back to top
InícioNotíciasMercadoInflação da cerveja acelera em fevereiro, mas fica abaixo de alta histórica...

Inflação da cerveja acelera em fevereiro, mas fica abaixo de alta histórica do IPCA

Assim como já havia ocorrido em janeiro, a cerveja fechou o mês de fevereiro com uma inflação menor do que a do índice oficial, o IPCA. De acordo com dados divulgados pelo IBGE, o item no domicílio ficou 0,93% mais caro. A alta do seu preço foi, assim, menor do que a inflação geral no mês passado, de 1,01%, a maior para o mês desde 2015. Também foi a mais elevada taxa mensal desde outubro de 2021.

Em janeiro, a cerveja registrou alta de 0,42%, frente ao IPCA de 0,54%. Desta forma, a bebida teve inflação mais elevada em fevereiro, ficando mais próxima do índice que contabiliza os valores de todos os produtos pesquisados pelo IBGE.

Leia também – Queda de 13,9% na fabricação de alcoólicas no início do ano influencia recuo da indústria

Já a cerveja fora do domicílio, vendida em estabelecimentos com bares e restaurantes, teve aumento médio de 0,72% em fevereiro e ficou muito perto de repetir o índice de 0,74% de janeiro em sua variação mensal em relação a dezembro.

No primeiro bimestre de 2022, a cerveja no domicílio contabiliza inflação de 1,36%, também ficando abaixo do índice geral deste período inicial do ano, que foi de 1,56%. O mesmo acontece com o preço médio desta bebida consumida fora de casa, que subiu 1,46%.

O panorama com valores com índices abaixo do IPCA é observado ainda no período acumulado dos últimos 12 meses, com a cerveja tendo elevação de custo de 8,39% no domicílio e de 5,97% fora neste período, que registrou inflação geral de 10,54%.

O aumento dos preços da cerveja também é menor do que as altas constatadas para outras bebidas alcoólicas no domicílio na variação mensal e no acumulado do ano, que foram de, respectivamente, 1,46% e 6,75%. No intervalo dos últimos 12 meses, porém, a inflação deste item, de 4,86%, foi bem inferior ao índice de 8,39% para a cerveja no domicílio no período.

Os preços das outras bebidas alcoólicas fora do domicílio, registram deflação de 0,31% em fevereiro e de 1,48% ao longo de 12 meses. Já no acumulado do ano, os valores ficaram praticamente estagnados, com alta de apenas 0,19%.

Alimentos e bebidas acima do IPCA
O maior aumento dos preços da cerveja também reflete uma tendência de alta dos itens de alimentação e bebidas, cujo índice ficou acima do IPCA, em fevereiro. Este grupo registrou elevação de 1,28% em relação a janeiro, quando já havia apresentado salto de 1,11% no comparativo com dezembro.

O item alimentação e bebidas, entre todos os grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, foi o segundo com maior variação mensal, ficando atrás apenas do tópico educação, que teve um alta significativa, de 5,61%.

“Em fevereiro, são incorporados no IPCA os reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo. Com isso, esse foi o grupo que teve o maior impacto no mês, contribuindo com 0,31 ponto percentual. O outro grupo que pesou bastante no mês foi o de alimentação e bebidas, que acelerou para 1,28% e contribuiu com 0,27 ponto percentual. Juntos, os dois grupos representaram cerca de 57% do IPCA de fevereiro”, ressalta o gerente da pesquisa do IBGE, Pedro Kislanov.

No acumulado do ano, a inflação dos alimentos e bebidas fica em 2,41%. Está acima, portanto, do IPCA deste período, de 1,56%. É o contrário do que ocorre com os números que englobam a evolução dos preços nos últimos 12 meses, com uma alta de 9,12%, abaixo dos 10,54% do IPCA deste ciclo.

O órgão também enfatiza que o grupo de alimentação e bebidas vem registrando altas sucessivas desde o início da atual série histórica, em janeiro de 2020. A única exceção neste período de pouco mais de dois anos ocorreu em novembro de 2021, quando o item teve deflação de 0,04%.

NOTÍCIAS RELACIONADAS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui