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Precisamos facilitar a vida das artesanais, diz ministra na instalação da Câmara da Cerveja

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A quarta-feira marcou um dia importante para a história da cerveja brasileira. Em Brasília, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), foi oficialmente instalada a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Cerveja. A cerimônia ocorreu no Auditório Olacyr de Moraes, na Esplanada dos Ministérios.

Compõem o grupo a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), a Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), a Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil), o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindcerv) e a Associação de Cervejeiros Artesanais (Acerva Nacional).

A cerimônia de instalação contou com a presença da ministra Tereza Cristina. Além de explicar que a Câmara da Cerveja pode dinamizar o setor no país, ela enalteceu as marcas independentes e pediu a consolidação dos cervejeiros artesanais.

“Precisamos agora consolidar os cervejeiros artesanais, as pequenas cervejarias, facilitando a vida deles. Vocês não são concorrentes, vocês são complementares”, garante a ministra da Agricultura.

Tereza Cristina também afirmou que a Embrapa poderá desenvolver novas cultivares de lúpulo e cevada para diversificar a produção nacional de cerveja. “Vamos trabalhar para termos uma cadeia produtiva mais organizada e ativa no Brasil.”

Já o secretário de Política Agrícola do Mapa, Eduardo Sampaio, destaca que o país ainda não consegue produzir matéria-prima da cerveja para exportação. E, para ele, a câmara vai organizar a cadeia produtiva, permitindo conciliar a demanda com a oferta de produtos. 

Os debates envolvendo a câmara vão girar em torno de política agrícola, defesa agropecuária, estruturação e fomento da cadeia produtiva, pesquisa e inovação, mercados interno e externo e assuntos fundiários (leia mais nos próximos dias).

A visão da Abracerva
Com o intuito de analisar o setor, colaborar com a criação de políticas públicas e assessorar o Governo Federal em temas relacionados ao segmento, a câmara terá papel decisivo para estimular a exportação e a reforma tributária do setor, conforme antecipou Carlo Lapolli, presidente da Abracerva, recentemente ao Guia.

“Cria um fórum permanente de discussão do setor com os principais players envolvidos, com as grandes cervejarias, as pequenas cervejarias e os gestores de políticas públicas. Em razão disso, a gente pode ter uma ação bem mais rápida e pontual de vários assuntos que merecem a atenção regulatória e precisam de um debate e de uma reformulação”, avaliou Lapolli.

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Agora, com a oficialização da instalação da Câmara da Cerveja, Lapolli explica que a possibilidade de ter um diálogo permanente, franco e aberto entre todos os envolvidos será fundamental para o desenvolvimento do setor.

“Desde os cervejeiros caseiros, das pequenas às grandes multinacionais, os produtores de lúpulos, insumos, embalagens e órgãos como Sebrae e Apex, todos estarão representados no grupo, em busca de um único objetivo: um cenário regulatório e fiscal mais favorável aos empreendedores”, aponta o presidente da Abracerva, acrescentando que o objetivo é transformar o mercado para manter o Brasil em posição de destaque no cenário mundial da cerveja.

“Entendemos que somente trabalhando em conjunto conseguiremos avançar. A câmara será o espaço para construirmos pontes, debatermos o setor e criarmos o futuro do segmento”, complementa Lapolli.

Com 1ª água em lata do país, Ambev “reflete” balanço e reforça aposta em não-alcoólicos

Ao mesmo tempo em que enfrenta um período de desafios no segmento cervejeiro, exposto em seu balanço do terceiro trimestre de 2019, a Ambev tem buscado diversificar seus investimentos e ações no setor de bebidas não-alcoólicas, também com foco na sustentabilidade. E esses ingredientes parecem estar condensados em seu mais recente lançamento: a primeira água em lata do país.

A novidade foi anunciada pela companhia há cerca de uma semana, dias antes da divulgação de seu novo balanço. Uma estratégia, aliás, que parecia antecipar o que diriam os números apresentados ao mercado financeiro. Se a Ambev apresentou lucro líquido 11,6% inferior na comparação com o mesmo período de 2018, resultado que teve influência direta da queda de 2,8% do volume vendido de cerveja e refletiu o crescimento da Heineken no mercado nacional, seu desempenho envolvendo os produtos não-alcoólicos foi bem melhor.

A receita da companhia com bebidas não-alcoólicas no Brasil, por exemplo, cresceu 13,6% entre julho e setembro na comparação com o mesmo período do ano passado. Assim, chegou a R$ 1,027 bilhão, com volume 6,5% maior (6,329 milhões de hectolitros).

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Nesse sentido, a mais recente iniciativa da Ambev foi o investimento no mercado de água, com o anúncio da primeira lata em água do Brasil, da sua marca AMA. E também se trata de uma ação no campo da sustentabilidade, afinal, o produto conta com um material reciclável e contribui para a redução do uso de plástico.

