele não tinha a intenção de reembolsar as instituições financeiras.

Com isso, vários dos bens pertencentes a Mallya estão sendo vendidos, embora uma decisão judicial aponte que os bancos terão de devolvê-los ao empresário caso ele seja considerado inocente pela Justiça.

Hoje foragido no Reino Unido, Mallya foi libertado sob fiança por um mandado de extradição executado pela Scotland Yard. Ele ficou mais conhecido por ter sido o dono da equipe Force India na Fórmula 1, tendo-a adquirido em 2007. Por conta das suas dívidas, a escuderia foi colocada sob administração em julho de 2018, depois sendo comprada por Lawrence Stroll. Posteriormente, mudou o seu nome para Racing Point.

A Heineken ainda pode ampliar a sua participação na United Breweries Limited, pois há outros 11% de ações da cervejaria da Índia que pertencem a Mallya, mas estão penhoradas. Caso isso aconteça, a fatia da multinacional holandesa chegaria aos 72%.

A Índia é vista como um dos mercados mais promissores dentro do setor, pois embora tenha 18% da população global, consome apenas 1% do volume de cerveja do mundo, o que dá a oportunidade de expansão das vendas no país para a Heineken.

Em rede de apoio do Science, mulheres denunciam sexismo e assédio no setor

Imagine se você, uma profissional formada e experiente no setor cervejeiro, fosse chamada para trabalhar em um evento, mas sob uma condição: dividir a cama com um estranho. Ou que você seja constantemente convidada a realizar palestras, porém sempre escutando piadas que questionem os seus conhecimentos, até que um dia se torne o “brinde” de alguém. Se apenas as suposições já são indigestas, vivenciar essas situações de sexismo e assédio é muito pior.

Estes são alguns dos relatos apresentados por profissionais do setor na rede de apoio às mulheres que passaram por situações de assédio no mercado cervejeiro brasileiro, uma iniciativa criada pelo Science of Beer em junho. A ação do instituto foi motivada após acontecimentos no mercado cervejeiro dos Estados Unidos, com a realização de várias denúncias após campanha de Brienne Allan, que trabalha na Notch Brewing. Saturada de tantos casos de sexismo no seu dia a dia, ela pediu para que mulheres compartilhassem suas más experiências no segmento através da sua rede social.

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Uma pergunta de Brienne trouxe à tona relatos de preconceitos que enojam, mas não surpreendem. E o cenário assombroso dos Estados Unidos não é tão diferente ao do Brasil, como indicam relatos recebidos pelo Science of Beer. Afinal, o sexismo está presente na sociedade e, consequentemente, no mercado de trabalho.

Para se ter uma dimensão do problema, a pesquisa Percepções Sobre a Violência e o Assédio Contra Mulheres no Trabalho, do Instituto Patrícia Galvão, uma organização feminista que atua há 20 anos nos campos dos direitos das mulheres e da comunicação, indicou que, em 2020, 76% das participantes já passaram por um ou mais episódios de violência e assédio no trabalho.

E o mercado de cerveja artesanal no país se insere em um contexto de presença majoritária (87%) masculina, de acordo com o 1º Censo das Cervejas Independentes Brasileiras, realizado pela Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva).

“Comigo já aconteceu algumas vezes. Já recebi fotos íntimas não solicitadas de pessoas do meio cervejeiro e já recebi falas ou toques inconvenientes que utilizavam a objetificação como foco e já presenciei muitos casos com mulheres colegas de trabalho, desde agressões verbais a assédios físicos”, revela Amanda Reitenbach, CEO do Science of Beer, em entrevista ao Guia.

Amanda lembra que, além de ocuparem um espaço menor dentro do mercado de trabalho, as mulheres apresentam constantemente relatos de sexismo. “Nós que estamos em vários grupos de mulheres e tentando fazer essa rede de apoio, temos escutado diversos relatos de assédio, como em sala de aula, concursos e eventos cervejeiros. Mostrando que todos os ambientes não estão livres disso.”

De acordo com Amanda, a cultura do assédio, violência, sexismo e objetificação da mulher, mesmo que não explicitamente, acaba sendo vivenciada dentro do universo cervejeiro. “Hoje, o homem machista entendeu que ele não ‘pode’ sair explicitamente falando suas convicções, e acaba achando apoio dentro desses grupos [como no WhatsApp] e outros ambientes, compartilhando essas agressões.”

No ano passado, a discussão em torno do preconceito dentro do segmento no Brasil ganhou um pouco mais de atenção após serem vazadas mensagens com conteúdo chulo, que envolviam misoginia, racismo, xenofobia e sexismo em um grupo de WhatsApp com referências do setor, o que provocou a renúncia de Carlo Lapolli, até então presidente da Abracerva, assim como dos demais membros da sua diretoria.

A Abracerva, então, realizou uma nova eleição com, pela primeira vez na história da associação, a presidência ficando a cargo de uma mulher, Nadhine França. E uma das ações iniciais da nova diretoria da entidade foi a implementação do seu primeiro código de ética.

