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9 lançamentos de cervejas artesanais no mês de novembro

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O mês de novembro está cheio de opções para o cervejeiro que gosta de conferir e provar os últimos lançamentos das marcas artesanais. A Noi lançou sua Catharina Sour com cupuaçu e cacau, revertendo parte da renda para a ONG Panthera Brasil. Já a Oca comemora seu aniversário com a apresentação da sua primeira cerveja da série Selva.

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A Ouropretana está com mais um rótulo da Linha OP de Cervejas Experimentais. Também experimental, a CXP04 da Cruls é a nova aposta da marca. E uma parceria entre a Dádiva e Mafiosa traz a Ma Che!. Já em outra ação coletiva, a Nacional apresentou a cerveja oficial do Pint of Science Brasil.

Confira abaixo esses e outros lançamentos das artesanais no mês de novembro.

Armazém 77
O Armazém 77, no bairro da Penha, em São Paulo, fez aniversário e comemorou seu sexto ano com um novo rótulo: a Betassaura, uma Sour Ale. A bebida é elaborada com beterraba e limão, envasada em latas de 473ml e, em um kit especial, vendida por R$ 50 – vem acompanhada por um Pint americano exclusivo.

Cervejaria Nacional
A Cervejaria Nacional, de São Paulo, apresentou a cerveja oficial 2020 do Pint of Science Brasil – Origem de espécies. O rótulo é do estilo Brazillian Wild e utiliza levedura selvagem, obtida diretamente de colmeias de abelha. Idealizadora da cerveja e doutora em biotecnologia, Ana Carolina de Carvalho teve a ideia de isolar as leveduras de colmeias e descobriu que essas possuíam potencial sensorial e possibilidade de extração do sabor e aroma. “O objetivo também é de fomentar a ciência, envolta em um processo de produção de uma cerveja”, aponta Guilherme Macedo, cervejeiro e sommelier da Cervejaria Nacional. O Pint of Science Brasil é considerado o maior evento mundial de divulgação científica em bares e restaurantes, com 183 cidades cadastradas.

Cruls
A Cruls, de Santa Maria, no Distrito Federal, anunciou a chegada da CXP04, quinto rótulo da série de cervejas experimentais CXP. A novidade é uma West Coast IPA com 7,8% de graduação alcoólica e 58 IBUs, sendo comercializada em lata de 473ml. A receita conta com três variedades de lúpulos clássicos norte-americanos: Centennial, Chinook e Columbus, que trazem notas cítricas e resinosas à cerveja.

Dádiva e Mafiosa
Uma parceria entre as cervejarias Dádiva e Mafiosa rendeu a colaborativa Ma Che!. O rótulo é uma Italian Pilsener de aparência amarela clara e bastante límpida. Além disso, possui 5,2% de teor alcoólico e 35 IBUs. E está disponível em latas de 473 ml. A Ma Che! é uma Lager tradicional com aromas levemente frutados adquiridos após a cerveja passar por técnicas modernas de dry hopping com lúpulos clássicos europeus.

Landel
A Landel, de Campinas, lançou a Pickupers, uma cerveja do estilo Double Juicy IPA com 7% de teor alcoólico, e a Sour Berlim, uma Berliner Weisse de cor amarelo palha com acidez médio-alto. As notas de fermentação láctea, devido ao processo de KettleSouring, conferem um toque especial de frutas amarelas, como abacaxi. 

Noi
A Noi que o cupuaçu abunda, uma Catharina Sour, é o novo rótulo da cervejaria do Rio de Janeiro. Sua receita conta com cupuaçu e cacau e chega ao mercado em latas de 473ml, com 5,1% de graduação alcoólica e 6 IBUs. O rótulo remete à região amazônica, traz elementos da vegetação nativa e uma onça-pintada, o maior felino das Américas e considerada uma espécie vulnerável. Por conta disso, a Noi vai destinar R$ 1 de cada lata vendida deste lançamento para a ONG Panthera Brasil, organização internacional com braço no país que luta em várias frentes de conservação destes animais.

Oca
Para comemorar seu primeiro ano, a Oca Cervejaria lançou, em parceria com o cervejeiro Lucas Domingues, a Amantikir. A novidade é uma Wild Grape Ale de fermentação espontânea, envelhecida em barril de carvalho francês e com uvas Syrah, da Vinícola Terrassos da Serra da Mantiqueira.
O rótulo marca o início da série Selva, de cervejas no estilo Wild, que passaram pelo trabalho de barril e adega na Cervejaria Bragantina e evidenciam características de fermentações mistas naturais e longas.

