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INPI decide que Helles não é marca exclusiva e pode ser usada por cervejarias

Em importante capítulo da batalha judicial e técnica pelos direitos de utilização do nome Helles em rótulos de cervejarias, uma decisão do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) a favor da Bamberg selou, na última terça-feira, o caminho para o final do impasse com o desfecho mais lógico e esperado: a liberação do uso do termo por empresas com receitas desse estilo.

A manifestação do INPI negou o pedido de nulidade feito pela Cervejaria Fassbier – detentora do registro de Helles como marca no instituto – contra a utilização de “Raimundos Helles” como marca nominativa e marca mista por parte da Bamberg.

Com a decisão, fundamentada pela Lei de Propriedade Industrial, o INPI demonstra que o seu entendimento agora é de que, apesar de a Fassbier ser titular da “marca Helles”, ela não detém a exclusividade de uso, justamente por se tratar de nome de um estilo.

Ao indeferir a nulidade do pedido, o órgão fecha consideravelmente as portas para que cervejarias se apropriem de estilos, registrando-os como marcas. Afinal, a decisão abre precedente para solucionar de vez as polêmicas envolvendo o registro de nomes e ingredientes comuns pelas empresas do setor.

Segundo o advogado André Lopes, diretor jurídico da Associação Gaúcha de Microcervejarias, que solicitou ao órgão a priorização do julgamento do pedido, a notícia também pode ser importante para o desfecho de outro processo movido pela Fassbier, esse contra a Abadessa, que ainda aguarda julgamento em primeira instância.

“Fica entendido que o INPI considera que nenhuma cervejaria pode ter exclusividade de uso do nome de um estilo”, avalia ele. “A decisão final no caso da Abadessa ainda cabe ao juiz do caso, mas, a partir desse indeferimento, há um forte precedente.”

Ainda estão na fila do INPI as apreciações dos pedidos de nulidade dos registros de marca mista e marca nominativa da Cidade Imperial Petrópolis Helles.

Não são registráveis como marca: termo técnico usado na indústria, na ciência e na arte, que tenha relação com o produto ou serviço a distinguir;

Lei 9.279, Art. 124, Inciso XVIII

Longa disputa
O impasse jurídico surgiu de uma decisão de 2007, quando o INPI deu a titularidade da marca Helles à Fassbier. Mais de uma década depois, a cervejaria enviou notificações extrajudiciais a outras empresas – uma delas a Bamberg – pedindo que retirassem a palavra Helles (oficialmente uma marca registrada da Fassbier) dos rótulos e pagassem indenização a ela, por ser a proprietária do nome.

Em junho de 2019, a Fassbier ajuizou uma ação na Justiça de Caxias do Sul contra a Abadessa – e obteve liminar favorável, o que obrigou a empresa a paralisar as vendas de seu rótulo do estilo até dezembro, quando a decisão foi revertida.

Crise fará Ambev e Heineken disputarem mercado da Petrópolis, diz Bradesco BBI

A disputa e a concentração do mercado cervejeiro nacional entre Ambev e Heineken devem se intensificar nas próximas semanas. Essa é a previsão de um relatório do Bradesco BBI, diante da crise econômica provocada pela pandemia do coronavírus, que teria enfraquecido uma parcela que representa cerca de 20% do setor.

Na avaliação de Leandro Fontanesi, as cervejarias menores e o Grupo Petrópolis foram os mais afetados pelos efeitos financeiros advindos da Covid-19. Assim, ele não descarta nem mesmo a possibilidade de fusões e aquisições dentro do segmento em um futuro próximo.

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No material, intitulado O Império Contra-Ataca, o analista do Bradesco BBI destaca que a Ambev tem sofrido com o aumento da concorrência no mercado brasileiro, em função da aquisição da Brasil Kirin pela Heineken em 2017, dos investimentos realizados pela Petrópolis e do surgimento de marcas artesanais. Assim, ao fim de 2019, viu sua participação no mercado retrair 2,3% no ano, para 59,4%.

A crise do coronavírus, porém, paralisou investimentos da Petrópolis, que também colocou parcela relevante dos seus funcionários em férias. Além disso, reduziu a participação de marcas artesanais no setor. E tais dificuldades podem ser exploradas pela líder do segmento e sua principal concorrente.

“Agora pode haver uma janela de oportunidade para a Ambev recuperar parte desse terreno (embora provavelmente tenha que enfrentar a Heineken)”, aposta Fontanesi no relatório do Bradesco BBI.

“Isso porque, com a Covid-19, a Petrópolis parece ter adiado o lançamento de sua grande nova fábrica em Minas Gerais (anteriormente com abertura prevista para julho) e, em março passado, colocou 35% de sua equipe em férias coletivas. Enquanto isso, a situação financeira mais frágil das pequenas cervejarias está sendo desafiada (por exemplo, as vendas de cervejarias menores no Paraná caíram 80% com a Covid-19)”, acrescenta.

