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Brasil atinge recorde e recicla 100% das latas comercializadas em 2022

O Brasil reciclou 100% das latas de alumínio comercializadas em 2022, um feito inédito. De acordo com os dados obtidos pela Recicla Latas, com o apoio da Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas), os recicladores processaram 390,2 mil toneladas de sucata de latinhas, montante equivalente às 31,85 bilhões de unidades comercializadas pelos fabricantes de latas ao longo do último ano.

O índice de reciclagem do ano passado é o maior da série histórica, superando o recorde de 2021, quando havia sido de 98,7%. E compõe um cenário de elevadíssimos números de reciclagem das latas de alumínio nos últimos 15 anos, período em que a média fica acima de 95% no Brasil.

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“Esse resultado comprova mais uma vez que o sistema de logística reversa brasileiro das latas de alumínio é robusto e maduro. Nossos associados continuam aperfeiçoando esse modelo e mantendo nossos índices em patamares elevados, inclusive em cumprimento aos compromissos que assumimos com o Ministério de Meio Ambiente”, destaca Renato Paquet, secretário executivo da Recicla Latas.

O índice recorde foi alcançado mesmo com os desafios encarados pelo setor em 2022, com recuo de 4,7% nas vendas de latas de alumínio na comparação com 2021, encerrando uma sequência de cinco anos de alta da produção.

“O ano de 2022 foi atípico, mas estamos felizes por alcançarmos um recorde. Houve um ajuste de estoques na cadeia produtiva, com reflexos até mesmo no nosso índice de reciclagem. No final das contas, houve um fluxo maior de latas para a reciclagem”, comenta Cátilo Cândido, presidente executivo da Abralatas e atual presidente do conselho da Recicla Latas.

As estimativas são de que a reciclagem injete aproximadamente R$ 6 bilhões anualmente na economia brasileira, garantindo trabalho e renda para mais de 800 mil catadores. A reciclagem das latas também tem grande importância ambiental, pois evitou a emissão de mais de 15 milhões de toneladas de gases ao longo dos últimos dez anos.

 “Nossas ações pela reciclagem são amplas e estruturadas, refletindo em resultados extremamente positivos como esse. Além de recuperarmos todo o montante colocado no mercado, ainda realizamos campanhas de educação ambiental e projetos de capacitação de gestores públicos e cooperativas de catadores. Aliás, os catadores são peça fundamental nesse sistema e é nossa prioridade melhorar suas condições de trabalho”, comenta o secretário executivo da Recicla Latas.

Para tornar o Brasil uma referência global em reciclagem de lata, o país conta, hoje, com 36 centros de coleta em 19 estados, centros de laminação e reciclagem e 25 fábricas da embalagem em todas as regiões do país.

“Este resultado consolida o alumínio como solução estratégica para a economia circular. O protagonismo da indústria brasileira na reciclagem de latas para bebidas se deve aos investimentos do setor do alumínio na ampliação e modernização das fábricas de reciclagem e em rede própria de coleta, e reafirma a capacidade da cadeia de atender à toda demanda nacional”, explica Janaina Donas, presidente executiva da Abal.

Especial Vidro: Estética e circularidade impulsionam uso por cervejarias

A decisão sobre como envasar uma bebida é estratégica e passa por uma série de aspectos que vão muito além de meras preferências. Com os diferentes tipos de embalagem tendo suas virtudes e desafios, o vidro busca se destacar e conquistar as cervejarias por seus atributos estéticos, potencial de circularidade e características quando em contato com a bebida, de acordo com a visão de especialistas ouvidos pelo Guia.

Para quem deseja conquistar o consumidor em prateleiras concorridas e com elevada diversidade de opções, a garrafa de vidro pode ser um importante chamariz, como avalia Lucien Belmonte, superintendente da Associação Brasileira das Indústrias de Vidro (Abividro).

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“Na gôndola, você tem apenas alguns segundos para chamar a atenção do consumidor, atribuindo um valor intrínseco e fechando a intenção de compra. E a embalagem é o veículo principal. Ela é uma parte super importante para a atribuição de valor pelo público”, afirma.

Na visão de Maria Victória Martins, especialista em inteligência de mercado da Verallia, o vidro tem esse potencial de se conectar com o consumidor pela variedade de formatos e possibilidade de uso pelas cervejarias, o que garante uma diversidade de opções.

“Isso acontece porque o vidro permite diversificação em termos de design, tamanho e peso das garrafas, que podem também ser fabricadas em cores diferentes, rotuladas em papel ou autoadesivo e decoradas conforme a proposta de cada cervejaria”, diz.

Além disso, o consumidor já tem em mente que cada tipo de embalagem de vidro pode servir para uma experiência diferente, na visão de Belmonte. “A long neck é vista como uma opção mais premium, enquanto o casco está associado com o produto econômico”, argumenta o superintendente da Abividro.

Os especialistas destacam, porém, que não são apenas aspectos estéticos que fazem com que o vidro seja uma opção interessante para o envase de cervejas. Características como resistência, durabilidade e impermeabilidade tornam esse tipo de embalagem uma solução interessante para quem atua no segmento.

A maior resistência do vidro garante uma carbonatação mais adequada, que também é preservada pela impermeabilidade desse material, evitando reações químicas.

“O vidro é a melhor barreira e garante a maior pureza no contato com a bebida e o alimento. É uma barreira mais eficiente de oxigenação e para as propriedades organolépticas, preservando o sabor. Ele não interage com a bebida. Por isso, também tem um shelf life diferente”, afirma Belmonte.

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Para os profissionais da indústria do vidro, a embalagem desse material também está em consonância com a sustentabilidade, sendo um importante aliado da economia circular, como destaca Gabriela Ditt, analista de relações institucionais e sustentabilidade da Abividro.