Mas e as mudanças?
A CEO do Science defende que, para início de uma mudança que de fato gere impacto no setor, também é essencial que exista uma política de conscientização e educação dentro das cervejarias, eventos e instituições. Amanda destaca que ações do tipo precisam respeitar o lugar de fala das mulheres. “Isso precisa vir de vozes femininas, pois não adianta um homem que não passa por isso criar um estatuto ou regras que protejam as mulheres.”

Enquanto isso não acontecer, Amanda acredita que as mulheres continuarão sem espaços para serem ouvidas no segmento cervejeiro. E sugere que as empresas contratem consultoria de mulheres especializadas, como uma política de conscientização e educação.

“O que a gente vê, principalmente depois dos relatos no Brasil, EUA e outros países, é que as instituições continuam a apoiar os abusadores, sem qualquer política de informação e reeducação. E essas pessoas continuam por aí, cometendo esses assédios em outros lugares. Por isso, o assunto é de extrema urgência e importância”, alerta.

Já a orientação de Amanda para uma mulher que esteja passando ou que já tenha sofrido assédio é de que registre um boletim de ocorrência. “Está inserido na nossa socialização e dentro de um ambiente que falamos sobre consumo de bebida alcoólica, o que por vezes pode estimular esses comportamentos. Acho lamentável, e quando aconteceu comigo, sempre registrei o boletim de ocorrência. Não os deixem impunes, denunciem!”.

Confira relatos de mulheres que participaram da ação do Science of Beer (as identidades foram preservadas):

Sou sommelière, fui convidada a trabalhar em um evento grande e fiquei muito animada com isso. O dono da cervejaria “condicionou” minha ida a ficar no mesmo quarto que ele, enfatizando que só tinha uma cama de casal. Não fui.

Sommelière

Onde eu trabalhava, era comum os sommeliers de cerveja da casa serem contratados para executar palestras em outras empresas, como uma ação de relacionamento ou institucional. Quando eu era escalada, era obrigada a ouvir as piadinhas de sempre, de como pode uma mulher entender de cerveja e blá, blá, blá, até o dia que um dos participantes do evento veio até mim e perguntou se ele assistisse a palestra até o final poderia me levar para o quarto dele de brinde. Chegou a perguntar o número do meu quarto para a recepção do hotel. Mal consegui dormir naquela noite e nunca tive coragem de denunciar a empresa e o cara.

Sommelière

O #MeToo nos EUA
Brienne Allan, a mulher que deu início ao movimento #MeToo na indústria da cerveja dos EUA, trabalhava na construção de uma nova taproom da Notch Brewing e começou a se sentir frustrada com comentários sexistas de homens no local. Então, ela desabafou em publicação no Instagram, pediu para outras pessoas relatarem situações parecidas e recebeu mais de 1.000 histórias de mulheres que sofreram discriminação parecida.

Uma reportagem no Boston Globe contou que a reação do setor norte-americano veio e diversos membros da indústria pediram demissão em meio a denúncias nas redes sociais de que agiram de forma inadequada. Outros foram acusados de não terem respondido às denúncias de má conduta feitas por vítimas.

Entre os executivos de cervejarias acusados e que renunciaram aos seus cargos, de acordo com a reportagem, estão os fundadores da Tired Hands Brewing Co., da Modern Times Beer e da Copenhagen’s Dry & Bitter Brewing Co.

Dossiê: O mercado brasileiro de cervejas de fato cresceu na pandemia?

Ampliação no número de fábricas registradas, risco real de fechamento de algumas companhias e aumento no consumo de cerveja. Essas informações, compiladas em diferentes pesquisas e levantamentos realizados nos últimos meses, ajudam a explicar cenários de alguns dos mais difíceis e imprevisíveis meses da história do setor cervejeiro no Brasil, modificado bruscamente pela pandemia do coronavírus.

Mas também indicam um desafio para o segmento de artesanais, que viu apenas as grandes cervejarias conseguirem se beneficiar desse novo contexto. Ao menos é essa a opinião majoritária das lideranças e especialistas do setor cervejeiro ouvidos pela reportagem do Guia, que preparou um dossiê para acompanhar o momento do mercado (acompanhe nas próximas semanas a segunda matéria especial sobre o assunto).

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Em 2020, o Brasil registrou aumento de 5,3% no volume de cervejas vendidas, atingindo 13,3 bilhões de litros, a maior quantidade desde 2014, de acordo com um levantamento do Euromonitor. Mas ele se tornou muito mais residencial, com 68,6% de brasileiros com mais de 18 anos dizendo que beberam em casa no ano passado contra os 64,6% de 2019. Um dado que ajuda a explicar os desafios encarados pelas marcas artesanais.

A sommelière Bia Amorim alerta que essa expansão do consumo se concentrou nas principais cervejarias, que têm acesso a canais de venda que não ficaram fechados na pandemia, como os supermercados, uma alternativa que não existe para os pequenos empreendimentos.

“Nos falta ainda poder olhar para o pequeno/nano mercado, sem comparar ele com as grandes. A fatia que cresceu com certeza foi embasada em canais de venda que ganharam força, os supermercados. Para o mercado de cervejarias muito pequenas e locais, essa oportunidade não bateu à porta e nem é viável”, avalia Bia.