Aumento da participação
A análise também usa dados estatísticos sobre a presença das empresas nas diferentes regiões brasileiras para avaliar como pode se dar essa busca por maior participação. O trabalho destaca que a Petrópolis tem maior relevância no Centro-Oeste do Brasil (cerca de 25% do mercado), Sudeste (18%) e Nordeste (18%), enquanto o Sudeste é o que mais consome os rótulos das microcervejarias (4%).

Assim, segundo o analista, há maior espaço potencial a ser conquistado pela Ambev. “Teria alguma vantagem sobre a Heineken na participação da Petrópolis/cervejarias menores, por ter uma presença relativamente mais forte no Sudeste (estimada em 65%) e Centro-Oeste (55%), enquanto a Heineken parece mais forte no Nordeste (31%)”, diz Fontanesi.

O relatório do Bradesco BBI praticamente descarta a possibilidade de a Ambev fazer aquisições, pois, sendo líder do mercado, precisaria comprovar ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) não se tratar de um truste. Mas vê como possível uma transação realizada pela Heinenken ou mesmo outro grupo. E destaca que isso traria efeitos danosos para a Ambev.

“Um artigo da imprensa de dezembro de 2019 (do jornal O Estado de S. Paulo) menciona que a FEMSA, a Heineken e o fundo de investimentos Farallon estavam avaliando comprar a Petrópolis. Para a FEMSA, acreditamos que uma aquisição ou parceria no segmento de cerveja faria mais sentido após o acordo de distribuição da engarrafadora brasileira da Coca com a Heineken expirar em 2022″, aponta o relatório.

“No entanto, uma aquisição da Petrópolis pela Heineken seria mais sensata nas circunstâncias atuais e negativa para as ações da Ambev, dado que, como mostra nossa análise, seria geograficamente complementar (por exemplo, no Nordeste, a Heineken-Petrópolis teria uma participação de 49%, semelhante à Ambev)”, avalia o Bradesco BBI.

Ação da Ambev
O trabalho também eleva a previsão de preço-alvo da ação ao fim de 2020 da Ambev para R$ 15,50 – o papel terminou o pregão da última terça-feira cotado a R$ 14,45. E isso se dá por causa da “nossa visão da concorrência mais fraca do que o esperado” e das “melhores vendas de cerveja do que esperávamos no Brasil”, afirmou o Bradesco BBI.

Porém, o estudo fez alertas conjunturais para o futuro, pela “redução na parcela de consumo fora de casa, onde a Ambev tem vantagem na distribuição” e ao “declínio na participação das vendas em garrafas retornáveis”.

Ártico completa 60 anos com foco em inovação e atuação comunitária

A Ártico está completando 60 anos nesta terça-feira. E, ao longo de suas décadas, a empresa do segmento de refrigeração acumulou inúmeros motivos para comemorar, especialmente pela atuação calcada em três pilares fundamentais à indústria cervejeira, embora nem sempre lembrados: sustentabilidade, inovação e ação comunitária.

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Como detalha Christiane S. Buerger, diretora-presidente da empresa, o foco no meio-ambiente sempre esteve presente na Ártico, tanto que foi uma das primeiras empresas brasileiras do segmento a assinar um acordo com a ONU. “Desde 1997, produzimos equipamentos ecologicamente corretos”, conta Christiane.

Atuando no setor com a venda de câmaras frias e cervejeiras, além da criação de projetos especiais, a Ártico também “está constantemente se reinventando e buscando soluções para os clientes”, segundo acrescenta a diretora-presidente. Assim, participa de feiras no mercado nacional e internacional, buscando sempre “o que há de melhor”.

Somado ao compromisso de oferecer soluções de refrigeração inovadoras e de qualidade, a Ártico busca uma atuação focada no bem comunitário. Sediada no bairro Salto do Norte, em Blumenau, a empresa garante criar iniciativas para estimular o desenvolvimento local.

“Nosso propósito está muito além de produzir equipamentos com qualidade. Queremos fazer a diferença e fazer parte da comunidade para juntos crescermos, estimulando a saúde, a educação, o esporte e a cultura local”, afirma Christiane.

Passado e futuro
A Ártico Indústria de Refrigeração foi fundada em 7 de julho de 1960 por dois imigrantes alemães, Hubert e Johannes Schildwächter. Desde a morte de Hubert em julho de 2011, porém, ela é administrada por suas filhas: Christiane Buerger, Monica Meinicke e Tania Eschenbach.

Trabalhando em três segmentos distintos na área de alimentos, que são instalações comerciais, congeladores e câmaras frigoríficas, a Ártico foi se consolidando ao longo das décadas até chegar ao atual patamar. Assim, possui hoje 150 colaboradores e clientes de todo o mercado nacional, além de alguns da América do Sul.

E, para o futuro, segundo complementa Christiane, a expectativa é de que a empresa siga se desenvolvendo solidamente. “Para os próximos anos, vamos continuar nosso trabalho, com responsabilidade e ouvindo nosso cliente. Juntos somos mais fortes”, finaliza a diretora-presidente da Ártico.