“O vidro é o material mais em linha com a economia circular. Ele é reciclado nas próprias fábricas de produção de novos vidros, substituindo a areia. É 100% reciclável e pode ser reciclado infinitas vezes, sem nenhuma perda no processo e nem diminuição de qualidade”, diz.

Além do seu aproveitamento para reciclagem, muitas embalagens de vidro, principalmente as garrafas de bebidas, são desenhadas para serem retornáveis, ou seja, podem ter diversos ciclos de reenvase antes de serem descartadas.

“Estima-se que uma garrafa de cerveja retornável pode ter até, aproximadamente, 35 ciclos de envase e consumo, sem a necessidade de serem descartadas e substituídas por garrafas novas”, afirma a analista de relações institucionais e sustentabilidade da Abividro.

A presidente da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe), Cristiane Foja, ressalta que o vidro, assim, pode aproximar a cervejaria do consumidor, que vem ampliando o seu engajamento e a busca por produtos que estejam associados à sustentabilidade.

É uma tendência de consumo crescente: o público só adquire o produto se tiver propósito sustentável. Isso é, muitas vezes, um fator determinante na escolha. E o vidro traz essa proposta, por ser um material infinitamente reciclável, em que nada se perde

Cristiane Foja, presidente da Abrabe

Petrópolis propõe desconto de até 70% nas dívidas e venda de ativos energéticos

O Grupo Petrópolis protocolou a sua primeira proposta de recuperação judicial, com o intuito de pagar suas dívidas com credores. Para reestruturar os seus débitos, a companhia pede descontos de até 70% sobre algumas das suas dívidas, além de indicar a intenção de vender ativos da sua operação no setor energético para gerar caixa.

O documento foi protocolado pelo Grupo Petrópolis na 5ª Vara Empresarial da Justiça do Rio de Janeiro, que aceitou o pedido de recuperação judicial e precisa ser aprovado pela assembleia de credores. Porém, até a realização dessa votação, a proposta pode passar por ajustes.

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No plano de recuperação judicial, o Grupo Petrópolis não incluiu a Maltería Oriental, responsável pela produção e comercialização de malte de cevada, que apresentou um documento em separado para reestruturação das suas dívidas com os credores.

A proposta
O Grupo Petrópolis propõe deságio de 70% das dívidas com credores quirográficos e para as microempresas e empresas de pequeno porte, com pagamento se iniciando apenas em 2035. A outra opção para quem pertence a esses grupos é o recebimento de R$ 10 mil ou R$ 3,5 mil, respectivamente, 30 dias após a homologação do acordo.

Por outro lado, a proposta de reestruturação das dívidas do Grupo Petrópolis não prevê deságio dos valores a serem pagos a credores trabalhistas, que deverão começar a ser pagos até 30 dias após a data de homologação do acordo.

O mesmo procedimento será adotado com os debenturistas, com a diferença de que a carência para o início do pagamento será de seis meses. Além disso, o Grupo Petrópolis destaca, em sua proposta, que pretende reservar o valor da venda de ativos no segmento energético para o pagamento dessas dívidas.

Desde 2010, o Grupo Petrópolis atua no setor de energia, incluindo uma participação de 100% na empresa Electra Power. Deve, assim, vir desse portfólio as vendas para garantir recursos visando o pagamento de parte dos seus débitos.

O Grupo Petrópolis também garante, em sua proposta, condições melhores para credores colaboradores, incluindo nesse grupo aqueles que continuem ou passem a fornecer bens, insumos, materiais ou serviços não financeiros em condições de mercado; mantenham as fianças bancárias já emitidas e se obriguem a renová-las. Embora haja diferenças na carência para o pagamento, que varia entre 24 e 36 meses, não haverá deságio para qualquer tipo de colaborador.

O pedido de recuperação judicial
O Grupo Petrópolis entrou com pedido de recuperação judicial nos últimos dias de março, quando estava para vencer uma parcela de R$ 107 milhões de sua dívida com o Banco Santander.

No total, o Grupo Petrópolis afirma que a sua dívida é de R$ 4,2 bilhões, sendo R$ 2,2 bilhões com fornecedores e outros R$ 2 bilhões derivados de operações financeiras e de mercados de capitais.

O seu maior credor é o Siena Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, no valor de R$ 661,635 milhões. Sem levar em consideração a incidência de correções, caso aceite a proposta aos credores quirográficos que não optem pela colaboração, o Siena renunciaria a mais de R$ 460 milhões.

Em seu processo de recuperação judicial, o Grupo Petrópolis é assessorado pelos escritórios Galdino, Coelho, Pimenta, Takemi, Ayoub Advogados e Salomão, Kaiuca, Abrahão, Raposo e Cotta Advogados. Já a administração judicial do caso cabe à Preserva-Ação Administração Judicial e ao escritório de advocacia Zveiter.

Dívida e perda de mercado
Para justificar o elevado endividamento, o Grupo Petrópolis relatou queda na venda de bebidas, que caiu de 31,2 milhões de hectolitros no fim de 2020 para 24,1 milhões de hectolitros no término de 2022. Isso foi provocado pela perda de participação no mercado de cerveja: de 15,3% em 2020 para 10,6% em agosto de 2022.

Assim, a companhia ficou com capacidade produtiva ociosa em suas fábricas, além de ter sofrido com a alta de insumos e da inflação, com esses custos não sendo repassados em sua totalidade aos preços. Além disso, citou, no pedido de recuperação judicial, ter sofrido forte impacto da alta da Selic, a taxa básica de juros, que provocaria um impacto anual de R$ 395 milhões no fluxo de caixa da companhia.

Controlado por Walter Faria, o 13º brasileiro na lista de bilionários da Forbes, com R$ 3,3 bilhões, o Grupo Petrópolis é o terceiro maior grupo cervejeiro do Brasil. A companhia possui capacidade total de fabricação de 52,4 milhões de hectolitros de bebidas, embora afirme estar produzindo apenas 21 milhões de hectolitros.

