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Brahma promove open bar para vascaínos após boom de sócios-torcedores

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O boom no programa de sócios-torcedores do Vasco ativou uma interessante ação de marketing por parte da Brahma e motivou os apoiadores do clube a atingirem uma nova marca. No último sábado, quatro bares do Rio de Janeiro deram latinhas da cerveja após o clube superar a marca de 170 mil torcedores associados.

“A mobilização de vascaínos que tornou o clube o que mais possui sócios-torcedores do Brasil em tempo recorde merece um brinde”, destacou Gustavo Tavares, gerente de marketing esportivo da Ambev, quando a marca anunciou a campanha.

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“E a Brahma, parceira do clube desde 2010, tinha de criar algo para celebrar esse momento único da história do clube. Desde sexta, quando começamos a divulgar nosso desafio, a torcida vascaína se empenhou e agora vamos brindar juntos com Brahma”, acrescentou o executivo.

A iniciativa da Brahma foi mais um dos marcos de dias de mobilização dos vascaínos. Motivado pela Black Friday, o clube realizou uma promoção para a adesão de torcedores ao seu programa de sócios. A ação deu tão certo que foi ampliada após a data do comércio para compras e levou o clube a se tornar o time brasileiro com mais inscritos em um programa de sócio-torcedor.

Assim, para manter a mobilização dos vascaínos, a Brahma – que é patrocinadora da equipe – decidiu realizar a iniciativa que distribuiu latinhas de cerveja aos torcedores.

A marca instalou geladeiras trancadas em quatro bares do Rio. Elas possuíam um contador que atualizava o número de sócios. Quando se alcançou o número de 170 mil associados, as latinhas de Brahma – com limitação de duas por pessoa – foram distribuídas.

Assim como a mobilização dos vascaínos foi além da Black Friday, a ação da Brahma não terminou no sábado. No domingo, dia da rodada final do Campeonato Brasileiro, com a realização da partida entre Vasco e Chapecoense, a marca fechou parceria com 45 bares do Rio que deram chope em dobro para os torcedores comemorarem a grande adesão de sócios. O chope foi limitado a duas unidades por pessoa.

Vasco e Brahma são parceiros desde 2010. O acordo permitiu investimentos na infraestrutura do clube, como no Centro Avançado de Prevenção e Reabilitação Esportiva do Vasco da Gama (CAPRRES), inaugurado em 2016.

Neste ano, foram realizadas melhorias no estádio de São Januário, com a instalação de novos refletores e de um placar eletrônico mais moderno e adequado aos padrões estabelecidos por CBF e Conmebol para receber partidas internacionais.

10 cervejarias com novidades imperdíveis para o Slow Brew

Chegou o momento que muitos cervejeiros aguardam o ano todo: neste sábado ocorre o Slow Brew, um dos maiores festivais do país onde os visitantes podem degustar à vontade 464 rótulos de 98 cervejarias diferentes.

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Não é difícil ficar à deriva nesse oceano de cervejas. Assim, o Guia separou 10 marcas que se destacam com novidades. Ainda assim vale ficar atento, pois alguns rótulos só estarão disponíveis em determinados horários.

E, mesmo para quem não será um “slower” (como são chamados os visitantes do festival), fique de olho pois alguns desses lançamentos chegarão em breve ao mercado. Confira, a seguir, algumas novidades do Slow Brew.

Avós
Especializada em Lagers, a cervejaria Avós irá levar ao festival seu conceito de cervejas frescas – envasadas poucas horas antes – chamado de Fresh Lagers. São dois rótulos seguindo esse conceito: Oma Anna, uma Leicht Bier alemã, e a Fruit Porn Frambo Mango, uma Juicy IPL com manga e framboesa criada em colaboração com a Hoppy People, da Suíça.

Devaneio do Velhaco
De Porto Alegre para o Slow Brew, a Devaneio vem com um lançamento inusitado: a Extravagância Espontânea, uma cerveja híbrida feita com mosto de cevada e uva arinarnoa. São duas fermentações: a primária é feita pelas leveduras da casca da uva e a secundária em barris de carvalho norte-americano com brettanomyces, lactobacillus e pediococcus. A previsão de lançamento desse rótulo é por volta das 15h.

Edge Brewing
A cervejaria de Barcelona, que chegou ao Brasil em abril de 2019, estará pela primeira vez no Slow Brew com cinco rótulos disponíveis para degustação. Destaque para a Triple Virgin Cherries, uma Tripel com cerejas que estará disponível a partir das 15h15.

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Júpiter
A cervejaria leva seis rótulos, dois deles especiais para o festival: a Cabeça de Melão, uma New England APA com melão, melancia e pepino, feita em parceria com o What´s on Tap; e a Cookie, uma Wheat Wine com avelã e baunilha, uma colaborativa com a Cervejaria Nacional.

