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Livro sobre lúpulo chega ao país e inaugura série sobre ingredientes da cerveja

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Especializada em livros sobre cerveja, a Editora Krater acaba de traduzir a obra Lúpulo, escrita pelo jornalista e cervejeiro norte-americano Stan Hieronymus. Trata-se do primeiro título da série Brewing Elements, formada por quatro livros sobre os principais ingredientes da cerveja. A editora planeja completá-la até o fim de 2021.

Conforme aponta a Krater, o livro explica habilmente o que é o lúpulo, sua origem e como os cervejeiros maximizam seus atributos positivos no decorrer do processo produtivo.

“Entre os temas abordados estão a química por trás do lúpulo, o importante papel dos agricultores, descrições e informações fundamentais sobre mais de 100 variedades de lúpulo, além de 16 receitas coletadas mundo afora, incluindo algumas das principais microcervejarias norte-americanas. Hieronymus explora também a qualidade e utilização do lúpulo, com um capítulo inteiramente dedicado ao dry hopping”, descreve a editora.

E, para celebrar a tradução do livro em português, a Krater organizou uma série de lançamentos. O primeiro ocorre em Curitiba (01/02), seguido por São Paulo (06/02), Londrina (12/02) e Florianópolis (19/02). Haverá, também, eventos em Campinas, Porto Alegre e Rio de Janeiro, com datas a confirmar.

“Com os lançamentos locais, ampliaremos o acesso aos nossos livros, poderemos conhecer pessoalmente o nosso público e ainda teremos a oportunidade de promover atividades complementares, como palestras gratuitas e lançamento de cervejas colaborativas. Gostamos de ir além dos livros sempre que possível”, conta Diego Masiero, sócio da editora.

Além dos eventos de lançamento, haverá uma campanha de pré-venda, na qual é possível comprar com desconto e receber uma edição especial da obra, com adesivo numerado e uma mensagem especial do autor. O livro estará disponível no site da editora a partir de 01/02.

Lúpulo, de Stan Hieronymus
– Lançamento em Curitiba: 01/02, a partir das 14h, na Joy Project Brewing (BR-116, 15847 – Xaxim);
– Lançamento em São Paulo: 06/02, a partir das 18h, na Casa Avós (R. Croata, 703 – Lapa);
– Lançamento em Londrina: 12/02, a partir das 18h, na Zythos Brew Shop (R. Alagoas, 680, Térreo – Centro);
– Lançamento em Florianópolis: 19/02, a partir das 18h, no Sunset Brew Taproom (R. Bocaiúva, 1973 – Centro).

Caso Backer: 85% das contaminações notificadas ainda não foram confirmadas

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A Secretaria de Saúde de Minas Gerais divulgou na noite desta quinta-feira a notificação de mais um caso suspeito de contaminação por dietilenoglicol através das cervejas da Backer. Com isso já são 29 casos no total. Mas, destes, apenas quatro estão confirmados. A grande maioria – cerca de 85 por cento – ainda é considerada suspeita, sem confirmação técnica.

“Quatro casos foram confirmados e os 25 restantes continuam sob investigação, uma vez que apresentaram sinais e sintomas compatíveis com o quadro de intoxicação por dietilenoglicol e com relato de exposição”, divulgou a Secretaria de Saúde de Minas Gerais.

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Até o momento, quatro pessoas morreram com sintomas da síndrome nefroneural e, destes óbitos, apenas um foi confirmado como contaminação por dietilenoglicol.

Há 10 dias, a Secretaria de Saúde de Minas Gerais informou que as confirmações demoram pois apenas a Polícia Civil possui tecnologia capaz de analisar as amostras dos pacientes e identificar a contaminação.

“É rara a intoxicação por dietilenoglicol. A gente não sabe em relação a sequelas, evolução. Existe a possibilidade de que estes pacientes se recuperem, mas pode ser que também tenham sequelas”, explicou Virgínia Antunes de Andrade, infectologista e diretora do hospital público Eduardo de Menezes, em Belo Horizonte, na ocasião.

As suspeitas de intoxicação por dietilenoglicol se devem ao fato das 29 pessoas com os sintomas terem bebido a Belorizontina, da Backer. Mas, ainda assim, é difícil precisar tecnicamente que todas elas foram contaminadas por causa da cerveja.

Enquanto isso, os consumidores de Belo Horizonte não deixaram de beber cerveja artesanal. As marcas locais continuam com as vendas normalmente e os apreciadores da bebida parecem entender que a contaminação na Backer foi um caso isolado, conforme apontam consumidores entrevistados pelo Guia.

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A Polícia Civil de Minas Gerais e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) continuam investigando a contaminação de cervejas da Backer. Dez marcas da cervejaria e 41 lotes contaminados já foram identificados pelos peritos do Mapa. A polícia, por sua vez, segue a investigação criminal para descobrir como as cervejas foram contaminadas e quem são os responsáveis.