Atualmente, o Grupo Petrópolis fabrica as marcas de cerveja Itaipava, Crystal, Lokal, Black Princess, Petra, Cabaré, Weltenburger e Brassaria Ampolis (com os rótulos Cacildis, Biritis, Ditriguis e Forévis); as vodcas Blue Spirit Ice e Nordka; a Cabaré Ice; os energéticos TNT Energy Drink e Magneto; o refrigerante It!; o isotônico TNT Sports Drink; a água Petra e água tônica Petra. Com oito fábricas em operação, o grupo estima ser responsável pela geração de aproximadamente 24 mil empregos diretos.

Agrária amplia interação e grade de palestras no seu congresso técnico em 2023

A Agrária Malte promoverá mais uma edição do Congresso Técnico Internacional com novidades no seu formato em 2023. Agendado para junho, o evento, em Entre Rios, distrito de Guarapuava (PR), passou por mudanças com o intuito de aumentar as possibilidades de interação entre os participantes e ampliar as opções de palestras, permitindo que o público defina uma jornada que esteja mais de acordo com as demandas da sua cervejaria.  

Em 2023, o Congresso Técnico Internacional vai ocorrer entre os dias 19 e 21 de junho, com toda a programação concentrada no Centro de Eventos da Agrária, que possui 11 mil m². O dia seguinte contará com visitas técnicas à estrutura da companhia, assim como vai marcar o início de uma das novidades deste ano, um curso de destilação com especialistas da Agrária e da Lallemand, que irá até 24 de junho.

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Aproveitando a estrutura do seu centro de eventos, a Agrária optou por alterar o formato do Congresso Técnico Internacional, passando a realizar palestras simultâneas. Com duas palestras magnas por dia, uma mesa redonda e dois períodos para palestras simultâneas, os participantes poderão acompanhar 15 conteúdos durante os três dias de realização do evento.

A principal diferença em relação a edições anteriores do Congresso Técnico Internacional está na possibilidade de o cervejeiro definir, entre as três opções de palestras simultâneas, qual assunto prefere acompanhar.

A programação, inclusive, foi definida de acordo com a percepção das principais demandas das cervejarias, envolvendo assuntos importantes para quem atua no dia a dia do setor, como o mercado de cevada e malte, abordagens sobre leveduras e temas técnicos, como estabilidade da espuma cervejeira e diacetil.

“A programação é definida a partir da percepção e análise sobre quais são as principais dores do mercado, obtidas nas conversas com as cervejarias e os parceiros. A partir disso, se elabora os assuntos que vão ser abordados.  Em um momento de pressão inflacionária sobre o setor, temas como eficiência e shelf life precisam entrar na pauta. O propósito é contribuir para o desenvolvimento das empresas com a abordagem de conteúdos densos”, explica a Agrária.

A realização do encontro no Centro de Eventos da Agrária também está em consonância com o desejo dos organizadores de ajudarem no aumento da interação entre os participantes, como as cervejarias e os fornecedores, destaca a companhia.

Percebemos que a interação entre as pessoas é fundamental. E decidimos revolucionar isso, fazendo tudo em nosso centro de eventos, com uma área que permite tanto a realização das palestras quanto as interações, com a feira cervejeira que acontece junto ao congresso

Agrária Malte

Assim, além da maior liberdade para a definição dos conteúdos que desejam acompanhar, os participantes contarão com mais espaço para a realização de conversas com parceiros. E o centro de eventos ainda terá uma feira de fornecedores, que tem 17 empresas confirmadas. “O participante escolhe qual trilha quer seguir. Ele entende as necessidades da sua cervejaria e direciona o seu desenvolvimento. O participante ficou gestor da sua programação”, destaca a Agrária.  

Os participantes do Congresso Técnico Internacional são convidados por representantes da Agrária. Em 2023, a companhia trabalha com a perspectiva de receber 600 participantes ao encontro, que terá o valor de R$ 150 por pessoa, dando direito ao acompanhamento das palestras, almoço, jantar e show musicais diários, além de traslado de ida e volta entre hotéis em Guarapuava e o Centro de Eventos da Agrária.

Para além da cerveja
Em 2023, além do Congresso Técnico Internacional e da visita às instalações da Agrária, com passagens por Museu Histórico de Entre Rios, Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária, maltaria, destilaria e cervejaria experimental da companhia, haverá um curso de destilação de três dias. Promovido em parceria com a Lallemand, o curso pretende reunir cerca de 40 participantes, com uma imersão no assunto.

A sua criação partiu da percepção da Agrária do crescimento do número de cervejarias que se interessam pela produção de outras bebidas alcoólicas. “A destilação é algo que as cervejarias têm investido mais. Então, pensamos que estava na hora de promovermos algo voltado a esse mercado. E nos unimos aos nossos parceiros para fazer o curso voltado às cervejarias com processo mais avançado de trabalho com destilação”, explica.

Confira a programação de palestras da edição de 2023 do Congresso Técnico Internacional da Agrária:

19 de junho (Segunda-feira)
9h20 – Palestra magna – Alexandre Karkle – Mercado de cevada e malte

11h15 – Palestras simultâneas:         
Fábio Teleginski – Formas de aumentar eficiência e rendimento no processo produtivo reduzindo custos e mantendo a qualidade
André Trombe – Como melhorar o shelf life de sua cerveja através de técnicas de filtração
Fernanda Bressiani – A influência sensorial no consumo de alimentos e bebidas

14h – Palestras simultâneas  
Alexander R. Schwarz – Clean label: A lei de 1516 mais atual do que nunca
Kátia Jorge – Sensorial como ferramenta de qualidade
Rodrigo Toledo – Propriedades técnicas das garrafas, envase adequado, cuidados com a garrafa de vidro

15h – Palestra Magna – Alírio Caldera – Estabilidade de espuma da cerveja, uma revisão técnica