Ouropretana
A Cervejaria Ouropretana, da cidade do interior mineiro, acrescentou mais um rótulo à Linha OP de Cervejas Experimentais. É a OP nº4 – Saison, produzida em edição limitada. A bebida é do estilo Saison, fermentada por seis meses, primeiro em barris de madeira. Em seguida, é refermentada com polpas de manga e maracujá da Cooperativa Coopabase. Ela também é a primeira cerveja da Linha OP de Cervejas Experimentais com adição de frutas. Com  envase em 375ml, tem gradação alcoólica de 7,2%.

Consciência Negra: A cerveja conta história

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* Por Sara Araujo

Há um tempo recebi um convite para escrever sobre questões raciais, mas queria falar sobre cerveja, afinal, ela tem sido meu objeto de estudo há dois anos. Como novembro é um mês focado nas demandas da população negra, encontrei uma forma de tocar em questões sensíveis, porém, sob a perspectiva de quem tem algo a mais para dizer, ou seja, posso falar sobre outros assuntos e, seguindo essa trilha, apresento a vocês uma cerveja feita em homenagem a Zumbi dos Palmares, projeto da Cervejaria Zapata.

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Um dos autores do rótulo é o cervejeiro Emerson Bittencourt Ferreira, que à época trabalhava na cervejaria.

Conversei com o Emerson, ele me contou um pouquinho sobre a cerveja. “A Zumbi foi pensada em um momento em que a cerveja deixou de ser coadjuvante, apenas regando os assuntos de bares e passou a protagonizar a mesa, tornando-se o assunto! Daí a ideia de trazer esta pauta tão importante para a história! A construção do rótulo foi pensada para encapar essa história e preparar a pessoa para o que estava por vir, com beleza e seriedade!”.

Ele explicou que a Zumbi foi concebida pensando nos elementos de uma feijoada. A cerveja é cítrica com camadas frutadas, graduação alcoólica de 7,5% e um amargor bem proeminente – são 75 IBUs. Força é o que não falta nessa Black Beetle IPA.

Pensando na fala do Emerson, resolvi fazer uma harmonização singular. Sabemos que harmonização é ciência, isso é fato, está implicada em linhas harmônicas como: semelhança, contraste, corte, equilíbrio de forças, complementação.

Olhando essa cerveja, me direciono para algumas linhas, harmonização pelo corte, pensar um prato mais untuoso e deixar o álcool fazer o seu papel na boca; um prato mais adocicado e deixar o amargor equilibrar os sabores; ou pensar pratos robustos e com personalidade para equilibrar as potências dos elementos.

No entanto, fiz um caminho da experimentação, e decidi trazer a beleza pontuada pelo cervejeiro. Fiz uma salada de serralha e frutas tropicais, temperada com pesto de hortelã e tomilho. Essa harmonização inusitada ficou incrível.

Voltando aos objetivos que me trouxeram até aqui, quais sejam parabenizar o Emerson pelo rótulo incrível, a imagem de Zumbi estampada na garrafa é de uma grandiosidade imensa. E trazer para quem ainda não conhece alguns nomes de homens negros e mulheres negras que atuam no campo da cerveja, os/as conheci há pouco tempo, são eles: Paulão Silva, cervejeiro, idealizador e apresentador do programa Brassaria; Nadhine França, cervejeira, sommelière, atual presidente executiva da Abracerva; Diego Dias, designer gráfico e sócio-fundador da Implicantes; Gabriella Rubens, administradora, sommelière de cervejas e cervejeira; Stetison Jr., da Cerveria Costa Leste; Carlos Felipe Santos de Freitas, fundador e editor do portal Catalisi; Adriana Santos, cervejeira caseira e sommelière; Jéssica Hilário de Souza, sommelière; Fernanda da Costa, sommelière e organizadora de passeios e viagens cervejeiras (@Cerviajona); Tayná Morena, marketing digital para cervejarias na @bluebeetlemkt; Sulamita Theodoro, gestora de eventos e sommelière de cervejas; Danielle Lira Edmundo, sommelière, sócia e proprietária do Torneira Bar; Maria Eduarda Vitorino, pesquisadora em biotecnologia e cervejeira. Sei que existem muitos mais, no entanto, estão aqui, aqueles e aquelas que me enviaram seus nomes.

Esse texto é uma homenagem não só ao 20 de novembro, mas, sobretudo, aos/as que carregam o legado de Zumbi.

Sara Araujo é bacharel em direito, acadêmica de Ciências Sociais e beer sommelière

Consciência Negra: 20 de novembro e os 364 dias de invisibilidade negra

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*Diego Dias e Tayná Morena

Quando recebemos o convite para escrever um texto sobre o Dia da Consciência Negra confessamos que não ficamos tão surpresos, pois sabíamos de cara que se tratava do evento anual de ouvir os pretes no Brasil. Como diz uma amiga minha “somos os papais noéis de novembro, no resto do ano, inúteis e invisíveis”, e ela não está errada. Pensem comigo: quantas vozes de pessoas pretas você ouve no resto do ano? Quantos pretes você tem no seu ciclo de amigues? Ou melhor, qual amigue você já ouviu falar sobre racismo e não questionou sobre vitimismo ou mimimi?

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Dia da Consciência Negra ou dia da consciência humana? Infelizmente, a luta antirracista não é apenas em um dia do ano e muito menos apenas uma postagem de tela preta nas redes sociais. A luta antirracista é diária, é dolorosa e sangrenta.

O problema não é e nunca foi falar sobre a importância desse dia. A data é, sim, muito importante, é símbolo de luta e resistência que o movimento negro celebra desde os anos 1960, mas que só existe oficialmente desde 2003. “Então qual o problema de termos o protagonismo no dia 20 de novembro?” O problema está na invisibilização no resto dos 364 dias do ano.

Como bem diz Preto Zezé, “existe o racismo à brasileira, que é aquele que todo mundo assume que ele existe, mas ninguém assume que pratica”.

Vamos a outra reflexão: você se considera racista?

Se a resposta for não, você deve repensar mais sobre atitudes racistas que você foi ensinado. Você já ouviu falar sobre racismo estrutural? Você já leu escritores pretes? Você já contratou profissionais pretes (sem pedir desconto ou desconfiar que o produto/serviço não tem qualidade)?

É de extrema importância refletir sobre atitudes que tentam embranquecer e principalmente ofuscar as lutas com sobreposições tais como o dia da consciência humana ou o movimento que todas as vidas importam, enquanto a vida negra é a que é exterminada.

Esse fenômeno de invisibilização não acontece só no Brasil, não. Nos Estados Unidos, por exemplo, em fevereiro é comemorado o mês da história negra. Assim como acontece aqui, nesse mês eles dão espaço para profissionais pretes falarem sobre suas vivências. No entanto, nos outros meses, nossas vozes são silenciadas.

Corpos negros frequentemente são vistos como homogêneos, despidos de individualidade, sem expressão, sem identidade, impercebíveis. Sendo assim nossa relevância é reduzida a um dia, a um mês.

O hiato de narrativas pretas em massa ao longo do ano é mais uma expressão do racismo, que se revela na estrutura da sociedade e nos deixa distante dos holofotes sociais. Somos múltiplos: profissionais, personalidades, vontades, expressões. Podemos, devemos e QUEREMOS falar sobre outros assuntos além do racismo.

Seja sincero com você mesmo e lembre quantos eventos, cervejeiros ou não, você viu que refletiram os 56% de população autodeclarada negra no Brasil? Além disso, você se questiona sobre essa lacuna nos espaços que frequenta? A cena cervejeira nacional ocupa uma parcela pequena no mercado total e, ainda assim, episódios pavorosos de racismo aconteceram nesse microuniverso.

O que mudou na sua percepção depois que compartilhou o post da AfroCerva?

Frequentemente vítimas de racismos e de episódios de injúria são lidos como vitimistas. Vez ou outra até recebem um pouco da empatia geral, enquanto para aqueles que praticaram o racismo, basta se afastarem por um tempo, mas, logo em seguida, já estão novamente nos círculos sociais, como se nada tivesse acontecido.

Somos muito mais que uma hashtag, que um super herói negro, que um piloto de Fórmula 1 negro, que um presidente negro, que uma atriz negra, que um jogador de futebol negro, que uma âncora de jornal negra, que uma sommelière negra, que uma cervejaria negra, que um dia no ano.

Como diria Emicida no seu premiado álbum Amarelo: “achar que essas mazelas nos definem é o pior dos crimes, é dar o troféu pro nosso algoz e fazer nós sumir”.

NÃO VAMOS SUMIR!

Diego Dias é sócio-fundador da Implicantes e membro da AfroCerva. Tayná Morena é diretora de marketing da Blue Beetle Mkt e membro da AfroCerva

Estrella Galicia encerra patrocínio de R$ 6 milhões anuais ao Corinthians

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A Estrella Galicia deixará de ser patrocinadora do Corinthians no fim do ano. A cervejaria espanhola comunicou que encerrará o acordo com o clube paulista ao término de 2020, rompendo o contrato que inicialmente seria válido até setembro de 2021.

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Pelo patrocínio, o Corinthians recebia valor estimado de 1 milhão de euros (aproximadamente R$ 6,3 milhões) anuais da Estrella Galicia. A cervejaria espanhola citou a crise financeira advinda da pandemia do coronavírus para a decisão de romper o contrato.