Cerveja e Gestão: E-commerce como alternativa em tempos de isolamento social

Cerveja e Gestão: E-commerce como alternativa em tempos de isolamento social

A dificuldade com o equilíbrio das contas tem sido uma das grandes preocupações dos empreendimentos do setor cervejeiro em tempos de isolamento social. A propensão ao desequilíbrio atual tem chamado a atenção para a redução dos efeitos das restrições ligadas ao fechamento de bares, pubs e restaurantes. Uma das alternativas foi reforçar a distribuição por meio dos supermercados, que, mesmo com limitações impostas pelo isolamento, firmaram parcerias com microcervejarias para promoverem rótulos nacionais e, eventualmente, contam com estrutura de e-commerce. No balanço até aqui, este cenário levou a produção de bens de consumo não duráveis a um recuo de 27,2% no primeiro trimestre de 2020, segundo o IBGE. Qual é o tamanho que este impacto pode chegar e quais as estratégias mais adotadas pelas cervejarias?

A Ambev anunciou uma queda de 9,6% nas vendas do primeiro trimestre de 2020 em comparação aos três primeiros meses de 2019. Além disso, as vendas de março para abril caíram 27%, e o lucro líquido registrou uma queda livre de quase 56% em relação ao primeiro trimestre de 2019. Considerando as microcervejarias, de acordo com a Associação das Microcervejarias do Paraná (Procerva), as quedas podem chegar a 81% no faturamento. Lidar com este cenário não é uma tarefa simples e é improvável que se tenha uma única alternativa aplicável a todos os negócios. 

A logística de última milha por meio das entregas via e-commerce tem sido utilizada, tanto para venda direta, quanto pelos membros do canal de distribuição como brewpubs e supermercados, embora ainda não seja realidade para todos. Os dados de uma pesquisa do Guia, conduzida em abril (aproximadamente dois meses após o primeiro caso confirmado de coronavírus, em 26 de fevereiro), revelam que apenas pouco mais de 16% das empresas participantes indicaram ter e-commerce próprio, enquanto 18,5% utilizam uma plataforma terceirizada (marketplace). 

Os dados da pesquisa sugerem que as empresas que já possuíam e-commerce e/ou alocaram produtos em um marketplace tiveram uma queda média de 54,29% em vendas em março de 2020, enquanto empresas que não tinham esta preparação sentiram uma redução de 66,12% nas vendas do mesmo período. Isto representa uma diferença significativa de quase 22% no volume de vendas. O maior impacto em negócios com comércio físico apenas se justifica pelas restrições adotadas em virtude da pandemia, como o fechamento de estabelecimentos, isolamento social e acesso limitado aos supermercados. Por outro lado, o comércio eletrônico tornou-se uma alternativa mais segura aos clientes, uma vez que pode ser feito sem se expor ao sair de casa.

Com esta possibilidade de vendas via e-commerce, independentemente do canal de distribuição priorizado, as cervejarias podem minimizar o impacto trazido pela pandemia. Inclusive, a abrangência de mercado pode ser significativamente maior ao comercializar para regiões ainda pouco exploradas. Há algumas possibilidades que podem ser compreendidas como níveis de maturidade em vendas por meio digital. Podemos entender quatro níveis de maturidade nessa modalidade:

  • Nível 1 – Vender produtos por redes sociais (Instagram, Facebook, WhatsApp);
  • Nível 2 – Vender produtos em marketplace (Mercado Livre, clubes ou comunidades de consumidores, empórios, supermercados);
  • Nível 3 – Vender produtos em website ou app próprio;
  • Nível 4 – Vender produtos em multicanais simultaneamente – redes sociais, marketplace e website ou app próprio.

Você pode perceber que para cada nível há uma maior independência, porém, também maior complexidade para gestão da operação digital. Para as pequenas cervejarias é mais comum atingir o primeiro ou segundo nível, uma vez que os custos para manutenção desta operação digital são menores. Por sua vez, empresas de maior porte podem seguir sua independência digital, entretanto, também é interessante marcar presença nas redes sociais e marketplace como forma de se mostrar “presente” nestes locais de venda. Portanto, o terceiro e o quarto nível de maturidade são as alternativas mais amplas como forma de diferenciação no mercado. O importante é verificar qual estratégia melhor se adeque ao seu negócio e às possibilidades de manter uma rotina de trabalho orgânica.

Por fim, destacamos que o investimento em e-commerce irá demandar uma análise mais detalhada na logística de distribuição. Em geral, esta é considerada uma das principais dores das pequenas cervejarias devido à dificuldade em diluir estes custos com o volume produzido. Neste momento, estabelecer roteiros logísticos com uso de sites gratuitos (por exemplo Google Maps) ou até mesmo serviços pagos, assim como formalizar contratos com prestadores de serviços logísticos de sua confiança, podem ser das melhores estratégias operacionais para dar sustentação ao comércio eletrônico e deixar o cliente satisfeito com o produto e serviço prestado.