17h – Mesa redonda – Novas perspectivas tecnológicas de malte – Como maltarias tornaram mais fácil o trabalho do cervejeiro

20 de junho(terça-feira)
9h – Palestras simultâneas    
Paulo Matias – Tecnologia para recuperação de CO2
Ivan Hartmann – Muito além do malte Pilsen: explorando o potencial dos outros maltes base
Ben Souffriau – Como otimizar ésteres frutados e álcoois superiores afinando os parâmetros fermentativos

10h – Palestra magna – Sylvie Van Zandycke – Leveduras do futuro: Soluções práticas para os cervejeiros

14h – Palestras simultâneas
Alexander Weckl – Humm DMS! É realmente um problema?
Lígia Marcondes – Boas práticas de fabricação e sanitização
Pérsio Volpini – Sabor da cerveja sem culpa: Produção de cervejas low carb, light e sem álcool

15h – Palestra magna – José Antunes – Tudo o que você quis saber sobre diacetil e teve medo de perguntar

17h – Mesa redonda – O que as cervejarias esperam dos profissionais que estão entrando no segmento

21 de junho (quarta-feira)
9h – Palestras simultâneas    
Jean Palm – Flakes: Adjunto ou solução?
Teresa Yoshiko – Panorama do lúpulo brasileiro
Alirio Caldera – Maltes especiais com tradição

10h – Palestra magna – Darren Gamache & Stephanie Conn – Amarillo®: Um espectro de sabores

14h – Palestras simultâneas
Marcelo Barga – Kveik like Lager – A era da produção de Lager em temperatura alta
Jéssia Carneiro de Mello – Controle e monitoramento de pragas
José Ivan Vieira de Lima – Por que as cervejarias devem se digitalizar? Quais os benefícios da transformação digital e predição de dados no processo cervejeiro

15h – Palestra magna – Johann Bertazzoni – A arte do amargor elegante: da teoria à aplicação prática

17h – Mesa redonda – Convidado especial – Palestra especial

Balcão da Chiara: Análise sensorial como parte da qualidade assegurada

Balcão da Chiara: Análise sensorial como parte da qualidade assegurada

Ter um programa de gestão sensorial implantado na cervejaria sem dúvidas significa poder contar com uma ferramenta que auxilia na garantia da qualidade. E ainda traz impacto na redução de custos, melhoria significativa na qualidade sensorial, consistência e estabilidade da cerveja.

As avaliações sensoriais podem ser decisivas em relação à rastreabilidade do processo para solução de problemas, identificação de tendências, mas não nos traz apenas dados sobre o perfil sensorial e defeitos no produto acabado. Também precisam ser aplicadas ao recebimento de insumos, monitoramento do processo, desenvolvimento de novos produtos, teste de aceitação com os consumidores, na substituição de matéria-prima, teste de prateleira, avaliação de concorrentes, avaliação do produto no mercado.  

Um sistema de gestão sensorial precisa de dedicação e estudo para que seja desenvolvido e aplicado com foco em resultados. Você pode se perguntar qual o custo de uma implantação e eu te respondo que o custo é muito menor do que o descarte de cervejas, retrabalho, consumo energético e a perda de credibilidade no mercado. E se você acha que sua cerveja é muito “boa”, te desafio a transformá-la em um produto excepcional e com consistência.

A estrutura física e de pessoas será de acordo com a disponibilidade e necessidade de cada empresa. Então não tem desculpa, é só adaptar para sua realidade!

Como começar?
O ponto de partida é a definição de quem será a pessoa responsável pela gestão do sensorial. A responsabilidade na garantia do recrutamento e treinamento das pessoas que irão compor o painel sensorial, pela coleta adequada de amostras, definição e cumprimento das rotinas de avaliação, condução da análise dos dados e do tratamento das anomalias, da rastreabilidade, construção dos procedimentos. Isso não significa necessariamente que essa pessoa irá executar todas essas atividades, e, sim, conduzir os processos.

Os procedimentos e fluxos precisam ser definidos!
Os procedimentos e metodologias de análises precisam ser definidos dependendo do objetivo de cada avaliação. É importante que nesse momento todo o processo seja mapeado para definir todos os pontos de coletas, insumos e processos a serem avaliados, metodologia e frequência de análise. Você precisa ter atenção ao fluxo de recebimento e avaliação das matérias-primas, avaliação do produto em elaboração, produto acabado e estabilidade.

Defina a estrutura!
Defina um local adequado para as avaliações sensoriais, sem ruído ou outras interferências. Não precisa necessariamente ter uma cabine para avaliação. Os avaliadores precisam estar em um ambiente tranquilo, com iluminação adequada e temperatura que seja confortável.

Lembre que você irá precisar de taças, geladeira/freezer para armazenamento das amostras. Não esqueça também de um espaço para armazenar as cervejas para avaliar a estabilidade do produto, que serão dispostas em temperatura ambiente durante o armazenamento.

Monte um painel sensorial!
Esta etapa é primordial para o sucesso do seu produto. Tenha um painel diverso. Não é preciso que todo(a) avaliador(a) seja cervejeiro(a). Abra o processo de recrutamento e seleção. Não esqueça de avaliar a saúde dos futuros avaliadores. O fator psicológico também precisa ser levado em consideração, não dispense esta etapa. Pessoas que sofrem transtornos pelo uso do álcool, dependentes ou que estejam em alguma situação de vulnerabilidade psicológica não devem participar do painel. Cuide da saúde física e mental dos painelistas. Não queremos que ninguém adoeça nas nossas cervejarias. Além dos exames iniciais, monitore a saúde ao menos anualmente. Faça uma avaliação psicológica e tenha um termo de compromisso assinado.

Monte um treinamento baseado nos procedimentos definidos previamente e faça uma avaliação. Afinal não basta querer ser um painelista, precisa ter conhecimento e habilidade, que podem ser desenvolvidos com muito treino.

