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Polícia diz estar perto de “resultado”; Backer pede “não bebam a Belorizontina”

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O delegado da Polícia Civil de Minas Gerais, Flávio Grossi, responsável pelas investigações de contaminação de lotes da Backer, disse que está próximo de definir uma tese sobre o que aconteceu. Até o momento 17 pessoas desenvolveram sintomas da síndrome nefroneural, causada pela substância dietilenoglicol, encontrada em cervejas da marca mineira – duas delas morreram.

“Acredito que em breve, pela celeridade das investigações, nós vamos ter algum resultado, nem que seja para fechar uma linha investigativa”, disse o delegado em entrevista na tarde desta terça-feira à Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte.

Também participou da conversa o superintendente da Polícia Técnico-Científica Thalles Bittencourt, que está a frente das perícias do caso. Ele informou que é improvável que a cerveja tenha sido contaminada fora da fábrica da Backer.

Escute a entrevista dos policiais na íntegra no site da Rádio Itatiaia

“A gente pode dizer que tem (dietilenoglicol) no sangue, tem na cerveja da casa dos pacientes, tem na cerveja de dentro da fábrica e tem no tanque de resfriamento. Agora, o modo como isso se deu é algo que a investigação dirá”, informou Thalles.

Os policiais informaram ainda que, dentro da cervejaria Backer, foram encontrados tanto dietilenoglicol quanto monoetilenoglicol no sistema de resfriamento. “No tanque de onde sai todo o líquido refrigerante que vai resfriar os tanques da empresa existe o mono e o dietilenoglicol”, revelou Thalles.

Posição da Backer
A compra de monoetilenoglicol foi admitida pela cervejaria Backer, que inclusive apresentou notas fiscais à polícia. Mas a empresa continua negando que tenha comprado dietilenoglicol.

“A Backer nunca comprou, desde nosso primeiro tanque até o momento, esse dietilenoglicol. Nós usamos o monoetilenoglicol. Ele é o líquido refrigerante usado em nossos 70 tanques para refrigeração da cerveja, usado pela nossa cervejaria e centenas de outras no Brasil e no mundo inteiro”, destacou Paula Lebbos, diretora de marketing da Backer, em entrevista coletiva realizada nesta terça-feira.

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A diretora de marketing também esclareceu que a cervejaria possui processos internos bem definidos e que os lotes da Belorizontina foram fermentados no tanque de número 10, que foi lacrado e está sendo periciado. “Isso é um mistério para nós. As autoridades constataram que houve algum problema aqui dentro e eles estão investigando, em breve teremos uma resposta.”

Paula falou, ainda, que o momento exige ponderação. Assim, segundo ela, as cervejarias artesanais brasileiras não podem ser condenadas pelo que aconteceu. “O mercado cervejeiro não pode ser indiciado”, pediu.

Preocupada com a contaminação, a diretora da Backer fez também um apelo aos consumidores. “O que eu preciso agora é que vocês não bebam a Belorizontina, qualquer que seja o lote, por favor”, reforçou Paula, dando a mesma orientação para a cerveja Capixaba, que é produzida no mesmo tanque e tem a mesma receita da Belorizontina.

Caso Backer: MG confirma segunda morte com sintomas da síndrome nefroneural

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A Secretaria Municipal de Saúde de Pompéu, que fica 170 km a noroeste de Belo Horizonte, confirmou nesta terça-feira que uma mulher morreu em 28 de dezembro na cidade com sintomas da síndrome nefroneural, causada pela substância dietilenoglicol, encontrada na cerveja Belorizontina, da Backer.

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“Trata-se de paciente residente no município de Pompéu que esteve em Belo Horizonte a passeio no período do dia 15/12/2019 a 21/12/2019, cuja residência familiar se encontra no bairro Buritis”, informa a nota oficial, assinada por Fernanda Guimarães Cordeiro, secretária Municipal de Saúde.

A nota acrescenta, ainda, que o óbito aconteceu no dia 28 de dezembro e que parentes da vítima relataram que ela consumiu a cerveja Belorizontina nos dias em que esteve na capital do estado.