Alexandre Luis Prim é professor das Faculdades Senac Blumenau, Saint Paul e Uniasselvi nas áreas de administração e supply chain. Assina também o texto Marcelo Sá, doutor em administração e coordenador acadêmico na Saint Paul Escola de Negócios

Damek usa experiência em crises para colocar sonhos de cervejeiros ‘em prática’

A pandemia do coronavírus trouxe danos irreparáveis à sociedade, especialmente pelo trauma e abalo provocados pelas milhares de mortes, mas também por causa de seus efeitos econômicos. A paralisação da atividade produtiva tem provocado a alta do desemprego, o fechamento de empresas e a interrupção de sonhos. No setor cervejeiro também houve impacto relevante, que só poderá ser minimizado a partir de parcerias. É nisso que a Damek, um fornecedor de fermentadores plásticos para companhias do segmento, tem investido durante o período de crise.

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A empresa oferece soluções com linhas diferenciadas, como as de motorhome, avaliando que o momento de incerteza pode ser uma oportunidade aberta para se buscar a realização de sonhos.

“Estamos trazendo uma melhor forma de lidar com isso tudo, através de esperanças e motivações. Temos a linha de motorhome, que é um projeto que mexe com sonhos, que talvez, na maioria das vezes, por falta de tempo, deixamos de ir atrás e de viver a vida”, diz Maria Eduarda Coelho Morelli, porta-voz da Damek, apontando que ajudar parceiros a transformar desejos em realidade é uma das motivações da empresa.

“Tentamos passar isso para nossos clientes e futuros clientes: a vantagem de aproveitar um momento como este, quando se está em casa, para colocar o seu ‘sonho em prática’. Assim como o tão sonhado momento de fazer e ter sua própria cerveja, sua receita e sua dedicação. Com a Damek, todos têm essa possibilidade, pois estamos aqui para ajudar os iniciantes e fazê-los crescer, como foi com a gente”, acrescenta.

Lidar com períodos de incerteza como o atual é, inclusive, uma das “especialidades” da Damek. Afinal, ela surgiu durante a crise hídrica no estado de São Paulo, corrida entre 2014 e 2016, como relembra Maria Eduarda.

“A Damek surgiu através de um sonho de família, há cerca de 6 anos. Iniciamos em meio à crise hídrica de 2014/2015. Com a criatividade e experiência no meio termoplástico dos nossos sócios, começamos com manutenções industriais e fabricando reservatórios para armazenamento de água na intenção de ajudar na economia desta”, aponta a porta-voz da empresa. “Começamos com cisternas para captação de água de chuva, reservatórios para reutilização da água da máquina de lavar ou apenas para armazenagem. Reservatórios em geral.”

Entrada no segmento cervejeiro
A empresa, portanto, não tinha envolvimento com o setor cervejeiro quando foi criada. Mas foi através da confiança adquirida por um cliente a partir de um serviço anterior que passou a buscar soluções para o segmento, em uma parceira que abriu um novo campo de atuação.

“Encontramos um cliente atrás de um fermentador plástico para cerveja, mesmo sem a nossa experiência nessa área. Porém, com o conhecimento em plástico, o cliente confiou e nos auxiliou a criar o nosso primeiro fermentador para cerveja artesanal. Realmente iniciamos nessa área como cervejeiros artesanais, pois tudo era feito manualmente. E a partir deste entramos no mercado cervejeiro, evoluímos e não saímos até hoje”, relata Maria Eduarda.

A partir disso, o setor se tornou um dos focos de atuação da Damek, tanto em fermentação como em envase. “Criamos o fermentador auto-refrigerado, unidade refrigeradora para glicol, sanitizadora de garrafas, além de acessórios que auxiliam e melhoram o processo, como escorredores, lavadora manual, enchedores para garrafas, hop bag, enfim, diversos itens para melhorar e inovar o processo da fabricação da cerveja artesanal”, detalha.

Nesses seis anos de atuação, a empresa conseguiu uma expansão relevante, como aponta a sua porta-voz. “Começamos em um quintal da casa de uma de nossas sócias. Depois, construímos um galpão no terreno ao lado com cerca de 50 m² e hoje estamos locados em um galpão de 400 m². Contamos com diversos maquinários para trazer a qualidade que temos hoje, mas sem perder o cuidado que sempre tivemos com cada equipamento, desde o desenvolvimento até a entrega”, diz ela.

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E esse crescimento se deu com uma estratégia que pode ser vista como uma alternativa para o período de crise: observar as oportunidades em outros setores. “Sem deixar de lado nossas raízes, trabalhamos com diversos produtos, tudo que envolve a termoplástica, como a manutenção industrial, os reservatórios para água, caixas d’água para trailers/motorhomes/food truck/ônibus/ambulâncias etc., pipas para fabricação de vinhos/cachaça e nossos fermentadores para cerveja artesanal.”

Ações contra a crise
A crise do coronavírus, evidentemente, provocou um abalo nos negócios da Damek, como explica Maria Eduarda. Mas ela assegura que a experiência com turbulências foi importante para permitir que a empresa reagisse, retomando o seu nível de vendas usual.