Agora é hora de cumprir a rotina com disciplina e realizar análise dos dados coletados. Correção de rotas, análise do processo com base nas avaliações, análises estatísticas, avaliação de tendências, resolução das anomalias irão garantir a continuidade do trabalho e consistência sensorial. Não adianta realizar a avaliação sensorial e não fazer um tratamento dos dados!

O trabalho do avaliador de bebidas requer comprometimento, seriedade e ética. Cervejaria não é espaço aberto e sem regras. Os limites devem ser definidos e cumpridos com responsabilidade!


Chiara Barros é proprietária do Instituto Ceres de Educação e Consultoria Cervejeira. Engenheira Química, especialista em Biotecnologia e Bioprocessos, em Gestão da Qualidade e Produtividade e em Segurança de Alimentos, além de cervejeira e sommelière de cervejas.

Confira 16 lançamentos de cervejas artesanais realizados em maio

A variedade das cervejas artesanais foi reforçada no mês de maio por uma série de lançamentos das marcas. Seja para dar continuidade a séries, para celebrar aniversários ou datas especiais, como o Dia das Mães, as cervejarias trabalharam para oferecer mais opções aos consumidores.

A Dogma, por exemplo, presenteou o público com três lançamentos em maio, assim como a Pinneal. Já a Hop Flyers Brewing e a Três Morretes, motivadas pelos seus aniversários, criaram uma Double Black IPA e uma Strong Golden Ale, respectivamente.

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Permita-se explorar os sabores e descobrir novas preferências através dos lançamentos de cervejas realizados em maio e selecionados pela reportagem do Guia. Confira:

Bodebrown
A marca de Curitiba apresentou dois lançamentos de cervejas ao consumidor em maio. Motivada pela celebração do Dia das Mães, a Bodebrown lançou a Regina Sour Framboesa, uma sazonal ofertada em lata, de 473ml, ou em chope. É uma Berliner Weisse, sendo que graças à adição de framboesa, tem refrescância e acidez marcantes. A primeira fermentação traz notas com média acidez e 6,1% de grau alcoólico. O nome é uma homenagem a uma funcionária da Bodebrown, chamada Regina. Além disso, a marca fez o segundo lançamento do projeto Bodebrown Safra 2023 – Gastronomía Além do Infinito: Gigantes de Olinda e os Bonecos de Wallonie 6. A edição número 6 da Gigantes de Olinda traz uma fruta tipicamente brasileira, a jabuticaba, em uma receita com 7,5% de teor alcoólico. “Ela é uma referência no Brasil dentro do segmento de Belgo-Brasilian Ales, sendo uma cerveja única e exclusiva. Tem caráter complexo, com notas de malte, café e chocolate, pães de tosta média, frutas desidratadas – em especial a jabuticaba – e ainda ameixas e cereja”, explica Samuel Cavalcanti, CEO da Bodebrown.

Dádiva
No mês de maio, a Dádiva lançou a Unbox Life, uma Hoppy Wheat leve e fresca com aromas de frutas cítricas. Segundo a marca, os lúpulos ganham destaque, trazendo aromas de frutas cítricas e um sutil toque terroso no sabor. Ela traz, ainda, notas maltadas e textura aveludada provenientes do malte de trigo. Lançada em latas de 350ml, a novidade tem 4,6% de teor alcoólico, tendo sido produzida com exclusividade para o site da CervejaBox.

Dádiva + Oca
Dando sequência a uma linha de colaborativas, a Dádiva e a Oca realizaram em maio os lançamentos da 3ª e da 4ª cervejas da linha Dádiva + OCA Wild Ale A Dádiva+Oca Wild Ale Maracujá e a Dádiva+Oca Wild Ale Pêssego possuem 5,5% de teor alcoólico e estão sendo comercializadas em garrafas de 375ml. Assim como os primeiros rótulos da linha, elas foram fermentadas por mais de 24 meses com leveduras Brettanomyces nativas do Brasil e Saccharomyces cerevisiae. Ambas têm aromas e sabores fenólicos e minerais com acidez bem presente.

Dogma
A Dogma presenteou o público com três lançamentos em maio: a Nextra III, a Olímpico e a La Muerte. A Nextra III é uma IPA mais clara, neutra e leve, com teor alcoólico de 6,4%. Segundo a marca, a cerveja busca realçar ao máximo os sabores dos lúpulos utilizados, o que é feito a partir da criação de uma base composta apenas por malte Pilsen e flocos de arroz. A lupulagem foi feita com Strata, Strata hop Hash, Cascade e Motueka, criando um perfil sensorial que mistura frutas tropicais e cítricas além de um leve resinoso. É uma Cold IPA, fermentada em temperaturas mais baixas. A Olímpico foi criada em parceria com o rapper SP VIC e o Grupo Síntese, divulgando o disco lançado com o mesmo nome. É uma Session Ale feita com Mosaic, El Dorado e Amarillo e fermentada com um blend de fermentos do banco da Dogma, tendo 4,8% de teor alcoólico. Já a La Muerte é uma cerveja inspirada no tepache, bebida tradicional mexicana que é feita através da fermentação da casca e da polpa do abacaxi e especiarias. Essa Imperial Sour com 8% de álcool teve adição de abacaxi, além de usar o cumaru da Na´kau.

Hop Flyers Brewing
Para comemorar os 7 anos da Hop Flyers Brewing, a Cevada Pura, detentora da marca, lançou uma Double Black IPA, com fava de cumaru amazônico e maturada com amburana de tosta média. Levemente cítrica, a cerveja apresenta notas de madeira, tabaco, baunilha e coco. Batizada de Volcano, é uma cerveja com 8,1% de graduação alcoólica alta e 90 IBUs de amargor. Em sua brasagem foram utilizados os lúpulos Cashemere, Centennial e EXP 472.