St. Patrick´s Beer
Pela primeira vez no festival, a St. Patrick´s Beer estará no espaço Extravaganza com uma versão do rótulo Irish Car Bomb especialmente feita para o Slow Brew: uma Imperial Stout com cacau e baunilha, que agora terá menos teor alcoólico e foi envelhecida em barricas de whisky irlandês. Além disso, para animar a festa, durante os shows de música irlandesa que acontecerão às 16h e 17h, o Pedrinho, leprechaun da marca, estará distribuindo cartolas para o público.

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Synergy
Diversidade não vai ser problema para a Synergy. A cervejaria estará com oito rótulos no Slow Brew, com cinco lançamentos: Power it Up (Triple NEIPA), Oakstanding Mocha (RIS com café, cacau e lactose, envelhecida em barris de Bourbon), Oakstandind Maple Coconut (RIS com coco queimado e maple, maturada em barris de Bourbon), uma American Barley Wine e uma Berliner Weisse com muito morango – essas duas últimas serão batizadas pelo público durante o festival.

Three Hills
Vencedor do reality show Mestre Cervejeiro Einsenbahn em 2017, Ivan Tozzi estará pela primeira vez no Slow Brew com sua Three Hills. Na primeira parte do evento, até as 15h30, ele vai servir a Helena, uma Cream Ale com dry hopping de Citra. E, na segunda metade, haverá um lançamento: a Gabriela, uma Hazy Session IPA.

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X Craft Beer
A Shadowplay, uma New England IPA, será a aposta da cervejaria para este Slow Brew. O nome do rótulo é inspirado em uma música, de mesmo nome, da banda Joy Division.

Wonderland
A conhecida cervejaria carioca, que tem como tema o País das Maravilhas de Alice, chega pela primeira vez ao Slow Brew com nove rótulos. Destaque para a Timeless Porter com lactose e caramelo (receita feita para o casamento dos donos da cervejaria) e para a Summer Glory, uma American Wheat com abacaxi e coco.

Zev
Estreante no Slow Brew, a cervejaria de Suzano estará com dois rótulos disponíveis a partir das 16h no setor Extravaganza: uma Double NEIPA com coco queimado e uma Red IPA.

Alceu Valença e fruit beer da Colorado: Brasilidade da concepção aos ingredientes

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A manga-rosa, o melão maduro, o sapoti, o juá, a jabuticaba, o umbu-cajá, a carne de caju, o mel de uruçu e a cana-caiana. Os alimentos elencados acima estão unidos pela brasilidade e também por estarem presentes em uma conhecida música nacional, “Morena Tropicana”, de Alceu Valença.

É a partir da brasilidade de todos esses elementos que Alceu constrói uma narrativa em que enumera frutas, alimentos e seus gostos, para falar do lúdico, do corpo, dos gestos e do erotismo, além de citar tessituras – como o gosto e o sumo da manga-rosa – e o desfrute dos alimentos.

Também tendo a brasilidade como premissa, a Colorado apresentou recentemente o seu novo rótulo. Com a tradição de sempre apostar em elementos tipicamente brasileiros em suas receitas, a cervejaria de Ribeirão Preto resolveu uni-los aos ingredientes básicos de uma cerveja e, principalmente, à cultura nacional. Criou, assim, a Tropicana, que homenageia Alceu e traz a sua foto no rótulo.

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Essa “harmonização” entre cultura, cerveja e ingredientes brasileiros promovida pela Colorado rendeu a sua nova Fruit Beer. E a Tropicana, assim, além de água, malte, lúpulo e levedura, leva cajá e umbu. Juntos e misturados, como Alceu faz com diferentes estilos musicais, rendem um sabor frutado ao rótulo com 4,3% de teor alcoólico e 10 IBUs.

A escolha pela emblemática “Morena Tropicana” para dar nome ao rótulo foi natural, até pela sua letra, como destaca Guilherme Poyares, gerente de marketing da Colorado, em entrevista ao Guia. Segundo ele, outras frutas citadas por Alceu na letra poderiam ter entrado na receita, embora a escolha tenha sido o cajá e o umbu.

“Morena Tropicana traz diversos ingredientes tipicamente nacionais. É a canção perfeita para representar o que fazemos em nossas cervejas. Entre tantas frutas tipicamente brasileiras, qualquer uma delas poderia fazer parte de nossa receita”, afirma.

O profissional da Colorado ressalta, porém, que a opção por cajá e umbu não foi fortuita, sendo definida a partir da busca pelo baixo amargor e teor alcoólico do rótulo, além de se inserir em um contexto de apresentar ingredientes que, embora tenham a brasilidade como marca, nem sempre são tão conhecidos pelos cervejeiros.

“Sempre procuramos trazer para nossas receitas ingredientes tipicamente brasileiros. Em algumas, usamos elementos já tradicionais e conhecidos das pessoas. Em outras, buscamos algo novo e não tão difundido em todas as regiões do Brasil”, comenta Guilherme, para depois acrescentar.

“Escolhemos o umbu e o cajá para deixar todos os gostos e sabores mais harmonizados nessa Fruit Beer. Queríamos fazer uma cerveja com um sabor frutado e um leve dulçor, com um teor alcoólico e um amargor baixo. E isso só seria possível com essa mistura”, complementa o executivo.

