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Verallia oferece embalagens personalizadas para parceiros atraírem o consumidor

A acirrada disputa pelo consumidor demanda diferentes estratégias para as empresas. No setor cervejeiro, além da óbvia necessidade da qualidade e excelência da bebida produzida, é necessário conquistar o público por sensações que vão muito além do paladar e, inclusive, o antecedem. O principal desafio envolve a atração e retenção da atenção, algo que passa diretamente pela apresentação de uma embalagem diferenciada e pode ser obtido a partir da sua personalização.

A conquista do olhar do consumidor em um ponto de venda com diferentes opções envolve a aplicação de pinturas especiais, a decoração de rótulo ou o uso de efeitos artísticos no próprio corpo da garrafa. São estratégias que podem despertar no público o desejo de consumir aquela bebida em detrimento de outra.

Essa visão de que um produto visualmente diferenciado pode se destacar em relação a outros permeia as ações da Verallia. Por isso, a fabricante de embalagem tem investido na personalização dos produtos a serem oferecidos aos clientes.

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Para tornar isso possível, além da disponibilização das embalagens, a empresa vem buscando atuar em parceria com outros atores importantes do seu segmento, como fornecedores, estúdios de design e fabricantes de tampas. E, na avaliação da Verallia, essa união minimiza o trabalho das cervejarias, que podem concentrar suas ações com menos fornecedores.

“São parceiros que estão aptos a atender ao mercado. O cliente não quer perder tempo buscando fornecedores de tampa ou de rótulo. Se fizermos isso, ele ficará bastante satisfeito, vai poder dedicar-se exclusivamente a cuidar da qualidade da bebida que produz”, afirma Riccardo Mosconi, gerente de contas do segmento de cervejas da Verallia.

A atuação em parceria também permitiu a possibilidade de a fabricante de embalagens oferecer linhas de garrafas consideradas premium para cervejarias. É o caso da Selective Line, com design exclusivo e adequado às características do produto, além de um forte apelo visual.

“As garrafas da Selective Line saem do lugar comum quando o assunto é design e, para o segmento cervejeiro, estão disponíveis nas cores canelle e dark amber. Elegantes e criativas, as embalagens são o primeiro passo para conquistar o consumidor. Os modelos Celeste, Alienor e Paris de 330 ml são os preferidos das cervejarias artesanais, que buscam sofisticação e valor em seus produtos”, assegura Mosconi.

Mas a variedade de opções para a preuminização de produtos permite a escolha por outras embalagens. Foi, por exemplo, o que se deu com a Cervejaria Cozalinda. A partir de sugestões de colegas da indústria do vinho, ela vem adotando garrafas da linha de espumantes da Verallia para a sua produção.

“Selecionamos as garrafas da Verallia para envasar nossas cervejas exatamente pela qualidade das embalagens. Como trabalhamos com produtos que podem ter pressões comparáveis aos espumantes, precisamos de garrafas que aguentem a pressão e o tempo, já que todas nossas cervejas são de guarda. Sem falar que vendemos para locais muito distantes e enfrentam todo tipo de transporte, ou seja, precisam ser resistentes. E a Verallia tem tradição e a confiança do ramo, foi o que levou a gente a comprar”, destaca Diego Simão Rzatki, sócio cofundador, cervejeiro e blender da Cozalinda.

Ou seja, a cervejaria fez uma escolha que até pode ser considerada pouco usual, por ser mais aproveitada para o envase de outras bebidas. Mas ela coincidiu com um dos conceitos que une as marcas artesanais e esse tipo de embalagem: a busca pelo fornecimento de um produto exclusivo, a partir da sua personalização.

“Nosso objetivo é oferecer aos clientes ideias significativas e diferenciadas para atender a um mercado que para eles é novo, ajudando no posicionamento de suas marcas no desejado segmento de produtos premium”, conclui Mosconi.

Saiba mais sobre a Verallia em nossa página do Guia do Mercado

Consultada pela reportagem do Guia, a equipe da Verallia apontou nove técnicas para personalização de garrafas de vidro. Confira.

1 – Pintura
Reprodução de imagens por impressão digital, o que permite obter uma alta qualidade fotográfica.

2 – Hot Stamping
Transferência do papel metalizado à superfície do vidro para obter metálicos foscos ou brilhantes.

3 Fluorescência
Transparentes à luz do dia, as garrafas tornam-se fluorescentes sob o efeito da luz negra (UV).

4 – Satinage
Imersão em banho de ácido que confere à garrafa um aspecto fosco glacial.

5 – Decalque
Transferência de imagem por decalque em todas as cores e por toda a dimensão da garrafa.

6 – Inserção
Inserção de acessórios ou joias que dão um toque sofisticado à garrafa de vidro.

7 – Serigrafia
Impressão com estêncil cor a cor com distintas matérias-primas, tais como tinta, esmalte ou metais preciosos.

8 – Lacagem
Projeção de laca, podendo ser total, parcial ou degradê, obtendo uma grande variedade de efeitos com opções ilimitadas de cores.

9 Gravura
Múltiplas possibilidades de relevo no interior e exterior da garrafa de vidro, tornando-a única tanto ao olhar quanto ao toque.