Landel
A Landel aderiu à celebração inglesa de resgate ao consumo das Mild Ales e lançou em maio a Black Pug, Trata-se de uma Dark Mild Ale, escura, com 3,5% de teor alcoólico e 10 IBUs de amargor. Possui suaves notas de tostado, caramelo e um leve toffee. A novidade está disponível em chope e latas de 473ml.

Pineal
O mês de maio foi de três lançamentos para essa marca de Sorocaba (SP). A Mind Blow Figo, Cumaru e Maple, com 8,8% de graduação, envasada em lata de 473ml, tem notas de compota de figo, calda de caramelo, damasco e frutas brancas cristalizadas, segundo o seu descritivo. A Return to Innocence Barrel Aged Brett Saison, com 7% de álcool e também em lata de 473ml, apresenta no aroma um buquê frutado, lembrando abacaxi doce e laranja, com notas levemente rústicas trazidas pela bretta, além de leve herbal e condimentado, somado a um delicado amadeirado, fruto do seu longo repouso em carvalho americano. Já a Daily Gose com Tamarindo, somente disponível em chope, traz tamarindo em evidência, com acidez assertiva e amigável, segundo a marca.

Três Morretes
A cervejaria Três Morretes, completou 3 anos em maio e lançou uma cerveja comemorativa: a Penajóia, em alusão a uma grande mina que fez parte do Ciclo do Ouro de Morretes. Se trata de uma Strong Golden Ale com adição de mel e gengibre de Morretes, casca de laranja e semente de coentro.

Van Been
A Cervejaria Van Been anunciou o lançamento da Pieter in Amsterdam, uma cerveja de estilo Juicy IPA que traz como diferencial o terpeno Green Crack em sua composição. A nova cerveja tem 7% de teor alcoólico, 40 IBUs de amargor e, segundo a marca, traz uma explosão de notas cítricas e herbais, além de um leve aroma de cannabis, por conta do terpeno.  O nome da cerveja é uma homenagem ao avô materno de Dante Casarotti, fundador da Van Been, um marinheiro holandês que se tornou referência na família e foi inspiração na escolha do nome da cervejaria.

Way Beer
A Way Beer uniu a caipirinha e a cerveja para apresentar a Caipirinha Sour. É uma cerveja do estilo Sour, caracterizada pela acidez e refrescância. Para mesclar o sabor do lúpulo com o palato da caipirinha, a receita leva raspas de casca de limão-taiti e açúcar mascavo, que faz referência ao sabor das melhores cachaças brancas e traz um toque que remete à cana-de-açúcar. A novidade possui 3,5% de graduação alcóolica e 5 IBUs de amargor.

Menu Degustação: Festival de churrasco, 12 anos da Nacional…

A celebração do aniversário de um dos ícones do setor de artesanais é um dos destaques dessa semana no segmento cervejeiro. Nesta sexta-feira (26), a Cervejaria Nacional comemora os seus 12 anos com atrações para quem for ao seu bar, em São Paulo, no bairro Pinheiros, ou para quem preferir festejar em casa.

Já para quem gosta de harmonizações – e carne –, as opções são variadas. Em Campinas (SP), haverá um festival de churrasco, que ocorrerá em dois finais de semana seguidos. Já para comemorar o Dia Mundial do Hambúrguer, a Eisenbahn e a ExTouro promovem uma promoção com harmonização durante uma semana, começando no domingo.

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Confira essas e outras atrações do setor cervejeiro no Menu Degustação do Guia:

12 anos da Nacional
Para comemorar seu aniversário de 12 anos, a Cervejaria Nacional terá uma sexta-feira especial em sua casa, no bairro Pinheiros. A celebração contará com double drink a noite toda e a DoBalacoBaco plugada nas torneiras, cerveja que foi sua primeira Barley Wine, envelhecida em barris de carvalho desde 2016, preparada por quatro mestres-cervejeiros da casa. A celebração dos 12 anos da Nacional também brindará os clientes que fizerem pedidos pelo delivery com R$ 12,00 de desconto – basta utilizar o cupom “NACIONAL12”.

Festival de Churrasco
O Shopping Iguatemi de Campinas recebe a partir desta sexta-feira (26) a 1ª edição do Mestres do BBQ. O encontro reúne o melhor do churrasco com cortes selecionados de carnes em conjunto com diversas marcas de cerveja, como Campinas, Barossa, Blacaman e Landel, todas de Campinas; Bierinbox e Sonora, de Paulínia; Marés, de Americana; Berggren, de Nova Odessa; Bragantina, de Bragança Paulista; Madalena, de Santo André; e Brewto’s, de Vargem Grande Paulista. O evento, que também terá apresentações musicais, será realizado durante dois finais de semana: de 26 a 28 de maio e de 2 a 4 de junho, no bolsão do estacionamento do shopping.

Harmonização com hambúrguer
A celebração do Dia Mundial do Hambúrguer, neste domingo (28), motivou a união entre a hamburgueria ExTouro e a Eisenbahn. Do domingo até 4 de junho, a ação vai contemplar a harmonização de 3 receitas criadas pelo chef Yasser Regis, da ExTouro, com 3 estilos da marca de cerveja. Para harmonizar com a Eisenbahn Unfiltered, vem o Hot Ribs (hambúrguer bovino, costela desfiada, bacon, picles de jalapeno, cebola roxa e mostarda). O Gorgon Bacon Crispy (hambúrguer com gorgonzola, bacon empanado e barbecue) harmoniza com a Eisenbahn IPA. Já para a Eisenbahn Pilsen, foi criado o Chicken Boss (com frango empanado, cebola chapeada, bacon, cheddar e molho big boss). As compras podem ser realizadas em dois formatos. Pelo iFood, na compra de um sanduíche da promoção, mais uma cerveja da Eisenbahn, o cliente ganha um segundo rótulo. Pelo site da marca, a mecânica será de combo composto por um sanduíche com duas Eisenbahns com 20% de desconto.