“Inovamos mais uma vez e apresentamos a primeira água em lata do Brasil. Nosso principal objetivo, com isso, é oferecer mais uma opção ao consumidor, desta vez pensando em uma embalagem mais sustentável. Novamente, este é um movimento muito alinhado ao histórico da companhia, que sempre desenvolveu projetos pensando no meio-ambiente”, conta Richard Lee, head de sustentabilidade da Ambev.

Conforme detalha a companhia ao Guia, a previsão é de que a água em lata da AMA esteja disponível no mercado em meados de dezembro. E, embora a fabricação vá ocorrer em uma fábrica no Estado do Rio de Janeiro, o produto estará presente e disponível nas diferentes regiões do Brasil.

“O lançamento de AMA em lata será nacional, não está restrito a um grupo de cidades ou estados. A produção será no Rio de Janeiro, então, claro, esperamos que as lojas cariocas estejam entre as primeiras a receber o produto, por uma questão geográfica. De qualquer forma, a distribuição será feita para todo o Brasil em bares, mercados e restaurantes, e é uma questão de tempo até alcançar as demais regiões. Além disso, a AMA em lata também será vendida em nosso e-commerce”, explica Lee.

As apostas da Ambev
Mas, como esclarece o próprio executivo, a nova investida em um produto não-alcoólico e sustentável deve ser encarada, antes de tudo, como uma aposta. A Ambev ainda vive a expectativa de como o mercado vai reagir a ela, já que o consumo de água mineral tem forte associação com as garrafas de plástico. O clima, porém, é de otimismo.

“Daqui para frente, ainda vamos avaliar a adaptação do consumidor a este novo formato de embalagem, mas sabemos que as pessoas estão cada vez mais preocupadas com o impacto que o consumo causa ao meio-ambiente. Por isso, estamos otimistas com este lançamento”, destaca o profissional da Ambev.

Além de reforçar a investida no mercado de não-alcoólicos, a nova água também joga luz sobre a aposta da companhia na sustentabilidade. A versão em lata da AMA integra um projeto mais amplo, iniciado em 2017, quando a Ambev lançou sua própria água mineral no Dia Mundial da Água. O projeto possui o diferencial de destinar todo o lucro para obras e projetos que levam água para quem não tem.

Segundo a Ambev, já foram arrecadados R$ 3,5 milhões de lucro, valor que foi  revertido para 31 projetos de acesso à água potável, nos nove estados do semi-árido brasileiro, beneficiando mais de 29 mil pessoas. O objetivo da companhia é terminar 2019 com 50 projetos e 43 mil pessoas beneficiadas.

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Lee destaca, inclusive como a preocupação com a água é fundamental para o projeto da cervejaria. “A água AMA é fruto da nossa evolução de pensamento sobre água: nós sempre enxergamos e valorizamos a água como um recurso essencial para nosso negócio. Afinal, qualquer cerveja é composta majoritariamente por água”, explica o executivo, para depois acrescentar.

“Por isso, há 20 anos desenvolvemos iniciativas em nossas cervejarias e nas comunidades onde atuamos, para garantir o bom uso e a proteção dos recursos hídricos. Ainda assim, de acordo com estudos da ONU, ainda existem mais de 35 milhões de brasileiros sem acesso à água potável. Como podemos nos comprometer a cuidar da água e não fazer nada em relação a este cenário? Foi justamente para ajudar essas pessoas que criamos a AMA”, diz Lee.

Outra recente iniciativa que também envolve a aposta da Ambev em sustentabilidade se deu com o início da construção de sua primeira fábrica de latas no Brasil. A novidade ficará em Sete Lagoas (MG), ao lado da cervejaria que leva o nome da cidade, e inicialmente irá abastecer a demanda de Sete Lagoas, Juatuba e parte das operações da região Sudeste. A previsão é de que as obras sejam concluídas em 2020.

Mais de R$ 700 milhões serão dedicados à construção da fábrica, que abrigará duas linhas de produção de latas, uma linha de produção de tampas e funcionará com energia 100% renovável.

Morador de Londres gasta o dobro com cerveja do que demais britânicos, diz estudo

Quem planeja passar um tempo no Reino Unido, seja a turismo, para estudar ou mudar de ares por um tempo, certamente pesa o custo de vida das cidades pelas quais se interessa antes de tomar uma decisão. Agora, uma pesquisa encomendada pela rede de telefonia Smarty e publicada pelo jornal The Independent pode ajudar na escolha: ela revela qual é o custo da cerveja em cada cidade. E, se depender disso, Londres passa a ser um destino altamente questionável.

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A pesquisa revela que um consumidor médio de cerveja no Reino Unido gasta, ao longo da vida adulta, pouco mais de 38 mil libras (aproximadamente R$ 194 mil) em pints de cerveja. Em Londres, no entanto, o gasto médio é mais do que o dobro desse valor: 82 mil libras (ou espantosos R$ 420 mil).

Essa discrepância não significa que os londrinos bebam mais do que os demais britânicos; ela tem origem na diferença de preços. Enquanto no Reino Unido como um todo o preço médio do pint é de 3,61 libras (R$ 18,50), em Londres é quase uma libra mais alto, chegando a 4,49 libras (R$ 23).