Com sócios indiciados, Backer reabre brewpub; “Não há outra opção”, alega marca

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O Templo Cervejeiro, brewpub da Backer, reabriu as portas. A volta da operação do espaço da cervejaria em Belo Horizonte ocorreu no último sábado, apenas um dia após a Justiça de Minas Gerais confirmar o recebimento de denúncia contra sócios e funcionários da marca, tornando-os réus em função da contaminação de rótulos que provocaram a morte de dez pessoas.

A fábrica da Backer segue interditada em função do processo que investiga a contaminação dos rótulos da cervejaria, impedindo a fabricação de bebidas no local. Mas o retorno da operação do Templo Cervejeiro é lícito, já que o alvará do restaurante está regular.

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Segundo informações da imprensa mineira, para a reabertura do brewpub, a cerveja comercializada pela Backer no local veio da parceria com a Cervejaria Germânia, de Vinhedo, que não se pronunciou sobre o assunto.

Em suas redes sociais, a Backer confirma a reabertura e a volta da operação do seu brewpub, mas nega que a retomada das atividades tenha ocorrido com uma “festa de lançamento” de um novo rótulo da Capitão Senra, uma das cervejas que eram produzidas pela empresa.

“A reabertura do Templo Cervejeiro advém do respeito da Backer a todos os requisitos e condições legais de funcionamento”, afirma a cervejaria em publicação no seu perfil no Instagram, defendendo que a retomada das atividades será vital para viabilizar a sua sobrevivência financeira com o intuito, inclusive, de indenizar as vítimas da contaminação dos rótulos.

“Recursos depositados à disposição da Justiça já estão sendo liberados há alguns meses para as vítimas, através dos seus advogados, pelo MM. Juiz responsável pelo processo, desde que preenchidos determinados requisitos estabelecidos pela própria justiça. Para que tal situação possa prosseguir, nós precisamos retornar com os nossos serviços e produtos. Não há outra opção”, acrescenta a Backer em sua nota oficial.

A cervejaria afirma, ainda, que pretende seguir com as atividades e assegura que respeita todas as vítimas do consumo das cervejas contaminadas, além de lamentar todos os casos de intoxicação, revelados a partir do início deste ano.

“Reabrimos sim, e o público que sempre nos prestigiou compareceu em bom número, graças a Deus. O ambiente de descontração de um bar e restaurante não pode ser confundido jamais como uma festa. Não deixamos de sentir muita dor pelo o que ocorreu, mas entendemos que a única forma de poder ajudar é continuarmos com as nossas atividades, e assim faremos”, conclui a cervejaria.

Na última sexta-feira, o juiz da 2ª Vara Criminal de Belo Horizonte, Haroldo André Toscano de Oliveira, recebeu a denúncia contra sócios e funcionários da Backer e tornou 11 pessoas rés no processo que investiga a contaminação de cervejas da marca com o produto tóxico dietilenoglicol.

Entre os denunciados pelo Ministério Público de Minas Gerais e agora réus, dez são investigados pela participação na adulteração de bebidas alcoólicas, sendo um 11º por falso testemunho. Na relação, estão incluídos os três sócios da Backer.

Relembre o caso
Em janeiro, vários consumidores foram internados com sintomas de intoxicação, desenvolvendo a síndrome nefroneural após ingestão da cerveja Belorizontina, o principal rótulo da Backer. Com o início da investigação, a perícia realizada constatou vazamento em um tanque e diversos outros focos de contaminação.

Em agosto, a Backer havia anunciado ter iniciado um processo de reparação para as famílias das vítimas. A fabricante mineira tinha contratado a Câmara de Conciliação e Mediação Satisfactio, empresa privada e especializada na solução de conflitos.

7 lançamentos de cervejas artesanais brasileiras em outubro

O mês de outubro trouxe muitos lançamentos de cervejas artesanais. A Oca chegou com uma linha especial de cervejas com lúpulos terroir trazidos pela Hops Company, enquanto a Barco relançou a Witória, agora tendo abacaxi na receita – e ainda apresentou uma Brazilian IPA Tangerina.

Já a Landel trouxe uma Smoked Lager que faz parte da linha LAB, a Blumenau lançou o projeto Mestres do Tempo e a ZEV reformulou a sua Witbier. A Cruls, por fim, criou uma IPA com inspiração inglesa infusionada com um chá. Confira mais sobre os lançamentos.

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Barco
Uma das marcas da Cervejaria Santa Catarina, a Barco relançou a Witória, sua Witbier que havia sido descontinuada em 2018. Ela volta para as prateleiras com um ingrediente extra: o abacaxi. A fruta se junta com o coentro e a casca de laranja com uma pitada de limão siciliano. O resultado é uma versão brasileira do tradicional estilo belga com alto drinkability e 4,9% de graduação alcoólica, além de 12 IBUs.

A Barco também apresentou outra novidade, uma Brazilian IPA Tangerina. O rótulo integra a linha Brazilian IPA, que tem o propósito de incluir frutas em suas receitas – as outras opções já lançadas são com manga e com goiaba. O resultado é uma cerveja de cor âmbar, aroma e sabores intensos com notas de frutas cítricas e tropicais junto das notas de tangerina. No paladar, possui notas de frutas tropicais trazendo refrescância. E o amargor é médio-alto.