“A Estrella Galicia agradece o apoio dos torcedores, diretores, atletas e funcionários que fizeram parte desta incrível e histórica parceria. Em razão da pandemia de Covid-19, tivemos algumas mudanças em nossa área de patrocínios”, explica Fábio Rodrigues, diretor da Estrella Galicia na América Latina.

A parceria entre Corinthians e Estrella Galicia se iniciou em setembro de 2016. A marca da cervejaria era, desde então, exibida nos uniformes de treino do clube, nas placas no centro de treinamento da equipe e nos backdrops utilizados em entrevistas. A legislação brasileira não permite a exibição de marcas de bebidas alcoólicas nos uniformes de jogo, recordou a equipe paulista no comunicado em que confirmou a rescisão.

Durante o período do acordo, o Corinthians conquistou o título do Brasileirão em 2017 e o tricampeonato paulista entre 2017 e 2019. A marca também possuía contrato de patrocínio ao time feminino do Corinthians, campeão estadual e da Libertadores de 2019 – ainda está classificado para a final do Brasileirão desta temporada.

“Agradecemos o apoio da Estrella Galicia, uma cerveja de prestígio mundial que foi uma grande companheira do Corinthians nos últimos quatro anos vitoriosos. Esperamos que um dia as duas marcas possam se reencontrar no mesmo espírito do ótimo relacionamento que foi construído. As portas e os bares do Corinthians estarão sempre abertos à Estrella Galicia”, destaca o presidente do clube, Andrés Sanchez.

Cartilha e locais de coleta: As ações da Verallia para ampliar a reciclagem de vidro

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A preocupação com a sustentabilidade tem sido um foco crescente não só para o setor de embalagens e para aqueles que as utilizam em seus produtos, mas também aos próprios consumidores. Embora o tema tenha se tornado praticamente unânime no mercado, contudo, há um longo caminho a ser percorrido. Para se tornar mais efetiva, a reciclagem ainda sofre com a falta de informações básicas sobre, por exemplo, como fazê-la de fato e onde alguns tipos de embalagens – como as de vidro – podem ser entregues.

É exatamente o que a Verallia tem procurado solucionar no Brasil a partir de duas iniciativas envolvendo a reciclagem: a divulgação de pontos onde o vidro pode ser entregue e a criação de uma cartilha sobre como deve ser realizada a coleta.

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A informação, afinal, é apontada como essencial pela Verallia – uma das maiores fabricantes do mundo de embalagens de vidro para alimentos e bebidas – para ampliar o reaproveitamento de um produto que é 100% reciclável, sendo formado essencialmente por matérias-primas naturais como areia, calcário e barrilha.

A criação de pontos de recolhimento para reciclagem por organizações sociais, empresas e o poder público tem sido crescente. Podem, por exemplo, ser instalados e encontrados em supermercados, cooperativas e ecopontos em diferentes cidades brasileiras. E, pensando em deixar os consumidores mais bem informados, a Verallia criou uma lista para a população saber onde pode descartar corretamente as embalagens de vidro.

Confira a lista de locais disponíveis para o descarte de embalagens de vidro

“Com a iniciativa, queremos compartilhar informações e criar uma grande rede nacional de coleta responsável de vidro, para incentivar o usuário a incluir na lista pontos existentes em sua cidade. Assim, mais consumidores poderão, cada vez mais, promover o descarte responsável de suas embalagens de vidro”, enfatiza Catarina Peres, supervisora de marketing da Verallia.

Dicas importantes
Já com a cartilha, a empresa espera amplificar a divulgação de informações sobre a reciclagem. No caso das embalagens de vidro, utilizadas em garrafas, potes, vidros de perfume e similares, a recomendação da Verallia é de que elas sejam separadas por cores: branco, verde e âmbar.

Também se recomenda a retirada dos rótulos e das tampas antes da realização do descarte dos vidros. Além disso, as tampas devem ser deixadas em recipientes para a coleta de aço, alumínio ou plástico.

A reciclagem do vidro, com destaca a Verallia em sua cartilha, oferece diversos benefícios para o equilíbrio ecológico, como a redução do consumo de recursos naturais e da emissão de CO2, pois diminui o uso de matérias-primas carbonatadas, além da economia significativa de energia no processo de fusão na produção das embalagens.

Saiba mais sobre a Cartilha

Saiba mais sobre a Verallia em nossa página do Guia do Mercado

O processo também movimenta a cadeia da economia circular, gerando oportunidades de trabalho e renda, desde a atividade de coleta seletiva até a chegada dos produtos à mesa do consumidor. E, de acordo com especialistas, com um 1kg de cacos de vidro pode-se fazer um 1kg de vidro novo.