Presidente da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), Nadhine França lembra que a pandemia veio acompanhada por uma crise econômica, o que afetou as escolhas no momento de compra. “Temos em paralelo à pandemia uma crise financeira, que diminuiu o poder de compra dos consumidores entrantes no mundo das artesanais.”

Até por isso, como destaca Carlo Enrico Bressiani, diretor da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM), o aumento do consumo de cerveja, especialmente no ambiente residencial, se concentrou nos rótulos mais baratos, algo que pouco pôde ser aproveitado pelas marcas artesanais.

As pessoas ficaram em casa e buscaram mais prazer. Houve mais consumo em litros, mas com tíquete médio muito menor. Houve, assim, diminuição do volume em dinheiro, o que atingiu muito as microcervejarias, que precisaram se reinventar. As pessoas também não estão consumindo nos canais que elas dominavam

Carlo Enrico Bressiani, diretor da Escola Superior de Cerveja e Malte

Presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), Carla Crippa relembra que os efeitos da pandemia foram sentidos primeiramente pelas marcas artesanais, em função da indisponibilidade dos seus principais canais de venda. Ela destaca, porém, que o setor cervejeiro, em geral, conseguiu encontrar alternativas para chegar ao consumidor, o que explica esse aumento das vendas, mesmo em um ano tão desafiante – o que incluiu a dificuldade de acesso a insumos.  

“Em 2020, havia cerca de 1.400 cervejarias cadastradas no Ministério da Agricultura, em sua grande maioria micro cervejarias que sofreram seja com retração no fluxo de caixa, seja com dificuldades de dar vazão ao produto final. Ao longo de 2020 houve várias iniciativas de apoio ao canal frio, bem como outras iniciativas criativas para fazer com que o produto chegasse ao consumidor final. Por exemplo, por meio de práticas como delivery, take-away e drive thru”, afirma Crippa.

Expansão que não reflete a crise
Outro dado de crescimento encarado com cautela é o da expansão em 14% no número de fábricas registradas no Brasil em relação a 2019, chegando às 1.383, de acordo com o Anuário da Cerveja. Na avaliação de Bressiani, diretor da ESCM, essa abertura de empreendimentos representa a concretização de planos prévios à pandemia.

Assim, os efeitos da crise ainda vão demorar a se refletir no Anuário da Cerveja. “Você tem a abertura das cervejarias porque os projetos são de prazo longo de maturação, refletindo projetos iniciados de 2017 a 2019.  O que vai acontecer é que em 2022 deverá ter menos abertura, porque aí pega a pandemia”, explica Bressiani.

Presidente da Federação Brasileira das Cervejarias Artesanais (Febracerva), Marco Antonio Falcone pondera, ainda, que o registro de uma marca no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento não significa que a empresa esteja, de fato, em funcionamento.

“Isso não quer dizer que estão em operação. Há o projeto, o registro, mas não entra em operação, ainda mais em uma crise como a de 2020. Isso o anuário mascara. Assim como o aumento no número de rótulos, que muitas vezes são registrados, mas não entram em circulação”, destaca Falcone.

Já na visão de Alexandre Prim, especialista em finanças do mercado cervejeiro, a expansão tem relação direta com a existência de mercados que ainda não foram conquistados pelo setor. São nessas regiões que podem ter se concentrado essas aberturas, em sua avaliação. E foi, inclusive, o que aconteceu no Acre, onde foi registrada a primeira cervejaria do estado, a Seringal Bier.

“Há regiões no país que ainda possuem uma baixa oferta de produtos cervejeiros, como Norte e Nordeste, e, portanto, há grande oportunidade de atender este mercado. Isso ressoa como uma oportunidade para empreendedores investirem em negócios com maior propensão de lucratividade”, afirma o especialista.

Além disso, para Prim, a abertura de cervejarias também pode representar a busca por uma alternativa financeira, em uma tentativa de empreender em meio a uma grave crise econômica. “O custo de entrada para registrar uma cervejaria, produzir e vender é relativamente baixo. Quero dizer, se alguém conseguiu juntar R$ 100 mil e tem dúvidas no que investir, este cidadão consegue abrir uma cervejaria de baixa escala e iniciar uma jornada empreendedora. Aos poucos consegue levantar grana e tomar maiores proporções. Este fato torna-se relevante em um momento de reorganização profissional (em caso de perda de empregos) e/ou recolocação no mercado.”

Dificuldade de adaptação
Mas, se o Anuário da Cerveja registrou um aumento no número de fábricas registradas, muitas delas convivem com o temor de encerrarem as atividades. Um levantamento realizado pela Abracerva indicou que 24% dos empreendimentos têm alto risco de fechar.

Na avaliação de Nadhine, esse elevado risco à sobrevivência de diversas cervejarias artesanais se dá pela dificuldade de mudança no foco das suas operações, somado ao apoio quase irrelevante vindo do estado para a sobrevivência dos negócios de pequenos empreendedores durante o período de crise.