Já as regiões onde a cerveja fica mais em conta são as de Glasgow, na Escócia, onde o pint sai por 3,01 libras, e Leicester, onde 3,06 libras compram um pint.

Além do preço médio, a pujança econômica da capital inglesa – um dos maiores centros empresariais do mundo – faz com que o cidadão londrino esteja disposto a pagar mais: a maioria diz concordar em até 5,06 libras por pint, enquanto o britânico médio aceitaria um preço de, no máximo, 4,12 libras.

Com o preço mais alto e a tolerância que londrinos desenvolveram a ele, cada saída para beber em um pub significa um gasto médio de 23,04 libras – e elas costumam se repetir duas vezes por semana. Já no restante do país, as pessoas gastam 17,53 libras a cada vez que vão a um pub – e isso se repete, em média, quatro vezes por mês.

Promotora de eventos organiza debates para fortalecer negócios na cadeia cervejeira

O mercado de cerveja artesanal brasileiro vem crescendo substancialmente em número de empresas, o que nem sempre é acompanhado pela ampliação do consumo. O resultado é que apenas 28% das marcas independentes revelaram estar tendo lucro até maio deste ano. Para entender como se fortalecer nesse cenário, surgiu uma boa oportunidade: uma série de debates abordando os negócios na cadeia cervejeira.

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As discussões serão organizadas pela Cervejoca – Promotora de Eventos Cervejeiros no Espaço Pinheiros Coworking, na Rua Simão Álvares, 518, em São Paulo. Trata-se do Bate-Papo Cervejoca, que ocorrerão nas quintas-feiras de novembro.

Cada um desses encontros sobre negócios na cadeia cervejeira será direcionado por áreas de interesse: o de 7 de novembro será para proprietários, gerentes e responsáveis pelas áreas de gestão, produção e mercado de cervejarias e brewpubs; o de 14 será pensado em pontos de venda e delivery; o de 21 abordará estratégias para ciganos; e o de 28 dará dicas para paneleiros.

Os encontros terão sempre a presença de três convidados do mercado cervejeiro e/ou de fornecedores de máquinas, equipamentos e tecnologia. Cada edição terá 15 participantes e os debates vão das 15h às 19h. Já o ingresso custará R$ 135 – associados da Acerva Paulista têm desconto de R$ 35 – e dará direito a uma rodada de chope da Bamberg.

Informações e reservas pelo telefone (11) 95340-1771 (Joca) ou pelo email circuitopaulista@gmail.com.

Confira os 3 convidados da primeira edição do debate sobre negócios na cadeia cervejeira, que ocorrerá em 7 de novembro:

– Rennan Ohira, responsável pelo desenvolvimento de Produtos e Serviços da Ultragaz, vai abordar Evolução tecnológica e aplicação na produção de cervejas; Tendências de crescimento do mercado e a demanda por ferramentas digitais de armazenamento de receitas: maximizando a produção sem perder a qualidade do produto final; e Tecnologias que otimizam processo de produção: mitos e verdades sobre o uso de sistemas de automatização em cervejarias.

– Diógenes Oliveira, CEO da Action Service, falará sobre O que são e o que possuem em comum sistema de CRM – Customer Relationship Management (Gestão de Relacionamento de Clientes) e LGPD – Lei Geral de Proteção de Dados; e Plataforma Dynamics (Microsoft Solutions): apresentação de módulos como marketing, vendas e atendimento ao cliente.

– Heloisa Melo, executiva de comércio exterior e proprietária da HSM Logística Internacional, tratará de como Aproximar cervejarias de festivais fora do circuito nacional; do Calendário dos principais festivais internacionais; e da Logística capaz de levar sua cervejaria para qualquer evento cervejeiro no mundo.

Vendas fracas derrubam balanço da Ambev; Consultorias preveem fim de ano difícil

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O balanço da Ambev foi negativo no terceiro trimestre do ano. A companhia registrou lucro líquido de R$ 2,498 bilhões de julho a setembro, resultado 11,6% inferior ao do mesmo período de 2018, quando foi de R$ 2,824 bilhões, de acordo com o balanço divulgado na última sexta-feira. Já o lucro líquido ajustado da fabricante de bebidas foi de R$ 2,441 bilhões, uma queda de 15,8% no comparativo anual.

Esse resultado ruim teve impacto direto no primeiro pregão da Bolsa de Valores de São Paulo após a divulgação do balanço, na sexta, quando as ações ON da Ambev despencaram 8,29%, liderando o ranking de perdas do Ibovespa.

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A própria Ambev classificou como “moderado” o desempenho no terceiro trimestre de 2019, apontando que ele refletiu impactos do ajuste de preços promovido pela empresa, que foi potencializado por descontos realizados pela concorrência e por um ambiente macroeconômico desafiador.

Além disso, a companhia apontou que alguns desafios enfrentados no último trimestre permanecerão até o final de 2019, podendo inibir a capacidade de acelerar o crescimento do Ebitda  (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no Brasil.