Com 32 fábricas de produção de vidro em 11 países, a Verallia emprega cerca de 10 mil pessoas no mundo. Já no Brasil, são três fábricas localizadas nas cidades de Campo Bom (RS), Porto Ferreira (SP) e Jacutinga (MG), além de um centro de criações para o desenvolvimento de novos produtos em São Paulo.

Escolher o vidro para ser a embalagem dos produtos que você consome é um caminho inteligente e consciente. As linhas de produtos da Verallia são eco-projetadas, ou seja, atendem aos requisitos técnicos, otimizando o uso de recursos naturais

– Letícia Zydowicz, gerente de EHS da Verallia

Casa de Ieda vence reality gastronômico para comandar espaço da Stella em SP

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O restaurante Casa de Ieda venceu o reality Fora da Rota e vai comandar o Portinha Stella junto com a cervejaria. Apoiado pela marca da Ambev e apresentado por Alex Atala, o programa foi uma competição entre restaurantes com o objetivo de descobrir novos sabores em locais que ficam fora das opções gastronômicas mais tradicionais de São Paulo.

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Comandada pela chef baiana Ieda Matos, a Casa de Ieda vai dividir a organização do estabelecimento, que será um espaço-conceito da marca da Ambev na capital paulista. A previsão de inauguração é para 2021.

“Estamos muito felizes de ter a Ieda ao nosso lado para comandar a cozinha do novo Portinha Stella. O Casa de Ieda transmite a principal mensagem que a Stella Artois buscava com o Fora da Rota: levar ao público um lugar que tem uma história tocante, mostrando que não é preciso gastar muito para comer bem e ter uma experiência inesquecível”, conta Rodolfo Carvalho, gerente de marketing de Stella Artois.

Em cada episódio do Fora da Rota, Atala levou chefs convidados para conhecerem os restaurantes. Nos encontros, eles foram recepcionados pelos chefs desses lugares, que durante a visita apresentavam os pratos mais apreciados pelos clientes e contavam as suas histórias, falando sobre a relação com a cozinha, o processo por trás da criação do menu e a identidade do local.

Ao final de cada episódio, o público escolhia – via Twitter – a experiência que mais gostou de acompanhar e que desejaria viver pessoalmente. Os estabelecimentos mais votados participaram do sexto e último episódio, com a votação de um júri especial, composto pelo ex-Master Chef Mohamad Hindi, a atriz Julia Rabello, a apresentadora Didi Wagner e o chef João Diamante.

No episódio final do reality promovido pela Stella Artois, os jurados foram aos restaurantes, viveram a experiência gastronômica e conheceram melhor sobre a história e a cultura de cada chef.

Mohamad Indi, cozinheiro e um dos jurados especiais, contou que a cozinha baiana não convencional de Ieda Matos conquistou o paladar dos avaliadores. “É muito interessante conhecer uma outra vertente da culinária baiana, porque quando se fala em Bahia, as pessoas automaticamente pensam em Salvador. Não, a Bahia é um estado gigantesco, com muita diversidade cultural e gastronômica.”

Ieda, por sua vez, que leva a regionalidade baiana nas suas criações, tem intimidade com os ingredientes, especialmente com tudo que vem direto da terra, já que sua família plantava e colhia o próprio alimento. “São os regionalismos do Brasil, que em cada prato a gente encontra um pedaço da história e do coração de Ieda”, completa Didi Wagner.

Dólar alto pressiona repasse ao consumidor e ameaça cervejas lupuladas e importadoras

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O recente freio na alta do dólar, um movimento que coincidiu com a eleição de Joe Biden para a presidência dos Estados Unidos nos primeiros dias de novembro, pode até provocar a sensação de que o pior já passou. Ainda assim, esse respiro para produtos brasileiros com custos atrelados à moeda norte-americana não esconde uma tendência que acabou se transformando em um novo cenário: a de que o dólar não retornará aos níveis de 2019. O que causa uma pressão na indústria cervejeira em diferentes frentes.

O cenário é, afinal, de somatório de desafios. Em primeiro plano vêm os custos, que se elevaram para quem produz cerveja. E a crise econômica e sanitária, que chegou a paralisar a economia brasileira, levou as empresas a reduzirem suas margens de lucro para evitar o repasse total dos preços aos clientes, que cortaram compras de produtos não-essenciais. Assim, o encolhimento da demanda também é um problema para as cervejarias, que buscaram alternativas em função da mudança no comportamento do consumidor.

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Carlo Enrico Bressiani, diretor da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM), lembra que nos primeiros meses da pandemia, com os tradicionais canais de venda fechados, o que se viu foi uma preocupação em escoar a produção, ainda que a preço de custo ou em embalagens que a barateassem. Havia, assim, mais oferta do que demanda.