“Como a Damek já iniciou no meio de uma crise, soubemos nos reerguer diante dela. Logo no início, o surto nos desestabilizou, nossas vendas caíram cerca de 70%, porém como não temos e focamos em só um ramo, isso nos fez crescer novamente e hoje as vendas já estão voltando a todo vapor, o que era o nosso normal”, afirma.

Além de agir para recuperar receitas, a empresa garante ter se preocupado em minimizar os efeitos sanitários da crise. Assim, forneceu máscaras, colocou informativos sobre a Covid-19 em toda a empresa e incentivou o uso de álcool em gel, disponibilizado em diversas áreas dentro da Damek. E orientou os funcionários sobre o respeito ao distanciamento social.

Também foi necessário reduzir o contato com os clientes, adotando novas dinâmicas de relacionamento. “Diminuímos a entrada de pessoas dentro da empresa, como transportadoras, pois o produto era levado até eles por colaboradores protegidos com o uso de máscara e luvas, e clientes só podiam vir para a retirada de seu equipamento”, explica a porta-voz.

E o cuidado adotado com os funcionários também tem sido replicado nos relacionamentos com os parceiros. “Estamos distribuindo máscaras e informativos para o cliente junto com cada compra, a fim de firmar o nosso comprometimento com a situação que estamos vivendo. Com isso, orientamos um por um com o cuidado no dia-a-dia, visando nossa preocupação com todos”, conclui Maria Eduarda.

São Paulo inicia reabertura dos bares nesta segunda; confira os detalhes

Mesmo em meio à pandemia do coronavírus, a cidade de São Paulo iniciará nesta segunda-feira a reabertura dos bares. A liberação do funcionamento, assinada no último sábado pelo prefeito Bruno Covas, também inclui restaurantes, salões de beleza, estética e bem-estar, tendo sido adotada porque a capital está na fase 3 – Amarela – do Plano São Paulo, do governo estadual. O Guia preparou um material para indicar como se dará a retomada do atendimento presencial ao público, algo que não ocorria desde 24 de março.

As principais medidas envolvem as restrições sobre tempo de funcionamento e lotação. Está determinado que os estabelecimentos só poderão abrir por até 6 horas diárias, tendo de encerrar o atendimento presencial às 17h. Além disso, há o limite de utilização de 40% da capacidade – esse porcentual será elevado para 60% quando São Paulo alcançar a fase Verde.

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Antes de retomar as atividades, os estabelecimentos deverão submeter todos os ambientes a processos de higienização e desinfecção. Funcionários que apresentarem sintomas de gripe precisarão ser testados antes da volta ao trabalho e os que fazem parte de grupos de risco, ou têm acima de 60 anos, não deverão trabalhar nesse período de reabertura dos bares. Os trabalhadores também precisarão passar por aferição de temperatura e triagem diária.

Os ambientes devem contar com marcação no piso para filas e barreiras acrílicas nos caixas, disponibilizar álcool em gel e higienizar as máquinas de cartão de crédito a cada utilização, além de adotar o uso de máscaras. Essas medidas já eram obrigatórias nas fases anteriores, assim como a não realização de eventos e a recomendação de evitar aglomerações.

O estabelecimento deve dar preferência para as vendas online. Os cardápios precisarão ser disponibilizados por meio de plataformas digitais (site do estabelecimento, menu digital via QR Code ou aplicativo) ou expostos com grande visibilidade nas paredes do estabelecimento, como lousas, quadros e luminosos.

Além disso, está proibido o atendimento a clientes que estejam consumindo os produtos nas calçadas, em uma tentativa de evitar aglomerações. As mesas poderão ser ocupadas por até seis pessoas, devem ter 2 metros de distância entre elas e de ao menos 1 metro entre as cadeiras. Os clientes só poderão consumir os alimentos dentro dos estabelecimentos se todos estiverem sentados e seguindo as recomendações de higiene.

As portas e janelas deverão estar preferivelmente abertas, privilegiando a ventilação natural e minimizando o manuseio de maçanetas e fechaduras. Em caso de ambientes climatizados, é necessário garantir a manutenção dos aparelhos de ar-condicionado.

Os restaurantes que possuem self-service e sistema de pedidos para consumo no seu interior deverão disponibilizar garçons e colaboradores para servir os clientes devidamente paramentados com equipamentos de proteção individual.

Além da capital, apenas as sub-regiões sudeste e sudoeste da Região Metropolitana de São Paulo estão na fase Amarela do Plano SP, etapa em que o governo estadual permite o funcionamento com atendimento presencial nos bares.

Confira como está a situação de bares em outros estados e capitais brasileiras:

Acre – O estado do Acre segue na fase Vermelha. Com isso, as atividades não essenciais, suspensas desde 20 de março, continuam sem previsão de retorno.

Alagoas – A abertura dos bares só será permitida a partir de 15 de julho, quando há a previsão de que Maceió entre na fase Amarela – atualmente, a capital está na Laranja, com o interior na Vermelha.

Amapá – Na capital Macapá, o atendimento de bares só pode se dar pelos sistemas de delivery, drive-thru e expresso.