A panela de Alceu
De São Bento do Una, entre o agreste e o sertão pernambucano, Alceu Valença é um dos representantes mais expressivos do pós-bossa-nova na música popular brasileira, misturando aspectos bem associados ao Nordeste e sua música – como o baião, o coco, o frevo, o maracatu e o repente – com traços de blues, pop e rock. Assim, projetou um estilo único. E sempre chamou a atenção em seus shows por apresentar traços que lembram espetáculos circenses.

Mais brasileiro impossível, como entendeu a Colorado ao associá-lo diretamente ao novo rótulo. “Para nós, uma boa cerveja não é feita apenas com água, malte, lúpulo e levedura. Ela pode ter muitos mais gostos e sabores, sempre explorando tudo aquilo que a biodiversidade do Brasil pode dar”, aponta Guilherme. “E se existe algum artista que consegue representar tudo isso em suas canções, sempre destacando a cultura brasileira, esse é Alceu Valença. Ele mostra tudo aquilo que qualquer rótulo de Colorado tem de melhor: a brasilidade.”

Uma das maiores e mais conhecidas marcas do mercado de artesanais, a Colorado parece não ter focado apenas na brasilidade para homenagear Alceu Valença, mas em toda a cultura musical. Afinal, como lembra Guilherme, a marca se tornou a cerveja oficial de um conhecido festival de rock em Ribeirão Preto.

“Estamos sempre em busca de novas possibilidades para as nossas cervejas. Desde o ano passado, somos a cerveja oficial do festival João Rock, em Ribeirão Preto. Desta vez, resolvemos ampliar nossa ligação com o universo musical, homenageando um dos principais cantores do país”, conclui o gerente de marketing da cervejaria.

Produção de bebidas alcoólicas amplia crescimento em outubro

A produção de bebidas alcoólicas no Brasil registrou crescimento em outubro, assim como havia ocorrido em setembro. A elevação da fabricação foi de 3%, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado contribuiu, portanto, para elevar o ritmo da produção industrial brasileira, que subiu 0,8% na comparação com o mês imediatamente anterior com ajuste sazonal.

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Assim, segundo os dados do IBGE, a produção de bebidas alcoólicas continua em crescimento neste ano, agora de 5% até outubro. Já o aumento no período de 12 meses é de 3,9%.

O cenário de crescimento em outubro se repete na indústria de bebidas em geral. Houve elevação de 3,6% no décimo mês do ano, com os dados também sendo positivos em 3,5% no somatório de 2019 e em 2,2% nos últimos 12 meses.

O mesmo panorama se repete com a produção de bebidas não-alcoólicas: a elevação foi de 4,2% na comparação com o mesmo período de 2018, de 1,9% nos dez primeiros meses de 2019 e de 0,3% no acumulado dos últimos 12 meses.

Também ocorreu alguma melhora nos números para a indústria nacional, com crescimento de 0,8% no décimo mês de 2019, na comparação com setembro. A produção também se elevou 1% em relação a outubro de 2019. Porém, há encolhimento de 1,1% em 2019 e de 1,3% nos últimos 12 meses.

“Quando observamos os últimos três meses, percebemos uma melhora na trajetória da indústria, embora não seja no todo”, avalia André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE.

“Esse crescimento vem sendo influenciado pela demanda doméstica e por uma pequena melhora no mercado de trabalho, acompanhadas pela massa de rendimentos, a concessão de crédito, a liberação do FGTS e a inflação abaixo da meta. Essa melhora está longe de recuperar as perdas do passado, mas mostra uma mudança no setor industrial, que até metade do ano estava negativo”, acrescenta ele.

Em ação para auxiliar ONGs, Ambev cria leilão com 24 “experiências”

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A Ambev acaba de lançar uma importante iniciativa de fim de ano. Buscando arrecadar fundos para ONGs que criam oportunidades para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade, a cervejaria criou o Leilão do Bem, que negociará 24 itens ou experiências.

O leilão vai até 13 de dezembro e será feito pela V. Lance, uma plataforma que permite aos usuários delimitar o valor máximo que pretendem dar nos itens – mesmo que eles estejam desconectados, o site se encarrega de realizar as ofertas. Os lances mínimos variam entre R$ 100 e R$ 25 mil e podem ser feitos pelo site https://ambev.vlance.com.br/.

Entre os itens que serão leiloados estão a experiência de produzir a própria cerveja e de conhecer duas cervejarias da Ambev: a Patagônia, localizada em Bariloche, na Argentina, que conta com uma paisagem singular onde as montanhas misturam-se às famosas águas do Rio Negro; e a Bohemia, em Petrópolis, que é a primeira cervejaria do Brasil.

Destaque, ainda, para a possibilidade de arrematar uma vaga no Workshop de Harmonização de Cerveja com Mestre Cervejeiro, em São Paulo, com direito a parte teórica de análise sensorial e harmonização com seis pratos.