Já a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais informou nesta terça-feira que o número de notificações de pacientes com sintomas da síndrome nefroneural subiu para 17, mas que, por enquanto, quatro casos estão confirmados.

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“Até a data de 14/01/2020 foram notificados 17 casos suspeitos de intoxicação exógena por Dietilenoglicol, desses, 16 são do sexo masculino e um feminino. Quatro casos foram confirmados (um caso evoluiu para óbito) e os 13 restantes continuam sob investigação, uma vez que apresentaram sinais e sintomas com relato de exposição”, diz a nota divulgada pela assessoria de comunicação da secretaria.

Ainda nesta terça, policiais civis e peritos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estiveram novamente na cervejaria investigando o caso.

Mapa determina recolhimento de todos os rótulos da Backer; Cervejaria contesta

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Por conta dos casos de intoxicação por dietilenoglicol, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) determinou que a Cervejaria Backer recolha do mercado não só os lotes da Belorizontina, mas faça um “recall” de todos os produtos fabricados pela companhia a partir de outubro de 2019.

Até o momento, dois lotes da Belorizontina e uma da Capixaba – rótulos Pilsen da marca mineira – foram analisados pelo Mapa, que faz parte da força-tarefa de investigação das possíveis causas da contaminação que já conta 17 vítimas – uma delas, fatal. As investigações confirmaram a presença de dietilenoglicol nos três lotes e monoetilenoglicol em um deles.

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Antes do recall dos produtos, o ministério já havia realizado o fechamento cautelar da unidade Três Lobos, em Belo Horizonte, e a apreensão de 139 mil litros de cerveja engarrafada e 8.480 litros de chope. Também foram lacrados tanques e demais equipamentos de produção.

“O ministério segue atuando nas investigações e tomando medidas para mitigar o risco apresentado pelas cervejas contaminadas pelas moléculas dietilenoglicol e monoetilenoglicol. O Mapa faz parte da força-tarefa de investigação das possíveis causas desta contaminação”, informa o Mapa em comunicado oficial.

Outro lado
A Backer, no entanto, contesta a determinação da pasta e entrou na justiça pedindo a revogação do recall. Segundo a empresa, que se manifestou por meio de nota divulgada em suas redes sociais, a investigação e os problemas apresentados dizem respeito apenas à Belorizontina.

“A cervejaria reitera que não faz uso de dietilenoglicol em seu processo de produção, e que o episódio apurado pelas autoridades limita-se ao lote de Belorizontina, não tendo qualquer relação com os demais rótulos da empresa, que possui processos autônomos de produção”, diz a cervejaria.

A Backer é uma das cervejarias pioneiras na cena mineira. Foi fundada em 1999 e conta hoje, além da Belorizontina, com outros 21 rótulos em seu portfólio.

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A nota da cervejaria diz, ainda, que o foco da empresa está nos pacientes e em seus familiares, e que “prestará o suporte necessário, mesmo antes de qualquer conclusão sobre o episódio”.

A empresa diz também que está se encarregando de retirar do mercado os lotes citados pela Polícia Civil. Consumidores que compraram unidades contaminadas podem combinar o recolhimento dos produtos em casa, entrando em contato com a Backer pelo telefone (31) 99536-4042.

Além desses lotes, a Backer está recebendo devoluções de garrafas de quaisquer lotes da Belorizontina. Os produtos podem ser entregues no ponto de venda onde foram comprados, mediante apresentação do cupom fiscal para receber o dinheiro de volta.