Conheça os locais onde a venda de cerveja nos estádios é liberada

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Um dos segmentos que mais apoia o futebol através de patrocínios, o setor cervejeiro convive com inseguranças jurídicas e indefinições sobre a liberação do seu consumo nos estádios brasileiros. Foi assim nos últimos meses, com alguns avanços, como a volta da bebida às arquibancadas do Ceará. Mas, também, com o veto que proibiu a sua comercialização em São Paulo – e a possibilidade de ser barrada nacionalmente.

No Ceará, a venda de bebidas alcoólicas foi liberada em maio de 2019, coincidindo com um período de bonança dos principais clubes do estado – Fortaleza e Ceará voltaram a disputar juntos a Série A do Campeonato Brasileiro, algo que não acontecia há anos, e conseguiram se manter na primeira divisão.

Por outro lado, o retorno da cerveja aos estádios paulistas foi frustrado. Proibida desde 1996, a venda das bebidas alcoólicas chegou a ser aprovada pela Assembleia. Mas, embora o projeto de lei agradasse aos clubes, foi vetado pelo governador João Dória sob a alegação de inconstitucionalidade.

Essa proibição, inclusive, pode ser ampliada ao cenário nacional: um novo projeto de lei defende o veto da comercialização das bebidas alcoólicas nos estádios de futebol e a punição para quem oferecer, armazenar, distribuir ou vender bebida no interior dos palcos futebolísticos.

Proposto pelo senador Eduardo Girão, do Podemos, do Ceará, o projeto já recebeu parecer favorável na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado em novembro.

Histórico
O consumo de álcool nas arquibancadas foi proibido em 2008, quando o então presidente da CBF, Ricardo Teixeira, assinou um protocolo de intenções com o Conselho Nacional de Procuradores Gerais proibindo, por meio de resolução, o comércio de bebidas em competições oficiais organizadas pela entidade.

Naquele momento, a venda já era proibida em alguns estados, como Ceará, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo. E esse cenário se ampliou com a determinação assinada por Teixeira, embora já fosse prevista no Estatuto do Torcedor, sancionado em maio de 2003 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O estatuto aborda o tema ao declarar ser proibido o “porte de objetos, bebidas ou substâncias proibidas ou suscetíveis de gerar ou possibilitar a prática de atos de violência” nos estádios. Apesar disso, há brechas para a liberação das vendas. E alguns estados vêm aproveitando, ainda que com a oposição de autoridades, como membros de Ministério Públicos estaduais e forças de segurança.

Para a adoção da liberação, existe a avaliação de que são as esferas estaduais e municipais as responsáveis pela normalização ou proibição do consumo de bebidas alcoólicas em estádios, ginásios e arenas. Além disso, legislações específicas – como a Lei Geral da Copa, que liberou a venda de cerveja em eventos internacionais, como o próprio Mundial de 2014, a Copa das Confederações de 2013 e a Olimpíada de 2016 – reforçaram o discurso de que essa permissão deveria ser ampliada.

Pensando no início do calendário futebolístico em 2020, que torna a associação entre o esporte e a cerveja ainda mais atrativa, ao menos para o torcedor, o Guia reuniu a seguir como funciona a legislação em alguns dos principais palcos “futebolísticos” do país. Confira.

Rio
A venda de bebidas alcoólicas voltou a ser liberada em 2015. E a experiência da Copa do Mundo foi um dos argumentos utilizados pelos autores do projeto de lei, assinado pelo então governador Luiz Fernando Pezão.

Bahia
Foi o primeiro estado a permitir novamente a comercialização, em 2014, antes mesmo da realização da Copa do Mundo no país. E foi seguido por outros estados, como Rio Grande do Norte e Mato Grosso.

Minas Gerais
A venda foi liberada em 2015, ainda que com a adoção de algumas restrições. Por lá, a comercialização se encerra ao fim do primeiro tempo e a retirada das bebidas só pode ocorrer até a conclusão do intervalo. Além disso, os copos não podem ser levados para as arquibancadas.

Santa Catarina
A proibição vigorou por nove anos, com a venda sendo retomada no começo de 2018. Os clubes, como contrapartida, foram orientados a realizarem campanhas de conscientização sobre o consumo. E 20% das cervejas comercializadas devem ser de artesanais.

Pernambuco
A proibição durou sete anos, de 2009 a 2016, quando a venda de cervejas e o seu consumo foram liberados.

Paraná
A comercialização de cerveja  nos estádios está novamente liberada após reviravoltas jurídicas. Em maio de 2019, a lei estadual que regulamenta o tema voltou a vigorar após ser declarada constitucional pelo Tribunal de Justiça do Estado.

Distrito Federal
No fim de 2019, o governador Ibaneis Rocha (MDB) sancionou projeto de lei que regulamenta a comercialização de bebidas em bares, lanchonetes, camarotes, espaços VIP destinados a torcedores e espectadores. O teor alcoólico não pode ultrapassar 14%.

Ceará
As vendas foram liberadas no último ano, mas com algumas regras. Cada pessoa só pode comprar, por vez, dois copos. A venda acontece exclusivamente nos bares e terá que ser encerrada aos 30 minutos do segundo tempo.