Já em Belo Horizonte haverá a oportunidade de participar de um jantar harmonizado por um mestre-cervejeiro no Ateliê Wälls, seguido por um tour no local que reúne inovação e arte.

Ações sustentáveis
A iniciativa da Ambev ocorre por meio de seu programa VOA, que compartilha conhecimentos em gestão com ONGs brasileiras para ajudá-las a se estruturarem melhor e a ampliarem seu impacto na sociedade. Toda a arrecadação do leilão será destinada a parceiros do programa, como Aliança Bayeux Franco Brasileira (PB), Instituto Moinho Cultural (RJ) e Instituto Amparando (RJ).

Esse, contudo, não é o primeiro movimento recente da Ambev na direção da sustentabilidade. Na semana passada, a cervejaria se tornou a primeira empresa brasileira da indústria de bebidas a assinar o compromisso global Business Ambition for 1.5 our Only Future do Pacto Global da ONU.

Trata-se de uma iniciativa criada para mobilizar empresas com o compromisso de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em um nível que contribua para que o aumento da temperatura média mundial, até 2050, se limite a 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais.

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A assinatura do pacto foi feita por Jean Jereissati, atual diretor-geral da companhia, em São Paulo. Ao aderir à campanha, a empresa será avaliada pela Science Based Targets Initiative (SBTi), que vai medir os impactos de sua produção e delimitar uma meta personalizada para conter o aumento da temperatura da terra. O prazo para adequação ao novo modelo é de dois anos.

“Sabemos que as questões climáticas são urgentes e que nosso papel é fazer parte da solução. Em 2018, traçamos metas socioambientais para 2025 e reduzir os níveis de CO2 já estava nos nossos planos. Agora, temos mais um motivo para avançar nessa jornada”, conta Rodrigo Figueiredo, vice-presidente de Sustentabilidade da Cervejaria Ambev.

Após caso Helles, termos Kveik e Russian Imperial Stout reabrem debate sobre marcas

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Estilos e ingredientes tradicionais e famosos no mundo cervejeiro estão virando marcas registradas no Brasil. Depois da polêmica envolvendo o “caso Helles”, termos como Kveik e Russian Imperial Stout também entraram sob análise do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), reacendendo o debate sobre os limites do registro de palavras usualmente utilizadas no setor.

Não se trata, porém, de um problema novo. Uma pesquisa realizada pelo Guia apontou que, além de Helles, termos como Weiss e IPA Hop tiveram os pedidos de registros concedidos – e atualmente são nomes que pertencem a cervejarias.

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Em outros casos, houve o pedido de registro de marcas como Baltic Porter e Double Bock, mas o INPI negou. E, ainda, existe uma solicitação da cervejaria carioca Marmota para registrar Russian Imperial Stout aguardando análise do instituto (veja em detalhes no fim da matéria).

O registro de marcas de cervejas no Brasil virou polêmica no primeiro semestre deste ano, após a Fassbier, de Caxias do Sul, notificar judicialmente outras cervejarias que utilizavam o nome Helles em seus rótulos.

Estilo de cerveja alemão centenário, Helles havia sido concedido como marca à Fassbier há mais de uma década. O próprio INPI, porém, reconheceu que o elemento era de uso comum e poderia ser utilizado como estilo.

O caso Kveik
Passados alguns meses do caso Helles, um novo registro de agosto reascendeu o debate: a cervejaria Devaneio do Velhaco, de Porto Alegre, teve o pedido aceito pelo INPI da marca Kveik, nome dado a uma cultura de leveduras centenárias das fazendas da Escandinávia e atualmente muito utilizada pelo mercado.

Na visão do INPI, o termo Kveik, embora possa vir a ser utilizado como ingrediente, não é amplamente conhecido fora do segmento cervejeiro. “Por se tratar de uma palavra diferenciada, parece ter levado o examinador a acreditar ser um elemento fantasioso e, portanto, distintivo”, alega o instituto após ser consultado pelo Guia.

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Já Bruno Faria Lopes, sócio da Devaneio do Velhaco, conta que a intenção ao registrar o termo era proteger a cervejaria – e não tê-lo como marca para notificar outras empresas. Mas, depois que a Kveik se espalhou pelo mercado e se tornou uma das sensações de 2019, ele próprio desistiu de utilizar a marca.

“A gente ia lançar uma cerveja em lata que se chamaria Kveik no ano passado, e depois percebemos que esse nome se espalhou pelo Brasil, então desistimos. Nossa ideia sempre foi se proteger e não querer notificar alguém judicialmente”, detalha Bruno.

O INPI e os registros
A concessão de um novo registro de um termo amplamente utilizado no mercado reabre o debate sobre como evitar novas polêmicas. E, na opinião de Bruno, o problema não está no INPI, mas na Justiça. “O INPI não tem condições de ter especialistas para milhares de setores de atividades”, afirma o sócio da Devaneio do Velhaco.

“O caso Helles trouxe um trauma sobre o INPI, mas o maior problema foi a Justiça, que notificou as empresas. E o juiz tem essa condição de avaliar caso a caso, o que o INPI não tem”, argumenta Bruno, acrescentando que a posse do registro não significa que uma cervejaria notificará as demais, como ocorrido com a Fassbier.