Neste balanço, o Ebitda ajustado da Ambev foi de R$ 4,41 bilhões no terceiro trimestre, 4% abaixo do registrado no mesmo período de 2018. E isso ocorreu porque os custos continuaram subindo por causa da variação cambial e dos preços mais altos de commodities.

Análise das consultorias
“A Ambev reconheceu sutilmente que este trimestre foi relativamente fraco. Além disso, a empresa afirmou que alguns dos ventos contrários enfrentados neste trimestre devem seguir presentes nos próximos meses, inibindo sua capacidade de acelerar o EBITDA no Brasil durante este último trimestre de 2019”, avalia Betina Roxo, analista de commodities da XP Investimentos.

Além disso, o relatório de analistas do BB Investimentos previu redução de 4% da projeção para o Ebitda de 2020, chegando a R$ 24 bilhões, com o desempenho melhorando a partir de 2021.

“A indústria cervejeira no Brasil enfrenta um cenário desafiador, dado o consumo ainda fraco, que depende de melhorias adicionais nos fatores macroeconômicos, como (i) taxa de desemprego, (ii) renda disponível (iii) crédito e (iv) confiança do consumidor. Percebemos importantes esforços da Ambev para compensar o impacto negativo do ambiente mencionado e os custos mais altos relacionados à variação cambial, commodities e inflação na Argentina”, diz o BB Investimentos.

Já a receita líquida da Ambev no Brasil atingiu R$ 6,34 bilhões no terceiro trimestre, alta de 2,9% na comparação anual, algo provocado pelo aumento dos preços, de acordo com os analistas. No período, a receita líquida por hectolitro (ROL/hl) subiu 2,9%, enquanto o volume caiu 0,4%, para 23,746 milhões de hectolitros.

Considerando apenas seu portfólio cervejeiro, a receita líquida da Ambev no Brasil foi de R$ 5,314 bilhões, 1,1% acima do reportado um ano antes. O volume vendido recuou 2,8% na base anual, para 17,417 milhões de hectolitros. “Os volumes da América Latina e da América Central superaram nossas estimativas, mas passaram longe de compensar os resultados do Brasil, tanto nos segmentos de cerveja quanto no de bebidas não alcoólicas”, aponta a XP Investimentos.

Preços e custos
E a expectativa para os próximos meses não são nada melhores. “Para o próximo trimestre, permanecemos conservadores em relação aos aumentos no volume de cerveja no Brasil, dado o cenário ainda fraco para o consumo e ambiente competitivo ainda acirrado. Além disso, os custos em níveis mais altos podem continuar  pressionando as margens, em nossa opinião”, afirma o relatório de analistas do BB Investimentos.

Além disso, há pessimismo sobre a possibilidade de elevar o volume de vendas junto com o aumento dos preços. “Continuamos céticos sobre a capacidade da Ambev em retomar aumentos de preços sem sacrificar volumes de vendas”, opinam os analistas do BTG Pactual.

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O Custo dos Produtos Vendidos (CPV) em cervejas no Brasil subiu 23% na comparação com o terceiro trimestre de 2018, enquanto o CPV por hectolitro (CPV/hl) teve alta de 26,5%, ambos excluindo depreciação e amortização.

Já a receita da Ambev com bebidas não-alcoólicas no Brasil cresceu 13,6% ante o terceiro trimestre de 2018, para R$ 1,027 bilhão, com volume 6,5% maior (6,329 milhões de hectolitros) e ROL/hl 6,6% superior.

Os custos também subiram nesta divisão de negócios. O CPV e o CPV/hl, excluindo depreciação e amortização, cresceram 63,8% e 53,7%, respectivamente, devido ao comparativo desfavorável em 2018.

Menu degustação: Noi na Urca, cervejas de Hallowen e do Dia do Saci…

Noi na Urca
A cervejaria niteroiense abriu um quiosque no Morro da Urca, considerado um dos mais belos pontos turísticos do Rio de Janeiro. Inicialmente, serão três torneiras fixas de chope, com Bionda (Pilsen), Avena (Belgian Pale Ale) e Fiorella (IPA), além de diversos rótulos da Noi e souvenires como bonés, camisetas, growlers e taças. O espaço fica próximo ao anfiteatro e funciona diariamente das 8h às 20h.

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Cervejas de Halloween
A Cervejaria Nacional lançou a Abóbora Brava e a Sa’si Batizado para comemorar o Halloween e o Dia do Saci. A Abóbora Brava é uma cerveja de estilo Pumpkin Ale, lançada sempre nesta época do ano e que em 2019 foi produzida com a Pumpkin Tart. Leva abóbora cabotiá, cravo, gengibre, canela e pimenta do reino. Já a Sa’si Batizado é do estilo Stout e tem adição de avelã e café. O pré-lançamento das cervejas será na terça-feira, no Marias e Clarices – BeerPizza, quando o bar também fará o pré-lançamento da pizza sazonal Bruxa Boa, que levará em sua massa a Pumpkin Tart. Já o lançamento oficial dos rótulos na Cervejaria Nacional será na quinta-feira. Foram produzidos 500 litros da cerveja Abóbora Brava e apenas 50l da Sa’si Batizado.