Amazonas Um decreto estadual proíbe a abertura de bares e casas noturnas.

Bahia – Na última semana, o prefeito de Salvador, ACM Neto, prorrogou até 7 de julho os decretos da suspensão das atividades de bares.

Ceará Mesmo com Fortaleza avançando para a terceira fase do plano de retomada da economia cearense, os bares devem continuar fechados. A abertura dos restaurantes durante o horário noturno, que anteriormente estava prevista para ser liberada nesta etapa, também segue vetada.

Distrito Federal – Bares e restaurantes poderão abrir a partir de 15 de julho. Nesses estabelecimentos, não haverá mudança nos horários. Mas estão vetadas música ao vivo e a realização de eventos.

Espírito Santo O governador Renato Casagrande prorrogou até 31 de julho a suspensão do funcionamento dos bares.

Goiás – O estado adotou um revezamento para a abertura das atividades não essenciais, mas não incluiu os bares.

Maranhão – Os bares e restaurantes poderão funcionar para almoço das 11h às 15h; lanches das 10h à 0h; e jantar das 18h à 0h. Aqueles que ficam em shoppings e galerias, porém, só podem funcionar com delivery ou drive-thru. Pessoas dos grupos de risco e com mais de 60 anos não podem frequentar os estabelecimentos.

Mato Grosso O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, adotou quarentena na cidade entre 25 de junho e 9 de julho, além de ter aplicado toque de recolher entre 22h30 e 5 horas.

Mato Grosso do Sul – Bares estão funcionando em Campo Grande, inclusive com registros de aglomerações no último fim de semana.

Minas Gerais – Em Belo Horizonte, os bares estão fechados por decreto do prefeito Alexandre Kalil desde 20 de março.

Pará A reabertura dos bares na capital Belém ocorreu em 1º de julho.

Paraíba – Em Campina Grande, os restaurantes e bares só poderão reabrir quando a capital da Paraíba estiver em bandeira verde.

Paraná – Os bares estão entre as categorias proibidas de funcionar desde 1º de julho, quando o governo do Paraná e a Prefeitura de Curitiba publicaram decretos com medidas mais restritivas por causa do avanço do coronavírus.

Pernambuco – O estado entra nesta segunda-feira na Fase 5 do Plano de  Monitoramento e Convivência das Atividades Econômicas com a Covid-19, mas a reabertura dos bares segue sem data definida.

Piauí – Em Teresina, continua suspenso o funcionamento de escolas, bares, restaurantes, shoppings e de todos os setores que provoquem aglomerações.

Rio de Janeiro Os restaurantes, bares, cafés, lanchonetes, lojas de conveniência, padarias e quiosques podem funcionar desde 1º de julho. É preciso manter uma distância de dois metros entre as mesas, limitar os clientes a 50% da capacidade do local e priorizar espaços externos como varandas e calçadas. A máscara só deve ser retirada no momento de alimentação, o horário máximo de funcionamento é 23h e estão proibidos música ao vivo e self-service.

Rio Grande do Norte – O funcionamento de bares e restaurantes com até 300m² estará liberado a partir do dia 7 em Natal e em 8 de julho no restante do estado. A previsão é de que o mesmo ocorra com estabelecimentos maiores a partir de 29 de julho.

Rio Grande do Sul – Restaurantes, bares e lancherias só podem funcionar pelos sistemas de tele-entrega e “take away” (pegue e leve).

Rondônia – Com o retorno da capital Porto Velho para a Fase 1 do plano de ação do governo de Rondônia de combate à pandemia, o funcionamento de bares está proibido.

Roraima – Na capital Boa Vista, decreto só permite o atendimento dos bares por drive-thru e delivery. Estabelecimentos estão incluídos na primeira fase de reabertura do comércio, mas ainda não há data para isso acontecer.

Santa Catarina – Na capital Florianópolis, restaurantes podem atender presencialmente somente das 11h às 15h e durante dias de semana. No caso de bares e lanchonetes, o horário permitido é até 18h.

Sergipe – O funcionamento de bares continua proibido na capital Aracaju.

Tocantins – A Prefeitura de Palmas liberou a reabertura dos bares, mas proibiu o consumo de bebidas alcoólicas em estabelecimentos comerciais e locais públicos.

Aniversário do Guia: 10 matérias que marcaram nosso segundo ano

O Guia da Cerveja está concluindo o seu segundo ano neste domingo, dia 5 de julho de 2020. E, uma vez mais, podemos completar nosso aniversário bastante orgulhosos por fazer parte de um mercado quem vem amadurecendo e se consolidando, apesar dos difíceis percalços trazidos pela pandemia do coronavírus.

Se é difícil falar em celebração em um momento como esse, onde o país é assolado por uma crise de saúde e econômica sem precedentes, ao menos queríamos aproveitar a data para agradecer a todos que vêm contribuindo com nossa jornada.