Já André Lopes, do Advogado Cervejeiro, acredita que o INPI terá cada vez mais dificuldades em avaliar os pedidos. Ainsa assim, ele aponta que o próprio mercado irá inibir pedidos maliciosos de registro de marca.

“Quanto às decisões equivocadas do INPI, elas seguirão ocorrendo, já que não podemos exigir do órgão e dos julgadores que sejam especialistas em cerveja”, avalia o advogado especializado no mercado cervejeiro, para depois finalizar.

“Cabe aos cervejeiros o papel de monitorarem mais de perto tentativas de registro que sejam maléficas para o mercado, tomando medidas efetivas. Ficou claro que cervejarias que adotarem a mesma postura da Fassbier não serão toleradas”, complementa André.

Confira os termos usuais que já foram analisados pelo INPI

Marcas que foram concedidas pelo INPI e estão registradas
Marca: Helles
Titular: Cervejaria Fassbier
O registro foi concedido inicialmente pelo INPI à cervejaria Schattenmann e, posteriormente, a Fassbier assumiu como titular. Helles, que significa claro em alemão, é um nome dado a um estilo feito na Baviera.

Marca: IPA Hop India Pale Ale
Titular: Burgman Beer
Registro aceito pelo INPI em 2017. A marca descreve não só um estilo, mas um ingrediente importante e comum na cerveja: IPA é um estilo amplamente conhecido e Hop significa lúpulo em inglês.

Marca: IPA Ituana Pale Ale
Titular: Pessoa Física
Marca registrada desde julho de 2019. A sigla IPA como abreviação de Ituana Pale Ale é uma alusão ao estilo India Pale Ale.

Marca: Weiss
Titular: Cervejaria Kaiser
Desde 1984 a Kaiser é titular da marca e o registro continua ativo no INPI. O nome Weiss é dado ao estilo tradicional de cerveja de trigo. Em alemão, a palavra Weiss significa branca.

Marcas que foram deferidas pelo INPI, mas que não tiveram continuidade pelo titular
Marca: I-PÁ India Pale Ale
Em julho de 2018 o INPI deferiu o registro da marca para uma pessoa física, mas o pagamento não foi feito e o processo acabou arquivado.

Marca: Kveik
O INPI concedeu o registro da marca em agosto de 2019 para a cervejaria Devaneio do Velhaco, em nome do seu proprietário, que já informou que não irá fazer o pagamento para ser titular da marca.

Marca: Pilsen Light
A distribuidora de bebidas Criale teve o pedido de registro da marca deferido em julho de 2016, mas não efetuou o pagamento e o processo foi arquivado. Pilsen é o estilo de cerveja mais famoso do mundo e seus subestilos respondem por 65% do consumo global de cerveja.

Marcas que foram negadas pelo INPI
Marca: Baltic Porter
A Wensky Beer teve o pedido de registro da marca negado pelo INPI. Baltic Porter é um estilo tradicional de Lager da região do Mar Báltico no Norte da Europa, que inclusive está catalogado nos guias de estilos mais famosos.

Marca: Double Bock
Em 1993 a Cervejaria Kaiser solicitou o pedido de registro da marca Double Bock. O registro foi concedido em 1996 e esteve em vigor até 2006, quando o órgão entendeu que não poderia haver uso exclusivo da palavra Bock. Há muitos estilos de cervejas alemãs que usam esse termo.

Marca: RIS – Recife Imperial Stout
O pedido foi feito por uma pessoa física em outubro de 2018 e acabou indeferido pelo INPI em outubro de 2019, mas o motivo não está relacionado ao estilo de cerveja, e sim com um conflito do nome Recife. O estilo Russian Imperial Stout é amplamente conhecido como RIS no mercado cervejeiro.

Marca: Vanilla Stout
O pedido de registro de marca feito pelo proprietário da cervejaria Fortuna foi negado pelo INPI em julho de 2019. Vanilla Stout é subestilo de cerveja muito usado.

Marcas aguardando parecer do INPI
Marca: Russian Imperial Stout
Em agosto de 2019 a cervejaria Marmota, do Rio de Janeiro, fez o pedido de registro da marca, mas o processo ainda não obteve um parecer do INPI. Russian Imperial Stout é um subestilo de Stout mais escuro e forte, criado na Inglaterra do século 18 como presente de cervejeiros ingleses à imperatriz russa Catarina, a Grande.

Zona Norte de SP ganha opção com taproom da La Caminera

Distante dos principais centros cervejeiros da capital paulista, a Zona Norte de São Paulo ganhou uma nova opção para os amantes da cerveja artesanal: o taproom da cigana La Caminera, que expande o mapa de bares especializados concentrados nas zonas Sul e Oeste da cidade.

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Criada por Kauê Secco e Márcio Moreira, moradores da região do Alto de Santana, a La Caminera inaugurou seu taproom com 13 torneiras. São 10 rótulos da casa e três de cervejarias convidadas que hoje são distribuídas pela marca (para a inauguração eram opções da mineira 3 Orelhas, de Gonçalves).

E a decisão de abrir o taproom em um local que não tem o mercado de artesanais tão forte – há ótimas opções de bares e restaurantes na região, mas poucos especializados em artesanais – é uma aposta da La Caminera no potencial de consumo dos moradores do bairro.

“Sentimos que há uma demanda por cerveja artesanal na região. No entanto, o morador da Zona Norte frequenta os bares perto de onde trabalham, seja na Zona Sul ou Zona Oeste”, avalia Márcio. “Com novas opções por aqui, é possível que esse hábito mude.”

Mas o bar da artesanal instalado na Praça Dr. Antônio Mercado, 34, com vista para a suntuosa figueira da praça, também funciona como uma “provocação” para que os fãs de artesanais, que hoje se concentram em poucos bairros da cidade, “cruzem a ponte” em busca de novas experiências.

De acordo com os sócios, o espaço foi planejado e decorado por eles próprios, em um processo que ocorreu em paralelo à expansão da marca, com os recentes lançamentos dos rótulos Ronin (Double West Coast IPA) e Apache (Juicy IPA).

“A ideia já era antiga e, após alguns meses planejando e buscando um imóvel que comportasse toda nossa estrutura e espaço para um bar, partimos para a ação”, detalha Kauê.

A decoração simples e aconchegante conta com artes do grafiteiro e artista plástico Caio Bless, responsável pelo painel que faz alusão à “A Criação de Adão”, executada na Capela Cistina por Michelangelo.

Além das 13 torneiras, a casa serve Gin Tônica e algumas opções de vinhos. Para acompanhar as bebidas há opções de tábuas de queijos e embutidos.

Balanço 2019: Japão sofre com boicote e cerveja alemã tem pior desempenho em 30 anos

O final do ano está chegando e já é possível analisar o desempenho de alguns países no mercado internacional de cerveja. No Japão e na Alemanha, por exemplo, as últimas linhas dos relatórios de 2019 não devem mostrar boas notícias. Enquanto o país asiático enfrenta um boicote regional a seus produtos, o europeu vê as vendas caírem a níveis dos anos 1990.

Como consequência da guerra comercial travada entre Japão e Coreia do Sul, as exportações de cerveja japonesa têm tido quedas significativas. Em outubro, depois de meses de boicotes promovidos por populares e por setores produtivos sul-coreanos, a venda de cerveja nipônica para o vizinho chegou a zero.

No mesmo mês do ano passado, segundo o ministério das finanças do Japão, a Coreia do Sul importou 800 milhões de ienes (equivalente a US$ 7,3 milhões) em cerveja japonesa, o que correspondia a dois terços de toda a exportação do produto ao país vizinho. E, durante 2018, os sul-coreanos compraram US$ 73 milhões em cerveja japonesa, o que significou o ápice de uma série de altas que quadruplicou o comércio cervejeiro entre os dois países em três anos.

A histórica animosidade teve origem na ocupação da Coreia pelo Império Japonês, entre 1910 e 1945, período em que as duas Coreias viram sua população ser vítima de trabalho escravo e seus recursos naturais serem explorados. Após a Segunda Guerra Mundial, ações de ressarcimento foram tomadas pelo Japão, consideradas insuficientes pela opinião pública sul-coreana.

No ano passado, tribunais do país decidiram que empresas japonesas deveriam pagar multas pelo trabalho escravo na época do domínio nipônico, o que foi contestado e gerou uma série de protestos e boicotes por parte dos coreanos.

Crise germânica
Já na Alemanha o problema está no mercado interno, onde as cervejarias devem registrar queda de 2,2% nas vendas de 2019 em comparação com 2018, em um total de 91,7 milhões de hectolitros. Trata-se do menor volume vendido por elas desde a reunificação do país há exatos 30 anos – e que corresponde a um volume menor do que o vendido na Alemanha Ocidental naquele período.

De lá para cá, portanto, é como se as vendas no país tivessem diminuído o equivalente ao vendido na Alemanha Oriental. Os dados foram divulgados pelos editores do portal Inside Getraenke em um congresso em Frankfurt.

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Das 15 cervejarias com maior volume de vendas (correspondem a 39% do total), nove devem terminar o ano com números menores do que em 2018, enquanto apenas quatro têm previsão de ter algum aumento expressivo.

Segundo o relatório do portal, as grandes perdedoras são Oettinger e Erdinger, que juntas contabilizam três quartos da queda entre as 15 maiores.

A Oettinger está “esmagada” em um espaço restrito entre cervejas baratas sem marca e cervejas premium de grandes fabricantes vendidas a preços mais convidativos, de acordo com a análise. Já a Erdinger sofre com o encolhimento do segmento que lidera: o das cervejas de trigo, que encolheu 7,3% nesse ano, segundo dados da Nielsen.

Balcão do Tributarista: Reforma Tributária, o que esperar?