A Prefeitura Municipal de Belo Horizonte também está fazendo um esforço de recolhimento de produtos dos lotes contaminados em nove postos de coleta:

  • Barreiro: Av Olinto Meireles, 327 – Barreiro
  • Centro-Sul: Av. Augusto de Lima, 30 – 14ª andar – Centro
  • Leste: Rua Salinas, 1.447 – Santa Tereza
  • Nordeste: Rua Queluzita, 45 – Bairro São Paulo
  • Noroeste: Rua Peçanha, 144, 5º andar – Carlos Prates
  • Norte: Rua Pastor Murilo Cassete, 85 – São Bernardo
  • Oeste: Av. Silva Lobo, 1.280, 5º andar – Nova Granada
  • Pampulha: Av. Antônio Carlos, 7.596 – São Luiz
  • Venda Nova: Av. Vilarinho, 1.300 – 2º Piso – Parque São Pedro

Caso Backer: Dietilenoglicol é encontrado em terceiro lote de cerveja

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Laudos do Instituto de Criminalística do Distrito Federal apontaram a presença do dietilenoglicol em mais um conjunto de cervejas da Backer. Trata-se do terceiro lote contaminado com a substância tóxica, responsável por causar sintomas de síndrome nefroneural em 17 pessoas de Belo Horizonte – e o falecimento de uma delas.

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Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, além do dietilenoglicol, outra substância também usada como fluído anticongelante em equipamentos industriais – o monoetilenoglicol – foi detectada no lote L02 1345 da Capixaba, uma Pilsen idêntica à Belorizontina, que já foi recolhida da fábrica da Backer.

Na semana passada, o dietilenoglicol havia sido encontrado em amostras pertencentes aos lotes L01 1348 e L02 1348 da Belorizontina, recolhidas junto aos familiares das vítimas de intoxicação. Exames de sangue dos afetados também acusaram a presença da substância. Na sexta-feira, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) determinou o fechamento da fábrica da Backer.

“Já podemos dizer que três lotes estão contaminados com o monoetilenoglicol e o dietilenoglicol. Podemos afirmar a existência do dietilenoglicol em garrafas recolhidas na empresa, na casa das vítimas e no sangue da vítimas”, afirma Wagner Pinto, delegado-geral e chefe da Polícia Civil de Minas Gerais.

As vítimas acometidas com a doença consumiram as cervejas no bairro de Buritis, mas os três lotes investigados também foram comercializados nos bairros de Lourdes e Cidade Nova, na capital, além de Nova Lima, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte.

Segundo Wagner Pinto, o próximo passo é entender como aconteceu a intoxicação. “Neste contexto há uma necessidade premente do trabalho pericial”, ressaltou, lembrando que até o momento só se pode afirmar a compatibilidade dos sintomas da síndrome nefroneural com o dietilenoglicol.

Saiba mais: Entenda o caso e a posição do mercado

Em nota, a Cervejaria Backer informou que a substância não é utilizada em nenhuma fase ou equipamento de seu processo de fabricação e que continua colaborando com as investigações por meio de apurações internas e perícias independentes para averiguar as possíveis causas do incidente.

Tanques contaminados
Além dos resultados da perícia em garrafas, a Polícia Civil de Minas Gerais divulgou também resultados de exames de amostras recolhidas no tanque de refrigeração usado na produção da Belorizontina. E, neles, foram constatados a presença de monoetilenoglicol.

A substância também é utilizada na indústria para evitar o congelamento de líquido em processos de produção. Ao contrário do dietileno, a perícia realizada na Backer na última quarta-feira recolheu notas fiscais que comprovam a compra de monoetileno pela cervejaria. 

O fato de a empresa afirmar que o dietilenoglicol não faz parte de seu processo de produção levantou a suspeita de que a Backer possa ter sido vítima de um ato de sabotagem. Apesar de não haver indícios concretos, uma informação chamou a atenção do mercado e está sendo levada em conta pela polícia: um supervisor da fábrica registrou, no dia 19 de dezembro, um boletim de ocorrência por ter sido ameaçado por um funcionário demitido. O supervisor, no entanto, não voltou à delegacia para dar continuidade à ação penal.

Com queda em dezembro, cerveja fecha 2019 com inflação de quase 2%

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O preço da cerveja no domicílio registrou inflação de 1,94% em 2019, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta veio mesmo após a redução de 0,77% em dezembro.

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A inflação da cerveja, no entanto, é bem inferior à do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que teve elevação de 4,31% em 2019, acima da meta do governo federal, de 4,25%.