Afinal, não existiria o Guia sem cervejarias, bares, fornecedores e associações e nossos parceiros, colunistas, fontes e mesmo amigos do mercado, diretamente responsáveis pela existência do site e disponíveis em qualquer momento que precisamos, seja para nos respaldar ou para corrigir eventuais deslizes. E, também, sem o nosso leitor, que amplia nosso alcance com um nível excelente de crítica e debate.

Para marcar a data, compilamos 10 matérias que, por razões diversas, acreditamos terem sido marcantes no segundo ano do Guia. Aproveite. E obrigado por integrar nossa trajetória.

Cervejarias
Entrevista: Startup Brewing aposta em lançamentos online de olho no pós-pandemia – Cervejaria reconhecida pelo investimento em inovação, a Startup Brewing concedeu uma entrevista especial avaliando o que deve mudar no mercado cervejeiro após o fim da pandemia. Uma excelente análise sobre o futuro do setor.

Consumidor
Consumidores de BH mantêm confiança no setor, mas veem Backer com cautela Em meio a uma ampla cobertura do caso Backer, que mexeu com o mercado brasileiro no início de 2020, procuramos consumidores de Belo Horizonte para entender qual seria, de fato, a repercussão da contaminação sob o olhar do público.

Cultura
Teresa Cristina fala sobre necropolítica e relação entre samba, cerveja, mulher e Ogum – Diva das lives da quarentena e patrocinada pela Original, a sambista Teresa Cristina topou participar de uma histórica live no Instagram do Guia. O resumo da conversa foi registrado nessa matéria imperdível.

Indústria
11 fornecedores avaliam o impacto da Covid-19 na indústria da cervejaQual o impacto da crise do coronavírus na indústria cervejeira? Para responder a questão, entrevistamos fornecedores dos mais diversos nichos do mercado cervejeiro.

Internacional
Crise pode fechar mais da metade das artesanais dos EUA – A crise do coronavírus trouxe um dado alarmante revelado pelo Guia: mais da metade das cervejarias dos EUA poderiam estar fechadas quando a pandemia terminasse.

Mercado
E-book: Estudo do Guia avalia impactos da Covid-19 no mercado cervejeiro – Inspirado pelo levantamento nos EUA, o Guia fez uma pesquisa com mais de 80 cervejarias para entender o impacto da crise no mercado brasileiro. O resultado foi um estudo fundamental para entender o futuro do setor no pós-pandemia.

Sociedade
Dossiê: A cerveja brasileira é democrática ou reflete as desigualdades estruturais do país? – Baseado em uma iniciativa do Science of Beer, que adotou uma ação afirmativa em seus cursos, procuramos fontes importantes do mercado para entender se o mercado brasileiro de cerveja é, de fato, democrático.

E as três matérias mais lidas de nosso segundo ano

Brahma Duplo Malte liga “brahmeiros” à tendência de busca por novos sabores – Após o lançamento da Brahma Duplo Malte, procuramos entender a estratégia que norteava a Ambev ao apostar na novidade.

O milho está nu: Entenda a nova regra de rotulagem que entra em vigor em novembro – Um dossiê completo feito com o apoio de juristas e especialistas do mercado revelou todos os detalhes da nova regra de rotulagem que passou a vigorar no mercado brasileiro.

Exclusivo: Os planos da Ambev e sua visão sobre os mercados de puro malte e artesanal – Em entrevista exclusiva ao Guia, a Ambev detalhou os seus planos relativos ao mercado brasileiro de cerveja artesanal.

Afetada pela crise, Brewers Association demite mais de um terço dos funcionários

Entidade que representa o robusto setor de cervejarias independentes dos Estados Unidos, a Brewers Association (BA) cortou mais de um terço de sua equipe nos últimos três meses, sob o argumento da crise econômica deflagrada pela pandemia do coronavírus.

Leia também – Crise pode fechar mais da metade das artesanais dos EUA

Na segunda onda de demissões, anunciada nesta semana, nove membros da Brewers Association – como Julia Herz, diretora do programa para cervejarias artesanais e um dos rostos mais conhecidos da entidade – deixaram seus cargos.

Além de Julia, que tinha 13 anos de casa e é considerada uma das mais influentes mulheres de um setor predominantemente masculino, outras pessoas com longa carreira na BA perderam suas funções. Foi o caso de Garry Glass, diretor de cervejeiros caseiros e com 20 anos de casa, e Kathryn Drapeau, diretora de eventos que esteve na associação por 19 anos.

A primeira onda de demissões, em maio, havia provocado a saída de 23% do corpo de funcionários. Em comunicado, Bob Pease, CEO da entidade, escreveu que que a associação não passou ilesa pela crise, apesar do grande esforço de corte de gastos. A queda de arrecadação anual na casa dos 70% “forçou a BA a tomar medidas difíceis, como fazer reduções na equipe”.

“Com essas reduções, vêm junto medidas de reestruturações internas para maximizar o apoio a nossos associados enquanto ajustamos a dimensão e a posição da organização par aos próximos anos”, acrescenta Pease.

Em 2019, entre rendas de eventos, patrocínios, merchandising e mensalidades de associados, a associação arrecadou por volta de US$ 55,3 milhões.