Balcão do Tributarista: Reforma Tributária, o que esperar?

Com o mês de dezembro se iniciando, é hora de começar a traçar os planos para o próximo ano. E, para 2020, vivemos a expectativa de que a tão importante e esperada reforma tributária finalmente venha a se concretizar. Atualmente tramitam no Congresso Nacional cinco diferentes propostas de reforma tributária. Não era de se esperar nada diferente, afinal nosso sistema tributário é tão complexo que a implantação de uma reforma não poderia mesmo ser tarefa fácil – e muito menos havia de se esperar que se chegasse a uma unidade de pensamentos em torno do que e como deve ser modificado.

Dentre estas propostas, três delas merecem destaque: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 45/2019, que já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados; a PEC nº 110/2019, que já foi aprovada em uma comissão especial da Câmara no ano passado e que agora está tramitando no Senado Federal; e a proposta do Governo, que ainda não foi oficialmente apresentada ao Congresso, embora alguns pontos já tenham sido divulgados pelo Ministério da Economia.

Estas três propostas apresentam pontos semelhantes, como a intenção de simplificar a tributação através da unificação de diversos tributos em um único, a incidir sobre o consumo. Outro ponto comum é que todas as propostas partem da premissa de que a carga tributária deve ser mantida no mesmo patamar atual, ou seja, não haveria redução da arrecadação tributária, mas apenas simplificação do sistema.

Sobre este ponto, o Ministério da Economia já se manifestou no sentido de que deverá ser mantida a carga tributária atual, na faixa de 35% do Produto Interno Bruto (PIB). Com o tempo, a intenção é criar mecanismos que permitam reduzir a carga à medida em que a economia apresente crescimento. Assim, mesmo com uma carga menor, a arrecadação seria mantida ou até aumentaria.

A PEC nº 45/2019 prevê a substituição de cinco tributos (IPI, Pis, Cofins, ICMS e ISS) por um único: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Nos moldes de um IVA (Imposto sobre Valor Agregado), sistema já utilizado em diversos outros países, seu diferencial ficaria por conta da possibilidade de cada ente (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) fixar alíquotas que serão aplicadas a todas as operações e cobradas no local onde o bem ou o serviço for consumido.

Além do IBS, esta proposta de reforma tributária prevê também a criação de um imposto seletivo. De competência da União Federal, este imposto interessa bastante às cervejarias, pois a previsão é de que incida sobre bens e serviços específicos, dentre os quais as bebidas alcoólicas.

Já a PEC nº 110/2019 prevê a extinção de nove tributos: além dos cinco acima referidos, seriam extintos também IOF, Pasep, Salário-Educação e Cide-Combustíveis. Em substituição, esta proposta prevê a criação de um IBS, bastante semelhante ao da PEC nº 45/2019; e também de um imposto seletivo, igualmente de competência federal, mas que a princípio incidiria apenas sobre petróleo e derivados, combustíveis e lubrificantes, cigarros, energia elétrica e serviços de telecomunicações.

Além disto, esta proposta ainda prevê a incorporação da CSLL pelo Imposto de Renda; a transferência da competência do ITCD dos Estados e do Distrito Federal para a União, mas com a receita destinada aos municípios; e a extensão do IPVA para incidir também sobre aeronaves e embarcações, excluídos veículos comerciais destinados à pesca e ao transporte público de passageiros e cargas.

Por sua vez, a proposta do Governo deverá ser apresentada ao Congresso em quatro etapas: na primeira, o objetivo é unificar o Pis e a Cofins; a segunda fase visa alterar o IPI, que passará a incidir de forma seletiva apenas em alguns produtos, como bebidas alcoólicas, cigarros e veículos; na terceira fase as alterações visam o Imposto de Renda, incluindo o aumento da faixa de isenção e a criação de nova alíquota para rendimentos maiores; por fim, a última etapa refere-se à desoneração da folha de salários das empresas.

Para as cervejarias, o que se pode esperar é uma significativa simplificação do sistema. Hoje, além do peso dos tributos em si, o setor é sacrificado por uma tributação extremamente complexa, o que gera um custo tributário muito maior do que apenas o valor dispendido para o pagamento do tributo em si.

O ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), por exemplo, possui toda uma legislação específica para cada Estado brasileiro, com alíquotas e diversas regras diferentes. Há também as complexidades geradas pela substituição tributária, pela aplicação dos diferenciais de alíquotas nas operações interestaduais e muitas outras particularidades do nosso sistema.

A tributação do consumo nos moldes de um IVA, com alíquotas únicas para todas as operações e com local de incidência e recolhimento fixos, garante maior segurança jurídica e diminui a complexidade do sistema. Assim, ainda que as reformas partam da premissa de que a arrecadação não pode ser reduzida, mantendo a mesma carga tributária atual, poderemos contar com uma redução do custo para os contribuintes com a reforma tributária.