Blumenau
Completando cinco anos em 2020, a Cerveja Blumenau celebra o aniversário com o lançamento do projeto Mestres do Tempo. A iniciativa traz ao mercado produtos fermentados e maturados na adega de barris de madeira da marca. O primeiro rótulo é o Bodas de Blumenau, uma Wild Ale produzida utilizando o método Gueuze a partir do blend de três deles: uma base Hazy IPA maturada por quatro meses em um barril argentino usado para envelhecer um vinho Sauvignon Blanc e duas Belgian Blonde Ale envelhecidas em barris da Serra Gaúcha usados para Chardonnay (oito meses) e Moscato (12 meses). Com 7,5% de teor alcoólico, a novidade chega em edição limitada de 1,5 mil garrafas numeradas, em uma caixa especial com uma taça de cristal. 

Cruls
A cervejaria Cruls lançou a Revelia Praliné, rótulo com inspiração inglesa infusionado com o chá Praliné da Tea Shop, marca internacional especializada em chás artesanais. Trata-se de uma IPA de base inglesa, com maltes especiais realçados pela infusão do chá que traz notas de caramelo e biscoito que passam por avelã, baunilha e chegam a notas de cumaru. A cerveja está disponível em lata de 473ml e tem 5,5% de graduação alcoólica. Pode ser encontrada no site da Cruls e, em breve, nas lojas da rede Tea Shop de todo Brasil.

Landel 
A Landel incluiu em uma das suas torneiras a LAB #BBQ, uma Smoked Lager refrescante, com 4,5% de graduação alcoólica e um toque defumado. O rótulo faz parte da linha LAB da empresa de Campinas, conhecida por oferecer cervejas produzidas em pequenas escalas. 

Oca
A Oca Cervejaria anunciou o lançamento da linha especial de cervejas com lúpulos terroir trazidos pela Hops Company, fornecedora de lúpulos selecionados diretamente das fazendas, aproximando os produtores das cervejarias. Entre os lúpulos selecionados para a serie exclusiva está o HORT 4337, nunca utilizado em receitas brasileiras, direto da fazenda NZHops; o Strata, que vem da Indie Hops, localizada no Oregon; e Nelson Sauvin, da fazenda Hops Revolution.

ZEV
A Cervejaria ZEV, de Suzano, resolveu mudar a receita de um dos seus rótulos mais procurados e vendidos. Assim, a ZEV Witbier foi totalmente reformulada, teve aumento do IBU e passou a contar com 4,8% de graduação alcoólica. O rótulo ainda teve adição de semente de coentro, casca de laranja, suco de laranja e limão siciliano – o que permanece da receita original é a casca de limão siciliano e o gengibre. A novidade, que já está disponível em latas de 437ml e chope, pode ser encontrada nos pontos de venda especializados.

Heineken fecha parcerias para ampliar comunicação com público das periferias

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A Heineken quer ampliar sua presença e se comunicar melhor com o público das periferias do país. Para isso, a marca aposta em abordagens sobre o consumo consciente de álcool e a democratização do conhecimento, como anunciado recentemente nas parcerias com a produtora Laboratório Fantasma, o Instituto da Cerveja Brasil (ICB) e Leandro Sequelle, educador social e fundador da Graja Beer.

Ao mesmo tempo em que a cervejaria renovou sua parceria com a Laboratório Fantasma, tendo lançado um podcast no qual convida o público a refletir sobre o equilíbrio entre a vida e o uso de álcool, em outra iniciativa, com o ICB e Sequelle, vai dar início em novembro deste ano a um projeto de capacitação cervejeira para moradores das comunidades mais vulneráveis.

O objetivo do Programa de Capacitação Cervejeira da Heineken com o ICB e Sequelle é fazer do conhecimento uma porta de entrada para as oportunidades de emprego no setor para moradores das periferias.

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O programa prevê que até 2023 sejam formadas mais de 30 turmas. A inaugural, que também será o piloto do projeto, acontecerá no próximo mês, nas instalações da Graja Beer, cervejaria do Grajaú, na zona sul de São Paulo, conhecida como “cerveja da quebrada”.

“Acreditamos que por ser uma bebida tão popular e democrática, a cerveja tem o poder de contribuir igualmente para a melhoria da sociedade e das relações humanas. Nosso projeto une educação cervejeira, comunidade, alegria, diversidade e a potência de um novo amanhã. A parceria Heineken, ICB e Graja Beer celebra o melhor do nosso mercado cervejeiro e o melhor do nosso povo”, destaca Sequelle, que será curador técnico e comunitário do projeto.

Thais dos Santos, gerente de comunicação corporativa do Grupo Heineken no Brasil, ressalta como a empresa vê a cerveja como um elemento de conexão. Assim, quer contribuir para o crescimento socioeconômico do país, em especial dos moradores das periferias.

“A possibilidade de fazer isso de forma colaborativa com a Graja Beer, que está totalmente inserida nesse contexto, torna o processo ainda mais especial e alinhado com a forma como atuamos no país”, aponta a gerente da Heieken.