Porter Cafeína da Avós
A cervejaria paulistana Avós lançou o novo rótulo da linha Baltic Porter, a Cafeína, em parceria com a Cafeína Records. Tendo a mesma base da Negroni e da Bourbon, essa cerveja teve adição de um coldbrew de blends produzidos pela Cafeína Records. O rótulo tem 8% de graduação alcoólica, notas de chocolate, frutas e café bem cítrico em evidência. O lote, com venda apenas na Casa Avós, tem 100 unidades em garrafas de 310ml e dois barris engatados.

World Beer Cup
As inscrições para a World Beer Cup 2020 se iniciam na terça-feira e vão até 13 de novembro. A competição, criada em 1996, é organizada pela Brewers Association e ocorre a cada dois anos em conjunto com a Craft Brewers Conference & Brew Expo America. A cerimônia de premiação será realizada em 22 de abril de 2020, em Santo Antonio, no Texas (EUA). Na edição de 2020,  haverá centros de recepção das cervejas em diversos países – inclusive no Brasil – para reduzir os custos e facilitar a logística. “Como a World Beer Cup limita o número de cervejas que cada marca pode enviar, as cervejarias escolhem as suas melhores cervejas. O nível da competição é muito elevado. São as melhores cervejas do mundo sendo avaliadas pelos jurados e especialistas mais competentes”, aponta Amanda Reitenbach, CEO do Science of Beer (um dos embaixadores nacionais do evento) e jurada da competição desde 2012.

Chopp Brahma Express
Ter o chope Brahma em casa agora ficou mais fácil. O sistema de entrega está disponível através do site do Chopp Brahma Expres, que teve sua campanha publicitária lançada nesta semana. O serviço atende todos os Estados e entrega no endereço informado pelo consumidor a opção escolhida.

Ação da Corona retira 300kg de óleo de praias e alerta para desastre ambiental

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Enquanto figuras proeminentes do governo federal têm demonstrado mais preocupação em realizar declarações que parecem buscar tirar o foco da gravidade da contaminação por óleo das praias do Nordeste brasileiro, uma parcela da sociedade civil tem se mobilizado para ajudar a conter os efeitos danosos que essa degradação pode trazer ao ecossistema.

Tornaram-se comuns as cenas de populares, unidos meramente pela consciência ambiental, trabalhando na limpeza das praias de modo voluntário. Essa mobilização também chegou ao setor cervejeiro, com a Corona se juntando a parceiros para contribuir em ações de retirada de óleo de praias nordestinas.

Parceira da Parley for the Oceans em diferentes iniciativas de limpeza de praias, a Corona liberou os funcionários de suas atividades na última quinta-feira, em uma ação coordenada com o Ibama. E diz ter retirado 300 quilos de óleo das praias ao apresentar um balanço das atividades, que também contou com a participação da Carva, da ONG Salve Maracaípe, além das agências Califórnia e LK.

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“Estávamos acompanhando a situação e sabíamos que podíamos e precisávamos ajudar a tentar remediar o cenário preocupante no qual as praias nordestinas se encontram pelo óleo representar uma ameaça ao ecossistema a esses mares e ao ecossistema marinho”, afirma Arnaldo Garcia, que atua no marketing da Corona, ao Guia.

A ação com a participação da Corona se deu em duas praias. Uma delas foi a Praia do Pau Amarelo, localizada no município de Paulista, na Região Metropolitana do Recife. Lá, 135 funcionários da cervejaria, além de 30 voluntários de empresas parceiras, atuaram por mais de 4 horas na limpeza. A atividade se repetiu no Sergipe, na Praia Coroa do Meio, em Aracaju. Nesse caso, a ação mobilizou 61 pessoas, sendo 51 funcionários e dez voluntários parceiros.

Encerrado o trabalho nessas praias, os EPI’s – Equipamentos de Proteção Individual – como botas, pás e sacos especiais para recolhimento dos dejetos,  em um total de mais de 300 itens, foram doados pela marca da Ambev e sua parceira para as equipes do Ibama, que darão prosseguimento da limpeza das praias nos próximos dias.

Mobilização
Diante da devastação da tragédia ambiental que atingiu as praias do Nordeste, a ação da Corona representa, evidentemente, apenas uma pequena parcela das atividades que devem ser realizadas para limpar as praias e precisam ser lideradas pela administração pública. Mas a cervejaria também acredita que a sua participação pode ajudar a comover e a mobilizar outras empresas privadas para a importância desse mutirão, para minimizar danos para a fauna e a flora.

 “A Corona quer proteger os paraísos naturais e não poderia deixar de se mobilizar frente a essa grande tragédia que assola praias brasileiras. Sabemos que este é apenas um passo que estamos dando, mas com esse movimento queremos mobilizar outras marcas e empresas a se envolverem para combater uma das maiores tragédias ambientais do país, que vai deixar um impacto enorme em nossos paraísos, prejudicando todo o ecossistema durante anos”, aponta Abílio Sacarechio, diretor-geral da Cervejaria Ambev no Nordeste.