Nem todos os negócios conseguiram se adaptar às novas necessidades do mercado durante essa crise.  A mudança da estratégia de negócios para B2C, que em sua maioria era B2B, exigiu investimentos em marketing, delivery, plataforma e e-commerce. Além disso, houve pouco ou nenhum apoio do governo às pequenas empresas durante os períodos de fechamento

Nadhine França, presidente da Abracerva

Com opinião complementar, Falcone avalia que o quadro de ameaça às artesanais se dá pela perda de vários canais de venda durante a pandemia. “Tivemos uma queda brusca no faturamento. O aumento do consumo foi em casa, com a venda de supermercados e deliveries. O que se perdeu foi a venda nos bares e restaurantes. A minha marca, a Falke Bier, tinha 160 postos de venda e isso se perdeu. É um espelho do que aconteceu em todo o setor. O quadro de ameaça de cervejarias é real”, alerta o presidente da Febracerva.

Para Prim, a incerteza provocada pela pandemia explica essa possibilidade de fechamento de parcela tão relevante de empreendimentos. Ele destaca que muitos deles tiveram seus planos – e investimentos – arruinados pela mudança drástica no mercado e na sociedade.

“Por exemplo, foi realizado um investimento arrojado e tomou o capital de giro da empresa. Com a pandemia surgindo, as vendas caíram, então este empreendedor não teve condições de investir em e-commerce ou outros canais de venda. Ao contrário, acabou o ‘fôlego’ que ele tinha para manter o negócio a longo prazo”, argumenta o especialista.

Embora reconheça que cervejarias dependentes da venda de chopes estejam em situação mais complicada, Bressiani não crê que o cenário seja tão dramático. Para ele, é improvável que uma parcela tão grande de empreendimentos feche as portas. Mas muitos, na sua opinião, vão submergir.

“Uma parcela está com a vida complicada. São aqueles que estavam focados em bares, restaurantes e eventos. Quem trabalhava só com chope está sofrendo. Mas fechar é uma decisão demorada a se tomar. O que se faz é reduzir a produção e esperar passar a tempestade”, conclui o diretor da ESCM.

 

Vale da Cerveja anuncia novas associadas e prevê aceleração do setor no 2º semestre

A Associação Vale da Cerveja anunciou a entrada de mais duas marcas no grupo, a Segredos do Malte e a Omas Haus, passando a somar 12 participantes, além da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM). E, otimista, a união das cervejarias da região de Blumenau, em Santa Catarina, acredita na aceleração do mercado no segundo semestre, com o avanço da imunização contra o coronavírus, além da realização de ações conjuntas.

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Assim, as cervejarias de Blumenau e região se planejam para o segundo semestre a partir da perspectiva de retomada da normalidade no lazer e no turismo.  “A pandemia atingiu as cervejarias artesanais de forma muito contundente. Agora, com um horizonte conseguindo ser avistado a partir da vacinação, entendemos que é o momento de acelerarmos”, comentou o presidente da Vale da Cerveja, Valmir Zanetti.

Para ele, como movimentos de fortalecimento do comércio local ganharam força durante a pandemia, a valorização de produtos regionais deverá se manter, um cenário que pode ser aproveitado pelas marcas do Vale da Cerveja. “Teremos ações para que o público local conheça e desfrute das cervejas feitas aqui e também para que o Vale da Cerveja dê vários passos em direção a se tornar a referência nacional em região cervejeira.”

Novas associadas
A Segredos do Malte e a Omas Haus explicam que se associaram ao grupo motivadas pela necessidade de conquista de espaço e de união do setor cervejeiro regional. 

“Nós acreditamos que esse modelo de cooperativismo vai fortalecer a presença das cervejarias para os consumidores do Vale do Itajaí e ainda favorecer o turismo, que vai viver momentos de alta na retomada depois da pandemia”, aponta Carlos Gessner, um dos fundadores da Segredos Malte, que surgiu em 2018 e tem 21 torneiras de chope no seu brewpub no bairro de Itoupava Central, em Blumenau.

Já para um dos sócios da Omas Haus, Gustavo Kielwagen, a união das ideias e a troca de informações entre as cervejarias podem fazer com que o setor se consolide ainda mais. “Com o associativismo, vamos conseguir atingir mais consumidores e fortalecer a região”, diz o profissional da Omas Haus, que iniciou as operações do seu brewpub, em Ponta Aguda, também em Blumenau, no ano passado.

Atualmente, a Vale da Cerveja é composta também pelas marcas Balbúrdia, Berghain, Blauer Berg, Blumenau, Container, Das Bier, Hersing, My Beer, Schornstein e Wunder Bier, além da ESCM. Podem aderir cervejarias que produzam até 3 milhões de litros ao ano e estejam localizadas nas cidades de Blumenau, Indaial, Gaspar, Pomerode e Timbó.

Os desafios das artesanais na Bolívia, onde a cerveja não é a bebida ‘do povo’

Empreender em um país onde a cerveja não é vista como a “bebida do povo”. O desafio une, na Bolívia, Stefano Coutand, Mario Rioja e Roberto Unterladstaetter. São eles, que se conhecem desde os tempos de colegial, os sócios que administram a Cerveza Madera, de Santa Cruz de la Sierra e uma das marcas artesanais do país.

O ainda diminuto mercado na Bolívia reflete, também, o espaço modesto ocupado pela cerveja por lá. Estudos recentes, afinal, apontam o consumo de apenas 34 litros per capita por ano, o que deixa a nação entre as últimas colocadas no ranking cervejeiro da América Latina.