O programa de capacitação cervejeira é gratuito e tem duração de três dias, totalizando 20 horas de aulas presenciais. Os pré-requisitos para se inscrever são: ter mais de 18 anos, ser alfabetizado e se interessar pelo universo da cerveja. Para contribuir com o aumento da representatividade feminina no setor e com a independência financeira igualitária, 50% das vagas serão destinadas às mulheres das comunidades.

A grade de conteúdo abordará conhecimento sobre a cerveja, a cadeia, o mercado e a formação em serviços do setor para atuação em bares e restaurantes. Ao final, os alunos serão avaliados e receberão um certificado de que estão aptos a atuar como vendedores, promotores, garçons e chopeiros, entre outras atividades.

No Grajaú, os participantes serão selecionados pelo curador e ainda irão avaliar o conteúdo do curso. Em 2021, a iniciativa passará por dez comunidades de cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Fortaleza.

Day After Project
Em outra iniciativa que deve atingir o público das periferias, a Heineken abordará a relação da sociedade com o uso do álcool, através da plataforma Day After Project.

A ação acontece com o apoio da Laboratório Fantasma, sendo disponibilizada no formato de podcast. A produção e mediação do canal é do cantor, compositor e empresário Fióti – também CEO da Laboratório Fantasma – e de Ricardo Terto, produtor de podcasts e escritor.

Para Fióti, a parceria – que resultou no lançamento da música Quero Te Ver Bem Amanhã, em 2019 – marca o sucesso de mais uma etapa do negócio. “As marcas e os meios de comunicação precisam ter iniciativas como esse podcast e projetos que ampliem a conversa a respeito desse assunto. É importante que as pessoas estejam bem e consigam ter equilíbrio em sua vida, e não dependerem apenas de bebidas alcoólicas para se sentirem felizes.”

Já Mauro Homem, diretor de comunicação corporativa do Grupo Heineken no Brasil, acrescenta que o Day After Project tem como proposta se conectar com o público de maneira significativa “e, desde o seu lançamento, buscamos formatos e canais que permitam uma aproximação genuína, principalmente com os jovens”.

Te Vejo Amanhã
Um dos resultados do projeto é a série Te Vejo Amanhã, lançada no Spotify, YouTube, Google Podcasts e Apple Podcasts, entre outras plataformas. Com o tema “Eu bebo sim, mas será que estou vivendo?”, o primeiro episódio contou com a participação de Nicole Balestro, relações públicas, empresária, produtora e diretora artística, em um bate-papo franco sobre como a bebida fez e faz parte da sua rotina.

Os outros dois episódios foram lançados nos dias 12 e 19, sendo intitulados “Mas ninguém vê os tombos que eu levo” e “Nos olhos dos outros é refresco”, respectivamente. Tem participação da cantora e compositora MC Carol, do rapper e empresário Rashid e de Veronica Oliveira, “inspiradora digital”.

Além da série de podcasts, a Heineken trabalha em ativações e conteúdos nas suas páginas no Instagram e Facebook, além da página da plataforma Day After Project no LinkedIn, o que inclui artigos de especialistas em nutrição e comportamento.

Carlsberg adquire cervejaria fundada em 1436 e marco da Alemanha Oriental

O grupo Carlsberg firmou um acordo para adquirir uma das cervejarias mais antigas do mundo, a Wernesgrüner Brauerei. A marca, que leva o nome de uma vila na região da Saxônia, na Alemanha, foi fundada em 1436 e fazia parte do Bitburger Braugruppe, que agora selou um acordo de venda com o conglomerado dinamarquês.

A Wernesgrüner foi uma das primeiras cervejarias a ter distribuição nacional no país, sendo estatizada após a Segunda Guerra Mundial. Além disso, era uma das marcas servidas nos eventos oficiais da antiga Alemanha Oriental. Posteriormente, após a queda da Cortina de Ferro e a reunificação do país, passou por diferentes mãos até ser adquirida pelo grupo cervejeiro Bitburger em 2002.

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Em sua trajetória, a Wernesgrüner passou por altos e baixos. A sua Pilsen chegou a ter status de rótulo cult, até pela escassez dos tempos socialistas. Mas, ainda que nunca tenha perdido a condição de marca premium, viu sua presença no mercado retrair. No ano passado, foram vendidos 500 mil hectolitros pela cervejaria. E ela teve receita de 31 milhões de euros (aproximadamente R$ 205 milhões).

Agora, então, a Wernesgrüner foi adquirida pela Carlsberg, um dos maiores grupos cervejeiros do mundo. “A aquisição da Cervejaria Wernesgrüner fortalecerá nossa posição em regiões centrais do norte e leste da Alemanha. Teremos de oferecer um portfólio mais forte aos nossos clientes, e a aquisição trará benefícios consideráveis ​​tanto na produção quanto na logística”, afirma Cees ’t Hart, CEO do grupo Carlsberg.

A conclusão da transação está prevista para 1º de janeiro de 2021, dependendo do aval dos órgãos reguladores da Alemanha. E, de acordo com comunicado divulgado pelo Bitburger, a promessa da Carlsberg de não só assumir a operação da fábrica, mas também de investir no crescimento da marca, pesou para que a proposta de aquisição fosse aceita.

“Estamos satisfeitos por termos encontrado um parceiro na Carlsberg da Alemanha, que não só deseja assumir a fábrica em Wernesgrün, mas também pretende expandir sua capacidade a longo prazo e de forma sustentável”, destaca Axel Dahm, porta-voz do grupo Bitburger.

Dia das Bruxas: Doutor Duranz lançará cerveja de abóbora para celebrar data

A Doutor Duranz, marca de Petrópolis, vai lançar em 29 de outubro uma cerveja de abóbora para celebrar o Dia das Bruxas, popularmente conhecido como Halloween. O rótulo será uma Pumpkin Ale, com 6,5% de teor alcoólico e 23 IBUs.

Integrante da Rota Cervejeira RJ, a marca vai oferecer ao público uma bebida elaborada com duas variedades de abóbora, além de pimenta da Jamaica, canela, gengibre, cravo da índia e noz moscada para “temperar a cerveja”, segundo explicaram os “alquimistas” da Duranz.

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A cerveja do estilo Pumpkin Ale foi originalmente criada nos Estados Unidos, tendo o objetivo de substituir parte do malte pelo adocicado da abóbora. Atualmente, é amplamente produzida por diversas cervejarias.

No Brasil, o Dia das Bruxas é comemorado em 31 de outubro, mas a tradição não é tão forte quando comparada a países como Estados Unidos e Canadá, onde, entre os gritos de “travessuras e gostosuras”, crianças com fantasias “assustadoras” costumam sair de porta em porta para ganhar doces.

Ingrediente principal da novidade da Doutor Duranz, a abóbora também é um elemento central na data. Já sobre a escolha deste legume como uma das principais identificações envolvendo o Dia das Bruxas, existem diferentes versões.

Há quem diga que seu uso remeta à adaptação da lenda de Jack-O’-Lantern, um espírito amaldiçoado de um homem que teria morrido de tanto beber. E, desde então, passou a usar nabos para iluminar sua alma penada que vaga entre o céu e o inferno. Como uma das versões diz que a festa teve origem na Irlanda, na adaptação da festividade, os norte-americanos substituíram o nabo pelas abóboras.

A Doutor Duranz vai vender a sua Pumpkin Ale em growlers que podem ser comprados diretamente na loja de fábrica, em Petrópolis, ou pelo sistema de delivery.

Premiação vai reconhecer as três melhores latas de alumínio de cerveja do Brasil

Uma parceria entre a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) e a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio para Bebidas (Abralatas) vai reconhecer com um prêmio as melhores marcas, agências e designers que atuam com latas de alumínio para bebidas no país.

O Prêmio Design na Lata quer valorizar o trabalho dos profissionais sobre tais embalagens ao incentivar a criatividade e o conhecimento técnico na produção de latas para cervejas. Serão contemplados três vencedores através de uma competição que envolve avaliações técnicas e voto popular.

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A criação do prêmio se deu em um contexto de aumento da demanda por cervejas em lata. Essa maior procura ocorreu porque a pandemia do coronavírus tornou o consumo de cerveja mais residencial, ampliando a busca por latas. Esse formato possui mais saída em supermercados para o consumo doméstico, enquanto as garrafas são mais destinadas a bares e restaurantes, que ficaram por longo período fechados.

A premiação é dividida em duas etapas. A primeira é online, com as cervejarias enviando imagens do rótulo criado no ato da inscrição. O prazo para preenchimento das informações e envio das artes se encerra na próxima sexta-feira. 

Esses rótulos serão, posteriormente, analisados com base em critérios técnicos e éticos por uma comissão da Abracerva. Em seguida, passam pela avaliação de profissionais de publicidade, visual, merchandising e design. 

Os 15 classificados avançam para a segunda etapa, que inclui o envio de amostras físicas do material para a sede da Abracerva, em Brasília. A entidade fará a distribuição das latas para os jurados.

Voto popular
A partir de 6 de novembro, os consumidores também podem escolher as suas latas de alumínio favoritas entre as finalistas por meio de uma votação popular no site da premiação. O resultado será divulgado em 14 de dezembro, juntamente com os vencedores da análise técnica.

Os três rótulos que receberem maiores pontuações da banca de profissionais e do júri popular serão escolhidos seguindo critérios técnicos, éticos e de criatividade, beleza estética, adequação ao produto e clareza na comunicação. E receberão diplomas de acordo com a classificação, dividida em prêmio ouro, prata e bronze.

De acordo com os organizadores, podem participar marcas de todo o país que tenham produtos registrados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, fabricados e comercializados em território nacional, disponibilizados para venda até a data final de inscrição do concurso.

Código de ética e ampliação do diálogo: Os passos iniciais da “nova” Abracerva

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Eleita na última quinta-feira, a nova diretoria da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) começou a articular as primeiras iniciativas dos seus dois anos de mandato. E elas passam por duas vertentes nesse momento: concluir o processo de implementação do código de ética da entidade e ampliar o diálogo e as conversas com os associados, as suas regionais e os demais atores do setor, incluindo os componentes da chapa derrotada na recente votação.