No último mês de 2019, por sua vez, a cerveja fora do domicílio teve alta de 0,37%, fechando o ano com inflação de 1,13%. Essa elevação, porém, foi bem abaixo do IPCA de dezembro, de expressivos 1,15%.

Outros itens pesquisados pelo IBGE também apresentaram alta em 2019. Foram os casos de outras bebidas alcoólicas, seja no domicílio, com elevação de 1,65%, ou fora do domicílio, com inflação de 2,11%. E, especialmente, do setor de alimentação e bebidas, com aumento nos preços de 6,37%, puxado pelas carnes.

Desses elementos pesquisados, apenas o item outras bebidas alcoólicas no domicílio teve deflação em dezembro, de 0,29%. Os demais apresentaram inflação: outras bebidas alcoólicas fora do domicílio subiram 0,28% e alimentação e bebidas, 3,38%.

“O destaque ficou com as carnes, cuja variação acumulada no ano foi de 32,40%, com a maior parte do aumento nos preços concentrada no último bimestre (27,61%)”, explica Pedro Kislanov, gerente do IPCA.

“Pesou também a alta nos planos de saúde (8,24%), por conta do reajuste autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A alimentação fora do domicílio também influenciou o índice, em função do aumento das carnes”, complementa Kislanov.

Menu Degustação: Cursos de tributação, Belgian da Ouropretana, festival em SP…

Festival em SP
Comemorando o aniversário da maior cidade do país, o Festival das Cervejarias Paulistanas ocorre dias 24, 25 e 26 de janeiro, com a participação de 13 marcas de São Paulo. São elas: Avós, Capitão Barley, Caravan, Central, Croma, Dogma, Goose Island, Kinke, Nacional, Tarantino, Van Der Ale, Vórtex e WOT. O evento terá food-trucks e atrações musicais como a banda Frango Vegano e o Bloco Urubó. Com foco no conceito de sustentabilidade, os participantes deverão comprar um Eco Copo por R$ 5 ou levar o seu próprio de casa. A entrada é gratuita. Na sexta o horário será das 16h às 22h, no sábado das 12h às 22h e no domingo das 12h às 20h. O evento acontece na Tarantino, na rua Miguel Nelson Bechara, 316. Mais informações no Facebook do evento.

11 anos da Paulistânia
No próximo dia 25 haverá a comemoração de 11 anos da cervejaria Paulistânia, na zona Sul de São Paulo. A festa terá chopes da marca e da Erdinger, além de um outlet de cervejas especiais para quem quiser levar garrafas para casa. A entrada é gratuita, mas os participantes podem colaborar com 1kg de alimento não perecível para o projeto social do grupo de motociclistas Insanos MC. O evento, que ainda terá música ao vivo, acontecerá das 12h às 19h na avenida Engenheiro Eusébio Stevaux, 1469. Detalhes no Facebook.

Cursos de tributação
Com o objetivo de ajudar as artesanais a entenderem melhor o complexo cenário tributário, a Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva) promoverá cursos de tributação cervejeira. No primeiro semestre serão quatro oportunidades: em Florianópolis, dia 30 de março, em Fortaleza, dia 13 de abril, no Rio de Janeiro, em 25 de maio, e em Vitória, no dia 8 de junho. As aulas terão duração de oito horas e serão ministradas pela advogada tributarista Elizabeth Bronzeri. As inscrições serão abertas em breve no site da Abracerva e custarão R$ 300 para o público em geral e R$ 150 para os associados da entidade.

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Estrangeiros no Brasil
Os 14 cursos concentrados de janeiro da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM), que começam nesta segunda-feira, em Blumenau, irão receber 300 alunos do Brasil e também de outros países, como Argentina, Angola, Colômbia, Paraguai, Peru e Uruguai. Além dos cursos em formato intensivo, com aulas de manhã e à tarde, haverá dinâmicas extracurriculares, como visitações em fábricas da região. “São três semanas que movimentam não só a escola, mas também hotéis, restaurantes e outros estabelecimentos da cidade”, comenta Carlos Bressiani, diretor da ESCM. Só em 2019, a presença dos estudantes gerou mais de R$ 4,5 milhões para a economia local, segundo estudo realizado pela instituição. A estimativa é que neste ano chegue a R$ 5 milhões.