Rio Grande do Sul
A venda de cervejas nas praças esportivas está proibida desde 2008. A Assembleia chegou a aprovar projeto que permitia a sua venda em 2018, mas ela foi vetada pelo governador Eduardo Leite (PSDB) no início do seu mandato, no ano passado, amparado pelo argumento de que a liberação causaria impacto na segurança pública.

Goiânia
Até então amparada por liminar judicial, a venda de bebidas alcoólicas nos estádios de Goiânia foi liberada a partir da aprovação de projeto de lei que autoriza a venda e o consumo de bebidas alcoólicas, votado em segundo turno em novembro de 2019.

São Paulo
As cervejas continuam vetadas nos estádios da capital. A determinação surgiu em 1996, como uma das medidas para combater a violência nas praças esportivas. E todas as ações para reverter essa decisão não surtiram efeito, com a manutenção de uma proibição que já dura mais de 20 anos.

Campinas
Um projeto de lei que liberava a comercialização chegou a ser discutido em 2018, mas acabou sendo arquivado pela Câmara dos Vereadores.

Santos
Próxima à capital, a cidade também não conta com a venda de cervejas na Vila Belmiro, o seu principal estádio. Uma lei municipal chegou a liberar a comercialização, ainda que com algumas restrições, mas uma decisão da Justiça após ação do Ministério Público provocou o recuo.

Ribeirão Preto
Decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo proibiu a venda de cerveja nos estádios, o que estava liberado desde 2015 por uma lei municipal. O Botafogo, que disputa a elite estadual e vai participar da Série B nacional em 2019, havia, inclusive, fechado uma parceria com a artesanal Walfänger para vendê-la no estádio Santa Cruz.

Consumidores de BH mantêm confiança no setor, mas veem Backer com cautela

“Bélgica brasileira”. Foi assim que Belo Horizonte e sua região metropolitana passaram a ser chamados por muitos apreciadores de cerveja pelo boom recente de artesanais. O apelido é uma exaltação a um cenário que engloba marcas consolidadas em BH, como Wäls, Backer e Krug, surgimento de novas fábricas, opções interessantes e em volume relevante de rótulos e público com desejo, curiosidade e sede para conhecer novos estilos.

Nas últimas semanas, porém, o setor de cervejas artesanais da capital mineira se viu envolto no noticiário por um motivo grave e que colocou em segundo plano o seu potencial: os 28 casos suspeitos de contaminação por dietilenoglicol, segundo informações da Secretaria de Saúde de Minas Gerais, incluindo quatro mortes provocadas pelo consumo da substância encontrada em 41 lotes da Backer, sobretudo do rótulo Belorizontina.

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O caso, além da óbvia gravidade, provoca questionamentos sobre o impacto que provocará no segmento e sobre qual é a percepção do público consumidor sobre suas consequências.

Ouvidos pelo Guia, cervejeiros de Belo Horizonte de diferentes perfis apontam que a confiabilidade da produção artesanal não está, até agora, colocada em risco. Mas exibem perplexidade e preocupação com a gravidade dos acontecimentos. E também apontam um cenário de difícil recuperação para a Backer.

A Belorizontina
Principal alvo da investigação, a Belorizontina ganhou espaço nos últimos anos por algumas características específicas, sendo a principal delas o fato de apresentar um sabor mais palatável ao do público acostumado a beber cervejas de marcas mainstream, muitas delas do estilo Pilsen – o mesmo desse rótulo de 4,6% de graduação alcoólica e 8 IBUs, lançado inicialmente em 2017 para celebrar os 120 anos da capital mineira.

Além disso, passou a concorrer no mercado local com rótulos dessas grandes cervejarias por ter um preço mais acessível do que o que costumeiramente cobrado pelas artesanais. “A Belorizontina é uma boa cerveja. Leve, gostosa e com um preço acessível. Consumia ela, especialmente em casa, com certa regularidade”, avalia o ator Gustavo Falabella.

“Foi a cerveja especial que eu mais consumi no ano passado, junto com uma lata de 473 ml da Wäls. A Belorizontina nos supermercados estava sempre com preço acessível. Inclusive, em alguns bares, ela custava o mesmo de uma Heineken”, acrescenta o jornalista Rodrigo Freitas.

Setor protegido
Se a Belorizontina se tornou um dos rótulos mais conhecidos entre as cervejas artesanais, especialmente para o público mineiro, o grave incidente com uma das referência do setor não vai afetar como esse mercado é visto pelo público, na visão dos consumidores consultados pelo Guia.

Freitas garante que o incidente com a Backer não atinge o modo como enxerga o setor de cervejas artesanais. Para ele, inclusive, há mais comprometimento nas etapas de produção por parte dos pequenos fabricantes do que pela grande indústria.

“Não vai afetar a maneira como consumo, pois, em geral, confio mais em pequenos produtores, em que o erro pode levar à falência, do que em grandes produtores, em que os escândalos são remetidos apenas ao escritório de advocacia contratado”, comenta o jornalista.