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A ideia da gestão eleita é iniciar, já nesta semana, o diálogo com todos os associados da Abracerva para entender as diferentes demandas do segmento. Essa ação também permitirá que a diretoria entenda quais temas das propostas da gestão devem ser priorizados nos passos iniciais do mandato.

“Em paralelo com a finalização do código de ética e da criação do comitê e da ouvidoria que dele derivam, já a partir do começo da semana entraremos em contato com cada um dos associados, adimplentes ou não, para discutir o programa que apresentamos e entender mais sobre a perspectiva de cada um. Entre todos os conselheiros e colaboradores, falaremos com um por um dos quase 800 associados que compõem o quadro da Abracerva enquanto convertemos nosso programa em planejamento”, detalha a nova gestão da Abracerva à reportagem do Guia.

Essas conversas também devem ajudar na implementação de uma das propostas mais importantes do programa da Maturação, a chapa eleita da “nova” Abracerva: a criação de núcleos. A ideia, de acordo com o programa apresentado antes da eleição, é ampliar as atividades do núcleo de diversidade e criar vários outros, como os de tributação, negócios e acadêmico. Assim, a articulação com os associados ajudará, inclusive, a encontrar profissionais capazes e interessados em contribuir com os diferentes eixos de atuação da entidade.

“Além de ser algo sem precedentes na história da associação, temos certeza que a abordagem nos ajudará a uma melhor priorização dos pontos do programa e também servirá para a captação de colaboradores para os diferentes núcleos que estão sendo criados”, explica a diretoria.

Ainda em busca do reforço do diálogo, os novos gestores da Abracerva também estão preocupados em aumentar o contato com as suas regionais. A ampliação das conversas se dará pela visão de que a entidade precisa aprofundar as ações locais, reforçando a sua presença nos diferentes estados.

“Com o mesmo propósito, estaremos articulando com as regionais existentes para fazer ajustes necessários no planejamento e nas entregas da Nacional para um trabalho mais potente em cada estado. Vamos convocar reunião com as diretorias de todas as regionais existentes para marcar o começo de um período de aprofundamento do diálogo e de uma territorialização verdadeira do trabalho da nossa associação”, acrescenta a diretoria recém-eleita.

Em paralelo a esses diálogos, o Código de Ética da Abracerva será colocado em prática na próxima semana. Afinal, após ter o seu texto básico revelado em agosto, a associação colheu durante um mês contribuições ao material que vai nortear decisões futuras da associação. Agora, em 27 de outubro, realizará uma Assembleia Geral Extraordinária para votação e implementação do documento, além do estabelecimento de um comitê de ética e de uma ouvidoria.

A eleição
Realizada na última quinta, a eleição concluiu um processo iniciado fora do planejamento da associação. Afinal, a votação foi convocada após a renúncia de Carlo Lapolli à presidência da Abracerva, ocorrida no início de setembro, na sequência da divulgação de mensagens de teor preconceituoso escritas por ele em um grupo de WhatsApp. Além dele, renunciaram todos os demais membros da sua diretoria.

“O processo eleitoral acabou sendo realizado em um tempo curto justamente em virtude de não ter sido planejado, o que dificultou um pouco que se fizesse um grande e necessário debate entre associados sobre os fatos que desencadearam a renúncia da diretoria anterior. Como articulação, a gente se apoiou muito em relacionamentos prévios entre os integrantes do conselho recém-eleito e o reconhecimento de profissionais destacados do mercado para construir um grupo coeso”, aponta a diretoria recém-eleita.

Para derrotar a Colegiado Cervejeiro, a Chapa da Maturação recebeu 72% dos votos dos associados participantes da Asssembleia Geral. E definiu Nadhine França para assumir a presidência executiva da Abracerva, cargo que passou a exercer interinamente após a renúncia de Lapolli.

Além disso, Marcelo Paixão, da Verace, ocupará a coordenação do Conselho da Abracerva. Já o beer sommelier Jayro Pinto foi designado como novo tesoureiro da associação. E Ugo Todde, da Dümf, vai ser o secretário durante o período do mandato.

Ao contrário de eleições anteriores, essa foi a primeira em que a diretoria da Abracerva foi definida com uma disputa entre chapas. Um processo visto pela nova gestão como enriquecedor para o segmento cervejeiro, dando aos associados a possibilidade de optar pelo que consideram melhor para o futuro da entidade e do setor.

“Celebramos muito que, pela primeira vez na história da associação, tenhamos tido um pleito que não fosse decidido por aclamação. Foi muito rico que haja podido acontecer um debate e que tenhamos tido dois programas para que o associado pudesse refletir sobre a realidade e o futuro da Abracerva. É nosso compromisso agora buscar aproximação com os integrantes da Chapa 1, nossos colegas de setor e, sobretudo, pessoas dispostas a – como nós – dedicar voluntariamente seu tempo em prol do crescimento do mercado da cerveja”, conclui a nova gestão da Abracerva.