Mascavo da Ouropretana
A marca mineira acaba de apresentar uma novidade: o chopp Mascavo Belgian Blonde, receita sazonal que está disponível nos bicos da Loja da Fábrica, em Ouro Preto. Em sua composição, a cerveja leva açúcar mascavo artesanal de um engenho de cana da região. A Ouropretana tem, como fornecedores, produtores que trabalham com produtos sustentáveis, incentivando a microeconomia local e o crescimento regional.

Festa da Landel
Aconteceu neste sábado o aniversário de um ano do Tap House da Landel, localizado no Taquaral, em Campinas. Para comemorar a cervejaria lançou novos drinks com cerveja: a CaipirIpa e a Pilserinha, caipirinhas com Session IPA e Mandarina Lager, respectivamente. Neste primeiro ano de existência, o local colecionou boas histórias, recebeu inúmeros food trucks e promoveu eventos como os encontros de colecionadores de tampinhas de garrafas, de copos e de bolachas de chope. A Landel é a mais antiga cervejaria artesanal de Campinas, completando 6 anos em 2020.

Caso Backer: Entenda a polêmica, o que é o dietilenoglicol e a visão do mercado

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A Polícia Civil de Minas Gerais e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estão investigando como uma substância tóxica – o dietilenoglicol – foi parar na Belorizontina, da cervejaria Backer. A apuração começou após dez pessoas serem internadas com sintomas de uma síndrome desconhecida – um homem de 55 anos faleceu.

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A investigação da vigilância sanitária, então, identificou que todos os pacientes consumiram a mesma marca de cerveja no mesmo bairro de Belo Horizonte, fato que chamou a atenção e colocou a Belorizontina como principal suspeita de ter causado dores abdominais, náuseas, vômitos, insuficiência renal e problemas neurológicos, como perda de visão e paralisia facial.

Amostras da cerveja na casa dos pacientes foram recolhidas e enviadas para uma perícia técnica no Instituto de Criminalística da Polícia Civil. E o resultado, divulgado na quinta-feira, apontava para a presença da substância dietilenoglicol.

“Informo que nas duas amostras de cerveja encaminhadas pela vigilância sanitária do Município de Belo Horizonte (cerveja Pilsen marca Belorizontina, lotes L1 1348 e L2 1348) foi identificada a presença da substância dietilenoglicol em exames preliminares. Ressalto que estas garrafas foram recebidas lacradas e acondicionadas em envelopes de segurança da vigilância sanitária municipal n. 0024413 e 0021769, respectivamente“, informou a Polícia Civil.

Na sexta-feira, diante do ” risco iminente à saúde pública”, o Mapa interditou a cervejaria, determinou o recolhimento de todas as garrafas de Belorizontina que estão no mercado e ainda apreendeu 16 mil litros da bebida que estavam na Backer.

A substância e a contaminação
O dietilenoglicol é usado como anticongelante em sistemas de refrigeração ou como diluidor de algumas substâncias químicas. Uma cervejaria, por exemplo, poderia colocá-lo na água para resfriar o mosto e para manter baixa a temperatura dos tanques durante a fermentação e a maturação.

Segundo o mestre-cervejeiro Luiz Signoretti, gerente de processos da Dortmund, de Serra Negra, em nenhum dos casos a substância entra em contato com a cerveja. “Para que haja uma contaminação tem que haver algum tipo de falha nas soldas internas dos tanques”, esclarece Signoretti, que possui 25 anos de profissão.

Já Carlo Lapolli, presidente da Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva), diz que é muito raro um vazamento nas serpentinas do sistema de refrigeração. Mesmo que aconteça, acrescenta ele, a solução não vai para dentro dos tanques pois ela é aplicada em uma camada externa, sem contato direto com a cerveja.

“Vazamento para dentro do tanque é uma coisa muito rara, eu particularmente não tenho notícia desse tipo de contaminação em nenhuma cervejaria do mundo”, ressalta o presidente da Abracerva.