Na esteira dos cortes no orçamento, eventos promovidos pela BA, como a Craft Brewers Conference & BrewExpo, que deveria acontecer em abril, e o Great American Beer Festival (GABF), agendado para setembro, foram cancelados ou tiveram suas versões presenciais substituídas por interações digitais.

Em novo mês de queda, produção de bebidas alcoólicas recua 8,3% em maio

Em queda brusca desde março, em função da pandemia do coronavírus, a produção de bebidas alcoólicas sofreu novo recuo em maio, de acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A atividade do setor no país encolheu 8,3% no quinto mês de 2020 em relação ao mesmo período do ano anterior – a redução tinha sido de 59,1% em abril e de 20,9% em março, período também afetado pelas medidas restritivas da quarentena.

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A nova retração se deu em um contexto de alongamento da queda acentuada da produção industrial brasileira, ainda que tenha havido alguma recuperação, de 7%, na comparação com o mês imediatamente anterior com ajuste sazonal.

“O mês de maio já demonstra algum tipo de volta à produção, mas a expansão de 7%, apesar de ter sido a mais elevada desde junho de 2018 (12,9%), se deve, principalmente, a uma base de comparação muito baixa”, explica André Macedo, gerente da pesquisa. “Mesmo com o desempenho positivo, o total da indústria ainda se encontra 34,1% abaixo do nível recorde, alcançado em maio de 2011.”

Em relação a maio de 2019, a redução da produção industrial brasileira foi de 21,9%, no sétimo resultado negativo consecutivo. E ela também acumula queda de 11,2% no ano, juntamente com redução de 5,4% no acumulado dos últimos 12 meses.

O cenário para a indústria de bebidas alcoólicas também é parecido. Com a retração de 8,3% no mês, o setor ampliou o encolhimento em 2020, agora em 15,8%. E ampliou desaceleração na fabricação no período de 12 meses, de 6,1%.

O encolhimento se repete na indústria de bebidas em geral, mesmo que tenha eliminado parte da redução de 49,6% acumulada nos meses de março e abril. Ainda assim, houve queda de 16,5% no quinto mês do ano no comparativo com maio de 2019, com os dados também sendo negativos em 15,5% no somatório de 2020. E, nos últimos 12 meses, o encolhimento está em 5,6%.

O panorama de retração em maio é ainda mais brutal para a produção de bebidas não-alcoólicas: redução de 26,3% na comparação com o mesmo período de 2019. No acumulado dos últimos 12 meses, por sua vez, a redução está em 5,1%. E em 2020 a queda é de 15,2%.

Heineken 0.0 chega ao Brasil com aposta no consumo equilibrado da Geração Z

Lançada na Europa em 2017, a Heineken 0.0 chega ao Brasil com o objetivo de tornar a multinacional holandesa líder do ainda incipiente mercado doméstico das cervejas sem álcool, apostando nas tendências de consumo equilibrado das novas gerações.

Em um primeiro momento, a comercialização se dará em pontos de venda parceiros da marca no estado de São Paulo a partir da segunda semana de julho. A previsão é de que o rótulo chegue a todo o Brasil até o final do ano.

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Com a nova cerveja não-alcoólica, a marca busca explorar ocasiões de consumo diferentes das tradicionalmente associadas ao mercado cervejeiro, como o momento após a prática de esportes, o trabalho e o almoço – em que o sabor da bebida pode ser mais interessante do que o efeito do álcool.

O lançamento da Heineken 0.0 vem ao encontro de tendências de consumo que crescem – mesmo que lentamente – entre os jovens da apelidada “Geração Z”, composta por pessoas nascidas a partir da segunda metade dos anos 1990.

Crescidos com a presença de tecnologias digitais em suas vidas, esses jovens se desenvolveram em contato com conceitos de consumo responsável, sustentabilidade e até de certo conservadorismo, na comparação com a geração anterior, a dos Millenials. Características que se aliam bem à não-presença de álcool e à menor quantidade de calorias da versão 0.0.

“A novidade reforça o comprometimento do Grupo Heineken em oferecer produtos que promovam um estilo de vida equilibrado, já que a Heineken 0.0 conta com apenas 69 calorias por long neck”, afirma Guilherme Retz, gerente da marca Heineken no Brasil sobre o espaço a ser ocupado pela marca. Cada garrafa de 355ml da Heineken original tem o dobro de calorias.

A cerveja não-alcoólica, segundo a marca, será produzida na fábrica do grupo em Ponta Grossa (PR) com a mesma levedura “A” usada no rótulo original e mantendo a receita já adotada em mais de 50 países. A princípio, a Heineken 0.0 será comercializada em latas de 355ml e garrafas de 330ml, com preço similar ao da Heineken tradicional.

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“Estamos orgulhosos de poder trazer essa inovação ao Brasil e bastante confiantes de seu sucesso, assim como observamos nos mais de 50 países onde o produto foi lançado. Os consumidores poderão em breve degustar a Heineken 0.0 nos pontos de venda ou em ações de degustação que ocorrerão em diversas ativações”, completa Guilherme.