“O consumidor está consumindo produtos mais baratos desde o início da Covid-19 porque todo mundo desovou os seus produtos do jeito que dava, cerveja mais barata em embalagens mais baratas, como o pet growler. Houve uma excessiva oferta”, argumenta Bressiani.

O descolamento dos preços que pressionam os produtores está exposto por diferentes índices que medem a inflação. O Índice de Preços ao Atacado do Mercado fechou outubro em 25,13% no ano, enquanto o Índice Geral de Preços ao Mercado está em 21,25%. Já a alta do Índice de Preços ao Consumidor Amplo é de apenas 2,22%. “O atacado está pressionado por reajustes, mas o varejo não repassa por falta de demanda”, explica o diretor da ESCM.

A necessidade de repasse dos preços, portanto, parece óbvia para os especialistas ouvidos pelo Guia. Mas significa um risco a quem pretende fazê-lo. Entre as multinacionais cervejeiras que atuam no mercado brasileiro, a Heineken foi a primeira a elevar seus preços. Já a Ambev adiou essa ação, focada em ampliar a sua participação no mercado.

Mas, se esses comportamentos não provocam grandes variações nas receitas e vendas dessas companhias, eles podem ser fatais para as microcervejarias. “As pequenas não podem fazer o mesmo, as que repassarem perdem público. Fica uma pressão que é uma autofagia”, alerta Bressiani.

Profissionais do setor cervejeiro avaliam que o inevitável já tem acontecido também entre as marcas artesanais: o aumento dos preços. Gilberto Tarantino, por exemplo, estima que a elevação, gradual, deve ficar entre 10% a 15% por causa da alta do dólar. Mas também aponta que a sua cervejaria, a Tarantino, assim como outros atores do segmento, vai ficar atenta aos desejos do consumidor para conseguir se adaptar a esse novo cenário.

“A Tarantino vai segurar o repasse ao máximo para não desanimar os bares parceiros e ficar atenta ao novo normal, ao que o cliente vai querer beber e poder pagar”, relata um dos sócios e fundadores da cervejaria paulistana Tarantino.

Risco às lupuladas
Alexandre Prim, especialista em finanças do mercado cervejeiro e professor das Faculdades Senac Blumenau, também avalia que a elevação de preços das cervejas provoca mudanças no hábito do consumidor.

Apontando que os clientes fiéis a uma bebida são exceção, ele avalia ser natural uma troca por produtos que estejam mais baratos. Assim, cervejas premium e mais caras se tornam as mais prejudicadas nesse cenário de desvalorização do real.

“Acredito que temos de olhar o comportamento do consumidor em alguns grupos. Há grupos que são fiéis a alguns rótulos, alguns que exploram novas cervejas e outros sensíveis a preço. A grande massa de consumidores brasileiros é sensível a preço, e vai optar por rótulos mais acessíveis. Enquanto uma pequena parte da população, mais elitizada obviamente, irá permanecer explorando os rótulos premium, mas lembrando que é a minoria”, avalia Prim.

É uma avaliação parecida com a de Gilberto Tarantino. Ele aposta, inclusive, que alguns rótulos, que tiveram o seu custo de produção encarecidos por conta de insumos cotados em dólar, como o lúpulo, praticamente vão “sumir” do mercado, pois haverá pouco público disposto a arcar com o seu preço.

Aquelas cervejas mais lupuladas e alcoólicas devem ter uma redução na demanda ou vão atingir nichos cada vez mais voltados para clientes com maior poder aquisitivo

– Gilberto Tarantino

Risco às importadoras
O cenário se torna ainda mais desafiante para importadores. Afinal, após começar 2020 cotado a R$ 4,03, o dólar chegou a custar R$ 5,86. Agora, com a baixa dos últimos dias, terminou a última terça-feira ao preço de R$ 5,33. Ainda assim, uma valorização de mais de 32% no acumulado do ano.

Adriano Wozniaki, diretor comercial da Suds Insanity, enxergou nesse cenário uma impossibilidade de seguir, ainda que temporariamente, com o seu negócio. O repasse da alta do dólar, afinal, não seria aceito pelo consumidor, que deixaria de comprar as cervejas que ele importava – como a norte-americana Great Divide, a espanhola Edge Brewing e a sueca Nils Oscar – para o Brasil.

“Sabemos que o consumidor brasileiro, em sua maior parte, tem um limite do quanto acha justo investir na compra das suas cervejas e isso impede que esse aumento seja simplesmente repassado. Com este cenário, decidimos deixar nossas importações em stand by momentaneamente, uma vez que as vendas não estão acontecendo na velocidade necessária em função da pandemia”, justifica Wozniaki.