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A Bolívia, porém, tem as suas referências quando o tema é cerveja, sendo a principal a Paceña e seu rótulo vermelho. Dominante, a marca foi uma das atingidas no país por fatores alheios ao segmento nos últimos meses. Um deles é a valorização do boliviano, o que abriu espaço para a concorrência de cervejas da Argentina e do Brasil.

O outro e principal, como em qualquer país do mundo desde março de 2020, é a pandemia do coronavírus. Como explica o gerente-geral da Cerveza Madera, Stefano Coutand, a cerveja na Bolívia é muito associada a eventos, sendo raramente consumida nas residências.

“Aqui se pensa que se bebe mais cerveja do que em outros países, mas aqui ela está associada ao consumo em festas, nunca em casa. Isso explica a razão para o setor ter sofrido tanto na pandemia, especialmente as maiores cervejarias. A Bolívia perdeu 25% de suas vendas, muito porque as pessoas não estão acostumadas a beber em casa”, relata Stefano.

Esse desafio do hábito não é o único para as cervejarias na Bolívia. Por lá, há ao menos duas bebidas que têm mais espaço no gosto popular: a chicha, uma bebida fermentada à base de milho produzida pelos povos indígenas desde o Império Inca, e a singani, uma aguardente destilada de uvas. E ainda é preciso enfrentar a concorrência do vinho e do uísque.

“A cerveja é cara, não é a bebida do povo. Há outras bebidas muito mais baratas, como a chicha. A Paceña, a mais vendida, custa entre 8 e 10 bolivianos (entre R$ 6,50 e R$ 7,25, aproximadamente). E a cerveja acaba sendo considerada uma bebida de status”, explica Roberto Unterladstaetter, responsável pela comunicação e branding da Cerveza Madera.

Mas, sem temer os desafios, Stefano, Mario e Roberto se uniram em 2017 para criar a marca. Só que para encarar o desafio de atuar em um segmento tão novo na Bolívia como o das cervejas artesanais, eles não se resumiram a esse empreendimento. E criaram o Patio Madera, um bar em Santa Cruz de la Sierra, que agora já tem a segunda unidade.

“Surgimos como um bar em Santa Cruz de la Sierra, expandimos e ano passado mudamos para as garrafas, durante a primeira onda da pandemia, mais por uma necessidade. Tivemos que improvisar”, relembra Stefano, destacando que a tentativa de entrar nas residências vem se dando através dos growlers.

O movimento na Bolívia
Como foi fundada em 2017, a Cerveza Madera faz parte do começo de um movimento “craft” no setor cervejeiro da Bolívia. Seus sócios estimam a existência de até 60 marcas artesanais no país, mas a maior parte com produção irrelevante. Eles apontam que 20 delas se concentram em Santa Cruz de la Sierra, mas destacam que apenas cinco estão presentes, de fato, no mercado.

Hoje a Cerveza Madera tem um portfólio fixo de seis cervejas. Para se destacarem, realizaram a aposta em sabores e estilos “balanceados”, como definido por eles, como Gose e Sour. Além disso, no verão, produzem uma sazonal que leva o achachairu, uma fruta endêmica, típica da sua região.


São os resultados da iniciativa surgida em 2017, com os sócios reconhecendo que escolheram um atalho, pois ter um bar não era o objetivo, mas foi o meio alcançado para que eles viabilizassem a Cerveza Madera.

Não queríamos abrir um bar, mas uma cervejaria. Mas foi a forma que fizemos para viver da atividade, chegando no consumidor final. Na Bolívia, não basta abrir uma cervejaria e colocá-la no supermercado. Depois, conseguimos abrir um segundo bar, em um shopping. E começamos a ter um nome

Stefano Coutand, gerente-geral da Cerveza Madera

O empreendimento do trio vem dando certo, tanto que recentemente eles foram capitalizados. Com um aporte financeiro de investidores, aproveitaram uma nova onda de contaminações pelo coronavírus para fechar a fábrica e realizar obras de expansão. E isso permitirá o aumento da fabricação de 5 mil para 15 mil litros por mês.

A ampliação da produção faz a Cerveza Madera mirar novos mercados. Hoje presente em Santa Cruz de la Sierra e La Paz, pretende entrar em Sucre e Potosí, assim como em Cochabamba. E os sócios garantem que a esperança é de ajudar a ampliar o mercado de cerveja artesanal na Bolívia, crescendo junto.

“Hoje começam a aparecer mais marcas, com cervejas de qualidade variada. Em até 3 anos, teremos um panorama mais interessante. Existe o potencial. O consumo per capita é tão baixo que podemos romper isso, com um crescimento mais sustentável do que apenas um boom”, conclui Stefano.

Sistema misturador auxilia cervejarias na realização do dry-hopping

Sistemas misturadores são importantes para garantir que o processamento da produção se dê de forma contínua, precisa e rápida. Cervejarias, cada vez mais inventivas, precisam de homogeneização quando incluem ingredientes secos, como no dry-hopping, com o lúpulo, ou mesmo para o ajuste da viscosidade. Algo que a JT Instrumentação & Processos assegura ser possível com o sistema Powder-mix, da Ampco Pumps.