A contaminação dos rótulos da Backer, assim, segundo ele, trata-se de um caso específico e que não remete a qualquer outra cervejaria. “Não vai me afastar, pois não creio que seja um problema da cadeia de produção da cerveja artesanal, mas de apenas uma cervejaria”, complementa Freitas.

A avaliação de que se trata de um incidente bem específico dentro da cadeia cervejeira é replicada pelo engenheiro Renato Lobo. “Encaro como um erro pontual, da própria Backer ou de outrem”, analisa ele.

O servidor público federal Daniel Cândido tem avaliação parecida, destacando que não alterou sua rotina de consumo de cervejas artesanais após a eclosão do caso Backer nos primeiros dias de 2020. “Acredito em caso isolado. Nesta semana, inclusive, comprei várias artesanais. A Backer não está nem vendendo mais, mas as outras marcas eu tomo sem problemas. É uma bebida de baixíssimo risco”, avalia.

Freitas pondera, contudo, que os problemas envolvendo a Backer devem servir de alerta para o setor de artesanais reforçar as práticas de segurança. “Creio que o acontecido irá redobrar os cuidados tomados pelos pequenos produtores, pois um erro pode levar a falência ou coisa pior”, afirma o jornalista.

Já Fred de Castro, que se define como “profissional indireto do setor”, descarta se distanciar das cervejas artesanais em função do incidente, mas reconhece que será mais atencioso na escolha do que irá consumir. “Não vai me afastar, mas vai definir critérios mais rígidos de consumo”, explica.

A visão sobre a Backer
Mas se a credibilidade da cerveja artesanal parece não ser afetada pela contaminação dos rótulos da Backer, o que deve minimizar os impactos no setor, a situação para o consumidor parece ser diferente quando se trata especificamente da cervejaria de Belo Horizonte.

Há alguma preocupação com a qualidade do produto e espera para uma apuração cuidadosa do que causou a contaminação por etilenoglicol e dietilenoglicol  em diversos lotes – 41 até o momento, de acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

“Por enquanto, não vou consumir as cervejas da empresa”, comenta Fred de Castro, indicando a espera pelas respostas da investigação, algo que parece ser um padrão entre os cervejeiros consultados pelo Guia.

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A rejeição ao produto é reforçada por Cândido. Antes um consumidor costumeiro da Backer e, especificamente, da Belorizontina, ele descarta beber cervejas da marca, embora lembre que isso nem seria possível com a retirada dos rótulos do mercado – a fábrica está fechada, não podendo produzir ou comercializar seus produtos. “Vou ter que esperar tudo se resolver, mas, por ora, não tomo rótulos deles”, diz o servidor.

Freitas, por sua vez, questiona a postura da Backer durante o processo de descoberta da contaminação e dos problemas de saúde provocados por isso. Defende uma punição para a fabricante, mas garante que não teria problemas em voltar a consumir seus rótulos a partir do esclarecimento do caso.

“A cervejaria foi, no mínimo, negligente, além de conduzir o caso de péssimo modo, não sendo mais transparente quando o problema aconteceu. Acho que a cervejaria não vai fechar. Também não penso em deixar de beber cervejas da marca. Houve um erro, pessoas morreram, então é preciso haver justiça, mas não acho que a empresa deva ser fechada a priori”, comenta o jornalista.

Já Falabella vê a contaminação como um caso isolado dentro da linha de produção da Backer. Por isso, acredita tratar-se de uma empresa confiável e assegura que pode voltar a consumir os seus rótulos, apontando que a cervejaria pode superar esse momento de incerteza e crise.

“Pelo que sei, a cervejaria Backer tem altos padrões de segurança e controle de qualidade de sua produção. Portanto, não vejo porque a cervejaria não possa retomar sua trajetória de sucesso”, finaliza o ator.

Caso Backer: Mapa identifica mais 10 lotes contaminados e rebate laudo da UFMG

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou na noite desta terça-feira que identificou a contaminação por etilenoglicol e dietilenoglicol em mais 10 lotes produzidos pela cervejaria Backer. Com isso, o total de lotes contaminados subiu para 41.

Assim, somando-se os 10 novos lotes, o Mapa informa que os rótulos contaminados são Belorizontina, Backer Pilsen, Backer Trigo, Brown, Backer D2, Capixaba, Capitão Senra, Corleone, Fargo 46 e Pele Vermelha (confira abaixo a lista completa de lotes contaminados, segundo o Mapa).

Em nota publicada em seu site, o Mapa também explicou a metodologia utilizada nas análises. “O Ministério segue analisando amostras de cervejas coletadas na própria fábrica e no comércio, por meio de procedimento analítico capaz de identificar e confirmar inequivocamente os compostos monoetilenoglicol (MEG) e dietilenoglicol (DEG), fazendo uso da cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas, a qual, de acordo com a literatura científica consultada, é a técnica mais indicada para análise dessas substâncias.”

O comunicado esclarece, ainda, que a mesma metodologia de análise é utilizada pela agência norte-americana Food and Drug Administration (FDA) – uma das referências mundiais no tema – para identificar o etilenoglicol.

O esclarecimento do Mapa é uma resposta a um laudo feito na semana passada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Nele, concluía-se que a água da cervejaria não estava contaminada com etilenoglicol. Contratada pela Backer, a análise foi realizada pelo professor Bruno Botelho, coordenador do Laboratório de Produção e Análise de Cervejas da UFMG, que questionou a metodologia utilizada pelo Mapa.

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A Backer permanece fechada, proibida de comercializar ou produzir qualquer rótulo. E, nesta terça-feira, o restaurante anexo à cervejaria, chamado Templo Cervejeiro, suspendeu as atividades por tempo indeterminado, segundo notícia divulgada pelo jornal O Estado de Minas.

Novos casos
A Secretaria da Saúde de Minas Gerais também divulgou nota nesta terça-feira informando que o número de casos suspeitos de contaminação por dietilenoglicol subiu de 26 para 28.

“Desses, 24 pessoas são do sexo masculino e quatro do sexo feminino. Quatro casos foram confirmados e os 24 restantes continuam sob investigação, uma vez que apresentaram sinais e sintomas compatíveis com o quadro de intoxicação por dietilenoglicol e com relato de exposição”, esclarece a nota.

A grande maioria dos casos notificados são de pessoas residentes em Belo Horizonte – 21 no total. O restante são de moradores das cidades de Capelinha, Nova Lima, Pompéu, São João Del Rei, São Lourenço, Ubá e Viçosa, com um caso notificado em cada município.

Cerveja com inspiração nazista causa polêmica na Alemanha

Assim como o ex-secretário da Cultura Roberto Alvim imaginou que a estética nazista do discurso que resultou na sua demissão passaria “desapercebida”, uma marca de cerveja alemã também fez alusões à ideologia na identidade visual de seus produtos. Como consequência, a polícia local está investigando a venda de uma cerveja que ostenta em seus rótulos elementos da simbologia nazista.

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Tudo ocorreu em uma loja de cervejas da pequena cidade de Bad Birba, no estado da Baixa Saxônia. Ela colocou à venda a “Deutsches Reichsbräu” (cervejaria do império alemão, em tradução livre), um rótulo cuja identidade visual faz referência à estética nazista. E, quando ele se tornou público, houve fortes reações.

Há, na Alemanha, uma lei que proíbe o uso de símbolos nazistas. Apesar da águia do reino, da cruz de ferro (condecoração militar largamente usada pelos nazistas e evitada pelas forças armadas alemãs desde a Segunda Guerra Mundial) e da tipologia gótica não serem proibidas individualmente, não é difícil perceber que todos eles juntos remetem à estética nazista – mesmo que sem a suástica. 

No entanto, além do uso desses três elementos na embalagem, outras evidências da motivação nazista foram constatadas. A cervejaria que produziu o rótulo é de propriedade de Tommy Frank, um ativista de extrema-direita que já foi candidato ao parlamento estadual de Turíngia pelo Partido Nacional Democrata (NPD), considerado o partido de extrema direita mais inclinado ao neonazismo na Alemanha.

A cerveja também estava disponível no site da marca, que oferta outros itens colecionáveis com temática ligada a essa ideologia. E Frank também é dono de um bar na cidade de  Kloster Vessra, em Turíngia, onde moradores atestam que o local é palco frequente de encontros neonazistas.

Soma-se a isso o preço da cerveja, que carregava o que é possível entender como uma “mensagem subliminar”. Uma caixa de garrafas estava sendo anunciada por 18,88 euros. Nos círculos neonazistas, o número 18 pode ser lido como um código que remete à primeira e à oitava letras do alfabeto, iniciais de Adolf Hitler. Já os 88 centavos teriam ligação com a letra H repetida duas vezes, iniciais de heil Hitler, saudação nazista.

Críticas no Face
A cerveja à venda foi flagrada e divulgada pelo político conservador Götz Ulrich, que a fotografou e postou em sua página do Facebook, relatando sua decepção com a existência do produto em plena semana em que o país, a comunidade judaica e a Polônia celebraram o 75aniversário da libertação do campo de concentração de Auschwitz. “E o pior de tudo: a cerveja vendeu muito e está esgotada”, lamentou ele em seu post.

A loja que vendia a cerveja fazia parte de uma rede de franquias chamada Getränke-Quelle, que na sexta-feira anunciou o desligamento da unidade de Bad Bibra. “A loja de Bad Bibra não é administrada por nenhum funcionário nosso”, afirma a rede em nota.

“O franqueado local é independente e autorizado a vender produtos sem nos consultar. Até hoje (sexta, dia 24), não sabíamos da venda da Deutsches Reichsbräu. Nós entramos em contato com o administrador da loja imediatamente demandando a retirada dos produtos da loja. Nossa marca será removida na segunda-feira (dia 27)”, completa a nota da franquia.

(Com BBC e DW)

Câmara da Cerveja se reunirá em BH para debater proibição do etilenoglicol

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A recém-criada Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cerveja no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) já possui um grande desafio prático pela frente: a proibição do etilenoglicol nas cervejarias, após a contaminação ocorrida na Backer. Para se aprofundar no tema, a entidade irá se reunir extraordinariamente em Belo Horizonte, no dia 5 de fevereiro.

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Criada em outubro de 2019, a câmara possui representantes da Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil), Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindcerv), Associação de Cervejeiros Artesanais (Acerva Nacional) e, também, do próprio Mapa.

Um dos grandes objetivos do fórum é melhorar a qualidade das cervejas brasileiras fortalecendo a sua produção. Por isso a próxima reunião irá acontecer em Belo Horizonte para analisar a proibição de etilenoglicol nas cervejarias.

A Abracerva realizou uma recente pesquisa com suas cervejarias associadas e, das 200 que responderam, apenas 1,5% disseram usar etilenoglicol no sistema de resfriamento. A grande maioria utiliza álcool etílico ou propilenoglicol, que não são tóxicos.

“Estamos trabalhando na questão regulatória para que seja proibido em definitivo o uso do etilenoglicol. Temos conversado com o Mapa e encaminhamos também para a Anvisa o pedido de proibição”, comenta Carlo Lapolli, principal dirigente da Abracerva e presidente da Câmara da Cerveja. “Resolvemos fazer essa reunião extraordinária em Belo Horizonte para debater o assunto e fazer uma avaliação.”

Novos casos
Na última sexta-feira, em comunicado oficial, a Secretaria da Saúde de Minas Gerais informou que os casos suspeitos de intoxicação exógena por dietilenoglicol subiram de 22 para 26. “Desses, 22 pessoas são do sexo masculino e quatro do sexo feminino”, aponta o órgão.

“A distribuição geográfica dos 26 casos notificados, segundo município de residência, é a seguinte: 19 casos em Belo Horizonte e os demais 10 casos contabilizam registros em Capelinha, Nova Lima, Pompéu, São João Del Rei, São Lourenço, Ubá e Viçosa”, acrescenta a cervejaria.

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Já a cervejaria Backer divulgou, na semana passada, um laudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) afirmando que não há contaminação da água da cervejaria por mono ou dietilenoglicol.

Menu degustação: Bar da Corona, 22 anos da Krug, IPA com tangerina da Schornstein…

Bar da Corona
O Vista Corona, bar proprietário da cerveja Corona, ganhou uma segunda unidade em São Paulo, no bairro Pinheiros, no Largo da Batata. O bar da Corona busca celebrar o estilo de vida ao ar livre e também o conceito de veraneio, tendo a intenção de ser um ponto de encontro para surfistas e amantes do esporte. O novo bar da Corona terá uma programação voltada à cultura do surfe, com a exibição de campeonatos no Brasil e no mundo, e exposições fotográficas gratuitas, além de funcionar como ponto de partida para surf trips ao litoral paulistano organizadas pela Corona. Em parceria com a Surf’sUp Club, o bar da Corona também abriga uma estação de aluguel de pranchas. “Criamos um oásis urbano inspirado nos paraísos naturais do Brasil, onde o verão nunca acaba, para que as pessoas possam se desconectar e se sentir fora da selva de pedras. Com o Vista Corona, queremos proporcionar experiências inesquecíveis, para que este seja um refúgio para os amantes do estilo de vida praiano”, diz João Pedro Zattar, gerente de marketing da Corona no Brasil. O bar tem 200m², capacidade para até 180 pessoas e conta com um serviço de autoatendimento. Além disso, tem como novidade o primeiro chope fresco da marca no mundo. A outra unidade do Vista Corona em São Paulo está localizada na Galeria Copan e foi inaugurada em dezembro de 2019.

IPA com tangerina da Schornstein
A já tradicional IPA da Schornstein ganhou uma nova versão: com adição de tangerina. O lançamento é resultado da Usina Schornstein, projeto da marca com a Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM). A bebida está disponível em latas de 473 ml, tem 6% de graduação alcoólica e 50 IBUs. Elaborada pelos alunos da instituição, a receita leva polpa da fruta e um dry hop de Amarilo e Citra. “A ideia foi trazer um pouco de frescor para a cerveja, aumentando seu drinkability. Ficamos bem satisfeitos com o resultado”, conta Rodrigo Becker Rosa, cervejeiro da Schornstein.

Aniversário da Krug
Em celebração aos seus 22 anos, a Krug Bier lançou uma nova cerveja comemorativa, a Krug 22, em edição limitada com apenas duas mil garrafas. É uma Russian Imperial Stout com 8% de teor alcoólico, envelhecida na presença de nibs de cacau e coco queimado, com notas de madeira provenientes da baunilha. Harmoniza com torta de nozes, petit gatêau e queijo camembert. Em outras ações, a Krug adquiriu três novos tanques de fermentação e também expandiu e mudou sua cozinha de localização para integrar a produção ao seu Biergarten – agora a cervejaria tem capacidade para produzir 350 mil litros por mês. Além disso, reformulou os sete rótulos da Linha Áustria – cada estilo ganhou uma cor característica. Já a linha Expressionista passou por pequenas adaptações, enquanto a cerveja Export deixou de ser envasada em formato long neck para ser vendida apenas na versão 600 ml. “Buscamos nos reinventar a cada dia para continuar crescendo neste mercado que é cada dia mais competitivo”, diz Alexandre Bruzzi, diretor da Krug Bier.

