Fat Tire se torna “carbono zero” nos EUA e quer liderar mercado mais sustentável

A New Belgium Brewing Co. teve sua marca Fat Tire Amber reconhecida como a primeira cerveja “carbono neutro” vendida nos Estados Unidos. A empresa do Colorado obteve o certificado PAS 2060 e, agora, pretende expandir seus planos de sustentabilidade para todas as marcas do grupo, além de levar essa postura para o restante do mercado.
A certificação é entendida pela cervejaria como um passo natural de um posicionamento que tem o ativismo ambiental como um dos principais valores da companhia por décadas. E a próxima meta da New Belgium é compensar a emissão de carbono de toda a sua operação até 2030.
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A responsabilidade ambiental sempre foi, ao longo de sua trajetória, uma das causas e valores mais valorizados pela companhia. Nos últimos anos, diversas ações e posicionamentos já apontavam para uma preocupação com o carbono, como o comprometimento com o uso de energia eólica e a produção de energia solar e de biogás em suas fábricas, que contam com construções sustentáveis.
Além disso, a New Belgium foi a primeira empresa do setor a integrar a organização internacional 1% For The Planet, cujas empresas participantes se comprometem a doar ao menos 1% de seus lucros anuais a causas ambientais.
Alerta a US$ 100
A companhia, agora, passa a usar a conquista da certificação pela Fat Tire como mote para suas próximas ações, de modo a provocar o mercado e a manter a pauta da sustentabilidade em alta.
“O congresso deveria liderar a criação de uma engrenagem livre de carbono para a geração atual e para as futuras, em vez de reconstruir nosso passado dependente dos combustíveis fósseis. O futuro da cerveja – e de tudo – depende disso”, afirma Steve Fechheimer, CEO da companhia, referindo-se à retomada da produção industrial após a crise da Covid-19.
Para divulgar a conquista da certificação e consolidar seu posicionamento, a cervejaria empreendeu no Dia Internacional da Cerveja, na última sexta-feira, uma ousada campanha. Nela, o kit com seis latas da marca foi vendido a dez vezes o preço real, chegando ao valor de US$ 100.
A ideia por trás da campanha foi explicada posteriormente, com a companhia dizendo que o aumento estratosférico do preço foi pensado para chamar a atenção dos consumidores para a ruptura na cadeia de fornecimento de insumos que o aquecimento global trará no futuro.
“Essas rupturas vão elevar os preços de produtos como cevada, trigo e arroz a níveis impraticáveis”, afirmou a marca.
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