Essa baixa no consumo que levou a Suds Insanity a paralisar a sua operação é algo visto por Prim como inevitável, pois nem a redução das margens permitiria que os preços fossem mantidos por causa da alta do dólar.

“Não há qualquer negócio que consiga suportar este aumento sem repassar ao preço adiante. Então, sem dúvida, o preço das cervejas importadas aumenta ao consumidor e a tendência é haver uma baixa no consumo”, comenta o professor.

Para ampliar o cenário de dificuldade, Bressiani também argumenta que a cerveja ganhou uma nova concorrente a partir do momento em que o seu consumo se tornou mais caseiro durante a pandemia do coronavírus: o vinho. “Tomou bastante espaço da cerveja na mesa, ainda mais que a cerveja está muito ligada a eventos”, diz o diretor da ESCM.

Na opinião de Prim, cervejarias brasileiras podem buscar o mercado externo, especialmente dentro da América Latina, como alternativa diante do encolhimento da sua presença dentro do país.

“Como tudo na vida tem dois lados, acredito que este momento seja oportuno para cervejarias brasileiras mostrarem seu potencial no mercado internacional. Se está caro para importar, então exportar pode ser uma ótima alternativa! Como recomendação, os negócios com pouca experiência no mercado internacional poderiam começar a comercializar nos países próximos”, aponta o professor das Faculdades Senac Blumenau.

Com investimento de R$ 2,5 milhões, Black Princess Gold em lata chega ao mercado

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O Grupo Petrópolis segue apostando em novos produtos para este fim de ano. Com um investimento de R$ 2,5 milhões, a Black Princess Gold em lata acaba de chegar ao mercado, segundo anunciou a cervejaria nesta terça-feira.

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Sob um novo slogan, “o sabor de quem faz história”, a Black Princess Gold em lata é uma Premium American Lager que vem para acompanhar a tendência do mercado de embalagens. As latas, afinal, ampliaram ainda mais sua presença entre os brasileiros durante os últimos meses, quando a pandemia do coronavírus fechou bares e restaurantes e mudou parte do comportamento do consumidor.

A nova embalagem também faz parte do plano da marca para ampliar as ocasiões de consumo, indo além do universo craft beer. Já o investimento milionário inclui experiências aos consumidores, campanhas para o digital com creators e intervenções urbanas.

“A novidade é um convite da Black Princess a qualquer pessoa que deseja ampliar a sua experiência cervejeira. É um rótulo tradicional da marca, mas em uma versão com maior comodidade e mais facilidades para manusear, transportar, armazenar e reciclar”, explica Eliana Cassandre, head de marketing da Black Princess.

O rótulo em lata sleek de 350ml é o primeiro da marca. Com uma embalagem mais alta, fina e anatômica, o lançamento vem para agregar versatilidade ao portfólio, que já possui versões em garrafa de 600 ml e long neck. Tem sabor maltado no aroma e no paladar, teor alcoólico de 4,7% e 12 IBUs.

Recentemente, a marca Black Princess lançou – em edição limitada – o seu primeiro rótulo produzido com lúpulos brasileiros, a Black Princess Braza Hops.

Ao todo, a linha Black Princess conta com os seguintes rótulos fixos: Gold (Premium American Lager), Dark (Dark American Lager), Let´s Hop (English IPA), Miss Blonde (Blonde Ale), Back To The Red (Red Lager) e Doctor Weiss (Kristall Weizen). Para mais informações, acesse www.cervejablackprincess.com.br.

Wäls é eleita “Melhor Cervejaria do Mundo” no International Beer Challenge

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A Wäls foi eleita a “Melhor Cervejaria do Mundo” no International Beer Challenge (IBC). Além do grande prêmio, a marca de Belo Horizonte conquistou 8 medalhas de ouro, 7 de prata e 14 de bronze na 24ª edição da competição, que foi realizada em Londres, na Inglaterra.

Em 2020, o IBC distribuiu 397 medalhas – 62 de ouro, 148 de prata e 187 de bronze – e contou com 500 rótulos degustados de 30 países, incluindo nações com longa tradição no setor como Reino Unido, Alemanha, Bélgica e Estados Unidos, além de novos mercados como Chile, Bielorrússia, Mianmar e Coreia do Sul. E o grande destaque acabou sendo a Wäls.

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“Somos inquietos na arte de ousar, inventar e criar novas experiências ao paladar do consumidor cervejeiro. Para nós a cerveja é uma grande fonte de alegria e os prêmios certificam o nosso esforço em produzir sempre com os melhores ingredientes, sem deixar de lado a ligação com a nossa origem”, celebra Carol Ventura, gerente de marketing da Wäls.