Capacitação do Bees
Para ajudar a impulsionar o negócio de pequenos e médios empreendedores donos e donas de bares e restaurantes, o Bess, plataforma digital da Ambev para o B2B, oferece o programa Aprender para Empreender, com foco em treinamentos e especializações para os pontos de venda, em parceria com a Abrasel e o Sebrae. A iniciativa, que deve atingir mais de 800 mil profissionais do ecossistema Ambev, oferecerá acesso a conteúdos especiais e exclusivos sobre planejamento, gerenciamento, vendas e outros temas relevantes para tocar o negócio.

Promoção da Brasil Beer Cup
A organização da Brasil Beer Cup prorrogou até esta sexta-feira (26) a oferta de preço promocional de inscrição, de R$ 310 por cerveja, o que representa desconto de R$ 70. A competição vai ocorrer de 21 a 26 de agosto, em Florianópolis, e abrangerá cervejarias do mundo todo nas categorias comercial e experimental, dependendo se a cerveja já é comercializada ou não. A competição seguirá baseada nos critérios do Guia de Estilos de Cerveja da Brewers Association – Edição 2022.

Estilos brasileiros na Copa
A Abracerva incluiu estilos tipicamente nacionais no regulamento da 3ª Copa Cerveja Brasil. Além daqueles normalmente considerados em competições cervejeiras, a entidade adicionou os estilos Brazilian Wood and Barrel Aged, que utiliza madeiras brasileiras para maturar cervejas, e Brazilian Wood and Barrel Aged Sour Beer, que se difere da anterior por apresentar também acidez derivada da exposição a microrganismos. Outras duas categorias brasileiras presentes na copa são a Brazilian Pale Ale – que propõe o uso das matérias-primas produzidas e beneficiadas a partir de técnicas e tecnologias brasileiras -, e a Brazilian Hop Beer, na qual é fundamental a utilização de lúpulo nacional. A competição, com etapas regionais, faz parte do Conexão Cerveja Brasil e já está com inscrições abertas.

Auxílio à higienização
A Wier, uma greentech de Florianópolis, está oferecendo ao mercado um equipamento tecnológico que promove a descontaminação e higienização através de um sistema de ozonização, que pode ser acoplado ao sistema de lavagem dos envases. De acordo com a empresa, a tecnologia torna a sanitização mais rápida, confiável, econômica, moderna e em harmonia com o meio ambiente.

Após impasse de 2 anos, Heineken inicia obra de 1ª fábrica em Minas

A obra de construção da primeira fábrica do Grupo Heineken em Minas Gerais está oficialmente iniciada. Em evento que contou com a presença do governador Romeu Zema e de autoridades locais, além de executivos da companhia, foi lançada a pedra fundamental da unidade de Passos.

A previsão do Grupo Heineken é de que a 15ª planta da empresa no Brasil comece as suas operações em meados de 2025. Inicialmente, a unidade no Sul de Minas será dedicada a fabricar as marcas Heineken e Amstel, para aumentar o volume dos rótulos premium e mainstream puro malte à disposição do consumidor.

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A construção da unidade de Passos pelo Grupo Heineken demandará investimentos de R$ 1,8 bilhão. A expectativa é de que a obra gere 2 mil oportunidades de trabalho para os moradores da região. Já com a fábrica em funcionamento, a companhia estima 350 empregos diretos e 11 mil postos de trabalho indiretos.

“Esse é um projeto muito esperado por nós, pelos nossos clientes e, principalmente, pelo estado de Minas Gerais. A cervejaria de Passos foi idealizada para atender aos nossos objetivos de negócio, mas também para contribuir com a prosperidade da região por meio de desenvolvimento econômico e social e aceleração da agenda ambiental”, afirma Maurício Giamellaro, presidente do Grupo Heineken.

O Grupo Heineken afirma que a unidade de Passos vai ser abastecida com fontes de energias 100% renováveis, além de contar com um sistema de abastecimento hídrico eficiente que permitirá a ampliação da infraestrutura de captação de água existente na cidade.

No último mês, com foco na sustentabilidade na região, o Grupo Heineken aderiu ao Programa Produtor de Águas da Agência Nacional de Águas, tornando-se apoiadora do Projeto Bocaina de Pagamento por Serviços Ambientais.  Passos também já faz parte do programa de geração distribuída de energia verde da Heineken, que permite aos moradores do município acesso à energia renovável por meio de usinas sustentáveis a partir de um cadastro simples e 100% digital na plataforma da marca.

Fim de longo processo
O início das obras em Passos encerra um longo processo sobre a definição do local onde seria instalada a primeira fábrica do Grupo Heineken em Minas Gerais, inicialmente anunciada para Pedro Leopoldo, na região metropolitana de Belo Horizonte, em dezembro de 2020.

No segundo semestre de 2021, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, do Ministério do Meio Ambiente, embargou a obra pelo risco de soterramento do complexo de cavernas e grutas onde foi encontrado o crânio de Luzia, o mais antigo esqueleto das Américas. Além disso, em função da captação de água para a fábrica, apontou ameaças aos lençóis freáticos. Posteriormente, o Ministério Público de Minas Gerais recomendou a suspensão das licenças prévias concedidas para as obras. 

O Grupo Heineken, que já havia paralisado as obras, anunciou, em dezembro de 2021, a desistência de construir a fábrica em Pedro Leopoldo. Além disso, iniciou o processo de busca de uma nova cidade para se instalar.

Passos, então, foi escolhida em abril de 2022 para sediar a nova unidade produtiva do Grupo Heineken em função de algumas vantagens, como disponibilidade hídrica, proporcionada pela Bacia Hidrográfica do Rio Grande, desenvolvimento socioeconômico e facilidade logística para o abastecimento de Minas Gerais e aos demais estados da região Sudeste.