Há, ainda, segundo Lapolli, outra questão importante: para fazer mal dessa forma ao ser humano, a concentração de dietilenoglicol teria que ser extremamente alta na cerveja. “Ele é usado de forma diluída e, mesmo que houvesse um vazamento, ele seria ainda mais diluído nos milhares de litros de cerveja no tanque e não causaria dano”, avalia.

O uso nas cervejarias
Outro ponto que chama a atenção é que o dietilenoglicol, em geral, não costuma ser usado pelas cervejarias por ser muito caro. A prática do mercado é usar etanol diluído em água para agir como anticongelante, que é bem mais barato.

Em comunicado, a própria cervejaria Backer diz que não utiliza o dietilenoglicol em nenhuma etapa do processo de produção. “A Backer reforça que a substância dietilenoglicol não faz parte de nenhuma etapa do processo de fabricação de seus produtos, inclusive da Belorizontina. E reitera que continua colaborando com as autoridades e que se solidariza com as famílias envolvidas.”

Fato é que o caso ainda tem muitas questões a serem respondidas pela investigação, como aponta Luiz Signoretti, da Dortmund. “Devemos esperar por mais avaliações, feitas por mais de um laboratório, para evidenciar se de fato a substância está na cerveja. E, estando, ainda tem que se provar que de fato esse produto veio da cervejaria. Acredito que é muito prematuro fazer qualquer julgamento.”

Impacto no mercado
A repercussão, porém, já começa a causar impacto no pujante mercado de cerveja artesanal brasileiro. A cervejaria Mago do Malte/Landbier, de Presidente Prudente, teve nesta sexta-feira dois pedidos de venda cancelados depois da repercussão.

“Acho que, em um primeiro momento, ocorrerá uma queda de credibilidade nas cervejas artesanais. À medida das conclusões investigativas, porém, a credibilidade voltará”, projeta Luiz Carlos Freitas, proprietário da cervejaria.

Mesmo antes da determinação do Mapa, a Backer estava recolhendo do mercado os lotes citados no laudo. A cervejaria ainda disponibilizou um número de telefone para que os consumidores que tenham garrafas desses lotes agendem a retirada. O número exclusivo para esse serviço é o (31) 99536-4042.

Caso Backer: Mapa fecha fábrica e determina recolhimento da Belorizontina

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) determinou na tarde dessa sexta-feira o fechamento da Cervejaria Backer, sediada em Belo Horizonte (MG), como medida preventiva diante de “risco à saúde pública”.

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A determinação ocorre após laudos realizados pela Polícia Civil do Estado de Minas Gerais terem identificado a presença de dietilenoglicol em amostras da cerveja Belorizontina Pilsen, nos lotes L1 1348 e L2 1348. O órgão determinou, ainda, o recolhimento de todas as unidades do rótulo disponíveis no mercado.

Segundo a Polícia Civil, a substância tóxica foi encontrada em garrafas da bebida consumidas em dezembro por pessoas que apresentaram problemas de saúde e seguem internadas. Até o momento, a força-tarefa que investiga os possíveis casos de contaminação contabilizam dez vítimas, sendo uma pessoa morta e nove internadas.

“Diante do risco iminente à saúde pública, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) realizou, como medida cautelar, o fechamento da Cervejaria Backer, fabricante da cerveja Belorizontina. Na mesma oportunidade, foram determinadas ações de fiscalização para a apreensão dos produtos que ainda se encontram no mercado”, aponta o Ministério em comunicado.

A nota do Mapa acrescenta, ainda, que auditores fiscais federais agropecuários continuam engajados na apuração das circunstâncias em que ocorreram a contaminação.

“Análises laboratoriais seguem sendo realizadas nas amostras coletadas pela equipe de fiscalização das Superintendências Federais de Agricultura. Além disso, mais de 16 mil litros de cervejas foram apreendidos cautelarmente. Novas informações serão prestadas após os resultados das análises laboratoriais feitas pelo Mapa”, acrescenta o Ministério.