A contribuição da Corona no processo de limpeza das praias possui relação com outra atividade desenvolvida pela marca. Com uma série de ações já desenvolvidas, a cerveja e a Parley the Oceans têm atuado globalmente no combate ao plástico nos oceanos desde 2017, em um projeto denominado Corona x Parley. Agora, diante do desastre ambiental que atingiu as praias do Nordeste, ela entendeu que suas atividades precisavam ir além.

“O projeto Corona x Parley tem como objetivo central combater a poluição de paraísos naturais gerada pelo plástico, mas a Corona não poderia deixar de se mobilizar frente a essa grande tragédia que assola praias brasileiras”, comenta Arnaldo Garcia.

Além disso, a Corona tem a “vida na natureza” como uma das suas estratégias de marketing, com campanhas para que as pessoas se desliguem do mundo online, e também patrocina expoentes do surfe, como Gabriel Medina. Assim, no momento em que as atenções se voltam para a contaminação do oceano, parece ser óbvio a adoção desse tipo de iniciativa, pois a tragédia coloca em risco a vida no mar e conceitos ligados a ela.

“A Corona é uma marca que nasceu na praia e está sempre levando seus consumidores a aproveitarem o melhor de se estar perto do mar”, lembra o profissional de marketing da marca.  “Ao nos depararmos com essa tragédia, entendemos que, como um projeto que está focado em proteger os mares contra ameaças a sua existência, poderíamos e precisaríamos nos envolver e, assim, fixarmos nosso compromisso de cuidar dos nossos paraísos naturais.”

O desastre
A contaminação das praias pelo óleo se iniciou no fim de agosto, em um derramamento que ainda não teve a sua origem descoberta, embora a principal suspeita seja que tenha vindo de um navio petroleiro.

De acordo com o Ibama, mais de 230 praias em cerca de 90 cidades do Nordeste foram afetadas pela contaminação, como importantes centros turísticos, casos de Maragogi (RN), Morro de São Paulo (BA), Pipa (RN) e Porto de Galinhas (PE), entre outros.

Órgãos públicos como a ANP, o Ibama, a Marinha, a Petrobras, além de entidades estaduais e municipais, têm atuado para minimizar os impactos no ecossistema, com ações de monitoramento ambiental e gestão de emergência.

A avaliação de especialistas, porém, é de que essas iniciativas têm sido lentas e tímidas, tanto que nem um gabinete da crise foi montado para unificação das operações.

Além disso, declarações do presidente Jair Bolsonaro e do ministro do Meio-Ambiente Ricardo Salles têm contribuído mais para o acirramento de debates políticos ultrapassados, atacando instituições importantes como o Greenpeace, do que para buscar uma solução unificada que minimize os danos para o ecossistema. E, em abril, o governo federal deu fim a dois comitês que integravam o Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Água.

Porto Alegre lidera deflação da cerveja em setembro

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A queda em setembro no preço da cerveja em domicílio, de 0,27%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi puxada por Porto Alegre. A capital do Rio Grande do Sul teve deflação de 1,53%, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Porto Alegre liderou a redução dos preços da cerveja em domicílio entre as 16 capitais pesquisadas pelo IBGE, sendo que outras sete cidades tiveram deflação, com destaque para São Paulo (-0,89%) e Goiânia (-0,77%).

Do lado oposto, oito capitais apresentaram inflação no preço da cerveja em domicílio. A maior alta foi a de Curitiba, com 2,57%, seguida por Campo Grande (1,33%), Rio Branco (1,29%) e Recife (1,09%).

Já os preços da cerveja fora do domicílio tiveram alta de 0,27% em setembro no cenário nacional. Campo Grande, com 5,09%, Rio Branco, com 2,54%, e São Paulo, com 1,89%, lideraram a alta. E as deflações mais expressivas foram em Brasília, com 2,14%, e Porto Alegre, com 1,87%.

Confira, a seguir, a variação do preço da cerveja em domicílio em setembro:
Brasil: -0,27%
Curitiba: 2,57%
Campo Grande: 1,33%
Rio Branco: 1,29%
Recife: 1,09%
Aracaju: 1,07%
Grande Vitória: 0,74%
Belém: 0,34%
Rio de Janeiro: 0,26%
Brasília: -0,07%
Fortaleza: -0,07%
São Luís: -0,50%
Belo Horizonte: -0,58%
Salvador: -0,69%
Goiânia: -0,77%
São Paulo: -0,89%
Porto Alegre: -1,53%

E a variação do preço da cerveja fora do domicílio em setembro:
Brasil: 0,27%
Campo Grande: 5,09%
Rio Branco: 2,54%
São Paulo: 1,89%
Goiânia: 1,33%
Grande Vitória: 0,31%
Rio de Janeiro: -0,19%
Fortaleza: -0,35%
Recife: -0,35%
Aracaju: -0,40%
Belém: -0,45%
Belo Horizonte: -0,51%
São Luís: -0,73%
Curitiba: -0,95%
Salvador: -0,99%
Porto Alegre: -1,87%
Brasília: -2,14%

Inovação cervejeira: Conheça tecnologias que estão mudando a cerveja moderna

Cerveja e inovação sempre caminharam lado a lado na história da humanidade. Estudos arqueológicos demonstram que a matemática foi “concebida” na Idade Antiga pela necessidade de controle do plantio, da colheita e dos estoques de grãos para fazer a bebida. As pesquisas sobre microbiologia de Louis Pasteur também foram patrocinadas pela indústria cervejeira no século XIX, mesma época em que a refrigeração artificial foi criada pela necessidade desse setor de vencer o quente verão dos Estados Unidos.