Em janeiro deste ano, o Grupo Heineken recebeu, do Comitê de Política Ambiental de Minas Gerais, a licença para implantação em Passos da sua fábrica. O hiato de tempo para o início das obras, provocado em parte pela necessidade de obtenção das licenças ambientais, foi criticado pelo governador mineiro durante a cerimônia de lançamento da pedra fundamental.

“Essa obra já poderia ter sido iniciada há muito tempo, levou um ano de licenciamento ambiental. Não é isso o que eu quero para Minas. E estamos melhorando a regulamentação, que é extremamente subjetiva. Espero que um processo desse tipo leve até quatro meses no futuro”, afirma Zema.

Venda de cerveja no Brasil deve crescer 4,5% em 2023, estima pesquisa

O Brasil deve vender 700 milhões de litros de cerveja a mais em 2023 na comparação com o ano passado. O dado é uma estimativa apresentada pela empresa de pesquisas de mercado Euromonitor Internacional, em levantamento realizado a pedido do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv).

Caso essa previsão se confirme, o Brasil terminará 2023 com 16,1 bilhões de litros de cerveja comercializados, um salto de 4,5% em relação aos 15,4 bilhões de litros do ano passado.

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O resultado representaria, também, o quinto ano consecutivo de alta das vendas de cerveja no Brasil. Porém, o crescimento anual de 4,5% representa o menor ritmo desde 2019, exatamente quando o país retomou a expansão na comercialização da bebida. No ano passado, por exemplo, o salto de 14,3 bilhões de litros de 2021 para 15,4 bilhões de litros representou um crescimento de quase 8%.

“O Brasil ocupa posição relevante na produção de cerveja, de terceiro maior produtor do mundo, atrás da China e Estados Unidos. Somos um parceiro estratégico para a retomada do crescimento do país. No entanto, ainda temos o obstáculo do peso dos impostos, relatado pelos produtores do setor como o principal desafio”, afirma o presidente executivo do Sindicerv, Márcio Maciel.

Outros dados
A previsão de crescimento das vendas de cerveja no Brasil em 2023 está acima da principal estimativa de alta do PIB para o ano, do Boletim Focus, que em sua edição mais recente, publicada na última segunda-feira (22), prevê expansão de 1,2%.

Dados divulgados recentemente pelo IBGE apontaram que a produção de bebidas alcoólicas pelo Brasil apresentou alta de 5,5% no primeiro trimestre, na comparação com o mesmo período de 2022.

Inseridas nesse contexto, Ambev e Grupo Heineken, duas principais cervejarias do país e ambas representadas pelo Sindicerv, aumentaram seus volumes de cerveja em ritmos diferentes no primeiro trimestre. A Ambev relatou expansão de 0,8% no período, chegando aos 22,191 milhões de hectolitros, enquanto a Heineken, sem detalhar números, informou que o volume de cerveja vendida no Brasil cresceu um dígito alto (entre 8% e 10%) de janeiro a março.

Contra usura, trapista belga Westvleteren exportará cervejas para a Holanda

A renomada cerveja trapista belga Westvleteren decidiu lutar contra a usura. Sabendo que as suas desejadas produções têm sido alvo de revenda a preços exorbitantes, os seus responsáveis, da Abadia de São Sisto, decidiram pela realização de um teste de exportação dos seus rótulos para a Holanda.

Os monges da abadia descobriram que algumas cervejas vinham sendo compradas por intermediários, que as revendiam por valores que superavam os 10 euros por unidade. O preço está bem acima do praticado para quem vai até a abadia, onde engradados de 24 unidades têm preços que variam entre 38,10 euros e 48,80 euros.

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“Esses preços exorbitantes são diametralmente opostos aos valores da comunidade dos monges. Os irmãos querem que o maior número de pessoas possa desfrutar de suas cervejas por um preço justo”, afirma um porta-voz da abadia à imprensa belga.

Contra a agiotagem e para tornar o mercado mais transparente, a Abadia de São Sisto fechou um acordo com a importadora e distribuidora holandesa Wauters Hulst BV, que já comercializa outras cervejas trapistas, como Westmalle, Rochefor, Orval, Zundert e Achel, para que faça o mesmo com os seus rótulos no país vizinho à Bélgica.

As cervejas da trapista Westvleteren deverão estar disponíveis na Holanda a partir de junho em lojas de bebidas. Elas só poderão ser vendidas para consumidores e sem a cobrança de margens exorbitantes, com a sugestão de preço sendo de menos de 5 euros por garrafa. Além disso, não serão comercializadas em pacotes de seis unidades ou em engradados de madeira, sendo embaladas em caixas de papelão.

Com uma produção anual de 7,5 mil hectolitros de cerveja, a Westvleteren destinará 790 hectolitros (aproximadamente 240 mil garrafas) para o mercado da Holanda nesse projeto-piloto.

A trapista Westvleteren

Fundada em 1839, a Westvleteren produz 3 rótulos: a 8, de tampa azul, a 12, de tampa amarela, e a Blond, de tampa verde e conhecida pelo número 6. Elas ganharam reputação internacional, com a Westvleteren 12 sendo considerada a melhor cerveja do mundo por alguns especialistas. Em 2022, o trio deixou de ser a única marca de cerveja da Bélgica sem rótulos em suas garrafas, passando a exibi-los.

Na Bélgica, as cervejas da Westvleteren são vendidas apenas em pequenas quantidades, na porta do monastério e para compradores que realizaram reservas. Em 2019, porém, adotou a venda online. Mas ela é só uma etapa do processo de venda. Após pagar e reservar sua cerveja pelo site, o interessado ainda assim deve se apresentar pessoalmente no monastério para retirar a mercadoria. E apenas clientes individuais serão elegíveis à compra.