Menu Degustação: Bohemia na volta aos bares, Oktober da Soma, estágios…

A semana cervejeira teve iniciativas envolvendo o retorno aos bares – de modo seguro. A Bohemia, por exemplo, preparou uma ação chamada Voltadeira, com a participação do cantor Gusttavo Lima, na qual promete bancar a primeira cerveja dos clientes. Já a Soma promoveu cinco dias de celebração da sua Oktoberfest, com encerramento neste domingo e lançamento de uma cerveja.

Dentro do contexto da pandemia, a Cervejaria Santa Catarina apresentou um balanço positivo: 60 mil litros de chope em growlers foram vendidos no período. E, na luta contra a Covid-19, a Firjan Sesi anunciou que o programa de testes de coronavírus para trabalhadores da indústria fluminense seguirá ativo até o fim do ano. Já para os estudantes, enquanto a Ambev revelou que estagiários gaúchos avançaram em desafio da empresa, a Heineken anunciou o início das inscrições para seu programa de estágio, agora sem exigência de inglês fluente e graduações específicas. Confira.

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Volta aos bares da Bohemia
Para impulsionar o retorno seguro dos cervejeiros aos bares, a Bohemia lançou a promoção Voltadeira Bohemia, iniciativa inédita que irá bancar a primeira garrafa da marca dos consumidores nessa volta aos estabelecimentos. A ação acontece em parceria com o aplicativo iti, do Itaú, e será embalada pela voz de Gusttavo Lima. “A música ‘De volta pro Aconchego’ foi uma forma que encontramos de expressar o nosso desejo de estarmos novamente juntos, em segurança, nos bares de todo o Brasil, para compartilhar bons momentos com os amigos”, diz Gustavo Saab, gerente de marketing da Bohemia. Os interessados devem ter mais de 18 anos, fazer um cadastro e convidar mais dois amigos. Na sequência, basta baixar o iti no celular e criar uma conta. Em até sete dias úteis, o valor da Bohemia (R$ 7,50) será creditado no saldo do app e o consumidor poderá aproveitar a cerveja no bar escolhido.

Oktober e rótulo da Soma
A Soma Cervejaria promove desde quarta-feira, em seu brewpub no bairro Moema, a sua Oktoberfest. A festa vai até este domingo e conta com decoração especial e pratos típicos. O brewpub criou um trio de salsichas dos tipos Schubling (suína defumada), Weisswurst (suína e bovina com salsa) e Cervelá (bovina defumada), que podem ser servidas em porções com batatas fritas, além de molho alemão Currywurst e mostarda escura. A marca também aproveitou o período para lançar um rótulo do estilo Festbier. De coloração dourada e tendo o sabor de malte evidenciado, a Soma Festbier tem 5,5% de graduação alcoólica e 20 IBUs. A bebida apresenta um leve dulçor, amargor médio-baixo e aroma remetendo a pão e cereais, com baixo aroma de lúpulo.

Growlers da Santa Catarina
Para se manter ativa durante a pandemia da Covid-19, que começou em meados de março, a Cervejaria Santa Catarina decidiu apostar nos growlers. Desde então, já vendeu mais de 60 mil litros de chope nas embalagens. “As vendas neste modelo eram tão baixas no mesmo período do ano passado que nem conseguimos fazer um comparativo justo”, comenta Laury von Mühlen, coordenador de marketing da cervejaria. A embalagem da Santa Catarina é feita em garrafas PET de 1,5l (em média) – representando, portanto, aproximadamente 40 mil pedidos. O sistema de venda já existia na marca, mas se fortaleceu durante o período da pandemia, principalmente no sistema drive-thru em pontos de venda parceiros, como no Vale do Itajaí e nas cidades próximas à fábrica, localizada em Forquilhinha.

Estágio da Heineken
O Grupo Heineken está com inscrições abertas para o seu programa de estágio. Estudantes com formação prevista entre dezembro de 2021 e dezembro de 2022 poderão se inscrever até 30 de outubro, no site da 99Jobs. A próxima edição terá o processo seletivo 100% on-line. A empresa busca garantir a diversidade no processo seletivo e, para isso, retirou alguns pré-requisitos de inscrição, como a língua inglesa e os cursos de graduação específicos, exceto áreas em que há essa exigência por lei. São 80 vagas, disponíveis para 10 áreas em 17 cidades do Brasil. “Estamos otimistas com o que está por vir e confiantes de que, se estivermos juntos e agindo de maneira genuína, conseguiremos representar a sociedade brasileira de alguma maneira aqui dentro do Grupo”, reforça Luana Moraes, gerente de recursos humanos da Heineken.

Estágio da Ambev
O projeto de estágios da Ambev deu a chance de estudantes gaúchos avançarem em processos seletivos na empresa. Ao vencer o projeto Ambev Desafia, o grupo se apresentou para a liderança da companhia e para a vice-presidente de relações com a sociedade da Ambev no Brasil, Carla Crippa. O grupo de estudantes gaúchos propôs a criação de uma liga de embaixadores em universidades e um programa de fidelidade. E, além da experiência de solucionar um case real e se apresentar para lideranças da Ambev, os vencedores vão avançar nos processos seletivos de estágio e trainee da companhia, sendo essa mais uma inovação que a cervejaria traz para seus processos seletivos. O projeto da Ambev teve 1.141 equipes inscritas, de 25 estados diferentes.