A marca mineira tem conquistado um grande espaço no mercado cervejeiro mundial nos últimos anos e vem colecionando algumas das principais premiações em concursos internacionais.

Anteriormente, a Wäls havia recebido medalhas em premiações como World Beer Cup, World Beer Awards, Concurso Brasileiro de Cerveja, South Beer Cup, Mondial de La Biére, International Beer Competition, Internacional Beer Challenge, Copa Cervezas de América, Festival Brasileiro da Cerveja, Brussels Beer Challenge e Aro Rojo.

IBC 2020
Por conta da pandemia da Covid-19, o julgamento do concurso neste ano foi realizado remotamente. Jeff Evans, presidente do IBC, explicou que as degustações foram feitas às cegas, como nos anos anteriores.

“O formato do IBC realmente se presta a esta forma de julgamento, pois é tudo baseado em discussão. Como em um ano ‘normal’, equipes de jurados – uma mistura de cervejeiros, varejistas, sommeliers de cerveja e escritores – foram capazes de provar as mesmas cervejas e depois trocar suas opiniões, cara a cara, com a única diferença que que estavam online”, conta Evans.

Após a rodada inicial de julgamento, as cervejas medalhistas de ouro foram testadas novamente pelos jurados sênior para, então, decidirem os vencedores.

Já a “Cerveja Campeã Suprema” do IBC foi, pela primeira vez, um rótulo sem álcool ou com baixo teor: a a Free Way IPA, da Athletic Brewing Co. Essa cerveja norte-americana possui apenas 0,4% de graduação alcoólica.

Além de reconhecer as melhores cervejas, o evento também nomeia as varejistas e distribuidoras de maior sucesso. Os prêmios do concurso são definidos pelo acúmulo de medalhas, com cada uma rendendo uma pontuação. E foi assim que a Wäls acabou sendo escolhida a melhor do mundo na edição 2020 do IBC.

Ambev priorizará aumento das vendas ao lucro mesmo após pandemia, diz análise

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Aumento do volume de vendas e ampliação da participação no mercado. Essa continuará sendo a estratégia da Ambev mesmo ao fim da pandemia do coronavírus, de acordo com análise do Credit Suisse. Na avaliação do banco de investimento, assim, a gigante do segmento de bebidas deixará a busca por maiores margens de lucro em segundo plano.

Essa estratégia já vinha sendo adotada pela Ambev durante a pandemia. Por conta disso, adiou o aumento dos preços das suas cervejas, uma estratégia que foi adotada primeiramente pela Heineken, a sua principal concorrente no mercado nacional.

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Analista do Credit Suisse, Marcella Recchia enxerga semelhança com uma estratégia da AB InBev – a controladora da Ambev no Brasil – em um passado recente no México. Por lá, a empresa aproveitou o aumento do consumo de cerveja pela população, com a elevação do preço da bebida se dando abaixo do nível da inflação. “Já testemunhamos a Anheuser-Busch InBev (AB InBev) conduzindo com sucesso essa estratégia no México”, afirma Marcella.

A estratégia comercial foi vista, anteriormente, como uma das principais razões ao crescimento de 25,4% no volume de venda de cervejas no Brasil no terceiro trimestre de 2020, no comparativo ao mesmo período do ano passado, chegando aos 21,8 milhões de hectolitros, de acordo com o balanço divulgado pela companhia em outubro.

Em sua análise para o Credit Suisse, Marcella também destaca que a margem de lucro da venda da Ambev aumentará a partir da recuperação da venda das garrafas não retornáveis, algo que está muito vinculado com a reabertura de bares e restaurantes, que tem ocorrido paulatinamente, mas também com a realização de eventos, o que ainda parece um cenário distante para o Brasil.

Porém, há fatores que pressionam a Ambev no país, especialmente o aumento do preço de commodities, como o alumínio, causado pela desvalorização do real frente ao dólar, adversidade que deverá ser mantida em 2021.

De qualquer forma, em sua análise, o Credit Suisse também apontou que há outras questões conjunturais que devem favorecer a Ambev nos próximos meses, incluindo o fim do acordo da Heineken com a engarrafadora Coca-Cola Femsa para distribuição das suas bebidas.

“Em última análise, a saída da Heineken do sistema Coca-Cola de distribuição, a partir de 22 de março, também poderia favorecer a Ambev em uma possível interrupção do fornecimento do concorrente”, avalia a análise do banco de investimento suíço.

Assim, o Credit Suisse recomenda a compra de ações da Ambev e define o preço-alvo de R$ 18. O papel fechou o pregão da última segunda-feira na Bolsa de Valores de São Paulo cotado a R$ 15,36. Haveria espaço, portanto, para uma valorização de mais de 17%.