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Com essa linha de agitadores, é possível obter consistência de mistura, com redução no tempo de produção cervejeira, sem grumos e separação de fases. Além disso, o sistema pode ser personalizado para aplicações específicas, maximizando a eficiência e fornecendo um produto melhor. E ainda elimina riscos de acidente com movimentação de sacarias, ergonomia e trabalhos em alturas.

O sistema possui funil para adição dos insumos em pó, bomba de anel líquido modelo SP para geração de vácuo, misturador de alto cisalhamento modelo SB em linha, painel de controle para ajustes independentes, válvulas de controle e estrutura de apoio em aço inox 304.

O Powder-mix é fabricado com materiais em aço Inox 316L, tendo design higiênico que evita pontos de acúmulo de produto e facilita a limpeza. Também pode ser personalizado para aplicações específicas, de acordo com a demanda das cervejarias.

Saiba mais sobre a JT Instrumentação em nossa página do Guia do Mercado

Além da utilização no dry-hopping, o Powder-mix é aplicável para redissolução de pó em geral, como leite em pó NFDM, açúcar e chocolate em pó, assim como concentrados de proteína, reidratação de pectina, carbopol, amidos, gelatinas e gomas.

Parcerias com prefeituras e cadeia produtiva reforçam presença turística da Rota RJ

A Rota RJ fechou uma série de acordos com as prefeituras das cidades das cervejarias que a integram, em uma ação que deverá reforçar a presença das marcas nas atividades turísticas, com a divulgação da região serrana do Rio de Janeiro. E as parcerias foram seladas quando se imagina o incremento do turismo, algo que deve se tornar realidade com o avanço da vacinação contra o coronavírus.

O plano, a partir do acordo, é que a presença das integrantes da Rota RJ não se dê apenas nos eventos cervejeiros. As marcas, assim, vão participar de encontros turísticos também para apresentar as atrações das cidades que representam.

“Será um acordo de cooperação onde faremos divulgações em conjunto, da associação e da cidade em eventos principalmente de turismo e não somente em eventos cervejeiros. Devemos lembrar que nossa associação é turística e devemos estar presente nos pacotes das operadoras de turismo. Sendo assim, divulgar o turismo cervejeiro junto com outros atrativos da cidade é muito importante”, explicou Ana Cláudia Pampillon, coordenadora da Rota RJ.

O acerto se deu em encontro da direção da Rota RJ com os secretários de Turismo de Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo, Cachoeiras de Macacu e Guapimirim, cidades por onde estão espalhadas as 24 cervejarias da associação. E nele também se acertou o planejamento para a criação de materiais conjuntos, com a apresentação dos atrativos das cidades e das cervejarias.

A ideia é fazermos um vídeo institucional de cada município com os principais atrativos e as cervejarias da Rota

Ana Cláudia Pampillon, coordenadora da Rota RJ

Novos parceiros
Mas as parcerias firmadas pela Rota RJ não se resumem aos acordos com as prefeituras. A associação também tem se unido a empresas e instituições que fazem parte da cadeia cervejeira.

“Estamos buscando parceiros para poder fazer boas trocas e bons negócios com vários integrantes da cadeia produtiva da cerveja. Por enquanto, já firmamos parceria com a Hdclean, VR Label, Bom de Beer, Academia da Cerveja, entre outros que ainda estamos em negociação”, relatou Ana Claudia.

As novas parcerias deverão permitir a ampliação das atividades da Rota RJ. Como explica a coordenadora, agora a associação pretende retomar trabalhos de comunicação que precisaram ficar paralisados.

“Pretendemos colocar em prática todo nosso planejamento estratégico de comunicação que ficou em pausa durante a pandemia. Com essas parcerias, será possível viabilizar muitas ações que consideramos estratégicas e não tínhamos como fazer anteriormente”, comentou Ana Claudia.

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As integrantes da Rota RJ já vinham fomentando o turismo na região serrana com beer tours, além de atrativos turísticos e gastronômicos. E isso tem sido benéfico para as cidades, com Teresópolis e Petrópolis, por exemplo, tendo recebido recentemente os títulos de Capital Nacional do Lúpulo e Capital Estadual da Cerveja, respectivamente.

Saiba mais sobre a Rota Cervejeira RJ em nosso Guia do Mercado

“Sabemos das dificuldades de todos os municípios nesta pandemia, de nossas cervejarias, e dos problemas econômicos enfrentados pelos hotéis, restaurantes, bares e demais setores do trade turístico. O objetivo desta parceria que estamos propondo é criar possibilidades de divulgação de nossos atrativos e assim impulsionar a economia de toda a região”, declarou Maurício Almeida, presidente da Rota RJ.

Em curso gratuito e online, Academia da Cerveja discutirá pautas LGBTQIA+

A Academia da Cerveja aproveita esta segunda-feira, quando se celebra o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, para realizar o curso online e gratuito Introdução ao Mundo da Cerveja. O encontro será um treinamento especial para os públicos interno e externo com a intenção de promover maior conscientização e inclusão no mercado cervejeiro para a pauta LGBTQIA+. O evento acontecerá às 18h30 desta segunda e também da terça-feira.

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Nestes dois dias, o curso Introdução ao Mundo da Cerveja, para o nível básico, será ministrado pela mestre-cervejeira e sommelière Paula Guedes e pela embaixadora de Conhecimento e Cultura Cervejeira e também sommelière Aline Petroli.