Oud Bruin da Prussia
A Prussia Bier, cervejaria de Belo Horizonte, lançou a Oud Bruin, uma Brown Ale da escola belga com um toque de acidez, feita em parceria com alunos do Curso Avançado de Tecnologia Cervejeira do Instituto da Cerveja. Seu aroma apresenta frutas como amora e uva, além de um leve toque de caramelo e chocolate. Teve, ainda, fermentação láctica e possui uma cepa de levedura, 18 IBUs e 5% de teor alcoólico. Foram produzidos apenas 500 litros, sendo que a cerveja está à venda no Hop Garden, Lamas Brew, Bier Truck Prussia Bier, Mamãe Bebidas, Santo Growler e Stahlberg.

Curso profissional da Sinnatrah
A Sinnatrah Cervejaria Escola, de São Paulo, lançou um curso voltado para quem pretende trabalhar com a produção comercial de cervejas e acumular experiência dos processos dentro de uma cervejaria. O Curso Profissional Cervejeiro prevê 70 horas de aulas, com conteúdo teórico e com operação de equipamentos em três fábricas diferentes. Inclui visitas técnicas, bate-papo com cervejeiros, apresentação de cases de negócios e mentoria individualizada com os professores ao final do curso. O curso se dará com turmas de até 20 alunos, sendo que a primeira será de 23 de abril a 30 de maio. O custo é de R$ 4 mil em até 5 vezes, com 5% de desconto até 31 de janeiro.

Ambev sem plástico
A Cervejaria Ambev anunciou a meta de acabar com a poluição plástica de suas embalagens até 2025. Para isso, em parceria com outras empresas e universidades, a cervejaria promete tomar uma série de medidas e criar inovações. Hoje, 18% de todo o líquido produzido pela companhia, incluindo seus refrigerantes, é envasado em embalagens plásticas. Para atingir o objetivo, a atuação será em três frentes: eliminação e substituição de plástico desnecessário; utilização de embalagens retornáveis ou conteúdo 100% reciclado na composição de novas embalagens; e investimento em inovação e tecnologias para circularidade, reciclagem e novos materiais. “Em 2018, a gente já tinha anunciado a meta de ter 100% dos nossos produtos em embalagens retornáveis ou que fossem majoritariamente feitas de conteúdo reciclado até 2025. Agora queremos ir além para ajudar a resolver o problema da poluição plástica, que preocupa o mundo todo”, explica Jean Jereissati, presidente da Ambev.

Linha Baltic da Avós
A Cervejaria Avós lançou um pack com quatro rótulos de 355ml com diferentes receitas da sua linha Baltic Porter (Strong Lagers). São elas: Base, Cafeína, Bourbon e Porto, esta um lançamento. As vendas, pelo site da marca, vão até meio-dia de segunda-feira e estão limitadas a 150 packs. A Base é a versão pura da Baltic Porter, a Cafeína é uma colaborativa com a Cafeína Records que leva Cold Brew de um café especial, a Bourbon foi envelhecida em barrica de carvalho norte-americano que anteriormente continha Bourbon e, por fim, a Porto foi envelhecida em barrica de carvalho europeu que continha vinho do Porto.

Plantio da Octopus
A Cervejaria Octopus realizou uma ação de plantio na região da Serra do Gandarela, a 40 quilômetros de Belo Horizonte. A iniciativa visa dar continuidade à prática de compensação ambiental às emissões de carbono durante a produção e distribuição dos rótulos da marca. O projeto Carbono Zero teve seu primeiro plantio em 2017.

Copa com desconto
A Copa Cervezas de America realizará de 1º a 16 de fevereiro uma pré-venda com 15% de desconto em cada amostra inscrita no festival. Marcada para o período entre 30 de agosto e 6 de setembro, a edição de 2020 do evento vai ser realizada em Mar del Plata, na Argentina, com a expectativa de reunir a maior quantidade de cervejas participantes da sua história.

Promoção da Skol e Zé Delivery ameniza inflação da carne e custos do churrasco

Para aqueles que tentam ao máximo prolongar o clima de verão e não perdem a chance de emplacar um churrasco no final de semana, uma parceria entre a Skol e o aplicativo de entrega de bebidas Zé Delivery promete amenizar o peso da farra no bolso. De olho nos números da inflação, que mostram altas expressivas no preço da carne durante o ano de 2019, a dupla se uniu em uma promoção que garante descontos no preço da cerveja para contrabalancear.

Entre 24 de janeiro e 2 de fevereiro, quem pedir Skol pelo aplicativo de entrega de bebidas geladas usando o cupom VaiTerChurras terá, no mínimo, 30% de desconto nos itens da marca.