Estes são alguns exemplos de como a cerveja sempre esteve ligada à inovação científica e à tecnologia. Mas a história não para por aí: atualmente, a revolução digital e biotecnológica em curso têm efeitos ao mesmo tempo úteis e encantadores para a sociedade. E, como não poderia deixar de ser, inovações como inteligência artificial, genética, biotecnologia, internet das coisas, impressão 3D, entre outras, estão impactando a cerveja nos dias de hoje.

A descoberta de novas formas de utilização dos ingredientes básicos da cerveja é uma das áreas em que a pesquisa avança. Novas variedades de maltes e lúpulos, tratamento e configuração da água, extração da lupulina com criogenia e isolamento de novas colônias de leveduras são alguns dos exemplos de como a pesquisa científica impacta os ingredientes. Em paralelo, os equipamentos também evoluem com a tecnologia.

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“Tinas e tanques mais eficientes, com mais recursos e mais inteligentes estão conectados pela internet das coisas em cervejarias norte-americanas, principalmente”, explica Rodrigo Sena, sommelier com certificação em tecnologia cervejeira e responsável pelo canal Beersenses.

Na Austrália, cientistas do Instituto de Saúde Griffith criaram uma cerveja que previne a ressaca com a adição de moléculas de minerais (como cálcio, sódio e potássio), chamadas de eletrólitos – comumente encontrados em isotônicos esportivos.

As bebidas alcoólicas desidratam o organismo e os eletrólitos são responsáveis por recompor a hidratação de maneira rápida. Por isso, no mundo todo, cervejarias estão buscando acrescentar a molécula às receitas, lançando rótulos com destaque para a preocupação com a hidratação. “Os norte-americanos chamam isso de Wellness, um modo de vida saudável, focado no bem-estar, e cervejas com esse apelo são uma tendência”, conta Rodrigo.

No Brasil
Aqui no país também há inovações relevantes saindo do forno. Novas técnicas estão sendo usadas, por exemplo, para buscar outras fontes de amido além do malte e dos cereais. “Usar fécula de batata, batata doce e mandioca é uma alternativa para inovar com qualidade”, relata Vinícius Calandrelli, mestre cervejeiro profissional responsável pela produção das cervejarias Animali e Venator.

O especialista destaca também alguns processos inovadores usados para aumentar a qualidade das cervejas e a eficiência da produção, como a fermentação Lager sob pressão.

“Além de agilizar a fermentação, esse processo permite fermentar uma Lager entre 20 e 30 graus sem correr o risco de gerar diacetil ou outras substâncias indesejáveis para a cerveja”, reforça Vinícius. “Todas essas novidades contribuem para mais variedades, tornando a cerveja brasileira mais plural e ajudando a aumentar o consumo”.

A cervejaria disruptiva
Já não é raro, portanto, que cervejarias enxerguem na inovação uma maneira de se diferenciar no mercado, adotando o potencial tecnológico em sua construção de marca. É o caso da cervejaria Pratinha, de Ribeirão Preto, que montou um centro de pesquisas e inovação chamado Beer Hack Lab. Nele, a cervejaria pesquisa desde biotecnologia até o uso de tecnologias como holografia e impressão 3D.

O mais recente projeto de inovação da Pratinha é o conteúdo interativo para um display volumétrico que produz imagens holográficas de alta qualidade. É voltado para a apresentação de produtos nos pontos de venda e permite a interação com o consumidor através de touch screen e reconhecimento de gestos.

“É uma experiência com a marca no PDV que surpreende, desperta curiosidade e a vontade do consumo imediatamente. Pensamos em utilizar isso não só como forma de divulgação no PDV, mas como uma mídia para interagir com o consumidor e evoluir para uma venda online”, explica José Virgílio Braghetto Neto, sócio e diretor da Cervejaria Pratinha.

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Foi lá, também, que surgiu a primeira cerveja instantânea do mundo, a Magic Booze, que recebeu investimentos da ordem de R$ 9 milhões e foi lançada em junho. Basta misturar um sachê da cerveja ultra concentrada em um copo de água com gás que a mágica acontece. “A Magic Booze tem sido muito importante para tornar o Beer Hack Lab da Pratinha conhecido, mas temos muita coisa acontecendo e sendo feita por lá além dela”, ressalta José Virgílio.

Alguns dos avanços obtidos no Beer Hack Lab também vão em direção à sustentabilidade, com o uso de energia solar e um fotobiorreator de algas. Além do tratamento de todo o resíduo orgânico gerado na produção cervejeira, enquanto os restos de ingredientes são reaproveitados por outro projeto, batizado de B33r3d, de impressão 3D.