Além do treinamento, a Academia da Cerveja unirá alguns dos integrantes do LAGER – grupo interno da Ambev, que tem como missão fomentar o diálogo e dar voz aos colaboradores – para discutir pautas LGBTQIA+ e melhores práticas dentro do mercado cervejeiro.

Interessados poderão acompanhar o treinamento ao vivo pela plataforma de entretenimento da Ambev, a Lounge. Durante as duas horas do curso, serão apresentadas informações sobre ingredientes, processo produtivo, mitos e verdades sobre a cerveja e os cuidados esperados com ela. Para garantir uma experiência sensorial completa, a Academia da Cerveja disponibiliza uma seleção especial de cervejas para o treinamento, que estão à venda pelo Empório da Cerveja.

“Esse movimento surge, principalmente, para lançarmos luz sobre um tema tão importante, que precisa ser discutido com e como prioridade dentro do mercado cervejeiro”, conta Paula Guedes, gerente de consumer science da Ambev e responsável por liderar o desenvolvimento de uma cerveja colaborativa do Projeto Brewing Love.

O Projeto Brewing Love é mais uma iniciativa de luta pelas causas da comunidade LGBTQIA +, tendo unido mais de 20 cervejarias brasileiras para a criação de receitas exclusivas, que vão levar o rótulo da campanha e referências às cores do arco-íris.

A Brewing Love envolve as seguintes cervejarias: Octopus, que lidera o movimento, Ambev, Unicorn, Bernargriê Brewing Co., Cara Preta Cervejaria, Captain Brew, Dádiva, Escafandrista, Everbrew, Japas Cervejaria, KSB, KUD, Libertária, Mesopotâmia, MinduBier, Prussia Beer, Salvador, Sigilo Total, Spartacus, Suméria, Suricato Ales, Tarin Cervejaria, Under Tap, Verace e Espaço 09.

A Academia da Cerveja foi criada pela Ambev em parceria com algumas das principais instituições do ensino cervejeiro para fomentar o crescimento do setor a partir da unificação de conhecimento e de diferentes escolas, permitindo a maior profissionalização das atividades. 

Sem soldas, fermentadores da Damek reforçam higienização da produção

Tratar a produção cervejeira a partir das demandas de segurança alimentar é fundamental para que a bebida seja consumida como idealizada pelo fabricante e, principalmente, para evitar riscos de contaminação. Com o intuito de cumprir com excelência essa demanda, as cervejarias têm opções de soluções oferecidas por fornecedores. E uma novidade é a linha Rotomek de fermentadores rotomoldados da Damek, que reforça ainda mais o cuidado com a higienização.

Essa maior atenção se dá porque a Damek optou por criar uma linha sem soldas, o que facilita o processo de higienização do equipamento, como destaca Cristyeny Borgiani, diretora de marketing e vendas da empresa.

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“Sempre pensamos em acabamentos perfeitos, produzidos artesanalmente com maior carinho, um a um, para que as soldas dos produtos fiquem totalmente lisas. Mas agora a linha Rotomek é um produto sem soldas e sem nenhuma emenda, facilitando assim a higienização do produto por completo, e diminuindo a chance de contaminação da cerveja ou do produto estocado”, aponta Cristyeny.

Ela explica, ainda, que a nova linha de fermentadores tem, como um dos seus diferenciais, a presença da tampa exclusiva da Damek, o que traz uma série de vantagens. “Nossa tampa é uma das melhores do mercado, pois permite a vedação por completo, fácil higienização e fácil manuseio.”

Além disso, a linha, exclusiva para fermentação, pode ser usada desde os cervejeiros caseiros até pelas grandes indústrias do segmento, em função dos diferentes modelos ofertados pela Damek.

Cada detalhe do projeto, como dimensões, higienização, foi muito bem elaborado para trazer mais agilidade e profissionalismo no processo. São indicados para cervejeiros caseiros, micro, nano e de grande porte, pois dispomos de diversas capacidades e modelos, podendo atender a todo mercado

Cristyeny Borgiani, diretora de marketing e vendas da Damek

Saiba mais sobre a Damek no nosso Guia do Mercado

E a Damek assegura, também, que essa linha rotomoldada auxilia na aceleração do processo de produção da cerveja, também contando com outros elementos importantes para a fermentação. “Com esta linha de produtos, o cervejeiro receberá seu produto mais rápido, pois o seu prazo de fabricação é bem menor”, conclui a diretora de marketing e vendas da Damek.

Menu Degustação: Corona sorteia geladeiras, Krug dá chope por agasalho…

A semana no setor cervejeiro contou com novidades bem interessantes para o consumidor. A Corona, por exemplo, aproveitou para lançar a promoção Surf Season, em que vai sortear geladeiras abastecidas de cervejas por um ano, além de outros prêmios, como pranchas autografadas pelo bicampeão mundial Gabriel Medina.

Outra ação que chama a atenção é a campanha de arrecadação da Krug Bier. A cervejaria de Belo Horizonte promove, neste domingo, uma iniciativa para obter agasalhos para pessoas carentes nesse período de inverno. E quem participar pode levar um litro de chope para casa.

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Confira essa e outras novidades da semana no Menu Degustação do Guia:

Geladeira da Corona
A Corona lançou a promoção Surf Season, na qual promete abastecer as geladeiras dos sortudos toda semana por um ano. Esse é um dos prêmios oferecidos pela iniciativa, que acontece até 14 de agosto. Os participantes vão ser contemplados com oito mini geladeiras toda semana pela Corona. E ainda haverá sorteios de kits com camiseta, boné, balde de gelo e toalha da marca, além de pranchas de surfe do bicampeão mundial Gabriel Medina e de uma visita ao Surf Ranch, na Califórnia, a piscina de ondas palco de uma das etapas do Circuito Mundial. Para participar é simples: na compra de um pack com seis unidades da Corona (long neck 330ml) ou Coronita (long neck 210ml) dentro do período da promoção, o consumidor deve acessar o site oficial da promoção, cadastrar seu cupom fiscal e começar a concorrer às geladeiras.

Ação da Krug
Neste domingo, será realizada a segunda edição da Campanha do Agasalho Krug Bier. A iniciativa ocorrerá no Pit Stop da cervejaria (Alameda Oscar Niemeyer, 202, bairro Vila da Serra) e dará um litro de chope a quem for ao local doar roupa de inverno ou cobertor em bom estado. A ação irá de 10h às 13h, seguindo os protocolos de segurança e funcionando via drive-thru. Ou seja, a pessoa não precisará sair do carro para pegar a sua bebida. A marca distribuirá mil litros de chope. Cada pessoa poderá retirar até dois litros, sendo até quatro litros por carro, de acordo com o número de agasalhos doados. 

Loja virtual da Läut
A Läut anunciou o lançamento do seu e-commerce, em uma estratégia para ampliar a sua presença no mercado. O site já está disponível para os consumidores e, nele, é possível adquirir todas as cervejas do portfólio da marca, além de souvenires e outras novidades. A entrega está disponível para todo o Brasil. Taças, copos, bonés, abridores de garrafa e kits assinados pela Läut foram desenvolvidos e há a previsão de lançamento de combos promocionais e sazonais.

Bom de Beer na reta final
A primeira temporada do podcast cervejeiro Bom de Beer, do Grupo Petrópolis, chega à sua reta final. Desenvolvido pelo e-commerce do grupo, em parceria com a produtora B9, o programa traz os jornalistas e apresentadores Carlos Marigo e Cris Bartis, que batem um papo descontraído, como em uma mesa de bar, com os mais diversos especialistas. Na pauta, história das cervejas, diferentes estilos, ingredientes e conversas sobre harmonizações. Os episódios são sempre disponibilizados no Spotify, às terças-feiras.

Bebida na Porta em expansão
A startup de entrega Bebida na Porta declarou que pretende faturar R$ 12 milhões em 2021, após conquistar R$ 3 milhões nos primeiros meses do ano. Com mais de 200 mil pedidos entregues e com uma taxa de clientes recorrentes de 60%, a empresa possui parceria com o iFood, além de um aplicativo próprio e quatro lojas para atendimento das regiões de Pinheiros, Mooca, zona sul de São Paulo e ABC paulista. Em maio, a empresa apontou que 78% de suas vendas foram de bebidas alcoólicas, prevalecendo em destaque a cerveja e depois o vinho. Além disso, 16% foram de bebidas não alcoólicas, tendo água e refrigerantes como os principais produtos. Já gelo, carvão e cigarro representaram 5% das vendas.

Chegada da Lagoon Beer
A Lagoon Beer, que realiza sua produção na Indústria de Bebidas Capim Branco, em Sete Lagoas (MG), chegou ao mercado com cinco rótulos, sendo eles: Triple Malt Pilsen, Lager, Amber Lager, Session IPA e IPA. A fábrica, localizada em uma fazenda, possui em sua frente uma lagoa, que deu origem ao nome Lagoon. E, para este ano, ainda estão previstos lançamentos de dois rótulos de gin, vodca e drinques prontos para consumo em latas. “Pretendemos entrar nos principais bares e restaurantes de BH e interior, e redes de supermercados”, explica Allan Coelho, responsável pela área de marketing e comercial da Lagoon.

Parque da Cerveja em Campos do Jordão 
O Parque da Cerveja em Campos do Jordão aparece como uma boa alternativa para quem procura opções de passeios no período do inverno. Para evitar aglomerações e ser curtido com segurança, o local tem área de 240 mil m², entre as montanhas mais altas da Serra da Mantiqueira e cercado por belíssimas araucárias, com espaço aberto, amplo e cercado pela natureza. Com uma fábrica de cerveja artesanal que abastece toda a demanda local e traz em seus rótulos ilustrações de diversos pontos turísticos da cidade, o parque proporciona experiências cervejeiras que harmonizam a natureza com a paixão pela bebida milenar. Os apaixonados por cerveja também podem fazer um tour na fábrica e degustar a carta de sete rótulos de estilos tradicionais de cervejas que trazem em suas receitas diferentes ingredientes, como é o caso da cerveja de pinhão, fruto símbolo da cidade, a cerveja de avelã, a Dunkel e a Dark.