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Balanço 2019: Japão sofre com boicote e cerveja alemã tem pior desempenho em 30 anos

bebidas
Enquanto cerveja japonesa sofre com histórica animosidade com a Coreia, alemã vê a venda de suas grandes marcas despencarem

O final do ano está chegando e já é possível analisar o desempenho de alguns países no mercado internacional de cerveja. No Japão e na Alemanha, por exemplo, as últimas linhas dos relatórios de 2019 não devem mostrar boas notícias. Enquanto o país asiático enfrenta um boicote regional a seus produtos, o europeu vê as vendas caírem a níveis dos anos 1990.

Como consequência da guerra comercial travada entre Japão e Coreia do Sul, as exportações de cerveja japonesa têm tido quedas significativas. Em outubro, depois de meses de boicotes promovidos por populares e por setores produtivos sul-coreanos, a venda de cerveja nipônica para o vizinho chegou a zero.

No mesmo mês do ano passado, segundo o ministério das finanças do Japão, a Coreia do Sul importou 800 milhões de ienes (equivalente a US$ 7,3 milhões) em cerveja japonesa, o que correspondia a dois terços de toda a exportação do produto ao país vizinho. E, durante 2018, os sul-coreanos compraram US$ 73 milhões em cerveja japonesa, o que significou o ápice de uma série de altas que quadruplicou o comércio cervejeiro entre os dois países em três anos.

A histórica animosidade teve origem na ocupação da Coreia pelo Império Japonês, entre 1910 e 1945, período em que as duas Coreias viram sua população ser vítima de trabalho escravo e seus recursos naturais serem explorados. Após a Segunda Guerra Mundial, ações de ressarcimento foram tomadas pelo Japão, consideradas insuficientes pela opinião pública sul-coreana.

No ano passado, tribunais do país decidiram que empresas japonesas deveriam pagar multas pelo trabalho escravo na época do domínio nipônico, o que foi contestado e gerou uma série de protestos e boicotes por parte dos coreanos.

Crise germânica
Já na Alemanha o problema está no mercado interno, onde as cervejarias devem registrar queda de 2,2% nas vendas de 2019 em comparação com 2018, em um total de 91,7 milhões de hectolitros. Trata-se do menor volume vendido por elas desde a reunificação do país há exatos 30 anos – e que corresponde a um volume menor do que o vendido na Alemanha Ocidental naquele período.

De lá para cá, portanto, é como se as vendas no país tivessem diminuído o equivalente ao vendido na Alemanha Oriental. Os dados foram divulgados pelos editores do portal Inside Getraenke em um congresso em Frankfurt.

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Das 15 cervejarias com maior volume de vendas (correspondem a 39% do total), nove devem terminar o ano com números menores do que em 2018, enquanto apenas quatro têm previsão de ter algum aumento expressivo.

Segundo o relatório do portal, as grandes perdedoras são Oettinger e Erdinger, que juntas contabilizam três quartos da queda entre as 15 maiores.

A Oettinger está “esmagada” em um espaço restrito entre cervejas baratas sem marca e cervejas premium de grandes fabricantes vendidas a preços mais convidativos, de acordo com a análise. Já a Erdinger sofre com o encolhimento do segmento que lidera: o das cervejas de trigo, que encolheu 7,3% nesse ano, segundo dados da Nielsen.

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