Clairton Kubaszwski Gama é advogado, especialista em Direito Tributário pelo Instituto Brasileiro de Direito Tributário (IBET) e sócio do escritório Kubaszwski Gama Advogados Associados. E, também, cervejeiro caseiro

Menu degustação: Colab entre Tarantino e Acerva, Concurso Brasileiro de Cervejas…

Tarantino e Acerva
Este domingo foi um dia especial na vida do cervejeiro caseiro Jonas Geiss: uma receita dele será lançada como rótulo da Tarantino. Ele foi vencedor do 10º Concurso Estadual da Associação de Cervejeiros Artesanais Paulistas (Acerva Paulista) com sua Double IPA de 85 IBUs e 7,4% de álcool. Foram produzidos 2 mil litros da cerveja. Junto com o lançamento da Double IPA, acontece a festa de confraternização de final de ano dos associados da Acerva Paulista. O evento será aberto ao público, sem cobrança de ingressos, no bar da Tarantino, com diversos rótulos disponíveis, comidas e lanches.

Concurso Brasileiro de Cervejas
As inscrições para o próximo Concurso Brasileiro de Cervejas já estão abertas. A grande novidade da edição 2020 é a escolha do corpo de jurados. “Reunimos mais de 20 nomes nacionais, de todas as regiões, para que sugerissem e aprovassem quem são os profissionais que vão avaliar as cervejas. O resultado disso é a diversidade. Temos uma presença forte de mulheres e de representantes de estados que aparecem pela primeira vez”, explica Fernanda Bressiani, coordenadora técnica do concurso. As amostras das cervejas participantes deverão chegar entre 17 e 21 de fevereiro de 2020, e as avaliações acontecerão entre 7 e 9 de março. Em 2019, o concurso teve quase 3,2 mil rótulos inscritos. Para ver os campeões das edições anteriores, ler o regulamento completo e fazer a inscrição, entre aqui.

Congresso de Sommeliers
A Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) confirmou a realização da 3ª edição do Congresso Técnico de Sommeliers na cidade de Curitiba. O evento acontecerá entre 1 e 3 de maio e terá palestras, painéis científicos, mesas redondas e workshops. Além disso, outras atividades paralelas estão sendo estudadas, a fim de proporcionar mais conhecimento e networking. “Estamos realizando algumas pesquisas entre os sommeliers e profissionais do setor, para entendermos melhor as necessidades e trazer uma agenda cada vez mais completa”, afirma Carlo Lapolli, presidente da Abracerva. A escolha por Curitiba partiu da necessidade de levar o encontro pela primeira vez para a região Sul. “O Congresso nasceu itinerante e valorizamos muito essa característica”, acrescenta Lapolli.

Doktor Açúcar
A Doktor Bräu criou seis rótulos para o 4º Festival de Microcervejarias do Pão de Açúcar: Session NE IPA, Irish Red Ale, Pilsen, American IPA e American Pale Ale. Além disso, uma colaborativa da cervejaria com dois beer influencers (@noemiaboemia e @ocaradabreja) foi criada para o Pão de Açúcar – o estilo ainda não foi divulgado. “Em 2018 começamos a fazer um planejamento e investimentos em equipamentos para atingir o varejo em 2020, então estamos preparados para atender a demanda do Pão de Açúcar”, explica Nuberto Hopfgartner, sócio da Doktor Bräu, que atualmente produz 30 mil litros por mês, mas possui capacidade instalada para chegar a 50 mil.

Leia também – Cerveja que cura: O jardineiro, o enfermeiro e as receitas medicinais da Doktor Bräu

Refrigerante da Ouropretana
Tradicionalmente nessa época do ano, a Cervejaria Ouropretana, que fica em um distrito de Ouro Preto, produz um refrigerante de jabuticaba. A bebida é vendida somente na loja da fábrica, disponibilizada em uma das torneiras da taphouse da marca. O cervejeiro Leonardo Tropia conta que a produção do refrigerante teve início nos primeiros anos da cervejaria, dada a grande oferta da fruta ao redor da fábrica, e agradou muito os clientes. Atualmente, estão disponibilizados 120 litros do refrigerante de jabuticaba e a cervejaria deverá lançar em breve um rótulo com a fruta.

Fênix em SP
Um dos rótulos de maior destaque da carioca 2Cabeças, a Fênix chega a São Paulo pela primeira vez em chope. Agora com distribuição própria na cidade, a cervejaria celebra este passo com o lançamento da décima segunda edição da Fênix em doze bares da capital. “A Fênix é uma Imperial IPA clássica, uma típica West Coast, com um leve toque maltado para equilibrar seu amargor intenso e muito aroma”, destaca Bernardo Couto, sócio e cervejeiro da marca.

Agenda: Breja Rio
Já consagrado no calendário cervejeiro, o Breja Rio desembarca novamente no Lagoon para a sua 12ª edição. O festival, que será realizado nos dias 7 e 8 de dezembro, terá cervejarias de peso como Wonderland, Mistura Clássica, Viquim, Sundog, Therezinha, Criatura, Farra, Noi e Mama Millo, além das estreantes Brooklyn, Madbrew, Backbone, Duas Torres, Boomerang e Brewlab. A entrada é gratuita.