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O índice de desconto é “pós-fixado” e trabalha com uma “trava mínima”, ou seja, a marca vai acompanhar a variação do preço da carne durante o período da promoção. Se ela subir, o desconto na cerveja aumenta. Mas, se diminuir, permanece em 30%.

“Aproveitamos que a carne está mais salgada para o bolso dos brasileiros e criamos essa ação conjunta com o Zé Delivery para garantir uma Skol gelada no melhor preço possível”, comenta Lucas Oliveira, gerente de marketing da Skol.

Inflação
No mês de dezembro, quando a inflação nacional ficou em 1,15%, o grupo alimentação e bebidas teve expressiva elevação de 3,38%. Itens como cereais e feijões contribuíram expressivamente para a alta. Mas as carnes, cujos preços são tradicionalmente maiores, foram as grandes vilãs e complicaram o churrasco durante o verão.

Em dezembro o item subiu 18,06%, com alta tanto nas carnes bovinas quanto nas suínas. A alcatra, uma das “estrelas” do churrasco, ficou 21,15% mais cara, enquanto o contrafilé subiu 19,88%.

As altas de dezembro também contribuíram bastante para o resultado anual, em que as carnes terminaram 32,4% mais caras – enquanto a inflação geral ficou em 4,31% e a cerveja despontou como “salvadora” do churrasco, com aumento de apenas 1,94%.

A ação acontece em todas as cidades nas quais o Zé Delivery atua: Grande São Paulo, Rio de Janeiro, Niterói, Curitiba, Ponta Grossa, Belo Horizonte, São José do Rio Pardo, Ribeirão Preto, Sorocaba, Santos, Praia Grande e Ponta Grossa. O cupom ficará disponível para 3 mil usos ou enquanto durarem os estoques.

“Nós, do Zé, entendemos que não existe combinação melhor que churrasco, galera e cerveja. Por isso, aceitamos o convite da Skol para incentivar mais encontros com família e amigos no verão”, afirma Claudio Azevedo, head de marketing e growth do Zé Delivery.

O aplicativo está disponível na Apple Store, no Google Play e no site www.ze.delivery.

Crise da Backer é pontual e não afetará setor, mas fake news preocupam, dizem analistas

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Além das perguntas ainda não respondidas pela investigação da contaminação de cervejas em Belo Horizonte, a cadeia produtiva da artesanal brasileira possui inúmeras questões que estão sendo debatidas: será que a crise da Backer vai afetar o segmento?; vendas e consumo irão cair?; qual o impacto do caso na cerveja artesanal brasileira?

Em busca de reflexões a respeito, o Guia ouviu especialistas e empresários do setor. E a avaliação geral é de que não houve queda em vendas, pelo menos por enquanto, embora exista uma preocupação com as informações que chegam ao público leigo, que ainda não conhece sobre cerveja artesanal.

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“Não perdemos nenhum cliente por causa disso e continuamos com as nossas vendas normalmente, conforme já havíamos planejado antes do caso”, informa Gilberto Tarantino, sócio-diretor da cervejaria Tarantino, de São Paulo.

Para ele, inclusive, a crise da Backer traz um ponto positivo: mostrar que cerveja é um assunto realmente importante no Brasil. “Um aspecto que devemos considerar é o grande espaço na mídia que o caso ganhou. Isso mostra que o tema cerveja tem muito interesse do brasileiro”, avalia Gilberto.

Mayra Viana, analista do núcleo de Alimentos e Bebidas da Unidade de Competitividade do Sebrae Nacional, é outra especialista a avaliar que o caso não trará grandes impactos ao setor. “De uma forma geral, o consumidor está entendendo que o caso é isolado. No geral, os empresários não estão preocupados e nem sentindo uma queda de vendas”, aponta ela.

Já Carlo Lapolli, presidente da Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva), também reforça que, apesar de inédito, o caso Backer é isolado e não irá prejudicar o crescimento do setor.

“O caso é inédito neste mercado. Estamos à disposição, assim como as indústrias, para mostrar o processo e para que o consumidor veja que o negócio da cerveja artesanal é sério, profissional e passa por acompanhamento constante dos órgãos de fiscalização”, defende Lapolli.

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Outro importante indicativo de que o setor não sentiu respingos do caso Backer é o fato de que analistas do Bradesco BBA mantiveram a classificação de investimento da Ambev, com a justificativa de acreditarem ser um caso isolado e de que não deve gerar mudanças no cenário de consumo das cervejas especiais.

Mas a confusão de informações e a falta de respostas da investigação podem afetar o consumidor que não conhece o mercado de artesanais. Para o chef e sommelier Ronaldo Rossi, também empresário do varejo cervejeiro, o principal desafio é enfrentar um problema que tem afetado até aspectos conjunturais do país: as fake news.

“O público já consumidor de cervejas especiais conhece a Backer, entende a qualidade da Backer e percebe o que está acontecendo. O grande problema é o público leigo, que recebe um monte de correntes no WhatsApp que não fala nada com nada, que não fala nada que faz sentido, e acaba achando como verdade absoluta a partir daí. Isso, de fato, preocupa”, alerta Ronaldo Rossi.