Testes da Covid na Firjan
A Firjan Sesi anunciou que o programa de testes de Covid-19 para trabalhadores da indústria fluminense vai acontecer até o fim do ano. Lançada no mês de abril em todo o estado do Rio, a iniciativa já realizou 30 mil exames em trabalhadores de todos os setores. Para micro e pequenas indústrias, com até 100 empregados, o serviço é oferecido de forma gratuita. Já para as demais empresas, os testes saem a preço de custo. Para médias indústrias, com até 500 empregados, o pagamento é de R$ 96 por teste; e, para grandes indústrias com mais de 500 empregados, o valor é de R$ 125. O serviço é executado pelo Centro de Inovação Sesi Higiene Ocupacional em parceria com a UFRJ. As solicitações podem ser feitas pelo link.

Balcão do Cervejoca: Marketing não é comunicação

Balcão do Cervejoca: Marketing não é comunicação

Marketing não é comunicação. Marketing é administração de recursos. Comunicação é mídia. Termos foram aplicados a ações de comunicação como sendo de marketing. Para desfazer o equívoco, é bom entender as diferenças, o que é um e o que é o outro.

Quando falamos marketing direto, queremos dizer que a comunicação é direta. A comunicação é digital, e não o marketing. Marketing vem da necessidade de se estudar o mercado, da adequação da sua capacidade de produção e o atendimento aos seus consumidores.

Se o momento é de pandemia, a necessidade de estudo do mercado é eminente. Da mesma forma que, de uma hora para outra, deixa-se de vender mais chapéus, discos de vinil, videocassetes, pagers e outros produtos, na pandemia não houve substituições – e sim restrições de acessos a serviços e produtos.

O que fazer? Onde? Como? Por quanto? Para quem? Eis o mistério da fé.

Como chegar lá
O marketing busca respostas de mercado. Quem compra o quê, por quanto, basicamente. A resposta dessa análise dirá o quanto de recursos será necessário. Entenda que são recursos para atender a demanda definida por você mesmo. Grande, pequena, rápida, estratégica, segmentada, interna, entre outras.

Primeiro saber onde quer ir para, depois, definir como chegar lá. Pode ser que não haja investimentos para se chegar no “lá”. Existem recursos físicos e tecnológicos disponíveis no momento? E há gente para fazer tudo isso? Onde vamos fabricar e estocar esta quantidade de produtos? Alguém pensou nas licenças e documentos legais para funcionar? Não desanime.

Faça tudo isso pensando em uma quantidade de vendas estimada, por um preço presumido e nos consumidores fiéis. Preciso realizar mil vendas semanais. E agora, José?

Cobertura, frequência, continuidade
Agora vem a comunicação. Levar ao conhecimento dos compradores potenciais que existe um produto que pode atender aos seus desejos e necessidades. Se irão ou não comprar, é outra coisa. Primeiro, vamos trabalhar três objetivos básicos de comunicação: cobertura, frequência e continuidade.

O objetivo de cobertura nada mais é do que determinar quantos dos consumidores potenciais precisarão ser atingidos pelo menos uma vez, para se chegar às mil vendas semanais. Tarefa: identificar quantos são os potenciais consumidores e definir o percentual deles a ser alcançado pela comunicação pelo menos uma vez, simples assim. Ou não. Perceba que a tarefa não é das mais fáceis, principalmente se o alvo for o de tomadores de cerveja. Crie filtros para segmentar região, sexo, faixa etária, classe social e tudo o que for importante para que a identificação seja a mais exata possível.

Alguns consumidores podem ser fiéis a outras marcas. Já pensou nisso? Você mesmo tem preferências já consolidadas por determinadas marcas. Imagine agora quantas vezes teremos que atingir este potencial consumidor para que ele aja no sentido de escolher o seu produto? Tarefa: determinar o número médio de vezes que o grupo de pessoas definido pela cobertura terá que ser atingido. Quanto maior o número médio, maior a necessidade de convencimento.

Último e mais importante objetivo: continuidade. O prazo para se atingir os objetivos anteriores define a continuidade, o tempo em que a comunicação irá durar e a expectativa de retorno.

Planejamento e estratégia
Já acabou? Ainda não. Agora vamos adequar comunicação aos objetivos de marketing, lembra dele? Não adiantará nada correr atrás de recursos se não houver quem compre, pelo preço justo, no tempo adequado e na quantidade necessária. Eis novamente o mistério da fé. Pela ordem: plano, planejamento e estratégia de comunicação.

Mais do que nunca, em tempos de pandemia, é necessário considerar as dificuldades do empreendimento e a necessidade de se trabalhar o mais importante recurso estratégico que temos em mãos: a informação. Pense e repense nos objetivos de comunicação e nas novas oportunidades para atender e criar novos mercados, necessidades e hábitos. Conheça seu consumidor. Invista.


Joaquim Campos, o Joca do Cervejoca, é executivo de contas da ForBeer – Feira para a Indústria da Cerveja