Nele, foi desenvolvido um filamento biodegradável com resíduos de malte e lúpulo misturados com poliácido lático, que pode ser usado em impressoras 3D para produzir utilitários como abridores de garrafas, porta-copos, caneca e até utensílios para cervejeiros caseiros – como airlock e secador de garrafa. A Pratinha disponibiliza os projetos para impressão gratuitamente.

Inteligência artificial
A integração entre varejo e indústria é outro ponto onde a inovação pode florescer. Grandes players de softwares empresarias, como SAP e IBM, têm soluções de inteligência artificial sendo usadas por cervejarias em todo o mundo.

“A cerveja é uma indústria ferozmente competitiva e as cervejarias precisam se diferenciar e inovar em resposta à mudança no gosto do consumidor”, afirma Ralf Lehmann, diretor de marketing de solução da SAP nos EUA.

Em maio, Lehmann apresentou um projeto de inteligência artificial para cervejarias na Sapphire Now and ASUG, um dos grandes eventos de inovação da gigante da tecnologia, que aconteceu em Orlando (EUA).

Nele, todos os equipamentos da cervejaria estão conectados com os sistemas de produção, suprimentos e marketing. O sistema de inteligência artificial avalia os dados de vendas e demanda dos consumidores, cria receitas novas com base no que analisou e insere essas novas receitas na linha de produção, tudo isso sem interferência humana. “Com uma cadeia de valor totalmente integrada, as cervejarias podem fabricar a cerveja certa para os clientes certos, na hora certa”, aponta Lehmann.

Inovação e cerveja sempre foram parceiras, ajudando-se mutuamente ao longo da história da produção ao consumo, da cervejaria até o ponto de venda. Essa parceria tende a se consolidar, criando novidades e aumentando a qualidade do que chega à mesa do consumidor.

Oktoberfest agita interior de SP com festas do Polo Campinas e da Rota Ribeirão

Campinas está definitivamente entrando na rota da cerveja artesanal do país. Depois de criar uma lei para facilitar a abertura de brewpubs, a cidade receberá neste final de semana o Polo Beer Festival – a Oktoberfest do Polo Cervejeiro da Região Metropolitana de Campinas.

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A festa ocorrerá no sábado e no domingo, a partir das 12h, na Praça Carlos Gomes. Serão cerca de 80 rótulos e 15 cervejarias participantes, todas integrantes do polo cervejeiro. São elas: Berggren (Nova Odessa), Campinas, Crazy Rocker, Daoravida, Garimpero, Kalango (Americana), Landel, Mafiosa (Valinhos), Marés (Americana), Nuremberg, Sancta (Santa Bárbara D´Oeste), Dear Hop, Tábuas, Tesla (Jaguariúna) e Toca da Mangava.

Para acompanhar, haverá opções diversificadas de comida, com alternativas como Ciao Pizzas, Mortadela e Cia,  Óxente, Sal da Terra, Firebull, Beikeira, 27 Burguers, Estação Morango e Amor e Churros, entre outros.

“Queremos mostrar para o público o que é a cultura cervejeira, aproximar mais ainda as pessoas desse universo. Além disso, quem for à praça vai poder bate-papo com os próprios cervejeiros, porque estaremos todos lá”, revela Alexandre Leme, presidente do polo, acrescentando que a ideia é realizar futuramente o evento em outras cidades da região, como Americana, Nova Odessa e Valinhos.

A Oktoberfest terá a co-realização das secretarias de Cultura e de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo da Prefeitura de Campinas.

Festa em Ribeirão
E Campinas não será a única cidade do interior de São Paulo a receber uma festa neste final de semana. Em Ribeirão Preto, outro polo cervejeiro importante do estado, a Walfänger organizará a Oktoberfest Ribeirão na sexta, no sábado e no domingo. Os ingressos custam entre R$ 50 e R$ 60 e podem ser adquiridos no site www.oktoberfestribeirao.com.br.

O evento será no boulevard da Arena Eurobike e seguirá a tradição ao servir o lote da cerveja Oktoberfest, do estilo Märzen, produzido apenas uma vez ao ano especialmente para a festividade. Especializada em rótulos alemães, a Walfänger também servirá sua Berliner Weisse.

Além de comidas alemãs e atrações musicais, a Oktoberfest contará com a participação de marcas do Polo Cervejeiro de Ribeirão Preto, com rótulos da Invicta, BR Brew, Lund, Maltesa, Pratinha, SP 330 e Weird Barrel, além dos sete estilos fixos do portfólio da Walfänger.

“Como típicos representantes da cultura alemã na região, não podíamos deixar de promover essa que é a maior festa da cerveja da Alemanha e que já se tornou a maior do interior de São Paulo. Para facilitar o acesso do público, o evento está em novo local, em uma área mais centralizada, já que receberemos pessoas não só da cidade, como de outras regiões”, conta Caio Balieiro, sócio-diretor da Walfänger.