A Backer, em nota, afirma que o dietilenoglicol não faz parte de seu processo de produção. Aponta também que está recolhendo os lotes L1 1348 e L2 1348 do mercado e que está disposta a colaborar com as investigações para a apuração do caso.

Abracerva cria núcleo para mostrar que inclusão “não é pena, mas oportunidade”

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O ano de 2020 promete trazer uma importante iniciativa com o intuito de ampliar a diversidade e a inclusão no setor cervejeiro: a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) vai implementar em sua estrutura um “braço” para discutir essa temática de modo mais planejado.

A inspiração para a iniciativa da Abracerva veio da Brewers Association, dos Estados Unidos. Por lá, em 2017, uma comissão foi criada para promover a inclusão e a diversificação na comunidade cervejeira. Desde então, produziu material sobre boas práticas de diversidade e inclusão e criou um programa para subsídios de eventos que promovam essas políticas.

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Além disso, a Brewers Association contratou uma embaixadora que viaja pelos Estados Unidos para conversar com os responsáveis pelas cervejarias sobre as temáticas do comitê, abordando assuntos relativos à igualdade e à inclusão.

A ideia da Abracerva será replicar essas ações, trazendo-as para a realidade do setor cervejeiro do Brasil, como explica Nadhine França, consultora cervejeira, fundadora da Maria Bonita Beer e responsável pelo núcleo de diversidade da associação.

“A gente está tentando fazer isso do modo mais sistemático e mais fácil para as cervejarias, com um núcleo dentro da Abracerva, que vai trazer essa discussão em 2020, tomando como exemplo o que a Brewers Association fez em 2017 com a criação do comitê de diversidade”, explica Nadhine ao Guia.

“A Brewers Association tem uma embaixadora que dá palestras e fez manuais para cervejarias tomarem isso como uma parte estratégica da empresa, porque é importante reforçar essa situação”, acrescenta Nadhine.

A ideia do núcleo, portanto, será demonstrar que a diversidade e a inclusão trazem benefícios para as cervejarias que vão além dos sociais. A partir disso, há uma perspectiva de crescimento da participação de mulheres, negros e LGBTs no setor, pois isso atrai mais talentos, impulsiona a inovação e também amplia o público-alvo.

Nadhine diz acreditar que um comitê de diversidade será importante para incutir nas cervejarias a ideia de que a busca por igualdade e inclusão é uma importante estratégia para o sucesso do negócio.

“A diversidade não é pena, algo feito para ajudar. É bom para o seu negócio. É bom começar a pensar de forma diferente e espero que 2020 ajude a mais cervejarias a pensarem assim”, conclui a fundadora da Maria Bonita Beer.

Indústria cai no Brasil, mas produção de bebidas alcoólicas sobe pelo 3º mês

A produção de bebidas alcoólicas no Brasil registrou crescimento pelo terceiro mês consecutivo. A elevação em novembro foi de 5,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

O resultado se deu no sentido oposto ao da produção industrial brasileira, que recuou 1,2% na comparação com o mês imediatamente anterior com ajuste sazonal.

“A queda verificada em novembro eliminou uma parte importante do crescimento atingido nos meses anteriores, sendo que 16 categorias, dentre as 26 avaliadas, tiveram queda”, ressalta André Macedo, gerente da pesquisa.

Mas, segundo os dados do IBGE, a produção de bebidas alcoólicas no Brasil permaneceu em crescimento em 2019, agora de 5,1% até novembro. Já o aumento no período de 12 meses é de 4,9%.

O cenário de crescimento em novembro se repete na indústria de bebidas em geral. Houve elevação de 6,7% no 11º mês do ano, com os dados também sendo positivos em 3,9% no somatório de 2019 e em 3,2% nos últimos 12 meses.

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O mesmo panorama se repete com a produção de bebidas não-alcoólicas: a elevação foi de 7,8% na comparação com o mesmo período de 2018, sendo de 2,4% nos 11 primeiros meses de 2019 e de 1,4% no acumulado dos últimos 12 meses.